{"id":32491,"date":"2026-07-10T15:06:16","date_gmt":"2026-07-10T18:06:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=32491"},"modified":"2026-07-10T15:06:19","modified_gmt":"2026-07-10T18:06:19","slug":"imposicao-de-padroes-no-telejornalismo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/imposicao-de-padroes-no-telejornalismo-brasileiro\/","title":{"rendered":"Mulheres enfrentam imposi\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es no telejornalismo brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cN\u00e3o bastava compet\u00eancia, era preciso estar dentro de um padr\u00e3o de apar\u00eancia\u201d<\/strong>, relata a jornalista esportiva Janice de Castro, em entrevista ao <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/97C-I3FkDtI?si=Dp8W127ZlUxexDLi&amp;t=3465\">podcast <em>Futeboteco<\/em><\/a><em>.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 esse o dilema enfrentado por muitas telejornalistas em seu \u00e2mbito profissional. Enquanto o homem costuma ser avaliado por seu profissionalismo, seriedade e conhecimento, a mulher precisa corresponder a todas essas exig\u00eancias e, ainda, atender aos padr\u00f5es est\u00e9ticos de sua \u00e9poca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A press\u00e3o est\u00e9tica no meio televisivo, de acordo com a jornalista Aline Scarponi, \u00e9 \u201creal e hist\u00f3rica\u201d, uma vez que a exig\u00eancia de padr\u00f5es de beleza, jovialidade e adequa\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u201cesteve muito presente na constru\u00e7\u00e3o do telejornalismo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da hist\u00f3ria, a qualidade da mulher como profissional permaneceu diretamente atrelada&nbsp; \u00e0 sua apar\u00eancia, tornando essa uma disputa desigual. Para a mulher, a beleza deixa de ser apenas um atributo e passa a funcionar como condi\u00e7\u00e3o para avan\u00e7ar profissionalmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a l\u00f3gica que permeia o telejornalismo brasileiro apenas reflete um sistema de opress\u00e3o e desigualdade que j\u00e1 opera na sociedade e se imp\u00f5e \u00e0s mulheres em diferentes esferas de suas vidas. Essas profissionais apenas vivenciam, diante das c\u00e2meras, uma manifesta\u00e7\u00e3o de um problema mais amplo, enraizado na pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e social da sociedade. Nesse sentido, Aline Scarponi observa: \u201cN\u00f3s, mulheres, acabamos cobrando mais de n\u00f3s mesmas, internalizando padr\u00f5es e press\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao homem \u00e9 permitido manifestar tra\u00e7os considerados diferentes ou mesmo incompat\u00edveis com os padr\u00f5es est\u00e9ticos dominantes, uma vez que sua identidade n\u00e3o est\u00e1 essencialmente ancorada em sua apar\u00eancia. Ao homem \u00e9 permitido ser apenas inteligente, incisivo, dedicado e competente, nada mais. Ele \u00e9 aquilo que faz de si mesmo, n\u00e3o importando a forma que se apresenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 mulher n\u00e3o \u00e9 concedida a mesma liberdade. Sua beleza e sua juventude s\u00e3o tratadas como elementos fundadores de sua identidade, e tais caracter\u00edsticas se apresentam como fundamentais para a maneira como ela \u00e9 vista e imaginada socialmente. Os tra\u00e7os do rosto, o peso, as curvas, a cor do cabelo, a pele, as roupas que veste e at\u00e9 mesmo o tom de voz &#8211; tudo isso \u00e9 enxergado pela sociedade como parte insepar\u00e1vel de quem ela \u00e9. E, por isso, \u00e9 constantemente julgada a partir desses atributos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse sistema faz com que a sociedade perceba de maneira profundamente distinta os profissionais do telejornalismo que desempenham a mesma fun\u00e7\u00e3o. Sobre o homem e a mulher recaem press\u00f5es e expectativas diferentes, especialmente quando se trata da apar\u00eancia f\u00edsica e do envelhecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, o padr\u00e3o est\u00e9tico feminino est\u00e1 cada vez mais associado \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de procedimentos est\u00e9ticos. O envelhecimento natural da mulher tende a ser encarado como algo a ser corrigido e disfar\u00e7ado. \u201cAgora, observo uma cultura onde os procedimentos est\u00e9ticos s\u00e3o mais populares, e a mulher \u00e9 muito julgada caso decida assumir o pr\u00f3prio envelhecimento natural, como rugas e cabelos brancos\u201d, afirma Aline Scarponi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rep\u00f3rter e jornalista Patr\u00edcia Luz tamb\u00e9m relata sentir os efeitos dessa press\u00e3o em sua pr\u00f3pria rotina. Segundo ela, \u201choje em dia, com rede social, a press\u00e3o que sinto \u00e9 de ter que fazer botox, bioestimulador de col\u00e1geno, preenchimento do bigode chin\u00eas e olheiras\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, antes mesmo de falar de press\u00f5es est\u00e9ticas sobre as mulheres no cen\u00e1rio do telejornalismo, cabe ressaltar que a presen\u00e7a feminina nas bancadas dos telejornais do pa\u00eds \u00e9 um fen\u00f4meno relativamente recente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reportagem analisa a trajet\u00f3ria dos tr\u00eas principais telejornais brasileiros, observando a composi\u00e7\u00e3o de suas bancadas ao longo dos anos e o processo gradual das mulheres nesses espa\u00e7os de destaque.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jornal Nacional<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"243a5b\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #243a5b;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"679\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1024x679.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-32608 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1024x679.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-300x199.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-768x509.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-370x245.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-270x179.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-570x378.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-740x491.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-150x99.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1.avif 1179w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Jornal Nacional, da Rede Globo, apenas homens ocuparam a bancada principal entre 1969 a 1996. Nesse per\u00edodo, destacaram-se os jornalistas Cid Moreira, que apresentou o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">telejornal de 1969 a 1996, Hilton Gomes, de 1969 a 1970, e S\u00e9rgio Chapelin, que integrou a bancada em diferentes momentos entre 1972 e 1996.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira mulher a apresentar o telejornal foi Val\u00e9ria Monteiro, em 1992. Mais tarde, a primeira mulher a assumir o telejornal de forma fixa foi Lillian Witte Fibe, entre 1996 e 1998, formando dupla com William Bonner.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do final da d\u00e9cada de 1990, tornou-se comum no Jornal Nacional a forma\u00e7\u00e3o de duplas compostas por um homem e uma mulher &#8211; modelo que permanece at\u00e9 os dias atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1998, F\u00e1tima Bernardes substituiu Lillian Witte Fibe e permaneceu ao lado de Bonner at\u00e9 2011. Entre 2011 e 2014, a bancada foi ocupada por Patr\u00edcia Poeta e Bonner. Em 2014, Renata Vasconcellos assumiu a apresenta\u00e7\u00e3o do telejornal, posi\u00e7\u00e3o que ocupa at\u00e9 hoje.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">William Bonner permaneceu como \u00e2ncora do Jornal Nacional de 1996 at\u00e9 2025, quando foi substitu\u00eddo por C\u00e9sar Tralli.<strong> &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jornal da Band<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"356423\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #356423;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"679\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-1024x679.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-32609 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-1024x679.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-300x199.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-768x509.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-370x245.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-270x179.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-570x378.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-740x491.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-150x99.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2.avif 1179w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Jornal da Band, da Rede Bandeirantes, Salom\u00e3o \u00c9sper foi o principal \u00e2ncora entre 1977 e 1980. Ao longo da d\u00e9cada de 1980, o telejornal contou com nomes como Ferreira Martins, Ronaldo Rosas, Geraldo Ribeiro, Joelmir Beting e Luiz Santoro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A jornalista Mar\u00edlia Gabriela passou a integrar a bancada em 1988, ao lado de Ferreira Martins, tornando-se a primeira mulher a apresentar o telejornal da emissora. A dupla permaneceu at\u00e9 1991. Posteriormente, Chico Pinheiro assumiu a bancada, permanecendo at\u00e9 1995.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1995, Carla Vilhena passou a integrar a apresenta\u00e7\u00e3o do Jornal da Band, onde permaneceu at\u00e9 1997. No mesmo ano, Paulo Henrique Amorim assumiu o telejornal e permaneceu \u00e0 frente do programa at\u00e9 1999. Em seguida, a dupla Marcos Hummel e Janine Borba assumiu a bancada, permanecendo no comando at\u00e9 2004.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2004, Carlos Nascimento tornou-se \u00e2ncora do telejornal, fun\u00e7\u00e3o que exerceu at\u00e9 2006. Neste ano, Ricardo Boechat assumiu a apresenta\u00e7\u00e3o do Jornal da Band ao lado de Mariana Ferr\u00e3o e Joelmir Beting. Dois anos depois, Ticiana Villas Boas entrou para o trio de apresentadores e substituiu Mariana Ferr\u00e3o. Posteriormente, tamb\u00e9m dividiram a apresenta\u00e7\u00e3o com Boechat as jornalistas Paloma Tocci e Lana Canepa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2019, ap\u00f3s o falecimento de Ricardo Boechat, Eduardo Oinegue passou a assumir o programa como titular ao lado de Lana Canepa. No ano seguinte, Joana Treptow tamb\u00e9m passou a integrar a bancada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2023, o Jornal da Band passou a ser apresentado definitivamente pelos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Ara\u00fajo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jornal da Record<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"39356f\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #39356f;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"679\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-1024x679.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-32610 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-1024x679.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-300x199.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-768x509.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-370x245.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-270x179.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-570x378.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-740x491.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3-150x99.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/3.avif 1179w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Jornal da Record, da Rede Record, foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1974, e teve como \u00e2ncora principal o jornalista H\u00e9lio Ansaldo. Durante a transi\u00e7\u00e3o para a d\u00e9cada de 1980 e at\u00e9 1990, o Jornal teve em sua bancada nomes como Jos\u00e9 Nello Marques, Ricardo Carvalho e Carlos Nascimento.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira mulher a apresentar o Jornal da Record foi a jornalista Maria Lydia Flandoli. Ela assumiu o comando da bancada principal do telejornal de maneira fixa em 1990, logo ap\u00f3s a sa\u00edda de Carlos Nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes disso, durante a d\u00e9cada de 1980, mulheres j\u00e1 participavam do programa, por\u00e9m com outras fun\u00e7\u00f5es, como, por exemplo a jornalista S\u00edlvia Poppovic, que fazia reportagens especiais e quadros para o jornal a partir de 1985, e outras jornalistas que cobriam folgas ou faziam a previs\u00e3o do tempo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo no ano seguinte, em 1991, Lydia ganhou a companhia de Sandra Annenberg, formando a primeira dupla feminina da hist\u00f3ria do Jornal da Record.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1992, Adriana de Castro assumiu o posto de titular. Ela permaneceu como a grande refer\u00eancia feminina da bancada at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1990, dividindo o jornal com diferentes nomes masculinos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contratada para reestruturar o hor\u00e1rio nobre no in\u00edcio dos anos 2000 ao lado de Celso Freitas, Adriana Ara\u00fajo se tornou um dos rostos mais marcantes do telejornalismo da Record. Ficou no posto at\u00e9 2009, quando passou a atuar como correspondente internacional em Nova York e Paris.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma das contrata\u00e7\u00f5es mais comentadas da \u00e9poca, Ana Paula Padr\u00e3o assumiu a bancada do Jornal da Record em 2009, ao lado de Celso Freitas. Ela liderou grandes coberturas institucionais, como os Jogos Ol\u00edmpicos de Londres em 2012 e elei\u00e7\u00f5es presidenciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o t\u00e9rmino do contrato de Ana Paula Padr\u00e3o, Adriana Ara\u00fajo reassumiu o seu posto de titular ao lado de Celso Freitas. Essa foi a fase de maior estabilidade e longevidade de uma mulher na hist\u00f3ria do programa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialista em pol\u00edtica e economia com d\u00e9cadas de reportagem em Bras\u00edlia, Christina Lemos assumiu oficialmente a cadeira de \u00e2ncora titular em junho de 2020, substituindo Adriana Ara\u00fajo, permanecendo at\u00e9 2025, ano em que Mariana Godoy assumiu a bancada e segue como \u00e2ncora oficial at\u00e9 os dias atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Padr\u00f5es est\u00e9ticos e estere\u00f3tipos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A composi\u00e7\u00e3o das bancadas dos telejornais apresenta uma l\u00f3gica que se assemelha \u00e0s din\u00e2micas sociais da \u00e9poca. Ela reflete, para as mulheres, as tend\u00eancias do per\u00edodo e os padr\u00f5es dominantes. O tamanho do cabelo, a cor de pele, a cor e o formato dos \u00f3culos, a roupa utilizada, a maquiagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa padroniza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 por acaso, afinal, se apoia nas mesmas estruturas que regem o mercado de trabalho tradicional, o que faz com que o jornalismo n\u00e3o esteja imune \u00e0s amarras do patriarcado. Desde as suas origens, essa estrutura se mant\u00e9m atrativa e funcional \u00e0 custa de um discurso econ\u00f4mico que sustenta o poder familiar e pol\u00edtico dos homens, ditando tamb\u00e9m os corpos e as imagens que possuem permiss\u00e3o para ocupar os espa\u00e7os de prest\u00edgio e visibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais que a entrada e a consolida\u00e7\u00e3o das mulheres no ambiente profissional tenham sido impulsionadas pela urg\u00eancia de sobreviv\u00eancia e pelas transforma\u00e7\u00f5es profundas no desenho das fam\u00edlias, ocupar esses espa\u00e7os ainda cobra um pre\u00e7o alto. O cotidiano do trabalho feminino permanece marcado por desigualdades e preconceitos de g\u00eanero, uma realidade complexa que j\u00e1 era mapeada em relat\u00f3rios globais da <a href=\"https:\/\/www.ilo.org\/pt-pt\/resource\/news\/mulheres-ainda-s%C3%A3o-menos-propensas-atuar-no-mercado-de-trabalho-do-que-os\">Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT<\/a>) em meados da d\u00e9cada passada. No telejornalismo, essa disparidade se manifesta de forma cruel: enquanto aos homens \u00e9 permitido o envelhecimento e a estabilidade est\u00e9tica, as mulheres possuem sua compet\u00eancia profissional frequentemente condicionadas a vigil\u00e2ncia de sua juventude e de uma imagem milimetricamente moldada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao observar os padr\u00f5es est\u00e9ticos de \u00e2ncoras dos telejornais, \u00e9 poss\u00edvel perceber que existe uma repeti\u00e7\u00e3o constante da mesma imagem feminina: pele branca, cabelos lisos e m\u00e9dios e corpo m\u00e9dio ou magro. Essa imagem refor\u00e7a o estere\u00f3tipo da mulher considerada bela e simboliza e reproduz o padr\u00e3o est\u00e9tico feminino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A jornalista Janice de Castro, em entrevista ao podcast<em> Futeboteco, <\/em>relata ter vivenciado essa realidade de forma direta: \u201cTrabalhei numa emissora que tirava do v\u00eddeo a rep\u00f3rter que engordasse. \u00c9 triste isso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa cobran\u00e7a est\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 partilhada de maneira proporcional. Do outro lado da bancada, o perfil exigido dos homens no telejornalismo \u00e9 constru\u00eddo sob uma l\u00f3gica oposta: para eles, os sinais do tempo n\u00e3o s\u00e3o imperfei\u00e7\u00f5es a serem corrigidas e cobertas, mas sim atributos que conferem respeito, sabedoria e autoridade. A televis\u00e3o v\u00ea o homem maduro como a voz definitiva da informa\u00e7\u00e3o, isentando-o dessa vigil\u00e2ncia corporal imposta \u00e0s mulheres da profiss\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Janice de Castro tamb\u00e9m resume bem essa l\u00f3gica: \u201cLigue um telejornal e voc\u00ea ver\u00e1 homens mais velhos, de cabelos brancos, mas dificilmente ver\u00e1 uma rep\u00f3rter mulher mais velha no ar. Existe um etarismo. Os homens continuam, as mulheres desaparecem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem do homem mais velho &#8211; grisalho e com rugas &#8211; sentado ao lado de uma colega mais jovem e cuidadosamente maquiada refor\u00e7a pap\u00e9is tradicionais de g\u00eanero. Diferentemente do cen\u00e1rio masculino, o envelhecimento feminino parece ser um obst\u00e1culo \u00e0 perman\u00eancia e \u00e0 visibilidade profissional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cHomens podem ser calvos, gordinhos\u2026 Mulheres sempre s\u00e3o mais cobradas e julgadas. O pr\u00f3prio envelhecimento natural passa a ser alvo de aten\u00e7\u00e3o desigual entre os g\u00eaneros\u201d, ressalta Aline Scarponi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reportagem analisou os principais \u00e2ncoras dos tr\u00eas telejornais mais assistidos do pa\u00eds: Jornal Nacional, Jornal da Band e Jornal da Record &#8211; ao longo de suas trajet\u00f3rias. A partir de pesquisa pr\u00f3pria e da an\u00e1lise de dados p\u00fablicos, informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 idade de cada apresentador quando assumiu a bancada foram cruzadas com a idade em que deixou o cargo e o tempo de perman\u00eancia na fun\u00e7\u00e3o. &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"fbfafa\" data-has-transparency=\"true\" style=\"--dominant-color: #fbfafa;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"659\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-1024x659.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-32615 has-transparency\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-1024x659.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-300x193.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-768x494.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-370x238.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-270x174.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-570x367.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-740x476.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22-150x97.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-22.avif 1173w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Elabora\u00e7\u00e3o: An\u00e1lise de Dados p\u00fablicos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O gr\u00e1fico compara a trajet\u00f3ria de grandes nomes do telejornalismo brasileiro divididos por g\u00eanero (mulheres em vermelho na parte superior; homens em azul na parte inferior), tendo a idade como base. Cada linha representa o per\u00edodo de perman\u00eancia ou daquela pessoa como \u00e2ncora na bancada dos telejornais (da bolinha clara \u00e0 bolinha escura).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Analisando o gr\u00e1fico das mulheres, a imensa maioria das trajet\u00f3rias concentra-se entre <strong>os 25 e os 45 anos<\/strong>. S\u00e3o rar\u00edssimas as mulheres que ultrapassam a barreira dos 50 anos no ar (como Christiane Pelajo ou Renata Vasconcellos, que chegam perto dos 55-60 anos). O gr\u00e1fico mostra um apagamento n\u00edtido \u00e0 medida que a idade avan\u00e7a para a direita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"fafbfb\" data-has-transparency=\"true\" style=\"--dominant-color: #fafbfb;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"673\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-1024x673.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-32616 has-transparency\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-1024x673.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-300x197.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-768x504.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-370x243.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-270x177.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-570x374.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-740x486.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-150x99.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23.avif 1116w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Elabora\u00e7\u00e3o: An\u00e1lise de Dados p\u00fablicos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 no gr\u00e1fico dos homens, a realidade \u00e9 oposta. O gr\u00e1fico come\u00e7a a ficar &#8220;cheio&#8221; precisamente onde o das mulheres come\u00e7a a esvaziar. Percebe-se uma quantidade massiva de jornalistas homens que consolidam as suas trajet\u00f3rias entre os <strong>50 e os 70 anos<\/strong> (ou at\u00e9 mais, como Joelmir Beting, Cid Moreira, Ricardo Boechat, Celso Freitas e H\u00e9lio Ansaldo).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No gr\u00e1fico das mulheres, \u00e9 poss\u00edvel notar v\u00e1rias carreiras que come\u00e7am muito cedo, na casa dos 23 a 30 anos (como Sandra Annenberg, Adriana de Castro, Carla Vilhena, Ticiana Villas Boas). Isto refor\u00e7a o argumento de que a juventude \u00e9 um crit\u00e9rio quase obrigat\u00f3rio para a entrada de mulheres nas bancadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com os homens, embora alguns comecem por volta dos 30 anos (S\u00e9rgio Chapelin, William Bonner), as suas linhas estendem-se por d\u00e9cadas. Outros entram ou ganham destaque na TV j\u00e1 mais velhos, na casa dos 40 ou 50 anos, fato que n\u00e3o acontece no gr\u00e1fico feminino.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"c5c5d8\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"520\" height=\"329\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-24.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-32617 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #c5c5d8; width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-24.avif 520w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-24-300x190.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-24-370x234.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-24-270x171.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-24-150x95.avif 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Elabora\u00e7\u00e3o: An\u00e1lise de Dados p\u00fablicos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"d4d3e1\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #d4d3e1;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"406\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-1024x406.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-32618 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-1024x406.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-300x119.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-768x304.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-370x147.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-270x107.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-570x226.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-740x293.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25-150x59.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-25.avif 1178w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Elabora\u00e7\u00e3o: An\u00e1lise de Dados p\u00fablicos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nos dados apresentados, o telejornalismo parece aceitar a imagem da mulher apenas enquanto ela atende a um padr\u00e3o muito espec\u00edfico \u2013 jovem, magra e branca \u2013, mas a afasta das telas assim que os primeiros sinais do tempo come\u00e7am a aparecer. Essa diferen\u00e7a de tratamento entre \u00e2ncoras homens e mulheres escancara que, na televis\u00e3o, a bagagem e a experi\u00eancia das jornalistas acabam valendo menos do que a sua juventude, transformando o envelhecimento feminino em um obst\u00e1culo para a carreira, e n\u00e3o em um motivo de orgulho. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"faf9fa\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #faf9fa;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"613\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-1024x613.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-32620 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-1024x613.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-300x180.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-768x460.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-370x221.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-270x162.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-570x341.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-740x443.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26-150x90.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-26.avif 1168w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Elabora\u00e7\u00e3o: An\u00e1lise de Dados p\u00fablicos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse gr\u00e1fico de dispers\u00e3o, a diferen\u00e7a fica bastante clara. Os pontos vermelhos (mulheres) est\u00e3o concentrados mais \u00e0 esquerda e os pontos azuis (homens) aparecem em idades mais altas, \u00e0 direita. Exemplos como Sandra Annenberg (23 anos), Adriana de Castro (25 anos), Carla Vilhena (28 anos), Mariana Ferr\u00e3o (28 anos) e Ticiana Villas Boas (28 anos), mostram que as mulheres foram escolhidas para integrarem as bancadas dos telejornais mais cedo &#8211; devido \u00e0 imagem que representam. J\u00e1 os nomes masculinos como Ricardo Boechat, Carlos Nascimento e Paulo Henrique Amorim chegam mais tarde, depois de uma longa trajet\u00f3ria como rep\u00f3rteres, correspondentes ou editores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Representatividade em frente \u00e0s c\u00e2meras<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se os dados de g\u00eanero e idade revelam uma barreira estrutural para as mulheres, o recorte racial exp\u00f5e um bloqueio ainda mais profundo. Embora mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira se declare preta ou parda, as bancadas dos principais telejornais do pa\u00eds permanecem majoritariamente brancas. Essa falta de representatividade faz com que a televis\u00e3o acabe ignorando o perfil da pr\u00f3pria audi\u00eancia. Ocupar esse espa\u00e7o, portanto, deixa de ser apenas uma conquista profissional e se torna um ato pol\u00edtico de repara\u00e7\u00e3o e representatividade. A jornalista Aline Midlej, \u00e2ncora da TV Globo e da GloboNews, trouxe uma reflex\u00e3o acerca da discuss\u00e3o sobre representatividade e a responsabilidade de quem ocupa a bancada em uma entrevista para o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PbJtE0ixOyU\">UOL<\/a> em 2021.&nbsp;<br>Embora nomes hist\u00f3ricos como Gl\u00f3ria Maria tenham aberto caminhos na reportagem, a chegada de mulheres negras como titulares fixas e di\u00e1rias na bancada dos principais telejornais de rede do pa\u00eds \u00e9 um fen\u00f4meno recente na hist\u00f3ria da televis\u00e3o brasileira. Apenas em 2019, por exemplo, o Jornal Nacional \u2013 notici\u00e1rio de maior alcance na TV brasileira \u2013 teve sua primeira mulher negra, <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/palmares\/pt-br\/assuntos\/noticias\/apos-50-anos-de-existencia-do-jornal-nacional-maju-e-a-primeira-mulher-negra-a-comandar-o-telejornal\">Maria J\u00falia Coutinho<\/a>, integrando o rod\u00edzio fixo de \u00e2ncoras, 50 anos depois da estreia do Jornal. Essa decis\u00e3o abriu espa\u00e7o para que profissionais como a pr\u00f3pria Aline Midlej, Maju Coutinho e Joyce Ribeiro, por exemplo, consolidassem suas carreiras em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a na TV aberta e fechada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, os avan\u00e7os pontuais dessas profissionais de destaque contrastam com a dura realidade estat\u00edstica das reda\u00e7\u00f5es. De acordo com o estudo <a href=\"https:\/\/www.jornalistasecia.com.br\/files\/perfilracialdaimprensabrasileira.pdf\">Perfil Racial da Imprensa Brasileira<\/a>, apenas cerca de 20% dos profissionais de jornalismo no pa\u00eds se declaram pretos ou pardos, um n\u00famero drasticamente abaixo dos mais de 55% que comp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Al\u00e9m disso, a pesquisa revela uma clara barreira de ascens\u00e3o: enquanto jornalistas brancos dominam os cargos altos e posi\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio na tela (61,8%), os profissionais negros ficam majoritariamente restritos \u00e0s fun\u00e7\u00f5es operacionais dos bastidores ou de reportagens de rua (60,2%). Essa barreira fica ainda mais n\u00edtida na televis\u00e3o, evidenciando que o comando dos principais telejornais do pa\u00eds continua ignorando a verdadeira demografia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Evolu\u00e7\u00f5es e desafios da atualidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cen\u00e1rio contempor\u00e2neo, a realidade marcada pela falta de representatividade e pelas intensas press\u00f5es est\u00e9ticas sobre jornalistas parece estar passando por transforma\u00e7\u00f5es. Embora muitos desafios persistam, algumas profissionais observam avan\u00e7os importantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Alice Scarponi o ambiente atual no telejornalismo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o mesmo das d\u00e9cadas anteriores. \u201cHoje, os cabelos n\u00e3o precisam estar alisados, ou escovados, a magreza n\u00e3o \u00e9 mais vista como tanto valor. Corpos com formas diversas est\u00e3o cada vez mais presentes nas telas, e isso \u00e9 maravilhoso!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Patr\u00edcia Luz tamb\u00e9m compartilha uma vis\u00e3o mais otimista sobre o presente.\u201cHoje temos representatividade significativa. Eu sempre vejo colegas com tatuagem, cabelo <em>black power<\/em>, tran\u00e7as e cabelos longos. Entrei pra faculdade de jornalismo h\u00e1 12 anos e percebi uma grande transi\u00e7\u00e3o entre gera\u00e7\u00f5es. Acho que a internet foi muito positiva nesse ponto!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Romper com o padr\u00e3o conservador e tradicional da &#8220;mulher jovem, branca e de cabelos lisos&#8221; no telejornalismo significa deixar de definir as profissionais a partir de sua apar\u00eancia e passar a reconhec\u00ea-las por sua compet\u00eancia, intelig\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o que est\u00e1 alinhada a uma das principais fun\u00e7\u00f5es da televis\u00e3o:&nbsp; atuar como um reflexo democr\u00e1tico da pr\u00f3pria sociedade que ela precisa informar. Como destaca Aline Scarponi, \u201c o jornalismo, instrumento de defesa dos valores democr\u00e1ticos, n\u00e3o pode aceitar a ditadura dos padr\u00f5es de beleza\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A jornalista acrescenta que, com o passar do tempo, compreendeu que sua posi\u00e7\u00e3o mais consolidada na carreira e seu maior poder de decis\u00e3o lhe conferem uma responsabilidade adicional nesse processo de mudan\u00e7a. Segundo ela, profissionais que ocupam cargos de lideran\u00e7a no telejornalismo est\u00e3o entre os \u201cprincipais influenciadores na quebra de padr\u00f5es e na valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade como um todo\u201d, motivo pelo qual busca atuar de forma comprometida com essa realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como exemplo desse compromisso, Aline Scarponi destaca ter sido a primeira editora-chefe de um jornal de TV aberta a elaborar e aprovar uma parceria com uma correspondente internacional transexual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A qualidade de um bom jornalista, portanto, n\u00e3o est\u00e1 em seu rosto ou em seu corpo, mas na qualidade do trabalho que realiza. Press\u00f5es est\u00e9ticas e estere\u00f3tipos limitam oportunidades, refor\u00e7am desigualdades e&nbsp; impedem o desenvolvimento das capacidades profissionais de cada indiv\u00edduo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um cen\u00e1rio ideal, espera-se que todas as mulheres se sintam livres dessas press\u00f5es e exer\u00e7am seu trabalho de maneira mais aut\u00eantica e segura, sendo reconhecidas pelo talento e pela credibilidade que constroem diariamente. \u00c9 esse sentimento que Patr\u00edcia Luz expressa ao afirmar: \u201cme considero uma mulher livre, na TV e fora dela.\u201d<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Reportagem produzida por Anna Cl\u00e1udia Gomes, Eleonora Jaeger Sommer, Iara Solo Lessa e Maria Fernanda Schofield na disciplina Apura\u00e7\u00e3o, Reda\u00e7\u00e3o e Entrevista, sob a supervis\u00e3o do professor e jornalista Vin\u00edcius Borges Gomes.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um olhar sobre os 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