{"id":30883,"date":"2026-05-26T16:39:54","date_gmt":"2026-05-26T19:39:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=30883"},"modified":"2026-05-26T16:39:55","modified_gmt":"2026-05-26T19:39:55","slug":"mulheres-indigenas-reinventam-o-empreendedorismo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/mulheres-indigenas-reinventam-o-empreendedorismo-no-brasil\/","title":{"rendered":"Mulheres ind\u00edgenas reinventam o empreendedorismo no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.cedefes.org.br\/povos-indigenas-destaque\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">De acordo com o Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Eloy Ferreira da Silva<\/a>, atualmente, vivem no Brasil mais de 800 mil ind\u00edgenas, pertencentes a aproximadamente 305 povos. Em 2023, a Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai) <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/07\/27\/mulheres-indigenas-de-mg-realizam-seu-primeiro-encontro-estadual\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">calculou 41 mil ind\u00edgenas em Minas Gerais<\/a>, de 20 etnias pertencentes ao tronco lingu\u00edstico Macro-J\u00ea e Tupi-Guarani. Nos centros urbanos, como Belo Horizonte, vivem ainda fam\u00edlias de outras etnias, entre elas mulheres que usam o empreendedorismo como forma de autonomia e desenvolvimento social.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Levantamento de 2026 feito pelo Sebrae Minas mostra que Minas Gerais tem cerca de 2,6 milh\u00f5es de pequenos neg\u00f3cios ativos, sendo mais de 1 milh\u00e3o de empresas lideradas por mulheres, ou seja, 40,9% dos neg\u00f3cios.\u00a0Desde a coloniza\u00e7\u00e3o, os povos origin\u00e1rios enfrentam a limita\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, a falta de oportunidade no meio empregat\u00edcio e a opress\u00e3o de suas pr\u00e1ticas culturais. No entanto, a luta de mais de 6 mil empreendedores ind\u00edgenas que vivem no Estado se destaca na insist\u00eancia em resistir, usando a sabedoria ancestral e a bagagem cultural para criar seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Da Feira Hippie, em Belo Horizonte, at\u00e9 o Parque das Tribos, em Manaus, empreendedoras ind\u00edgenas usam o conhecimento herdado para gerar renda e ganhar espa\u00e7o.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Irene Flores: ind\u00edgena, empreendedora e transfronteiri\u00e7a<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do povo Aymara, um dos principais grupos ind\u00edgenas sul-americanos que habitam o Altiplano da Cordilheira dos Andes, na Bol\u00edvia, Irene Flores \u00e9 uma empreendedora ind\u00edgena transfronteiri\u00e7a que carrega o sonho de realizar um desfile inteiramente autoral. Empreendendo h\u00e1 mais de 10 anos na Feira Hippie em Belo Horizonte, Irene produz um trabalho diversificado com sementes, penas, mi\u00e7angas e outros elementos para criar uma autonomia no pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"565250\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1290\" height=\"2147\" sizes=\"auto, (max-width: 1290px) 100vw, 1290px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_9478.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30895 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #565250; aspect-ratio:0.6008449381943358;width:184px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Irene Flores, empreendedora ind\u00edgena transfronteiri\u00e7a <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A empreendedora conta que a adapta\u00e7\u00e3o ao sistema e a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio constante. &#8220;Sou uma mulher ind\u00edgena transfronteiri\u00e7a. O desafio \u00e9 ainda maior, porque eu sou ind\u00edgena, eu n\u00e3o sou imigrante. Ent\u00e3o, esse \u00e9 um letramento que a gente traz. Para continuar trabalhando, eu tenho que me adaptar a outro sistema. A gente vem com bagagem, mas acaba\u201d, explica. Na capital mineira, a dificuldade aumenta quando o assunto \u00e9 visibilidade. Irene entende que o maior desafio hoje em Belo Horizonte \u00e9 um lugar que os povos origin\u00e1rios possam expor a sua arte e conta o hist\u00f3rico de espa\u00e7os que j\u00e1 atuaram. \u201cA Prefeitura nos deu o aval para ficar na Pra\u00e7a Afonso Arinos e depois retirou. Depois, nos colocaram para a Pra\u00e7a Raul Soares, e n\u00e3o deu certo. Atualmente essa \u00e9 a nossa luta, n\u00e3o temos um espa\u00e7o ind\u00edgena\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Independente do desafio, a empreendedora defende que o Estado deve promover a inclus\u00e3o com espa\u00e7os ind\u00edgenas para mulheres, idosos e deficientes: \u201ca Feira Hippie foi um espa\u00e7o conquistado com muita luta, precisamos conquistar outros espa\u00e7os al\u00e9m de vender somente aos domingos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>&#8220;<em>For\u00e7a e coragem a toda mulher. Aos povos ind\u00edgenas, conecte-se a sua espiritualidade, para a cura do planeta. Viva os povos origin\u00e1rios!\u2019\u2019<\/em> <\/p><cite>Irene Flores<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Projetos que fortalecem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Amazonas, a Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS), organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil e sem fins lucrativos, promove o desenvolvimento sustent\u00e1vel e <a href=\"https:\/\/fas-amazonia.org\/projeto-leva-empoderamento-por-meio-do-empreendedorismo-para-artesas-indigenas-e-ribeirinhas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cria projetos que buscam empoderar mulheres ind\u00edgenas e ribeirinhas<\/a> na gest\u00e3o de neg\u00f3cios e acesso ao mercado. Criado em 2008, a Funda\u00e7\u00e3o parte do entendimento de que, na Amaz\u00f4nia e entre os povos ind\u00edgenas, n\u00e3o falamos apenas de empreendedorismo no sentido convencional da palavra, mas de economia ind\u00edgena.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diferente das din\u00e2micas tradicionais de mercado, que normalmente valorizam iniciativas individuais e empresariais, a economia ind\u00edgena nasce das rela\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, da prote\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios, da transmiss\u00e3o de conhecimentos tradicionais e da constru\u00e7\u00e3o coletiva. Um dos projetos realizados pela institui\u00e7\u00e3o, o Parentas que Fazem, atuou no mapeamento de organiza\u00e7\u00f5es formais e informais femininas ind\u00edgenas, forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, inclus\u00e3o digital e apoio financeiro. Ao longo da execu\u00e7\u00e3o, foram mapeadas 118 organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas lideradas por mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;A FAS enfatiza que pol\u00edticas p\u00fablicas e oportunidades de financiamento enxergam essas iniciativas apenas pela l\u00f3gica do empreendedorismo convencional, sem considerar que os povos ind\u00edgenas trabalham coletivamente, sendo o maior desafio para as empreendedoras. \u201cO fortalecimento econ\u00f4mico de uma mulher ind\u00edgena normalmente fortalece tamb\u00e9m sua fam\u00edlia, sua comunidade e seu territ\u00f3rio. \u00c9 fundamental construir pol\u00edticas p\u00fablicas e mecanismos que respeitem os modos pr\u00f3prios de organiza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas, valorizem coletivos e organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e compreendam que desenvolvimento, para n\u00f3s, tamb\u00e9m significa bem-viver, prote\u00e7\u00e3o territorial e continuidade cultural\u201d, diz Nathalia Padilha, em nome da Funda\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel entende que outro desafio importante \u00e9 conseguir manter viva a identidade cultural do neg\u00f3cio mesmo vivendo em grandes centros urbanos. \u201cQuando uma mulher ind\u00edgena trabalha para promover a economia, ela n\u00e3o est\u00e1 apenas gerando renda. Ela est\u00e1 mantendo viva a mem\u00f3ria do seu povo, fortalecendo a autonomia das mulheres e garantindo que os conhecimentos tradicionais continuem sendo transmitidos entre gera\u00e7\u00f5es\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5933\" height=\"3955\" sizes=\"auto, (max-width: 5933px) 100vw, 5933px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Lucas-Bonny-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30903\" style=\"aspect-ratio:1.5001674294006027;width:585px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Projeto criado pela FAS \/ Cr\u00e9dito: Lucas Bonny<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a soci\u00f3loga, professora e pesquisadora do curso de Ci\u00eancias Sociais da PUC Minas, Andr\u00e9ia dos Santos, o Estado tem uma fun\u00e7\u00e3o primordial, que \u00e9 o acompanhamento e o desenvolvimento desses grupos \u00e9tnicos Brasil afora. \u201c\u00c9 um trabalho muito \u00e1rduo, que hoje tem tido um pouco mais de sistematicidade por parte do Estado. Na maioria das vezes, os trabalhos que s\u00e3o negociados com essas mulheres ind\u00edgenas, por meio do empreendedorismo, tem a ver com saberes e tradi\u00e7\u00f5es mais convencionais desses grupos\u201d, explica Andr\u00e9ia. Na sociedade atual, o avan\u00e7o da tecnologia traz o desafio de equilibrar a modernidade com a preserva\u00e7\u00e3o de suas tradi\u00e7\u00f5es. Enquanto o acesso \u00e0 internet e dispositivos eletr\u00f4nicos cresce nas aldeias, as lideran\u00e7as ind\u00edgenas se esfor\u00e7am para manter vivas suas l\u00ednguas e costumes ancestrais.\u00a0 Para a pesquisadora, \u00e9 necess\u00e1rio criar condi\u00e7\u00f5es para que tenhamos uma visibilidade melhor para esses grupos, seja por meio das m\u00eddias sociais ou no contexto de organiza\u00e7\u00e3o de grupos que v\u00e3o sendo trazidos ao conhecimento do p\u00fablico para mostrar o trabalho que fazem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>13 anos da jun\u00e7\u00e3o de for\u00e7as ancestrais<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Beatriz Atara, ind\u00edgena do povo Puri, artes\u00e3 e coordenadora geral do<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/comitemineiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Comit\u00ea Ind\u00edgena Mineiro<\/a>, o primeiro coletivo ind\u00edgena de Belo Horizonte, ressalta a dificuldade de persistir em uma capital que ainda n\u00e3o possui um espa\u00e7o para atuar. Com mais de 18 etnias dentro do Comit\u00ea, Beatriz conta que alguns empreendedores v\u00eam para a Feira Hippie, ou outras feiras que acontecem esporadicamente na cidade, para expor artesanato e no meio do processo n\u00e3o encontram a\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para permanecer na capital durante essa passagem. \u201cMuitos desses parentes s\u00e3o m\u00e3es. N\u00e3o d\u00e1 para ficar dormindo na rodovi\u00e1ria. \u00c0s vezes um lugar pra ir no banheiro, sabe? Precisa-se de um centro de refer\u00eancia ind\u00edgena, porque s\u00e3o muitos ind\u00edgenas que vivem em situa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias.O Comit\u00ea tem 13 anos, s\u00e3o nove anos que a gente est\u00e1 falando sobre o centro de refer\u00eancia e sendo ignorados\u201d, afirma a coordenadora.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"9e6f4f\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1600\" height=\"1066\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-19-at-15.29.43-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30916 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #9e6f4f; aspect-ratio:1.5009632297512354;width:437px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Beatriz Atara, coordenadora geral do Comit\u00ea Ind\u00edgena Mineiro<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A artes\u00e3 entende que \u00e9 poss\u00edvel viver do empreendedorismo mas que, certamente, o desafio \u00e9 maior por ser mulher. \u201cA gente tem mais dificuldade, porque as pessoas n\u00e3o querem pagar o pre\u00e7o que vale. Quando a gente cobra um pre\u00e7o que parece alto, \u00e9 porque a gente gastou tempo, gastou manualidade e sabedoria ancestral\u201d, enfatiza. Analisando tamb\u00e9m as pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es do Estado, a coordenadora destaca que os governantes devem lembrar dos povos origin\u00e1rios para al\u00e9m do dia 19 de abril. \u201cEm abril eles lembram de n\u00f3s, porque a\u00ed a gente precisa \u2018cumprir a cota ind\u00edgena\u2019, mas \u00e9 esse letramento constante que a gente tem que fazer, al\u00e9m de vencer as barreiras, ainda ensinar o opressor\u201d, desabafa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, Beatriz Atara enxerga o Comit\u00ea como um grito ancestral e um importante aliado na luta dos povos ind\u00edgenas para a cria\u00e7\u00e3o de um centro de refer\u00eancia, abertura para eventos de visibilidade na capital e diversas outras frentes que os empreendedores ind\u00edgenas enfrentam em Belo Horizonte. \u201cVejo que juntos n\u00f3s somos muito mais fortes. O Comit\u00ea nasce dessa jun\u00e7\u00e3o de for\u00e7as ancestrais. \u00c9 extremamente importante que a gente se una\u201d, finaliza Beatriz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os Mura, o povo navegante<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diretamente do Parque das Tribos, em Manaus,<strong> <\/strong>Maira Bello Mura, de 43 anos, mulher ind\u00edgena do povo Mura, m\u00e3e at\u00edpica e empreendedora, nasceu no munic\u00edpio de Autazes, interior do Amazonas, na aldeia Lago do Jalari e aprendeu desde pequena o artesanato. Atualmente, a empreendedora atua no Parque das Tribos, maior comunidade ind\u00edgena de Manaus. A artes\u00e3 \u00e9 criadora de vestimentas tradicionais e tamb\u00e9m atua como representante e tutora da comunidade Mura.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"828270\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1301\" height=\"1600\" sizes=\"auto, (max-width: 1301px) 100vw, 1301px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Maira-Bello-Mura-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30920 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #828270; aspect-ratio:0.8131286394917946;width:251px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maira criou o pr\u00f3prio neg\u00f3cio, o Ateli\u00ea Mura, na \u00e9poca da pandemia, quando viu a necessidade de ficar em casa para cuidar dos filhos e criar a sua gera\u00e7\u00e3o de renda. \u201cComecei a trabalhar em casa com meus filhos e comecei tamb\u00e9m a passar esse conhecimento para eles. Eu tenho uma filha de 19 anos que trabalha fazendo pinturas na roupa e escrituras corporais. Hoje, o meu filho autista, \u00e9 um grande artes\u00e3o. Eu e a minha fam\u00edlia somos artistas ind\u00edgenas\u201d, explica. O At\u00ealie mant\u00e9m a renda familiar de Maira desde 2021, \u00e9poca que, de acordo com a empreendedora, alavancou a moda ind\u00edgena em Manaus. Al\u00e9m disso, a artes\u00e3 conta que se for trabalhar fora do neg\u00f3cio, provavelmente n\u00e3o ter\u00e1 o mesmo lucro que tem atualmente no Ateli\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o entendimento que o maior desafio do Ateli\u00ea estava sendo ganhar parcerias para colocar as pe\u00e7as do artesanato em desfiles, Maira teve a ideia de juntar alguns estilistas e criar o Moda Raiz. O projeto <a href=\"https:\/\/cultura.am.gov.br\/a-moda-ancestral-mura-projeto-oferece-oficinas-gratuitas-de-artesanato-e-grafismo-indigena-em-manaus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cA Moda Ancestral Mura\u201d<\/a> realizou em julho do ano passado, uma s\u00e9rie de oficinas gratuitas no Ateli\u00ea Maira Mura, em Manaus. A iniciativa foi contemplada pela Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc (PNAB), e contou com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e do Conselho Estadual de Cultura. O objetivo do projeto era fortalecer a visibilidade da cultura Mura e expandir o reconhecimento do fazer art\u00edstico ind\u00edgena.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"9f908c\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1015\" height=\"1600\" sizes=\"auto, (max-width: 1015px) 100vw, 1015px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/f94234f1-0cf5-472c-80f0-a62aaaa06aaf.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30922 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #9f908c; aspect-ratio:0.6343811951288587;width:203px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Grafismos produzidos no At\u00ealie Mura.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Maira Bello Mura, idealizadora da iniciativa, o objetivo central \u00e9 sempre fortalecer cada vez mais o empreendedorismo feminino, \u201ceu ensino as mulheres a fazer as pinturas e explico que elas tem que aprimorar o conhecimento do pr\u00f3prio povo. Porque na comunidade onde eu moro, s\u00e3o 39 etnias. Cada um eu sempre ensino a buscar falar do seu povo\u201d. Ao fim das atividades, foram feitas a entrega dos certificados de participa\u00e7\u00e3o e a emiss\u00e3o da Carteira Nacional do Artes\u00e3o para mais de 60 artes\u00e3s. \u201cJ\u00e1 participei de feiras em S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, fui para o Expominas. Ent\u00e3o, como ind\u00edgena, como empreendedora, eu vejo que isso est\u00e1 fortalecendo cada vez mais o empreendedorismo, principalmente o empreendedorismo feminino no nosso Brasil\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A empreendedora explica que o Ateli\u00ea n\u00e3o \u00e9 apenas as roupas e o grafismo, e sim representa uma hist\u00f3ria contada pela m\u00e3e, a anci\u00e3 da nossa fam\u00edlia. \u201cA gente conversa, ela conta toda a hist\u00f3ria. Os Mura s\u00e3o o povo navegante. Ent\u00e3o, a gente usa muito grafismo com os rios, com as \u00e1guas, com a flor da \u00e1gua, de cobras, de jacar\u00e9, com raia\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O grafismo criado pela minha filha, que nunca conheceu a minha av\u00f3, ela acorda e diz: \u2018M\u00e3e, eu sonhei e minha av\u00f3 mandou eu desenhar isso e ela explica o significado\u2019. Isso \u00e9 a nossa ancestralidade. Essa \u00e9 a nossa hist\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Maira Mura, mostrar a arte e a cultura do seu povo, se transforma em um sentimento de gratid\u00e3o e sabedoria. \u201cPara as mulheres ind\u00edgenas, artes\u00e3s ind\u00edgenas, empreendedoras ind\u00edgenas, continue. Fale da sua arte, fale do seu povo, porque a nossa hist\u00f3ria \u00e9 muito rica\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Leia mais<\/p><cite><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/empreendedorismo-substantivo-feminino\/\">Empreendedorismo, substantivo feminino<\/a><\/cite><\/blockquote><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empreendedoras ind\u00edgenas usam ancestralidade como ferramenta de gera\u00e7\u00e3o de renda e preserva\u00e7\u00e3o 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