{"id":26145,"date":"2025-12-10T18:56:58","date_gmt":"2025-12-10T21:56:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=26145"},"modified":"2025-12-11T22:22:08","modified_gmt":"2025-12-12T01:22:08","slug":"entre-a-caneta-o-cocar-e-o-microfone-de-onde-falam-as-vozes-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/entre-a-caneta-o-cocar-e-o-microfone-de-onde-falam-as-vozes-indigenas\/","title":{"rendered":"Entre a caneta, o cocar e o microfone: de onde falam as vozes ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas margens do Rio Doce, em Minas Gerais, a cacica Puon\u00e1 Xipu Puri da comunidade Krim Orutu Puri, express\u00e3o de origem Puri que significa \u2018sangue valente\u2019, tenta manter viva uma tradi\u00e7\u00e3o que a lama da minera\u00e7\u00e3o tentou enterrar. Mesmo sem poder entrar nas \u00e1guas, ela ainda realiza rituais \u00e0 beira do rio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Para n\u00f3s, a perda do rio foi muito grande. Afetou todo o nosso povo. Principalmente a nossa cultura\u201d&nbsp;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O desastre-crime que resultou no rompimento da barragem de Fund\u00e3o, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG), completou dez anos no dia 5 de novembro de 2025. Considerado o maior desastre socioambiental da hist\u00f3ria do Brasil e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o, o rompimento de Fund\u00e3o marcou profundamente a vida de milhares de pessoas e deixou danos profundos ao longo da bacia do Rio Doce. <\/p>\n\n\n\n<p>Mais de 40 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos foram lan\u00e7ados no meio ambiente, contaminando o rio Doce e seus afluentes, destruindo comunidades inteiras e seus modos de vida, al\u00e9m de ter alcan\u00e7ado o litoral brasileiro no Esp\u00edrito Santo e na Bahia.&nbsp;Desde ent\u00e3o, fam\u00edlias atingidas enfrentam uma d\u00e9cada de dor, resist\u00eancia e luta por direitos diante de uma repara\u00e7\u00e3o marcada pela lentid\u00e3o e sem a completude da participa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Minas Gerais, o povo Xipu Puri, que vive \u00e0s margens do Rio Doce, em Tabuna, distrito de Aimor\u00e9s, e nos munic\u00edpios de Itueta e Pe\u00e7anha, tem em Puon\u00e1 Xipu Puri uma das principais lideran\u00e7as de sua comunidade ind\u00edgena. Defensora de uma tradi\u00e7\u00e3o familiar herdada dos antepassados, ela tem uma preocupa\u00e7\u00e3o central com a quest\u00e3o ambiental, principalmente diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que afetam diretamente seu povo.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/embed?mid=1J8Lm2iOP7Pj29cBLw0IEKWzShH9Ko_4&#038;ehbc=2E312F\" width=\"640\" height=\"480\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Puona Xipu Puri conta que at\u00e9 hoje tenta manter viva a cultura do seu povo na regi\u00e3o Norte de Minas, com foco na viv\u00eancia \u00e0s margens do Rio, local sagrado para seu povo, onde realizavam ritos ancestrais. No entanto,&nbsp; o rio n\u00e3o pode mais ser utilizado desde o rompimento da barragem em Mariana, que contaminou todo o curso das \u00e1guas. A pescaria, antes parte essencial da cultura e sobreviv\u00eancia do povo Xipu Puri, tamb\u00e9m foi afetada com a extin\u00e7\u00e3o dos peixes.<\/p>\n\n\n\n<p>O rompimento da barragem destruiu muito mais que o meio ambiente, rompeu tamb\u00e9m o elo espiritual de um povo com seu territ\u00f3rio. Para ela, o que falta n\u00e3o \u00e9 apenas indeniza\u00e7\u00e3o, mas escuta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Os governantes n\u00e3o querem saber, porque eles n\u00e3o dependem do rio. Apenas o nosso povo depende.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O novo acordo de repara\u00e7\u00e3o entre Samarco, Vale, BHP Billiton e o poder p\u00fablico, homologado em novembro de 2024, representou um marco na luta das comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fund\u00e3o. Ele substitui o modelo anterior, criticado pela falta de participa\u00e7\u00e3o dos atingidos e pela inefic\u00e1cia da Funda\u00e7\u00e3o Renova.<\/p>\n\n\n\n<p>Conduzido pelo <a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ)<\/a>, o processo de repactua\u00e7\u00e3o buscou corrigir falhas e garantir mais transpar\u00eancia. Avaliado em R$132 bilh\u00f5es, o novo acordo prev\u00ea investimentos em sa\u00fade, saneamento, educa\u00e7\u00e3o, meio ambiente, economia e apoio a povos tradicionais. Entre os avan\u00e7os, est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o Popular da Bacia do Rio Doce (R$5 bi), o reconhecimento dos danos \u00e0s mulheres atingidas (R$1 bi) e a continuidade das Assessorias T\u00e9cnicas Independentes por quatro anos, fortalecendo a participa\u00e7\u00e3o das comunidades.<br><br>Mesmo diante das tentativas de reconstru\u00e7\u00e3o e de novos acordos de repara\u00e7\u00e3o, os danos ambientais e sociais deixados pela lama seguem vivos nas \u00e1guas do Rio Doce e na mem\u00f3ria das comunidades <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/vozes-indigenas-no-saber-academico\/\">ind\u00edgenas<\/a>. A crise clim\u00e1tica, que agrava a escassez h\u00eddrica e compromete ecossistemas inteiros, tamb\u00e9m intensifica a vulnerabilidade desses povos, que dependem diretamente dos rios para sua sobreviv\u00eancia e espiritualidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Rios em risco<\/h3>\n\n\n\n<p>Para compreender melhor os impactos da polui\u00e7\u00e3o dos rios e como esses problemas refletem na sa\u00fade p\u00fablica e no equil\u00edbrio ambiental, conversamos com Fabiana Barbosa, engenheira ambiental e bi\u00f3loga da <a href=\"https:\/\/www.funed.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias (Funed)<\/a>. De acordo com ela, a polui\u00e7\u00e3o h\u00eddrica \u00e9 um dos maiores desafios ambientais e de sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds, pois aumenta a incid\u00eancia de doen\u00e7as como leptospirose e hepatite. Ela explica que \u201cquando uma \u00e1gua est\u00e1 polu\u00edda, dependendo do n\u00edvel de contamina\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o pode ser utilizada para consumo humano, o que afeta diretamente comunidades que dependem de po\u00e7os, cisternas e rios para sobreviver\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"5c6779\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-1024x684.webp\" alt=\"A imagem mostra o Rio Doce com \u00e1gua marrom-clara e plantas aqu\u00e1ticas na margem. \u00c1rvores ao redor enquadram a vista, e ao fundo h\u00e1 morros verdes sob um c\u00e9u azul com nuvens.\" class=\"wp-image-26197 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #5c6779; width:340px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-1024x684.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-768x513.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-570x381.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-740x494.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421-150x100.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213421.webp 1400w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rio Doce. Foto: Henrique Chendes\/ALMG<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A especialista tamb\u00e9m ressalta que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas agravam esse cen\u00e1rio, alterando a biodiversidade e provocando um efeito em cadeia:<em> <\/em>\u201cO calor extremo pode levar \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de cianobact\u00e9rias, microrganismos que liberam toxinas na \u00e1gua, o que compromete ainda mais a qualidade h\u00eddrica e impacta tanto o meio ambiente, quanto a sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es\u201d.<em><br><br><\/em>Fabiana Barbosa ressalta que pol\u00edticas de monitoramento da qualidade da \u00e1gua, conduzidas pelo poder p\u00fablico, s\u00e3o essenciais para prevenir novos desastres. No entanto, lembra que essas a\u00e7\u00f5es precisam ser aprimoradas e acompanhadas de fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva sobre o descarte de esgoto e efluentes industriais. Para ela, o monitoramento \u00e9 o norte que orienta pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas capazes de evitar a degrada\u00e7\u00e3o de rios e mananciais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Na Universidade, a luta \u00e9 por espa\u00e7o e respeito<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto a cacica Puon\u00e1 Xipu Puri enfrenta o silenciamento pela lama, Bibi Nhatar\u00e2miak, mulher do povo Borum Kren e doutoranda em Arqueologia pela <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<\/a>, enfrenta outro tipo de desafio: o acad\u00eamico.&nbsp;Nos corredores do <em>campus <\/em>Pampulha, Bibi carrega o peso e o orgulho de representar seu povo em um ambiente que, segundo ela, ainda n\u00e3o aprendeu a conviver com a diversidade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Eu nunca falo sozinha. Carrego o meu povo comigo. Cada passo \u00e9 uma luta e tamb\u00e9m uma alegria\u201d, <strong>afirma.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ela conta que andar pela universidade com o cocar atrai olhares que ferem, e perguntas que revelam o quanto o preconceito ainda \u00e9 presente. Mas, mesmo diante disso, Bibi Nhatar\u00e2miak segue firme, transformando a dor em for\u00e7a e a presen\u00e7a em s\u00edmbolo de resist\u00eancia. Para ela, ocupar esse espa\u00e7o \u00e9 desafiar a estrutura que historicamente excluiu os povos ind\u00edgenas da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A gente leva o territ\u00f3rio para dentro da universidade, e o que aprende l\u00e1, leva de volta pra fortalecer o nosso povo\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-gridlove-bg-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-3cd993d595b9e0b5e6b036357199493e\">Em todo o Brasil, essa luta vem ganhando novos rostos e vozes. De acordo com a <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/numero-de-estudantes-indigenas-no-ensino-superior-cresce-mas-grupo-enfrenta-desafios-para-se-formar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">revista Pesquisa Fapesp<\/a> Em 2022, cerca de 70 mil estudantes ind\u00edgenas estavam matriculados no ensino superior, 29% em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e 71% em privadas, de acordo com dados. A diferen\u00e7a reflete tanto o crescimento das pol\u00edticas de inclus\u00e3o e bolsas estudantis nas redes particulares, quanto as dificuldades de acesso e perman\u00eancia nas universidades p\u00fablicas, onde a concorr\u00eancia e a falta de apoio ainda s\u00e3o barreiras. Mesmo assim, o avan\u00e7o \u00e9 hist\u00f3rico e revela uma gera\u00e7\u00e3o que transforma o saber em forma de transforma\u00e7\u00e3o e pertencimento. Para Bibi Nhatar\u00e2miak, ocupar esse espa\u00e7o \u00e9 reescrever a hist\u00f3ria com a caneta nas m\u00e3os, usando o conhecimento em favor da resist\u00eancia de seu povo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel da m\u00eddia e o desafio de escutar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s discutir a presen\u00e7a dos povos ind\u00edgenas nas universidades e o papel do conhecimento tradicional dentro da pesquisa acad\u00eamica, o debate se volta para outra frente essencial: a comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 nesse ponto que entra a fala do jornalista e ativista pelos direitos dos povos origin\u00e1rios, Cl\u00e1udio Henrique Vieira, que reflete sobre a import\u00e2ncia de escutar quem por muito tempo foi silenciado e aponta que o desafio come\u00e7a com a educa\u00e7\u00e3o em casa, na escola e na sociedade. Para ele, o jornalismo deve atuar como um refor\u00e7o nesse papel educacional, indo al\u00e9m do superficial, e cobrar o poder p\u00fablico, al\u00e9m de priorizar as vozes dos povos tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Eu penso que o jornalismo refor\u00e7a esse papel de se preocupar com os rios, com os povos ind\u00edgenas, com os povos tradicionais, lembrando desse papel das fam\u00edlias, das escolas de ensino fundamental e m\u00e9dio, desse papel na sociedade&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para o ativista, a m\u00eddia n\u00e3o est\u00e1 escutando de maneira adequada. Essa falta de informa\u00e7\u00e3o educacional, que ele chama de solidariedade e preocupa\u00e7\u00e3o ambiental dos profissionais, gera falta de empatia por parte dos jornalistas, daquele que est\u00e1 respons\u00e1vel pela pauta, reportagem e edi\u00e7\u00e3o, dificultando uma cobertura honesta e cuidadosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista reafirma que fortalecer a escuta e o compromisso com a verdade \u00e9 o que pode aproximar a m\u00eddia da realidade dos povos ind\u00edgenas. Ele acredita que, quando h\u00e1 sensibilidade e responsabilidade, o jornalismo cumpre seu papel social e ajuda a formar uma sociedade mais emp\u00e1tica e consciente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As mulheres ind\u00edgenas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Assim como a cacica Puon\u00e1 Xipu Puri e a doutoranda Bibi Nhatar\u00e2miak, Jeane Gomes compartilha a vida com uma gera\u00e7\u00e3o de mulheres ind\u00edgenas que carregam n\u00e3o s\u00f3 resist\u00eancia, mas tamb\u00e9m legado ancestral e renova\u00e7\u00e3o. Ela lembra da sua av\u00f3 Guarani Mby\u00e1, com quem conviveu at\u00e9 os sete anos:<em> <\/em>\u201cEla gostava de andar descal\u00e7o, costurava as pr\u00f3prias roupas \u00e0 m\u00e3o, me ensinou o respeito pela natureza, pelos ritos ind\u00edgenas e, mesmo sofrendo racismo, aquilo me fortaleceu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A av\u00f3, para Jeane Gomes, foi madrinha espiritual, mentora no uso de ervas sagradas, nas hist\u00f3rias ind\u00edgenas e na b\u00ean\u00e7\u00e3o dos ritos e essa heran\u00e7a alimentou a trajet\u00f3ria dela no curso socioambiental, onde percebeu de forma mais clara \u201co apagamento promovido pelo colonizador\u201d e o valor de manter as ra\u00edzes vivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas hist\u00f3rias pessoais n\u00e3o s\u00e3o exce\u00e7\u00e3o, mas fazem parte de algo maior: as mulheres ind\u00edgenas t\u00eam papel central na preserva\u00e7\u00e3o cultural, na transmiss\u00e3o de saberes e na luta por visibilidade e voz. No Brasil, os dados recentes refor\u00e7am a for\u00e7a feminina. Segundo o Censo de 2022, 61,8% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena registrada em mais de 4 mil munic\u00edpios s\u00e3o mulheres. Por\u00e9m, dentro das terras ind\u00edgenas, essa propor\u00e7\u00e3o se inverte, pois s\u00e3o os homens que predominam, representando cerca de 71% dos habitantes nos territ\u00f3rios tradicionais<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"453e4a\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #453e4a;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-1024x684.webp\" alt=\"A imagem mostra um grupo ind\u00edgena reunido ao ar livre. Em destaque, tr\u00eas mulheres com pinturas faciais e adornos tradicionais participam ativamente, segurando marac\u00e1s. Uma delas fala enquanto gesticula, e ao fundo outras pessoas observam.\" class=\"wp-image-26202 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-1024x684.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-768x513.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-570x381.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-740x494.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233-150x100.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213233.webp 1400w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mulheres da comunidade indigena Kirim Orutu Pur\u00ed. Foto: Henrique Chendes\/ALMG<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, estima-se que mais de 860 mil ind\u00edgenas s\u00e3o mulheres, segundo o IBGE. Esses n\u00fameros mostram que mesmo com popula\u00e7\u00e3o numericamente expressiva, as mulheres ind\u00edgenas enfrentam desafios profundos: migrar para fora das terras tradicionais em busca de trabalho, estudo ou mesmo pela necessidade de cuidados, bem como lidar com a invisibilidade de suas lideran\u00e7as em espa\u00e7os formais de poder.<\/p>\n\n\n\n<p>A figura da cacica simboliza uma lideran\u00e7a ancestral, que mistura poder espiritual, pol\u00edtico e comunit\u00e1rio. Essas mulheres lideram por meio de diferentes estrat\u00e9gias nas comunidades, nas organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, nas associa\u00e7\u00f5es femininas e resistem n\u00e3o apenas a viol\u00eancia f\u00edsica, mas tamb\u00e9m ao apagamento cultural, construindo voz ativa para reivindicar seus direitos ancestrais. N\u00e3o h\u00e1 como subestimar a import\u00e2ncia dessas lideran\u00e7as, pois s\u00e3o mulheres que reconstroem o sentido de pertencimento, que garantem a transmiss\u00e3o de saberes tradicionais e que assumem pap\u00e9is decisivos no fortalecimento comunit\u00e1rio e pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A luta por visibilidade e a perman\u00eancia ind\u00edgena<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria das vozes ind\u00edgenas se estabelece como um poderoso movimento de resist\u00eancia e afirma\u00e7\u00e3o. Os desafios enfrentados, sejam eles de ordem ambiental, social ou institucional, mostram uma luta persistente por direitos e respeito. A dor de uma d\u00e9cada de lentid\u00e3o na repara\u00e7\u00e3o de danos ambientais, como no caso da barragem de Fund\u00e3o, coexiste com a for\u00e7a de lideran\u00e7as que exigem mais do que compensa\u00e7\u00e3o financeira, clamando por escuta e participa\u00e7\u00e3o efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a crescente de ind\u00edgenas em novos espa\u00e7os marca uma nova fase, onde o saber \u00e9 utilizado para a transforma\u00e7\u00e3o e o fortalecimento comunit\u00e1rio. Essa atua\u00e7\u00e3o \u00e9 insepar\u00e1vel da lideran\u00e7a ancestral das mulheres&nbsp; na transmiss\u00e3o de saberes e na constru\u00e7\u00e3o de uma voz ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o compromisso com a verdade e a empatia se concretizem, \u00e9 fundamental que haja uma mudan\u00e7a na forma como a sociedade e a comunica\u00e7\u00e3o se relacionam com os povos origin\u00e1rios. A responsabilidade social de informar e educar \u00e9 vital para garantir que a perman\u00eancia e a cultura ind\u00edgena sejam inegavelmente reconhecidas e respeitadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"595260\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #595260;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2213341-1024x684.webp\" alt=\"Um homem ind\u00edgena, com a fei\u00e7\u00e3o seria usando um cocar azul e com o rosto pintado de laranja. 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Foto: Henrique Chendes\/ALMG<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ou\u00e7a na \u00edntegra o podcast VOZES, com Alexandre Maciel, Let\u00edcia Souza, Marina Santos e Thiago Brene:<\/h2>\n\n\n\n<iframe data-testid=\"embed-iframe\" style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3GUOXkrBhDD65T4u5Cw858?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"152\" frameBorder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem produzida por Alexandre Maciel, Let\u00edcia Souza, Marina Morena e Thiago Brene na disciplina Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital, no curso de Jornalismo do <em>campus<\/em> S\u00e3o Gabriel no semestre 2025\/2, sob a supervis\u00e3o da professora Ver\u00f4nica Soares da Costa.<\/pre>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Leia tamb\u00e9m:<\/p><cite><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/vozes-indigenas-no-saber-academico\/\">Vozes ind\u00edgenas no saber acad\u00eamico<\/a>  e <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/sonhos-indigenas-instigam-nova-maneira-de-ver-o-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sonhos ind\u00edgenas instigam nova maneira de ver o mundo<\/a><\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da aldeia ao doutorado, do territ\u00f3rio ao microfone, as vozes ind\u00edgenas seguem rompendo cercas, lutando por terra, por rio e por escuta<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":26149,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[802,22,1469,1319],"tags":[2539,174,2800,380,2802],"class_list":["post-26145","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colabcast","category-cultura","category-lab-jor-digi","category-meio-ambiente","tag-cop-30","tag-cultura","tag-indigenas-3","tag-meio-ambiente","tag-povos-originarios"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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