{"id":31810,"date":"2026-06-17T16:38:49","date_gmt":"2026-06-17T19:38:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=31810"},"modified":"2026-06-17T17:14:02","modified_gmt":"2026-06-17T20:14:02","slug":"roberto-kaz-jornalismo-para-rir-dos-poderosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/roberto-kaz-jornalismo-para-rir-dos-poderosos\/","title":{"rendered":"Roberto Kaz: jornalismo para rir dos poderosos\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Transitando por jornalismo, humor e ativismo ambiental, Roberto Kaz se reinventa na arte de usar a acidez a favor da democracia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cVoc\u00ea nunca bate em algu\u00e9m que t\u00e1 abaixo de voc\u00ea.\u201d Com essas palavras, Roberto Kaz, 44 anos, apresenta um dos princ\u00edpios que segue na vida e na profiss\u00e3o, privilegiando ser cr\u00edtico aos detentores do poder. O jornalista nasceu na cidade do Rio de Janeiro, onde ainda mora, hoje com a companhia de tr\u00eas animais, uma cachorra e dois gatos. Diz que gosta de mexer com humor, jornalismo e ativismo, sendo redator do<em> <\/em><a href=\"https:\/\/piaui.uol.com.br\/the-piaui-herald\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>The Piau\u00ed Herald<\/em><\/a>, sess\u00e3o de humor da <em>Revista Piau\u00ed<\/em>, escrevendo tamb\u00e9m para o<em> <\/em><a href=\"https:\/\/oc.eco.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Observat\u00f3rio do Clima<\/em><\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Da inf\u00e2ncia n\u00f4made \u00e0 forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Admirador de narrativas, Roberto conta que, mesmo n\u00e3o torcendo para nenhum time, gosta das hist\u00f3rias do futebol. Lembra-se que na inf\u00e2ncia admirava o S\u00e3o Paulo Futebol Clube, em \u00e9poca de ouro do time com a conquista do bicampeonato mundial. Apesar de ter morado no Rio at\u00e9 os 6 anos de idade, foi quando se mudou para a cidade de S\u00e3o Paulo, por conta das demandas de trabalho do pai, tamb\u00e9m jornalista, dirigindo a revista Elle, que surgiu a paix\u00e3o pelo clube.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o ao S\u00e3o Paulo, lembra que a derrota do time para o V\u00e9lez Sarsfield na Libertadores o traumatizou \u201ceu chorava pra caralho\u201d, conta. Agora, revisitando o passado, entende que na verdade estava vivendo uma mistura de sentimentos, e por isso, a rea\u00e7\u00e3o com a desclassifica\u00e7\u00e3o. \u201cEu acho que, na verdade, era porque minha m\u00e3e estava muito doente na \u00e9poca, ent\u00e3o eu devo ter usado o futebol como tentativa de elaborar isso\u201d. Dos 6 aos 16 anos de Roberto, sua m\u00e3e lidou com o c\u00e2ncer. \u201cFoi um momento meio solit\u00e1rio\u201d, lamenta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fracasso do time paulista, juntamente com a sa\u00edda de S\u00e3o Paulo, quando foi passar um ano na Argentina, em Buenos Aires, para outro trabalho do pai, que dirigia outra revista feminina, a <a href=\"https:\/\/claudia.abril.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cl\u00e1udia,<\/a> fez com que Roberto abandonasse a paix\u00e3o pelo clube. \u201cEu gosto de futebol pra caralho, mas eu n\u00e3o tenho time. Acompanho, leio diariamente e tal. Acho um tema cultural superimportante, mas eu n\u00e3o tenho time. Eu gosto das hist\u00f3rias do futebol, sou muito f\u00e3 do Diniz, por exemplo. Acho ele um personagem muito tr\u00e1gico, interessante, an\u00e1rquico\u201d, assume.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte dessa paix\u00e3o por hist\u00f3rias explica por que apaixonou-se pelo jornalismo. Formado no curso pela PUC-Rio, desenvolve: \u201ceu era muito apaixonado por jornalismo liter\u00e1rio, lia muito <a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/colaborador\/01239\/gay-talese?srsltid=AfmBOoo85ZTlLdOTDRQpqHGvF8mMIDgHCr24lXjsL9rhxqVh9MPE7SOQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gay Talese<\/a>\u201d. A vida profissional come\u00e7ou cedo, ainda na faculdade, quando foi estagiar na Marinha, sob coordena\u00e7\u00e3o de uma professora, Carla Rodrigues.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste emprego, apresentou um olhar curioso, escrevendo sobre o barbeiro, o cozinheiro e as frivolidades do navio, tentando escapar do \u00f3bvio. Admirado pela educadora, que para a sorte de Roberto tinha contato, foi indicado para a equipe do site chamado <em>NoM\u00ednimo<\/em>. De acordo com ele, a mesma equipe que acabou fundando a <em>Revista Piau\u00ed<\/em> anos depois. Apesar de n\u00e3o lembrar da primeira reportagem publicada, ele conta que a segunda no site foi um perfil de manequins de vitrine, que na \u00e9poca eram muito caricatos e com certeza escondiam hist\u00f3rias muito curiosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O sonho da <\/strong><strong><em>Piau\u00ed<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saiu do site <em>NoM\u00ednimo <\/em>para atuar na <em>Revista de Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional<\/em>, tamb\u00e9m indicado por Carla Rodrigues. E foi nessa revista que ele ouviu pela primeira vez sobre a <em>Piau\u00ed<\/em>. A revista ainda n\u00e3o existia, mas em uma reuni\u00e3o, um dos membros do conselho, Marcos S\u00e1 Corr\u00eaa, informou que uma revista daquele estilo estava sendo criada. Ao saber da novidade, imediatamente planejou o que fazer para atuar na nova revista.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNa primeira reuni\u00e3o [da <em>Piau\u00ed<\/em>], fui escorra\u00e7ado pelo Mario Sergio Conti, diretor da <em>Veja <\/em>na \u00e9poca do Fernando Collor. Durante sua diretoria, a imprensa ajudou a derrubar o Collor. Ent\u00e3o, eu sa\u00ed de l\u00e1 muito humilhado, mas foi bom\u201d, brinca.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa primeira reuni\u00e3o, ele participou apenas com o intuito de se apresentar, sem nenhuma pauta, o que n\u00e3o foi bem visto. Mas ainda assim ele conseguiu participar do segundo encontro do grupo fundador, tamb\u00e9m por interm\u00e9dio da professora. Levou ent\u00e3o duas pautas bem preparadas. A primeira era sobre mulheres evang\u00e9licas vendendo acaraj\u00e9 em Salvador, e os protestos de uma associa\u00e7\u00e3o chamada <em>Baianas do Acaraj\u00e9 e do Mingau<\/em>, dizendo que o acaraj\u00e9 \u00e9 uma comida associada ao candombl\u00e9. A segunda pauta era sobre um clube de galo de briga que tinha sido fechado, tamb\u00e9m em Salvador. \u201cAs duas foram publicadas\u201d, afirma com orgulho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi a partir dessas duas esquinas, nome dado a uma se\u00e7\u00e3o da <em>Piau\u00ed<\/em>, que ele come\u00e7ou a escrever para a revista, participando desde a origem da publica\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s seis meses, foi contratado. Ele diz que muito dessa contrata\u00e7\u00e3o se deve \u00e0 outra pauta para \u201cesquina\u201d: \u201ceu tinha proposto uma esquina sobre o Heber Trinta Filho, que era um grande personagem da Biblioteca Nacional. Ele falava coisas muito profundas e era uma figura muito interessante, ent\u00e3o eu fiz. Mas liguei para a <em>Piau\u00ed <\/em>dizendo que deveria ser um texto maior. Eles receberam, aceitaram ser um texto maior, foi publicado e depois disso eles me contrataram.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"594138\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #594138;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-1024x576.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-31818 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-1024x576.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-300x169.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-768x432.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-370x208.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-270x152.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-570x321.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-740x416.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2-150x84.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-2.avif 1280w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Roberto Kaz dando entrevista \u00e0 Globonews no lan\u00e7amento de &#8216;O Livro dos Bichos&#8217;  &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o g1.globo.com<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Explorando novos formatos e decep\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com sucesso na <em>Revista Piau\u00ed<\/em>, Roberto foi convidado para <em>Serafina<\/em>, uma revista mensal da <em>Folha de S. Paulo<\/em>. \u201cEu jamais tinha imaginado sair da <em>Piau\u00ed<\/em>, eu amo a <em>Piau\u00ed<\/em>, mas eu ainda morava com meu pai no Rio e queria sair de casa. Ent\u00e3o foi uma boa forma de mudar de cidade e sair de casa\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando visitou a reda\u00e7\u00e3o da <em>Folha<\/em>, ficou impressionado com o tamanho. \u201cA Piau\u00ed era um lugar pequenininho, e a reda\u00e7\u00e3o da <em>Folha <\/em>era gigantesca. Tinha acabado de ser reformada, tava muito bonita. Eu vi aquilo e falei \u2018caralho, quero isso\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do deslumbre inicial com a estrutura do novo trabalho, Roberto conta que n\u00e3o foi um bom momento. \u201cN\u00e3o fui um bom rep\u00f3rter da <em>Folha<\/em>. N\u00e3o foi uma passagem positiva em termos profissionais e pessoais, foi dif\u00edcil. Eu n\u00e3o sou bom rep\u00f3rter de jornal di\u00e1rio\u201d, recorda. Transferido para o caderno <em>Ilustrada<\/em>, diz tamb\u00e9m n\u00e3o ter sido legal. Passados dois anos, voltou ao Rio de Janeiro para trabalhar na revista do jornal <em>O Globo. <\/em>Foram dois anos trabalhando nessa revista, o que rendeu bons frutos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roberto atuou em um projeto de \u201cghost ativismo\u201d chamado Gabinete dos Bichos, respons\u00e1vel por produtos de humor pol\u00edtico na internet. Nesse projeto, produziam conte\u00fados de ativismo ambiental, v\u00eddeos contra o governo Bolsonaro, sem assinatura, que eram publicados por ONGs, jornalistas e influenciadores, todos ao mesmo tempo, o que gerava impacto, com os v\u00eddeos chegando a milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Reportagem premiada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante as <a href=\"https:\/\/www.fflch.usp.br\/69754\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">jornadas de 2013<\/a>, quando ocorriam manifesta\u00e7\u00f5es por todo o pa\u00eds, Roberto foi respons\u00e1vel por um conte\u00fado sobre o que os correspondentes estrangeiros reportavam acerca da situa\u00e7\u00e3o brasileira. Entrevistou Glenn Greenwald, do <em>The Guardian<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando a mat\u00e9ria saiu, Glenn me ligou dizendo que tinha documentos sobre o Brasil tamb\u00e9m e queria publicar na imprensa brasileira\u201d, conta. Juntos, publicaram n\u2019<em>O Globo<\/em> a den\u00fancia de que a Ag\u00eancia de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos (NSA) estava espionando a presidente Dilma Rousseff e a embaixada brasileira. Gra\u00e7as \u00e0 reportagem <a href=\"https:\/\/memoria.oglobo.globo.com\/jornalismo\/premios-jornalisticos\/na-mira-dos-eua-10888231\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Na mira dos EUA<\/em><\/a>, ganhou um Pr\u00eamio Esso. A premia\u00e7\u00e3o rendeu uma bolsa de estudos para fazer mestrado em jornalismo na Columbia University, em Nova York, no ano de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voltando ao Brasil, ficou um tempo desempregado, fazendo <em>freelances <\/em>para conseguir se manter, sempre com o objetivo de voltar para a<em> Piau\u00ed<\/em>. Foi recontratado e ficou mais quatro anos na revista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Trabalho com Duvivier<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia com televis\u00e3o levou o jornalista a trabalhar na \u00faltima temporada do programa <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLRhP9oJut01keHMlDtBtSm3lMmj6As83N\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Greg News<\/em><\/a>, s\u00e1tira jornal\u00edstica estrelada pelo ator e escritor Greg\u00f3rio Duvivier<em>.<\/em> Roberto confessa que amava esse trabalho, pois misturava tudo que ele gosta: reportagem, opini\u00e3o, n\u00e3o havia nenhuma necessidade de ser imparcial, ativismo e humor. Decepcionou-se com o fim das grava\u00e7\u00f5es da s\u00e9rie, pois era um programa bem quisto pelo p\u00fablico e tinha impacto. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUma mat\u00e9ria muito lida da Piau\u00ed chega em 200 mil pessoas; o Greg News chegava a tr\u00eas milh\u00f5es. Era muito bacana\u201d, destaca.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Humor e Jornalismo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Humoristas odeiam responder qual o limite do humor. Mas quando se faz jornalismo com humor, esse limite existe? Para Roberto Kaz, sim. O limite do humor \u00e9 \u201cbater da cintura para cima\u201d, sendo o ideal sempre fazer humor com quem est\u00e1 muito acima de quem est\u00e1 \u201cbatendo\u201d. Ele diz que jornalismo e humor t\u00eam essa caracter\u00edstica em comum, mas principalmente o humor deve ser assim. \u201cVoc\u00ea nunca bate em algu\u00e9m que t\u00e1 abaixo de voc\u00ea\u201d, assevera. Deixa claro que o humor n\u00e3o pode ter como alvo a massa, mas sim aqueles que manipulam ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro limite s\u00e3o as trag\u00e9dias. Para ele, \u00e9 importante saber dosar e fazer humor no momento certo. \u201cCaiu avi\u00e3o, morreu algu\u00e9m de forma tr\u00e1gica, n\u00e3o d\u00e1 pra fazer humor. Agora, quando \u00e9 uma trag\u00e9dia institucional, tentativa de golpe de Estado? A\u00ed \u00e9 prato cheio\u201d, pontua. Continua, ratificando que tamb\u00e9m tenta n\u00e3o fazer humor que beneficie o outro lado, sendo importante bater nos dois. O foco \u00e9 fazer humor com quem tenta minar a democracia. Alerta que, por vezes, um movimento contra uma pessoa pode virar armamento para a mesma. \u201cUm exemplo \u00e9 quando o humorista Murilo Couto, que fez um jingle sobre o dia que Fl\u00e1vio Bolsonaro seguiu ele no instagram, e esse jingle acabou sendo aproveitado pela campanha do Fl\u00e1vio. E essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea tem que ter\u201d, delibera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 entendendo como o humor conversa com o jornalismo que, no primeiro ano da <em>Revista Piau\u00ed,<\/em> surgiu o <em>Piau\u00ed Herald, <\/em>sess\u00e3o de humor da revista. Quem escreveu foi Tutty Vasques, humorista superimportante do Pasquim. Eram quatro p\u00e1ginas de not\u00edcias sat\u00edricas, e Roberto conta que ficou fascinado. Vendo esse movimento se iniciando, ele come\u00e7ou a propor ideias para o <em>Piau\u00ed Herald<\/em>. Criado um blog para a sess\u00e3o de humor da <em>Piau\u00ed<\/em>, era atualizado de duas a tr\u00eas vezes por semana, e mesmo n\u00e3o sendo di\u00e1rio, Roberto salienta que se divertia muito com aquilo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relembra que um <em>Piau\u00ed Herald<\/em> que ficou marcado para ele foi o com o t\u00edtulo <a href=\"https:\/\/piaui.uol.com.br\/the-piaui-herald\/fernando-pessoa-anuncia-fusao-de-heteronimos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cFernando Pessoa anuncia fus\u00e3o de heter\u00f4nimos\u201d<\/a>, e era baseado em uma not\u00edcia sobre a fus\u00e3o de duas empresas telef\u00f4nicas bilion\u00e1rias, sem nenhuma necessidade, com o intuito de demitir milhares de pessoas e gerar lucro para o dono. Foi marcante pois esse <em>Herald <\/em>acabou virando uma quest\u00e3o de vestibular, onde a pergunta era sobre qual cr\u00edtica estava presente na piada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roberto interpreta <em>Piau\u00ed Herald<\/em> como uma coluna pol\u00edtica, n\u00e3o de humor. Por isso, sempre que tem algum grande momento para o pa\u00eds, tentam fazer o <em>Herald<\/em> para a revista impressa. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO humor pelo humor n\u00e3o me interessa. Me interessa o humor que bata em alguma situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em algu\u00e9m poderoso\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cNunca fui processado\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Normalmente trabalhos \u00e1cidos e sat\u00edricos podem enfrentar censuras ou intimida\u00e7\u00f5es, mas nunca aconteceu com o trabalho de Roberto. Conta que o mais pr\u00f3ximo disso ocorreu quando um juiz usou uma not\u00edcia do <em>Piau\u00ed Herald<\/em> em uma senten\u00e7a como se fosse verdadeira. \u201cEu at\u00e9 pensei em fazer mat\u00e9ria sobre isso, mas achei meio perverso e deixei pra l\u00e1. Fora isso, a gente tem muito cuidado, nunca fui processado, nunca precisei tirar nada do ar\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Do touro ao jabuti<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrelado ao jornalismo e ao humor, uma terceira chama existe na vida de Roberto Kaz: o ativismo ambiental. Entretanto, essa rela\u00e7\u00e3o come\u00e7ou por acaso. Na sua primeira passagem pela <em>Revista Piau\u00ed<\/em>, Roberto estava procurando algum gancho para uma mat\u00e9ria. \u201cEu nunca fui um cara de fontes. Eu n\u00e3o sou muito bom nisso, ent\u00e3o eu sempre peguei pauta de ler jornal, ent\u00e3o vi uma notinha na Veja dizendo que tinha morrido um touro que era muito importante chamado Fajardo\u201d, relembra. Com isso em mente, foi at\u00e9 M\u00e1rio S\u00e9rgio Conti com uma pauta sobre a Expozebu, em Uberaba, a maior feira de agropecu\u00e1ria do Brasil. Discutindo com Mario e contando sobre a vida dos touros, Mario sugeriu: \u201cent\u00e3o faz o perfil de um touro\u201d. Essa ideia abriu os olhos de Roberto. \u201cAchei genial. Muito mais divertido\u201d, conta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full\"><img data-dominant-color=\"b8a681\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #b8a681;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"435\" height=\"650\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-3.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-31819 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-3.avif 435w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-3-201x300.avif 201w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-3-370x553.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-3-270x403.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-3-150x224.avif 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Livro dos Bichos &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o Grupo Companhia das Letras<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi ent\u00e3o que passou uma semana pesquisando sobre o rec\u00e9m-falecido touro. Adentrando na vida dele, surpreendeu-se. Fajardo tinha mais de 260 mil filhos e morreu virgem, pois servia apenas como um doador de esperma. Existiam doses de s\u00eamen dele que valiam milh\u00f5es, fazendo a economia do pa\u00eds movimentar. Roberto compara parte da vida do touro \u00e0 de um jogador de futebol, e a central de insemina\u00e7\u00e3o artificial ao seu clube. \u201cEra como se ele tivesse sido revelado no S\u00e3o Paulo e depois fosse adquirido pelo Corinthians, porque o Corinthians come\u00e7ou a pagar um valor maior pela dose de s\u00eamen pro propriet\u00e1rio\u201d, ironiza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roberto ficou fascinado como essa hist\u00f3ria era um retrato emocional, subjetivo e social do pa\u00eds e do mundo. Ao terminar o perfil, lembra qual foi o sentimento. \u201cCaramba, fiz uma coisa que \u00e9 minha, esse texto tem a minha cara e n\u00e3o sei se outra pessoa conseguiria fazer. Porque tem humor, tem uma coisa pat\u00e9tica nessa rela\u00e7\u00e3o de muito afeto que as pessoas t\u00eam por um touro.\u201d.\\ Foi como se tivesse encontrado uma voz que pertencia a ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o <a href=\"https:\/\/piaui.uol.com.br\/revista\/32\/fajardo-in-memoriam\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">perfil<\/a> publicado, come\u00e7ou a ir atr\u00e1s de outros animais que possu\u00edam hist\u00f3rias com algum grau de similaridade, principalmente na jun\u00e7\u00e3o do humor, trag\u00e9dia e humanidade. Essa am\u00e1lgama de hist\u00f3rias acabou virando \u201c<em>O livro dos bichos<\/em>\u201d, e, por essa obra, Roberto Kaz ganhou o Pr\u00eamio Jabuti no ano de 2017, na categoria Reportagem e Document\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhecer animais fez Roberto come\u00e7ar a escrever sobre animais, fazendo in\u00fameras mat\u00e9rias. Todo esse envolvimento inclusive fez ele parar de comer carne. Com o governo Bolsonaro, na concep\u00e7\u00e3o dele, n\u00e3o fazia sentido falar apenas sobre um animal isoladamente, n\u00e3o com o presidente destruindo tudo, incendiando o pantanal, desmatando a Amaz\u00f4nia, um ecoc\u00eddio. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA\u00ed comecei a escrever sobre pol\u00edtica ambiental, que eu acho muito mais chato, mas era o que tinha que ser feito no momento.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As inspira\u00e7\u00f5es no ativismo ambiental&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Certas a\u00e7\u00f5es o emocionam, dando destaque a uma dupla chamada <em>The Yes Men, <\/em>dois ativistas da interfer\u00eancia cultural, que fazem par\u00f3dias de pe\u00e7as publicit\u00e1rias e outdoors conhecidos, adulterando e alterando suas mensagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos prim\u00f3rdios da internet, essa dupla fazia sites falsos de grandes empresas. Um dos sites falsos que criaram era de uma farmac\u00eautica chamada <em>Dow Chemical. <\/em>Vendo esse site, a BBC entrou em contato com eles, achando que era o oficial. Chamaram eles para uma entrevista para falar sobre os 20 anos do desastre que essa farmac\u00eautica tinha provocado em uma pequena cidade na \u00cdndia, onde tinha \u201cvazado\u201d produto qu\u00edmico no rio. O produto acabou intoxicando milhares de pessoas e matando algumas centenas, e, como resposta a esse desastre, a empresa pagou uma indeniza\u00e7\u00e3o de U$600 para cada fam\u00edlia. A dupla combinou de ir at\u00e9 a BBC, entrar ao vivo como porta-voz da empresa e anunciar que a <em>Dow Chemical<\/em> finalmente indenizaria as v\u00edtimas do desastre com bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Passado o programa, representantes da farmac\u00eautica ligaram para a BBC para informar que n\u00e3o eram eles. Com essa a\u00e7\u00e3o, os pap\u00e9is da empresa despencaram estrondosamente. A BBC ligou para a dupla, que confessou serem dois farsantes, e, voltando ao programa, revelaram que tudo era uma a\u00e7\u00e3o de ativismo para mostrar que, em 20 anos, a empresa nunca tinha indenizado ningu\u00e9m de verdade. \u201cEu acho isso sublime. Acho uma <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=295gCWahBxc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">obra-prima do ativismo<\/a>\u201d, comenta com admira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"a09383\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #a09383;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-1024x685.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-31817 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-1024x685.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-300x201.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-768x514.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-1536x1028.avif 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-2048x1371.avif 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-370x248.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-270x181.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-570x382.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-740x495.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/FOTO-4-150x100.avif 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os dois membros principais do grupo The Yes Men, conhecidos como Andy Bichlbaum e Mike Bonanno &#8211; Tavis from Canada<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso tudo acabou levando Roberto para o <em>Observat\u00f3rio do Clima<\/em>. Grande parte desse ativismo surgiu contra Ricardo Salles (ministro do meio ambiente do governo Bolsonaro). \u201cRicardo Salles foi uma figura importante pro ativismo e ele gostava de ser canalha n\u00e9, e isso para o ativismo \u00e9 bom porque a gente tinha um inimigo muito evidente\u201d, pontua. Roberto Kaz tamb\u00e9m editou para um site chamado <a href=\"https:\/\/centraldacop.oc.eco.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Central da COP<\/a>, que misturava jornalismo clim\u00e1tico com os clich\u00eas do futebol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kaz para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roberto Kaz, que viveu tantas cenas diferentes do jornalismo, \u00e9 humor, \u00e9 pol\u00edtica, \u00e9 ativismo e \u00e9 bicho. Para uma pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de jornalistas, aconselha: \u201cSejam curiosos primordialmente. N\u00e3o se rendam ao sistema. Voc\u00ea paga um pre\u00e7o por n\u00e3o estar inserido, mas por outro lado \u00e9 muito bom a liberdade de bater em quem quiser. Mas n\u00e3o \u00e9 sempre poss\u00edvel acolher os anseios da sua alma no seu emprego.\u201d.\\<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Conte\u00fado produzido por Gabriel Germano, Mateus Lanna, Vinicius Passos, Mateus Alc\u00e2ntara e Rafael P\u00e1dua na disciplina Apura\u00e7\u00e3o, Reda\u00e7\u00e3o e Entrevista, sob a supervis\u00e3o da professora e jornalista Fernanda Sanglard.<\/pre>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Leia tamb\u00e9m: <br><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/paulo-motoryn-a-metamorfose-de-um-jornalista-independente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Paulo Motoryn: a metamorfose de um jornalista independente&nbsp;<\/a><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transitando por jornalismo, humor e ativismo ambiental, Roberto Kaz se reinventa na arte de usar a acidez a favor da democracia \u201cVoc\u00ea nunca bate em algu\u00e9m que t\u00e1 abaixo de voc\u00ea.\u201d Com essas palavras, Roberto Kaz, 44 anos, apresenta um dos princ\u00edpios que segue na vida e na profiss\u00e3o, privilegiando ser cr\u00edtico aos detentores do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":143,"featured_media":31822,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[303,1018],"tags":[2859,831,3002,2526],"class_list":["post-31810","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-perfis-jornalistas","tag-ativismo-ambiental","tag-clima","tag-humor","tag-revista-piaui-2"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - 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