{"id":8880,"date":"2022-05-12T10:35:54","date_gmt":"2022-05-12T13:35:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=8880"},"modified":"2022-06-02T13:58:14","modified_gmt":"2022-06-02T16:58:14","slug":"os-desafios-de-pessoas-com-fibromialgia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-pessoas-com-fibromialgia-no-brasil\/","title":{"rendered":"Os desafios de pessoas com fibromialgia no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Dores generalizadas no corpo, fadiga, dist\u00farbios do sono, depress\u00e3o e ansiedade s\u00e3o sintomas comuns na rotina de pessoas com fibromialgia. Classificada como doen\u00e7a pela <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC1840047\/#:~:text=In%201992%20the%20Copenhagen%20Declaration,0%2C%2010th%20revision).&amp;text=The%20Vancouver%20Fibromyalgia%20Consensus%20Group,1994%20to%20address%20research%20issues.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) em 1992<\/a>, sua causa \u00e9 desconhecida at\u00e9 hoje pela comunidade m\u00e9dica. A fibromialgia \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica invis\u00edvel e o processo de compreens\u00e3o de seus sintomas pode ser lento para fibromi\u00e1lgicos, seus amigos e familiares.  <\/p>\n\n\n\n<p>A mineira Camila Freire, de 37 anos, conta como \u00e9 dif\u00edcil conviver com a doen\u00e7a: \u201cEu fui em um especialista em dor e <mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color\"><strong>ele me disse que fibromialgia nem existia<\/strong><\/mark>, foi uma consulta muito louca. Ele \u00e9 ortopedista, mas aparecia na lista do meu plano de sa\u00fade como especialista em dor. Ele me falou como a fibromialgia foi inventada pelos americanos para receber dinheiro de seguro e que n\u00e3o existia&#8221;. Ap\u00f3s a experi\u00eancia, ela relata que saiu da consulta correndo.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cortadaEntrevista-Camila-Freire.mp3\"><\/audio><figcaption><strong>Camila Freire relata quando foi ao ortopedista e a disse que fibromialgia n\u00e3o existia<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 1472px) 100vw, 1472px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9279\" width=\"415\" height=\"311\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-300x225.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-768x576.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-370x278.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-270x203.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-570x428.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-740x555.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-80x60.jpeg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire-150x113.jpeg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Camila-Freire.jpeg 1472w\" \/><figcaption><em>Camila Freire, descobriu ser fibromi\u00e1lgica em 2017 \/ Foto: Arquivo Pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A mineira descobriu ser fibromi\u00e1lgica em 2017, ap\u00f3s se consultar com v\u00e1rios m\u00e9dicos e realizar diversos exames para entender as fortes dores e o cansa\u00e7o que sentia no corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu passei por mais dois m\u00e9dicos e acabei achando minha atual reumatologista, que me deu o diagn\u00f3stico\u201d. Para Camila, no per\u00edodo em que ainda desconhecia a doen\u00e7a, a parte mais angustiante foi n\u00e3o entender o que eram suas dores no corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>A dificuldade de conseguir diagn\u00f3stico \u00e9 um relato comum entre as pessoas fibromi\u00e1lgicas entrevistadas. A advogada Josiane Coelho Duarte Gearola, de Rondon\u00f3polis (MT) passou por&nbsp;experi\u00eancias parecidas com as de Camila:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu passei por diversos m\u00e9dicos e<mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color\"> <strong>ningu\u00e9m cogitou me mandar para um reumatologista<\/strong><\/mark>. \u00c9 muito assim: &#8216;n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 nada seus exames est\u00e3o normais&#8217;, mas <mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color\"><strong>n\u00e3o pode ser nada, n\u00e3o pode ser normal eu sentir dor o tempo todo<\/strong><\/mark>\u201d, relata. Ela desconfiou ter a doen\u00e7a e marcou uma consulta com uma m\u00e9dica reumatologista que, em dezembro de 2015, fechou o seu diagn\u00f3stico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Entrevista-com-Josiane_1.mp3\"><\/audio><figcaption><strong>Josiane sobre a dificuldade em conseguir um diagn\u00f3stico m\u00e9dico <\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O que eu sinto \u00e9 que ningu\u00e9m se importa em conhecer e querer saber sobre a doen\u00e7a<\/p><cite>Josiane Coelho, descobriu ser fibromi\u00e1lgica em 2015<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">M\u00e9dico especialista em dor?<\/h2>\n\n\n\n<p>No site do <a href=\"https:\/\/drauziovarella.uol.com.br\/videos\/em-x-perguntas\/fibromialgia-em-5-perguntas-jose-roberto-provenza-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Drauzio Varella<\/a>, o m\u00e9dico Jos\u00e9 Roberto Provenza explica que &#8220;o paciente com fibromialgia deve procurar um reumatologista para o diagn\u00f3stico e para o tratamento da doen\u00e7a&#8221;. No entanto, qualquer outro m\u00e9dico especialista em dor pode dar o diagn\u00f3stico, como a m\u00e9dica anestesiologista Ressala Castro Souza, que explica: \u201cdurante muito tempo, sabia-se muito pouco sobre a fibromialgia e os pacientes eram muito estigmatizados, considerados portadores de dores psicol\u00f3gicas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, hoje, j\u00e1 se sabe que <strong>o mecanismo de a\u00e7\u00e3o da fibromialgia n\u00e3o est\u00e1 exatamente nos m\u00fasculos ou nas articula\u00e7\u00f5es, onde o paciente se refere \u00e0 dor<\/strong>: \u201c<strong>O mecanismo de a\u00e7\u00e3o est\u00e1 no<\/strong> <strong>c\u00e9rebro<\/strong>\u201d. \u00c9 como se o c\u00e9rebro dos pacientes fosse uma casa e, nessa casa, tivesse um sistema de alarme que apitasse o tempo todo, mesmo quando n\u00e3o tem &#8216;um inimigo externo&#8217;\u201d. A m\u00e9dica tamb\u00e9m explica que o paciente que entende e trata a fibromialgia, lida melhor com ela: \u201c<strong>N\u00e3o tem nenhum exame que a comprove, ela \u00e9 diagnosticada pela consulta m\u00e9dica<\/strong>\u201d, completa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a <a href=\"https:\/\/www.reumatologia.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sociedade Brasileira de Reumatologia<\/a>, <strong>a fibromialgia atinge de 2% a 3% da popula\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong>, o que equivale a, aproximadamente, seis milh\u00f5es e setecentas mil pessoas. Uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que, por terem sintomas serem invis\u00edveis, ainda pode ter suas dores questionadas por familiares, amigos e a sociedade. Quem explica isso \u00e9 a psic\u00f3loga cl\u00ednica Gabriela Nogueira Pinheiro da Silva:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O sofrimento vem antes do diagn\u00f3stico. Quando o paciente \u00e9 diagnosticado, muitas vezes ele j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 conseguindo trabalhar por causa das dores no corpo. O paciente j\u00e1 deixou de sair e de encontrar as pessoas que gosta. \u00c0s vezes, as pessoas n\u00e3o entendem, familiares duvidam, provocando uma predisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 depress\u00e3o\u201d.<\/p><cite>Gabriela Nogueira Pinheiro da Silva, psic\u00f3loga cl\u00ednica <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O desafio do <strong>estigma e da falta de conscientiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o fatores que prejudicam a qualidade de vida de pessoas com fibromialgia<\/strong>. Por isso, nos \u00faltimos anos, foram surgindo no Brasil associa\u00e7\u00f5es que lutam por essa causa, como a <a href=\"https:\/\/anfibro.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Fibromi\u00e1lgicos e Doen\u00e7as Correlacionadas<\/a> (Anfibro) e a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/afibrovasf2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Associa\u00e7\u00e3o dos Fibromi\u00e1lgicos do Vale do S\u00e3o Francisco<\/a> (AFibroVaSF), em Pernambuco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As desvantagens de ser invis\u00edvel <\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cSe n\u00e3o tivermos uma base de apoio, a gente n\u00e3o consegue dar um passo \u00e0 frente&#8221;, afirma Jos\u00e9 Wilson Alencar de Oliveira, banc\u00e1rio, que foi afastado do trabalho por invalidez acident\u00e1ria h\u00e1 20 anos, ap\u00f3s desenvolver les\u00e3o por esfor\u00e7o repetitivo. Ele fundou, junto com a fibromi\u00e1lgica Cleudenir de Souza Silva, em 2018, a AFibroVasF. A ideia de fundar uma associa\u00e7\u00e3o veio quando participaram do projeto de extens\u00e3o Fibrovast (Fibromialgia &#8211; Encontros do Vale), desenvolvido na <a href=\"https:\/\/portais.univasf.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco<\/a> (Univasf).<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto teve in\u00edcio em 2016 e ajudou a <strong>empoderar<\/strong> <strong>pessoas com fibromialgia<\/strong>, trazendo especialistas e profissionais de v\u00e1rias \u00e1reas para conversar, discutir, dialogar com fibromi\u00e1lgicos, seus familiares e as pessoas do Vale do S\u00e3o Francisco. Foi criado e formado por estudantes de psicologia, medicina e farm\u00e1cia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil conviver com dores 24 horas por dia, de forma moderada, intensa e cr\u00f4nica\u201d relata Jos\u00e9 Wilson, que convive com as dores desde 1995, mas s\u00f3 teve o diagn\u00f3stico em 2006. \u201c[Antes de descobrir a doen\u00e7a], <mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color\"><strong>achava que estava ficando doido, com um c\u00e2ncer incur\u00e1vel.<\/strong><\/mark> A dor que eu sentia era cruel demais e eu n\u00e3o sabia o que era, do\u00eda de cima para baixo, nos quatro quadrantes do meu corpo\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Entrevista-com-a-Afibrovasf-online-audio-converter.com2_.mp3\"><\/audio><figcaption><strong>Depoimento completo de Jos\u00e9 Wilson Alencar <\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualmente, a associa\u00e7\u00e3o tem um grupo de apoio que acolhe outros fibromi\u00e1lgicos, organiza semin\u00e1rios, palestras e atividades, como o Ch\u00e1 de Escuta, para criar v\u00ednculos de conhecimento e respeito entre pessoas com fibromialgia, amigos, familiares e a sociedade civil. Segundo a psic\u00f3loga cl\u00ednica Gabriela Nogueira, os espa\u00e7os de acolhimento s\u00e3o fundamentais no tratamento da doen\u00e7a: \u201cOs fibromi\u00e1lgicos podem ter essa sensa\u00e7\u00e3o de incompreens\u00e3o, de inadequa\u00e7\u00e3o e, \u00e0s vezes, at\u00e9 duvidar de si mesmos. O julgamento alheio \u00e9 muito forte e quando voc\u00ea encontra pessoas que passam pelo mesmo que voc\u00ea, isso gera transfer\u00eancia, acolhimento e cuidado\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Afibrovas.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9289\" width=\"498\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Afibrovas.png 577w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Afibrovas-300x168.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Afibrovas-370x208.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Afibrovas-270x152.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Afibrovas-570x320.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Afibrovas-150x84.png 150w\" \/><figcaption><em><sub>Associa\u00e7\u00e3o ds Fibromi\u00e1lgicos do Vale do S\u00e3o Franscisco (AfibroVaSF) \/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fibromialgia: quest\u00e3o de lei&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Os associados da AFibroVasF tamb\u00e9m conseguiram pautar a fibromialgia no \u00e2mbito jur\u00eddico municipal e aprovar projetos de lei que melhoram a qualidade de vida dessa popula\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do Vale do S\u00e3o Francisco. Em 2019, as a\u00e7\u00f5es do grupo desencadearam mudan\u00e7as nas cidade de Petrolina, em Pernambuco, com a aprova\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/pe\/p\/petrolina\/lei-ordinaria\/2019\/319\/3186\/lei-ordinaria-n-3186-2019-institui-no-ambito-do-municipio-de-petrolina-o-atendimento-preferencial-vagas-de-estacionamento-preferencial-e-02-dois-assentos-nos-transportes-publicos-coletivos-aos-portadores-de-fibromialgia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto de lei<\/a> que garante tr\u00eas direitos fundamentais: <strong>prioridade no atendimento em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, estacionamentos em lugares reservados a pessoas com defici\u00eancia e direito \u00e0 prioridade do acento em transporte coletivo<\/strong>. Al\u00e9m da aprova\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/pe\/p\/petrolina\/lei-ordinaria\/2019\/319\/3187\/lei-ordinaria-n-3187-2019-institui-no-municipio-de-petrolina-o-dia-municipal-da-fibromialgia?q=%203187\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">lei n\u00b0 3.187\/2019<\/a> , que <strong>institui o Dia Municipal da Fibromialgia para realiza\u00e7\u00e3o de palestras, campanhas e debates no dia 12 de maio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas cidades n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas com projetos de lei garantidos. Mudan\u00e7as graduais ocorrem em diferentes cidades e estados do pa\u00eds, segundo a advogada e fibromi\u00e1lgica Josiane Coelho. Desde que descobriu ter fibromialgia em 2015, ela acompanha os tr\u00e2mites jur\u00eddicos para conhecer e reivindicar seus direitos. Segundo ela, nos \u00faltimos quatro anos, \u201cmuitos estados e munic\u00edpios deram um salto gigantesco em enxergar os fibromi\u00e1lgicos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As mudan\u00e7as na constitui\u00e7\u00e3o federal, no entanto, ainda s\u00e3o insuficientes<\/strong>. Em novembro de 2021 foi sancionado o <a href=\"https:\/\/in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/lei-n-14.233-de-3-de-novembro-de-2021-356863735\">projeto de lei<\/a> que estabelece o <strong>dia 12 maio<\/strong> como o <strong>Dia Nacional de Conscientiza\u00e7\u00e3o e Enfrentamento da Fibromialgia<\/strong>, mas a lei que institui a <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=1767647\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pol\u00edtica Nacional de Prote\u00e7\u00e3o dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia<\/a>, est\u00e1 parada, <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2204088\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201caguardando parecer do relator na comiss\u00e3o de Seguridade Social e Fam\u00edlia (CSSF)\u201d<\/a>, segundo consta no site da C\u00e2mara dos Deputados, desde 2019.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Caso o governo federal aprove a legisla\u00e7\u00e3o, os Estados e munic\u00edpios n\u00e3o precisam mais fazer suas leis espec\u00edficas&#8221;<\/p><cite>Josiane Coelho, advogada e fibromi\u00e1lgica<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na<strong> lei de pol\u00edtica nacional<\/strong>, as diretrizes garantem <strong>atendimento multidisciplinar, dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre a doen\u00e7a na sociedade, a participa\u00e7\u00e3o coletiva na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, incentivo \u00e0 pesquisa cient\u00edfica que contemple essa \u00e1rea da sa\u00fade, entre outras<\/strong>. A proposta tamb\u00e9m garante a promo\u00e7\u00e3o de inser\u00e7\u00e3o dessa popula\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, a isen\u00e7\u00e3o no pagamento do imposto de renda e inclui os fibromi\u00e1lgicos como pessoas com defici\u00eancia, para todos os efeitos da lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o projeto n\u00e3o \u00e9 aprovado, a luta por direitos continua nos pr\u00f3prios munic\u00edpios ou estados. Em Rondon\u00f3polis, por exemplo, cidade em que Josiane reside, h\u00e1 garantido por lei, desde de junho de 2019, o atendimento priorit\u00e1rio a fibromi\u00e1lgicos em filas de empresas p\u00fablicas e privadas. Mesmo com a garantia desse direito, ela lembra das dificuldades em emitir seu cart\u00e3o de prioridade. \u201cEu liguei na Secretaria de Sa\u00fade do Munic\u00edpio e ningu\u00e9m que me atendeu conhecia essa lei, nem como eu ia conseguir meu cart\u00e3o. Eu fiquei tr\u00eas ou quatro meses esperando algu\u00e9m tomar alguma posi\u00e7\u00e3o e ningu\u00e9m me respondia. <mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color\"><strong>Eu tive que entrar com um mandado de seguran\u00e7a para conseguir meu direito<\/strong><\/mark>\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Mato Grosso, a <a href=\"https:\/\/www.legisweb.com.br\/legislacao\/?id=422521\">Pol\u00edtica Estadual dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia<\/a> foi sancionada em novembro de 2021. Um projeto parecido com o nacional, exceto pela emenda da isen\u00e7\u00e3o do imposto de renda. Em dezembro, no mesmo estado, tamb\u00e9m foi aprovado um projeto de lei que \u201cdisp\u00f5e sobre a implanta\u00e7\u00e3o dos centros de diagn\u00f3stico de pacientes com fibromialgia e d\u00e1 outras provid\u00eancias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos direitos concedidos, a matogrossense relata uma situa\u00e7\u00e3o recente de discrimina\u00e7\u00e3o na fila para tomar a terceira dose da vacina contra covid-19, <mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-6-color\"><strong>em que n\u00e3o foi atendida como priorit\u00e1ria<\/strong><\/mark>. Segundo a advogada, \u201celes sabiam que eu tinha prefer\u00eancia e, mesmo assim, alegaram que, como n\u00e3o tinha \u2018tumulto\u2019 [na fila], n\u00e3o tinha porqu\u00ea conceder esse direito\u201d. Josiane denunciou o caso para a ouvidoria e o Minist\u00e9rio P\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Theanna de Alencar Borges explica: \u201cembora n\u00e3o haja previs\u00e3o expressa na legisla\u00e7\u00e3o federal quanto aos direitos das pessoas com fibromialgia, entendo que elas podem ser enquadradas como pessoas com defici\u00eancia. Para tanto, podemos invocar a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil, a Conven\u00e7\u00e3o da ONU sobre os direitos das pessoas com defici\u00eancia\u201d. Segundo Theanna, o projeto de lei federal que institui a pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o dos direitos de fibromi\u00e1lgicos foi inspirado no artigo <a href=\"https:\/\/jus.com.br\/artigos\/33468\/da-necessidade-de-enquadramento-dos-pacientes-de-fibromialgia-como-pessoas-com-deficiencia-e-da-concessao-de-horario-especial-de-trabalho\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cDa necessidade de enquadramento dos pacientes de fibromialgia como pessoas com defici\u00eancia e da concess\u00e3o de hor\u00e1rio especial de trabalho\u201d<\/a>, escrito por ela e publicado em novembro 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de escrever o artigo veio ap\u00f3s uma familiar da ju\u00edza, com fibromialgia, necessitar de tratamento multifatorial, mas n\u00e3o conseguir faz\u00ea-lo em virtude da carga hor\u00e1ria de trabalho. \u201cAp\u00f3s pesquisar o tema, observei que era vi\u00e1vel a busca do enquadramento dela como pessoa com defici\u00eancia e da\u00ed surgiu a ideia de escrever o artigo, pois a quest\u00e3o ainda n\u00e3o era objeto de grandes discuss\u00f5es\u201d, explica. \u201cA referida pessoa \u00e9 servidora p\u00fablica federal e buscou o enquadramento como pessoa com defici\u00eancia administrativamente. Entretanto, sua pretens\u00e3o foi indeferida. Ap\u00f3s isso, meu irm\u00e3o, que \u00e9 advogado, acionou a Justi\u00e7a Federal, representando-a, e obteve tutela em senten\u00e7a que determinou o enquadramento dela como pessoa com defici\u00eancia e, ainda, que ela trabalhasse em hor\u00e1rio especial imediatamente\u201d, completa Theanna sobre o caso. A decis\u00e3o j\u00e1 foi julgada e definida pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Fibromi\u00e1lgicos e Doen\u00e7as Correlacionadas (Anfibro), fundada em setembro de 2018, elaborou a <a href=\"https:\/\/leisestaduais.com.br\/rs\/lei-ordinaria-n-15606-2021-rio-grande-do-sul-institui-a-politica-estadual-de-protecao-dos-direitos-da-pessoa-com-fibromialgia-lei-daniel-lenz\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei Daniel Lenz<\/a> &#8211; em homenagem ao ex-presidente do grupo que faleceu em decorr\u00eancia da covid-19 &#8211; , aprovada em abril de 2021. Por meio do <a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/u\/0\/viewer?mid=1mxdHuL7ACKmwrwm_CFe4HSZvAScQzoAg&amp;ll=-15.992563256502821%2C-46.22092909999999&amp;z=4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mapa das Leis<\/a>, criado tamb\u00e9m pela Anfibro, \u00e9 poss\u00edvel conferir diferentes projetos de lei ,em cidades e estados do Brasil, aprovados ou que ainda est\u00e3o em andamento. A associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m realiza congressos, palestras e cursos para informar e debater sobre a doen\u00e7a na sociedade. Para a membra diretora e do Comit\u00ea M\u00e9dico Cient\u00edfico da Associa\u00e7\u00e3o, Genilza Valente da Silva: <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-6-color\">\u201co impacto da Anfibro na sociedade foi trazer \u00e0 tona a problem\u00e1tica da falta de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o tratamento de fibromialgia. Al\u00e9m de contribuir para que o executivo, o legislativo e os profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade colocassem um olhar mais sens\u00edvel \u00e0 causa da dor dos fibromi\u00e1lgicos\u201d.&nbsp;<\/mark><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9285\" width=\"431\" height=\"323\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-300x225.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-768x576.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-370x278.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-270x203.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-570x428.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-740x555.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-80x60.jpeg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro-150x113.jpeg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Anfibro.jpeg 1152w\" \/><figcaption><em><sub>Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Fibromi\u00e1lgicos e doen\u00e7as correlacionadas (Anfibro) \/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mulheres de \u201cFibra\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, <strong>de cada dez pessoas com fibromialgia, sete a nove s\u00e3o mulheres e ainda n\u00e3o existe uma causa descoberta<\/strong>. Na Associa\u00e7\u00e3o de Fibromi\u00e1lgicos do Vale do S\u00e3o Francisco, a maior parte dos membros s\u00e3o mulheres e, de acordo com a membra diretora Cleudenir da Silva Souza, 90% n\u00e3o conseguem trabalhar. Destas 90%, apenas 10% conseguem algum aux\u00edlio ou at\u00e9 mesmo aposentadoria. \u201cGra\u00e7as a Deus, eu e a Sueni fazemos parte desse grupo [que conseguem trabalhar]\u201d, relata a agente comunit\u00e1ria de sa\u00fade de 40 anos. Sueni Damaceno Rodrigues tamb\u00e9m \u00e9 membro da Dire\u00e7\u00e3o da AFibroVaSF e administradora de 30 anos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-1024x575.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9291\" width=\"502\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-1024x575.jpeg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-300x169.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-768x431.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-370x208.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-270x152.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-570x320.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-740x416.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24-150x84.jpeg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-03-07-at-22.16.24.jpeg 1280w\" \/><figcaption><em>Entrevista com o diretor e as diretoras da AfibroVaSF e a monitora B\u00e1rbara Faria \/ Arquivo Pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A administradora trabalha na Prefeitura da cidade de Petrolina junto com outras duas mulheres, tamb\u00e9m fibromi\u00e1lgicas &#8211; uma delas era gari e teve que ser realocada, porque as dores a impediam de realizar o trabalho que demanda muito esfor\u00e7o. \u201cO que a gente sente no administrativo \u00e9 muita dor na lombar, na m\u00e3o, nos dedos. Os dedos travam, o bra\u00e7o inteiro. Tem horas que voc\u00ea precisa levantar, fazer um exerc\u00edcio, porque a dor \u00e9 intensa, principalmente na regi\u00e3o dos ombros, nuca&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Entrevista-com-a-Afibrovasf-online-audio-converter.com_.mp3\"><\/audio><figcaption><strong>Depoimento completo da fibromi\u00e1lgica Sueni Damaceno<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A gente vai se adaptando&#8230; \u00c9 uma luta, dia a dia. Se a gente n\u00e3o tiver for\u00e7a de vontade, a gente nem sai da cama\u201d<\/p><cite>Sueni Damaceno, fibromi\u00e1lgica e membra diretora da AfibroVaSF <\/cite><\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Josiane-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9286\" width=\"399\" height=\"299\"\/><figcaption><em><sub>Josiane Coelho Gearola, m\u00e3e, advogada e fibromi\u00e1lgica \/ Foto: Arquivo Pessoal <\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Em Rondon\u00f3polis, no Mato Grosso, a advogada Josiane Coelho Duarte Gearola, de 34 anos, conta como lida com as dores e a maternidade. &#8220;Eu sempre tive dores nas pernas, aquela dor do crescimento, muita dor de cabe\u00e7a, dor pr\u00e1 l\u00e1, dor pra c\u00e1, tanto que a minha m\u00e3e brincava \u2018ai, voc\u00ea tinha que chamar Maria das Dores'&#8221;.  A advogada tem dois filhos, um menino de 10 e uma filha de 13. Segundo ela, as duas gravidezes foram tranquilas, mas se tivesse que ter filhos hoje em dia, <strong>n\u00e3o daria conta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A minha filha, \u00e0s vezes, reclama [&#8230;] Como \u00e9 que voc\u00ea vai explicar que n\u00e3o \u00e9 porque voc\u00ea n\u00e3o quer, \u00e9 porque voc\u00ea n\u00e3o &#8216;t\u00e1&#8217; dando conta?! <\/p><cite>Josiane Coelho, fibromi\u00e1lgica e m\u00e3e <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Entrevista-com-Josiane_2.mp3\"><\/audio><figcaption><strong>Depoimento completo de Josiane sobre sua rela\u00e7\u00e3o com a fibromialgia e maternidade<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">D\u00e1 pra respeitar os limites do corpo?<\/h2>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Gabriela Nogueira, com experi\u00eancia no tratamento de fibromialgia em uma paciente, conta que o impacto da doen\u00e7a \u00e9 maior porque <strong>\u201cas mulheres t\u00eam uma ideia social maior de ser \u00fatil, de trabalhar muito, de cuidar da casa e da fam\u00edlia\u201d. Com o diagn\u00f3stico de fibromialgia, elas precisam se reinventar, trabalhar menos e entender o limite do seu corpo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Cleudenir da Silva, o que a motiva sair de casa \u00e9 o seu trabalho. \u201cComo eu trabalho com pessoas, eu vou l\u00e1 ouvir o outro, as queixas do outro. Enquanto isso, eu estou tentando controlar a mente para burlar a situa\u00e7\u00e3o das \u2018serods\u2019 [significa \u2018dores\u2019 ao contr\u00e1rio, um trocadilho interno entre os membros da Afibrovasf]\u201d. Mas, ela ressalta, <mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color\">\u201c<strong>se tivesse que respeitar os limites do meu corpo, eu n\u00e3o iria<\/strong>\u201d<\/mark>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Entrevista-com-a-Afibrovasf-online-audio-converter.com3_.mp3\"><\/audio><figcaption><strong>Depoimento completo de Cleudenir sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com seu trabalho e as dores das fibromialgia<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A mineira Camila Freire, citada no in\u00edcio da reportagem, \u00e9 advogada formada, mas atualmente n\u00e3o trabalha pelo inc\u00f4modo das dores. Ela tentou come\u00e7ar outras faculdades, mas n\u00e3o conseguiu termin\u00e1-las. Um dos motivos: a <strong>falta de acessibilidade<\/strong> na <a href=\"https:\/\/ufmg.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<\/a>, onde se matriculou em Filosofia. \u201cUma cadeira desconfort\u00e1vel vai me dar uma dor horrorosa depois, e n\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio para as pessoas que seja assim. Por exemplo, eu fazia letras na UFMG, as cadeiras eram confort\u00e1veis. Mas depois eu fui fazer filosofia, cadeiras horrorosas e <mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color\"><strong>eu n\u00e3o dei conta de ficar l\u00e1, porque eu sentia muita dor<\/strong><\/mark>\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Entrevista-Camila-Freire2.mp3\"><\/audio><figcaption><strong>Depoimento em \u00e1udio da Camila sobre as cadeiras da UFMG <\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m comenta se sentir constrangida em reivindicar o direito de prioridade nas filas: \u201cEm tese, eu teria direito a acesso para deficiente e condi\u00e7\u00f5es para ficar sentada. Mas como a fibromialgia \u00e9 uma doen\u00e7a invis\u00edvel e nem todo mundo considera defici\u00eancia, <mark style=\"background-color:#eeee22\" class=\"has-inline-color\"><strong>a gente fica constrangido<\/strong><\/mark>. Por exemplo, em uma fila, se a gente pegar fila preferencial, em tese a gente teria direito e se eu ficar muito tempo na fila eu vou sentir uma dor horrorosa depois, mas fica aquele constrangimento que se algu\u00e9m falar que &#8216;n\u00e3o, voc\u00ea \u00e9 uma pessoa saud\u00e1vel que t\u00e1 pegando uma fila assim&#8217;. Eu conhe\u00e7o pessoas que falam mesmo, eu fico meio constrangida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Entrevista-Camila-Freire-2.mp3\"><\/audio><figcaption><strong>Relato da Camila sobre o constrangimento em filas e acentos prefer\u00eancias de BH<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No estado de Minas Gerais, alguns munic\u00edpios t\u00eam leis que garantem o atendimento priorit\u00e1rio para pessoas com fibromialgia, mas n\u00e3o \u00e9 o caso de Belo Horizonte, onde Camila reside. No estado, existe a <a href=\"https:\/\/leisestaduais.com.br\/mg\/lei-ordinaria-n-24031-2022-minas-gerais-estabelece-diretrizes-para-o-atendimento-prestado-as-pessoas-com-fibromialgia-ou-com-sindrome-da-fadiga-cronica-no-ambito-do-sistema-unico-de-saude-sus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">lei 24.031<\/a>, que garante incentivo aos munic\u00edpios de Minas para o tratamento de fibromialgia pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), mas nenhuma lei de prote\u00e7\u00e3o aos direitos das pessoas com fibromialgia. Atualmente, tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais o projeto <a href=\"https:\/\/www.almg.gov.br\/atividade_parlamentar\/tramitacao_projetos\/interna.html?a=2021&amp;n=3167&amp;t=PL&amp;aba=js_tabTramitacao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">que reconhece os fibromi\u00e1lgicos como pessoas com defici\u00eancia<\/a> e est\u00e1 arquivado o que <a href=\"https:\/\/www.almg.gov.br\/atividade_parlamentar\/tramitacao_projetos\/interna.html?a=2020&amp;n=1398&amp;t=PL&amp;aba=js_tabVisao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">institui o Programa Estadual de Cuidados de Pessoas com Fibromialgia &#8211; PCPF-MG.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tratamento e solidariedade&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a anestesiologista Ressala Castro Souza, o tratamento para fibromialgia \u00e9 <strong>multifatorial<\/strong> e <strong>individual<\/strong>. \u201cS\u00e3o muitos aspectos que afetam a vida do paciente. Ele tem que tentar alinhar todos os eixos [da vida] para tentar se encaixar melhor e poder tirar proveito do tratamento\u201d. De acordo com a m\u00e9dica, o <strong>melhor tratamento \u00e9 a atividade f\u00edsica aer\u00f3bica de baixo e m\u00e9dio impacto<\/strong>. Mas, tamb\u00e9m pode acompanhar uso de medica\u00e7\u00e3o, como antidepressivos e envolver <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/category\/saude\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">outras \u00e1reas da sa\u00fade<\/a> como fisioterapia, acupuntura, terapia para tratar a depress\u00e3o, entre outras, mas isso depende de cada caso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a m\u00e9dica, aderir ao tratamento \u00e9 o maior desafio para o paciente com fibromialgia. \u201cConvenc\u00ea-lo de que ele precisa fazer atividade f\u00edsica \u00e9 complicado. A gente entende, ele t\u00e1 sentindo dor, mas \u00e9 o que tem de melhor resultado\u201d. Ela ainda ressalta: \u201c\u00e9 um tratamento longo, demorado, tem altos e baixos e tem que ter participa\u00e7\u00e3o do paciente\u201d.&nbsp;No entanto, a falta de atividade f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico impedimento para as pessoas com fibromialgia aderirem ao tratamento. Os custos financeiros podem n\u00e3o ser compat\u00edveis com a renda de todos os fibromi\u00e1lgicos, por exemplo, na <strong>compra de rem\u00e9dios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Fibromi\u00e1lgicos do Vale do S\u00e3o Francisco (Afibrovasf), tem uma campanha de medicamentos que atende os membros associados sem condi\u00e7\u00f5es financeiras para comprar as medica\u00e7\u00f5es. Segundo o diretor da associa\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Wilson Alencar de Oliveira, \u201cmais de 90% das pessoas n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es financeiras para comprar medicamentos, \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil que mexe muito com a gente\u201d. Eles j\u00e1 arrecadaram em torno de R$5 a 7 mil em rem\u00e9dios e doaram \u00e0s pessoas a custo zero. &#8220;A Campanha de Medicamentos come\u00e7ou quando uma das mulheres do grupo estava sem dinheiro para comprar o ansiol\u00edtico que precisava. \u201cEla pediu, \u2018pelo amor de deus\u2019, se algu\u00e9m n\u00e3o podia oferecer dois ou tr\u00eas comprimidos [do mesmo rem\u00e9dio]. Ent\u00e3o, eu fiz um apelo ao grupo, tinha 150 pessoas na \u00e9poca. A gente conseguiu para ela a doa\u00e7\u00e3o de quase tr\u00eas frascos de rem\u00e9dio&#8221;, relembra.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste 12 de maio, conhe\u00e7a a viv\u00eancia cotidiana de pessoas fibromi\u00e1lgicas com a dor<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":9300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[980,981,979,982,254],"class_list":["post-8880","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","tag-12-de-maio","tag-dor-cronica","tag-fibromialgia","tag-legislacao","tag-saude"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Os desafios de pessoas com fibromialgia no Brasil - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Neste 12 de maio, 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