{"id":6278,"date":"2021-04-29T17:22:03","date_gmt":"2021-04-29T20:22:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=6278"},"modified":"2021-04-29T19:47:51","modified_gmt":"2021-04-29T22:47:51","slug":"sophia-mendonca-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/sophia-mendonca-entrevista\/","title":{"rendered":"Sophia Mendon\u00e7a: &#8220;Meu maior fantasma n\u00e3o foi o autismo, foi ser transg\u00eanero&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Sophia Mendon\u00e7a \u00e9 jornalista, escritora e fundadora do<a href=\"https:\/\/omundoautista.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Mundo Autista<\/a> (vinculado ao<a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Portal UAI<\/a>), idealizado por ela e sua m\u00e3e Selma Sueli, que tamb\u00e9m \u00e9 jornalista. No M\u00eas da Conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o Autismo, Sophia Mendon\u00e7a conta em entrevista ao Colab sua hist\u00f3ria como mulher trans e autista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com apenas 24 anos, ela j\u00e1 escreveu sete livros e atualmente \u00e9 membro do Grupo de Pesquisa em Comunica\u00e7\u00e3o, Acessibilidade e Vulnerabilidades,<a href=\"https:\/\/afetos.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> o Afetos<\/a>, da<a href=\"https:\/\/ufmg.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Universidade Federal de Minas Gerais<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cada pessoa do espectro tem uma hist\u00f3ria \u00fanica com autismo. Voc\u00ea pode contar um pouco da sua hist\u00f3ria?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Quando eu era crian\u00e7a, todo mundo achava que a minha m\u00e3e tinha tirado a sorte grande. Na \u00e9poca, falaram que era superdota\u00e7\u00e3o, altas habilidades, embora o meu teste de QI n\u00e3o tenha sido completo para afirmar que eu tenho altas habilidades. Mas, aos 7 anos, eu acabei entrando no ensino fundamental e come\u00e7aram as crises que eu tinha em casa. Porque, eu tenho um bom cognitivo, ent\u00e3o, eu fazia um esfor\u00e7o muito grande para me adequar, atender \u00e0s expectativas dos outros.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Uma autista adulta (Liane Willey Holliday) escreveu um livro, &#8220;<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Pretending-Normal-Aspergers-Syndrome-English-ebook\/dp\/B0036FU8SK\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Pretend to be Normal<\/em><\/a>&#8220;, em que ela falava que passava muito tempo no mundo como observadora. Ela observava o que as pessoas queriam e oferecia para as pessoas o que ela achava que iria agradar. Eu me identifico muito com isso. Sempre tive um desejo de agradar o outro. Aquele estere\u00f3tipo do autista que n\u00e3o tem empatia, que tem dificuldades de intera\u00e7\u00e3o &#8211; sim, eu tenho baixa habilidade social, mas, em um primeiro momento, eu era extremamente extrovertida &#8211; n\u00e3o \u00e9 o meu caso. Eu fui perdendo isso ao longo do meu crescimento, mas, felizmente, resgatei a espontaneidade depois das terapias e uma s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Aquele estere\u00f3tipo do autista que n\u00e3o tem empatia, que tem dificuldades de intera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o meu caso.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Eu fui diagnosticada aos onze anos, mas s\u00f3 fiquei sabendo aos treze, dois anos depois, por recomenda\u00e7\u00e3o. Mas a minha m\u00e3e tamb\u00e9m \u00e9 autista e n\u00e3o conseguiu segurar. Ent\u00e3o, ela falou assim, &#8220;voc\u00ea \u00e9 Asperger (que era como se referia o autismo leve naquela \u00e9poca)&#8221;. Eu j\u00e1 conhecia o autismo leve, que de leve n\u00e3o tem nada. A gente tem todas as caracter\u00edsticas do autismo, mas n\u00f3s demandamos um menor n\u00edvel de suporte que os autistas grau tr\u00eas ou dois, por exemplo. S\u00f3 que eu tive um luto. Fala-se muito do luto que os pais t\u00eam quando recebem o diagn\u00f3stico dos filhos, mas eu tamb\u00e9m tive, porque percebi que tudo que eu fazia, e \u00e0s vezes dava um resultado errado, era em fun\u00e7\u00e3o de ter um c\u00e9rebro neurodivergente. E tudo bem ter um c\u00e9rebro neurodivergente, mas voc\u00ea tem que aprender as regras do jogo para saber lidar com esse c\u00e9rebro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca, eu fui atendida por profissionais muito conservadores que tinham uma ideia do autismo como algo a ser consertado. Ent\u00e3o, eu tinha que aprender a falar de futebol para entrar em um grupinho de amigos, por exemplo. Mas eu n\u00e3o queria isso! Eu queria ser aceita por ser uma vida \u00fanica e singular. Queria criar uma ponte com as outras pessoas para que elas me compreendessem e eu tamb\u00e9m as compreendesse.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Talvez, por isso, eu sempre tive um desejo de quebrar tabus (risos) dentro do autismo mesmo, sabe? E a primeira coisa que eu fiz com base nisso foi a escolha do curso de Jornalismo e depois o mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o Social, que \u00e9 justamente a \u00e1rea que os autistas t\u00eam maior d\u00e9ficit. Claro que varia de pessoa para pessoa como esse d\u00e9ficit se manifesta, mas o autismo est\u00e1 muito ligado a essa baixa habilidade na comunica\u00e7\u00e3o social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Em 2015, eu lancei o<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCqF3BLbPXpNGNgsV3oJvDlw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> meu canal no YouTube, O Mundo Autista<\/a> e pude devolver para a sociedade muito do que eu constru\u00ed na minha inclus\u00e3o escolar, que foi, apesar dos erros, uma inclus\u00e3o muito cuidadosa. E, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m pude falar sobre tudo que eu sofri em termos de ter sido diagnosticada em uma \u00e9poca que tinha pouco conhecimento sobre autismo, pouco conhecimento do autismo no feminino e pouco sobre o autismo LGBTQ+. O combinado, quando eu e minha m\u00e3e criamos esse canal, era que nenhuma fam\u00edlia se sentisse sozinha como a gente se sentiu um dia. Ent\u00e3o, a gente parte desse ponto. Diariamente recebemos mensagens de pessoas que tiveram o diagn\u00f3stico ap\u00f3s assistirem a v\u00eddeos do canal. Ent\u00e3o, eu acredito muito no jornalismo como uma fun\u00e7\u00e3o social, como uma pr\u00e1tica social e eu vejo que realmente tem tocado o cora\u00e7\u00e3o das pessoas o nosso trabalho e que elas se tornam multiplicadoras. Nosso trabalho \u00e9 isso, para fortalecer e empoderar as pessoas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O combinado, quando eu e minha m\u00e3e criamos esse canal (O Mundo Autista), era que nenhuma fam\u00edlia se sentisse sozinha como a gente se sentiu um dia.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Acredita que o diagn\u00f3stico poderia ter acontecido antes se a sociedade e especialistas da \u00e1rea m\u00e9dica tivessem mais conhecimento sobre o autismo em meninas?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico tardio para a mulher \u00e9 uma realidade por cobran\u00e7as sociais e por quest\u00f5es neurol\u00f3gicas mesmo. No meu livro<a href=\"https:\/\/omundoautista.com.br\/produto\/neurodivergentes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> \u201cNeurodivergentes: Autismo na Contemporaneidade\u201d<\/a>, tem um cap\u00edtulo que eu estudo s\u00f3 o espectro no feminino e \u00e9 interessante, porque os estudos mostram que mesmo nas pessoas neurot\u00edpicas, e tamb\u00e9m nas pessoas autistas, existe uma diferen\u00e7a neurol\u00f3gica entre homens e mulheres que faz com que as mulheres sejam mais atentas \u00e0s rea\u00e7\u00f5es das pessoas do ambiente. Tamb\u00e9m tem uma quest\u00e3o cultural que cobra mais das mulheres brincadeiras simb\u00f3licas, tipo <em>Barbie<\/em>, brincadeiras de modelagem e at\u00e9 amigas que corrigem comportamentos &#8220;equivocados&#8221;. Isso tudo faz com que a mulher mascare melhor, tem at\u00e9 um termo em ingl\u00eas que se chama <em>masking<\/em>, que \u00e9 essa camuflagem social que homens autistas tamb\u00e9m podem fazer, mas que \u00e9 muito mais frequente na mulher.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O diagn\u00f3stico tardio para a mulher \u00e9 uma realidade por cobran\u00e7as sociais e por quest\u00f5es neurol\u00f3gicas.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o sou uma mulher cis, sou uma mulher trans, ent\u00e3o, quando eu fui diagnosticada, ainda tive, na \u00e9poca, o diagn\u00f3stico como se eu fosse homem e isso talvez facilitou um pouco para n\u00e3o ser ainda mais tarde. Muita coisa eu sabia e como brincava com meninas, tinha hiperfoco em coisas socialmente ligadas ao feminino, como hist\u00f3rias, tinha uma boa imagina\u00e7\u00e3o, tinha uma facilidade com simbologias, escrevia muito bem e tinha um interesse mais focado para humanas. Ent\u00e3o, isso tudo levou as pessoas a n\u00e3o acreditarcem que eu poderia ser autista em um primeiro momento, porque tinha aquele estere\u00f3tipo do autista homem, cis e com habilidades sempre nas exatas. Aquele g\u00eanio das exatas com \u201cesquisitismos\u201d muito evidentes. Mas, na mulher, essa rigidez de pensamento, essa dificuldade de intera\u00e7\u00e3o, ela se manifesta de uma maneira muito mais sutil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Muitas pessoas contam um al\u00edvio ao entenderem que s\u00e3o autistas. Voc\u00ea acredita que o diagn\u00f3stico foi positivo para o seu desenvolvimento? Como ele mudou a forma como voc\u00ea se via?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Com certeza foi uma liberta\u00e7\u00e3o. A frase mais comum que voc\u00eas v\u00e3o ouvir \u00e9 essa, &#8220;foi libertador&#8221;. Eu falei que tive um luto ao perceber que algumas atitudes que eu fazia e que tinham resultados inadequados para a adolesc\u00eancia eram devido a eu ter um c\u00e9rebro neurodivergente. Mas, por outro lado, esse luto logo se transformou em luta, como outros pais de autistas tamb\u00e9m dizem, e eu percebi que esse diagn\u00f3stico era um norte. Eu n\u00e3o vejo o diagn\u00f3stico como um r\u00f3tulo, porque r\u00f3tulo a gente tem o tempo todo, seja de mimada, muito faladeira, sem no\u00e7\u00e3o ou, por outro lado, muito rob\u00f3tica, muito sedada. Mas o diagn\u00f3stico ele veio como um norte para eu poder entender as minhas atitudes e por que&nbsp; algumas coisas aconteciam.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A frase mais comum que voc\u00eas v\u00e3o ouvir \u00e9 essa, &#8220;foi libertador&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Claro que, em se tratando de uma s\u00edndrome, ningu\u00e9m tem todas as caracter\u00edsticas ou manifesta as caracter\u00edsticas da mesma maneira, ent\u00e3o, tem a literatura que \u00e9 muito importante, mas tamb\u00e9m tem as nuances e especificidades de cada pessoa. E a\u00ed eu fui me percebendo, &#8220;n\u00e3o pera\u00ed isso daqui eu sou assim&#8221;, &#8220;isso daqui eu sou assim, mas dessa forma&#8221;, &#8221; isso daqui j\u00e1 n\u00e3o se encaixa bem comigo&#8221;. Fui me descobrindo melhor e o autoconhecimento \u00e9 tudo, porque, quando voc\u00ea conhece a si mesma, voc\u00ea pode mudar qualquer situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, eu passei a ter mais humildade. Por exemplo, eu fui recomendada a n\u00e3o contar para os meus colegas de escola que eu era autista, mas eu acabei contando, at\u00e9 porque eu n\u00e3o sei mentir tamb\u00e9m (risos). Ent\u00e3o, eles passaram a perceber que quando eu tinha determinadas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o era porque eu tinha uma m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o, porque eu estava com pregui\u00e7a ou n\u00e3o queria aprender. Eles perceberam que eu tinha algumas dificuldades que eles podiam me ajudar. E foi um aprendizado lindo. Foi a primeira vez que eu consegui ter amigos de verdade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Na escola e na faculdade voc\u00ea foi ensinada e avaliada por m\u00e9todos tradicionais ou alternativos?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Escola normal, escola particular, m\u00e9todos tradicionais, mas \u00e0 medida em que eu fui crescendo, a gente foi percebendo algumas quest\u00f5es que pesavam. No Ensino Fundamental I, o que pesava era a cobran\u00e7a por uma independ\u00eancia, por uma autonomia que eu n\u00e3o conseguia ter no mesmo processo ou no mesmo tempo que as outras pessoas. Eu tinha a impress\u00e3o de que eu tinha que dormir dependente e acordar independente, porque, o que \u00e9 intuitivo para as outras pessoas, para mim, n\u00e3o \u00e9. A\u00ed veio, no Ensino Fundamental II, essa press\u00e3o pela socializa\u00e7\u00e3o. Eu sempre tive uma colega, uma amiga, uma pessoa de suporte para me ajudar a decodificar aquele mundo escolar, mas no 8\u00ba ano, em 2010, um dos piores anos da minha vida, talvez o pior, eu fiquei sem essa pessoa de suporte e isso me trouxe muito sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>No Ensino M\u00e9dio, eu tive uma rela\u00e7\u00e3o melhor com as pessoas, conquistei amigos que tenho contato at\u00e9 hoje, mas o que pegou mesmo foi o volume. E isso se estendeu at\u00e9 na faculdade. Na faculdade, eu tive uma mediadora, n\u00e3o para tirar a minha autonomia, mas pelo contr\u00e1rio, para me fornecer a ferramenta para decodificar o mundo para mim, como uma tradutora do mundo, para que eu pudesse entender essa rede entre professores, coordena\u00e7\u00e3o, colegas e amigos, e poder ser mais produtiva, poder interagir melhor com as pessoas. Ent\u00e3o, isso foi muito positivo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O senso comum fala assim, &#8220;se eu der dez atividades valendo dez pontos, as pessoas v\u00e3o ter mais chance do que se eu der duas atividades valendo mais pontos&#8221;. Mas, como autista, o controle de qualidade \u00e9 meu, ent\u00e3o tudo o que eu fa\u00e7o com a maior dedica\u00e7\u00e3o, com o c\u00e9rebro hiperexcitado, com hiperfoco, me desgasta muito, d\u00e1 burnout, me desgasta muito forte se o volume \u00e9 muito grande.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Agora, no mestrado, felizmente, embora o conte\u00fado seja mais dif\u00edcil ainda, numa linguagem mais desafiadora, o volume \u00e9 menor. E, no mestrado, eu tive uma rede de suporte de amigos muito fant\u00e1stica e&nbsp; uma orientadora fabulosa que me ajudou a compreender isso. Ent\u00e3o, eu tive essa adapta\u00e7\u00e3o no sentido de ter uma media\u00e7\u00e3o no ensino superior para traduzir o mundo acad\u00eamico, dos di\u00e1logos e tudo para eu poder ser mais atuante e aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Com a quest\u00e3o dos trabalhos e das provas, os professores ficavam atentos, j\u00e1 cheguei a fazer prova adaptada, porque, por exemplo, com alguma charge o meu c\u00e9rebro poderia ter dificuldade em pegar, alguma quest\u00e3o mais amb\u00edgua. Ent\u00e3o eu n\u00e3o fiz o Enem, fiz o vestibular tradicional do UniBH, que falavam at\u00e9 que era mais dif\u00edcil que o Enem, mas era mais objetivo e menor. Ent\u00e3o, para evitar essa exaust\u00e3o e para eu conseguir responder perguntas mais claras e mais objetivas, eu fiz essa escolha. Tive suporte de transcritor tamb\u00e9m durante esse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que voc\u00ea escolheu cursar jornalismo? Como foi a sua trajet\u00f3ria na faculdade e no curso?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A faculdade foi maravilhosa! Pela primeira vez eu me senti parte de um grupo de amigos e foi engra\u00e7ado que foi o \u00fanico grupo que permaneceu unido do primeiro ao oitavo per\u00edodo. L\u00e1 eu n\u00e3o era a autista, assim, &#8220;ela \u00e9 autista e faz um monte de coisas&#8221;, mas, &#8220;ela faz um monte de coisas e \u00e9 autista&#8221;. O grupo era bacana porque cada pessoa tinha suas caracter\u00edsticas e era muito singular, diferente entre si, mas que se complementava. Ent\u00e3o a gente extraiu o melhor de cada pessoa.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A faculdade foi muito boa porque me fez ter uma vis\u00e3o da semi\u00f3tica primeiro, que \u00e9 uma coisa dif\u00edcil para autistas por causa dessa dificuldade em linguagem. Imagina, ent\u00e3o, essa linguagem subliminar da semi\u00f3tica. Mas abriu a minha mente para perceber como se d\u00e3o os intrincados processos de comunica\u00e7\u00e3o, e como esses processos n\u00e3o s\u00e3o simples como a minha rigidez de pensamento vai me fazer acreditar. Eles s\u00e3o muito mais complexos. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que eu escolhi o assunto para a pesquisa no mestrado.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O meu TCC foi um livro jornal\u00edstico acad\u00eamico que eu j\u00e1 citei, o &#8220;Neurodivergentes&#8221;, que foi o meu quarto livro, eu escrevi sete ao todo. E o &#8220;Neurodivergentes&#8221; foi proposto porque eu falei com o professor que eu queria transformar meu hiperfoco de pesquisa em algo que fosse produtivo para a faculdade e ele falou assim, &#8220;n\u00e3o s\u00f3 pode como deve, eu quero ser seu orientador&#8221;. Como ele gostava muito da minha escrita jornal\u00edstica tamb\u00e9m, ele prop\u00f4s que eu escrevesse um livro jornal\u00edstico acad\u00eamico sobre autismo na contemporaneidade, em que eu entrevistei pais autistas, profissionais, como uma vis\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 das evid\u00eancias cient\u00edficas, mas tamb\u00e9m de vanguarda, o que vai ser o futuro do autismo. E eu argumentei com ele na \u00e9poca &#8211; com o Maur\u00edcio Guilherme Silva J\u00fanior, que \u00e9 um excelente professor e fez est\u00e1gio p\u00f3s-doutoral em jornalismo cient\u00edfico &#8211; que se voc\u00ea quer transformar um c\u00e9rebro neurodivergente \u00e0 moda do c\u00e9rebro t\u00edpico, ele n\u00e3o vai desenvolver o m\u00e1ximo do potencial dele como se desenvolveria do jeito que ele \u00e9. Por isso, a gente sempre pensou estrat\u00e9gias assim como muito di\u00e1logo e comunica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como foi o processo de se entender e se assumir como uma mulher trans autista? Quais foram os maiores desafios e como foi a sua transi\u00e7\u00e3o social?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Meu maior fantasma n\u00e3o foi o autismo, foi realmente a quest\u00e3o de ser transg\u00eanero. Eu n\u00e3o tenho mem\u00f3ria de me comunicar comigo mesma sem ser pelo feminino mentalmente. Na inf\u00e2ncia, eu tive v\u00e1rias atitudes, pegava roupas da minha m\u00e3e, colocava toalha no cabelo para fazer um cabelo grande, colocava absorvente na genit\u00e1lia. Mas era aquela coisa, n\u00e3o sabia se era de crian\u00e7a, se era de autista. As pessoas n\u00e3o sabiam o que que era.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Meu maior fantasma n\u00e3o foi o autismo, foi realmente a quest\u00e3o de ser transg\u00eanero.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Quando eu ia aos m\u00e9dicos eu tinha um jeito muito incisivo de querer que eles me tratassem como tratavam os adultos. Um m\u00e9dico uma vez falou assim com a minha m\u00e3e, &#8220;voc\u00ea percebeu que o seu filho \u00e9 afeminado?&#8221;. Havia uma confus\u00e3o muito grande entre g\u00eanero e sexualidade. J\u00e1 tinha falado para a minha m\u00e3e, desde a primeira inf\u00e2ncia, que eu me sentia uma mulher presa em um corpo de homem, que eu era mulher, que eu tinha toda essa constru\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ser mulher, mas eu n\u00e3o tinha o corpo feminino. Mas eu performava muito a feminilidade desde sempre. Fazia unha e tudo mais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Quando eu fui falar com os profissionais que me acompanhavam na \u00e9poca, eles tiveram uma rea\u00e7\u00e3o muito estranha. Talvez por n\u00e3o conhecerem muito sobre o assunto e por confundirem g\u00eanero com sexualidade. Ent\u00e3o, eles falavam, &#8220;voc\u00ea j\u00e1 se apaixonou&#8221;, &#8220;voc\u00ea \u00e9 gay?&#8221;. Eu sou uma mulher trans heterossexual, eu tenho atra\u00e7\u00e3o por homens. E isso nem era o mais importante, porque, para mim, eu sou quase assexual. Ent\u00e3o, eu lembro que foi muito traum\u00e1tico conversar com profissionais em um primeiro momento, porque eles n\u00e3o entendiam e iam me enrolando falando, &#8220;tem que esperar apaixonar&#8221;. Um psiquiatra chegou a, literalmente, rir da cara da minha m\u00e3e quando ela falou dessa minha demanda com ele. Foi muito dif\u00edcil e a\u00ed eu comecei a bloquear isso, tentar bloquear. Tentei aceitar o r\u00f3tulo de homem gay, porque era mais leve para a sociedade. Mas, aquilo n\u00e3o desfazia a minha ang\u00fastia, porque a minha quest\u00e3o n\u00e3o era a afetividade, a sexualidade. A minha quest\u00e3o era como eu era em ess\u00eancia, em identidade de g\u00eanero mesmo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Tentei aceitar o r\u00f3tulo de homem gay, porque era mais leve para a sociedade. Mas, aquilo n\u00e3o desfazia a minha ang\u00fastia, porque a minha quest\u00e3o n\u00e3o era a afetividade, a sexualidade. A minha quest\u00e3o era como eu era em ess\u00eancia, em identidade de g\u00eanero mesmo.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A\u00ed eu mudei de equipe, em 2017, e comecei a falar mais sobre essa quest\u00e3o da incongru\u00eancia de g\u00eanero com o meu psiquiatra, s\u00f3 que ele tamb\u00e9m n\u00e3o entendia muito. At\u00e9 que um dia ele me indicou um psiquiatra especialista em g\u00eanero e eu fui l\u00e1. A identidade de g\u00eanero \u00e9 autodeclarada, atualmente, mas h\u00e1 casos em que ela n\u00e3o vai ser autodeclarada, que eles interv\u00eam, s\u00e3o casos de pessoas com sintomas psic\u00f3ticos muito graves ou pessoas com defici\u00eancia intelectual que podem n\u00e3o ter todos os elementos para perceber o que elas s\u00e3o em ess\u00eancia. O que n\u00e3o significa tamb\u00e9m que elas n\u00e3o possam ser trans, n\u00e3o estou falando isso, estou falando que \u00e9 um caso que prestam mais aten\u00e7\u00e3o. Mas, o meu caso n\u00e3o. Eu tinha total consci\u00eancia do que eu sempre fui.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Embora eu esteja aliviada e muito feliz de poder finalmente expressar quem eu sou, porque \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o inclusive comigo mesma e com o meu corpo, ao mesmo tempo, eu tive um luto muito forte de pensar que a vida toda eu fui obrigada a me encaixar em uma caixinha que n\u00e3o era eu e fui muito invalidada por quem em tese mais deveria me ajudar, que eram os profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/2-de-abril-dia-internacional-da-conscientizacao-do-autismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Em artigo para o Colab<\/strong><\/a><strong>, o editor-chefe da<\/strong><a href=\"https:\/\/www.canalautismo.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong> Revista Autismo<\/strong><\/a><strong>, Francisco Paiva Junior, afirmou que n\u00e3o devemos olhar s\u00f3 as limita\u00e7\u00f5es e os comprometimentos de pessoas autistas, mas olhar tamb\u00e9m os seus potenciais. A colorista digital<\/strong><a href=\"https:\/\/marinamaral.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong> Marina Amaral<\/strong><\/a><strong> e o desenhista Stephen Wiltshire s\u00e3o alguns exemplos de casos em que o diagn\u00f3stico do TEA os ajudaram a compreender seus talentos. Voc\u00ea percebe caracter\u00edsticas \u00fanicas suas que considera um talento ou vantagem?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Existem muitos autistas, at\u00e9 sem diagn\u00f3stico, muito conhecidos, e alguns com diagn\u00f3stico mesmo, como a atriz Daryl Hannah que fez Splash, um filme bastante famoso dos anos 80 e Kill Bill, do Quentin Tarantino, e a Courtney Love, que \u00e9 mais conhecida por ser vi\u00fava do Kurt Cobain, mas que \u00e9 uma excelente atriz e eu gosto muito dela tamb\u00e9m como cantora e compositora. Tem muitos autistas que se destacam de alguma forma, o que n\u00e3o significa que eles n\u00e3o enfrentam desafios. O sofrimento existe, \u00e9 real, mas a gente deve sempre buscar jogar luz nas habilidades, nas potencialidades e n\u00e3o tentar moldar esse c\u00e9rebro como se ele fosse um c\u00e9rebro t\u00edpico.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Recentemente eu, dirigi um document\u00e1rio chamado \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=HCOzijtMDvY\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Autwork: Autistas no mercado de trabalho\u201d<\/a>, junto com a minha m\u00e3e, e a RH da<a href=\"https:\/\/www.kantaribopemedia.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Kantar IBOPE Media<\/a> falou que esse olhar processual, essa percep\u00e7\u00e3o muito grande de detalhes s\u00e3o coisas que as pessoas procuram muito no mercado de trabalho e que as pessoas autistas t\u00eam de maneira mais evidente. A maneira como eu articulo os meus textos, com o meu hiperfoco, eu consigo pensar em muitas coisas ao mesmo tempo e traduzir isso em palavras, traduzir em palavras sempre foi f\u00e1cil, mas depois que eu aprendi na linguagem escrita, ficou muito mais tranquilo. Eu comecei a escrever para me comunicar e para me expressar.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O primeiro livro que eu escrevi, o &#8220;<a href=\"https:\/\/omundoautista.com.br\/produto\/outro-olhar-reflexoes-de-um-autista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Outro Olhar<\/a>&#8220;, se esgotou em dois dias, a primeira edi\u00e7\u00e3o. E eu percebi o quanto isso podia ajudar outras pessoas. O hiperfoco, para mim, \u00e9 um convite a aprender mais. Por exemplo, quando crian\u00e7a, eu tinha hiperfoco em um desenho chamado <em>Tr\u00eas Espi\u00e3s Demais<\/em> que me levou a conhecer todos os pa\u00edses do mundo, porque elas viajavam o mundo todo. Ent\u00e3o, da mesma forma, o hiperfoco me permite, quando eu estou desenvolvendo uma pesquisa, um trabalho, a fazer coisas com qualidade e certa agilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m:<a href=\"https:\/\/www.hypeness.com.br\/2013\/04\/autista-memoriza-e-desenha-ny-depois-de-20-minutos-de-voo-pela-cidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Autista memoriza e desenha NY depois de 20 minutos de voo pela cidade<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundadora do Mundo Autista conta sua hist\u00f3ria com o autismo com destaque para sua trajet\u00f3ria no mundo acad\u00eamico e transi\u00e7\u00e3o 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