LAMA: O crime da Vale no Brasil, de Carlos Pronzato e Richardson Pontone

POR: Náthaly Escobar Quantas toneladas exportamos de ferro? Quantas lágrimas disfarçamos sem berro? ( Drummond, 1984) A presente resenha acadêmica pretende analisar o documentário “LAMA: O crime Vale no Brasil”, dirigido, independentemente, por Richardson Nicola Pontone, professor, fotógrafo e documentarista, e Carlos Pronzato, cineasta das lutas sociais da América Latina, documentarista, poeta e escritor. O…

PodCriticar EP. 13 – Bacurau e a valorização da história e da cultura brasileira

Neste episódio, a monitora Camila Dutra e dois convidados, Francisco e Luana, debatem sobre o filme Bacurau (2019), dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Acompanhe o PodCriticar, também, no Google Podcasts e Deezer. Créditos aos estudos utilizados de referência: PALMA, Alexandre; ASSIS, Monique Ribeiro de; VILAÇA, Murilo Mariano. Bacurau: uma metáfora do Brasil…

Narrativa em abismo

Uma narrativa construída em abismo. Muitas questões são abertas e nenhuma possui explicação aparente ou se quer subentendida nas imagens: é como se tudo fosse uma realização de um desejo imagético do diretor ou até mesmo um sonho que virou filme. É possível dizer apenas das impressões que tivemos ao assistir, mas sem nenhuma comprovação de que algo estará explícito na tela ou até mesmo na intenção da obra.

Conhecendo o Terror Brasileiro

José Mojica Marins, diretor e intérprete de Zé do Caixão, o maior ícone do terror brasileiro, já dizia que “Nós somos o país das superstições”. Em um país com um folclore tão rico e lendas urbanas locais que são passadas entre gerações (Loira do Bonfim em Belo Horizonte, a Moça do Táxi em Belém, os acontecimentos sobrenaturais no Edifício Joelma em São Paulo…), é impensável que o gênero de terror não fosse vingar no cinema nacional.

Mulher, uma perspectiva

O filme A entrevista (1966), de Helena Solberg, funciona como uma lupa para a condição feminina de seu tempo, evidenciando, não obstante, um  pensamento conservador ainda presente na atualidade. Na obra, seleciona-se depoimentos  de mulheres sobre as supostas características da feminilidade nos anos 1960, de forma a tensionar papéis sociais e identidades fixas.

O pioneirismo de Helena Solberg em A Entrevista

Apesar de defender que Ana Carolina já filmava, Helena Solberg ficou conhecida como a primeira e única mulher entre os diretores do Cinema Novo no Brasil. Sua trajetória nos ajuda a compreender, num primeiro momento, sua identidade cinematográfica e o dilema que enfrentou: de seguir carreira profissional ou dedicar-se integralmente à família.