{"id":6786,"date":"2021-06-11T12:00:00","date_gmt":"2021-06-11T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=6786"},"modified":"2021-06-10T16:39:30","modified_gmt":"2021-06-10T19:39:30","slug":"cultura-entretenimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/cultura-entretenimento\/","title":{"rendered":"Apropria\u00e7\u00e3o cultural na ind\u00fastria do entretenimento"},"content":{"rendered":"\n<p>De acordo com a roteirista e produtora audiovisual M\u00f4nica Cerqueira, a ind\u00fastria do entretenimento fomenta a chamada apropria\u00e7\u00e3o cultural, mas diferente dela, que \u00e9 prejudicial \u00e0 representa\u00e7\u00e3o dos povos, que n\u00e3o buscam ser representados somente para entreter aos outros, banalizando seus costumes e suas lutas, vale lembrar que a sociedade como um todo \u00e9 plural, e esse interc\u00e2mbio cultural, se feito respeitosamente, \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 muito importante ressaltar que existe a apropria\u00e7\u00e3o e existe interc\u00e2mbio de culturas, que s\u00e3o conceitos muito diferentes. Temos que pensar que a cultura \u00e9 algo din\u00e2mico e cada vez \u00e9 mais dif\u00edcil ter uma cultura totalmente genu\u00edna e isolada. Ent\u00e3o, falar de apropria\u00e7\u00e3o cultural num contexto de globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente complexo e n\u00e3o se pode confundir apropria\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o e o interc\u00e2mbio entre as culturas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Onde se percebe a apropria\u00e7\u00e3o cultural na ind\u00fastria do entretenimento?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6790\" width=\"374\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited.png 1455w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited-300x168.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited-1024x575.png 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited-768x431.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited-370x208.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited-270x152.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited-570x320.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited-740x416.png 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/image-1-edited-150x84.png 150w\" \/><figcaption><a href=\"https:\/\/www.change.org\/p\/the-walt-disney-company-get-disney-to-reverse-their-trademark-of-hakuna-matata\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><span class=\"has-inline-color has-gridlove-bg-color\">Peti\u00e7\u00e3o online para que o termo \u201cHakuna Matata\u201d n\u00e3o seja propriedade autoral da Disney\u00a0<\/span><\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A linha t\u00eanue entre apropria\u00e7\u00e3o cultural e aprecia\u00e7\u00e3o cultural muitas vezes \u00e9 esquecida por aqueles que integram o mundo das artes. Exatamente por ser t\u00eanue, a linha passa despercebida e as situa\u00e7\u00f5es tidas como de apropria\u00e7\u00e3o cultural se tornam t\u00e3o sutis e passam a ser t\u00e3o comuns, que muitos param de perceber que de fato foi isso que aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com M\u00f4nica Cerqueira, \u00e9 importante saber diferenciar os dois conceitos, para que o espectador aprenda a apreciar as obras que respeitem a cultura em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cApropria\u00e7\u00e3o \u00e9 uma coisa negativa, que faz uso de uma cultura sem compreend\u00ea-la e, muitas vezes, at\u00e9 desrespeitando seus significados simb\u00f3licos e hist\u00f3ricos, o que n\u00e3o acontece com a aprecia\u00e7\u00e3o cultural. A apropria\u00e7\u00e3o se confunde com a aprecia\u00e7\u00e3o, mas no caso da aprecia\u00e7\u00e3o existe uma reciprocidade, h\u00e1 uma troca de experi\u00eancias e um compartilhamento, e isso faz parte da nossa cultura e, no nosso contexto mundial, \u00e9 inevit\u00e1vel. O que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 esse desrespeito que se d\u00e1 na apropria\u00e7\u00e3o, quando ele visa simplesmente lucro e uma ideia f\u00e1cil.\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Um exemplo disso \u00e9 a m\u00fasica \u2018Hakuna Matata\u2019 da anima\u00e7\u00e3o aclamada da Disney, \u201cO Rei Le\u00e3o\u201d (1994). O termo, que em sua\u00edli significa \u201csem problemas&#8221;, foi registrada como pertencente \u00e0 produtora estadunidense, sendo que n\u00e3o foram eles que a criaram. Em 2018, o ativista Shelton Mpala, natural do Zimb\u00e1bue, registrou sua indigna\u00e7\u00e3o ao acusar a Disney de apropria\u00e7\u00e3o cultural de um termo africano usado em um filme que promove ideais norte-americanos e que, posteriormente, teve seus direitos autorais retirados da cultura africana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Andr\u00e9 Junqueira Caetano, Doutor em Sociologia e professor da PUC Mina , os brancos, por terem for\u00e7ado sua domina\u00e7\u00e3o sobre outras etnias, passaram a acreditar que estivessem no direito de se apropriar de qualquer que fosse o elemento cultural, ao longo dos s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cIsso \u00e9 uma apropria\u00e7\u00e3o cultural em escala nacional e na forma\u00e7\u00e3o da identidade do povo. Isso [elemento cultural] deixa de ser dos negros e descendentes de outras culturas e passa a ser incorporado pela classe dominante e se transforma em algo com origem \u2018desconhecida\u2019. Tiramos o direito de ser uma manifesta\u00e7\u00e3o dos negros, por exemplo. Isso \u00e9 uma forma de apagamento de outras culturas, uma total inviabiliza\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 um processo que, na verdade, se revela como uma das formas de racismo estrutural.\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Outro exemplo que chamou aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, dessa vez em 2021, foi a acusa\u00e7\u00e3o de apropria\u00e7\u00e3o cultural ao cantor havaiano Bruno Mars, que tem ra\u00edzes porto-riquenhas, filipinas e nas comunidades de judeus asquenazes (judeus origin\u00e1rios da Europa Central e Europa Oriental). A comunidade negra apontou o uso de termos, g\u00edrias e elementos de sua cultura nas m\u00fasicas do cantor, que afirmou, em entrevista ao programa <a href=\"https:\/\/www.nme.com\/news\/music\/bruno-mars-cultural-appropriation-accusations-music-love-2895486?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=bruno-mars-cultural-appropriation-accusations-music-love\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>The Breakfast Club<\/em><\/a>, que cresceu escutando <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/separar-arte-artista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">artistas<\/a> como Michael Jackson, Prince e James Brown, e que espelha sua arte no que eles criaram em suas respectivas carreiras.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Porque a apropria\u00e7\u00e3o cultural \u00e9 um problema?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/zdAdwDOBqPTfM9Ccmdfcrj8faXvUSRwcKpLzWmcfAO-DindxGO_txm23dr26Blcra-FMhhJUfvSM29mwIK1oKPO__m__oCtTbCbBTe1gD5xRREYmHoU-LZUjgfOcqNljBeKpyOoX\" alt=\"\" width=\"407\" height=\"301\"\/><figcaption><a href=\"https:\/\/newyorktheater.me\/2019\/02\/07\/blackface-on-stage-the-complicated-history-of-minstrel-shows\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><span class=\"has-inline-color has-gridlove-bg-color\">A pr\u00e1tica de <em>blackface<\/em> era usada como entretenimento e era considerada um tipo de arte<\/span><\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea conhece as palavras em ingl\u00eas <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/culture\/article\/20151006-when-white-actors-play-other-races\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>whitewashing<\/em><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-49769321\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>blackface<\/em><\/a>? O termo <em>whitewashing<\/em> (lavagem branca, em tradu\u00e7\u00e3o livre) se popularizou durante a temporada de premia\u00e7\u00f5es no cinema em 2016, mais especificamente, no Oscar do mesmo ano, quando foi denunciada a falta de atores e atrizes negras ou de qualquer etnia n\u00e3o branca, entre os indicados.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o termo <em>blackface<\/em> (rosto negro, em tradu\u00e7\u00e3o livre) se popularizou h\u00e1 mais de 200, em Nova York, comouma pr\u00e1tica em que brancos ridicularizavam os negros ao pintarem seus rostos com tinta preta para encenar esteri\u00f3tipos negativos, por puro entretenimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa pr\u00e1tica foi muito usada em filmes e outras produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas, principalmente nos s\u00e9culos XVIII e XIX. Um dos exemplos mais marcantes foi a personifica\u00e7\u00e3o do ator brit\u00e2nico Laurence Olivier, branco de olhos azuis, que fez uso do <em>blackface<\/em>, em 1965, ao interpretar Otelo nos cinemas, personagem negro da famosa pe\u00e7a de teatro escrita por William Shakespeare.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema da ind\u00fastria de entretenimento optar por pr\u00e1ticas como o <em>blackface<\/em> e incentivar o <em>whitewashing<\/em> \u00e9 similar ao uso inadequado de elementos de outras culturas, como o uso de turbantes por pessoas brancas, cabelos com <em>dreadlocks<\/em>, ou vestir com cocares no carnaval, \u00e9 que, se usadas fora de seu contexto original, tais pr\u00e1ticas se tornam desrespeitosas e pejorativas, revelando-se como uma demonstra\u00e7\u00e3o caricata e preconceituosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Apropria\u00e7\u00e3o cultural x Aprecia\u00e7\u00e3o cultural\u00a0<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/ivAOhYjD9QrNOKShiluzNE4CwZfZBCrw4sURSdmfTIGl0ZzhY2ORgRsjrucLRzloz7BJrmV8RSd8WIDi02-h5zvaREnDJqpB8xEeboYpoeM-KOchEJZ2tgV_jifVyrE7JGMFH_P_\" alt=\"\" width=\"531\" height=\"366\"\/><figcaption><a href=\"https:\/\/site.geekie.com.br\/blog\/repertorio-cultural-competencia-bncc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><span class=\"has-inline-color has-gridlove-bg-color\">Quando concebida de forma respeitosa e coerente ao contexto daquela cultura, \u00e9 poss\u00edvel que haja aprecia\u00e7\u00e3o cultural<\/span><\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Quando bem fundamentada, bem creditada e feita de forma respeitosa, a apropria\u00e7\u00e3o cultural pode se transformar em uma forma de aprecia\u00e7\u00e3o. Uma das maiores produtoras de conte\u00fado da ind\u00fastria de entretenimento, a Disney, teve em suas m\u00e3os dois projetos que servem como exemplos de casos em que existiram a apropria\u00e7\u00e3o e a aprecia\u00e7\u00e3o, nos anos de 1998 e 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Criada por um estadunidense branco, a Disney \u00e9 considerada um exemplo da domin\u00e2ncia da cultura ocidental norte-americana e europeia no cen\u00e1rio de produ\u00e7\u00f5es audiovisuais. Com filmes como: \u201cBranca de Neve\u201d (1937), \u201cCinderela\u201d (1950), \u201cA Bela e a Fera\u201d (1991), entre outros, a diversidade em tela nunca foi uma prioridade, at\u00e9 o momento em que o p\u00fablico passou a exigir que as novas produ\u00e7\u00f5es fossem mais plurais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa insatisfa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, somada \u00e0 crescente onda de representatividade de outras culturas na ind\u00fastria, foi fundamental para que filmes como \u201cA Princesa e o Sapo\u201d (2009), trazendo Tiana, a primeira princesa negra e \u201cMoana\u201d (2016), a primeira princesa de origem polin\u00e9sia, chegassem \u00e0s telas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com essa mudan\u00e7a de abordagem institucional, a Disney foi alvo de acusa\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o lan\u00e7amento da anima\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica \u201cMulan\u201d em 1998. Com a inten\u00e7\u00e3o de trazer mais diversidade para seus personagens, o filme, produzido e dirigido pelos estadunidenses Tony Bancroft e Barry Cook, gerou enorme pol\u00eamica. A popula\u00e7\u00e3o chinesa, local onde a anima\u00e7\u00e3o se passa, se revoltou ap\u00f3s elementos sagrados de sua cultura como o drag\u00e3o e o grilo da sorte, terem sido usados como personagens c\u00f4micos, desmerecendo suas tradi\u00e7\u00f5es milenares. Como forma de reparar o erro, a produ\u00e7\u00e3o do <em>live action<\/em> de \u201cMulan\u201d lan\u00e7ada em 2020, foi feita por uma equipe predominantemente asi\u00e1tica, passando maior credibilidade ao produto final.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, ainda em 2021, a Disney lan\u00e7ou a anima\u00e7\u00e3o \u201cRaya e o \u00daltimo Drag\u00e3o\u201d, que se inspirou na cultura do sudeste da \u00c1sia para criar o mundo fict\u00edcio de Kumandra. Assim como foi o caso do <em>live action<\/em> de \u201cMulan\u201d, a nova anima\u00e7\u00e3o passou por uma intensa etapa de produ\u00e7\u00e3o, para que o resultado fosse respeitoso e coerente com a cultura local. Mesmo sendo uma produ\u00e7\u00e3o da Disney, comumente associada a padr\u00f5es est\u00e9ticos e culturais ocidentais, essa participa\u00e7\u00e3o de artistas locais na etapa de concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o do filme, n\u00e3o \u00e9 somente necess\u00e1ria, mas a atitude certa a se tomar em todos os casos onde outras culturas ser\u00e3o representadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como culturas marginalizadas lutam contra a estereotipiza\u00e7\u00e3o de costumes e cren\u00e7as em filmes, na m\u00fasica e na literatura.<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":6791,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[274,359,174,549,232,499,693],"class_list":["post-6786","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-cinema","tag-colab","tag-cultura","tag-entretenimento","tag-pucminas","tag-representatividadenocinema","tag-whitewashing"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Apropria\u00e7\u00e3o cultural na ind\u00fastria do entretenimento Cultura - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Como culturas marginalizadas lutam contra a apropria\u00e7\u00e3o cultural em filmes, na m\u00fasica e na literatura.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, 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