{"id":28355,"date":"2026-03-03T08:28:37","date_gmt":"2026-03-03T11:28:37","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=28355"},"modified":"2026-03-10T17:35:36","modified_gmt":"2026-03-10T20:35:36","slug":"moedores-do-futuro-os-motivos-que-levam-a-evasao-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/moedores-do-futuro-os-motivos-que-levam-a-evasao-escolar\/","title":{"rendered":"Moedores do futuro: os motivos que levam \u00e0 evas\u00e3o escolar"},"content":{"rendered":"\n<p>No livro <a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=a+alegria+de+ensinar+rubem+alves&amp;sca_esv=23dd50ea98785b26&amp;sxsrf=AE3TifOdVIYk5T_w8DA9SWPy3q5rPrkwCQ%3A1764844442779&amp;source=hp&amp;ei=mmMxaYKyLe7Y5OUP7PyXqQM&amp;iflsig=AOw8s4IAAAAAaTFxqr8v16CwChtnFhmmWOVYlXRI012p&amp;gs_ssp=eJzj4tZP1zc0MswxLa6oNGD0UkhUSMxJTS_KTFRISVVIzSvOzEssUigqTUrNBUqUpRYDAGDjD9Q&amp;oq=a+alegria+de&amp;gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IgxhIGFsZWdyaWEgZGUqAggBMgUQLhiABDIFEC4YgAQyBRAuGIAEMgUQABiABDIFEAAYgAQyBRAAGIAEMgUQABiABDIFEAAYgAQyBRAAGIAEMgUQABiABEihU1CIB1isRXADeACQAQCYAb4CoAGGEKoBCDAuMTMuMC4xuAEByAEA-AEBmAIRoALqEKgCCsICBxAjGCcY6gLCAgcQLhgnGOoCwgIEECMYJ8ICChAjGIAEGCcYigXCAgsQABiABBixAxiDAcICCBAAGIAEGLEDwgIREAAYgAQYsQMYgwEYigUYjQbCAg4QABiABBixAxiKBRiNBsICDhAAGIAEGLEDGIMBGIoFwgIQEAAYgAQYsQMYQxiDARiKBcICChAAGIAEGEMYigXCAg0QABiABBixAxhDGIoFwgIIEC4YgAQYsQPCAg4QLhiABBixAxjRAxjHAcICCxAuGIAEGLEDGIMBwgIREC4YgAQYsQMY0QMYgwEYxwHCAhEQLhiABBixAxiDARiKBRiNBsICEBAjGPAFGIAEGCcYyQIYigXCAhEQLhiABBixAxjRAxjHARiKBcICBBAAGAOYAxbiAwUSATEgQPEFqYpbf0z6i16SBwgzLjEzLjAuMaAH0MMBsgcIMC4xMy4wLjG4B8sQwgcGMi0xNi4xyAdN&amp;sclient=gws-wiz\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Alegria de Ensinar<\/a>, publicado pela primeira vez em 1994 pelo escritor e pedagogo Rubem Alves, encontramos um compilado de textos que divagam sobre diversos aspectos da pr\u00e1tica do \u201censinar\u201d e dividem com o leitor realidades da educa\u00e7\u00e3o brasileira. Em um dos textos que comp\u00f5em o livro, chamado <a href=\"https:\/\/rubemalvesdois.wordpress.com\/2009\/07\/27\/a-vaca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cSobre vaca e moedores&#8221;<\/a>, Alves lembra que quando crian\u00e7a gostava de observar um quadro cheio de paineiras com algumas vacas ao fundo. Apaixonado pela paz das vacas, Alves declara o seu destino gra\u00e7as \u00e0 escolha do homem. Nos a\u00e7ougues onde a vaca encontra seu tr\u00e1gico fim, mo\u00eddas e transformadas, os seus sonhos viram simples rolos de carne homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Pois bois e vacas, esvaziadas de suas belas e in\u00fateis fun\u00e7\u00f5es on\u00edricas pelos homens pr\u00e1ticos, est\u00e3o destinados ao corte\u201d<\/strong><\/p>\n<cite>Rubem Alves<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao nos deparamos com os relatos e hist\u00f3rias que culminaram nesta reportagem, as vacas e os moedores do escritor ganham vida na trajet\u00f3ria tortuosa de nossos personagens e na realidade da educa\u00e7\u00e3o brasileira. Se a met\u00e1fora de Rubem Alves nos leva a questionar que tipo de forma\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo produzida nas escolas, os n\u00fameros ajudam a dimensionar o quanto essa engrenagem falha, muitas vezes, em acolher os estudantes. A reflex\u00e3o simb\u00f3lica abre espa\u00e7o para uma realidade concreta: a evas\u00e3o escolar tornou-se um fen\u00f4meno recorrente na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. \u00c9 ao olhar para os dados que conseguimos entender a extens\u00e3o do problema e percebemos como aquilo que parecia apenas uma imagem liter\u00e1ria se traduz em estat\u00edsticas alarmantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A evas\u00e3o escolar continua sendo um dos principais desafios da educa\u00e7\u00e3o brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), no ano de 2023, cerca de 9,1 milh\u00f5es de jovens entre 15 e 29 anos haviam deixado a escola sem concluir a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, abrangendo tanto o ensino fundamental quanto o ensino m\u00e9dio. Entre esses jovens, 63,7% n\u00e3o completaram o ensino m\u00e9dio, enquanto 39,4% n\u00e3o chegaram a finalizar o fundamental, o que mostra um padr\u00e3o de abandono que come\u00e7a cedo e se intensifica ao longo da trajet\u00f3ria escolar. A necessidade de trabalhar aparece como um dos fatores mais mencionados pelos entrevistados, ao lado do desinteresse, maternidade precoce,&nbsp; problemas familiares e responsabilidades dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Evas\u00e3o em Minas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em Minas Gerais, o impacto tamb\u00e9m \u00e9 significativo. A rede estadual perdeu cerca de 450 mil matr\u00edculas na \u00faltima d\u00e9cada, um indicador consistente de abandono e descontinuidade escolar. Ao mesmo tempo, programas de <a href=\"https:\/\/buscaativaescolar.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Busca Ativa<\/a> possibilitaram o retorno de aproximadamente 94 mil estudantes \u00e0s escolas mineiras em 2024, mostrando que a\u00e7\u00f5es estruturadas podem reduzir a evas\u00e3o quando existe acompanhamento efetivo. Mesmo assim, o n\u00famero de jovens que deixam a escola segue alto, especialmente nas regi\u00f5es de maior vulnerabilidade socioecon\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto espec\u00edfico de Belo Horizonte, dados publicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep) revelam uma tend\u00eancia preocupante: entre 2023 e 2024, a rede p\u00fablica do estado registrou a perda de cerca de 13 mil alunos, com o ensino m\u00e9dio sendo a etapa mais afetada. Embora a capital ainda apresente uma das maiores taxas de frequ\u00eancia escolar no ensino fundamental entre as capitais brasileiras, o desafio se concentra justamente na transi\u00e7\u00e3o entre as etapas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, momento em que muitos estudantes enfrentam maior press\u00e3o, desmotiva\u00e7\u00e3o e, frequentemente, a necessidade de conciliar escola com trabalho informal.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio mostra que a evas\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas um fen\u00f4meno estat\u00edstico, mas o resultado de um conjunto de fatores sociais, econ\u00f4micos e emocionais que se cruzam na vida dos estudantes. As pol\u00edticas de perman\u00eancia escolar avan\u00e7am, mas os n\u00fameros indicam que as desigualdades persistentes continuam sendo o maior obst\u00e1culo para garantir que todos concluam a trajet\u00f3ria educacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entre o caderno e o trabalho: hist\u00f3rias de mulheres que tiveram que colocar os estudos em segundo plano<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em muitas fam\u00edlias brasileiras, especialmente nas d\u00e9cadas passadas, o estudo n\u00e3o era uma op\u00e7\u00e3o, mas sin\u00f4nimo de \u201cluxo\u201d. Para muitos jovens, principalmente meninas e mulheres, ingressar no mercado de trabalho antes mesmo de concluir os estudos era uma prioridade e necessidade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Simone Oliveira, 60 anos, e Andreia Aparecida, 51, irm\u00e3s, moradoras de Santa Luzia (MG), compartilham a hist\u00f3ria de vida e ajudam a compreender uma realidade vivida por milhares de mulheres brasileiras. Hist\u00f3rias diferentes, mas atravessadas pela mesma pergunta: o que acontece quando a desigualdade econ\u00f4mica empurra jovens para longe da escola e mais perto da vulnerabilidade social?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"867881\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #867881;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"800\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-1024x800.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-28287 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-1024x800.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-300x234.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-768x600.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-1536x1200.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-2048x1600.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-370x289.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-385x300.webp 385w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-270x211.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-570x445.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-740x578.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-2-150x117.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Andreia, \u00e0 esquerda, sorri enquanto entrela\u00e7a o bra\u00e7o em sua irm\u00e3 Simone, que tamb\u00e9m sorri para a c\u00e2mera. \/ Foto: J\u00falia Santos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Simone deixou os estudos aos 15 anos, quando come\u00e7ou a trabalhar como empregada dom\u00e9stica para contribuir com a renda familiar. Ela vivia de segunda \u00e0 sexta-feira no servi\u00e7o, longe de familiares e amigos, mas diz que n\u00e3o teve escolha. Antes da evas\u00e3o, a vida acad\u00eamica j\u00e1 era marcada pela aus\u00eancia, pois precisava ajudar no cuidado de sete irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Ou eu deixava os meus irm\u00e3os de qualquer jeito e ia pra escola, ou ent\u00e3o eu n\u00e3o ia pra escola. A\u00ed minha m\u00e3e escrevia um bilhete pra eu levar pra professora, explicando pra ela porque eu estava faltando de aula. Eu tinha que ficar em casa pra arrumar a casa, para fazer comida pra eles, j\u00e1 que minha m\u00e3e sa\u00eda cedo\u201d <\/strong><\/p>\n<cite>Simone Oliveira<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Atualmente com 51 anos, Andreia Aparecida teve uma trajet\u00f3ria diferente. Apesar de ter deixado a escola no ensino m\u00e9dio, conseguiu concluir os estudos. Antes, foi necess\u00e1rio parar no meio do percurso. Vinda de uma fam\u00edlia grande, em que apenas o pai trabalhava, Andreia n\u00e3o tinha incentivo para estudar. \u201cA prioridade era o trabalho. A gente n\u00e3o tinha esse neg\u00f3cio de &#8216;quero ser m\u00e9dica&#8217;. O foco naquele momento era o trabalho mesmo e se manter&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de iniciar sua jornada no emprego formal, Andreia j\u00e1 trabalhava cuidando de crian\u00e7as, e a dificuldade de conciliar a rotina com a escola a afastou dos estudos. Logo depois, come\u00e7ou a trabalhar formalmente em casas de fam\u00edlia.&nbsp; &#8220;O trabalho que, at\u00e9 ent\u00e3o, era mais f\u00e1cil pra gente, o que estava no patamar de escolaridade, era em casa de fam\u00edlia\u201d, afirma Andreia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O retorno comemorado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Anos depois, j\u00e1 atuando em uma institui\u00e7\u00e3o de ensino, o interesse pelos estudos ressurgiu. Concluiu o ensino m\u00e9dio por meio do Exame Nacional para Certifica\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancias de Jovens e Adultos (<a href=\"https:\/\/www.educacao.mg.gov.br\/inscricoes-para-o-encceja-2025-estao-abertas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Encceja<\/a>), e, ap\u00f3s alguns anos, formou-se, em fevereiro de 2025, em Recursos Humanos pela PUC Minas. O retorno \u00e0 escola veio acompanhado de desafios e adapta\u00e7\u00e3o, mas trouxe tamb\u00e9m acolhimento. &#8220;Encontrei colegas com hist\u00f3rias parecidas com a minha. Cada uma que conseguia concluir, a gente comemorava como uma vit\u00f3ria&#8221;, celebra Andreia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo a pesquisa <a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/index.php\/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=2102144\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>S\u00edntese de indicadores Sociais: uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira 2024<\/em><\/a>, entre jovens de 15 a 29 anos de idade que n\u00e3o estudam e n\u00e3o conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio, 41,8% abandonaram pela necessidade de trabalhar. Para as mulheres, os motivos relacionados ao cuidado (afazeres dom\u00e9sticos 9,5% e&nbsp; gravidez 23,1%), como na hist\u00f3ria de Simone, superam a necessidade de trabalhar, que corresponde a 25,5%. Al\u00e9m disso, no recorte que abrange os motivos por n\u00e3o retomar os estudos, os relacionados ao cuidado (39,5%) tamb\u00e9m superam a necessidade de trabalhar (27,4%).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"373532\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #373532;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-682x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-28284 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-682x1024.webp 682w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-200x300.webp 200w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-768x1152.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-370x555.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-270x405.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-570x855.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-740x1110.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3-150x225.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-3.webp 853w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Andreia no dia da sua formatura em Recursos Humanos pela Puc Minas\/ Foto: @claragoncfotografia.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Afinal, o que mudou no cen\u00e1rio ap\u00f3s cerca de 40 anos?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Aos 17 anos, idade em que muitos jovens come\u00e7am a planejar o futuro, Alexandre Bleson da Silva Costa, atualmente com 26 anos, precisou tomar uma decis\u00e3o que mudou o rumo da sua trajet\u00f3ria: abandonar a escola. Ele relembra que o motivo foi uma mistura de pressa, busca por independ\u00eancia financeira, rebeldia e necessidade de trabalhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de individual, a hist\u00f3ria de Alexandre \u00e9 parecida com a de milhares de jovens que deixam a sala de aula, muitas vezes sem perceber, naquele momento, o impacto dessa decis\u00e3o no futuro. Atualmente atuando como motoboy, Alexandre relembra que a vontade de conquistar a independ\u00eancia financeira falou mais alto do que a necessidade do estudo naquele momento. \u201cEu abandonei meus estudos quando tinha 17, 18 anos. Um pouco de rebeldia tamb\u00e9m, mais um pouco pela aquela parte de ter que trabalhar, ter que conquistar as coisas, n\u00e9? E tava dif\u00edcil vincular o trabalho com o estudo\u201d, narra o motoboy.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"878a7f\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #878a7f;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-id=\"28285\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-1024x768.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-28285 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4-150x113.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-4.webp 1600w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Alexandre trafega por uma via p\u00fablica em sua motocicleta, usando capa de chuva e capacete. Ao fundo, h\u00e1 caminh\u00f5es e uma \u00e1rea de mata verde. \/ Foto: D\u00e9bora Lorrayne<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"726d69\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #726d69;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"820\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" data-id=\"28286\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-820x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-28286 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-820x1024.webp 820w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-240x300.webp 240w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-768x959.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-370x462.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-270x337.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-570x712.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-740x924.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1-150x187.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-1.webp 828w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Alexandre com seu ve\u00edculo de trabalho fora do hor\u00e1rio de servi\u00e7o.\/ Foto: Autor desconhecido<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia, segundo ele, sempre o incentivou para que continuasse estudando e conclu\u00edsse o ensino m\u00e9dio. Apesar dos incentivos, uma barreira impediu que o ciclo que atrai tantos jovens brasileiros se rompesse: a ilus\u00e3o da independ\u00eancia precoce e a cren\u00e7a que o estudo n\u00e3o \u00e9 urgente. \u201cEu n\u00e3o achei que precisava do estudo, o importante era ganhar dinheiro.\u201d Apesar do abandono, Bleson admite que a decis\u00e3o trouxe consequ\u00eancias. \u201c\u00c9 mais dif\u00edcil arrumar trabalho. Para fazer uma faculdade precisa do segundo grau completo, ent\u00e3o isso impossibilita.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Alexandre largou os estudos, n\u00e3o houve nenhum contato ou busca pelo aluno. \u201cN\u00e3o teve representante, supervisor, professor\u2026 Ningu\u00e9m perguntou por que parei. Simplesmente parei de ir e nunca mais tive contato com a escola\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A queda: n\u00fameros, viol\u00eancia e decis\u00e3o administrativa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cChegamos a ter 1.400 alunos; hoje a escola vai fechar com 14.\u201d A frase, dita por Tiago Sanzio, professor e ex-diretor escolar, com mestrado em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), resume a trajet\u00f3ria da Escola Estadual Dr. Lucas Monteiro, localizada no Bairro Pindorama, regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte. Al\u00e9m da E.E. Dr. Lucas Monteiro, Sanzio tamb\u00e9m trabalhou na Escola Estadual Jovem Protagonista, que atende e funciona no Sistema Socioeducativo. Essa combina\u00e7\u00e3o de experi\u00eancia pr\u00e1tica e forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica confere a Tiago uma vis\u00e3o diferenciada.<\/p>\n\n\n\n<p>As observa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o apenas relatos pessoais, mas an\u00e1lises fundamentadas sobre como pol\u00edticas, viol\u00eancia, decis\u00f5es administrativas e desigualdade estruturam e aceleram a sa\u00edda de jovens da escola p\u00fablica. A narrativa que ele oferece aponta pistas de que a evas\u00e3o escolar no Brasil muitas vezes n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno \u201corg\u00e2nico\u201d, mas sim o resultado de pol\u00edticas p\u00fablicas mal articuladas, press\u00f5es institucionais e condi\u00e7\u00f5es sociais dos estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos argumentos centrais do ex-diretor \u00e9 que a pol\u00edtica de expans\u00e3o da escola integral, modelo de ensino em tempo integral adotado no Brasil para ampliar a jornada escolar, normalmente entre sete e nove horas di\u00e1rias, para oferecer, al\u00e9m das disciplinas regulares, atividades complementares, e, muitas vezes, cursos t\u00e9cnico-profissionalizantes, pode ser contraproducente nas periferias, quando n\u00e3o h\u00e1 articula\u00e7\u00e3o com o mundo do trabalho. \u201cOs alunos chegam l\u00e1 \u00e0s 7h e saem de l\u00e1 \u00e0s 16h40\u201d, diz Tiago Sanzio, enfatizando o conflito entre jornada escolar e necessidade de renda imediata das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Tiago compara duas realidades diferentes ao mencionar quando trabalhou na E.E. Dr. Lucas Monteiro, localizada numa regi\u00e3o perif\u00e9rica, e onde trabalha hoje, na E.E. Silviano Brand\u00e3o, localizada na regi\u00e3o central de Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje eu trabalho em uma escola que tamb\u00e9m \u00e9 integral, mas que \u00e9 um pouco mais centralizada. L\u00e1 consegue segurar aluno, por qu\u00ea? Primeiro, que \u00e9 uma escola central, praticamente central. Voc\u00ea tem metr\u00f4 perto, voc\u00ea tem \u00f4nibus perto\u201d, enquanto \u201cno Pindorama n\u00e3o. Se voc\u00ea t\u00e1 no Pindorama, quem vai estudar ali \u00e9 da regi\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, \u201ca educa\u00e7\u00e3o integral \u00e9 uma realidade, mas, infelizmente, se os alunos precisam trabalhar, eles v\u00e3o trabalhar\u201d, lamenta o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a articula\u00e7\u00e3o com o mercado, Tiago critica a oferta tecnicista sem v\u00ednculos pr\u00e1ticos. \u201c\u00c9 um pouco disso, chama-se integral, mas n\u00e3o \u00e9 integrado, n\u00e9? Porque voc\u00ea n\u00e3o integra ele no mercado de trabalho. Voc\u00ea s\u00f3 d\u00e1 um curso que promete para ele uma oportunidade, mas ele chega l\u00e1 sem vaga, \u00e9 isso.\u201d E completa: \u201cDos alunos que se formaram, eu n\u00e3o conhe\u00e7o nenhum que est\u00e1 trabalhando na \u00e1rea, n\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A li\u00e7\u00e3o que Tiago deixa \u00e9 pr\u00e1tica: enfrentar a evas\u00e3o nas periferias exige \u201cmudar o curr\u00edculo inteiro\u201d, articular efetivamente est\u00e1gio e emprego com os cursos t\u00e9cnico-profissionalizantes, \u201cporque sem est\u00e1gio, sem possibilidade de emprego, o curso n\u00e3o tem funcionalidade\u201d, pontua o docente com mais de 15 anos de profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Promo\u00e7\u00e3o nem sempre resolve problemas do percurso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Allan Braga \u00e9 supervisor da Escola Estadual Carlos Drummond Andrade, localizada no regi\u00e3o norte de Belo Horizonte, Bairro Floramar,&nbsp; e relata barreiras com estudantes que precisam se ausentar antes do fim dos turnos escolares. Alunos saem mais cedo para chegar ao trabalho, situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 constante na educa\u00e7\u00e3o&nbsp; b\u00e1sica anos finais e ensino m\u00e9dio. Em alguns casos, segundo o docente, mesmo se ausentando do \u00faltimo hor\u00e1rio, os estudantes n\u00e3o conseguem&nbsp; chegar a tempo e por isso decidem mudar de turno. Por\u00e9m, ao iniciar no hor\u00e1rio da noite, professores relatam alunos cansados e muitos faltantes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>O aluno foi iniciar o terceiro bimestre no noturno, (esse) aluno n\u00e3o adaptou porque diversas vezes falou que estava cansado ou com sono, pediu para voltar para o turno da manh\u00e3. Quando pedi as notas do bimestre anterior (terceiro) tive relato de professores que disseram que aquele aluno nunca teria comparecido \u00e0 noite\u201d<\/strong><\/p>\n<cite><strong>Allan Braga supervisor da E.E. Carlos Drummond de Andrade.<\/strong><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Dessa forma, com faltas acumuladas e trocas de noturno os alunos chegam muitas vezes ao final dos semestres sem notas o que os impedem de serem aprovados. Nesse contexto, Braga ressalta a desmotiva\u00e7\u00e3o dos alunos em se manter estudando, o que segundo ele, leva \u00e0 evas\u00e3o. \u201cEsses alunos retornam para o turno da manh\u00e3 sem nota, e muitos acabam desistindo\u201d, conta. Al\u00e9m disso, Braga complementa que os estudantes alegam preferir a busca por programas de educa\u00e7\u00e3o para jovens adultos que facilitem a finaliza\u00e7\u00e3o da gradua\u00e7\u00e3o como <a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/servico\/concluir-o-ensino-medio-por-meio-de-cursos-oferecidos-pelos-cesec\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cesec<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.educacao.mg.gov.br\/inscricoes-para-o-encceja-2025-estao-abertas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Encceja<\/a>. \u201cMuitos acabam desistindo e decidem fazer o EJA\u201d, complementa o docente.<\/p>\n\n\n\n<p>Allan Braga tamb\u00e9m exp\u00f5e uma press\u00e3o por parte da Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o (SEE), em rela\u00e7\u00e3o aos indicadores de desempenho educacional, coletados pelo Censo Escolar do Inep. De acordo com o supervisor, a secretaria ao perceber que existem diversos alunos com <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inep\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/noticias\/censo-escolar\/indicador-apresenta-distorcao-idade-serie-para-ensino-fundamental-e-medio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie<\/a> envia uma prova de certifica\u00e7\u00e3o para professores progredirem estes estudantes. O problema, de acordo com o supervisor, \u00e9 que muitos desses alunos n\u00e3o est\u00e3o preparados para essa progress\u00e3o, mesmo quando conseguem passar nessa \u201cprova de certifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>(Quando) percebem que tem muitos alunos repetindo v\u00e1rias vezes, a SEE automaticamente lan\u00e7a uma banca itinerante\u201d<\/strong><\/p>\n<cite>Allan Braga<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em uma turma espec\u00edfica descrita pelo supervisor, a SEE permitiu a progress\u00e3o de alunos do 8\u00b0 ano direto para 1\u00b0 ano do EM. Segundo Braga, diversos estudantes ao chegarem no ensino m\u00e9dio n\u00e3o suportam a carga escolar e evadem-se. \u201cMuitos alunos veem que n\u00e3o d\u00e3o conta das mat\u00e9rias e das diferen\u00e7as e desistem de estudar, porque n\u00e3o tem embasamento nenhum\u201d e confessa \u201ca gente sabe que muitas vezes o aluno n\u00e3o sabe escrever nem o pr\u00f3prio nome\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>S\u00e3o barreiras que n\u00f3s enfrentamos que vem da SEE, somos pressionados por que n\u00f3s&nbsp; temos que passar aquele aluno, ao mesmo tempo que entendemos que ele n\u00e3o est\u00e1 preparado para aquele ano\u201d<\/p>\n<cite>Allan Braga.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A realidade exposta por Braga conversa com as cr\u00edticas feitas por Tiago Sanzio e demonstra um problema na base do sistema. Para compreender estas poss\u00edveis falhas \u00e9 preciso ir aos anos 70, quando o Brasil talvez tivesse ainda mais vacas e moedores andando por a\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A falha na g\u00eanese do problema<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cA escola p\u00fablica que temos hoje n\u00e3o \u00e9 feita para o perfil de alunos que ela possui.\u201d \u00c9 o que diz Eduardo Magrone, professor formado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul&nbsp; com mestrado em Educa\u00e7\u00e3o. Atualmente \u00e9 professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora e pesquisador do Centro de Pol\u00edticas P\u00fablicas e Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o (CPPAE).<\/p>\n\n\n\n<p>Magrone explica que na g\u00eanese da escola p\u00fablica como conhecemos hoje, houve um erro de implementa\u00e7\u00e3o. O sistema foi imaginado para um tipo de aluno que j\u00e1 n\u00e3o frequenta este espa\u00e7o. Segundo o docente, desde o final dos anos 70, quando houve uma expans\u00e3o ampla das matr\u00edculas, o perfil s\u00f3cio-cultural e econ\u00f4mico desses alunos se alterou. \u201cPrimeiro uma mudan\u00e7a quantitativa muito grande, um n\u00famero muito mais elevado de alunos\u201d, destaca Magrone.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>A nossa escola p\u00fablica foi criada, pensada e planejada para receber um aluno que ela n\u00e3o est\u00e1 recebendo h\u00e1 muito tempo\u201d<\/strong><\/p>\n<cite>Eduardo Magrone.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Muitos desses alunos seriam os primeiros da fam\u00edlia a frequentar a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. De acordo com o especialista, o fen\u00f4meno de expans\u00e3o de matr\u00edculas ocorreu no Brasil anos depois de ter se iniciado na Europa p\u00f3s-guerra. Entretanto, os problemas s\u00e3o os mesmos com o adicional negativo de que o investimento na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica brasileira&nbsp; n\u00e3o correspondeu proporcionalmente ao aumento de matr\u00edculas. \u201cCom o agravante de que a expans\u00e3o n\u00e3o correspondeu ao financiamento do custeio e do investimento\u201d, observa o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, Magrone aborda um conceito para definir o papel essencial que a fam\u00edlia tem na educa\u00e7\u00e3o dos estudantes junto com a escola: a gest\u00e3o da escolaridade. Para ele, \u201ca gest\u00e3o da escolaridade dos filhos \u00e9 o capital cultural brasileiro\u201d. O conceito descrito por Pierre Bourdieu nas d\u00e9cadas de 70 e 80, teoriza a ideia de bens simb\u00f3licos e materiais (educa\u00e7\u00e3o, gostos, conhecimentos, fala, estilo) que indiv\u00edduos adquirem e usam para ganhar prest\u00edgio, status e mobilidade social, especialmente na escola.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe deixar por conta da lei da gravidade, uma fam\u00edlia t\u00edpica de camada popular brasileira n\u00e3o vai ter uma gest\u00e3o da escolaridade dos filhos capaz de promov\u00ea-los dentro de uma escola que funciona como a nossa\u201d, constata Magrone. O professor se refere a necessidade de um maior acompanhamento dos pais para que aquele perfil de aluno consiga se desenvolver no modelo que existe hoje na educa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e o car\u00e1ter integral elimina muitos alunos potenciais que n\u00e3o podem atender esses requisitos\u201d. Magrone, assim como Sanzio, defende a tese de que fatores de sele\u00e7\u00e3o provocados tanto diretamente quanto indiretamente podem provocar um efeito educacional que deve ser levado em conta. Portanto, aquela escola que tem ensino integral em uma regi\u00e3o central eliminar\u00e1 um recorte de aluno que n\u00e3o pode se locomover at\u00e9 ali ou que tem a necessidade de trabalhar.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Qual \u00e9 o jovem brasileiro em idade do ensino m\u00e9dio que se pode dar o luxo de estudar?\u201d<\/strong><\/p>\n<cite>Eduardo Magrone<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, aponta um outro tipo de \u201ctrabalho\u201d j\u00e1 abordado nesta reportagem: o cuidado. Magrone exp\u00f5e o trabalho que muitas jovens mulheres precisam exercer dentro de casa. \u201cMuitos jovens especialmente do sexo feminino que tem que trabalhar em casa, no trabalho chamado cuidado, cuidar dos irm\u00e3o mais novo, dos idosos, dos doentes isso \u00e9 trabalho desgastante&nbsp; que consome tempo e energia do estudo extraclasse que \u00e9 fundamental pro sucesso escolar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador, pol\u00edticas p\u00fablicas como o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mec\/pt-br\/pe-de-meia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>P\u00e9 de meia<\/em> <\/a>auxiliam na diminui\u00e7\u00e3o da evas\u00e3o. Segundo o pesquisador, \u201cconsumo \u00e9 mais valorizado na adolesc\u00eancia\u201d, assumindo uma import\u00e2ncia muito grande na vida daquele jovem. E assim como apontou Braga, uma maioria desses jovens evade n\u00e3o s\u00f3 para auxiliar na renda familiar, mas tamb\u00e9m em busca de uma independ\u00eancia financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Magrone, o \u201c<em>P\u00e9 de meia<\/em> \u00e9 uma maneira de dizer fica aqui meu caro\u201d, mas para ele as chances daquele aluno se manter ali aprender e evoluir n\u00e3o vai ser garantido por um \u00fanico instrumento de incentivo. \u00c9 preciso \u201cuma proposta cidad\u00e3 que visasse traduzir os conhecimentos escolares em uma intimidade maior com a realidade social (daquele jovem)\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor prossegue explicando que todo sistema educacional tem quatro fases de implementa\u00e7\u00e3o: acesso, perman\u00eancia, promo\u00e7\u00e3o&nbsp; e aprendizagem. Segundo ele, caso esse processo n\u00e3o ocorra por completo voc\u00ea tem a perda do investimento p\u00fablico e \u201cainda mais importante, o direito da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 garantido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Eu posso ter aluno que tem acesso, permanece no sistema \u00e9 promovido e n\u00e3o aprende, se n\u00e3o aprende, o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 assegurado.\u201d<\/strong><\/p>\n<cite>Eduardo Magrone<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mudan\u00e7as duradouras<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A pergunta que fica \u00e9: os moedores de Rubem Alves continuam ligados e os sonhos continuam virando rolos de carne? Ou \u00e9 chegado a hora de desligar a m\u00e1quina para restaurar o sistema carn\u00edvoro que impede a manuten\u00e7\u00e3o de um ensino on\u00edrico, como sonhava Alves?<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o de Minas Gerais (SEE\/MG) enviou \u00e0 reportagem um relato das a\u00e7\u00f5es em curso contra a evas\u00e3o escolar: o Plano de Enfrentamento ao Abandono e \u00e0 Evas\u00e3o Escolar, que re\u00fane medidas como Busca Ativa, Di\u00e1rio Escolar Digital e Interven\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica. A pasta afirma avan\u00e7os num\u00e9ricos, cerca de 68 mil alunos retornaram em 2023, 98 mil em 2024 e 81 mil j\u00e1 em 2025, e destaca a expans\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o em Tempo Integral, 1.391 escolas e mais de 130 mil matr\u00edculas no estado. Ao confrontar esses n\u00fameros com o cotidiano relatado por quem atua na ponta, surge um fosso entre o desenho das pol\u00edticas e a sua capacidade de transformar vidas nas periferias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os relat\u00f3rios e n\u00fameros da SEE\/MG documentam iniciativas relevantes e retornos mensur\u00e1veis, elementos que a reportagem desconhece. Para Eduardo e Tiago, transformar esses retornos em perman\u00eancia exige mudan\u00e7as que ultrapassam o ajuste pontual: \u00e9 preciso reverter a l\u00f3gica gerencial quando ela estiver desalinhada com contextos locais; garantir condi\u00e7\u00f5es institucionais; vincular ofertas t\u00e9cnico-profissionais a vagas e est\u00e1gios reais; e integrar programas de Busca Ativa a pol\u00edticas de renda, transporte e prote\u00e7\u00e3o social que reduzam a press\u00e3o econ\u00f4mica sobre as fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a SEE\/MG pretende converter as milhares de reinser\u00e7\u00f5es registradas entre 2023 e 2025 em perman\u00eancias duradouras, esses pontos aparecem, pelas vozes da pr\u00e1tica e da an\u00e1lise, como prioridades n\u00e3o negoci\u00e1veis. S\u00f3 assim os n\u00fameros poder\u00e3o come\u00e7ar a refletir, de fato, escolas capazes de garantir aprendizagem e trajet\u00f3ria para os jovens que hoje encontram na evas\u00e3o uma sa\u00edda racional.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem desenvolvida por Brunno Gotelip, Davi Tufic, Isabella Man\u00e7ur, Julia Santos, Larissa Souza, Pedro Queiroga para a disciplina Apura\u00e7\u00e3o, Reda\u00e7\u00e3o e Entrevista no campus Cora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstico sob supervis\u00e3o da professora Fernanda Sanglard, no semestre 2025\/2.<\/pre>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/importancia-da-educacao-sexual-nas-escolas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Qual a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o sexual no ensino infantil?<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/destruindo-muros-da-educacao-autoritaria-ensino-com-dialogo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Destruindo muros da educa\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria: o ensino com di\u00e1logo<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No livro A Alegria de Ensinar, publicado pela primeira vez em 1994 pelo escritor e pedagogo Rubem Alves, encontramos um compilado de textos que divagam sobre diversos aspectos da pr\u00e1tica do \u201censinar\u201d e dividem com o leitor realidades da educa\u00e7\u00e3o brasileira. 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