{"id":5177,"date":"2020-11-20T15:48:13","date_gmt":"2020-11-20T18:48:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=5177"},"modified":"2020-11-23T19:41:31","modified_gmt":"2020-11-23T22:41:31","slug":"racismo-na-linguagem-revela-resquicios-da-escravidao-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/racismo-na-linguagem-revela-resquicios-da-escravidao-no-brasil\/","title":{"rendered":"Racismo na linguagem revela resqu\u00edcios da escravid\u00e3o no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s 132 anos da lei que declarou extinta a escravid\u00e3o, negros brasileiros sofrem diariamente com as diversas faces do preconceito, incluindo o lingu\u00edstico<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da <a href=\"https:\/\/sidra.ibge.gov.br\/tabela\/6403\">Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) do IBGE<\/a> apontam que 56,10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 composta por negras e negros. Embora esse n\u00famero evidencie que o grupo racial seja composto por mais da metade dos brasileiros, a maioria num\u00e9rica n\u00e3o \u00e9 suficiente para romper com o racismo estrutural, que n\u00e3o se manifesta apenas pela viol\u00eancia e intoler\u00e2ncia, mas tamb\u00e9m por modos mais sutis, como a linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo ap\u00f3s 132 anos da aboli\u00e7\u00e3o formal da escravid\u00e3o no Brasil, por meio da Lei \u00c1urea sancionada em 13 de maio de 1888, as consequ\u00eancias desse per\u00edodo reverberam at\u00e9 os dias atuais na vida da popula\u00e7\u00e3o negra.&nbsp; Em sua grande maioria, pretos ainda n\u00e3o desfrutam da mesma qualidade de vida que os brancos e se configuram como o grupo social com menos acesso \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 cultura. No mercado de trabalho, s\u00e3o minoria em cargos de gest\u00e3o e, consequentemente, t\u00eam menores chances de ascens\u00e3o financeira. Na pol\u00edtica, a falta de representatividade contribui para que os direitos dessa popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sejam assegurados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se esses problemas j\u00e1 n\u00e3o bastassem, a escravid\u00e3o deixou outro tipo de preconceito marcado na sociedade brasileira e que ainda sobrevive: o racismo lingu\u00edstico. S\u00e3o dezenas de palavras e frases pejorativas pronunciadas diariamente sem que se perceba a origem dos termos e o significado que realmente est\u00e1 embutido neles.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Origem e perman\u00eancia dos termos racistas<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5178\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-768x512.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-370x247.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-270x180.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-570x380.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-740x493.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM-150x100.jpeg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-20-at-8.55.22-AM.jpeg 1280w\" \/><figcaption><em>P\u00e2mela Guimar\u00e3es, doutoranda em Comunica\u00e7\u00e3o Social, explica que uma sociedade racista carrega essa caracter\u00edstica na linguagem. Foto: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/oliviapilar_\/\">Ol\u00edvia Pilar<\/a>.<br><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da publicit\u00e1ria e doutoranda em Comunica\u00e7\u00e3o Social <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/guimaraespamela\/\">P\u00e2mela Guimar\u00e3es<\/a>, que estuda essa quest\u00e3o, os termos preconceituosos sobrevivem ao tempo porque, embora n\u00e3o haja mais escravid\u00e3o, o sistema racista vigora at\u00e9 a contemporaneidade. Ao explicar como surgem os termos racistas, P\u00e2mela afirma que a linguagem talvez seja uma das principais express\u00f5es culturais, e que, portanto, carregar\u00e1 caracter\u00edsticas da sociedade nas palavras: \u201cUma sociedade culturalmente racista, naturalmente trar\u00e1 tra\u00e7os desse comportamento para a sua linguagem\u201d. Ainda de acordo com a pesquisadora, se a cultura racista persiste, a linguagem racista tamb\u00e9m persiste.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m exp\u00f5e que algumas rela\u00e7\u00f5es presentes na sociedade brasileira s\u00e3o derivadas de atitudes do per\u00edodo escravagista. \u201cNo Brasil, houve aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o nos v\u00ednculos. Formalmente, n\u00e3o existem mais escravos, mas essas rela\u00e7\u00f5es foram transformadas em algo muito semelhante ao que ocorria naquela \u00e9poca, como, por exemplo, o fato de uma empregada passar seis dias na casa dos patr\u00f5es, uma bab\u00e1 criar o filho dos patr\u00f5es ou uma cuidadora de idosos se tornar uma acompanhante da fam\u00edlia. Esses v\u00ednculos perpetuam a cultura de inferioriza\u00e7\u00e3o dos negros\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Politicamente correto: conscientiza\u00e7\u00e3o que fere privil\u00e9gios<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5179\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-300x225.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-768x576.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-370x278.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-270x203.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-570x428.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-740x555.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-80x60.jpeg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-853x640.jpeg 853w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM-150x113.jpeg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-19-at-7.00.21-PM.jpeg 1280w\" \/><figcaption><em>Bruna Silveira, jornalista e mestre em comunica\u00e7\u00e3o social, defende que o politicamente correto \u00e9 uma ferramenta para o combate ao racismo. Foto:&nbsp; Arquivo pessoal.<br><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Embora haja termos racistas enraizados no vocabul\u00e1rio brasileiro &#8211; como &#8220;lista negra&#8221; e &#8220;mercado negro&#8221;, h\u00e1, ainda que de modo t\u00edmido, uma tentativa de combate ao uso dessas express\u00f5es, por meio da cultura do politicamente correto, que age como uma ferramenta indispens\u00e1vel para a conscientiza\u00e7\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o desse comportamento lingu\u00edstico. Por\u00e9m, esse tipo de regula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 interpretado de maneira equivocada no pa\u00eds, na avalia\u00e7\u00e3o da jornalista e mestre em comunica\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/brunasilveiradeoliveira\/\">Bruna Silveira<\/a>, que pesquisa os discursos sobre o politicamente correto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/0ca2d2b9-e33b-402b-b217-591d514593c7.filesusr.com\/ugd\/eaab21_b58cdbbf6aa34a23a4fcb1cb2fc67717.pdf\">Pesquisa<\/a> divulgada pelo <a href=\"https:\/\/www.ilocomotiva.com.br\/\">Instituto Locomotiva<\/a>, em junho deste ano, sobre a percep\u00e7\u00e3o do brasileiro em rela\u00e7\u00e3o ao racismo e ao preconceito racial no pa\u00eds, revelou que 58% dos entrevistados consideram, totalmente ou parcialmente, que o politicamente correto \u201c\u00e9 chato\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruna explica que essa avers\u00e3o ao politicamente correto acontece desde o surgimento do debate sobre ele, que foi distorcido por movimentos conservadores que caracterizam a pr\u00e1tica como uma regulamenta\u00e7\u00e3o excessiva. Por\u00e9m, a comunic\u00f3loga defende que&nbsp; \u201co politicamente correto visa entender e acolher outros grupos, a n\u00e3o ofender esses grupos, a evitar que a ofensa a esses grupos aconte\u00e7a. Ele tamb\u00e9m est\u00e1 ligado \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de inclus\u00e3o. O politicamente correto, na medida em que respeita que existem outros modelos de forma\u00e7\u00f5es sociais, amea\u00e7a, de certa forma, essa perspectiva conservadora, esse modelo ideal de como \u00e9 estar neste mundo, de se posicionar neste mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruna tamb\u00e9m elenca dois motivos pelos quais essa intoler\u00e2ncia ao politicamente correto acontece no Brasil: a nega\u00e7\u00e3o das problem\u00e1ticas e a ascens\u00e3o de grupos conservadores. Para ela, o&nbsp; pa\u00eds pode ser considerado negacionista, porque n\u00e3o reconhece a exist\u00eancia de problem\u00e1ticas decorrentes das quest\u00f5es identit\u00e1rias. Para ela, que atua no campo de pesquisa da comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a ascens\u00e3o do conservadorismo reflete o medo da perda de privil\u00e9gios dos quais esses grupos sempre dispuseram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO brasileiro nega que existe racismo e defende que somos todos mesti\u00e7os, somos uma mistura, somos todos iguais, e, por isso, n\u00e3o precisa de pol\u00edticas p\u00fablicas diferentes para os diferentes grupos sociais que formam a sociedade. A ascens\u00e3o conservadora brasileira tamb\u00e9m \u00e9 um fator que contribui para este ataque ao politicamente correto. Essa ascens\u00e3o est\u00e1 muito atrelada ao medo da perda do <em>status quo.<\/em> Quando os conservadores t\u00eam medo de perder os privil\u00e9gios, eles acabam sendo contra o politicamente correto, porque ele visa \u00e0 inclusividade, visa respeitar outros grupos, respeitar outras demandas\u201d, analisa Bruna.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Bruna, P\u00e2mela \u00e9 pesquisadora negra que atua para a conscientiza\u00e7\u00e3o de seus pares quanto \u00e0 tem\u00e1tica. \u201cO racismo \u00e0 brasileira, aquele que acontece de forma sutil nas rela\u00e7\u00f5es sociais, e o constante silenciamento da popula\u00e7\u00e3o negra, que impede que reflex\u00f5es como esta sejam constantes, resultam em um contexto perfeito para que termos extremamente racistas, mas com significados pouco conhecidos, perpetuem no idioma\u201d, explica a comunic\u00f3loga ao expor alguns fatores que impedem que o debate acerca desse tema aconte\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nem todos os termos s\u00e3o condenados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Diferentemente da palavra \u201cmacaco\u201d, que frequentemente \u00e9 usada com o intuito de ofender uma pessoa negra e mostra claramente a atitude racista, muitas outras express\u00f5es usadas rotineiramente nas conversas, e igualmente racistas, n\u00e3o revelam o racismo de forma imediata ou expl\u00edcita. Esse \u00e9 o caso de express\u00f5es como \u201cdenegrir\u201d, \u201cmulata\u201d e \u201ccriado mudo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O que muita gente n\u00e3o sabe ao fazer uso de tais termos \u00e9 que eles comportam conota\u00e7\u00e3o pejorativa justamente porque remetem \u00e0 escravid\u00e3o. &#8220;Criado mudo&#8221;, por exemplo, faz refer\u00eancia aos escravos que, ao segurar objetos dos senhores, eram proibidos de falar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>P\u00e2mela&nbsp; explica que o n\u00e3o reconhecimento do racismo em todas as express\u00f5es preconceituosas se deve \u00e0 impossibilidade de a legisla\u00e7\u00e3o acompanhar as sutilezas das rela\u00e7\u00f5es sociais cotidianas. Ela ainda enfatiza que a lei age diante do que est\u00e1 escancarado, fazendo com que termos com racismo n\u00e3o expl\u00edcito acabem sendo relevados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as dependem de educa\u00e7\u00e3o e reconhecimento<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5181\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-370x208.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-270x152.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-570x321.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-740x416.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/close-up-hand-holding-book-1-150x84.jpg 150w\" \/><figcaption><em>Buscar educa\u00e7\u00e3o sobre a origem do racismo e suas implica\u00e7\u00f5es na sociedade \u00e9 o primeiro passo para mudan\u00e7a \/ Imagem: <a href=\"https:\/\/br.freepik.com\/\">Freepick<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo P\u00e2mela Guimar\u00e3es, \u00e9 poss\u00edvel que o racismo propagado por meio da linguagem seja exterminado. Por\u00e9m, para que isso aconte\u00e7a, \u00e9 preciso que haja o cumprimento de duas etapas que consistem em reconhecimento e repara\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio que o Brasil e os brasileiros reconhe\u00e7am que esses tipos de rela\u00e7\u00f5es sociais, que causam problemas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra at\u00e9 hoje, s\u00e3o derivados do per\u00edodo escravagista e que haja a repara\u00e7\u00e3o devida \u00e0s pessoas negras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bruna acredita que o primeiro passo para isso deve ser dado por meio da educa\u00e7\u00e3o e do entendimento de que o politicamente correto n\u00e3o \u00e9 sobre tolerar as diferen\u00e7as, mas sim sobre respeit\u00e1-las. A pesquisadora tamb\u00e9m destaca que essa \u00e9 uma tarefa que cabe a todos, incluindo as pessoas brancas, que \u201ct\u00eam grande responsabilidade em cima do racismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, segundo P\u00e2mela, os brasileiros ainda nem conclu\u00edram a primeira etapa, que \u00e9 a do reconhecimento desses problemas centen\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil n\u00e3o passou nem mesmo do primeiro est\u00e1gio. Assim que houve a aboli\u00e7\u00e3o, instituiu-se o mito da democracia racial, que expressa a exist\u00eancia da igualdade entre brancos e negros. O que n\u00e3o \u00e9 real. N\u00e3o reconheceu-se o problema do racismo, portanto, nunca houve um empenho para mudar essa realidade\u201d, afirma P\u00e2mela.<\/p>\n\n\n\n<p>Com otimismo, Bruna concorda que \u00e9 poss\u00edvel reverter o cen\u00e1rio. \u201cEu acho que nem tudo est\u00e1 perdido. A gente tem como mudar isso atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, do poder da leitura, da dissemina\u00e7\u00e3o do conhecimento, da busca por ele. Uma boa forma de come\u00e7ar a mudan\u00e7a \u00e9 ler mais autores negros e entender essas viv\u00eancias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado tamb\u00e9m tem seu papel no combate ao racismo. Com o intuito de educar sobre os significados racistas por tr\u00e1s das express\u00f5es cotidianas, a fim de gerar o reconhecimento do preconceito e, aos poucos, eliminar esses termos do vocabul\u00e1rio,&nbsp; a <a href=\"http:\/\/www.sejus.df.gov.br\/\">Secretaria de Justi\u00e7a e Cidadania (Sejus-DF)<\/a> lan\u00e7ou, em junho, deste ano uma <a href=\"https:\/\/sisejufe.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Alt-O-racismo-sutil-por-tra%CC%81s-das-palavras-1-1-2.pdf\">cartilha<\/a> contendo 27 termos racistas com seus respectivos significados, origens e op\u00e7\u00f5es de substitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 132 anos da lei que declarou extinta a escravid\u00e3o, negros brasileiros sofrem diariamente com as diversas faces do preconceito, incluindo o lingu\u00edstico<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":5184,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[11,5],"tags":[217,338,341,184,339,340],"class_list":["post-5177","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","category-sociedade","tag-antirracismo","tag-consciencia-negra","tag-linguagem","tag-racismo","tag-racismo-na-linguagem","tag-termos-racistas"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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