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A imagem é dividida em duas partes. A parte da esquerda mostra uma casa antiga coberta por vegetação de ambos os lados, com sua fachada grafitada e uma estrutura desgastada. Na parte da direita, observa-se Chico Felitti em primeiro plano, ele é branco, tem cabelo curto loiro escuro, usa uma regata simples de cor branca e uma camisa xadrez por cima dela. O cenário aparenta ser uma casa, com uma estante à direita de Chico, e uma parede verde escura ao fundo.
A história do podcast focou em uma moradora de uma mansão abandonada em Higienópolis, em São Paulo / Foto: Divulgação/Prime Video

Chico Felitti: muito além da Mulher da Casa Abandonada

Na manhã de uma segunda-feira (6/10), Chico Felitti estava em Belo Horizonte para investigar o caso “A Síndica do JK”. Uma história inacreditável: a síndica que transformou um prédio no centro de BH em uma pedaço da Coreia do Norte. Ela é conhecida como “processona, processa todo mundo e ganha muitas vezes” e, segundo Chico,  “abriu-se uma brecha para contar essa história sem o risco de perder um processo de 300, 400 mil reais”. Aproveitando a passagem pela capital mineira, aceitou o convite de vir até a PUC Minas conceder uma entrevista para o Colab. Pela primeira vez no Campus Coração Eucarístico, após a entrevista, surpreendeu os alunos de comunicação conduzindo um bate papo, com os estudantes da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) . Chegou usando uma camisa azul petróleo, uma calça preta, um par de all star e uma bolsa tiracolo. Seu estilo era despojado que reafirmava a liberdade de seu trabalho. Já na chegada, ao cumprimentar os estudantes e professores, mostrou quem é fora dos bastidores: não só um jornalista investigativo como também uma pessoa carismática, acessível e espontânea.

Em uma época em que se apoiar apenas nos meios de comunicação tradicionais se torna insustentável e os profissionais do jornalismo são forçados a sair da zona de conforto, Chico Felitti transita entre as mídias com maestria. “Eu sou um jornalista que mudou conforme o jornalismo mudava […]. Saí (da Folha de S. Paulo) para escrever um livro – numa época em que livro não vendia – e fazer podcast – numa época em que ninguém ouvia podcast.” 

Conhecido pelo sucesso do podcast A Mulher da Casa Abandonada, que, conforme a Folha de S. Paulo, registrou mais de 11 milhões de downloads e liderou os rankings de audiência em 2022, Chico, como prefere ser chamado, vai bem além dessa produção.

Natural de Jundiaí, no interior de São Paulo, Chico, aos 39 anos, afirma nunca ter sido um bom aluno. Mas sofria com a clássica pressão de ter que fazer uma graduação, como jovem de classe média e sendo da segunda geração que teve acesso ao ensino superior na família. Ele conta que ao concluir o ensino médio não tinha ideia de qual carreira seguir e teve que escolher “de olhos fechados” o que iria cursar. Atribui ao acaso e à “alta probabilidade de passar” a entrada nas Ciências Sociais. Além da Sociologia, optou também  pelo Jornalismo,  que era o que mais se aproximava de seus gostos pessoais e “não parecia uma ideia horrível”.

Mudou-se para a capital São Paulo para cursar concomitantemente Jornalismo na PUC-SP e Ciências Sociais na USP. Como ainda precisava trabalhar enquanto fazia as duas faculdades, afirma não ter aproveitado nenhum dos cursos completamente. “Eu me formei fora da sala de aula”, dispara Chico. Apesar das condições adversas, encontrou na comunicação uma paixão. 

Como entrou muito cedo no mercado de trabalho, teve experiências práticas que moldaram seu trabalho muito mais profundamente que a vida acadêmica, tendo assim a oportunidade de se encantar pelo ofício muito antes de se encantar pelo estudo. 

Em um estúdio de gravação, o entrevistado fala sobre o processo de apuração e os bastidores de suas reportagens. A cena é iluminada por refletores e acompanhada de equipamentos profissionais de som, revelando o clima de concentração e cuidado característico de produções jornalísticas que buscam contar histórias reais com profundidade.
Momento durante entrevista para o Colab com Chico Felitti / Foto: Victória Barros

O primeiro contato com o jornalismo

A essência de Chico fica evidente desde os primeiros trabalhos, sendo sempre atraído para empregos que envolviam o contato com pessoas e o frenesi das rotinas produtivas. Em entrevista ao Colab ele conta: “eu nunca trabalhei numa firma. Aceitei um emprego uma vez em que eu fiquei 72 horas, no terceiro dia eu me levantei e falei: ‘Gente, não é pra mim, não é pra vocês. Muito obrigado pela tentativa, sorte e sucesso.’ E fui embora, porque era isso, ficar sentado numa cadeira fazendo reunião é a minha criptonita. Eu acho que é literalmente isso, eu não duraria seis meses vivo num emprego em que eu tivesse que ficar sentado numa cadeira, com ar-condicionado, fazendo reunião.” Essa dificuldade em se adaptar a rotinas engessadas fez com que buscasse, desde cedo, experiências que o mantivessem em movimento.

Ciceroneando Naomi Campbell

Aos 19 anos, já era guiado pela curiosidade, que mais tarde definiria a carreira. Depois de cobrir música eletrônica, mergulhou no mundo da moda, trabalhando em uma agência de comunicação que atendia a atriz e modelo britânica Naomi Campbell. Esse foi seu primeiro trabalho. Chico tinha como função acompanhá-la de um lado para o outro no Brasil – como uma espécie de “babá” improvisada. 

Enquanto outros viam o trabalho como insalubre, ele via como uma grande aventura: “atender telefonemas às três horas da manhã para encontrar um cookie red velvet, lidar com o temperamento de Naomi, e, sobretudo, testemunhar um universo inacessível para a maioria.” 

O trabalho que para muitos era indesejável, deu a Chico acesso a um universo de personalidades ilustres e lugares que nunca imaginou conhecer. Para ele, “isso é o resumo do jornalismo, ver e viver coisas que jamais teria vivido se não fosse pelo ofício”. Foi essa mesma disposição que, depois, o levou à Folha de S. Paulo, marcando o início de uma nova fase: o mergulho no jornalismo “sério”. 

Da redação à reinvenção profissional

Durante os quatro primeiros meses na Folha de S. Paulo, Chico atuou como trainee, sem nenhum ganho financeiro, apenas colecionando experiências.

Quando foi efetivado na Folha, passou por diversas editorias, cobrindo desde temas de grande impacto internacional, como a crise dos refugiados da Síria, e até pautas  culturais, como a semana de moda. Para ele, a redação funcionava como um verdadeiro playground, um espaço de experimentação, em que era possível transitar livremente entre formatos, linguagens e temas.

Após uma década na Folha, percebeu que era o momento de mudar de rumo. Recebeu uma proposta de emprego da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e, ao pedir demissão, acreditava estar se despedindo do jornalismo, sem acreditar que esse caminho voltaria por outras vias. Pouco tempo depois, foi surpreendido com a dispensa da EBC, sem aviso prévio,  antes mesmo de iniciar o novo trabalho.

Roteirista autoral e conectado às ruas

Mesmo diante do contratempo, não ficou parado. “Dei meus pulos”, dispara. Passou a escrever para pessoas que admirava, enviando e-mails e propostas para colaboração. Algumas delas responderam positivamente, o que abriu novas portas. Assim, começou a elaborar projetos em parceria, como o que desenvolveu com a escritora Fernanda Young e com roteiristas de humor no Multishow. 

Afastou-se momentaneamente do jornalismo diário e passou a atuar como assistente de roteiro para televisão e cinema. Essa experiência representou não apenas uma transição, mas também uma reinvenção: o contato com outras linguagens narrativas ampliou a visão de como contar histórias, preparando o terreno para o retorno posterior ao jornalismo, mais autoral e conectado às ruas.

Entre roteiro e realidade: quando a rua chama

Foi assim que começou a se dedicar a outro tipo de narrativa: histórias reais, mais longas e humanas. “Sempre tive vontade de contar a história de pessoas que estão à margem da sociedade”, explica. O ritmo acelerado do jornal diário, segundo ele, não permitia “mergulhos” tão profundos. 

A primeira experiência marcante foi a história sobre o artista conhecido como Fofão da Augusta, em São Paulo. A história de grande repercussão não apenas chamou a atenção do público, mas também simbolizou a virada na trajetória profissional.

O contador de histórias reforça que muitas narrativas nascem do convívio cotidiano, do acaso das ruas. “Acho que os personagens me escolhem um pouco”, assegura. A essência está no hábito de estar entre desconhecidos, observando gestos, conversas e detalhes. 
“Meu trabalho é a rua, sem a rua eu morro”, resume Chico Felitti, deixando claro que é no contato direto com as pessoas que encontra matéria-prima para as narrativas.

Mesmo em períodos de trabalho intenso na Folha de S. Paulo, quando viajou para diferentes lugares, inclusive a China, nunca perdeu a sensação de ser, acima de tudo, um repórter de campo. “Sempre tive o privilégio de não ficar dentro de um escritório”, conta, ressaltando que é a rua, com seus personagens, histórias e imprevistos, que sustenta seu olhar jornalístico.

A imagem mostra uma residência de arquitetura clássica, com paredes de tijolos aparentes e janelas verdes, parcialmente encoberta por árvores. O imóvel, marcado pelo abandono e pelo mistério, ganhou notoriedade após ser tema de uma investigação jornalística sobre um caso que misturava crime, fuga e reclusão. O contraste entre o passado luxuoso da construção e seu estado atual reforça o tom de decadência e mistério que cerca a narrativa.
Casarão em São Paulo virou ponto turístico após a história viralizar/Reprodução: Instagram.

A Mulher da Casa Abandonada: fenômeno que ninguém queria ouvir 

Quando A Mulher da Casa Abandonada estreou em 2022, ninguém, tampouco o próprio Chico Felitti, imaginava a proporção que o projeto alcançaria. O podcast, lançado pela Folha de S. Paulo, rapidamente deixou de ser apenas mais uma produção para se tornar um fenômeno cultural. Durante várias semanas, ocupou o topo das paradas de áudio do Brasil, ganhou destaque internacional e se espalhou pelas redes sociais, pelas rodas de conversa e até pelas ruas de Higienópolis, bairro nobre de São Paulo onde a história se desenrola.

O ponto de partida, no entanto, nasceu do acaso. Como o próprio jornalista costuma dizer, tudo nasceu de “uma caminhada curiosa”. Em um dos seus passeios com os seus cachorros, deparou-se com uma mansão em ruínas, coberta de limo e cercada de mistério. Movido pela curiosidade e por sua vontade de descobrir e contar histórias inusitadas,  decidiu investigar quem vivia ali. 

O que começou como a ideia de uma simples crônica sobre uma casa abandonada, logo se transformou em algo muito maior: a revelação de que a moradora era uma mulher procurada pelo FBI, acusada de manter uma empregada doméstica em regime de escravidão nos Estados Unidos. Uma trama que unia crime, exílio, negação e memória, mas também colocava Chico no centro de uma investigação de alcance inesperado.

“Foi a coisa mais fácil que eu já escrevi”, admite. Isso porque, segundo ele, “ tudo aconteceu de forma cronológica”. Ele revela que optou por contar a história em primeira pessoa e conforme ela se desenrolava. “Estava narrando a busca conforme ela acontecia – era um fluxo de rio. Primeiro dia, segundo dia, terceiro dia.” A cronologia na perspectiva dele, que não representava a cronologia dos acontecimentos, representa um diferencial do podcast, do trabalho de Chico e elemento de curiosidade para o público, que, ao ouvir, deseja acompanhar e descobrir os fatos junto com o repórter.

Mais do que revelar uma personagem, o projeto mostrou também a capacidade de Chico transformar o acaso em narrativa, aproximando o jornalismo investigativo e o storytelling literário, sempre com olhar atento para os detalhes, para as pessoas à margem, mas que pode, de repente, mobilizar a sociedade.

A história que saiu do podcast

A narrativa, marcada pela espontaneidade e pela sensação de descoberta em tempo real, deu ao público a impressão de estar acompanhando a história, passo a passo. Essa imersão fez com que A Mulher da Casa Abandonada ultrapassasse a barreira do jornalismo tradicional e se transformasse em evento cultural.

O sucesso, porém, trouxe muito mais do que números de audiência. A série levantou debates sobre ética jornalística, o impacto da exposição pública e o limite entre informação e espetáculo. “Ninguém esperava que fosse explodir daquele jeito”, revela Chico. “De repente, pessoas acampavam na frente da casa. Era como se o público tivesse assumido o papel de investigador, e isso me fez repensar o alcance do jornalismo narrativo em áudio.”

O barulho em torno do podcast mostrou que o público estava disposto a ouvir muito mais do que um caso curioso em Higienópolis: havia fome por histórias reais, urgentes e humanas. É justamente nesse espaço, entre o jornalismo narrativo e o impacto social, que o trabalho de Chico se consolida como uma forma de narrar o que parece invisível.

Narrativa como forma de denúncia

As histórias contadas por Chico buscam relatar um acontecimento inesperado que muitas vezes está relacionado a questões humanitárias. O podcast vai muito além de apenas entreter o público ou manter a audiência, é sobre compartilhar uma narrativa e denunciar diferentes realidades. Cada relato traz consigo a luta de um grupo, e, como declara o próprio Chico:

A história de uma pessoa é a história de um mundo.

Tudo se inicia a partir de um acontecimento interessante, curioso ou absurdo, que desperta no jornalista essa sede por entender e compartilhar uma história. Como, por exemplo, o caso do síndico que quebra o carro de um dos moradores do prédio em que mora e ameaça atirar no vizinho, ou da mulher que mora em uma casa aparentemente abandonada na região central de São Paulo e, quando aparecia na janela, estava sempre com o rosto coberto com um creme branco. São histórias que vão se revelar surpreendentes e que carregam consigo um subtexto muito mais profundo, que podem abordar desde gentrificação e crise imobiliária até escravidão contemporânea.

Ao se perguntar se é justo alguém não ter direito a um nome de verdade, como foi o caso de Ricardo, conhecido como o Fofão da Augusta, ou se é normal considerar A Mulher da Casa Abandonada apenas como uma senhora “louquinha” que escravizou sua empregada doméstica, Chico humaniza essas figuras e convida os ouvintes a fazerem o mesmo, refletindo sobre realidades invisibilizadas. 

A fotografia captura o clima leve dos bastidores de uma produção audiovisual. No monitor da câmera, o entrevistado surge relaxado,se ajustando e sorrindo. O registro mostra um raro instante de pausa durante uma gravação marcada por conversas intensas sobre jornalismo e narrativa.
Momento durante entrevista com Chico Felitti para o Colab / Foto: Luiza Barroso

A forma como essas histórias são contadas impacta diretamente na maneira que os ouvintes observam a sociedade e as situações cotidianas que normalmente passariam despercebidas. Quando Chico traz esse olhar cuidadoso, não está apenas informando, mas também criando conexões. Fazer com que o público deixe de enxergar o outro como uma manchete ou um caso estranho e passe a enxergar como alguém que sente, sofre, resiste ou age fora da lei. Isso desperta tanto empatia quanto revolta e provoca reflexão sobre questões sociais mais amplas, como desigualdade, violência e preconceito. 

Quem inspirou Chico Felitti

Chico Felitti é inspiração para muitas pessoas, principalmente no ramo do jornalismo investigativo. Mas ele também tem inspirações e revela: “Nossa, loucamente. Daniela Arbex. Inclusive, fruto da terra, assim, eu não consigo falar com ela de tanto que eu admiro ela.” 

Daniela é uma jornalista e documentarista mineira dedicada à defesa dos direitos humanos que ficou mais conhecida após o lançamento do livro Holocausto Brasileiro

Além da renomada jornalista, Dráuzio Varella, Eliane Brum e Mônica Bergamo também foram grandes inspirações para Chico. Sobre Mônica, ele conta: “Faz um jornalismo diário, mas é uma aula de investigação e de apuração, e de ética e de trabalho, ela trabalha muito. É inacreditável. Bicho, se eu acho que trabalho muito, eu não chego aos pés [de Mônica], não faço nem cócegas.” 

Essas referências, segundo ele, contribuíram para a visão que ele tem sobre o papel do jornalista na sociedade. Chico acredita que observar o trabalho de profissionais tão comprometidos o ajudou a entender que o jornalismo vai muito além da notícia: é sobre responsabilidade, empatia e busca constante pela verdade.

Muito mais do que A Mulher da Casa Abandonada 

Mais do que autor de A Mulher da Casa Abandonada, Chico é um contador de histórias movido pela curiosidade e pelo desejo de enxergar o invisível. Quem o conhece de perto percebe um sujeito espontâneo, de riso fácil, apaixonado por cachorros e café, que vê no cotidiano um convite constante à escuta. Para ele, o mundo não cabe em rótulos, crenças ou preconceitos: cabe em narrativas, feitas de fragmentos humanos, que, quando reunidos, revelam algo maior sobre a sociedade.

Foto em preto e branco com Chico Felitti em primeiro plano de corpo inteiro acompanhado de dois cachorros. Ele está sentado em um plano mais elevado que os cachorros com uma postura relaxada porém uma expressão firme. Ele usa uma regata de cor branca, saia longa e estampada, e coturnos escuros. Os dois cachorros estão no chão deitados, um de pelo branco olha para a câmera e o outro de pelo mais escuro olha para o lado.
“Eu gosto de cachorro, minha missão na vida é essa”./ Ana Weber

Esse olhar ultrapassa os limites do jornalismo tradicional. Chico conta que “a história de uma pessoa é a história de um mundo”, e talvez por isso transite com tanta naturalidade entre editorias, linguagens e formatos. Sua essência está em buscar conhecer o outro antes de julgar, em se colocar no lugar das pessoas, sejam elas modelos internacionais, sejam refugiados ou figuras esquecidas pela sociedade. E o que Chico diria a quem sonha em seguir o caminho do jornalismo investigativo? 

“Tente, tenha cara de pau.”

O conselho, simples e direto, reflete a trajetória do jornalista: alguém que se arriscou a sair da redação, atravessou ruas, bateu em portas, fez perguntas improváveis, acreditou que cada vida tem uma história digna de ser contada e, assim, transformou o acaso em narrativa. 

Conteúdo produzido por Anna Clara Nerys, Giulia Guglielmelli, Larissa do Carmo, Luiza Barroso, Luiza Freitas, Mariana Schneider, Victória Barros, sob a supervisão da professora e jornalista Fernanda Sanglard na disciplina Apuração, Redação e Entrevista. O monitor Wallison Gois contribuiu com a edição digital.

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