{"id":26979,"date":"2025-12-16T14:22:27","date_gmt":"2025-12-16T17:22:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=26979"},"modified":"2025-12-16T14:22:32","modified_gmt":"2025-12-16T17:22:32","slug":"clima-afeta-cafe-e-leite-e-ameaca-cultura-alimentar-mineira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/clima-afeta-cafe-e-leite-e-ameaca-cultura-alimentar-mineira\/","title":{"rendered":"Clima afeta caf\u00e9 e leite e amea\u00e7a cultura alimentar mineira"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas manh\u00e3s frias de Forquilha do Rio, em Espera Feliz, no alto da Serra do Capara\u00f3, Zona da Mata mineira, o cheiro do caf\u00e9 rec\u00e9m-passado ainda parece disputar espa\u00e7o com o da terra \u00famida. \u00c9 ali, a mais de mil metros de altitude, que seu Onofre Lacerda, j\u00e1 com 80 anos, caminha devagar entre os talh\u00f5es como quem revisita a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. O terreno que hoje supervisiona j\u00e1 foi do pai e, antes dele, do av\u00f4. Agora pertence aos filhos. Quatro gera\u00e7\u00f5es de m\u00e3os escurecidas de colheita moldaram o s\u00edtio onde nasceram oito filhos, dezesseis netos, quatro bisnetos e uma tradi\u00e7\u00e3o: o caf\u00e9 como trabalho, sustento e identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o ambiente onde se escreve essa hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo. Afonso Lacerda, um dos filhos do senhor <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/onofrecafes?igsh=MWI5dm96aXF6NjB4ZQ%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Onofre<\/a>, observa as marcas deixadas pelas transforma\u00e7\u00f5es do clima. \u201cA gente notou que houve mudan\u00e7a, as nascentes perderam volume e o frio daqui j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o de antigamente\u201d, diz. No s\u00edtio, devido \u00e0 altitude, o aumento das temperaturas favoreceu a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais. Abaixo da serra, por\u00e9m, a realidade \u00e9 outra. \u201cA cinco quil\u00f4metros daqui, o pessoal j\u00e1 est\u00e1 perdendo produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a, t\u00e3o pequena no mapa, ajuda a traduzir o momento cr\u00edtico vivido em Minas Gerais. O estado \u00e9 o maior exportador de caf\u00e9 do Brasil e integra uma cadeia que coloca o pa\u00eds como respons\u00e1vel por um ter\u00e7o de toda a bebida produzida no mundo, dos quais 52,7% saem de solo mineiro, segundo a <a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/instituicao_unidade\/secretaria-de-estado-de-agricultura-pecuaria-e-abastecimento-seapa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Secretaria Estadual de Abastecimento e Pecu\u00e1ria (Seapa)<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a&nbsp; agropecu\u00e1ria representa 22,2% da economia estadual e responde por 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas, colocando o estado como o segundo maior produtor do pa\u00eds. Em 2024, o agroneg\u00f3cio bateu recorde e chegou a R$235 bilh\u00f5es, R$20,5 bilh\u00f5es a mais que no ano anterior. Esses n\u00fameros dimensionam o impacto que mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem provocar num setor que sustenta desde grandes cadeias produtivas at\u00e9 pequenas propriedades familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado mais agr\u00edcola da regi\u00e3o Sudeste abriga tr\u00eas biomas&nbsp; \u2014 Cerrado, Mata Atl\u00e2ntica e Caatinga \u2014, que se misturam em serras, chapadas e vales. Essa diversidade sempre foi for\u00e7a produtiva, mas agora sofre com diferentes impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Como explica Ariel Chaves, chefe do N\u00facleo de Gest\u00e3o Ambiental da Secretaria Estadual de Agricultura (Seapa), cada regi\u00e3o tem seu desafio clim\u00e1tico distinto: seca no norte, geada no Sul e enchentes no Leste.<\/p>\n\n\n\n<iframe data-testid=\"embed-iframe\" style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5pxeSI2lZjZzX4Yf9LvQ6T?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"352\" frameBorder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/pagina\/historia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A forma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de Minas Gerais est\u00e1 ligada \u00e0 hist\u00f3ria de sua ocupa\u00e7\u00e3o territorial<\/a>. O ciclo do ouro e do diamante criou cidades; depois, caf\u00e9 e leite estruturaram o interior e impulsionaram a agricultura familiar. A partir da segunda metade do s\u00e9culo XX, com mecaniza\u00e7\u00e3o e insumos modernos, o Cerrado virou novo polo produtivo, e a pesquisa agropecu\u00e1ria, capitaneada por institui\u00e7\u00f5es como a <a href=\"https:\/\/www.epamig.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig)<\/a> e a <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa)<\/a>, colocam Minas como protagonista da agricultura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa trajet\u00f3ria moldou tamb\u00e9m a <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/do-fundo-do-quintal-culinaria-mineira-e-reconhecida-por-tradicao\/\">cultura alimentar<\/a> do estado. Para Vani Pedrosa, assessora de Projetos Especiais do Senac Minas, a culin\u00e1ria local resulta do encontro de diferentes grupos e da posi\u00e7\u00e3o do estado como rota de passagem:<strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-5-color\"> <\/mark><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cAprendemos a receber. Aperfei\u00e7oamos o modo de cozinhar para acolher viajantes, especialmente no ciclo do ouro, e isso ajudou a consolidar a comida mineira como refer\u00eancia\u201d<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Minas, onde o caf\u00e9 se confunde com a hist\u00f3ria do estado, cada varia\u00e7\u00e3o na temperatura, chuva que atrasa ou seca que insiste repercute para muito al\u00e9m das x\u00edcaras. O leite, base do queijo artesanal e do tradicional \u201cpingado\u201d, sente os impactos do clima sobre os pastos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas propriedades leiteiras, o cen\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o desafiador quanto na cafeicultura. <a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/agricultura\/noticias\/1deg-de-junho-dia-mundial-do-leite-maior-produtor-nacional-minas-celebra-data?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Brasil \u00e9 o terceiro maior produtor de leite do mundo, e Minas responde por mais de 27% desse volume, 9,3 bilh\u00f5es de litros ao ano, em quase todos os 853 munic\u00edpios, sobretudo em propriedades familiares.<\/a> Hoje, varia\u00e7\u00f5es antes leves de temperatura j\u00e1 reduzem a produtividade, elevam custos e desgastam os animais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio que, para a fam\u00edlia Lacerda, a adapta\u00e7\u00e3o virou necessidade. Para manter produtividade e sustentabilidade, a propriedade reflorestou nascentes, ajustou sistemas de secagem e adotou manejos mais precisos. Como destaca a pesquisadora Cristiane Viana, da Epamig,&nbsp; \u201ca inova\u00e7\u00e3o chega cada vez mais r\u00e1pido ao campo, com sensores, esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, cultivares adaptadas e sistemas sustent\u00e1veis, todos essenciais para reduzir a vulnerabilidade clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O que acontece no s\u00edtio do senhor Onofre em Capara\u00f3 ecoa por todo o estado. Minas enfrenta agora o desafio de proteger seus alimentos e receitas mais simb\u00f3licas diante de um clima que n\u00e3o se comporta mais como antes. Como Ariel Chaves ressalta, <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cO produtor \u00e9 o maior interessado em preservar. Sem solo e sem \u00e1gua, n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o. E garantir isso \u00e9 garantir seguran\u00e7a alimentar\u201d<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-bg-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-bb73fd77fa2e6352628fbd95c218b018\" style=\"background-color:#995a11\"><strong>Desde 1898, caf\u00e9 e leite deixaram de ser apenas produtos agr\u00edcolas para se tornarem s\u00edmbolos de poder no Brasil. A chamada<em> Pol\u00edtica do Caf\u00e9 com Leite<\/em> marcou uma era em que acordos e estrat\u00e9gicas firmados entre as oligarquias mineira e paulista ditavam o rumo da pol\u00edtica nacional, influenciando decis\u00f5es sociais e econ\u00f4micas e definindo o destino do pa\u00eds.<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-ecd50be723766392589bfec913e293ce\"><strong><strong>A lavoura que sente sede<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No momento em que fam\u00edlias de produtores reinventam o passado para sobreviver ao futuro, o caf\u00e9 mineiro revela suas pr\u00f3prias fissuras. Se Capara\u00f3 ainda oferece abrigo para floradas tardias, em outras regi\u00f5es do estado, o gr\u00e3o sente a sede que se espalha por serras, vales e chapadas. A cada safra, produtores veem o que era previs\u00edvel se desfazer: chuvas que n\u00e3o chegam, floradas fora de hora e pragas que sobem a serra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil re\u00fane condi\u00e7\u00f5es \u00fanicas para o cultivo do gr\u00e3o, como destaca M\u00e1rio Ferraz, engenheiro agr\u00f4nomo da <a href=\"https:\/\/www.cooxupe.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cooxup\u00e9<\/a>, a maior cooperativa de caf\u00e9 do mundo: diversidade clim\u00e1tica, altitudes variadas, solos f\u00e9rteis e uma extens\u00e3o capaz de acolher tanto o exigente ar\u00e1bica quanto o resistente Robusta, tamb\u00e9m conhecido como Conilon.<\/p>\n\n\n\n<p>O caf\u00e9 ar\u00e1bica, origin\u00e1rio das montanhas da Eti\u00f3pia, na \u00c1frica, se desenvolve melhor em altitude, cen\u00e1rio t\u00edpico do Sul de Minas. \u00c9 nesse ambiente de serras e clima ameno que trabalha Luciene Santos Mota, pequena produtora rural de Pedralva, a 1.300 metros de altitude. Filha de apanhador de caf\u00e9, ela come\u00e7ou a ajudar os pais no campo aos 14 anos e, anos depois, transformou a pequena propriedade em refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, com cerca de seis mil p\u00e9s de Catua\u00ed Vermelho, colhe n\u00e3o apenas o caf\u00e9, mas o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2c81SeQBnT4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reconhecimento de premia\u00e7\u00f5es e notas elevadas na categoria de especiais<\/a>. Para ela, a altitude elevada e o clima ameno fazem com que o cultivo do ar\u00e1bica seja altamente produtivo. Os caf\u00e9s produzidos a partir do gr\u00e3o africano s\u00e3o considerados especiais, mais arom\u00e1ticos, \u00e1cidos e com menor teor de cafe\u00edna.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Robusta, com teor mais elevado de cafe\u00edna, resulta em um sabor mais forte e amargo. Gra\u00e7as \u00e0 sua grande resist\u00eancia e facilidade de adapta\u00e7\u00e3o a diferentes ambientes, o gr\u00e3o \u00e9 amplamente consumido no dia a dia dos brasileiros, do caf\u00e9 filtrado de padaria \u00e0s m\u00e1quinas industriais. Mas a rusticidade n\u00e3o o faz menor: linhas especiais produzidas com esse gr\u00e3o t\u00eam <a href=\"https:\/\/www.bloomberglinea.com.br\/agro\/mudancas-climaticas-aceleram-producao-de-robusta-em-relacao-ao-grao-arabica-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ganhado destaque<\/a> e se tornado cada vez mais desejadas no mercado, valorizadas por sua cremosidade e intensidade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"position: relative; width: 100%; height: 0; padding-top: 56.2225%;\n padding-bottom: 0; box-shadow: 0 2px 8px 0 rgba(63,69,81,0.16); margin-top: 1.6em; margin-bottom: 0.9em; overflow: hidden;\n border-radius: 8px; will-change: transform;\">\n  <iframe loading=\"lazy\" style=\"position: absolute; width: 100%; height: 100%; top: 0; left: 0; border: none; padding: 0;margin: 0;\"\n    src=\"https:\/\/www.canva.com\/design\/DAG49Em7FUo\/GeRQ59MbVMrSiM-FiLT2lA\/view?embed\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" allow=\"fullscreen\">\n  <\/iframe>\n<\/div>\n<a href=\"https:&#x2F;&#x2F;www.canva.com&#x2F;design&#x2F;DAG49Em7FUo&#x2F;GeRQ59MbVMrSiM-FiLT2lA&#x2F;view?utm_content=DAG49Em7FUo&amp;utm_campaign=designshare&amp;utm_medium=embeds&amp;utm_source=link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>Tipos de gr\u00e3os de caf\u00e9 no Brasil<\/a> \/ Arte de Alice St\u00e9fany.<\/i>\n<br>\n<br>\n\n\n\n<p>Se, na serra, a lavoura da fam\u00edlia Lacerda ainda encontra abrigo, nas encostas da Mantiqueira, no Sul do estado, o que se v\u00ea s\u00e3o fissuras muito mais profundas. \u00c9 ali que Luciene percebe as mudan\u00e7as do clima pelas floradas fora de hora: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Antes, a gente contava com tr\u00eas floradas certas, setembro, outubro e novembro. Era previs\u00edvel. Hoje est\u00e1 tudo diferente: tem florada em agosto, em fevereiro\u2026completamente fora de \u00e9poca. A falta de chuva afetou muito, mesmo aqui na Mantiqueira, que \u00e9 alta, arborizada e mais fresca. E ainda tivemos granizo, geada, mudan\u00e7as bruscas de clima. Tudo isso derrubou a produ\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"7a5747\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-683x1024.webp\" alt=\"Close em um filtro de pano com caf\u00e9 mo\u00eddo. \u00c1gua quente \u00e9 despejada lentamente por um bico de chaleira, iniciando o preparo do caf\u00e9. A cena tem tons quentes e atmosfera aconchegante.\" class=\"wp-image-26983 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #7a5747; aspect-ratio:0.6670087224217548;width:340px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-683x1024.webp 683w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-200x300.webp 200w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-768x1152.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-1024x1536.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-1365x2048.webp 1365w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-370x555.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-270x405.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-570x855.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-740x1110.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-150x225.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0895-scaled.webp 1707w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas geram impactos distintos sobre a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 em diferentes regi\u00f5es de Minas. Foto: Ilana Penido<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a seca prolongada derrubou a produtividade, e at\u00e9 mesmo a variedade mais resistente, desenvolvida em laborat\u00f3rio, come\u00e7ou a sofrer. \u201cSe at\u00e9 esse caf\u00e9 est\u00e1 sentindo, imagina o resto\u201d, diz Luciene.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/conab\/pt-br\/atuacao\/informacoes-agropecuarias\/safras\/safra-de-cafe\/3o-levantamento-de-cafe-safra-2025\/boletim-cafe-setembro-2025\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Levantamento da Safra de Caf\u00e9 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) <\/a>aponta que, em 2025, Minas deve colher 24,8 milh\u00f5es de sacas de ar\u00e1bica, uma retra\u00e7\u00e3o de 11,6% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A \u00e1rea cultivada tamb\u00e9m diminuiu 2,4%, somando pouco mais de um milh\u00e3o de hectares. Al\u00e9m disso, a produtividade m\u00e9dia recuou 8,7%. Em v\u00e1rias regi\u00f5es do estado, a estiagem chegou a durar at\u00e9 180 dias, o que comprometeu o desenvolvimento das lavouras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas \u00e9 sentido de formas distintas em cada regi\u00e3o do estado. Enquanto no Sul e o Centro-Oeste, maior polo produtor, as perdas chegam a 10,3%, resultado direto da combina\u00e7\u00e3o entre estiagens prolongadas e calor intenso durante a flora\u00e7\u00e3o, no Cerrado Mineiro, al\u00e9m da longa seca, os produtores enfrentaram escaldadura foliar, gr\u00e3os chochos e redu\u00e7\u00e3o no rendimento do beneficiamento. J\u00e1 a Zona da Mata e o Vale do Rio Doce registraram desfolha severa, perda de floradas e aumento de pragas induzidas pelo calor, como cercosporiose e leprose. No Norte de Minas e no Jequitinhonha, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais cr\u00edtica: a seca extrema comprometeu praticamente todas as lavouras de sequeiro, com desempenho um pouco melhor apenas em \u00e1reas irrigadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Observando os term\u00f4metros, a Epamig adverte que o aumento de 1\u00b0C na temperatura m\u00e9dia j\u00e1 torna as regi\u00f5es do Norte, Jequitinhonha e parte do Leste do estado inaptas ao cultivo do caf\u00e9 ar\u00e1bica. Nessas regi\u00f5es, o ar\u00e1bica, sens\u00edvel e exigente, n\u00e3o tem encontrado refrig\u00e9rio suficiente para florescer, frutificar e completar seu ciclo. Mas h\u00e1 um dado que pesa ainda mais. Se a temperatura subir 5,8\u00b0C, como aponta a empresa p\u00fablica, a cafeicultura deixar\u00e1 de existir em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 406 quil\u00f4metros separam a produ\u00e7\u00e3o de Luciene e de Marcos Penido, produtor de caf\u00e9 agroflorestal \u2013 ou \u201c<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cafe_calambau?igsh=ZTc1d2R3c3J0ZW45\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">caf\u00e9 de quintal<\/a>\u201d, como estampa o nome na embalagem que \u00e9 sua marca registrada. Em Ita\u00fana, Centro-Oeste mineiro, na transi\u00e7\u00e3o entre o Cerrado e a Mata Atl\u00e2ntica, Marcos encontrou na sua propriedade, o s\u00edtio Calambau, terreno f\u00e9rtil para a planta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 ar\u00e1bica com cultivar Bourbon.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que a dist\u00e2ncia f\u00edsica, o que diferencia Marcos dos demais produtores \u00e9 que ele n\u00e3o cultiva caf\u00e9 para subsist\u00eancia e, tampouco, trabalha em escala comercial. A lavoura no s\u00edtio existe, sobretudo, como realiza\u00e7\u00e3o pessoal, uma forma de dar fun\u00e7\u00e3o produtiva ao terreno. O caf\u00e9 Calambau abastece, primeiro, a pr\u00f3pria fam\u00edlia Penido, levando \u00e0 mesa a segunda bebida mais consumida do pa\u00eds. <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cN\u00f3s temos um caf\u00e9 completamente natural, produtivo para toda a fam\u00edlia. Ningu\u00e9m aqui compra caf\u00e9\u201d<\/mark><\/strong>, afirma. Mesmo com a pouca quantidade produzida, o produtor ainda garante uma clientela fiel, que preza por um caf\u00e9 arom\u00e1tico, palat\u00e1vel e de alta qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como nas lavouras de Afonso Lacerda e Lucilene Santos, Marcos Penido tamb\u00e9m sente os efeitos da estiagem, que se tornou um dos principais desafios para a cafeicultura local. O munic\u00edpio de Ita\u00fana est\u00e1 localizado em uma das vertentes da Cordilheira do Espinha\u00e7o \u2014 a maior cadeia montanhosa do Brasil, que atravessa 172 munic\u00edpios de Minas Gerais at\u00e9 a divisa com a Bahia \u2014, regi\u00e3o onde, segundo o produtor, n\u00e3o \u00e9 habitual haver planta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9.&nbsp; Esse fator, somado \u00e0 seca que impactou fortemente o estado nos \u00faltimos dois anos e \u00e0 proximidade com Belo Horizonte, intensifica o clima seco e empoeirado e refor\u00e7a a escassez de \u00e1gua, dificultando ainda mais o cultivo do gr\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"4a4526\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-683x1024.webp\" alt=\"Homem adulto, de cabelos curtos e escuros, em p\u00e9 entre p\u00e9s de caf\u00e9 carregados de folhas verdes. Ele usa camiseta de manga curta e segura um galho da planta, olhando para a c\u00e2mera. O ambiente \u00e9 uma lavoura de caf\u00e9 ao ar livre.\" class=\"wp-image-26984 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #4a4526; aspect-ratio:0.6670087224217548;width:353px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-683x1024.webp 683w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-200x300.webp 200w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-768x1152.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-1024x1536.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-1365x2048.webp 1365w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-370x555.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-270x405.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-570x855.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-740x1110.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-150x225.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0948-scaled.webp 1707w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marcos Penido adota sistema agroflorestal no cultivo de caf\u00e9 em Ita\u00fana, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Foto: Ilana Penido<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cAqui s\u00f3 se irriga em casos de emerg\u00eancia, porque a \u00e1gua \u00e9 mais escassa. Um caf\u00e9 agroflorestal fica um pouco mais refrescado, ent\u00e3o eu decidi fazer o que era razo\u00e1vel para a minha comunidade: produzir um caf\u00e9 com menos pot\u00eancia de quantidade, mas com o m\u00e1ximo de qualidade. Estamos em uma altitude pr\u00f3xima de 1.000 metros, comum na regi\u00e3o, e em um terreno f\u00e9rtil, por isso ele ainda produz mesmo com pouca \u00e1gua\u201d, complementa Penido.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro diferencial da produ\u00e7\u00e3o de Marcos Penido \u00e9 o sistema agroflorestal. A t\u00e9cnica permite manter a produtividade do gr\u00e3o no S\u00edtio Calambau sem a necessidade de suprimir as \u00e1rvores, sobretudo as frut\u00edferas que se espalham pelo terreno. Esse manejo favorece o sombreamento natural do caf\u00e9, reduzindo a incid\u00eancia direta dos raios solares e protegendo os frutos dos efeitos mais severos da estiagem. \u00c9 essa forma de cultivo que define o Caf\u00e9 Calambau, preserva sua ess\u00eancia de \u201ccaf\u00e9 de quintal\u201d e garante que a lavoura resista mesmo em per\u00edodos intensos de seca.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-b1a1c2ae78ddf1364b0c16ddfaea5733\"><strong>Peso no bolso<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em 2024, o <a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/agricultura\/noticias\/exportacoes-do-agro-mineiro-alcancam-us-171-bilhoes-em-2024-e-atingem-novo#:~:text=Exporta%C3%A7%C3%B5es%20do%20agro%20mineiro%20alcan%C3%A7am,MG.GOV.BR%20%2D%20Agricultura\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">agroneg\u00f3cio mineiro ultrapassou o setor de minera\u00e7\u00e3o e alcan\u00e7ou US$17,1 bilh\u00f5es, impulsionado sobretudo pelo caf\u00e9.<\/a> Mas o ciclo de 2025 acendeu um alerta: custos operacionais mais altos e produtividade menor. O resultado aparece no bolso do consumidor. Segundo levantamento da <a href=\"https:\/\/www.abic.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Caf\u00e9 (ABIC)<\/a>, o quilo do caf\u00e9 atingiu R$62,83 em agosto de 2025, praticamente o dobro do que era em 2023, quando custava R$32,40.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem produz, a disparada nos pre\u00e7os n\u00e3o surpreende. Ariel Chaves, da Seapa, lembra \u201co produtor \u00e9 quem primeiro sente a seca, ele \u00e9 o primeiro a sentir o excesso de chuva, \u00e9 a geada que acaba com a colheita do caf\u00e9\u201d. Ela destaca que o agricultor n\u00e3o \u00e9 apenas um agente econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m vulner\u00e1vel. \u201c\u00c0s vezes a gente tem a vis\u00e3o do produtor s\u00f3 como causador, mas ele \u00e9 o primeiro a sentir as mudan\u00e7as\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"8d7a5b\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-683x1024.webp\" alt=\"Dois pacotes de caf\u00e9 artesanal apoiados sobre muitos gr\u00e3os de caf\u00e9 torrados. Nos r\u00f3tulos l\u00ea-se \u201cCaf\u00e9 de Quintal \u2013 Calambau Coffee\u201d. Ao fundo, vegeta\u00e7\u00e3o verde desfocada, sugerindo um ambiente rural.\" class=\"wp-image-26985 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #8d7a5b; aspect-ratio:0.6670087224217548;width:337px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-683x1024.webp 683w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-200x300.webp 200w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-768x1152.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-1024x1536.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-1365x2048.webp 1365w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-370x555.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-270x405.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-570x855.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-740x1110.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-150x225.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-IMG_0868-scaled.webp 1707w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 agroflorestal sofre com efeitos da estiagem. Foto: Ilana Penido<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada por quem acompanha a rotina das propriedades. O zootecnista Rafael Rocha, gerente de agroneg\u00f3cio do <a href=\"https:\/\/www.faemg.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sistema Faemg\/Senar<\/a>, aponta que Minas enfrentou, nos \u00faltimos cinco anos, uma sequ\u00eancia rara de eventos clim\u00e1ticos extremos: \u201cO pre\u00e7o do caf\u00e9 passou por v\u00e1rias crises e hoje a gente est\u00e1 em um momento positivo hist\u00f3rico com rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o da saca pago ao produtor\u201d. Apesar disso, o cen\u00e1rio est\u00e1 longe de ser tranquilo. \u201cO produtor tem recebido mais nos \u00faltimos dois anos pelo caf\u00e9, mas n\u00e3o necessariamente isso \u00e9 positivo, em fun\u00e7\u00e3o da quebra de safra\u201d, explica o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com menor produtividade e mais riscos, produtores t\u00eam buscado alternativas para se manter. Segundo Rafael, muitos precisaram cortar os p\u00e9s de caf\u00e9 para uma nova brota\u00e7\u00e3o ap\u00f3s danos clim\u00e1ticos, o que compromete safras inteiras. Outras medidas incluem ampliar a irriga\u00e7\u00e3o, uso de cultivares resistentes, melhoramento gen\u00e9tico e aprimoramento do manejo. Ariel complementa que \u201cos produtores t\u00eam cada dia mais se preocupado em adotar solu\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o, justamente porque eles s\u00e3o sim impactados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d. Entre essas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o a preserva\u00e7\u00e3o de nascentes, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente e pr\u00e1ticas de baixo carbono.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, ganha relev\u00e2ncia a implementa\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/meioambiente.mg.gov.br\/documents\/38374\/7315750\/Relat%C3%B3rio_Final_-_PLAC-MG_vFINAL_2023-05-08\/86cbdc6b-4245-e22a-0fa3-caba47f6370c?version=1.0&amp;t=1723588215122\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PLAC-MG (Plano Estadual de A\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica)<\/a>, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais (SEAMA). O plano define metas de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o para setores estrat\u00e9gicos, incluindo a agropecu\u00e1ria, e orienta o estado rumo \u00e0 resili\u00eancia at\u00e9 2050.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/mrvclimatico.meioambiente.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MRV Clim\u00e1tico<\/a>, ferramenta de Monitoramento, Relato e Verifica\u00e7\u00e3o, para apoiar o PLAC, \u00e9 um marco nessa estrat\u00e9gia. O sistema acompanha em tempo real o avan\u00e7o das metas, aponta gargalos, organiza responsabilidades e permite que o governo estadual oriente investimentos de forma estrat\u00e9gica, priorizando setores mais vulner\u00e1veis, como seguran\u00e7a h\u00eddrica e cadeias produtivas essenciais, como \u00e9 o caso do caf\u00e9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-1a38ec783d157505b33bd994573c0253\"><strong>O caf\u00e9 e a mem\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da lavoura, o caf\u00e9 em Minas \u00e9 um modo de existir. \u00c9 o cheiro que anuncia as manh\u00e3s, a pausa entre um servi\u00e7o e outro e o gesto inconsciente de p\u00f4r \u00e1gua no fogo para passar um caf\u00e9 antes mesmo de abrir a janela. \u00c9 tamb\u00e9m uma forma de transmitir mem\u00f3ria, pois cada gera\u00e7\u00e3o passa a seguir o conhecimento das floradas, o tempo de cereja, a melhor luz para secar no terreiro e o jeito de sentir o ponto certo da torra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos s\u00edtios da fam\u00edlia Lacerda, nas montanhas de Luciene e no quintal agroflorestal de Marcos, essa mem\u00f3ria tem corpo. E, ao lado dela, vem tamb\u00e9m o olhar t\u00e9cnico que sustenta a produ\u00e7\u00e3o em tempos de mudan\u00e7as. Como lembra Gilmar Oliveira, coordenador de Sustentabilidade Ambiental da Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER-MG), \u201cTemos equipes atuando em praticamente todos os munic\u00edpios mineiros, inclusive nas regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis. Programas como o Certifica Minas, Irriga Minas, \u00c1gua Doce e os projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o de bacias t\u00eam garantido assist\u00eancia t\u00e9cnica qualificada para cafeicultores e pecuaristas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste encontro entre tradi\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnica que surge o <a href=\"https:\/\/www.agricultura.mg.gov.br\/certificaminas\/website\/documentos\/cartilha_cafe.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Certifica Minas Caf\u00e9<\/a>, programa de certifica\u00e7\u00e3o criado pelo governo de Minas Gerais que promove boas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o e a sustentabilidade ambiental e social. Todos os anos, cerca de <a href=\"https:\/\/desenvolvimento.mg.gov.br\/assets\/projetos\/1084\/5607b9a3bb8124224f0e75c47df5a128.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">1.300 propriedades s\u00e3o certificadas em Minas Gerais, produzindo em m\u00e9dia 1,1 milh\u00e3o de sacas de caf\u00e9<\/a> com garantia de qualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse universo de tradi\u00e7\u00e3o, cuidado e t\u00e9cnica que o Certifica Minas Caf\u00e9 se torna mais do que um selo, reconhecendo que o caf\u00e9 produzido em Minas nasce de boas pr\u00e1ticas, e \u00e9 essa confian\u00e7a, constru\u00edda diariamente e na dedica\u00e7\u00e3o de cada fam\u00edlia, que mant\u00e9m o caf\u00e9 mineiro forte, valorizado e qualificado para seguir sendo s\u00edmbolo do estado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-0cf4f7a97964e1c653beb43c44910b2b\"><strong>O gado que sente calor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O cheiro de terra \u00famida ainda se espalha pela madrugada quando os baldes de alum\u00ednio come\u00e7am a tilintar na propriedade de \u00c1ureo Carvalho, em Santa Rita de Caldas, no Sul de Minas. O sol demora a aparecer atr\u00e1s da serra, mas o trabalho j\u00e1 corre solto desde antes da primeira claridade. \u00c1ureo gosta de dizer que nunca pensou em fazer outra coisa da vida. Filho e neto de produtores, sempre imaginou ter o pr\u00f3prio peda\u00e7o de ch\u00e3o, <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cproduzir meu leite, tocar meu neg\u00f3cio\u201d<\/mark><\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele seguiu o plano com a ajuda de uma linha de cr\u00e9dito do BNDES e, depois, com o apoio da Emater, que chegou ao munic\u00edpio em 2013. O produtor ainda se lembra da primeira visita de um extensionista, do pasto fraco, da eros\u00e3o avan\u00e7ando, do solo sem corre\u00e7\u00e3o, da capineira destru\u00edda: \u201cN\u00f3s est\u00e1vamos produzindo 100 litros de leite e com v\u00e1rios problemas. Os assistentes vieram e colocaram tudo em ordem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o engenheiro agr\u00f4nomo Gilmar Oliveira, casos como o de \u00c1ureo mostram como o suporte t\u00e9cnico se tornou essencial num cen\u00e1rio de clima mais inst\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>As nossas orienta\u00e7\u00f5es t\u00eam focado no manejo de solo e de \u00e1gua para aumentar a resili\u00eancia das propriedades. Sem isso, os efeitos da estiagem e do calor ficam muito mais severos para o pequeno produtor\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Dados da Embrapa indicam que a produtividade pode ser <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/9613282\/condicoes-do-tempo-favorecem-a-producao-de-leite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">at\u00e9 30% menor<\/a> em per\u00edodos clim\u00e1ticos cr\u00edticos. Em tempos de chuvas excessivas, as vacas ficam suscet\u00edveis \u00e0 mastite (inflama\u00e7\u00e3o das gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias causadas por bact\u00e9rias), o que pode levar \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o do leite. Na seca e no calor extremo, pastos ressecados alimentam inc\u00eandios. Nos per\u00edodos de estiagem, os bovinos t\u00eam ingest\u00e3o de \u00e1gua superior aos n\u00edveis di\u00e1rios para lidar com o estresse t\u00e9rmico \u2013 <a href=\"https:\/\/news.un.org\/pt\/story\/2012\/03\/1400671#:~:text=Twitter%20Imprimir%20Email-,FAO%3A%20mundo%20utiliza%2015%20mil%20litros%20de%20%C3%A1gua,produzir%20um%20quilo%20de%20carne&amp;text=Ag%C3%AAncia%20da%20ONU%20fez%20alerta,recurso%20consumido%20a%20n%C3%ADvel%20mundial.&amp;text=M%C3%B4nica%20Villela%20Grayley%2C%20da%20R%C3%A1dio%20ONU%20em%20Nova%20York.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura<\/a>, a FAO, j\u00e1 indicavam, em 2019, que a produ\u00e7\u00e3o de cada quilo de carne bovina requer, em m\u00e9dia, 15 mil litros de \u00e1gua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a agropecu\u00e1ria j\u00e1 \u00e9 o setor econ\u00f4mico respons\u00e1vel por metade do maior disp\u00eandio de \u00e1gua no Brasil, puxado, principalmente, pela agronomia dependente de irriga\u00e7\u00e3o, como as planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 e gr\u00e3os para ra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-030e044cb3672f02609f72b862a1a7ac\"><strong>O clima no campo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em Santa Rita de Caldas, o produtor de leite Paulo Henrique descreve os dias de calor em que as vacas se aglomeram debaixo dos ventiladores e deitam no ch\u00e3o tentando se refrescar. <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201c\u00c9 triste ver o animal no limite\u201d<\/mark><\/strong>, diz. <a href=\"https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/287173-onu-confirma-2024-como-o-ano-mais-quente-j%C3%A1-registrado-com-cerca-de-155%C2%B0c-acima-dos-n%C3%ADveis\">De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM), 2024 teve a maior temperatura j\u00e1 registrada<\/a>, <a href=\"https:\/\/climate.copernicus.eu\/copernicus-third-warmest-june-globally-heatwaves-europe-amid-temperature-extremes-across-both\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">e junho de 2025 entrou para o ranking como o terceiro m\u00eas da s\u00e9rie hist\u00f3rica, de acordo com o Servi\u00e7o de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Copernicus (C3S).&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"676548\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #676548;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-scaled.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-27006 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-scaled.webp 2560w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-2048x1365.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/50400040o-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, gado leiteiro sofre com estresse t\u00e9rmico. Foto: Gabriel Rezende Faria\/Divulga\u00e7\u00e3o Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o do calor intensifica o estresse t\u00e9rmico \u2013 condi\u00e7\u00e3o em que a temperatura interna do animal ultrapassa sua zona de conforto em decorr\u00eancia de frio ou calor extremos. Essas varia\u00e7\u00f5es bruscas afetam diretamente o bem estar do gado, acarretando em altera\u00e7\u00f5es no seu comportamento e em seu ciclo reprodutivo. Em decorr\u00eancia disso, a qualidade e a produtividade do leite caem, criando um efeito em cadeia que preocupa os produtores do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para combater esse fen\u00f4meno, produtores buscam manter os animais em uma zona denominada de \u201ctermoneutra\u201d, faixa de temperatura adequada para que o gado mantenha suas fun\u00e7\u00f5es vitais sem preju\u00edzo ao ciclo produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O calor representa uma amea\u00e7a ainda maior para os bovinos criados a pasto, e Gilmar Oliveira observa que muitos pequenos e m\u00e9dios produtores n\u00e3o conseguem implementar todas as medidas necess\u00e1rias.<strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\"> \u201cEles enfrentam, principalmente, dificuldades relacionadas \u00e0 escassez e irregularidade de \u00e1gua, perda de produtividade e queda de qualidade do produto por estresse t\u00e9rmico\u201d<\/mark><\/strong>, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"726c60\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-768x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-27007 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #726c60; aspect-ratio:0.7500090145314247;width:366px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-768x1024.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-225x300.webp 225w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-370x493.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-270x360.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-570x760.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-740x987.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-640x853.webp 640w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55-150x200.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-16-at-10.52.55.webp 960w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com apoio da Emater, produtor Elton Ferreira Silva viu sua produ\u00e7\u00e3o aumentar em 40%. Foto: Acervo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O produtor de leite Elton Ferreira Silva, tamb\u00e9m de Santa Rita de Caldas, resiste como pode. Apenas nos \u00faltimos cinco anos, conseguiu viver exclusivamente da atividade. Com o apoio da Emater, concluiu melhoramentos na sua fazenda, como a constru\u00e7\u00e3o de um galp\u00e3o, uma sala de ordenha e investiu em melhoramento gen\u00e9tico por insemina\u00e7\u00e3o. Os animais se tornaram mais resistentes e, segundo ele, a produ\u00e7\u00e3o aumentou em mais de 40%.<\/p>\n\n\n\n<p>A Embrapa e a Epamig t\u00eam desempenhado papel central ao desenvolver pesquisas que combinam biotecnologia e manejo ambiental para equilibrar produtividade e bem-estar animal. <a href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/infoteca\/bitstream\/doc\/1174976\/1\/Pegada-de-carbono-do-leite-brasileiro.pdf?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O melhoramento gen\u00e9tico elevou em 60% a produtividade da ra\u00e7a Girolando e reduziu em 39% as emiss\u00f5es de metano por litro de leite.<\/a> A integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria-floresta tenta recuperar o solo e capturar carbono. J\u00e1 a edi\u00e7\u00e3o g\u00eanica busca inserir resist\u00eancia ao calor em ra\u00e7as europeias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1ureo tem observado, ao longo da vida, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas atingem Minas Gerais. Diferente da regularidade clim\u00e1tica de sua inf\u00e2ncia, ele nota que o tempo est\u00e1 cada vez mais inst\u00e1vel. <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cO clima t\u00e1 mais rigoroso conosco\u201d<\/mark><\/strong>, resume ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, tamb\u00e9m v\u00eam as pragas, exigindo mais pesticidas e medicamentos, o que gera mais custo e nem sempre se traduz em maior produ\u00e7\u00e3o. \u00c1ureo acredita que o alimento vai ficar mais caro e que a dificuldade de produzir s\u00f3 aumenta. Para muitos produtores, a press\u00e3o por produtividade leva ao uso intensivo de fertilizantes sint\u00e9ticos e corretivos do solo, essenciais para manter a lavoura, mas respons\u00e1veis por ampliar as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). O calc\u00e1rio, principal corretivo agr\u00edcola, libera CO\u2082 ao reagir com o solo. J\u00e1 os fertilizantes nitrogenados aceleram o crescimento das pastagens, mas emitem \u00f3xido nitroso (N\u2082O), g\u00e1s menos volumoso e altamente potente no aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>Para reduzir esse impacto, a Emater e a Embrapa t\u00eam promovido tecnologias mais sustent\u00e1veis, como biofertilizantes, que oferecem desempenho pr\u00f3ximo ao dos sint\u00e9ticos com menor emiss\u00e3o e s\u00e3o mais saud\u00e1veis para o solo.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da necessidade de conter os GEE do setor, o governo federal criou iniciativas dentro do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria. Programas como o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/sustentabilidade\/planoabc-abcmais\/abc\/programas-e-estrategias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ABC+ (Plano de Adapta\u00e7\u00e3o e Baixa Emiss\u00e3o de Carbono na Agricultura)<\/a>, PLAC-MG e o MRV Clim\u00e1tico buscam mitigar emiss\u00f5es e estimular pr\u00e1ticas mais eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo&nbsp; Ariel Chaves, da&nbsp; Seapa, Minas Gerais foi um dos estados mais bem sucedidos nesses projetos, rendendo a amplia\u00e7\u00e3o para o ABC+, agora com metas de redu\u00e7\u00e3o mais robustas entre 2020-2030, indo al\u00e9m do seu antecessor, que tinha uma meta volunt\u00e1ria para o per\u00edodo 2011-2020. O primeiro plano ABC visava reduzir a emiss\u00e3o de gases atrav\u00e9s de metas volunt\u00e1rias para a mitiga\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a do clima. J\u00e1 a nova vers\u00e3o busca o mesmo resultado por meio de metas de tratados internacionais e a gest\u00e3o integrada de paisagem.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plano ABC+ busca tornar a agropecu\u00e1ria mais sustent\u00e1vel por meio de tecnologias e pr\u00e1ticas que reduzam a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. O programa trabalha com dez tecnologias reunidas no SPSabc (Sistemas, Pr\u00e1ticas, Produtos e Processos de Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1veis), todas voltadas \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Atualmente, a meta do projeto \u00e9 de alcan\u00e7ar o total de 208,40 m\u00b3 e 1076,14 MTCO2e (Milh\u00f5es de Toneladas de Di\u00f3xido de Carbono Equivalente) at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"position: relative; width: 100%; height: 0; padding-top: 100.0000%;\n padding-bottom: 0; box-shadow: 0 2px 8px 0 rgba(63,69,81,0.16); margin-top: 1.6em; margin-bottom: 0.9em; overflow: hidden;\n border-radius: 8px; will-change: transform;\">\n  <iframe loading=\"lazy\" style=\"position: absolute; width: 100%; height: 100%; top: 0; left: 0; border: none; padding: 0;margin: 0;\"\n    src=\"https:\/\/www.canva.com\/design\/DAG57bW7ubY\/B1-txlhbeM3FrZQiaag95A\/view?embed\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" allow=\"fullscreen\">\n  <\/iframe>\n<\/div>\n<a href=\"https:&#x2F;&#x2F;www.canva.com&#x2F;design&#x2F;DAG57bW7ubY&#x2F;B1-txlhbeM3FrZQiaag95A&#x2F;view?utm_content=DAG57bW7ubY&amp;utm_campaign=designshare&amp;utm_medium=embeds&amp;utm_source=link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>Iniciativas da Embrapa<\/a>. Arte de Ana Maia<\/i>\n<br>\n<br>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-1ee7eadce7f35ca35695860d36f4935b\"><strong>A pecu\u00e1ria que se alimenta do desmatamento&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria ao clima se torna cada vez mais urgente. O <a href=\"https:\/\/www.ipcc.ch\/report\/ar6\/syr\/downloads\/report\/IPCC_AR6_SYR_SPM.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">relat\u00f3rio do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas) de 2023<\/a> aponta que a temperatura m\u00e9dia da superf\u00edcie do planeta aumentou 1,1\u00b0C entre 2011-2020, o mesmo acr\u00e9scimo observado desde o per\u00edodo pr\u00e9-industrial, nos anos de 1850\u20131900. Pelas estimativas, o planeta deve atingir 1,5\u00b0C de aquecimento global em curto prazo. No Brasil, a pecu\u00e1ria est\u00e1 entre as principais fontes diretas e indiretas de gases de efeito estufa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) seja o g\u00e1s mais emitido, o metano (CH4) produzido durante a digest\u00e3o dos bovinos t\u00eam peso significativo, respondendo por cerca de<a href=\"https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/156667-observat%C3%B3rio-para-impulsionar-redu%C3%A7%C3%A3o-nas-emiss%C3%B5es-de-metano-%C3%A9-lan%C3%A7ado\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">3,2% das emiss\u00f5es nacionais e com potencial de aquecimento quase 30 vezes maior que o CO\u2082 em cem anos, e mais de 80 vezes em vinte anos, segundo dados da Uni\u00e3o Europeia<\/a>. Professor da PUC Minas e doutor em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, Henrique Paprocki explica que, apesar de menos volumoso que o CO\u2082, o metano \u00e9 muito mais danoso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das emiss\u00f5es diretas, a pecu\u00e1ria tamb\u00e9m impulsiona o desmatamento, considerado impacto indireto relevante. Paprocki ressalta que a atividade ainda expande suas fronteiras sobre \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, por meio da remo\u00e7\u00e3o parcial ou total da cobertura vegetal.&nbsp; A pesquisadora Ariel Chaves refor\u00e7a que a abertura de novas \u00e1reas \u00e9 permitida quando regularizada e registrada no Cadastro Ambiental Rural (CAR). No entanto, h\u00e1 produtores que expandem suas terras irregularmente em busca de maior lucro, pr\u00e1tica conhecida como grilagem, caracterizada como crime pela <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6766.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei n\u00ba 6.766\/1979<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Paprocki destaca que o desmatamento, que inclui casos de grilagem, responde por mais de 50% das emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono no Brasil, configurando a principal fonte de gases de efeito estufa no pa\u00eds. Hoje, o Brasil \u00e9 o segundo maior emissor de carbono por desmatamento no mundo, liberando bilh\u00f5es de toneladas de CO\u2082 por ano. Esse volume elevado de emiss\u00f5es intensifica os chamados eventos extremos: chuvas irregulares, redu\u00e7\u00e3o da umidade, secas prolongadas e degrada\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n\n\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-10a5935794815460360d1236bbaf8c59\"><strong>Cooperando para o crescimento&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Apesar dos extremos clim\u00e1ticos e das dificuldades na fazenda de \u00c1ureo Carvalho, a produ\u00e7\u00e3o segue em crescimento. Com a assist\u00eancia da Emater na implementa\u00e7\u00e3o de regras de manejo, orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e organiza\u00e7\u00e3o da propriedade, a produ\u00e7\u00e3o aumentou a ponto de superar a capacidade da estrutura existente. A entidade ajudou \u00c1ureo a firmar parceria com a Danone, o que trouxe agr\u00f4nomos, veterin\u00e1rios e zootecnistas para um acompanhamento cont\u00ednuo que ele descreve como quase familiar: <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">&#8220;Eles v\u00eam aqui n\u00e3o s\u00f3 para captar o leite. Querem saber dos animais, do meio ambiente, das terras, da gente\u201d<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o suporte, a produ\u00e7\u00e3o saltou dos 110 litros iniciais para 2.300, com meta de atingir 3.000 litros nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DJ41Cv-v20b\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DJ41Cv-v20b\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div><\/div><\/div><div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div> <div style=\"display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;\"><svg width=\"50px\" height=\"50px\" viewBox=\"0 0 60 60\" version=\"1.1\" xmlns=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"https:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\"><g stroke=\"none\" stroke-width=\"1\" fill=\"none\" fill-rule=\"evenodd\"><g transform=\"translate(-511.000000, -20.000000)\" fill=\"#000000\"><g><path d=\"M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631\"><\/path><\/g><\/g><\/g><\/svg><\/div><div style=\"padding-top: 8px;\"> <div style=\" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DJ41Cv-v20b\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\">Um post compartilhado por Danone Brasil (@danonebrasil)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote>\n<script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>As parcerias e a assist\u00eancia t\u00e9cnica t\u00eam se mostrado fundamentais para a sobreviv\u00eancia dos produtores. Produtor e gestor da <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/aprol.src\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Leite de Santa Rita de Caldas e Regi\u00e3o (Aprol)<\/a>, Paulo Henrique Pereira conta que a entidade surgiu quando um grupo se desligou de uma cooperativa local para fundar a pr\u00f3pria associa\u00e7\u00e3o. Segundo ele, tudo come\u00e7ou com dez produtores e dois mil litros de leite; nove anos depois, a Aprol re\u00fane 200 produtores, 130 propriedades e movimenta 42 mil litros por dia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/C3QNSJzOozq\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/C3QNSJzOozq\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div><\/div><\/div><div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div> <div style=\"display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;\"><svg width=\"50px\" height=\"50px\" viewBox=\"0 0 60 60\" version=\"1.1\" xmlns=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"https:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\"><g stroke=\"none\" stroke-width=\"1\" fill=\"none\" fill-rule=\"evenodd\"><g transform=\"translate(-511.000000, -20.000000)\" fill=\"#000000\"><g><path d=\"M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631\"><\/path><\/g><\/g><\/g><\/svg><\/div><div style=\"padding-top: 8px;\"> <div style=\" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/C3QNSJzOozq\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\">Um post compartilhado por Willian Santos | Tchutchola (@willian_santos_consultor)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote>\n<script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-37aa4e22d4dfd2aae179dc7da9469a3b\"><strong>Viver do leite&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Expandir n\u00e3o significa estabilidade, e Paulo Henrique enxerga isso de perto, tanto como produtor quanto como gestor de uma associa\u00e7\u00e3o. Ele teme o impacto das crescentes importa\u00e7\u00f5es de leite: <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cJogou mais de 3 bilh\u00f5es de litros no mercado. T\u00e1 arrebentando n\u00f3s\u201d<\/mark><\/strong>. Com oferta sobrando no mercado interno, ele cobra uma atua\u00e7\u00e3o mais firme do Governo para conter a queda nos pre\u00e7os. Mas ele j\u00e1 observa o efeito: v\u00e1rios produtores desistiram da atividade nos \u00faltimos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada da USP (Cepea\/USP),&nbsp; as <a href=\"https:\/\/www.cepea.org.br\/br\/releases\/leite-cepea-preco-cai-19-em-um-ano-margens-de-produtores-e-industrias-se-comprimem.aspx#:~:text=Cepea%2C%2029%2F10%2F2025,setembro%2F24%20(deflacionamento%20pelo%20IPCA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cota\u00e7\u00f5es do leite ca\u00edram 19% no \u00faltimo ano<\/a>, pressionadas pelo aumento das importa\u00e7\u00f5es, que saturou o mercado. Estoques elevados, margens reduzidas e consumo estagnado comp\u00f5em o quadro da chamada \u201ccrise do leite\u201d, marcada pelo descompasso entre custo de produ\u00e7\u00e3o e pre\u00e7o pago ao produtor. Embora tenha crescido em volume, o setor segue inst\u00e1vel: em 2024, a produ\u00e7\u00e3o nacional foi de 35,7 bilh\u00f5es de litros. Minas Gerais, l\u00edder do crescimento produtivo no sudeste, representou 27,4% da produ\u00e7\u00e3o nacional, <a href=\"https:\/\/globorural.globo.com\/pecuaria\/leite\/noticia\/2025\/09\/producao-de-leite-bateu-recorde-no-brasil-em-2024.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">segundo o IBGE<\/a>. Por outro lado, a queda no pre\u00e7o do leite \u00e9 uma boa not\u00edcia para o consumidor brasileiro, uma vez que significa acesso ao alimento por um melhor pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de um 2023 marcado por pre\u00e7os baixos, 2024 registrou <a href=\"https:\/\/destaquerural.com.br\/pecuaria\/boi\/leite\/preco-ao-produtor-de-leite-acumula-avanco-real-de-364-em-2024\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">alta acumulada de 33% na valoriza\u00e7\u00e3o do produto.<\/a> Com insumos mais baratos, sobretudo os gr\u00e3os que servem de ra\u00e7\u00e3o para o gado, o litro ficou menos custoso para o produtor. A Conab confirma: <a href=\"https:\/\/www.cepea.org.br\/br\/releases\/leite-cepea-oferta-nao-cresce-como-esperado-e-precos-voltam-a-subir.aspx?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">em 2024, o pre\u00e7o do leite subiu at\u00e9 40% no inverno (\u00cdndice de Pre\u00e7os Recebidos pelos Produtores, IPR-MG) <\/a>e <a href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/infoteca\/bitstream\/doc\/1109336\/1\/ICPLeiteAbril2019.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">os custos permaneceram est\u00e1veis (\u00cdndice de Custo de Produ\u00e7\u00e3o do Leite, ICPLeite\/Embrapa).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com alguns avan\u00e7os, o setor ainda cambaleia. A pandemia deixou marcas: exporta\u00e7\u00f5es intensas, insumos caros e consumo inst\u00e1vel provocaram oscila\u00e7\u00f5es bruscas nos pre\u00e7os. Hoje, produtores enfrentam margens cada vez mais apertadas, agravadas pela alta importa\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos.<\/p>\n\n\n\n<p>As queixas s\u00e3o de que pa\u00edses como Argentina e Uruguai, amparados por subs\u00eddios mais robustos e isen\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria no Mercosul, conseguem vender ao Brasil por valores muito inferiores. A desvaloriza\u00e7\u00e3o desanima especialmente os pequenos produtores, que v\u00eam abandonando a atividade. Esse movimento reduz a competitividade interna, concentra o mercado nas m\u00e3os dos grandes e aumenta a depend\u00eancia externa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal proporciona para produtores programas de incentivo, para que continuem sua produ\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/noticias\/governo-federal-lanca-plano-safra-2025-2026-com-r-516-2-bilhoes-para-impulsionar-o-agro-brasileiro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um desses projetos \u00e9 o plano safra, que para 2025\/2026, disponibilizou R$ 516,2 Bilh\u00f5es atrav\u00e9s de linhas de cr\u00e9ditos.<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<iframe title=\"Valor da produ\u00e7\u00e3o de leite em Minas Gerais em 2024\" aria-label=\"Choropleth map\" id=\"datawrapper-chart-BKlMc\" src=\"https:\/\/datawrapper.dwcdn.net\/BKlMc\/4\/\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" style=\"width: 0; min-width: 100% !important; border: none;\" height=\"641\" data-external=\"1\"><\/iframe><script type=\"text\/javascript\">window.addEventListener(\"message\",function(a){if(void 0!==a.data[\"datawrapper-height\"]){var e=document.querySelectorAll(\"iframe\");for(var t in a.data[\"datawrapper-height\"])for(var r,i=0;r=e[i];i++)if(r.contentWindow===a.source){var d=a.data[\"datawrapper-height\"][t]+\"px\";r.style.height=d}}});<\/script>\n<br>\n<br>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-7b17a82467ddf85920f3123e7e405321\"><strong>O leite busca outras formas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Elton Ferreira Silva fala do futuro entre uma ordenha e outra. Ele lista o que pretende aprimorar: o pasto, a gen\u00e9tica do rebanho e a estrutura do curral. Permanecer no leite, para ele, \u00e9 abrir pequenos caminhos em um setor apertado, e a produ\u00e7\u00e3o artesanal surge como uma alternativa.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Quero fazer outro produto do leite, um doce, um iogurte, futuramente, na hora que a gente estabilizar\u201d, diz, esperan\u00e7oso.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Entre os derivados poss\u00edveis, o Queijo Minas \u00e9 um dos mais tradicionais da pecu\u00e1ria mineira. Integrante da cultura gastron\u00f4mica do estado desde o s\u00e9culo XVIII, foi <a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/agricultura\/noticias\/governo-de-minas-celebra-reconhecimento-dos-modos-de-fazer-o-queijo-minas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reconhecido pela Unesco como patrim\u00f4nio imaterial da humanidade em 2024<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"755531\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #755531;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-1024x683.webp\" alt=\"Prateleiras de metal cheias de queijos artesanais redondos e embalados, organizados em v\u00e1rias fileiras. As embalagens s\u00e3o principalmente em tons de amarelo, azul e branco, com r\u00f3tulos vis\u00edveis como \u201cQueijo Minas Artesanal\u201d e \u201cMauro\u201d. A vitrine \u00e9 iluminada com luz quente, dando um tom amarelado \u00e0 cena. Na parte inferior, h\u00e1 ainda mais queijos empilhados, criando a sensa\u00e7\u00e3o de uma loja especializada em produtos artesanais.\" class=\"wp-image-26989 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-2048x1365.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MG_0029-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reconhecido pela Unesco como patrim\u00f4nio imaterial da humanidade em 2024, Queijo Minas \u00e9 pe\u00e7a-chave da cultura alimentar mineira desde o s\u00e9culo XVIII. Foto: Alice Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na Serra da Mantiqueira, essa tradi\u00e7\u00e3o ganhou hist\u00f3ria pr\u00f3pria. Em Alagoa, Jeremias Sene descia a serra com queijos embrulhados em folhas de bananeira no lombo de burros rumo ao Vale do Para\u00edba. D\u00e9cadas depois, seu bisneto, Osvaldo Filho, transformou aquele percurso em neg\u00f3cio. Em 2009, fundou a <a href=\"https:\/\/www.queijodalagoa.com.br\/?srsltid=AfmBOopBd0W5i_PJTsjvkhei5AVfcUmv86hg8tt4d9MUflEF0bPuCO_j\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Queijo D\u2019Alagoa-MG<\/a>, inicialmente atendendo a um \u00fanico produtor, e inaugurou a venda online de queijos artesanais de leite cru no pa\u00eds. \u201cSomos pioneiros na venda de queijo pela internet. Come\u00e7amos enviando pelos Correios para o Brasil inteiro\u201d, conta. A iniciativa impulsionou a economia local e atraiu visitantes \u00e0 cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa reuniu produtores da Mantiqueira em torno da ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis, como o plantio anual de arauc\u00e1rias e o uso de energia solar. <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cA gente mora aqui, vive aqui. Se n\u00f3s n\u00e3o cuidarmos, quem vai cuidar?\u201d<\/mark><\/strong>, afirma Osvaldo. O trabalho <a href=\"https:\/\/minhasaude.proteste.org.br\/queijos-brasileiros-conquistam-10-medalhas-de-ouro-em-disputa-mundial\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">rendeu pr\u00eamios nacionais e internacionais, como o <em>Mondial du Fromage<\/em>.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O movimento iniciado em Alagoa se espalhou por Minas. <a href=\"https:\/\/agenciaminas.mg.gov.br\/noticia\/minas-gerais-possui-32-6-mil-agroindustrias-familiares?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Levantamento da Emater-MG, conclu\u00eddo em 2024, identificou 32.615 unidades de processamento em 737 munic\u00edpios, respons\u00e1veis por mais de 148 mil toneladas de alimentos em 2023. As agroind\u00fastrias familiares representam 98,1% desse total, <\/a>confirmando o car\u00e1ter dom\u00e9stico e artesanal da produ\u00e7\u00e3o no estado. Para os t\u00e9cnicos, transformar o pr\u00f3prio leite em queijo, doce ou iogurte reduz a depend\u00eancia externa e fortalece as cadeias curtas de comercializa\u00e7\u00e3o, exatamente como deseja Elton. Assim, o produtor deixa de ser apenas fornecedor de mat\u00e9ria-prima e assume papel estrat\u00e9gico na perman\u00eancia das fam\u00edlias no campo, apostando na diversifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DR7BSspjvUC\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DR7BSspjvUC\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div><\/div><\/div><div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div> <div style=\"display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;\"><svg width=\"50px\" height=\"50px\" viewBox=\"0 0 60 60\" version=\"1.1\" xmlns=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"https:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\"><g stroke=\"none\" stroke-width=\"1\" fill=\"none\" fill-rule=\"evenodd\"><g transform=\"translate(-511.000000, -20.000000)\" fill=\"#000000\"><g><path d=\"M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631\"><\/path><\/g><\/g><\/g><\/svg><\/div><div style=\"padding-top: 8px;\"> <div style=\" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg)\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: auto;\"> <div style=\" width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);\"><\/div><\/div><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;\"><\/div><\/div><\/a><p style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DR7BSspjvUC\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\">Um post compartilhado por Queijo D\u2019Alagoa-MG \u00ae | Queijos (@queijodalagoamg)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote>\n<script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n<br>\n<br>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-gridlove-cat-172-color has-text-color has-link-color wp-elements-a60bf7f6d5f52801c52df4e623fbd2ab\"><strong>O Fog\u00e3o a Lenha Resiste<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oAeNGWEv9GE?si=8KjdabPDfX0Y_Uth\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; 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Entre essas faces, a cozinha mineira ocupa lugar de destaque como uma das principais express\u00f5es culturais do Brasil. Ela traduz modos de vida, v\u00ednculos comunit\u00e1rios e uma tradi\u00e7\u00e3o de hospitalidade que atravessa gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o por acaso, cidades como Belo Horizonte, Ouro Preto e Tiradentes tornaram-se refer\u00eancias no turismo gastron\u00f4mico nacional, oferecendo aos visitantes, al\u00e9m da refei\u00e7\u00e3o, uma verdadeira imers\u00e3o na cultura mineira. Produtos tradicionais, como a produ\u00e7\u00e3o do Queijo Minas Artesanal, ampliam essa visibilidade e refor\u00e7am a reputa\u00e7\u00e3o internacional da gastronomia do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>No percurso de preserva\u00e7\u00e3o da identidade mineira, Dona Lucinha, hoje eternizada na est\u00e1tua de bronze do Mercado Central de Belo Horizonte, teve&nbsp; papel decisivo na afirma\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria da regi\u00e3o desde os anos 1950. Foi ensinando crian\u00e7as da zona rural do Serro a reconhecerem o valor de suas hortas, frutos e costumes que Maria L\u00facia come\u00e7ou a ganhar proje\u00e7\u00e3o, recebendo convites para participar de festivais gastron\u00f4micos no Brasil e no exterior, ainda antes de inaugurar seu restaurante. A casa aberta em 1990 permanece viva 35 anos depois, sob o cuidado de sua filha, M\u00e1rcia Nunes, que continua o legado iniciado pela m\u00e3e. <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cO mineiro \u00e9 ligado \u00e0 cozinha de forma umbilical\u201d<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"8f6543\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #8f6543;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-1024x682.webp\" alt=\"Mulher adulta, de cabelos claros e curtos, usa \u00f3culos e veste um d\u00f3lm\u00e3 branco de chef. Ela est\u00e1 em um restaurante r\u00fastico, com mesas de madeira postas com copos e pratos. Ao fundo, outras pessoas e uma decora\u00e7\u00e3o acolhedora com luzes quentes.\" class=\"wp-image-26986 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-1024x682.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-1536x1023.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992-150x100.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0992.webp 1600w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">M\u00e1rcia Nunes, historiadora e gestora do tradicional Restaurante Dona Lucinha, em Belo Horizonte. Foto: Ilana Penido <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A cozinha mineira \u00e9 indissoci\u00e1vel de suas ra\u00edzes africanas, ind\u00edgenas e europeias. Historiadora e gestora do tradicional Restaurante Dona Lucinha, M\u00e1rcia Nunes costuma ilustrar essa fus\u00e3o com o frango com quiabo e angu: o frango europeu, o quiabo africano e o angu ind\u00edgena convivendo no mesmo prato. A partir dessa identidade, ela divide a culin\u00e1ria mineira em duas vertentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira \u00e9 a cozinha tropeira, moldada pelas restri\u00e7\u00f5es de um povo em constante deslocamento e sem acesso a ingredientes frescos. J\u00e1 na cozinha da fazenda, o angu e a farinha de milho eram indispens\u00e1veis. Dela vieram as quitandas, as hortas, a valoriza\u00e7\u00e3o da carne su\u00edna e a forte tradi\u00e7\u00e3o leiteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio global marcado pelos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e pela industrializa\u00e7\u00e3o alimentar, como refor\u00e7a Nunes, a cozinha do estado preserva uma heran\u00e7a artesanal sustentada pelo campo e pelos pequenos produtores. \u00c9 pela rela\u00e7\u00e3o direta com a terra que permanecem vivos os sabores, os gestos e os modos de fazer que definem a identidade alimentar do estado. <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-172-color\">\u201cO primeiro ingrediente que se p\u00f5e na panela \u00e9 o amor\u201d<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A boa comida mineira nasce do cuidado, de ingredientes simples, de preparos lentos e do respeito por quem planta e por quem cozinha. Na vis\u00e3o de Vani Pedrosa, esse v\u00ednculo afetivo explica por que a culin\u00e1ria local se tornou s\u00edmbolo de acolhimento: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A cozinha mineira funcionava como uma verdadeira sala de visita. Era por ela que as pessoas eram recebidas, enquanto o ato de cozinhar acontecia ali mesmo, quase como um espet\u00e1culo, com o aroma guiando a chegada de quem entrava\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre identidade e produ\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada por Cristiane Viana, pesquisadora da Epamig. Ao afirmar que \u201ctudo o que est\u00e1 na mesa do consumidor recebeu atua\u00e7\u00e3o da Epamig\u201d, ela destaca que preservar a culin\u00e1ria mineira hoje tamb\u00e9m significa enfrentar os desafios impostos pelo clima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Viana, esses esfor\u00e7os s\u00e3o fundamentais para manter viva a comida de Minas: \u201cBuscamos garantir resili\u00eancia produtiva sem abrir m\u00e3o da qualidade. \u00c9 uma forma de proteger n\u00e3o s\u00f3 o produtor, mas o sabor que chega ao prato do mineiro\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"835d3c\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-1024x682.webp\" alt=\"Cart\u00f5es pequenos e coloridos pendurados em um barbante por prendedores de roupa. Os cart\u00f5es s\u00e3o amarelos, verdes, azuis e rosados, cada um com uma ilustra\u00e7\u00e3o simples em preto de uma mulher ao lado de um fog\u00e3o a lenha. No topo de cada cart\u00e3o est\u00e1 escrito \u201cPrazer, sou Dona Lucinha\u201d. Ao fundo, aparece uma parede de palha tran\u00e7ada e, mais abaixo, um objeto decorativo em formato de cora\u00e7\u00e3o com detalhes vermelhos e dourados.\" class=\"wp-image-26988 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #835d3c; aspect-ratio:1.501534019130121;width:353px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-1024x682.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-1536x1023.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990-150x100.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Copia-de-IMG_0990.webp 1600w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fundadora do Restaurante Dona Lucinha, em BH, teve papel fundamental na afirma\u00e7\u00e3o da culin\u00e1ria mineira desde os anos 1950. Foto: Ilana Penido<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Assim, tradi\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia se encontram nas panelas, nos pastos e nas lavouras de Minas Gerais. Enquanto a cozinha mineira guarda mem\u00f3rias afetivas que atravessam gera\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es como Epamig, Embrapa e Emater atuam nos bastidores para assegurar que os ingredientes que comp\u00f5em essa hist\u00f3ria continuem, apesar da mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, existindo \u2013 e resistindo \u2013 no futuro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Esta reportagem foi produzida pelos alunos Alice Oliveira, Ana Carolina Maia Gonzalez, Ilana Penido, Maria Eduarda Abranches, Mariele Ferreira e Victor Kauffmann, para a disciplina Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital, sob a supervis\u00e3o da professora Nara Lya Cabral Scabin.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtores mineiros enfrentam estiagens, calor extremo e queda de produtividade enquanto buscam alternativas para manter duas das cadeias produtivas mais importantes do estado<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":27002,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1469,1319],"tags":[2828,359,2087,174,1037,969,2827],"class_list":["post-26979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lab-jor-digi","category-meio-ambiente","tag-cafe-e-leite","tag-colab","tag-culinaria-mineira","tag-cultura","tag-minas-gerais","tag-mudancas-climaticas","tag-producao-agropecuaria"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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