{"id":9439,"date":"2022-06-07T13:30:00","date_gmt":"2022-06-07T16:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=9439"},"modified":"2022-06-07T20:32:05","modified_gmt":"2022-06-07T23:32:05","slug":"observatorio-da-discriminacao-racial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/observatorio-da-discriminacao-racial\/","title":{"rendered":"Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial \u00e9 refer\u00eancia em monitoramento de casos no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Criado em 2014, o<strong> <a href=\"https:\/\/observatorioracialfutebol.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial no Futebol<\/a><\/strong> \u00e9 um projeto que <strong>monitora, debate e relata casos de racismo no esporte brasileiro<\/strong>. O projeto se tornou refer\u00eancia no pa\u00eds pelo ineditismo em tratar do tema de maneira profissional e sistematizada. Entre seus conte\u00fados de maior destaque est\u00e3o entrevistas com jogadores, t\u00e9cnicos e jornalistas, campanhas que promovem o combate ao racismo e hist\u00f3rias sobre a luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o no futebol nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o material considerado mais not\u00f3rio produzido pelo site \u00e9 o <strong><a href=\"https:\/\/observatorioracialfutebol.com.br\/observatorio\/relatorios-anuais-da-discriminacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8216;Relat\u00f3rio Anual da discrimina\u00e7\u00e3o\u2019<\/a><\/strong>. Iniciado em 2015, o estudo tem como finalidade coletar os casos de racismo que ocorreram no Brasil entre 1\u00b0 de janeiro at\u00e9 31 de dezembro de cada ano corrente e apontar todos seus desdobramentos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O resultado do reconhecimento do trabalho do Observat\u00f3rio passa por esse estudo, pelo contato com historiadores e jornalistas para tentar entender como o racismo no futebol funciona. N\u00e3o \u00e9 simplesmente ficar denunciando, gritando que o racismo aconteceu e querendo uma puni\u00e7\u00e3o. Muitas vezes, desejar puni\u00e7\u00e3o extrapola o que \u00e9 permitido no regulamento.<\/p><cite>Marcelo Carvalho, diretor executivo e fundador do Observat\u00f3rio.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A base da coleta de ocorr\u00eancias, feita em conjunto com a <a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/inicial\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<\/a>, visa gerar reflex\u00e3o na sociedade ao comprovar que <strong>casos de racismo n\u00e3o ocorrem de forma isolada<\/strong>. Atualmente, o projeto n\u00e3o tem apoio do governo e \u00e9 feito de forma volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, o Observat\u00f3rio ganhou notoriedade nacional ap\u00f3s os treinadores Roger Machado, que estava no Bahia, e Marc\u00e3o, do Fluminense, terem vestido a camisa do projeto em partida v\u00e1lida pela 25\u00aa rodada do Campeonato Brasileiro. Na \u00e9poca, os t\u00e9cnicos eram os \u00fanicos negros a comandarem clubes da S\u00e9rie A.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" style=\"font-size:19px\">Para saber mais sobre a idealiza\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio e seus conte\u00fados, o Colab entrevistou o fundador e diretor executivo do projeto, Marcelo Carvalho:<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Colab Entrevista: Marcelo Carvalho, Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial no Futebol\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fybAc_0Mr9c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Marcelo Carvalho \u00e9 fundador e diretor executivo do Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial no Futebol.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Abaixo, voc\u00ea confere a entrevista editada para otimizar a compreens\u00e3o e leitura:<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para come\u00e7ar, gostaria que falasse um pouco do trabalho feito no Observat\u00f3rio. Por que e como foi criado esse projeto?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial no Futebol nasce em 2014. Nasce de uma inquieta\u00e7\u00e3o. In\u00edcio do ano de 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, e n\u00f3s acompanhamos uma s\u00e9rie de casos de racismo, como a gente est\u00e1 acompanhando agora. Foram casos de racismo com M\u00e1rcio Chagas, com o Tinga e com o Arouca.<\/p>\n\n\n\n<p>Era in\u00edcio do ano e o Brasil parou para discutir a quest\u00e3o do racismo no futebol como se fosse algo novo, como se nunca tivesse acontecido no futebol brasileiro. E a\u00ed eu fui pesquisar de fato para saber se n\u00e3o era algo comum e, principalmente, para tentar encontrar o desdobramento desses casos, o que acontece ap\u00f3s um caso de racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o encontrando essa informa\u00e7\u00e3o, eu resolvi criar o Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial no Futebol, que era um projeto com objetivo de monitorar e acompanhar os casos, dar mais espa\u00e7o para todos os casos, n\u00e3o apenas casos que envolvam grandes nomes do futebol, que atuam em grandes clubes, mas todos os casos de racismo no futebol, e principalmente tentar acompanhar o desdobramento desses casos dentro da Justi\u00e7a desportiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como foi o desenvolvimento do Observat\u00f3rio? Voc\u00ea acha que o crescimento do projeto se deu devido \u00e0 escassez desse tipo de conte\u00fado naquela \u00e9poca, em 2014, quando voc\u00ea teve essa ideia?<\/h3>\n\n\n\n<p>Com certeza. Quando o Observat\u00f3rio nasce, em 2014, eu n\u00e3o tinha a menor ideia de qual caminho a gente ia seguir, o tamanho que o Observat\u00f3rio ia ter oito anos depois,&nbsp; principalmente porque, naquele momento que ele nasce, ele surge dentro do <a href=\"https:\/\/twitter.com\/ObRacialFutebol\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>. No final de 2014 e in\u00edcio de 2015, n\u00f3s tivemos um contato com a organiza\u00e7\u00e3o inglesa chamada <em>Fair Network<\/em>, e eles fazem relat\u00f3rios anuais sobre os casos de racismo que eles monitoram na Europa. E isso me chamou aten\u00e7\u00e3o, eu disse: poxa \u00e9 um trabalho que t\u00e1 faltando aqui no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, <strong>em 2015, n\u00f3s produzimos o primeiro relat\u00f3rio anual da discrimina\u00e7\u00e3o racial no futebol<\/strong> &#8211; que \u00e9 um estudo in\u00e9dito no Brasil, que traz os casos de racismo, aponta onde esses casos aconteceram, com quem eles aconteceram, os desdobramentos desses casos, sempre olhando para a justi\u00e7a desportiva, mas, tamb\u00e9m, olhando para as a\u00e7\u00f5es dos clubes, para as a\u00e7\u00f5es da justi\u00e7a comum, para a pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que essa foi a grande mudan\u00e7a. O resultado do reconhecimento do trabalho do Observat\u00f3rio passa por esse estudo, por essa pesquisa, por esse contato com historiadores e jornalistas, para tentar entender como o racismo no futebol funciona, e n\u00e3o simplesmente ficar denunciando, gritando que o racismo aconteceu e querendo uma puni\u00e7\u00e3o. Muitas vezes, desejar puni\u00e7\u00e3o extrapola o que \u00e9 permitido no regulamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual a grande diferen\u00e7a do Observat\u00f3rio para o futebol brasileiro, seja para qualquer espa\u00e7o, de jogadores a torcedores?<\/h3>\n\n\n\n<p>A principal mudan\u00e7a que o Observat\u00f3rio conseguiu produzir foi o <strong>debate sobre o racismo no futebol <\/strong>que \u00e9 feito hoje. Tem uma frase do Breiller Pires, jornalista da ESPN, que conta que, antes do Observat\u00f3rio, ele tentou diversas vezes o tema racismo no futebol para dentro do jornalismo e era sempre recusada essa pauta. E a\u00ed, a partir do momento que o Observat\u00f3rio nasce e come\u00e7a a produzir dados, come\u00e7a a mostrar que o racismo no futebol \u00e9 presente e \u00e9 uma grande quantidade de casos que ocorrem ano a ano, ele disse que, quando chegou de novo para produzir uma mat\u00e9ria sobre racismo no futebol, essa pauta foi aceita.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para os clubes, eu percebo que l\u00e1 em 2015\/2016, quando o Observat\u00f3rio nasce &#8211; a gente monitora as datas 13\/05 (Dia da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura no Brasil) e 20\/11 (Dia da Consci\u00eancia Negra) para ver quais clubes estavam se posicionando nessas datas. Eram poucos clubes, eram cinco, seis. A gente monitorou tamb\u00e9m o Dia do Orgulho LGBT: foram tr\u00eas. Ent\u00e3o, hoje, em 2021\/2022, praticamente todos os clubes t\u00eam uma postagem falando sobre a quest\u00e3o do 20 de Novembro, 13 de Maio e 21 de Mar\u00e7o. Ou seja, cresceu o n\u00famero de clubes olhando para a causa. Claro que ainda t\u00e1 muito preso a determinadas datas, ainda t\u00e1 muito preso a posts de redes sociais, a notas de rep\u00fadio, mas \u00e9 um avan\u00e7o. <strong>N\u00f3s estamos conseguindo quebrar o silenciamento<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 esse contato com os clubes, com jogadores? Eles te procuram, procuram o Observat\u00f3rio para promover alguma a\u00e7\u00e3o, para entender um pouco mais sobre a causa?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>At\u00e9 2019, o Observat\u00f3rio tentava contato com os clubes de futebol, tentava levar para a pauta racial para dentro dos clubes e, muitas vezes, a gente ouvia que n\u00e3o precisa falar sobre racismo porque &#8220;aqui n\u00e3o acontecem casos de racismo&#8221;. De 2019 para c\u00e1, o Observat\u00f3rio decidiu testar a for\u00e7a que a gente tem. Ser\u00e1 que a gente consegue, n\u00f3s mesmos, produzir conte\u00fado, produzir a\u00e7\u00f5es e que essas a\u00e7\u00f5es reverberem nos clubes de futebol? Ent\u00e3o, assim: vamos produzir um v\u00eddeo e vamos comunicar alguns clubes que j\u00e1 s\u00e3o parceiros que esse v\u00eddeo t\u00e1 pronto e se eles publicam nas redes sociais deles. E funcionou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, n\u00f3s conseguimos, por exemplo, fazer uma a\u00e7\u00e3o do Maracan\u00e3 com Fluminense e Bahia. R\u00f3ger Machado e Marc\u00e3o usando a camisa do Observat\u00f3rio. Aquilo chamou muita aten\u00e7\u00e3o do Brasil e do mundo porque naquele momento estavam em campo os dois \u00fanicos t\u00e9cnicos negros do Campeonato Brasileiro da S\u00e9rie A naquele momento. E a\u00ed muita gente se espantou em descobrir que n\u00e3o temos treinadores (negros) no futebol brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"775\" height=\"607\" sizes=\"auto, (max-width: 775px) 100vw, 775px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao.png\" alt=\"EC Bahia \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" class=\"wp-image-9980\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao.png 775w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao-300x235.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao-768x602.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao-370x290.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao-270x211.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao-570x446.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao-740x580.png 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Marcao-150x117.png 150w\" \/><figcaption>EC Bahia \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, o Observat\u00f3rio conseguiu sair do lugar e agora vamos propor. E a\u00ed, de 2019 pra c\u00e1, a gente tem sido muito procurado por clubes para que a gente pense, pra que a gente d\u00ea consultoria, para que existam novas a\u00e7\u00f5es. N\u00e3o s\u00e3o a\u00e7\u00f5es de redes sociais, mas a\u00e7\u00f5es internas, dentro dos clubes de futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>Com jogadores \u00e9 um pouco mais complicado, porque o jogador tem uma s\u00e9rie de pessoas que o cercam. Ent\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil chegar diretamente no jogador de futebol. Voc\u00ea vai passar pelo clube e depois pela assessoria, pelo departamento de marketing que segue esse jogador. \u00c9 muito mais dif\u00edcil. A\u00ed o Observat\u00f3rio decidiu fazer esse caminho via jornalismo esportivo. N\u00e3o tentar chegar nos jogadores, mas provocar o jornalismo para que fa\u00e7a novas perguntas. O tema racismo come\u00e7ou a ser questionado por jogadores. Jogadores come\u00e7aram a ser provocados a falar sobre. Ou seja, n\u00e3o foi atrav\u00e9s do Observat\u00f3rio, mas essa pergunta chegou aos jogadores e a gente t\u00e1 vendo cada vez mais tendo \u00eanfase em algumas mat\u00e9rias de jornais na televis\u00e3o. O jogador est\u00e1 sendo questionado e a gente t\u00e1 vendo alguns posicionamentos interessantes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00ea mencionou o fato de os t\u00e9cnicos usarem a camisa do Observat\u00f3rio e aparecerem na m\u00eddia. Hoje, h\u00e1 jogadores, t\u00e9cnicos, dirigentes, pessoas mais relevantes do futebol vestindo a camisa do Observat\u00f3rio. O quanto \u00e9 importante para o projeto ter a sua marca atrelada a pessoas relevantes?<\/h3>\n\n\n\n<p>Mais do que simplesmente vestir a camisa, \u00e9 literalmente vestir a camisa e entender o processo, entender o trabalho do Observat\u00f3rio, reverberar esse trabalho, e levar essa pauta adiante. Para n\u00f3s , hoje, \u00e9 muito simb\u00f3lico quando a gente come\u00e7a a perceber que mais e mais pessoas est\u00e3o vestindo a camisa do Observat\u00f3rio e pessoas que conseguem ter influ\u00eancia na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dias eu recebi mensagem de  jogadores que queriam vestir a camisa do Observat\u00f3rio: &#8220;Poxa, ser\u00e1 que a gente consegue essa camisa para vestir?&#8221;. \u00c9 o entendimento do que \u00e9 o Observat\u00f3rio hoje. N\u00e3o \u00e9 uma simples camiseta que chegou para eles vestirem. Isso \u00e9 importante demais. As pessoas entenderem o que \u00e9 Observat\u00f3rio e principalmente tentar ajudar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 a dificuldade de manter um projeto social por conta pr\u00f3pria? Voc\u00eas j\u00e1 tentaram ter alguma liga\u00e7\u00e3o com o governo?<\/h3>\n\n\n\n<p>J\u00e1 tentamos apoio, j\u00e1 fizemos contato. J\u00e1 questionamos o STJD para onde vai o valor das multas e muitas vezes a resposta \u00e9: \u2018Que tipo de organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o Observat\u00f3rio?&#8217;. Se o Observat\u00f3rio for uma ONG, \u00e9 poss\u00edvel repassar algumas verbas e tentar colocar um Observat\u00f3rio em alguns editais. A quest\u00e3o de ser uma ONG \u00e9 complicada, juridicamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento, do meu ponto de vista, tamb\u00e9m j\u00e1 come\u00e7a errado. Por que eu tenho que ser uma organiza\u00e7\u00e3o? Por que eu n\u00e3o posso ser uma empresa de responsabilidade social que traz resultados para sociedade? O Observat\u00f3rio hoje d\u00e1 resultado para sociedade, entrega um resultado para a sociedade. Toda vez que o Observat\u00f3rio entrega um relat\u00f3rio, ele est\u00e1 dando o resultado do trabalho dele.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho do Observat\u00f3rio hoje \u00e9 tocado praticamente por mim e pela D\u00e9bora, no trabalho volunt\u00e1rio, e outras pessoas que nos ajudam. Mas se a gente simplesmente desistir de fazer, o trabalho acabou. A gente est\u00e1 a\u00ed, mas a gente d\u00e1 recados. E dizemos: estamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o querem pagar a exist\u00eancia do Observat\u00f3rio, contratem o Observat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos clubes que nos convidam para participar de a\u00e7\u00f5es, reconhe\u00e7am e invistam nesse trabalho. \u201cQuero uma consultoria para uma a\u00e7\u00e3o\u201d. Pague por essa consultoria, coloque um valor ali, porque \u00e9 isso. N\u00e3o d\u00e1 para viver de luz, e n\u00f3s estamos aqui falando de uma causa que n\u00e3o \u00e9 [s\u00f3 para] o Marcelo, n\u00e3o \u00e9 para as pessoas negras, \u00e9 para a sociedade. Lutar contra o racismo n\u00e3o \u00e9 algo que serve s\u00f3 para as pessoas negras. Tem uma faixa que diz: \u00e9 imposs\u00edvel existir uma democracia enquanto existir racismo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estudando os casos de 2014 at\u00e9 2020, percebe-se que um quinto desses casos s\u00e3o julgados e quase metade s\u00e3o absolvidos. Por que existe essa impunidade ainda at\u00e9 hoje?<\/h3>\n\n\n\n<p>Se n\u00f3s sairmos do futebol, n\u00f3s vamos ver que o Brasil tem uma lei contra o racismo que torna o racismo inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel, ou seja, uma pessoa que cometer racismo, ela deve estar na cadeia. N\u00f3s n\u00e3o temos ningu\u00e9m preso por racismo no Brasil, por mais que a pessoa diga que aquela \u00e9 racista e xingue algu\u00e9m na frente das c\u00e2meras ou xingue uma coletividade para ser dado como racismo. Chega na delegacia e dizem que ela cometeu inj\u00faria racial. E a\u00ed ela paga fian\u00e7a, \u00e9 liberada e vai para casa.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Como \u00e9 encarado o racismo para quem est\u00e1 no poder, para quem tem o poder de decis\u00e3o? O que entende do que \u00e9 o racismo e da gravidade desses casos? E a\u00ed n\u00f3s vamos ter essa baixa quantidade de casos punidos.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A outra quest\u00e3o que a gente precisa entender \u00e9 a lei. Quando esses casos s\u00e3o punidos? Bom, eles precisam chegar at\u00e9 o tribunal pela s\u00famula ou pela den\u00fancia. Chegando ao tribunal, eles v\u00e3o entrar dentro do artigo 243-G, do C\u00f3digo Brasileiro de Justi\u00e7a Desportiva, que diz que, em caso de discrimina\u00e7\u00e3o, pode render uma puni\u00e7\u00e3o, que pode ser uma multa, pode ser jogo com port\u00e3o fechado, perda de pontos e exclus\u00e3o do campeonato.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a para punir a gravidade est\u00e1 no n\u00famero de torcedores que cometerem um ato de racismo. E a\u00ed tem uma brecha: qual \u00e9 o n\u00famero de torcedores que torna o ato grave? E o que que torna o ato grave? Isso n\u00e3o t\u00e1 dito, n\u00e3o t\u00e1 escrito. E a\u00ed acaba que a gente vai ver julgamentos diferentes para casos iguais. O tribunal de um estado julga o caso de uma forma e de outro estado julga de outra forma casos muito semelhantes. Ent\u00e3o, a maneira como est\u00e1 escrito leva a interpreta\u00e7\u00e3o. Essa sensa\u00e7\u00e3o de impunidade faz com que os torcedores gritem insultos racistas porque, muitas vezes, eles sabem que n\u00e3o v\u00e3o ser punidos, e tamb\u00e9m o clube n\u00e3o vai ser punido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00ea citou essa diferen\u00e7a de impunidade dependendo do estado. Se coletar os relat\u00f3rios entre 2014 e 2020, o Rio Grande do Sul tem a mesma quantidade de casos que S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais juntos. Isso tem uma rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica? E como podem ser reduzidos os casos de racismo l\u00e1 no Rio Grande do Sul?<\/h3>\n\n\n\n<p>Em 2019, eu fui com o presidente do STJD at\u00e9 o terminal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul, na Federa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha, e n\u00f3s abordamos essa quest\u00e3o. No Rio Grande do Sul tem muitos casos de racismo. O pessoal nos mostrou um trabalho, nos mostrou o resultado dos casos. Mas ali tem um entendimento que, quando o insulto \u00e9 proferido por um torcedor, o clube n\u00e3o pode ser punido. E a\u00ed, tivemos muitos casos de absolvi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o torcedor t\u00e1 vendo que n\u00e3o t\u00e1 acontecendo nada com quem comete racismo, ele tamb\u00e9m vai fazer. Principalmente porque ele sabe que ele vai causar o que est\u00e1 causando, no sentido de mexer com a estrutura do jogador que recebeu o insulto ou com a outra torcida.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando do Rio Grande do Sul, eu n\u00e3o vou entrar no m\u00e9rito se o Rio Grande do Sul \u00e9 um estado racista, mais racista que outros estados, mas eu s\u00f3 vou deixar uma outra informa\u00e7\u00e3o. Em outro estudo feito sobre den\u00fancias de inj\u00faria racial na sociedade brasileira, n\u00e3o falando exclusivamente de futebol, o Rio Grande do Sul \u00e9 apontando como o estado com maior n\u00famero de den\u00fancias. Ou seja, temos de fato um problema.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">No mapa abaixo, visualiza\u00e7\u00e3o dos casos de racismo nos Estados Brasileiros registrados nos relat\u00f3rios do Observat\u00f3rio:<\/h5>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-map\" data-src=\"visualisation\/10029374\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Falando ainda sobre o Rio Grande do Sul, nos \u00faltimos meses, o Internacional lan\u00e7ou um canal de den\u00fancias do seu torcedor, n\u00e3o s\u00f3 para a quest\u00e3o racial, mas para a quest\u00e3o de LGBTfobia, de viol\u00eancia contra mulher. O quanto essa iniciativa \u00e9 um avan\u00e7o no combate ao racismo no futebol? Como ela pode servir de espelho para os outros clubes tamb\u00e9m come\u00e7arem a ter iniciativas semelhantes?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim, pode servir como espelho. Haja vista o exemplo que a gente tem do Bahia. A partir do momento que o Bahia teve um n\u00facleo de a\u00e7\u00f5es afirmativas, a gente consegue ver essa iniciativa em outros clubes de futebol. Diretorias de diversidade, diretoria de a\u00e7\u00f5es sociais. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 vendo o crescimento desse trabalho em outros clubes de futebol. Exatamente no Rio Grande do Sul, nos \u00faltimos meses, o Internacional lan\u00e7ou um canal de den\u00fancias para o seu torcedor. O Bahia fez, deu certo, e foi reconhecido. A mesma coisa \u00e9 para esse canal de den\u00fancia. Eu acho que a partir do momento que come\u00e7ar a funcionar, outros clubes v\u00e3o copiar esse exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Observat\u00f3rio tem um sonho de um aplicativo que \u00e9 justamente isso. A gente recebe a den\u00fancia (que n\u00e3o precisa ser midi\u00e1tica), a gente trata ela e chamamos o clube para dizer: \u201cOlha, aconteceu esse caso. Vamos identificar esse torcedor. Se ele for s\u00f3cio, vamos excluir ele do quadro social, que \u00e9 outra coisa que o Inter fez. Acho que esses s\u00e3o pequenos passos que a gente vai dando que no futuro v\u00e3o ter um resultado muito bom.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como voc\u00ea enxerga que o racismo no futebol pode ser diminu\u00eddo, e isso, obviamente, para n\u00e3o citar que ele pode ser extinto? Nos \u00faltimos anos, temos evolu\u00eddo ou regredido no combate ao preconceito racial no futebol brasileiro?<\/h3>\n\n\n\n<p>Acabar com o racismo no futebol \u00e9 imposs\u00edvel porque a gente t\u00e1 falando numa sociedade extremamente racista. Mas o futebol n\u00e3o pode ser palco para racista se manifestar. O futebol n\u00e3o pode ser palco para que as pessoas expressem ou comecem a recrutar outras pessoas que pensem que nem elas. Como \u00e9 que a gente n\u00e3o torna futebol esse palco? Punindo quem cometer esse ato, n\u00e3o dando essa liberdade para as pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>No momento em que os casos est\u00e3o crescendo, \u00e9 preciso uma m\u00e3o forte de puni\u00e7\u00e3o. E \u00e9 preciso uma uni\u00e3o de todos os envolvidos nesse processo, clubes, CBF, Federa\u00e7\u00e3o, tribunais, para decidir o que vamos fazer. Vamos montar um grupo para trabalhar essa quest\u00e3o racial. O problema t\u00e1 no artigo 2 do C\u00f3digo Brasileiro de Justi\u00e7a Desportiva? Como a gente pode melhorar? Como a gente pode incentivar que os clubes fa\u00e7am posicionamentos? Como a gente pode incentivar que clubes fa\u00e7am campanhas?&nbsp; Eu acho que a gente precisa fazer hoje. N\u00e3o d\u00e1 para pensar em a\u00e7\u00f5es em que cada um faz o que quer, tudo solto. \u00c9 preciso unir esfor\u00e7os nesse momento. E \u00e9 preciso punir. \u00c9 preciso colocar os racistas na cadeia. \u00c9 preciso tirar eles dos est\u00e1dios de futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>Acabar com o racismo a gente n\u00e3o vai porque depois que come\u00e7ar a combater o racismo individual a gente vai precisar olhar para o racismo estrutural. Vamos precisar questionar o porqu\u00ea n\u00f3s n\u00e3o temos treinadores negros. Por que n\u00f3s n\u00e3o temos dirigentes negros? Por que n\u00e3o tem negros na gest\u00e3o dos grandes clubes de futebol? Esse \u00e9 um outro passo, e a\u00ed eu n\u00e3o sei se os clubes de futebol est\u00e3o interessados em mexer nesse lugar. Mas \u00e9 isso, quando a gente fala de racismo no futebol, a gente tamb\u00e9m precisa discutir a n\u00e3o presen\u00e7a de negros nos espa\u00e7os de comando decis\u00e3o do futebol.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem desenvolvida por Lucas Jannotti, Maria Clara Soares, Ot\u00e1vio Loureiro, Pedro Leite e Sofia Gontijo no semestre 2022\/1 para a disciplina Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital, sob a supervis\u00e3o da professora Ver\u00f4nica Soares da Costa.<\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/category\/projetos-especiais\/fronteiras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clique aqui e leia mais reportagens do Dossi\u00ea: Fronteiras<\/a>.<\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao Colab, o fundador e atual diretor executivo do Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, fala sobre o projeto, sua 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