{"id":27492,"date":"2026-02-23T17:55:15","date_gmt":"2026-02-23T20:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=27492"},"modified":"2026-02-23T17:55:20","modified_gmt":"2026-02-23T20:55:20","slug":"ditadura-militar-e-futebol-como-o-posicionamento-politico-afetou-os-jogadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/ditadura-militar-e-futebol-como-o-posicionamento-politico-afetou-os-jogadores\/","title":{"rendered":"Ditadura Militar e Futebol: Como o posicionamento pol\u00edtico afetou os jogadores?\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>No ano de 1970, a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira liderada por astros do futebol era considerada a melhor equipe da Copa do Mundo, o planeta se encantava com a magia do Brasil. Com um verdadeiro show de Pel\u00e9, nossa na\u00e7\u00e3o se tornava tricampe\u00e3 mundial vencendo a It\u00e1lia por 4&#215;1 na grande decis\u00e3o. Mas o que era visto como um momento de gl\u00f3ria nacional, na verdade, escondia uma realidade cruel para os brasileiros: a ditadura militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a consolida\u00e7\u00e3o do regime, em 1964, a popula\u00e7\u00e3o vivia com um constante medo do amanh\u00e3. N\u00e3o se podia opinar ou ir contra o regime da \u00e9poca, nem nas ruas nem nos campos de futebol. Com o aumento da popularidade do esporte, o surgimento de figuras ativas politicamente era inevit\u00e1vel. Esse clima de repress\u00e3o foi intensificado a partir de 1968, com a promulga\u00e7\u00e3o do Ato Institucional n\u00ba 5 (AI-5), que suspendeu garantias constitucionais, institucionalizou a censura, permitiu <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/ditadura-e-repressao-os-relatos-dos-ex-presos-politicos-no-dops-mg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pris\u00f5es arbitr\u00e1rias e persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas<\/a>, atingindo diretamente artistas, jornalistas, intelectuais e tamb\u00e9m o meio esportivo, onde qualquer manifesta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica ao regime poderia ser interpretada como subvers\u00e3o. O surgimento de figuras ativas politicamente era inevit\u00e1vel.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No fim da d\u00e9cada de 60, come\u00e7aram os primeiros casos de atletas engajados na causa; nomes como o meia Tost\u00e3o e o t\u00e9cnico Jo\u00e3o Saldanha ganharam repercuss\u00e3o na m\u00eddia, por se posicionarem contra o regime autorit\u00e1rio e a repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Saldanha, na \u00e9poca apelidado por Nelson Rodrigues como \u201cJo\u00e3o sem medo\u201d, foi um jornalista e militante hist\u00f3rico do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que se posicionava abertamente contra o regime autorit\u00e1rio. Durante a Copa de 1970, enquanto t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o, n\u00e3o aceitou a interfer\u00eancia do general Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici na escala\u00e7\u00e3o do time. Um dos epis\u00f3dios mais famosos enquanto t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o brasileira foi a n\u00e3o convoca\u00e7\u00e3o do atacante Dad\u00e1 Maravilha, que na \u00e9poca jogava no Clube Atl\u00e9tico Mineiro. A press\u00e3o militar pela convoca\u00e7\u00e3o de Dad\u00e1 era intensa, mas Saldanha se manteve irredut\u00edvel, causando, assim, sua demiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"b9b9b9\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #b9b9b9;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"670\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-670x1024.webp\" alt=\"Mat\u00e9ria do jornal O Globo com a manchete escrita: Saldanha: Fiz o que pude, fui demitido.\" class=\"wp-image-27493 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-670x1024.webp 670w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-196x300.webp 196w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-768x1174.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-1005x1536.webp 1005w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-1340x2048.webp 1340w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-370x566.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-270x413.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-570x871.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-740x1131.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-150x229.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capa-O-Globo_Saldanha_page-0001-scaled.webp 1675w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Manchete do jornal O Globo ap\u00f3s demiss\u00e3o de Jo\u00e3o Saldanha \/ Foto<strong>:<\/strong> Acervo digital\/ O Globo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>P\u00e3o e circo: o uso do futebol como propaganda e entretenimento<\/strong><br><\/h2>\n\n\n\n<p>A censura sempre se fez presente durante a ditadura. N\u00e3o somente no esporte, mas no meio comunicacional, intelectual e cultural. Portanto, pensar em combater o regime e demonstrar resist\u00eancia perante o governo dos militares n\u00e3o parecia ser a melhor das ideias. Nesse cen\u00e1rio, quando um personagem aparecia demonstrando alguma forma de protesto contra o governo, a retalia\u00e7\u00e3o era iminente. Atletas como Reinaldo, Tost\u00e3o e S\u00f3crates se tornaram marcantes durante e ap\u00f3s o per\u00edodo, pelo fato de terem sido figuras que representavam a luta contra a ditadura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se percebe a opress\u00e3o imposta pela ditadura, \u00e9 natural imaginar que a sele\u00e7\u00e3o brasileira tamb\u00e9m n\u00e3o passaria ilesa dos efeitos do regime. O chargista e historiador Euclides de Freitas relata como o futebol precisava seguir os valores propostos pela ditadura, trazendo para o esporte o modelo militar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO futebol precisava estar alinhado aos valores da ditadura militar. Se voc\u00ea pega um p\u00f4ster da Copa de 70, todos os jogadores t\u00eam cabelo curto, quase como soldados seguindo ordem\u201d, conta Euclides, que tamb\u00e9m menciona a cobran\u00e7a vinda por parte dos comandantes do Ex\u00e9rcito, especialmente do general Costa e Silva, de que era \u201cobriga\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o brasileira\u201d vencer a Copa de 70.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma interessante fala de Heleno Abreu de Oliveira, ex-jogador do Galo sobre Jo\u00e3o Leite, tamb\u00e9m ex-jogador do mesmo clube, menciona o controle absoluto de qualquer ideia contr\u00e1ria \u00e0 ditadura, mesmo n\u00e3o sendo \u201camea\u00e7a direta\u201d ao governo ditatorial. \u201cO Jo\u00e3o Leite era evang\u00e9lico, voc\u00ea tem a ideia da censura, \u00e9 um exemplo interessante, a censura. Ele usava a camisa, escrito \u2018Jesus salva\u2019. E foi proibido de usar. Ele dava a b\u00edblia para o outro goleiro, e foi proibido. Ent\u00e3o, veja bem, a censura n\u00e3o era s\u00f3 de manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, era um controle, era um controle absoluto, sobre pessoas que podem ser refer\u00eancias de transmitir alguma coisa que o sistema, o governo n\u00e3o concorde.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo por tr\u00e1s das estrat\u00e9gias de controle dos militares era manter o povo \u201centretido\u201d, sem que houvesse nenhuma manifesta\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao regime. E, para esse fim, era necess\u00e1rio silenciar aqueles atletas \u201cbarulhentos\u201d, do ponto de vista da representatividade que possu\u00edam. \u201cO futebol na Copa de 70 foi usado para alegrar a popula\u00e7\u00e3o, para acalmar a popula\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 mais ou menos o circo e o p\u00e3o\u201d, cita Heleno.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"5e6560\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #5e6560;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"848\" height=\"477\" sizes=\"auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4.webp\" alt=\"Pel\u00e9 no centro da imagem sendo erguido e ovacionado pelo povo que entrou no campo ap\u00f3s a conquista da Copa do Mundo de 1970. Ao fundo, as arquibancadas com v\u00e1rios torcedores.\n\" class=\"wp-image-27495 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4.webp 848w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4-300x169.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4-768x432.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4-370x208.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4-270x152.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4-570x321.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4-740x416.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/FOTO-4-150x84.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Apesar de ser tricampe\u00e3 mundial, a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira foi a maior jogada da ditadura para distrair a popula\u00e7\u00e3o. Foto<strong>:<\/strong> Reprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram Pel\u00e9<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Atua\u00e7\u00e3o de Tost\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Tost\u00e3o, considerado um dos maiores jogadores do futebol brasileiro e pe\u00e7a fundamental para a conquista do terceiro t\u00edtulo mundial, enfrentou problemas por declara\u00e7\u00f5es contra a ditadura militar, que na \u00e9poca, quase o tiraram da competi\u00e7\u00e3o mais importante do esporte.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma entrevista dada ao seman\u00e1rio alternativo Pasquim, publicada no dia 10 de maio de 1970, o jogador cita quest\u00f5es envolvendo o regime militar, que foram consideradas pol\u00eamicas: \u201cInfelizmente, ainda n\u00e3o podemos agora dizer o que queremos porque estamos privados de muita coisa. Eu acho que isso \u00e9 um direito de todo homem, est\u00e1 escrito na Constitui\u00e7\u00e3o, isso \u00e9 lei. [\u2026] est\u00e1 na Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem. \u00c0s vezes, a gente tem que ficar sujeito a coisas que v\u00eam de cima, ent\u00e3o a gente n\u00e3o pode dizer o que quer, o que pretende.\u201d<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Democracia Corinthiana<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Entre 1981 e 1984, quando o Brasil ainda sofria com a restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o nos \u00faltimos anos da ditadura militar, surgiu no futebol paulista um movimento de liberta\u00e7\u00e3o. O Sport Club Corinthians Paulista tornou-se um s\u00edmbolo inesperado de autogest\u00e3o e resist\u00eancia, dando origem ao movimento que ficaria conhecido como <a href=\"https:\/\/ge.globo.com\/futebol\/times\/corinthians\/noticia\/ultimas-noticias-corinthians-democracia-corinthiana-movimento-contra-ditadura.ghtml\">Democracia Corinthiana.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O nome era uma resposta ir\u00f4nica ao regime vigente e definiu com precis\u00e3o a ess\u00eancia do movimento: dentro do clube vigorava uma democracia plena e radical. A gest\u00e3o do time era conduzida de forma coletiva por um conselho que inclu\u00eda os jogadores S\u00f3crates e Wladimir, que tinham voz e voto sobre a concentra\u00e7\u00e3o, os contratos e at\u00e9 mesmo sobre a escala\u00e7\u00e3o da equipe, subvertendo a pir\u00e2mide autorit\u00e1ria e a hierarquia tradicional do futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>A figura central desse movimento foi o pr\u00f3prio S\u00f3crates, m\u00e9dico de forma\u00e7\u00e3o e um intelectual engajado. Em um pa\u00eds em que a Assembleia Nacional estava fechada, o jogador transformou o vesti\u00e1rio em um f\u00f3rum pol\u00edtico, onde as decis\u00f5es coletivas eram tomadas ap\u00f3s debates e vota\u00e7\u00f5es. O \u201cDoutor\u201d e companheiros Wladimir, Casagrande e Zenon, tinham consci\u00eancia de que o futebol poderia ser um palco para protestos, levando para os gramados bandeiras que iam muito al\u00e9m do esporte.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1lvaro do Cabo, advogado, historiador e professor do curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), explicou o papel de cada um dos jogadores no movimento. \u201cO S\u00f3crates \u00e9 o lado mais intelectual, seria o lado mais contestador. O Casagrande, at\u00e9 de forma imag\u00e9tica e tal, seria a coisa mais da rebeldia, aquela coisa dos longos cabelos, do <em>rock and roll <\/em>e tal. O Zenon, at\u00e9 mesmo pela postura dele, n\u00e9? Enfim, tanto em campo quanto fora, de ser uma pessoa mais discreta e tal, cerebral, seria como se fosse um grande articulador. [&#8230;] E o Vladimir, eu acho que ele apresenta muito a quest\u00e3o do povo. Ele era, enfim, mais introspectivo, mas ele estava representando ali, de certa forma, dentro desse movimento, o elemento negro.&nbsp; [&#8230;] Sendo um l\u00edder, mas dentro dos bastidores.\u201d<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O auge da politiza\u00e7\u00e3o aconteceu em 1983, durante a campanha pelas &#8220;Diretas J\u00e1&#8221;. Os jogadores corintianos aderiram publicamente ao movimento e S\u00f3crates declarou que deixaria o pa\u00eds se a emenda constitucional que restabelecia as elei\u00e7\u00f5es diretas para presidente n\u00e3o fosse aprovada. Em um gesto ic\u00f4nico, a equipe entrou em campo com um <em>banner<\/em> onde se lia &#8220;Ganhar ou perder, mas sempre com democracia&#8221;. A mensagem era clara e corajosa: a luta por um pa\u00eds livre tamb\u00e9m se daria dentro das quatro linhas. <\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a derrota da emenda no Congresso, em abril de 1984, S\u00f3crates cumpriu a promessa e se transferiu para a Fiorentina, na It\u00e1lia, tornando-se um \u201cexilado pol\u00edtico por op\u00e7\u00e3o\u201d e consolidando o v\u00ednculo indissol\u00favel entre aquele time e a causa da liberdade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"625f54\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #625f54;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"795\" height=\"447\" sizes=\"auto, (max-width: 795px) 100vw, 795px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5.webp\" alt=\"Jogadores do Corinthians caminhando no gramado segurando uma grande faixa escrito: \u201cGanhar ou perder, mas sempre com Democracia\u201d. Ao fundo, alguns fot\u00f3grafos capturam o momento.\n\" class=\"wp-image-28141 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5.webp 795w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-300x169.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-768x432.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-370x208.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-270x152.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-570x320.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-740x416.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-5-150x84.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A Democracia Corinthiana marcando presen\u00e7a dentro de campo \/ Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Twitter<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O legado da Democracia Corinthiana transcende o futebol. Ela mostrou o potencial de mobiliza\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que um clube de massa poderia ter, utilizando sua popularidade n\u00e3o para alienar, mas para iluminar e questionar as estruturas autorit\u00e1rias do pa\u00eds. Foi um raro momento em que o esporte, longe de servir como &#8220;\u00f3pio do povo&#8221; ou instrumento de propaganda do regime, assumiu um papel ativo e pedag\u00f3gico na luta pela redemocratiza\u00e7\u00e3o. Mais do que um cap\u00edtulo glorioso da hist\u00f3ria corintiana, o per\u00edodo permanece como um testemunho poderoso de como a sociedade civil, mesmo em setores aparentemente apartados da pol\u00edtica, encontrou brechas para respirar, debater e, de fato, praticar a liberdade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Avan\u00e7os no esporte financiados pela ditadura<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na copa de 1966, a sele\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o teve uma boa performance, sendo eliminado pela sele\u00e7\u00e3o de Portugal. A derrota foi vista como vexat\u00f3ria pela imprensa brasileira e pelo governo, e vencer a edi\u00e7\u00e3o seguinte era considerada obriga\u00e7\u00e3o dentro do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Buscando projetar uma imagem de efici\u00eancia e progresso, o regime destinou recursos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da infraestrutura esportiva. O chargista e historiador Euclides de Freitas cita como os militares viam a necessidade de ter avan\u00e7o no futebol brasileiro como uma estrat\u00e9gia para ser utilizado como vitrine pol\u00edtica. \u201cO general Costa e Silva d\u00e1 uma entrevista dizendo que ganhar a Copa de 1970 seria obriga\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o brasileira. O futebol era um bem nacional, um s\u00edmbolo, e a ditadura queria colar sua imagem ao sucesso no esporte.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A maior cr\u00edtica direcionada a sele\u00e7\u00e3o de 66 foi o condicionamento f\u00edsico dos atletas, apontado como abaixo do ideal para disputar um mundial. Com uma metodologia de treinamento in\u00e9dita, o futebol brasileiro evoluiu na prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos jogadores, adotando treinamentos militares. O historiador aponta essa contribui\u00e7\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o do esporte. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>A ditadura, do ponto de vista futebol\u00edstico, ela contribuiu para o desenvolvimento do futebol, na medida em que ela investiu em metodologias e na\u00a0 qualifica\u00e7\u00e3o de profissionais da escola de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica do Ex\u00e9rcito<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da sele\u00e7\u00e3o brasileira, a mudan\u00e7a tamb\u00e9m atingiu os clubes. O ex-atleta do Atl\u00e9tico Mineiro Heleno de Abreu conta sobre a presen\u00e7a do militarismo no futebol e nos treinos: \u201cA educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, o treinamento, ele era muito vindo do regime militar, do militarismo [&#8230;]. N\u00e3o tinha ainda profissionais na \u00e1rea, a n\u00e3o ser do regime militar. Todo o treinamento da \u00e9poca de 70 \u00e9 proveniente da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica militar, ent\u00e3o pode ser que tenha ajudado, do ponto de vista do rigor, da disciplina. [&#8230;] Em 78, o Coutinho, que foi treinador, ele era militar, o treinador f\u00edsico era militar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reinaldo \u00e9 indenizado pela Comiss\u00e3o de Anistia<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"5f5d3c\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"235\" height=\"148\" sizes=\"auto, (max-width: 235px) 100vw, 235px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-6.webp\" alt=\"Jogador Reinaldo comemorando um gol com seu tradicional gesto de erguer um punho ao alto, torcida comemora ao fundo \n\" class=\"wp-image-28142 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #5f5d3c; aspect-ratio:1.5878811419693144;width:322px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-6.webp 235w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-6-150x94.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reinaldo fazendo seu gesto ic\u00f4nico ap\u00f3s marcar um gol. Foto: Delfin Vieira\/CPdoc JB<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p> A for\u00e7a de um gesto imponente, importante e representativo. Um punho cerrado erguido aos c\u00e9us como sinal de resist\u00eancia marcou a comemora\u00e7\u00e3o de um dos principais jogadores do Brasil na \u00e9poca. Reinaldo, \u00eddolo do Atl\u00e9tico Mineiro, n\u00e3o era apenas um atleta; ele tamb\u00e9m se tornou um s\u00edmbolo para aqueles que desafiaram a ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Reinaldo com o governo ditatorial foi marcada por vigil\u00e2ncia, repress\u00e3o e tentativas de silenciamento, reflexo de um regime que n\u00e3o admitia dissid\u00eancias, sobretudo entre figuras p\u00fablicas de grande alcance popular. \u00cddolo carism\u00e1tico e politicamente consciente, o atacante nunca escondeu suas posi\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 ditadura, o que o colocou sob constante tens\u00e3o com autoridades esportivas e setores ligados ao Estado, num contexto em que a sele\u00e7\u00e3o brasileira era tratada como recurso de propaganda oficial.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de seu talento inquestion\u00e1vel, sua trajet\u00f3ria na sele\u00e7\u00e3o foi gradualmente esvaziada. D\u00e9cadas depois, o pr\u00f3prio Estado reconheceu essa persegui\u00e7\u00e3o ao conceder a Reinaldo sua anistia. <a href=\"http:\/\/ww.gov.br\/mdh\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/dezembro\/comissao-de-anistia-concede-perdao-e-indenizacao-ao-ex-jogador-do-atletico-mineiro-reinaldo-por-perseguicao-durante-a-ditadura-militar-no-brasil?utm_source=chatgpt.com\">A decis\u00e3o da Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e da Cidadania<\/a> (MDHC), divulgada em 2 de dezembro de 2025, durante a 10\u00aa Sess\u00e3o de Turma do \u00f3rg\u00e3o, em Bras\u00edlia, reconheceu que o ex-atleta sofreu persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica durante o regime por suas posi\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es, como celebrar gols com o punho cerrado. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da anistia, a comiss\u00e3o tamb\u00e9m reconheceu o direito de Reinaldo a uma repara\u00e7\u00e3o financeira. Ele receber\u00e1 uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 100 mil do Estado brasileiro, paga em uma \u00fanica parcela. Esse valor representa uma forma de repara\u00e7\u00e3o estatal pelos danos morais e \u00e0 sua carreira causados pela persegui\u00e7\u00e3o, monitoramento e campanhas difamat\u00f3rias que ele enfrentou, incluindo a vigil\u00e2ncia pelo Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI) e iniciativas que buscaram minar sua reputa\u00e7\u00e3o e oportunidades esportivas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"b2857a\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #b2857a;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-1024x682.webp\" alt=\" Reinaldo com express\u00e3o s\u00e9ria de lado e ao fundo um banner escrito \u201cComiss\u00e3o de Anistia\u201d\" class=\"wp-image-28143 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-1024x682.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-1536x1023.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7-150x100.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FOTO-7.webp 1600w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> Reinaldo durante Comiss\u00e3o de Anistia \/ Foto: Clarice Castro\/MDH<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante a Copa do Mundo de 1978, realizada na Argentina, Reinaldo marcou um importante gol contra a Su\u00e9cia e fez sua cl\u00e1ssica comemora\u00e7\u00e3o, alertando ao mundo, no maior torneio do futebol sobre a repress\u00e3o da ditadura. Euclides, explica o que aconteceu ap\u00f3s o lance:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Quando ele faz o primeiro gol da sele\u00e7\u00e3o brasileira contra a Su\u00e9cia, na Copa de 78, ele comemora com o punho cerrado, e depois disso quase n\u00e3o joga mais pela sele\u00e7\u00e3o. Ele afirma que foi retaliado pelo t\u00e9cnico Cl\u00e1udio Coutinho, capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito, que recebia ordens diretas do sistema para n\u00e3o escal\u00e1-lo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Anos depois o jogador foi cortado da Copa de 1982, realizada na Espanha. O boletim oficial afirma que Reinaldo n\u00e3o estava fisicamente apto, mas Heleno Abreu, ex-jogador do Atl\u00e9tico, apresentou uma outra vers\u00e3o. \u201cEm 82 ele n\u00e3o foi convocado para sele\u00e7\u00e3o, para disputar o Mundial, por persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, se voc\u00ea for analisar o seu conjunto, por que o Reinaldo n\u00e3o foi convocado? Ele foi em 78 e em 82 n\u00e3o foi. Ele era o maior centroavante do Brasil naquele momento\u201d, argumenta. A sele\u00e7\u00e3o, por sua vez, sentiu a aus\u00eancia do jogador e terminou a copa com uma elimina\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria para a It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A dualidade entre rebeldia e representatividade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Vivendo em um per\u00edodo opressivo, era fato que os atletas, mesmo sob constantes amea\u00e7as, se encontravam em uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada. A possibilidade de se posicionar contra o regime de maneira indireta e sutil permitia com que os nomes mais conhecidos, como Reinaldo e Tost\u00e3o, pudessem opinar sem necessariamente serem afetados pelos horrores da ditadura. \u201cDificilmente algu\u00e9m iria l\u00e1 na casa do Tost\u00e3o prender e lev\u00e1-lo para os por\u00f5es da ditadura. Por qu\u00ea? Porque a pr\u00f3pria midiatiza\u00e7\u00e3o do jogador o protegia. Ele n\u00e3o era qualquer pessoa; era algu\u00e9m querido por muitos e o fato de estar na m\u00eddia o tempo todo servia como um escudo.\u201d, afirma o historiador Euclides de Freitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa flexibilidade acabava criando certa dualidade por parte dos torcedores, dirigentes e outros jogadores, que, da mesma maneira em que enxergavam nessas personalidades formas de representatividade, tamb\u00e9m viam esses posicionamentos como casos de rebeldia, o que de certa forma desvaloriza essa luta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, as a\u00e7\u00f5es dos atletas contra o regime acabavam sendo mal interpretadas pelos torcedores, que n\u00e3o tinham completa no\u00e7\u00e3o do peso das manifesta\u00e7\u00f5es. Segundo Freitas, \u201cO n\u00famero de pessoas capazes de ler o Reinaldo como rebelde era muito pequeno. Havia alguma resson\u00e2ncia? Havia. Pessoas da \u00e9poca sempre dizem que ele era rebelde em campo. Mas essas pessoas eram artistas, acad\u00eamicos, gente com outra percep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A massa do Galo realmente n\u00e3o sabia o que estava por tr\u00e1s daquele gesto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Heleno, ex-jogador do Atl\u00e9tico e companheiro de Reinaldo entre os anos de 1973 e 1985, complementa: \u201cO torcedor estava muito preocupado com a vit\u00f3ria do clube, n\u00e3o estava muito preocupado com o posicionamento dos atletas. Mas aqueles que se manifestavam, os torcedores entendiam, entendiam sua manifesta\u00e7\u00e3o e na maioria concordavam.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem desenvolvida por Enzo Samuel, Henrique Aguiar, Irvin Jardin, Luiza Barroso, Rafael Martins e Victor Viana para a disciplina Apura\u00e7\u00e3o, Reda\u00e7\u00e3o e Entrevista no campus Cora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstico sob supervis\u00e3o da professora Fernanda Sanglard, no semestre 2025\/2. Diagrama\u00e7\u00e3o da monitora Danielly Camargos.<\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Leia tamb\u00e9m:&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/mineirao-60-anos-de-historia-emocao-e-memorias-afetivas\/\">Mineir\u00e3o: 60 anos de hist\u00f3ria, emo\u00e7\u00e3o e mem\u00f3rias afetiva<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/futebol-varzea-bh\/\">Al\u00e9m das quatro linhas: a v\u00e1rzea e sua influ\u00eancia nas comunidades de BH<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A realidade dos atletas de futebol durante e ap\u00f3s a ditadura militar<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":27496,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[147,11],"tags":[2870,2868,2866,209,2864,765,202,1613,2869,2867,2865],"class_list":["post-27492","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes","category-politica","tag-casagrande","tag-copadomundo","tag-corinthias","tag-democracia","tag-democracia-corinthiana","tag-ditadura-militar","tag-futebol","tag-galo","tag-joaosaldanha","tag-reinaldo","tag-socrates"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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