{"id":31388,"date":"2026-06-16T16:12:54","date_gmt":"2026-06-16T19:12:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=31388"},"modified":"2026-06-16T16:46:14","modified_gmt":"2026-06-16T19:46:14","slug":"arquitetura-da-memoria-lembrancas-de-uma-trajetoria-dedicada-a-manter-o-passado-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/arquitetura-da-memoria-lembrancas-de-uma-trajetoria-dedicada-a-manter-o-passado-presente\/","title":{"rendered":"Arquitetura da mem\u00f3ria: lembran\u00e7as de uma trajet\u00f3ria dedicada a manter o passado presente\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deus e os arquitetos t\u00eam trabalhos parecidos: ambos criam a partir do nada. Deus desenha paisagens, molda a natureza e comp\u00f5e cen\u00e1rios \u00fanicos e deslumbrantes. Os arquitetos, por sua vez, tamb\u00e9m trazem \u00e0 vida realidades que antes n\u00e3o existiam. Por meio de ideias e tra\u00e7os, conjugam formas, curvas, cores e propor\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de harmonizar materiais e texturas. Ao final, deixam sobre o solo configura\u00e7\u00f5es que ultrapassam o presente e alcan\u00e7am plenamente o futuro. Dito isso, talvez se possa pensar que, se Deus tivesse uma profiss\u00e3o, ele seria arquiteto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTem que ter o esp\u00edrito do arquiteto, porque \u00e9 preciso compor em cima do nada.\u201d&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Augusto Ivan de Freitas Pinheiro \u00e9 uma pessoa que sempre viveu com um prop\u00f3sito. Com cinco minutos de conversa, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel identificar por quais paix\u00f5es e interesses ele se move &#8211; a arquitetura e o urbanismo s\u00e3o algumas delas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando cheguei ao seu apartamento para realizar uma entrevista &#8211; uma espa\u00e7osa e estonteante resid\u00eancia em frente \u00e0 Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro &#8211;&nbsp; n\u00e3o fiquei nem um pouco surpresa. Quando penso em como seria o lar de um arquiteto bem-sucedido como ele, imagino exatamente o que encontrei. Al\u00e9m da vista fascinante da lagoa por todos os c\u00f4modos, a casa \u00e9 preenchida por in\u00fameras obras de arte que fazem do lugar uma esp\u00e9cie de museu aconchegante. No quarto de visitas, noto uma longa estante repleta de filmes separados por pa\u00edses de origem e, no escrit\u00f3rio, mais uma estante abriga in\u00fameros livros. Bel\u00edssimos&nbsp;m\u00f3veis se espalham pelos ambientes, e porta-retratos com sua esposa, filhos e netas est\u00e3o distribu\u00eddos por toda a casa. Tudo ali faz muito sentido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma cultura marcada por uma padroniza\u00e7\u00e3o excessiva, a casa de Augusto Pinheiro afirma justamente o oposto: ela demonstra originalidade e transparece o carinho e orgulho que ele tem por sua trajet\u00f3ria pessoal e profissional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>&nbsp;<strong>Qualquer que seja o seu caminho, ele \u00e9 v\u00e1lido, desde que voc\u00ea n\u00e3o perca o foco do objetivo &#8211; porque \u00e9 ele que te sustenta<\/strong><\/p><cite>Augusto Ivan de Freitas<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nascido em 17 de novembro de 1944, em Palma, Minas Gerais, diz que se orgulha de ter escolhido seguir a profiss\u00e3o de arquiteto, uma vez que vem de um lugar onde ningu\u00e9m sequer tinha ouvido falar dessa possibilidade de carreira. Na verdade, uma pessoa sim: sua tia &#8211; podemos cham\u00e1-la de sensitiva, vision\u00e1ria, atenta e perspicaz, voc\u00ea escolhe &#8211; o viu&nbsp;desenhando no ch\u00e3o e logo elogiou suas habilidades, recomendando-o a fazer arquitetura. A partir desse momento, o seu destino come\u00e7ou a tomar forma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Augusto Pinheiro graduou-se em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1968 e afirma que, nessa \u00e9poca &#8211; um per\u00edodo de intensas transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais &#8211; \u201chavia uma efervesc\u00eancia comportamental e discursiva muito grande, com forte participa\u00e7\u00e3o estudantil, o que impactava tamb\u00e9m as atividades ligadas ao curso de Arquitetura\u201d. No in\u00edcio da gradua\u00e7\u00e3o, percebeu que os alunos n\u00e3o eram vistos como membros ativos da sociedade, mas apenas como futuros profissionais voltados para uma forma\u00e7\u00e3o mais fechada. No entanto, por influ\u00eancia do contexto hist\u00f3rico em que vivia, viu-se profundamente engajado em uma arquitetura e em um urbanismo intimamente voltados \u00e0 sociedade e \u00e0 forma como esta se relaciona com o espa\u00e7o urbano. Sua atua\u00e7\u00e3o profissional destacou-se, sobretudo, na preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico do pa\u00eds e na preocupa\u00e7\u00e3o com a ocupa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica da cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1974, cursou uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Planejamento Urbano em Roterd\u00e3, na Holanda, e, em 1978, na mesma cidade, especializou-se no programa especial do Instituto de Habita\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Urbano. Esse per\u00edodo de estudos em um pa\u00eds t\u00e3o diferente do Brasil, ajudou-o a adquirir maiores conhecimentos acerca da participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es urbanas. Na Holanda, naquela \u00e9poca, j\u00e1 se valorizavam projetos urban\u00edsticos mais abertos e conectados com as pessoas, como as ruas exclusivas para pedestres, que transformaram a din\u00e2mica urbana e trouxeram mais vida aos espa\u00e7os p\u00fablicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto que Augusto Pinheiro me indica \u00e9 o marcante costume holand\u00eas de usar bicicleta como meio de transporte. Essa pr\u00e1tica abriu seus olhos para como alternativas ao autom\u00f3vel podem ser integradas ao planejamento urbano, incentivando uma mobilidade mais sustent\u00e1vel &#8211; tema que come\u00e7ava a ganhar espa\u00e7o tamb\u00e9m no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toda essa viv\u00eancia internacional, aliada ao contato com novas metodologias e a um ambiente multidisciplinar, contribuiu para que ele se tornasse um profissional com uma vis\u00e3o mais ampla, moderna e socialmente engajada do urbanismo. O olhar acabaria sendo aplicado, segundo o arquiteto, no trabalho que ele desenvolveu no Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-meta-color\">\u201cUma cidade sem mem\u00f3ria \u00e9 uma cidade que n\u00e3o existe. \u00c9 zero.\u201d<\/mark><\/strong><\/p><cite>Augusto Ivan de Freitas Pinheiro<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1976, o Pal\u00e1cio Monroe, ic\u00f4nico edif\u00edcio localizado na Cinel\u00e2ndia, no centro do Rio de Janeiro, que serviu como sede do Senado Federal entre 1925 e 1960, foi demolido. Por meio de um decreto de Ernesto Geisel, quarto ditador da Ditadura Civil-Militar brasileira, o edif\u00edcio, famoso por sua beleza arquitet\u00f4nica, foi inteiramente reduzido a escombros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"828282\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #828282;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"615\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-1024x615.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-31693 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-1024x615.avif 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-300x180.avif 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-768x461.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-370x222.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-270x162.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-570x342.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-740x444.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e-150x90.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6f8f7b42-363e-45b9-8be7-f8ad99cda52e.avif 1086w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Na vista a\u00e9rea da d\u00e9cada de 1960, o Pal\u00e1cio Monroe, projeto de Souza Aguiar, ainda de p\u00e9.&nbsp; Foto: Arquivo \/ O Globo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Contudo, Augusto Pinheiro relata que essa situa\u00e7\u00e3o gerou manifesta\u00e7\u00f5es populares inesperadas que representaram um ponto de virada e um despertar da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural material das cidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir das mobiliza\u00e7\u00f5es dos cariocas inconformados com a demoli\u00e7\u00e3o, o pr\u00e9dio tornou-se um dos maiores s\u00edmbolos de defesa da preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural no Brasil e, especificamente na trajet\u00f3ria profissional de Augusto Pinheiro, representou uma conjuntura favor\u00e1vel ao desenvolvimento de seus projetos voltados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria das cidades. Isso porque, como ele mesmo diz, \u201cum pr\u00e9dio n\u00e3o serve s\u00f3 como valor arquitet\u00f4nico, ele tem outros valores, tanto sentimentais, como afetivos, hist\u00f3ricos e acad\u00eamicos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, ap\u00f3s retornar do per\u00edodo de estudos no exterior, o arquiteto &#8211; acredito que, como todo jovem profissional &#8211; sentia-se perdido em rela\u00e7\u00e3o ao que faria no futuro. Por\u00e9m, contando com uma pitada de sorte e a ajuda de m\u00e3os amigas, recebeu um convite especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seu amigo Armando Leit\u00e3o Mendes, arquiteto e diretor do setor de planejamento urbano da Secretaria Municipal de Urbanismo, fez aquele tipo de proposta que n\u00e3o se recusa. Perguntou a Augusto:\u201cVoc\u00ea n\u00e3o quer aproveitar tudo isso que fez l\u00e1 fora e colocar em&nbsp;pr\u00e1tica aqui no Rio? Eu te dou uma equipe, um espa\u00e7o para projetar e depois voc\u00ea prop\u00f5e algo que possa ser aplicado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Augusto Pinheiro aceitou o convite e iniciou o que viria a ser uma carreira de d\u00e9cadas na Prefeitura do Rio de Janeiro, focada essencialmente em identidade e conserva\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano. Foi nesse contexto que surgiu um de seus maiores projetos como arquiteto e urbanista: o Corredor Cultural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Corredor cultural<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se voc\u00ea, ao visitar o centro do Rio de Janeiro e, em suas andan\u00e7as como turista, fica maravilhado com as constru\u00e7\u00f5es tradicionais que contam a hist\u00f3ria do Brasil, agrade\u00e7a ao projeto <a href=\"https:\/\/multi.rio\/images\/img_2015_01\/mapa_def.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Corredor Cultural<\/a>.&nbsp; O plano, que abrange a regi\u00e3o da Pra\u00e7a XV, Cinel\u00e2ndia, Lapa, Saara, Pra\u00e7a Tiradentes, Rua do Ouvidor e Gon\u00e7alves Dias, foi desenhado para proteger, revitalizar e recuperar o patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico do Centro Hist\u00f3rico carioca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A virada de chave aconteceu no final da d\u00e9cada de 1970. Naquela \u00e9poca, o Rio de Janeiro ainda se recuperava dos impactos da perda do posto de capital federal somados ao avan\u00e7o da moderniza\u00e7\u00e3o que se instaurava, de forma alastrante, nas bases da cidade,&nbsp;demolindo as ra\u00edzes do passado em nome do avan\u00e7o progressista. Diante dessa amea\u00e7a de apagamento, Augusto Pinheiro surgiu com seu olhar sens\u00edvel e determinado, buscando frear essa onda de demoli\u00e7\u00f5es e destacando-se como um dos pilares da resist\u00eancia urbana. Esse movimento de protesto contra uma moderniza\u00e7\u00e3o excludente ganhou for\u00e7a no IPLANRIO \u2013 \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo planejamento urbano do Rio na \u00e9poca \u2013 que reunia os melhores arquitetos, ge\u00f3grafos e soci\u00f3logos urbanos do munic\u00edpio. Foi nesse cen\u00e1rio t\u00e9cnico e progressista que o projeto do Corredor Cultural nasceu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trazendo uma vis\u00e3o afetiva a respeito do conceito de cidade e centro urbano, Pinheiro percebeu que a alma do Centro Hist\u00f3rico do Rio se encontrava na identidade carioca, que se refletia nos sobrados tradicionais e nas fachadas hist\u00f3ricas.&nbsp;Essa ideia de que a cidade \u00e9 intr\u00ednseca ao conv\u00edvio social e \u00e0 identidade cultural se manifestou ainda em outro marco na carreira do arquiteto e urbanista: o alargamento da Praia de Copacabana e a reurbaniza\u00e7\u00e3o da Lapa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A orla de Copacabana e a revitaliza\u00e7\u00e3o da Lapa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando questionado sobre esse projeto, foi not\u00e1vel o brilho no olhar e a paix\u00e3o que transbordava de suas palavras enquanto relatava com adora\u00e7\u00e3o os detalhes dessa viv\u00eancia. Afinal, como citado pelo pr\u00f3prio Augusto, a praia de Copacabana sempre foi um \u00edcone carioca. Mexer em Copacabana e na Lapa significava intervir no cora\u00e7\u00e3o da cidade. Esse aspecto bo\u00eamio presente nessas duas partes do Rio representa a vida cultural, o entretenimento e a conviv\u00eancia social que os caracterizam. Por\u00e9m, algo precisava ser feito para conservar esses aspectos frente \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o agressiva que amea\u00e7ava Copacabana. \u201cEm determinado momento, ela se tornou impratic\u00e1vel, porque havia o p\u00e9ssimo h\u00e1bito de carros estacionarem sobre as cal\u00e7adas, em qualquer espa\u00e7o dispon\u00edvel. Eles achavam que o carro tinha direito de ocupar qualquer lugar livre. Mas \u00e9 uma cidade praiana, feita para pessoas caminharem, se encontrarem e ocuparem o espa\u00e7o p\u00fablico\u201d, destaca Augusto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A execu\u00e7\u00e3o desse projeto fez com que o jovem arquiteto, no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1970, mergulhasse no cora\u00e7\u00e3o de ambos os bairros, observando suas ruas e dialogando com as mais variadas pessoas, afinal, era preciso entender a ess\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se juntando \u00e0s arquitetas S\u00f4nia Mattos de Ca\u00fala e Maria de Lourdes Derenusson Kowarski, come\u00e7ou o detalhamento e desenvolvimento do projeto, baseado em conversas&nbsp;realizadas com a pr\u00f3pria comunidade. Augusto Pinheiro deixou claro o objetivo da proposta: definir as \u00e1reas de pedestre e adaptar o tra\u00e7ado existente a um modelo mais contempor\u00e2neo de cidade. A rotina do projeto foi marcada pela produ\u00e7\u00e3o de diversos desenhos e detalhamentos urbanos. Um dos pontos mais discutidos, de acordo com ele, era a respeito do formato das ondas da famosa cal\u00e7ada de Copacabana &#8211; se deveriam ser mais alongadas no sentido da praia ou paralelas ao mar. Esse trabalho minucioso acabou se diluindo nas mem\u00f3rias de Augusto, sendo resgatada anos mais tarde. \u201cEu mesmo tinha me esquecido disso\u201d, recorda. \u201cAt\u00e9 que uma conhecida, pesquisando sobre o Posto 6, descobriu que fomos n\u00f3s que desenhamos aquelas curvas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de suas interven\u00e7\u00f5es, que se estenderam desde a Avenida Atl\u00e2ntica at\u00e9 as faixas de areia, continuarem&nbsp; intactas at\u00e9 os dias de hoje, o olhar de Augusto Pinheiro sobre Copacabana nunca ficou parado no tempo. Anos depois, quando j\u00e1 havia consolidado sua carreira, ele e sua esposa, Eliane Canedo, tamb\u00e9m arquiteta e urbanista, realizaram um estudo pioneiro sobre a ocupa\u00e7\u00e3o da praia e o volume econ\u00f4mico que era gerado na faixa de areia.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"898c8f\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"681\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-681x1024.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-31698 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #898c8f; aspect-ratio:0.6650398568407353;width:339px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-681x1024.avif 681w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-200x300.avif 200w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-768x1155.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-1021x1536.avif 1021w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-370x556.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-270x406.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-570x857.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-740x1113.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1-150x226.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2813ad04-c5bd-4ac4-8a4a-6c6010090a5b-1.avif 1064w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">&nbsp;Orla da praia de Copacabana. Foto: Eleonora Sommer &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuer\u00edamos combater a ideia de que o com\u00e9rcio informal s\u00f3 gerava desordem. Na verdade, ele movimentava muito dinheiro. E era bonito ver os vendedores de chap\u00e9u de palha, de biscoito Globo, ciganas, pessoas fazendo castelos de areia, tudo isso ainda faz parte da paisagem\u201d. Ao enxergarem o com\u00e9rcio informal para al\u00e9m de uma mera desordem que precisava ser extinguida, Augusto e Eliane provaram o contr\u00e1rio. Na verdade, esse tipo de com\u00e9rcio passou a movimentar uma economia equivalente ao or\u00e7amento de um munic\u00edpio inteiro, como o de Nova Igua\u00e7u.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as a consolida\u00e7\u00e3o dessa base s\u00f3lida de ordenamento urbano que foi constitu\u00edda l\u00e1 atr\u00e1s \u2013 que permitiu a regulamenta\u00e7\u00e3o desses comerciantes e trabalhadores pela prefeitura \u2013, Copacabana se transformou em um espa\u00e7o cultural inovador. Atualmente, a praia \u00e9 considerada o maior palco a c\u00e9u aberto existente, abrigando as tradicionais celebra\u00e7\u00f5es de R\u00e9veillon, e tamb\u00e9m shows internacionais anuais, como Madonna, Lady Gaga e Shakira &#8211; tudo isso sem perder sua intensa atividade urbana consolidada no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>\u201cEra fascinante ver a capacidade do ser humano criar, inventar e estabelecer um novo tipo de assentamento urbano.\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de deixar sua marca em projetos como o de Copacabana e o Corredor Cultural, Augusto Pinheiro levou sua experi\u00eancia para as favelas cariocas, trabalhando no Fundo Municipal de Desenvolvimento Social.&nbsp;Quando o questionei sobre sua atua\u00e7\u00e3o direta na urbaniza\u00e7\u00e3o das favelas, sua esposa Eliane se juntou entusiasmada \u00e0 conversa, relatando suas experi\u00eancias com uma vis\u00edvel admira\u00e7\u00e3o e carinho pelo projeto. O arquiteto, ainda, acrescentou uma considera\u00e7\u00e3o sentimental e pessoal acerca do tema: foi durante o desenvolvimento dessas atividades que conheceu Eliane.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia fez com que ele deixasse de lados certos preconceitos t\u00e9cnicos que poderiam se manifestar e decidiu usar a experi\u00eancia para aprender com a comunidade e a&nbsp;genialidade popular oferecida. Ao contr\u00e1rio de quem enxerga aqueles lugares somente como locais de car\u00eancia e pobreza, Pinheiro maravilha-se com a engenhosidade dos moradores. \u201cEra fascinante ver a capacidade do ser humano criar, inventar e estabelecer um novo tipo de assentamento urbano\u201d, recorda, destacando ainda que a cidade do Rio de Janeiro serviu de exemplo por possuir as primeiras favelas do Brasil, constru\u00eddas no Morro da Provid\u00eancia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem interfer\u00eancias externas, era fascinante a capacidade da popula\u00e7\u00e3o de articular solu\u00e7\u00f5es surpreendentes para habitarem os terrenos que a cidade rejeitava \u2013 as encostas \u00edngremes e os alagadi\u00e7os. Eliane recordou algumas dessas situa\u00e7\u00f5es que percebeu: \u201cA gente viu registrado a favela inteira descendo o morro, o sistema de \u00e1gua que a gente consegue distribui\u00e7\u00e3o vem pelos canos da cal\u00e7ada aqui na cidade, o deles vinha por cima voando, assim, igual fio de luz, onde cada rua desce um caninho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa imers\u00e3o, entretanto, exigiu um jogo de cintura maior. Atuar em \u00e1reas dominadas pelo tr\u00e1fico de drogas demandou um c\u00f3digo estrito de conviv\u00eancia. Para garantir a seguran\u00e7a da equipe que estava respons\u00e1vel pelas obras, foi preciso enviar um aviso pr\u00e9vio \u00e0s lideran\u00e7as locais. Por mais que houvesse certo receio, o respeito pelo trabalho social e pelas comunidades prevaleceu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rotina do projeto era marcada por reuni\u00f5es noturnas em associa\u00e7\u00f5es de moradores locais, considerando que esse era o \u00fanico hor\u00e1rio que os trabalhadores poderiam participar. No in\u00edcio, a equipe foi recebida com certo receio, repleto de olhares de desconfian\u00e7a e desconforto, por\u00e9m, \u00e0 medida que o projeto se desenvolvia, ele se tornava cada vez mais compreendido e aceito. Eliane refor\u00e7a que, apesar de haver situa\u00e7\u00f5es tensas uma vez ou outra, era extremamente instigante conhecer mais daquela realidade que se encontrava t\u00e3o perto, por\u00e9m ainda t\u00e3o distante.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"6d6b61\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-576x1024.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-31699 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #6d6b61; aspect-ratio:0.5625015091150549;width:290px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-576x1024.avif 576w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-169x300.avif 169w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-768x1365.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-864x1536.avif 864w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-370x658.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-270x480.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-570x1013.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-740x1316.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1-150x267.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/fdb1ad64-20bf-43dd-9438-a2c4ce3ffdd8-1.avif 900w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bondinho de Santa Teresa, Lapa. Foto: Dalila Sousa<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toda essa bagagem pol\u00edtica e social permitiu que Augusto Pinheiro, anos mais tarde, desenvolvesse um extenso e denso estudo sobre favelas para o governo da Holanda, em conjunto com outra arquiteta. O \u00eaxito do relat\u00f3rio acarretou em um convite para uma apresenta\u00e7\u00e3o com foco nos complexos da Mar\u00e9 e da Rocinha. Essa pesquisa serviu de indicador ainda para a Prefeitura do Rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A carreira de Augusto Pinheiro consolida um objetivo final: a revitaliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico, a devida introdu\u00e7\u00e3o de sistemas de esgoto, ilumina\u00e7\u00e3o correta, abastecimento de \u00e1gua e abertura de caminhos para escoamento e circula\u00e7\u00e3o das chuvas nas encostas. Por atuar na frente da coordena\u00e7\u00e3o desses projetos complexos e significativos, ele construiu uma&nbsp;trajet\u00f3ria extensa e marcante nas comunidades cariocas. Foi um per\u00edodo de conversas e discuss\u00f5es eletrizantes e de conviv\u00eancia com mentes brilhantes, que fazia tudo valer a pena.&nbsp;Para Augusto Pinheiro, o Rio de Janeiro \u00e9 uma cidade viva e complexa, que sempre exigiu uma sensibilidade para al\u00e9m do desenho t\u00e9cnico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cUma pessoa razo\u00e1vel n\u00e3o renuncia aos seus princ\u00edpios.\u201d<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando perguntado se o Rio de Janeiro de hoje est\u00e1 mais pr\u00f3ximo ou mais distante da cidade ideal que ele imaginava no in\u00edcio da sua carreira, recebi uma resposta que &#8211; para uma pessoa pessimista como eu &#8211; me surpreendeu: \u201cEnt\u00e3o, eu acho que andamos para frente\u201d. Percebo, em sua fala, que existe um orgulho pelo caminho percorrido ao longo desses anos dedicados \u00e0 defesa do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, Augusto Pinheiro tamb\u00e9m me lembra que essa trajet\u00f3ria foi &#8211; e continua sendo &#8211; permeada por in\u00fameros desafios. A influ\u00eancia da pol\u00edtica, muitas vezes representando interesses pessoais e escusos de grupos mais influentes da sociedade, acaba prejudicando o andamento de diversos projetos. \u201cTem momentos que foram bravos, que a pol\u00edtica entrou e ela nem sempre \u00e9 uma boa companheira e nem uma boa aliada\u201d, reflete ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A press\u00e3o exercida por empresas do setor imobili\u00e1rio tamb\u00e9m representa um obst\u00e1culo significativo. Isso porque esse setor resiste \u00e0 projetos de tombamento e preserva\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica por limitarem o potencial econ\u00f4mico de terrenos e edif\u00edcios, uma vez que impedem demoli\u00e7\u00f5es, amplia\u00e7\u00f5es ou novos empreendimentos mais lucrativos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale destacar que, como professor universit\u00e1rio por mais de 25 anos, Augusto procurou transmitir os princ\u00edpios norteadores de seu trabalho aos diversos alunos que teve contato ao longo de anos de doc\u00eancia.&nbsp;Para ele, seus alunos o ajudaram a manter acesa a vontade de ensinar aquilo que aprendeu durante tantos anos de profiss\u00e3o. Com o semblante emocionado, declara que \u201co aluno talvez seja a coisa mais rica da arquitetura ou uma das coisas mais ricas que possam existir. Eles est\u00e3o num est\u00e1gio de amadurecimento grande, conseguem refletir sobre as coisas e est\u00e3o sempre buscando novas curiosidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de arquiteto, urbanista, professor e praticante de ioga aos 81 anos &#8211; quando cheguei ao seu apartamento para entrevist\u00e1-lo, precisei esperar pacientemente enquanto ele terminava sua aula \u2013, Augusto Pinheiro tamb\u00e9m \u00e9 um escritor premiado. Seu livro \u201cRua do Lavradio\u201d foi agraciado com o <a href=\"https:\/\/www.premiojabuti.com.br\/jabuti\/premiados-por-edicao\/premiacao\/?ano=2008\">Pr\u00eamio Jabuti de Literatura em 2008<\/a>, na categoria&nbsp;\u201cArquitetura, Urbanismo e Artes\u201d. A obra trata da hist\u00f3ria do Rio Antigo, destacando a evolu\u00e7\u00e3o da primeira rua residencial da cidade, com uma abordagem essencialmente hist\u00f3rica, mas tamb\u00e9m bastante po\u00e9tica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"85715e\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #85715e;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-960x1024.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-31700 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-960x1024.avif 960w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-281x300.avif 281w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-768x819.avif 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-370x395.avif 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-270x288.avif 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-570x608.avif 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-740x789.avif 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b-150x160.avif 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/dab620f3-1363-4953-b038-3f445c6bde1b.avif 1200w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Livro&nbsp; &#8220;Rua do Lavradio&#8221;. Foto: Eleonora Sommer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Eu estou esquecendo das coisas\u201d<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido ao avan\u00e7o da idade, por vezes, ao revisitar suas mem\u00f3rias, alguns pormenores e datas lhe escapam. Ainda assim, nada disso compromete a riqueza das experi\u00eancias que compartilha.&nbsp; Confesso que fico profundamente emocionada ao conversar com pessoas que dedicaram a vida inteira a fazer o que amam. Elas parecem mais leves, mais felizes e em paz consigo mesmas &#8211; e isso transparece de forma n\u00edtida em Augusto Pinheiro.&nbsp;Depois da escuta atenta de sua trajet\u00f3ria completa, tenho a opini\u00e3o que talvez n\u00e3o seja t\u00e3o importante assim que Augusto apresente essas pequenas falhas de mem\u00f3ria. Elas conseguem ser facilmente supridas por seus projetos e trabalhos que permanecem inscritos na cidade, vis\u00edveis para todos aqueles que andam pelo Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O profissional da arquitetura e do urbanismo fica respons\u00e1vel por traduzir a vida de maneira palp\u00e1vel. Por meio de conceitos e tra\u00e7os, sua arte se torna interativa por natureza; ela&nbsp;det\u00e9m o solo, molda a paisagem e transforma-se no cen\u00e1rio onde o dia a dia da popula\u00e7\u00e3o ocorre. Ao final, eles deixam uma obra viva que atravessa o tempo e dita o ritmo do futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O importante \u00e9 que Augusto Ivan de Freitas Pinheiro nunca deixou de seguir seu pr\u00f3prio percurso pela vida e, como ele mesmo diz: <strong>\u201cEstou esquecendo das coisas, n\u00e9? Mas digo que est\u00e1 tudo bem, que est\u00e1 tudo andando, soprado pelo vento\u2026<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Conte\u00fado produzido por Anna Cl\u00e1udia Gomes, Eleonora Jaeger Sommer, Iara Solo Lessa, Maria Fernanda Schofield na disciplina Apura\u00e7\u00e3o, Reda\u00e7\u00e3o e Entrevista, sob a supervis\u00e3o do professor e jornalista Vin\u00edcius Borges. <\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O respons\u00e1vel pelas curvas de Copacabana fala sobre uma trajet\u00f3ria marcada pelo amor \u00e0 cidade e sua poesia<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":31691,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1,1760],"tags":[2995,26,1021],"class_list":["post-31388","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colab","category-perfil","tag-arquitetura","tag-jornalismo","tag-perfil"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - 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