{"id":5265,"date":"2020-12-05T17:10:05","date_gmt":"2020-12-05T20:10:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=5265"},"modified":"2020-12-05T17:11:57","modified_gmt":"2020-12-05T20:11:57","slug":"entrevista-seth-kugel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/entrevista-seth-kugel\/","title":{"rendered":"Seth Kugel: &#8220;A liberdade de imprensa \u00e9 mais protegida nos EUA&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Seth Kugel \u00e9, definitivamente, o gringo mais brasileiro do YouTube. Em seu canal, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC33DoPeNU2Rtvhkaz7nWOew\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Amigo Gringo<\/a>, o americano ensina, em portugu\u00eas, dicas de viagem para turistas que pretendem conhecer os Estados Unidos e a cidade de Nova York. Com um jeito sarc\u00e1stico e irreverente, ele ganhou muitos f\u00e3s no Brasil e fez apari\u00e7\u00f5es em diversos programas de TV, como <em>The Noite<\/em>, <em>Programa do Porchat<\/em> e <em>Programa do J\u00f4<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, apesar de ter nascido em Boston, cidade que abriga grande contingente de brasileiros expatriados, sua rela\u00e7\u00e3o com nosso pa\u00eds come\u00e7ou apenas na vida adulta, quando j\u00e1 morava em Nova York. Por influ\u00eancia de um conhecido, ele come\u00e7ou a estudar portugu\u00eas e decidiu visitar o Brasil, para aprender mais sobre o idioma. Ali, em uma viagem de barco pela Amaz\u00f4nia, come\u00e7ava uma rela\u00e7\u00e3o que j\u00e1 dura quase duas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de <em>youtuber<\/em>, Seth \u00e9 jornalista e colabora h\u00e1 mais de 20 anos no <em><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/\">The New York Times<\/a><\/em>, tendo escrito mais de mil mat\u00e9rias para o jornal. No passado, assinou duas colunas por l\u00e1, <em>The Frugal Traveler<\/em> a mais conhecida. Em outubro de 2020, semanas antes da elei\u00e7\u00e3o presidencial estadunidense, ele nos concedeu uma entrevista direto de Nova York e falou sobre o seu in\u00edcio no <em>NYT<\/em>, as diferen\u00e7as entre o jornalismo americano e o jornalismo brasileiro, o futuro da profiss\u00e3o e mais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">No v\u00eddeo abaixo, ele sai em busca de cacha\u00e7a caseira em Minas Gerais:<\/h4>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AGay5RX4sZA\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Confira a entrevista:<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m de apresentar o canal do YouTube Amigo Gringo, h\u00e1 cerca de 20 anos voc\u00ea \u00e9 colaborador do <em>The New York Times<\/em>, em que tamb\u00e9m j\u00e1 foi colunista fixo. Como come\u00e7ou a sua rela\u00e7\u00e3o com esse jornal?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Seth Kugel: <\/strong>Quando eu tinha 28 anos, trabalhava na prefeitura da cidade de Nova York e comecei a fazer um curso \u00e0 noite. O curso era basicamente sobre como come\u00e7ar sua carreira como escritor freelancer e a professora nos explicou que tipo de mat\u00e9rias e artigos eram melhores para serem aceitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Era 1998, o primeiro Natal em que as pessoas realmente estavam comprando pela internet, ent\u00e3o, escrevi um artigo c\u00f4mico sobre fazer compras online, e a professora falou: \u201cManda para o <em>New York Times<\/em>, s\u00f3 para ver. Se eles rejeitarem, voc\u00ea manda para outro lugar\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Mandei, aceitaram. Mandei outra mat\u00e9ria meio engra\u00e7ada algumas semanas depois, aceitaram de novo. Da\u00ed o editor desta segunda mat\u00e9ria pediu para eu mandar mais ideias, e&nbsp; eu comecei a escrever sobre cidade de Nova York, not\u00edcias, locais e, bom, da\u00ed tudo rolou.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YbDr-7iDjEI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como \u00e9 sua rela\u00e7\u00e3o com o jornal hoje?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O caderno de viagens parou de ser publicado, <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/dia-do-jornalista-pandemia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">devido \u00e0 pandemia<\/a>. Ent\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rios meses n\u00e3o escrevo nada para eles. Mas eu poderia. Mantenho uma boa rela\u00e7\u00e3o com o jornal, s\u00f3 que freelancer precisa de outras coisas tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou muito focado no meu <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC33DoPeNU2Rtvhkaz7nWOew\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">canal do YouTube, Amigo Gringo<\/a>, e em uma empresa que eu estou participando tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, por agora, fazer trabalhos para o <em>New York Times<\/em> \u2018est\u00e1 na lista\u2019. Neste momento, acho que vai demorar alguns meses at\u00e9 eu voltar. Mas est\u00e1 totalmente aberto. Eu escrevo para qualquer editor com uma pauta e ele decide, sim ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">No seu canal, h\u00e1 muitos inscritos que perguntam a respeito da carreira jornal\u00edstica a\u00ed nos EUA?<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum. Eu diria que n\u00e3o h\u00e1 muitos inscritos que me perguntam sobre jornalismo. Eu at\u00e9 falei hoje, por coincid\u00eancia, com uma brasileira que estuda jornalismo em Londres e que queria dicas para entrar no <em>New York Times<\/em>. Infelizmente, eu n\u00e3o tenho muitos segredos sobre isso. \u00c9 muita sorte que voc\u00ea precisa, al\u00e9m de ser um <em>puta <\/em>jornalista.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00ea acha que h\u00e1 a possibilidade de jornalistas brasileiros conseguirem atuar no mercado norte-americano ou ele \u00e9 fechado em rela\u00e7\u00e3o a profissionais estrangeiros?<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 fechado a profissionais estrangeiros. \u00c9 fechado a profissionais estrangeiros que n\u00e3o falam e escrevem fluentemente o ingl\u00eas. E n\u00e3o estou falando de falar fluentemente para poder dar uma palestra, estou falando de escrever o ingl\u00eas como nato. E tem poucos! Poucos jornalistas que conseguem fazer isso. Mas, existem.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei que no <em>New York Times<\/em> tinha uma jornalista brasileira, a <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/by\/fernanda-santos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fernanda Santos<\/a>, mas ela entrou depois de fazer mestrado nos Estados Unidos e trabalhar, sei l\u00e1, dez anos em jornais menores.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei que agora tem um brasileiro escrevendo no <em>New York Daily News<\/em>; e tem um brasileiro que \u00e9 colunista gr\u00e1fico no <em><a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Washington Post<\/a><\/em>, mas o ingl\u00eas dele \u00e9 basicamente perfeito e ele trabalhou muito tempo no <em>New York Times<\/em>. Tudo depende da l\u00edngua, n\u00e9? N\u00e3o tudo, porque voc\u00ea tem alguns colunistas estrangeiros &#8211; o <em>New York Times<\/em> acho que tem uns 30 &#8211; que escrevem uma vez por m\u00eas e alguns acho nem escrevem em ingl\u00eas. Mas isso \u00e9 exce\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea pode escrever em ingl\u00eas e ningu\u00e9m consegue deduzir que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 nativo, acho que voc\u00ea tem chances iguais a todo mundo. Se voc\u00ea vai trabalhar aqui, voc\u00ea obviamente precisa de documentos, mas para ser freelancer de outra parte do mundo e contribuir, se o seu ingl\u00eas \u00e9 perfeito, n\u00e3o importa se voc\u00ea \u00e9 americano ou n\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Para se tornar um jornalista nos Estados Unidos h\u00e1 um curso espec\u00edfico nas faculdades ou o caminho \u00e9 diferente do sistema brasileiro?<\/h3>\n\n\n\n<p>O sistema \u00e9 diferente. Voc\u00ea n\u00e3o tem que ter estudado jornalismo, de jeito nenhum. O mais comum \u00e9 as pessoas estudarem outra coisa e escreverem e trabalharem no jornal da faculdade. <\/p>\n\n\n\n<p>Muitas faculdades t\u00eam jornais di\u00e1rios e bem profissionais. Eu estudei ci\u00eancias pol\u00edticas e escrevi no jornal, mas minha carreira n\u00e3o come\u00e7ou a\u00ed. Foi s\u00f3 cinco, seis anos depois, como j\u00e1 expliquei.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Aqui no Brasil, h\u00e1 uma longa discuss\u00e3o sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o. Hoje, apesar de existirem cursos Jornalismo nas faculdades, voc\u00ea n\u00e3o precisa ser formado na \u00e1rea para trabalha. Qual a sua opini\u00e3o a respeito?<\/h3>\n\n\n\n<p>Para mim n\u00e3o tem discuss\u00e3o nenhuma. No Brasil voc\u00ea precisa de documentos e cursos para tudo; aqui voc\u00ea s\u00f3 precisa de um curso ou exame para ser m\u00e9dico, advogado, engenheiro\u2026 S\u00f3 as coisas que realmente podem matar as outras pessoas (<em>risos<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o entendo por que o jornalista precisaria fazer o curso de jornalismo. Se voc\u00ea quer colocar um exame b\u00e1sico, porque sabe que o jornalista tem que colocar coisas certas e n\u00e3o mentiras, talvez (<em>risos<\/em>). Mas eu nunca entendi por que o curso de jornalismo \u00e9 t\u00e3o importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Estados Unidos, o sistema universit\u00e1rio \u00e9 focado nos campos acad\u00eamicos: \u2018<em>Liberal arts<\/em>\u2019, como a gente diz. Voc\u00ea estuda uma disciplina e, depois, se voc\u00ea precisa treinar profissionalmente, voc\u00ea vai fazer o mestrado e o doutorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem podemos estudar Direito aqui na gradua\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea tem que estudar outra coisa e depois fazer a faculdade de Direito. Igual Medicina. Para mim, funciona muito bem voc\u00ea escrever no jornal da faculdade e aprender a\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como um jornalista que j\u00e1 viveu nos dois pa\u00edses, quais voc\u00ea acredita serem as principais diferen\u00e7as entre o jornalismo feito no Brasil e nos EUA? E as principais semelhan\u00e7as?<\/h3>\n\n\n\n<p>Na imprensa escrita eu acho que n\u00e3o tem uma grande diferen\u00e7a. O que tem \u00e9 uma coisa de escala. A imprensa nos Estados Unidos tem muito mais dinheiro, o que d\u00e1 muito mais possibilidades. N\u00e3o todos os jornais, mas os grandes jornais t\u00eam mais correspondentes internacionais, e o que a gente escreve, por ser em ingl\u00eas, tem mais repercuss\u00e3o, n\u00e9? Ent\u00e3o isso se espalha mais facilmente pelo mundo. <\/p>\n\n\n\n<p>Para os rep\u00f3rteres dos Estados Unidos, tamb\u00e9m \u00e9 um pouco mais f\u00e1cil. Por exemplo: se eu sou do <em>New York Times<\/em> e eu ligo para o presidente da Dinamarca, provavelmente ele me liga no mesmo dia, talvez na mesma semana. Se eu sou da <em>Folha de S. Paulo<\/em>, eu n\u00e3o sei se ele vai me ligar de novo. Ent\u00e3o \u00e9 um pouco mais f\u00e1cil. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas, muitas vezes, eu vejo coisas nos jornais do Brasil que a gente tamb\u00e9m tem e eu acho que muitos jornais brasileiros ou funcionam igual aos Estados Unidos, ou, \u00e0s vezes, copiam. Tem muitas coisas na <em>Folha<\/em> que parece que copiaram de algum jornal americano. Mas n\u00e3o sei, pode ser que o jornal americano copiou deles. Mas \u00e9 muito parecido. Eu n\u00e3o acho que isso seja s\u00f3 no Brasil e nos Estados Unidos, acho que todo mundo se imita.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu diria tamb\u00e9m que, na minha impress\u00e3o, apesar de todas as reclama\u00e7\u00f5es da imprensa nos Estados Unidos e no Brasil, a imprensa \u00e9 relativamente livre nos dois lugares. Eu acho que uma grande diferen\u00e7a \u00e9 que a liberdade da imprensa \u00e9 mais protegida nos Estados Unidos. Eu j\u00e1 vi jornal no Brasil publicar alguma coisa e, depois de passar pela justi\u00e7a, ele ter que colocar na capa alguma coisa dizendo que errou. Isso n\u00e3o acontece aqui. \u00c9 muito mais dif\u00edcil reclamar de que algo que se escreveu nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que Brasil e Estados Unidos t\u00eam grandes jornais de repercuss\u00e3o nacional como a <em>Folha<\/em>, o <em>Estad\u00e3o<\/em>, o <em>Globo<\/em>\u2026 Tamb\u00e9m tem revistas, como a <em>Veja<\/em>\u2026 Mas, o que eu n\u00e3o vejo no Brasil s\u00e3o jornais locais independentes e muito lidos. Eu n\u00e3o sou especialista, mas pelo que eu entendo, os jornais locais no Brasil s\u00e3o um pouco mais controlados pelos pol\u00edticos. Sei l\u00e1, um senador controla ondas de r\u00e1dio em um jornal local.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei que n\u00e3o \u00e9 sempre assim, mas eu acho que o jornal local funciona melhor nos Estados Unidos do que no Brasil. Claro que, agora, nos \u00faltimos dez anos, os jornais locais daqui est\u00e3o sofrendo muito por falta de verba. Muitos est\u00e3o fechando. N\u00f3s estamos perdendo essa tradi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no Brasil, n\u00e3o sei se essa tradi\u00e7\u00e3o existiu. Mas, com certeza, quando eu viajo para outras cidades no Brasil, fora o Sudeste e, talvez, Porto Alegre, eu n\u00e3o vejo muito jornalismo muito bom nos jornais locais. N\u00e3o d\u00e1 para dizer que n\u00e3o existe, eu tenho certeza que existe, mas estou falando da minha experi\u00eancia pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Da TV eu n\u00e3o posso falar muito, mas tem uma grande diferen\u00e7a porque a\u00ed tem a <em>Globo<\/em> que domina as coisas. A gente sabe que a <em>Globo<\/em> tem uma hist\u00f3ria bem controversa. A gente n\u00e3o tem nada parecido aqui. Mas eu n\u00e3o sou t\u00e3o especialista na TV do Brasil. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o vou tentar comentar. Mas n\u00e3o \u00e9 o sistema que tem a\u00ed, que tem um <em>Jornal Nacional<\/em> que voc\u00ea fala \u201c<em>Jornal Nacional<\/em>\u201d e todo mundo sabe do que voc\u00ea est\u00e1 falando. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m do ingl\u00eas, voc\u00ea fala outras l\u00ednguas, como portugu\u00eas e espanhol. Na profiss\u00e3o, quais foram os principais benef\u00edcios que o dom\u00ednio de outros idiomas trouxe?<\/h2>\n\n\n\n<p>Acho que todo jornalista tem que ter algum truque, n\u00e9? Tem que ter algo que o distingue dos outros. Pode ser muitas coisas. Tem jornalistas, por exemplo, que s\u00e3o m\u00e9dicos, a\u00ed eles t\u00eam mais legitimidade escrevendo sobre medicina.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que falar portugu\u00eas, espanhol e um pouco de franc\u00eas tamb\u00e9m ajuda enormemente. Primeiro, voc\u00ea n\u00e3o pode ser jornalista no Brasil, no M\u00e9xico ou na Argentina sem falar espanhol ou portugu\u00eas. Ent\u00e3o \u00e9 100% necess\u00e1rio. Eu posso afirmar, com certeza, sem d\u00favida nenhuma, que eu n\u00e3o teria tido o sucesso que eu tive sem falar espanhol.<\/p>\n\n\n\n<p>A minha vantagem, nos primeiros anos de profiss\u00e3o, era poder escrever sobre as comunidades de imigrantes latino-americanos em Nova York. Essas muitas mat\u00e9rias que eu fiz, 98% dos jornalistas do <em>New York Times<\/em> n\u00e3o iam conseguir fazer, por n\u00e3o falavam espanhol. Na verdade, isso [<em>as reportagens com a comunidade latina<\/em>] \u00e9 respons\u00e1vel pela minha carreira. Eu n\u00e3o tinha quase nada de treinamento para fazer uma mat\u00e9ria. Eu nem escrevi mat\u00e9rias de not\u00edcias na faculdade, eu escrevi s\u00f3 colunas. Mas falar espanhol fez toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Neste momento de grande polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, ser jornalista no Brasil n\u00e3o tem sido uma tarefa f\u00e1cil. Expor suas opini\u00f5es e lados em discuss\u00f5es &#8211; pol\u00edticas, principalmente &#8211; pode gerar grandes dores de cabe\u00e7a. A\u00ed nos EUA, como tem sido a realidade dos profissionais da comunica\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p>Olha, eu n\u00e3o vejo tanta diferen\u00e7a entre Estados Unidos e Brasil na polariza\u00e7\u00e3o. Acho que a gente desenvolveu esse problema de <em>fake news<\/em> e de n\u00e3o confiar nos jornalistas simultaneamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que parte da culpa \u00e9 do jornalismo, n\u00e9? Os jornalistas cometem muitos erros, e o outro lado, que n\u00e3o gosta dos jornais e quer deslegitimar, aproveita esses erros e magnifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o sei se \u00e9 dif\u00edcil ser jornalista nos Estados, mas \u00e9 muito\u2026 \u00c9, na verdade eu n\u00e3o escrevo sobre pol\u00edtica, ent\u00e3o n\u00e3o vou poder comentar exatamente em primeira primeira m\u00e3o. Mas, voc\u00ea n\u00e3o tem uma fonte em que todo mundo confia, e isso \u00e9 problem\u00e1tico, obviamente. Traz dor de cabe\u00e7a, sem d\u00favidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente est\u00e1 vivendo duas realidades, e eu acho que no Brasil \u00e9 muito parecido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os Estados Unidos tem \u00f3rg\u00e3os ou sindicatos que protegem os jornalistas?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sindicatos existem, mas n\u00e3o em todos os jornais. E \u00f3rg\u00e3os que protegem\u2026 tem os \u00f3rg\u00e3os internacionais que protegem os jornalistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que a gente n\u00e3o tem o mesmo problema que tem Brasil: poucos jornalistas s\u00e3o assassinados aqui. Ent\u00e3o, \u00e9 mais para coisas internacionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais ve\u00edculos de not\u00edcias brasileiros, americanos ou de outras nacionalidades voc\u00ea l\u00ea ou assiste no tempo livre?<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu ainda recebo o <em>New York Times<\/em> di\u00e1rio, em papel. Eu leio todos os dias para escapar das telas do computador e do celular. Eu n\u00e3o vou desistir disso porque eu passo muito tempo em m\u00e1quinas e telas e tel\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m sou assinante do <em>Washington Post<\/em>, que \u00e9 outro jornal que acho importante, al\u00e9m do <em>Wall Street Journal<\/em>. Recebo a revista <em>New Yorker<\/em> e a revista <em>New York<\/em>, que \u00e9 um pouco mais local que a <em>New Yorker<\/em>; e escuto muito a <a href=\"https:\/\/www.npr.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>National Public Radio<\/em> (NPR)<\/a>, que \u00e9 a nossa r\u00e1dio p\u00fablica nacional, que \u00e9 muito respeitada.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, mencionei todos os ve\u00edculos que, em teoria, s\u00e3o de esquerda, n\u00e9? Eu, na verdade, diria que s\u00e3o de centro-esquerda. Ent\u00e3o, para equilibrar um pouco isso, quando eu alugo carros, eu sempre escuto a r\u00e1dio de direita dos Estados Unidos, que \u00e9 realmente uma das fontes mais importantes para a direita, que n\u00e3o confia tanto nos jornais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes eu tamb\u00e9m escuto a <em>Fox Radio<\/em> no aplicativo. Todos os ve\u00edculos de direita mais famosos s\u00e3o da <em>Fox<\/em>. Tamb\u00e9m vejo os sites da <em>Fox News<\/em>. Na verdade, eu acho que isso \u00e9 algo que todo mundo precisa. A <em>Fox News<\/em> fala muito besteira, mas n\u00e3o tanto quanto as pessoas pensam. <\/p>\n\n\n\n<p>Mesma coisa se voc\u00ea \u00e9 fan\u00e1tico da <em>Fox News<\/em> e pensa que tudo que o<em> New York Times<\/em> faz \u00e9 besteira. Eles s\u00f3 destacam os erros do outro lado. Ent\u00e3o, eu gosto de assistir.<\/p>\n\n\n\n<p>Normalmente, os jornalistas consideram essas fontes de direita muito irrespons\u00e1veis. O <em>Wall Street Journal<\/em> seria o ve\u00edculo de direita que \u00e9 mais respons\u00e1vel. Mas eles n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o irrespons\u00e1veis quanto a gente pensa, por isso acho t\u00e3o importante. <\/p>\n\n\n\n<p>Ve\u00edculos como <em>New York Times<\/em> n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o respons\u00e1veis quanto a gente pensa, por isso eu tento variar um pouco.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra coisa que eu fa\u00e7o, \u00e9 usar o <em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/sethkugel\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><\/em>. Eu acho que, se voc\u00ea segue uma grande variedade de pessoas e pol\u00edticos no <em>Twitter<\/em>, voc\u00ea acaba exposto a muitas opini\u00f5es de lados diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, eu vejo os principais jornais, mas n\u00e3o todos os dias. Eu acho que no Brasil eu dependo mais do <em>Twitter <\/em>do que de outras coisas. Mas <em>Folha<\/em> eu leio, eu tenho o <em>Globoplay<\/em> aqui, eu recebo muitos e-mails de <em>newsletter<\/em>, que t\u00eam links de mat\u00e9rias de diversos ve\u00edculos, e eu tamb\u00e9m escuto alguns <em>podcasts<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Gosto do <em><a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/radio-piaui\/foro-de-teresina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Foro de Teresina<\/a><\/em>, da revista <em>Piau\u00ed<\/em>. \u00c9 bem variado, mas acabo dependendo mais das m\u00eddias sociais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nos Estados Unidos, quais s\u00e3o os principais estigmas que o jornalista e a \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o carregam?<\/h3>\n\n\n\n<p>Para pessoas de direita, jornalistas s\u00e3o desonestos e socialistas &#8211; esse mesmo conceito que existe no Brasil. Mas n\u00e3o acho que h\u00e1 muitos estigmas. Provavelmente, tem o estigma de n\u00e3o ganhar muito dinheiro. Mas n\u00e3o sei se \u00e9 estigma ou verdade, n\u00e9? (<em>Risos<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Quem \u00e9 jornalista, se quer sair para jantar com um amigo banqueiro, tem que falar para o amigo: \u201cA gente n\u00e3o pode ir a esse restaurante, \u00e9 muito caro\u201d. Mas eu acho que o jornalista nos Estados Unidos \u00e9 respeitado. Com exce\u00e7\u00e3o de pessoas realmente de direita, que n\u00e3o compartilham esse respeito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Essa ideia de que o jornalismo \u00e9 um mercado dif\u00edcil e que os profissionais s\u00e3o mal remunerados \u00e9 forte. Voc\u00ea poderia falar mais sobre como \u00e9 essa quest\u00e3o quest\u00e3o financeira a\u00ed?<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 sempre igual, ok? Algo que \u00e9 ruim no Brasil, \u00e9 sempre pior do que aqui, mas aqui tamb\u00e9m \u00e9 ruim. A gente fala de viol\u00eancia policial contra os negros. <em>Black Lives Matter<\/em>, Vidas Negras Importam, tudo isso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ruim aqui, \u00e9 pior no Brasil. Eu acho que tem 80 mil coisas que voc\u00ea pode dizer que s\u00e3o ruins nos Estados Unidos, e se s\u00e3o ruins nos Estados Unidos, s\u00e3o piores no Brasil. N\u00e3o em tudo, n\u00e9, mas\u2026 No jornalismo \u00e9 a mesma coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Jornalista n\u00e3o ganha t\u00e3o bem aqui e n\u00e3o ganha t\u00e3o bem no Brasil. S\u00f3 que n\u00e3o ganhar t\u00e3o bem no Brasil, \u00e9 pior do que n\u00e3o ganhar t\u00e3o bem aqui. Acho que isso \u00e9 \u00f3bvio. A economia \u00e9 diferente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se voc\u00ea pudesse indicar jornais ou sites americanos de not\u00edcias para estudantes de jornalismo que est\u00e3o interessados em aprender ingl\u00eas, quais voc\u00ea indicaria?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sobre aprender ingl\u00eas, a dica que eu sempre dou \u00e9: <a href=\"https:\/\/www.npr.org\/programs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ou\u00e7a os podcasts da <em>National Public Radio<\/em><\/a>. Porque \u00e9 o ingl\u00eas mais correto que voc\u00ea vai ouvir e tamb\u00e9m \u00e9 super interessante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por fim, Seth, fale um pouco sobre o atual momento da profiss\u00e3o e deixe uma mensagem para os estudantes que sonham em entrar nesse mercado no futuro pr\u00f3ximo.<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei se posso falar do jornalismo do Brasil, acho que eu n\u00e3o consigo falar o que vai acontecer. Eu s\u00f3 sei que \u00e9 um momento dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem muito otimismo aqui [<em>nos EUA<\/em>] porque a gente tem muitos ve\u00edculos novos, muitos ve\u00edculos digitais, que est\u00e3o se especializando em alguma coisa e que recebem dinheiro filantr\u00f3pico. Eu sei que dinheiro filantr\u00f3pico n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dispon\u00edvel no Brasil (<em>risos<\/em>). <\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea \u00e9 jovem, como voc\u00eas s\u00e3o, nos Estados Unidos parece que a profiss\u00e3o vai sobreviver. Outra coisa, \u00e9 que tem os podcasts tamb\u00e9m. D\u00e1 pra pensar otimistamente. Muitos podcasts aqui ganham dinheiro, muitas pessoas escutam podcasts e qualquer pessoa pode fazer um.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 v\u00eddeos no YouTube: tem jornalismo de qualidade no YouTube. Nem tanto, mas tem. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o legal pra quem tem a minha idade, porque esses lugares ainda n\u00e3o pagam muito bem. Quando voc\u00ea \u00e9 jovem, voc\u00ea consegue sobreviver com menos dinheiro. Eu espero que aconte\u00e7a a mesma coisa no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo positivo que eu posso dizer \u00e9: quando voc\u00ea \u00e9 jornalista, voc\u00ea n\u00e3o tem que se preocupar que o que voc\u00ea faz na vida profissional n\u00e3o importa nada. Obviamente todo mundo sabe que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante. E tamb\u00e9m &#8211; bem, depende de onde voc\u00ea trabalha &#8211; \u00e9 uma vida muito interessante. \u00c9 uma vida estimulante. <\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que a gente n\u00e3o percebe, ainda novo, que nossos amigos de outras profiss\u00f5es v\u00e3o morrer de t\u00e9dio nas profiss\u00f5es deles. Se voc\u00ea \u00e9 m\u00e9dico h\u00e1 30 anos, voc\u00ea est\u00e1 fazendo a mesma coisa h\u00e1 30 anos. Se voc\u00ea \u00e9 jornalista h\u00e1 30 anos, voc\u00ea est\u00e1 fazendo coisas diferentes a cada ano desses 30 anos. Acho que isso \u00e9 uma grande diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Na minha opini\u00e3o, duas profiss\u00f5es que mudam sempre, e que estimulam sempre s\u00e3o: jornalista e professor universit\u00e1rio, que voc\u00ea consegue fazer a sua pr\u00f3pria pesquisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-colunista do NYT comenta diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre imprensa brasileira e 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