Por: João Gabriel Ferreira

Dirigido por Lasse Hallström, O Mapa que Me Leva até Você é uma adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome escrito por J.P. Monninger, lançado no dia 20 de Agosto de 2025. Contando com grandes nomes da atualidade como: Madelyn Cline e K.J. Apa, a obra acompanha Heather (Madelyn), uma jovem extremamente organizada, em sua viagem pela Europa com suas melhores amigas, antes de ter que encarar sua nova vida profissional. Porém seu mundo vira de cabeça para baixo quando ela conhece Jack (K.J. Apa), um jovem misterioso e aventureiro, no qual seu espírito livre contrasta a todo momento com a racionalidade e os planos já bem traçados de Heather.
Embora previsível em boa parte do filme, a trama busca explorar os contrastes entre seguir um caminho já traçado socialmente ou arriscar-se no desconhecido em busca de se auto descobrir, trazendo consigo questionamentos e reflexões sobre a juventude, liberdade e o peso das expectativas profissionais. Além disso, o enredo ganha força pelas suas belas ambientações, levando o telespectador a explorar e conhecer as belas paisagens europeias, como a Espanha, Itália e Portugal, servindo até mesmo como um cartão-postal dos belos momentos vividos pelos personagens para os que assistem.

No entanto, o romance apresenta alguns problemas que não podem ser deixados pra lá. Mesmo com a boa química entre os personagens principais, a construção deles em alguns momentos parece ser extremamente superficial e até um pouco estereotipada. Isso pode ser visto por alguns escândalos de Jack e sua rebeldia a todo momento, quanto que pelo lado de Heather, mesmo que bem desenvolvida, ainda cai no modelo das obras do gênero, em que a jovem precisa de um grande amor para se encontrar no mundo.

Apesar dessas pequenas ressalvas, O Mapa que Me Leva até Você cumpre bem seu papel como um romance contemporâneo, sendo uma diversão leve, rápida e emocionalmente envolvente. O longa consegue dialogar tanto com um público que se encontra em fase de transição diante das pressões do futuro, quanto aqueles que só querem matar o tempo e se entreterem com um bom e velho filme de romance. Ele deixa propositalmente seu final em aberto, priorizando a beleza do amor e da conexão entre os dois e focando na ideia de que amar intensamente, mesmo que por pouco tempo, vale a pena.


