{"id":26893,"date":"2025-12-21T16:33:48","date_gmt":"2025-12-21T19:33:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=26893"},"modified":"2025-12-21T16:33:52","modified_gmt":"2025-12-21T19:33:52","slug":"inhotim-convive-com-devastacao-da-mineracao-em-brumadinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/inhotim-convive-com-devastacao-da-mineracao-em-brumadinho\/","title":{"rendered":"Inhotim convive com devasta\u00e7\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o em Brumadinho\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"706f5e\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #706f5e;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-id=\"27449\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-1024x683.webp\" alt=\"Instituto Inhotim.\u00a0Foto: Larissa Gino\" class=\"wp-image-27449 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-2048x1365.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1429-1-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Instituto Inhotim, em Brumadinho: acervo bot\u00e2nico de Inhotim abriga cerca de 4.300 esp\u00e9cies, inclusive raras e ex\u00f3ticas.&nbsp;Foto: Larissa Gino<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de um simples museu, o <a href=\"https:\/\/www.inhotim.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Inhotim<\/a> representa uma interven\u00e7\u00e3o paisag\u00edstica e cultural que alterou a geografia da cidade de Brumadinho. O Instituto est\u00e1 instalado em uma cidade devastada pela atividade mineradora e que, em 2019, foi v\u00edtima da <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2019\/01\/25\/bombeiros-e-defesa-civil-sao-mobilizados-para-chamada-de-rompimento-de-barragem-em-brumadinho-na-grande-bh.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">trag\u00e9dia ambiental decorrente do rompimento da Barragem da Mina C\u00f3rrego do Feij\u00e3o. <\/a>Convivendo com os impactos da minera\u00e7\u00e3o, que moldam a paisagem de seu entorno, Inhotim se apresenta hoje como um testemunho de preserva\u00e7\u00e3o ambiental e valoriza\u00e7\u00e3o da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>O acervo bot\u00e2nico de Inhotim abriga cerca de 4.300 esp\u00e9cies, muitas delas raras e ex\u00f3ticas, provenientes de diversos continentes. Destaca-se tamb\u00e9m a cole\u00e7\u00e3o de palmeiras, reconhecida como a maior do mundo. Esta biodiversidade posiciona Inhotim como um centro de pesquisa cient\u00edfica e de conserva\u00e7\u00e3o, protegendo esp\u00e9cies que, fora dali, poderiam estar amea\u00e7adas pelo avan\u00e7o da atividade agr\u00edcola ou miner\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do acervo vivo, <a href=\"https:\/\/www.inhotim.org.br\/institucional\/natureza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">o Instituto mant\u00e9m 250 hectares de Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN),<\/a> consolidando um corredor ecol\u00f3gico vital para a regi\u00e3o. A gest\u00e3o deste espa\u00e7o segue padr\u00f5es de excel\u00eancia que contrastam com a gest\u00e3o ambiental do territ\u00f3rio da cidade de Brumadinho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Inhotim: Entre a arte contempor\u00e2nea e a regenera\u00e7\u00e3o ambiental\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WP2fpsq8SuU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inhotim, laborat\u00f3rio de recupera\u00e7\u00e3o ambiental<\/h2>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia do Instituto Inhotim tamb\u00e9m est\u00e1 ligada a seu papel como laborat\u00f3rio de recupera\u00e7\u00e3o ambiental. Estudos acad\u00eamicos mostram que a \u00e1rea ocupada hoje pelo museu j\u00e1 foi uma regi\u00e3o degradada pela minera\u00e7\u00e3o. Na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <a href=\"https:\/\/dspace.mackenzie.br\/items\/e2702a03-c908-4834-8766-a0a6c4b4edbb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>O Instituto Inhotim na sensibiliza\u00e7\u00e3o ambiental<\/em><\/a>, Maria Luiza Carlette Jungers aponta que o idealizador Bernardo Paz \u201ctransformou uma propriedade que antes abrigava um intenso trabalho miner\u00e1rio altamente poluidor em um espa\u00e7o de arte contempor\u00e2nea integrado \u00e0 natureza\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa destaca ainda o \u201cpotencial de revers\u00e3o ambiental\u201d do projeto e sua fun\u00e7\u00e3o educativa: visitas mediadas permitem que arte e bot\u00e2nica se tornem ferramentas de sensibiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Em 2015, cerca de 40% dos visitantes declararam que a arte integrada ao ambiente os fez refletir sobre os danos causados pelo ser humano, conforme trabalho dispon\u00edvel no portal da Universidade Presbiteriana Mackenzie. <\/p>\n\n\n\n<p>A arquiteta e urbanista Marimar Ferrer, professora de paisagismo e militante ambiental, refor\u00e7a a import\u00e2ncia do Instituto. Para ela, \u201co Inhotim tem um valor internacional para Minas, n\u00e3o s\u00f3 pela arte contempor\u00e2nea, mas porque \u00e9 um espa\u00e7o paisag\u00edstico de alt\u00edssima qualidade\u201d. Marimar lembra que o pr\u00f3prio terreno do museu foi, no passado, uma \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o degradada. Sua convers\u00e3o em um parque museol\u00f3gico seria, segundo ela, \u201ca prova de que a recupera\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 poss\u00edvel quando h\u00e1 investimento, tempo e vontade pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inhotim e Brumadinho: o<strong>s contrastes&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do paisagista Vin\u00edcius Rodrigues, o Instituto Inhotim oferece uma experi\u00eancia visual marcante. No entanto, apesar de sua import\u00e2ncia cultural, o local acaba afastando o visitante da realidade social e ambiental de Brumadinho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o p\u00fablico \u00e9 levado para um ambiente encantador, que nem sempre incentiva a reflex\u00e3o sobre o territ\u00f3rio afetado que existe do lado de fora dos muros do museu. \u201c\u00c9 muito m\u00e1gico voc\u00ea entrar naquele espa\u00e7o e aquilo realmente ser uma maquiagem ali de uma outra realidade\u2026 As pessoas entram em Inhotim e acham que aquilo \u00e9 um mundo m\u00e1gico, e n\u00e3o est\u00e3o preparadas para refletir para al\u00e9m dos muros ou dos significados de tudo aquilo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O paisagista defende que Inhotim deveria ir al\u00e9m de sua exist\u00eancia como espa\u00e7o para contempla\u00e7\u00e3o e assumir um papel mais ativo na reconstru\u00e7\u00e3o ambiental e simb\u00f3lica da cidade de Brumadinho. Para ele, o museu poderia funcionar como uma ponte entre o \u201cjardim idealizado\u201d e as \u00e1reas destru\u00eddas pelo rompimento da barragem no ano de 2019.<em> <\/em>\u201cTem que conectar o Inhotim a essas \u00e1reas de recupera\u00e7\u00e3o. Ao inv\u00e9s de virar as costas, de criar aquele m\u00ednimo mundo perfeito dentro dos muros de Inhotim, a gente pode fazer eixos de reconcilia\u00e7\u00e3o, jardins experimentais, esp\u00e9cies nativas, viveiros comunit\u00e1rios, pontos de mem\u00f3ria e restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das vidas perdidas, a lama t\u00f3xica marcou Brumadinho de forma persistente. <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/csp\/a\/7ZytQZQD6tPyGhnWtNzSScQ\/?format=pdf&amp;lang=pt&amp;utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Um estudo cient\u00edfico publicado na revista <em>Cadernos de Sa\u00fade P\u00fablica<\/em><\/strong><\/a>, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fiocruz e outras institui\u00e7\u00f5es, mostra que a poeira de min\u00e9rio em suspens\u00e3o aumentou em 75% os casos de alergias respirat\u00f3rias infantis em algumas localidades. Al\u00e9m disso, metais pesados foram encontrados no organismo de crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista Felipe Oliveira*, que atua na \u00e1rea de gest\u00e3o ambiental, reconhece essa dimens\u00e3o negligenciada quando diz que \u201ca gente n\u00e3o pode tapar o sol com a peneira. A grandiosidade do que aconteceu \u00e9 muito maior do que a beleza do Inhotim\u201d. Para ele, uma cobertura jornal\u00edstica respons\u00e1vel deveria contextualizar o museu dentro de uma cidade que foi e ainda \u00e9 profundamente afetada.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista tamb\u00e9m explica que empresas como a Vale buscam frequentemente&nbsp; construir narrativas positivas atrav\u00e9s do investimento cultural, mas que isso n\u00e3o muda a percep\u00e7\u00e3o de quem viveu o desastre:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Para quem pesquisa e apura, ou para quem viveu a trag\u00e9dia, isso n\u00e3o altera a realidade. Mas quem se informa s\u00f3 pela grande m\u00eddia pode ter a sensa\u00e7\u00e3o de que a empresa est\u00e1 \u2018fazendo muito'&#8221; \u2013 <\/em>Felipe Oliveira*, jornalista.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>* Nome fict\u00edcio. Identidade protegida a pedido do entrevistado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para os moradores da cidade, por\u00e9m, a realidade \u00e9 outra: o prefeito de Brumadinho j\u00e1 declarou publicamente que o Rio Paraopeba est\u00e1 \u201cabandonado\u201d: <a href=\"https:\/\/novo.brumadinho.mg.gov.br\/portal\/noticia\/3453\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201c\u00e9 inaceit\u00e1vel que, ap\u00f3s tanto tempo, ainda n\u00e3o tenhamos uma solu\u00e7\u00e3o definitiva. Brumadinho est\u00e1 sendo revitimizada dia ap\u00f3s dia pela neglig\u00eancia e pela impunidade<\/a>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma ocasi\u00e3o, Guilherme Morais, secret\u00e1rio de Governo e Repara\u00e7\u00e3o, afirmou que \u201cos danos ambientais s\u00e3o incalcul\u00e1veis e nada foi feito. Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos ignorar que, a cada temporada de chuvas, a situa\u00e7\u00e3o se torna uma tortura. O rio est\u00e1 assoreado e, se antes havia enchentes de \u00e1gua e barro, hoje h\u00e1 enxurradas contaminadas por rejeitos da Vale, invadindo casas, quintais, hortas, com\u00e9rcios e atingindo pessoas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cinco anos depois da trag\u00e9dia, a cidade de Brumadinho ainda vive sob os efeitos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos do trauma, incluindo o medo latente de novos rompimentos. A presen\u00e7a constante da minera\u00e7\u00e3o, com seus caminh\u00f5es, sirenes e barragens, refor\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o dos moradores de viver sobre um terreno provis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/trabalho-e-emprego\/pt-br\/assuntos\/inspecao-do-trabalho\/seguranca-e-saude-no-trabalho\/acidentes-de-trabalho-informacoes-1\/relatorio_analise_acidentes_brumadinho.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Relat\u00f3rio de An\u00e1lise de Acidente de Trabalho <\/a>ressalta que os rejeitos atingiram severamente o <strong>Rio Paraopeba<\/strong> (LINKAR COM MAT\u00c9RIA DO RIO PARAOPEBA DO OUTRO GRUPO) , um dos mais importantes canais fluviais do estado de Minas Gerais, comprometendo o abastecimento e alterando ecossistemas por dezenas de quil\u00f4metros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><em>\u201cA \u00e1gua \u00e9 essencial para a sustentabilidade, e a crise ambiental \u00e9 sist\u00eamica&#8221; <\/em><br><em>\u2013<\/em> Relat\u00f3rio de An\u00e1lise de Acidente de Trabalho.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos bairros mais pr\u00f3ximos ao Rio Paraopeba, moradores relatam que n\u00e3o podem mais pescar, nadar ou usar a \u00e1gua para irrigar planta\u00e7\u00f5es. O curso d\u2019\u00e1gua, que antes sustentava os modos de vida da popula\u00e7\u00e3o, hoje est\u00e1 constantemente associado ao medo e \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Relat\u00f3rio de An\u00e1lise de Acidente de Trabalho exp\u00f5e como os crit\u00e9rios t\u00e9cnicos de estabilidade foram flexibilizados para manter a opera\u00e7\u00e3o da barragem. A tabela a seguir ilustra a dist\u00e2ncia entre o que era recomendado por especialistas e o que foi aceito na pr\u00e1tica para a emiss\u00e3o dos laudos de estabilidade: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"f6e9d2\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-26909 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #f6e9d2; width:557px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE-370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE-270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE-570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE-740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE-80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TABELA-RELATORIO-DE-ANALISE-150x113.webp 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Arte: Amanda Gon\u00e7alves<\/p>\n\n\n\n<p>A responsabilidade final pela fiscaliza\u00e7\u00e3o recai sobre o Estado. A <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/trabalho-e-emprego\/pt-br\/assuntos\/inspecao-do-trabalho\/seguranca-e-saude-no-trabalho\/acidentes-de-trabalho-informacoes-1\/relatorio_analise_acidentes_brumadinho.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carta Internacional<\/a> sobre recursos h\u00eddricos lembra que a crise ambiental exige uma governan\u00e7a robusta. O Estado deve arcar com a responsabilidade de vistoriar e garantir que a atividade mineradora aconte\u00e7a sem oferecer riscos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Greenwashing?<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Instituto Inhotim, como diversas institui\u00e7\u00f5es culturais de grande porte, demanda recursos massivos para sua manuten\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, o an\u00fancio de um investimento de at\u00e9 <a href=\"https:\/\/vale.com\/pt\/w\/vale-e-inhotim-firmam-parceria-inovadora-voltada-para-o-desenvolvimento-socioeconomico-de-brumadinho\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">R$ 400 milh\u00f5es pela Vale<\/a>, atrav\u00e9s do Instituto Cultural Vale, ao longo de dez anos, surge como um fato determinante para o futuro do museu. O investimento \u00e9 apresentado publicamente como uma &#8220;<a href=\"https:\/\/gife.org.br\/vale-e-inhotim-firmam-parceria-inovadora-voltada-para-o-desenvolvimento-socioeconomico-de-brumadinho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">parceria inovadora voltada para o desenvolvimento socioecon\u00f4mico de Brumadinho<\/a>&#8220;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este aporte garante a continuidade das opera\u00e7\u00f5es, a manuten\u00e7\u00e3o dos jardins e a expans\u00e3o das atividades educativas. No entanto, a origem desse dinheiro \u2013 a mesma empresa respons\u00e1vel pela devasta\u00e7\u00e3o da cidade \u2013 cria um dilema \u00e9tico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura jur\u00eddica deste investimento \u00e9 c\u00e9tica e cr\u00edtica. Raymundo Campos Neto, advogado que atuou na defesa de v\u00edtimas de outra trag\u00e9dia, em Mariana, \u00e9 enf\u00e1tico ao classificar essa movimenta\u00e7\u00e3o: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>O investimento da Vale no Inhotim se aproxima mais de uma estrat\u00e9gia de marketing verde (greenwashing) do que de uma medida jur\u00eddica efetiva de repara\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em> \u2013 Raymundo Campos Neto, advogado.<br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O argumento central \u00e9 que grandes corpora\u00e7\u00f5es utilizam aportes em cultura e meio ambiente para construir uma &#8220;narrativa p\u00fablica de responsabilidade social&#8221;. Ao associar sua marca \u00e0 beleza e \u00e0 sofistica\u00e7\u00e3o de Inhotim, a Vale busca melhorar sua imagem, reduzindo a press\u00e3o p\u00fablica e pol\u00edtica. Isso opera como uma forma de &#8220;apaziguamento social&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Campos Neto, tr\u00eas eixos devem marcar o futuro jur\u00eddico do desastre:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover\"><img data-dominant-color=\"7b6b4d\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #7b6b4d;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1688px) 100vw, 1688px\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-26911 not-transparent\" alt=\"\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-819x1024.webp\" data-object-fit=\"cover\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-819x1024.webp 819w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-240x300.webp 240w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-768x960.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-1229x1536.webp 1229w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-1638x2048.webp 1638w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-370x463.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-270x338.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-570x713.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-740x925.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001-150x188.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ARTE_page-0001.webp 1688w\" \/><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim\"><\/span><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Arte: Ana Luisa Maciel<\/p>\n\n\n\n<p><br>Esse \u00faltimo ponto faz com que Brumadinho junte-se ao precedente aberto pelo desastre de Mariana, cuja <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2025\/11\/14\/bhp-acionista-da-samarco-e-parcialmente-condenada-pela-justica-inglesa-em-processo-sobre-rompimento-de-barragem-em-mariana.ghtml\">responsabiliza\u00e7\u00e3o avan\u00e7a em tribunais estrangeiros<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para al\u00e9m de Inhotim: riscos \u00e0 sa\u00fade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A trag\u00e9dia da Barragem da Mina C\u00f3rrego do Feij\u00e3o n\u00e3o terminou em 2019. Em Brumadinho, o desastre continua se manifestando no corpo das pessoas. O que antes era uma cidade tranquila, segundo repetem os moradores, tornou-se um territ\u00f3rio onde o ar, a \u00e1gua e o cotidiano carregam incertezas. A sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o passou a refletir essa vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando uma cidade inteira \u00e9 atingida por rejeitos de minera\u00e7\u00e3o, os efeitos n\u00e3o desaparecem quando a lama seca. O ambiente passa a carregar subst\u00e2ncias, poeira, instabilidade social e emocional, e isso sustenta um ciclo prolongado de exposi\u00e7\u00e3o. A <a href=\"https:\/\/www.cpqrr.fiocruz.br\/saudebrumadinho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fiocruz Minas<\/a>, que conduz o maior estudo de sa\u00fade j\u00e1 feito na regi\u00e3o, afirma que os efeitos podem durar d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que muitos resultados estejam em andamento, j\u00e1 existe um consenso entre pesquisadores: viver em uma \u00e1rea atingida por rejeitos e cercada por minera\u00e7\u00e3o ativa traz riscos \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica, emocional e social \u2013 e esses riscos n\u00e3o podem ser ignorados.<\/p>\n\n\n\n<p>A enfermeira Sirlane Gon\u00e7alves, que h\u00e1 31 anos atua em sa\u00fade da fam\u00edlia, urg\u00eancia e emerg\u00eancia no SUS,&nbsp; testemunha esses problemas em seu cotidiano profissional. \u201cJ\u00e1 existem estudos que comprovam influ\u00eancia no desenvolvimento infantil devido \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos acontecimentos\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o se refere tanto aos aspectos ambientais (part\u00edculas qu\u00edmicas no ar, poeira met\u00e1lica, altera\u00e7\u00f5es no solo) quanto aos aspectos emocionais de trag\u00e9dias ambientais como o rompimento da Barragem da Mina C\u00f3rrego do Feij\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Cicatrizes invis\u00edveis: O impacto da minera\u00e7\u00e3o na sa\u00fade\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iAuRBWYSg-I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Mesmo sem apontar diagn\u00f3sticos fechados, os <a href=\"https:\/\/www.cpqrr.fiocruz.br\/saudebrumadinho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pesquisadores t\u00eam observado<\/a> crian\u00e7as mais ansiosas, dificuldades de concentra\u00e7\u00e3o, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e impacto do estresse familiar sobre o comportamento infantil s\u00e3o relatos frequentes entre a popula\u00e7\u00e3o de Brumadinho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses efeitos s\u00e3o comuns em \u00e1reas atingidas por desastres ambientais. Segundo Sirlane, a crian\u00e7a n\u00e3o sofre apenas pelo ambiente f\u00edsico, mas tamb\u00e9m pelas transforma\u00e7\u00f5es ao redor: \u201cmudan\u00e7a de casa, tens\u00e3o constante dos pais, luto, inseguran\u00e7a\u2026 tudo isso influencia no desenvolvimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto destacado pela entrevistada \u00e9 o aumento das alergias ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 poeira de min\u00e9rio. A Fiocruz tamb\u00e9m investigou essa rela\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a cidade est\u00e1 cercada por mineradoras em pleno funcionamento e, durante a seca, a poeira se espalha com for\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a enfermeira observa um padr\u00e3o: quanto maior a poeira, maior o desconforto respirat\u00f3rio. Os moradores confirmam essa percep\u00e7\u00e3o diariamente. Um deles relata:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><em>N\u00e3o tem como n\u00e3o viver com a poeira. As casas ficam sujas, tem que limpar todo dia. Aquele poeir\u00e3o na cidade fica at\u00e9 feio&#8221;.<\/em><br><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Poeira fina, part\u00edculas met\u00e1licas e altera\u00e7\u00f5es no ar s\u00e3o fatores que costumam agravar alergias e asma, especialmente em crian\u00e7as e idosos. Embora nem todos os casos possam ser atribu\u00eddos exclusivamente \u00e0 minera\u00e7\u00e3o, o ambiente cria condi\u00e7\u00f5es para que doen\u00e7as respirat\u00f3rias se tornem mais frequentes e mais intensas.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"100%\" height=\"166\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" allow=\"autoplay\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/tracks\/soundcloud%253Atracks%253A2230160012&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true\"><\/iframe><div style=\"font-size: 10px; color: #cccccc;line-break: anywhere;word-break: normal;overflow: hidden;white-space: nowrap;text-overflow: ellipsis; font-family: Interstate,Lucida Grande,Lucida Sans Unicode,Lucida Sans,Garuda,Verdana,Tahoma,sans-serif;font-weight: 100;\"><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colab-611503073\" title=\"Colab\" target=\"_blank\" style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">Colab<\/a> \u00b7 <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colab-611503073\/situacao-que-brumadinho\" title=\"situa\u00e7\u00e3o que brumadinho\" target=\"_blank\" style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">situa\u00e7\u00e3o que brumadinho<\/a><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>De cidade tranquila a territ\u00f3rio pressionado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Paulo, morador de Brumadinho, lembra com nitidez:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Brumadinho era uma cidade muito tranquila, muito bacana de viver<\/em>&#8221; \u2013 Lu\u00eds Paulo, morador de Brumadinho.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Essa tranquilidade desapareceu com a chegada das empreiteiras, do tr\u00e2nsito pesado e da sensa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia permanente. A minera\u00e7\u00e3o, que antes operava nos bastidores da cidade, passou a ocupar as ruas e as casas:<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Hoje est\u00e1 uma cidade completamente alugada pelas empreiteiras\u2026 A cidade est\u00e1 adoecida com tudo que est\u00e1 acontecendo<\/em>&#8221; \u2013 Lu\u00eds Paulo, morador de Brumadinho.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A palavra \u201cadoecida\u201d resume o sentimento coletivo, que remete a algo que se rompeu e que n\u00e3o pode ser reconstru\u00eddo apenas com obras ou indeniza\u00e7\u00f5es. H\u00e1 um desgaste emocional e social que afeta a percep\u00e7\u00e3o de pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio de devasta\u00e7\u00e3o, o Instituto Inhotim \u00e9 objeto de admira\u00e7\u00e3o para o morador: \u201c\u00c9 um polo de qualidade de vida dentro do Inhotim\u2026 bom de visitar.\u201d, afirma Lu\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, essa admira\u00e7\u00e3o vem acompanhada de uma separa\u00e7\u00e3o clara: o museu \u00e9 uma realidade \u201cdentro\u201d que n\u00e3o conversa com a de \u201cfora\u201d. Para Lu\u00eds Paulo, o museu traz reconhecimento para Brumadinho, mas n\u00e3o compensa a perda da antiga normalidade.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Minera\u00e7\u00e3o como depend\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A fala mais contundente do morador aborda um tema recorrente na regi\u00e3o: a depend\u00eancia econ\u00f4mica:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Se a minera\u00e7\u00e3o acabasse em volta de Brumadinho, seria um caos. A cidade vive disso\u201d \u2013 Lu\u00eds Paulo, morador de Brumadinho<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o ponto mais complexo da rela\u00e7\u00e3o entre devasta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. Para Lu\u00eds Paulo, a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 perigosa, inc\u00f4moda e suja, mas tamb\u00e9m \u00e9 a base de renda da maior parte da popula\u00e7\u00e3o local. O ideal de \u201cfim da minera\u00e7\u00e3o\u201d tamb\u00e9m representaria desemprego e desamparo, inclusive para programa\u00e7\u00f5es culturais que recebem investimentos das empresas mineradoras, como o Instituto Inhotim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Futuro de Brumadinho<\/h2>\n\n\n\n<p>Brumadinho \u00e9 hoje uma cidade que tenta seguir em frente carregando duas realidades muito diferentes. De um lado, um dos mais importantes museus a c\u00e9u aberto do mundo. Do outro, a popula\u00e7\u00e3o que convive com o impacto da atividade mineradora e carregam lembran\u00e7as dif\u00edceis da trag\u00e9dia ambiental de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O museu \u00e9 motivo de orgulho para os moradores, mas ele n\u00e3o consegue \u2013 e nem deve \u2013 apagar o que aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem desenvolvida por Amanda Gon\u00e7alves, Ana Luisa Maciel, Bernardo Batista, Larissa Gino e Rafaela Berigo para a disciplina Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital no campus Cora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstico sob supervis\u00e3o da professora Nara Lya, no semestre 2025\/2.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contraste entre maior museu a c\u00e9u aberto do mundo e \u00e1reas destru\u00eddas pela minera\u00e7\u00e3o levanta debate sobre reconstru\u00e7\u00e3o ambiental e simb\u00f3lica<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":26906,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1469,1319],"tags":[2853,2852,2856,2846,2847,2845,2848,2849,241,2855,2850,2851],"class_list":["post-26893","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lab-jor-digi","category-meio-ambiente","tag-acervo-botanico-inhotim","tag-arte-contemporanea-no-brasil","tag-conservacao-ambiental","tag-inhotim-brumadinho","tag-inhotim-minas-gerais","tag-inhotim","tag-instituto-inhotim","tag-maior-colecao-de-palmeiras-do-mundo","tag-mineracao","tag-museu-a-ceu-aberto","tag-museu-inhotim","tag-paisagismo-inhotim"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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