{"id":25940,"date":"2025-11-26T15:10:15","date_gmt":"2025-11-26T18:10:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=25940"},"modified":"2025-12-17T15:15:35","modified_gmt":"2025-12-17T18:15:35","slug":"capim-branco-cronica-de-um-deserto-de-noticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/capim-branco-cronica-de-um-deserto-de-noticias\/","title":{"rendered":"Capim Branco: cr\u00f4nica de um deserto de not\u00edcias"},"content":{"rendered":"\n<p>A apenas 50 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, a vida em Capim Branco, com seus 10.663 habitantes, flui em um ritmo pr\u00f3prio. A cidade \u00e9 um retrato de uma realidade mineira e brasileira: \u00e9 um dos 491 munic\u00edpios de Minas Gerais (58% do total) que vivem em um deserto de not\u00edcias, onde o jornalismo profissional, que reporta o dia a dia, fiscaliza o poder e aprofunda as quest\u00f5es locais, n\u00e3o existe.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 853 munic\u00edpios totais do estado, 491 s\u00e3o desertos completos e outros 233 s\u00e3o &#8220;quase desertos&#8221;, ou seja, t\u00eam apenas um ve\u00edculo jornal\u00edstico local. Somados, representam 84,9% dos munic\u00edpios mineiros e apenas 129 cidades t\u00eam dois ou mais ve\u00edculos de imprensa local. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a todo territ\u00f3rio nacional, o <a href=\"https:\/\/atlas.jor.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Atlas da Not\u00edcia<\/em><\/a>, projeto do<em> <\/em><a href=\"https:\/\/www.projor.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo <\/em>(Projor)<\/a>, mapeou na edi\u00e7\u00e3o de 2025 que, al\u00e9m de Capim Branco, outros 4.367 munic\u00edpios brasileiros s\u00e3o classificados como <strong>desertos de not\u00edcias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por qu\u00ea dentre os 491 munic\u00edpios mineiros, que s\u00e3o <strong>desertos de not\u00edcia<\/strong>, escolhemos Capim Branco? A resposta \u00e9 que quisemos explorar, nesta reportagem, o que h\u00e1 de trivial, ordin\u00e1rio, aparentemente banal, e n\u00e3o algo excepcional. Normalmente, os jornalistas, seguindo o crit\u00e9rio da noticiabilidade, optam justamente pelo oposto ao noticiar: o extraordin\u00e1rio, o que foge do normal, \u00e9 escolhido como mais relevante, pelo o menos, na grande maioria das vezes. Queremos mostrar qu\u00e3o valioso \u00e9 a vida cotidiana dessa cidade pequena e de poucos habitantes. <\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, nos inspiramos na reportagem especial <a href=\"https:\/\/agenciamural.org.br\/especiais\/sem-noticias\/\"><em>&#8220;Pirapora do Bom Jesus: como \u00e9 a vida em uma cidade sem jornalismo local&#8221;<\/em><\/a>, da<a href=\"https:\/\/agenciamural.org.br\/\"> <em>Ag\u00eancia Mural<\/em><\/a>. Com o texto, somos convidados a conhecer a hist\u00f3ria, as particularidades da cidade e os desafios comunicacionais enfrentados pelos moradores de Pirapora do Bom Jesus (SP), que residem em um <strong>deserto de not\u00edcias<\/strong>. Al\u00e9m de serem classificadas como cidades sem jornalismo local, chama aten\u00e7\u00e3o outra caracter\u00edstica em comum entre as duas cidades: est\u00e3o em uma dist\u00e2ncia assustadoramente curta das capitais, que contam com cobertura jornal\u00edstica. Enquanto Capim Branco est\u00e1 a 50 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, Pirapora do Bom Jesus fica a quase 60 da cidade de S\u00e3o Paulo. \u00c9 interessante pensar que mesmo munic\u00edpios t\u00e3o pr\u00f3ximos \u00e0s capitais vivenciam o fen\u00f4meno dos <strong>desertos de not\u00edcias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"d0dde1\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"468\" height=\"507\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.28.19-2.webp\" alt=\"Mapa de Minas Gerais destacando em azul os 491 munic\u00edpios classificados como desertos de not\u00edcias, segundo o Atlas da Not\u00edcia 2025.\" class=\"wp-image-25956 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #d0dde1; width:295px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.28.19-2.webp 468w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.28.19-2-277x300.webp 277w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.28.19-2-370x401.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.28.19-2-270x293.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.28.19-2-150x163.webp 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"aad5d0\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"467\" height=\"421\" sizes=\"auto, (max-width: 467px) 100vw, 467px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.31.04-1.webp\" alt=\"Mapa da Regi\u00e3o Geogr\u00e1fica Imediata de Sete Lagoas mostrando que 12 dos 19 munic\u00edpios, incluindo Capim Branco, s\u00e3o desertos de not\u00edcias.\" class=\"wp-image-25957 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #aad5d0; width:356px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.31.04-1.webp 467w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.31.04-1-300x270.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.31.04-1-370x334.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.31.04-1-270x243.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-17.31.04-1-150x135.webp 150w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Diante dos dados alarmantes divulgados pelo Atlas e a fim de entender como \u00e9 a vida em um lugar sem cobertura jornal\u00edstica local, fomos at\u00e9 Capim Branco para conversar com moradores. Observamos de perto como a comunica\u00e7\u00e3o acontece por l\u00e1, al\u00e9m de entender se um ve\u00edculo pr\u00f3prio \u00e9 algo que faz falta no dia a dia das pessoas. Nossa primeira visita aconteceu em uma manh\u00e3 de s\u00e1bado, no dia 23 de agosto de 2025. Encontramos ruas tranquilas \u2014 ora estradas de terra, ora asfaltadas &#8211;\u00a0 com poucos carros, sem aquele barulho de tr\u00e2nsito, comum na capital. Pouco com\u00e9rcio era avistado na cidade, em que predominavam as casas. Muitas pessoas estavam nas portas de seus lares, conversando, lavando o quintal ou varrendo a cal\u00e7ada. Cen\u00e1rio t\u00edpico de cidade pequena.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Conversas sobre Jornalismo em Capim Branco\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oOj05qeXyZk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O \u201cboca a boca\u201d tamb\u00e9m \u00e9 caracter\u00edstico em munic\u00edpios do interior e persiste no cotidiano da cidade metropolitana mesmo com o passar dos anos. Essa din\u00e2mica reflete a oralidade que ainda permeia a comunica\u00e7\u00e3o capim branquense, como observa Mariana Souza, jornalista, cantora e moradora local: &#8220;Para a gente ter not\u00edcia das coisas aqui (em Capim Branco), a gente tem que conhecer pessoas, porque s\u00e3o as pessoas os ve\u00edculos de not\u00edcia da cidade. Ent\u00e3o, voc\u00ea vai fazer uma atividade f\u00edsica, voc\u00ea encontra um grupo que te conta um monte de coisas que est\u00e3o acontecendo na cidade. Voc\u00ea vai a um bar e encontra outras pessoas que v\u00e3o contando e assim a gente vai trocando as informa\u00e7\u00f5es\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a oralidade o meio que faz as not\u00edcias circularem por l\u00e1. Diferente da tranquilidade das ruas que vimos naquele dia, descobrimos, ao conversar com moradores, que o \u201cgrup\u00e3o do zap\u201d, em que a maioria deles se comunica, \u00e9 bastante movimentado. Sem um jornal local que concentre e organize os acontecimentos, a vida comunit\u00e1ria de Capim Branco se redesenhou no <em>WhatsApp<\/em>: avisos, reclama\u00e7\u00f5es, boatos, pedidos, celebra\u00e7\u00f5es, est\u00e1 tudo l\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Grup\u00e3o do Zap<\/h2>\n\n\n\n<p>O \u201cGrup\u00e3o bate papo Capim Branco\u201d conta com mais de 550 participantes, conectando cerca de 5% da popula\u00e7\u00e3o e funciona como o principal canal de informa\u00e7\u00e3o. O vereador Welbson da Silva (Pretinho) \u00e9 um desses integrantes: &#8220;Qualquer coisa que acontece, a gente tem um grup\u00e3o aqui do nosso munic\u00edpio que atende a todos .(&#8230;) Tudo \u00e9 informado por l\u00e1&#8221;. A cren\u00e7a na efic\u00e1cia do aplicativo para a comunica\u00e7\u00e3o local \u00e9 tamanha que, segundo Mariana Souza, &#8220;as pessoas leem o <em>WhatsApp <\/em>muito mais do que um panfleto que vai ficar na caixa do correio&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Qualquer coisa que acontece, a gente tem um grup\u00e3o aqui do nosso munic\u00edpio que atende a todos . Tudo \u00e9 informado por l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Welbson da Silva<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>As mensagens formam um retrato da vida cotidiana. Um morador posta a foto de um cachorro perdido, outro anuncia a venda de um lote, um terceiro busca indica\u00e7\u00f5es de eletricista. A pol\u00edtica tamb\u00e9m aparece o tempo todo e as diferen\u00e7as partid\u00e1rias n\u00e3o s\u00e3o um problema: &#8220;Tem gente que at\u00e9 briga e mata por causa de pol\u00edtica&#8221;, admite um participante do grupo, que logo completa: &#8220;Aqui conhecemos todo mundo e a gente zoa um ao outro, entre Lula e Bolsonaro. Mas sempre queremos o melhor para a popula\u00e7\u00e3o do nosso Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o dos moradores com as not\u00edcias \u00e9 complexa. Se, por um lado, h\u00e1 a busca por informa\u00e7\u00e3o, por outro, existe certa avers\u00e3o ao que \u00e9 veiculado. Margarida Santos, ou Guida (apelido), \u00e9 moradora da cidade h\u00e1 40 anos e anseia por &#8220;not\u00edcia boa para animar a gente&#8221;, mas confessa que &#8220;muitas not\u00edcias s\u00e3o negativas como trag\u00e9dias, crimes, pol\u00edtica corrupta, o que desestimula acompanhar a imprensa&#8221;. Essa postura, que se alinha ao fen\u00f4meno do <a href=\"https:\/\/reutersinstitute.politics.ox.ac.uk\/news\/people-are-turning-away-news-heres-why-it-may-be-happening\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>news avoidance<\/em><\/a>, ou \u201cevita\u00e7\u00e3o de not\u00edcias\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre, revela que a falta de um jornalismo local que valorize as conquistas e o cotidiano positivo da comunidade pode afastar ainda mais os cidad\u00e3os do interesse em querer se informar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"91749e\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #91749e;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-1024x768.webp\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o mostrando uma pessoa desligando a televis\u00e3o com um controle remoto enquanto uma fala em um bal\u00e3o verde diz \u201cS\u00f3 tem not\u00edcia ruim! Para mim j\u00e1 deu de jornal!\u201d, simbolizando o fen\u00f4meno do news avoidance.\" class=\"wp-image-26070 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO-150x113.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2ILUSTRACAO.webp 2000w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o: Ana Brisa Reis<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O relato de Guida nos lembrou <em><a href=\"https:\/\/www.livrariaarquipelago.com.br\/a-vida-que-ninguem-ve-eliane-brum\">\u201cA vida que ningu\u00e9m v\u00ea\u201d<\/a><\/em>, da jornalista Eliane Brum. No livro, ela explora acontecimentos que n\u00e3o viram not\u00edcia e as sutilezas da vida das pessoas que n\u00e3o s\u00e3o celebridades, que passam despercebidas e at\u00e9 mesmo silenciadas. Essas hist\u00f3rias est\u00e3o na obra em formas de 23 cr\u00f4nicas, que fizeram sucesso no final dos anos 90 nas edi\u00e7\u00f5es de s\u00e1bado do finado jornal <em>Zero Hora.<\/em> Em certo momento do livro, Eliane Brum diz \u201csempre gostei das hist\u00f3rias pequenas. Das que se repetem, das que pertencem \u00e0 gente comum. Das desimportantes. O oposto, portanto, do jornalismo cl\u00e1ssico\u201d. Um jornalismo local, cidad\u00e3o e de proximidade (vamos explorar esse conceito mais \u00e0 frente), poderia manter vivo o interesse da popula\u00e7\u00e3o em consumir not\u00edcias, explorando o extraordin\u00e1rio que h\u00e1 no cotidiano, na vida comum? Combinando as t\u00e9cnicas jornal\u00edsticas a um olhar atento e voltado para as demandas da popula\u00e7\u00e3o de Capim Branco, o jornalismo poderia reinserir as pessoas e os acontecimentos na mem\u00f3ria da cidade?<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m do grup\u00e3o, as not\u00edcias de Capim Branco s\u00e3o narradas por fontes externas. A cidade consome mais narrativas sobre si mesma do que produz. Uma certa invisibilidade tamb\u00e9m pode ser percebida nesse contexto e gera frustra\u00e7\u00e3o entre os moradores, como expressa Andr\u00e9 Serra, professor e agente cultural em Capim Branco: &#8220;Na hora que voc\u00ea fala \u2018Capim Branco\u2019, a pessoa fala: \u2018onde \u00e9 que \u00e9?\u2019\u201d, lamenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cobertura dos acontecimentos locais fica a cargo de dois portais digitais da regi\u00e3o e um perfil no <em>Instagram<\/em>. O <em>Sete Lagoas<\/em> (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/setelagoas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@setelagoas<\/a> no <em>Instagram<\/em>), que possui 136 mil seguidores e cobre 14 cidades da regi\u00e3o, incluindo Capim Branco, o perfil <em>Capim Branco Atento (<\/em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/capimbrancoatento?igsh=MXJ0amxjdXB6b2xndw%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@capimbrancoatento<\/a>), com 6.397 seguidores e o portal<em> Por Dentro de Tudo<\/em> (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/pordentrodetudooficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@pordentrodetudooficial<\/a>), com 44 mil seguidores e com <em>posts<\/em> que, em sua maioria, t\u00eam foco em conte\u00fados r\u00e1pidos sobre o entorno de Belo Horizonte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">J\u00e1 o <a href=\"https:\/\/www.capimbranco.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site da prefeitura<\/a>, quando o assunto s\u00e3o as not\u00edcias, \u00e9 bem limitado. At\u00e9 o momento em que esta reportagem foi publicada, no ano de 2025 foram postadas apenas 39 not\u00edcias na p\u00e1gina do governo municipal, 22 delas relacionadas a processos seletivos, editais, erratas e chamamentos p\u00fablicos. Not\u00edcias sobre eventos culturais somam apenas tr\u00eas publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div class=\"n2-section-smartslider fitvidsignore  n2_clear\" data-ssid=\"182\"><div id=\"n2-ss-182-align\" class=\"n2-ss-align\"><div class=\"n2-padding\"><div id=\"n2-ss-182\" data-creator=\"Smart Slider 3\" data-responsive=\"auto\" class=\"n2-ss-slider n2-ow n2-has-hover n2notransition  \">\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n<div class=\"n2-ss-slider-wrapper-outside\" style=\"grid-template-rows:1fr auto\"><div class=\"n2-ss-slider-wrapper-inside\">\n        <div class=\"n2-ss-slider-1 n2_ss__touch_element n2-ow\">\n            <div class=\"n2-ss-slider-2 n2-ow\">\n                                                <div class=\"n2-ss-slider-3 n2-ow\">\n\n                    <div class=\"n2-ss-slide-backgrounds n2-ow-all\"><div class=\"n2-ss-slide-background\" data-public-id=\"1\" data-mode=\"fill\"><div class=\"n2-ss-slide-background-image\" data-blur=\"0\" 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Atuando como docente e pesquisadora na Universidade Federal Fluminense (UFF), ela conta que o tema est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica. Desde a faculdade de jornalismo, ela sempre se perguntou \u201cpor que algumas cidades t\u00eam produ\u00e7\u00e3o de not\u00edcias e outras cidades n\u00e3o t\u00eam?\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Por que algumas cidades t\u00eam produ\u00e7\u00e3o de not\u00edcias e outras cidades n\u00e3o t\u00eam?<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Foi fazendo seu doutorado que ela come\u00e7ou a achar as respostas para essa quest\u00e3o, que a assombrou por muitos anos. \u201cN\u00e3o ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o prejudica a vida das pessoas porque elas n\u00e3o t\u00eam como saber o que est\u00e1 acontecendo, elas n\u00e3o t\u00eam como tomar decis\u00f5es informadas e n\u00e3o t\u00eam seguran\u00e7a a respeito de como interpretar determinadas coisas\u201d, relatou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca da pesquisa de doutorado, Jacqueline da Silva Deolindo foi apresentada ao pensamento de Milton Santos, ge\u00f3grafo, jornalista, ativista e professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que ela definiu durante a entrevista como \u201cincr\u00edvel\u201d. Santos \u00e9 um dos mais importantes nomes da hist\u00f3ria da geografia. Foi premiado internacionalmente e reconhecido como doutor <em>honoris causa <\/em>por diversas universidades. Defendia uma geografia cr\u00edtica e humana, revolucionando a ideia de \u201clugar\u201d, visto por ele como algo al\u00e9m do espa\u00e7o em si, mas carregado de mem\u00f3ria e identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de ler o que ele escreveu em sua obra &#8220;<a href=\"https:\/\/www.edusp.com.br\/loja\/produto\/566\/espaco-do-cidadao-o\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Espa\u00e7o do Cidad\u00e3o<\/em><\/a>&#8220;, que aborda o \u201cperigo da desinforma\u00e7\u00e3o, a necessidade de socializar a informa\u00e7\u00e3o e como a dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica implica tamb\u00e9m em dist\u00e2ncia informativa, e, portanto em dist\u00e2ncia pol\u00edtica\u201d, ela finalmente come\u00e7ou a entender. E, a partir da\u00ed, novas quest\u00f5es foram surgindo.<\/p>\n\n\n\n<p>O mote de sua primeira pesquisa dentro do tema buscava entender por que a empresa de m\u00eddia prospera em alguns lugares e, em outros, n\u00e3o. Jacqueline Deolindo conta que a resposta estava tamb\u00e9m na geografia. Segundo ela, fatores como demografia, hist\u00f3ria, cultura e demandas espec\u00edficas da comunidade influenciam diretamente esse cen\u00e1rio. Ela explica que, em muitos munic\u00edpios, existe demanda por informa\u00e7\u00e3o, mas a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabe como atender a essa necessidade. A falta de cursos de jornalismo na regi\u00e3o, segundo ela, faz com que os moradores n\u00e3o aprendam a escrever, apurar e publicar not\u00edcias. Outro fator que pesa \u00e9 o porte desses lugares, a maior parte dos desertos de not\u00edcias \u00e9 formada por cidades pequenas e pobres: \u201cessa \u00e9 uma caracter\u00edstica importante\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 relevante pensar que a paisagem midi\u00e1tica regional apresenta caracter\u00edsticas pr\u00f3prias que ajudam a entender o cen\u00e1rio em que existem os <strong>desertos de not\u00edcias<\/strong>. Enquanto em Minas Gerais o r\u00e1dio ainda det\u00e9m a maior fatia da distribui\u00e7\u00e3o de m\u00eddia, com 45,23%, na Regi\u00e3o Geogr\u00e1fica Intermedi\u00e1ria de Sete Lagoas, da qual Capim Branco faz parte, o cen\u00e1rio \u00e9 invertido: as m\u00eddias online predominam significativamente, com 42,31%, perfazendo 11 ve\u00edculos no total. O r\u00e1dio ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o com nove ve\u00edculos, seguido pelo impresso com cinco e a televis\u00e3o com apenas um ve\u00edculo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"cee4e2\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #cee4e2;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"664\" height=\"290\" sizes=\"auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-19.02.17.webp\" alt=\"Gr\u00e1fico comparando o consumo de m\u00eddias na Regi\u00e3o Intermedi\u00e1ria de Sete Lagoas e no estado de Minas Gerais, com barras para online, r\u00e1dio, impresso e televis\u00e3o.\" class=\"wp-image-25960 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-19.02.17.webp 664w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-19.02.17-300x131.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-19.02.17-370x162.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-19.02.17-270x118.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-19.02.17-570x249.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-19.02.17-150x66.webp 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa discrep\u00e2ncia evidencia uma adapta\u00e7\u00e3o acelerada da regi\u00e3o \u00e0s plataformas digitais, consolidando-a como um ambiente onde o <em>online<\/em> se estabelece como a principal forma de circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, o que torna ainda mais paradoxal a aus\u00eancia de ve\u00edculos digitais locais em Capim Branco. Os n\u00fameros (Projor)&nbsp; tamb\u00e9m revelam que embora Minas Gerais conte com 1.280 ve\u00edculos ativos, 128 pararam suas atividades \u2014 10% do total em funcionamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o ao estado mineiro, Phellipy Pereira J\u00e1come, pesquisador e professor do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pondera que existem&nbsp; v\u00e1rios tipos de \u201cmineiridades\u201d, que revelam m\u00faltiplas identidades, e experi\u00eancias no estado. \u201cMuitas vezes essa identidade mineira est\u00e1 associada \u00e0 ideia do pr\u00f3prio nome do&nbsp; estado, de uma certa topografia montanhosa, de certos&nbsp;habitantes que, de alguma maneira, poderiam ser reflexo dessa topografia. A rela\u00e7\u00e3o com o clima, com a agricultura, com a lavoura, com outras formas econ\u00f4micas e outras formas de existir que n\u00e3o necessariamente representam esse desejo de fixa\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria em torno de uma mineiridade\u201d, afirma o pesquisador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com o clima, com a agricultura, com a lavoura, com outras formas econ\u00f4micas e outras formas de existir que n\u00e3o necessariamente representam esse desejo de fixa\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria em torno de uma mineiridade.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em seu artigo <em>\u201c<\/em><a href=\"https:\/\/repositorio.ufmg.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/a9ddf8eb-ff4e-49c7-ba42-759f7d04059f\/content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Escravid\u00e3o e abolicionismo na imprensa mineira do s\u00e9culo XIX<\/em><\/a>\u201d, Phellipy J\u00e1come explica que essa pluralidade hist\u00f3rica nos discursos comunicacionais mineiros existia j\u00e1 no s\u00e9culo XIX, nas contradi\u00e7\u00f5es entre os jornais que assumiram uma posi\u00e7\u00e3o escravista e outros com posi\u00e7\u00f5es emancipacionistas, o que evidencia o apagamento das vozes e especificidades locais, mantido nos <strong>desertos de not\u00edcias<\/strong>, cidades que ficam ref\u00e9ns dos ve\u00edculos da capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da entrevista com Jacqueline da Silva Deolindo, tivemos acesso ao artigo escrito por ela sobre as zonas de escassez midi\u00e1tica, o \u201c<a href=\"http:\/\/intercom.org.br\/papers\/nacionais\/2013\/resumos\/R8-0641-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Fronteiras jornal\u00edsticas: do sil\u00eancio \u00e0 alteridade<\/em><\/a>\u201d. Segundo a especialista, \u00e9 a partir da articula\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas e linguagens espec\u00edficas que o jornalismo consegue narrar os fatos. Fazendo isso \u00e9 que o jornalismo torna-se mediador entre o indiv\u00edduo e a sociedade e \u201cfornece aos cidad\u00e3os uma possibilidade de integrar-se a um mundo cada vez mais din\u00e2mico\u201d. No mesmo ensaio, ela tamb\u00e9m se refere \u00e0s zonas de escassez midi\u00e1tica como \u00e1reas carentes de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, situadas na \u201cperiferia do sistema informativo\u201d. Na pr\u00e1tica, significa dizer que esses lugares recebem conte\u00fados de m\u00eddias centrais, como o <em>Jornal Nacional<\/em>, da <em>Rede<\/em> <em>Globo<\/em>, mas n\u00e3o produzem o que a pesquisadora chama de \u201ccontrafluxo informativo\u201d, ou seja, n\u00e3o conseguem projetar suas pr\u00f3prias vozes e acontecimentos fora de seus limites. Em Capim Branco, s\u00e3o muitas as pautas relevantes que n\u00e3o fazem esse caminho contr\u00e1rio da informa\u00e7\u00e3o. A cidade fala de si para si, mas n\u00e3o fala de si para fora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, Jacqueline Deolindo explica que as fronteiras jornal\u00edsticas s\u00e3o \u00e1reas em que fatores geogr\u00e1ficos, pol\u00edticos, econ\u00f4micos e culturais influenciam a circula\u00e7\u00e3o de narrativas. Nesse cen\u00e1rio, esses territ\u00f3rios podem promover trocas culturais, o que \u00e9 positivo, mas tamb\u00e9m podem provocar silenciamentos quando ficam \u00e0 margem da cobertura midi\u00e1tica. \u00c9 o que ocorre nos chamados <strong>desertos de not\u00edcias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Viver em uma fronteira jornal\u00edstica n\u00e3o significa estar fora do mapa das hist\u00f3rias que merecem ser contadas. Essas comunidades, segundo Jacqueline Deolindo, t\u00eam \u201cdemandas pr\u00f3prias e hist\u00f3rias que ultrapassam seus limites\u201d. Em seu trabalho, ela diz que mesmo sem uma cobertura jornal\u00edstica constante, a cultura e cotidiano dessas \u00e1reas s\u00e3o aspectos dignos de \u201colhares que as arranquem da indiferen\u00e7a a que est\u00e3o relegadas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em um <strong>deserto de not\u00edcias<\/strong>, ou uma fronteira jornal\u00edstica, grandes acontecimentos regionais, nacionais e mundiais acabam chegando pela r\u00e1dio ou pela televis\u00e3o. Mas, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s not\u00edcias locais, Deolindo&nbsp; conclui que o que esses lugares passam para o resto do mundo \u00e9 \u201csil\u00eancio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 importante frisar que esse sil\u00eancio que envolve Capim Branco n\u00e3o \u00e9 o da falta de comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 um sil\u00eancio voltado para fora, o sil\u00eancio da cidade diante do mundo \u2014 e n\u00e3o dentro dela. A vida acontece nas conversas de vizinhan\u00e7a, nas celebra\u00e7\u00f5es, no cotidiano, nos afetos.\u00a0 Todos esses aspectos mant\u00e9m viva a identidade local, mesmo longe da aten\u00e7\u00e3o da imprensa.<br>O v\u00e1cuo deixado pelo jornalismo \u00e9 preenchido pelo &#8216;burburinho&#8217; \u2014 termo usado por Phellipy Pereira J\u00e1come, da UFMG, para referir-se \u00e0s outras pr\u00e1ticas comunicacionais que n\u00e3o o jornalismo profissional. Os grupos de <em>WhatsApp<\/em>, carros de som e o boca a boca s\u00e3o exemplos desse \u2018burburinho\u2019, muito utilizados em Capim Branco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os caminhos improvisados da informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O professor e pesquisador&nbsp; Phellipy Pereira J\u00e1come tamb\u00e9m falou da realidade dos <strong>desertos de not\u00edcias<\/strong>, caracter\u00edstica de Capim Branco: \u201c\u00e0s vezes, n\u00e3o tem um jornal numa determinada cidade, mas voc\u00ea tem certos espa\u00e7os que s\u00e3o ocupados por determinados agentes que se transformam em agentes noticiosos, por assim dizer\u201d, explica. Prova disso \u00e9 que o grup\u00e3o do <em>WhatsApp<\/em>, outras m\u00eddias sociais, carros de som, alto-falantes de igrejas, canais oficiais da prefeitura e at\u00e9 o boca a boca foram os meios mais citados nas entrevistas por moradores de Capim Branco como ferramentas utilizadas para acompanhar o que acontece na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O portal regional <a href=\"https:\/\/pordentrodetudo.com.br\/\"><em>Por Dentro de Tudo<\/em><\/a>, sediado em Matozinhos \u2014 munic\u00edpio vizinho a Capim Branco, \u00e9 uma das refer\u00eancias. Mas, mesmo ele, depois de analisarmos, nos parece limitado do ponto de vista jornal\u00edstico, sem olhar exclusivo para os problemas cotidianos da comunidade, o que&nbsp; pode criar um cen\u00e1rio em que as not\u00edcias chegam de forma fragmentada e nem sempre confi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Como voc\u00ea se informa? O povo fala em Capim Branco\" width=\"563\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oNGwaL8sF5I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa depend\u00eancia de meios informais tamb\u00e9m exp\u00f5e a popula\u00e7\u00e3o a uma confus\u00e3o entre not\u00edcia e propaganda. Para muitos moradores, postagens em perfis pol\u00edticos ou comunicados da prefeitura s\u00e3o vistos como fontes de informa\u00e7\u00e3o suficientes, ainda que representem mais interesses institucionais do que jornal\u00edsticos.<strong> <\/strong>Maria L\u00facia Souza Lima, que vive em Capim Branco h\u00e1 25 anos e \u00e9 a fundadora da escola de samba da cidade, disse que as p\u00e1ginas oficiais da prefeitura s\u00e3o de confian\u00e7a e busca por elas quando precisa saber das not\u00edcias locais ou confirmar alguma informa\u00e7\u00e3o. Rosana Dias Magalh\u00e3es, que j\u00e1 foi vice da escola de samba, concorda: \u201cQuando eu quero saber de alguma coisa eu vou l\u00e1 no site da prefeitura porque a\u00ed eu sei que \u00e9 coisa s\u00e9ria\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"7c716a\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #7c716a;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/maria-lucia-e-rosana-magalhCes-1024x768.webp\" alt=\"Maria L\u00facia e Rosana Magalh\u00e3es, duas moradoras de Capim Branco sentadas em um banco durante entrevista; ao fundo, \u00e1rea externa com \u00e1rvores e piscina.\" class=\"wp-image-25881 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/maria-lucia-e-rosana-magalhCes-1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/maria-lucia-e-rosana-magalhCes-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/maria-lucia-e-rosana-magalhCes-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/maria-lucia-e-rosana-magalhCes-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/maria-lucia-e-rosana-magalhCes-150x113.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/maria-lucia-e-rosana-magalhCes.webp 1600w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Maria L\u00facia e Rosana Magalh\u00e3es durante entrevista. Foto: Katia Torres<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Carros de som pagos para anunciar festas, missas transmitidas pela r\u00e1dio ou mensagens repassadas em m\u00eddias sociais acabam ganhando status de \u201cnot\u00edcia\u201d, enquanto quest\u00f5es fundamentais, como decis\u00f5es da C\u00e2mara Municipal, circulam apenas em grupos fechados de <em>WhatsApp<\/em> ou, em casos extremos, chegam \u00e0 imprensa nacional por meio de den\u00fancias isoladas \u00e0 <a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/7467574\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Rede Globo<\/em><\/a>, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-background\" style=\"background-color:#008c47\">Estudo de Caso: O V\u00e1cuo da Informa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. O fato<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color has-link-color wp-elements-f4faf0b65c7522773db6881343e7ae35\">Ap\u00f3s uma den\u00fancia an\u00f4nima, a Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria e a pol\u00edcia fecham uma f\u00e1brica de cacha\u00e7a de um produtor local. Todo o estoque \u00e9 descartado diretamente na rede pluvial da cidade.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:40%\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. A rea\u00e7\u00e3o imediata e a tentativa de a\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color has-link-color wp-elements-97efebdf096dbbb16da023c3f17dd8f7\">A not\u00edcia explode no principal grupo de WhatsApp da cidade. A informa\u00e7\u00e3o se fragmenta instantaneamente: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color has-link-color wp-elements-fdd5f4d50685da500c9fd6b4601a6d5f\"><em>&#8220;Coitado, um homem trabalhador sendo perseguido!&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color has-link-color wp-elements-4f573c010e6549c4eee121e9c8d17e56\">Um morador afirma no grupo ter denunciado o descarte da cacha\u00e7a no c\u00f3rrego ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, preocupado com o dano ambiental. O assunto gera breves coment\u00e1rios e desaparece.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. A Cobertura Distante<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color has-link-color wp-elements-55acadfb253f337893b0bec9895224a0\">Dias depois, o portal&nbsp;<strong>Por Dentro de Tudo<\/strong>&nbsp;publica uma nota sobre o caso, sem conhecimento do contexto local, refor\u00e7ando seu papel como principal narrador da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color has-link-color wp-elements-a890d70c5fdde21b38acc319f86435d4\"><strong>Manchete:<\/strong>&nbsp;&#8220;F\u00e1brica de cacha\u00e7a clandestina \u00e9 fechada em Capim Branco.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-01661159138181d4634e6cdac778538f\" style=\"background-color:#008c47\">A informa\u00e7\u00e3o circulou, mas os fatos n\u00e3o foram apurados. Um jornal local teria investigado a legalidade da apreens\u00e3o, o impacto ambiental do descarte e, crucialmente, teria ouvido a vers\u00e3o do produtor. Teria apurado, ainda, se a den\u00fancia ao Minist\u00e9rio P\u00fablico foi formalizada e qual foi seu desfecho. Sem um mediador, a den\u00fancia se perdeu entre o humor, a opini\u00e3o e a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Luciana Andrade Gomes Bicalho, professora e coordenadora do curso de publicidade e propaganda na PUC Minas, analisou qu\u00e3o problem\u00e1tico \u00e9 a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es pelas redes sociais em um deserto de not\u00edcias. Segundo ela, o que as pessoas dizem em um grupo de WhatsApp, por exemplo, \u00e9 dito sem t\u00e9cnica ou filtro. \u201cQuando temos o olhar do jornalista h\u00e1 um certo cuidado com a apura\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, pesquisa pr\u00e9via que \u00e9 realizada, conversa com fontes diferentes. E isso n\u00e3o \u00e9 feito pela popula\u00e7\u00e3o, obviamente\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que o&nbsp; grupo do Whatsapp seja um espa\u00e7o de debate muito importante para a comunidade, o modo de funcionamento da plataforma faz com que a informa\u00e7\u00e3o corra o risco de se diluir entre o humor, a opini\u00e3o e o fluxo incessante de novas mensagens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Luciana Andrade diz que os grupos de WhatsApp tornam-se canais de fofoca, onde os participantes exp\u00f5em suas vis\u00f5es, encontrando pessoas que tamb\u00e9m t\u00eam cren\u00e7as semelhantes, mas tamb\u00e9m pessoas que pensam de maneira completamente antag\u00f4nica.\u201c\u00c9 um jogo pela cren\u00e7a\u201d. E nesse jogo, ela completa dizendo que ningu\u00e9m se preocupa em checar o que foi dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA cren\u00e7a funciona pela perspectiva da semi\u00f3tica. E quanto mais eu acredito naquilo, mais eu quero convencer as outras pessoas de que a minha vis\u00e3o \u00e9 a correta \u00e9 a \u00fanica poss\u00edvel. Ent\u00e3o, vira um lugar (os grupos de WhatsApp) muito perigoso sem um olhar acurado para apura\u00e7\u00e3o, para ver realmente o que que \u00e9 de utilidade p\u00fablica e ningu\u00e9m para fazer uma media\u00e7\u00e3o. Elas ficam muito ref\u00e9ns delas pr\u00f3prias.\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Phellipy Pereira J\u00e1come lembra que, em rela\u00e7\u00e3o a esses novos agentes de comunica\u00e7\u00e3o que surgem mediante um cen\u00e1rio sem cobertura jornal\u00edstica pr\u00f3pria, h\u00e1 pouco estudo no cen\u00e1rio brasileiro, mas, apesar disso, ele acrescenta: \u201ctendo a achar que muitas vezes essa emula\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de&nbsp; uma maneira pouco criteriosa. Busca-se talvez uma uma certa mentalidade do esc\u00e2ndalo, at\u00e9 para atrair engajamento\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem cobertura jornal\u00edstica local, a cidade tende a ter os acontecimentos culturais, religiosos e festivos divulgados, enquanto temas sens\u00edveis, como gastos p\u00fablicos ou obras paradas, ficam em segundo plano. As pr\u00e1ticas comunicacionais como o \u201cgrup\u00e3o do zap&#8221; e os perfis no <em>Instagram<\/em>, por exemplo, cumprem o papel de manter a cidade minimamente informada, mas deixam descobertas as necessidades mais urgentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o e debate p\u00fablico.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"n2-section-smartslider fitvidsignore  n2_clear\" data-ssid=\"181\"><div id=\"n2-ss-181-align\" class=\"n2-ss-align\"><div class=\"n2-padding\"><div id=\"n2-ss-181\" data-creator=\"Smart Slider 3\" data-responsive=\"auto\" class=\"n2-ss-slider n2-ow n2-has-hover n2notransition  \">\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n<div class=\"n2-ss-slider-wrapper-outside\" style=\"grid-template-rows:1fr auto\"><div class=\"n2-ss-slider-wrapper-inside\">\n        <div class=\"n2-ss-slider-1 n2_ss__touch_element n2-ow\">\n            <div class=\"n2-ss-slider-2 n2-ow\">\n                                                    <div 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class=\"n2_clear\"><\/div><\/div>\n\n\n<div style=\"height:52px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um espelho quebrado: a hist\u00f3ria do jornal &#8221; O Folha&#8221;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;A ideia era simples: dar \u00e0 cidade um espelho de si mesma.&#8221; A frase \u00e9 de Vander Rodrigues Santana, um dos criadores do \u201c<em>O Folha<\/em>\u201d, um ve\u00edculo amador local impresso que passou pelas m\u00e3os dos capim branquenses no final dos anos 1970 e in\u00edcio dos anos 1980. Vander era respons\u00e1vel pela reda\u00e7\u00e3o e Marco Aur\u00e9lio Rollo, farmac\u00eautico na \u00e9poca, era o respons\u00e1vel por ir atr\u00e1s das not\u00edcias. Os dois lideraram o grupo de jovens por tr\u00e1s das p\u00e1ginas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vander Santana conta que tinha por volta de 19 anos e estava fazendo faculdade de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis no Centro Universit\u00e1rio do Tri\u00e2ngulo (UNITRI-MG), quando tudo come\u00e7ou. A m\u00e1quina de datilografia foi o instrumento que tornou poss\u00edvel a iniciativa, que Vander disse surgir de um \u201centusiasmo juvenil\u201d. O jornal s\u00f3 conseguiu se tornar realidade porque teve ajuda de muitas pessoas durante o tempo em que foi publicado: um jornalista de Pedro Leopoldo, por exemplo, ajudava os escritores com t\u00e9cnicas de escrita e fazia as cruzadinhas. Algumas professoras de Vander ajudaram fazendo uma esp\u00e9cie de assinatura do jornal mensal, al\u00e9m de divulgarem o ve\u00edculo. Os anunciantes, pequenos com\u00e9rcios locais \u2014 como a Mercearia do Nilo, Farm\u00e1cia N. S. Aparecida e A\u00e7ougue do Povo tamb\u00e9m foram cruciais para a sobreviv\u00eancia do \u201c<em>O Folha<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Jornal &quot;O Folha&quot; em Capim Branco\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lZzKnfI_w_8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Nas p\u00e1ginas antigas, \u00e9 poss\u00edvel ver quais eram os objetivos escritos no editorial, ou seja, qual era a posi\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo como um todo: ser uma &#8220;nova op\u00e7\u00e3o&#8221;, estar em uma &#8220;batalha&#8221; pela informa\u00e7\u00e3o em Capim Branco. N\u00e3o ser &#8220;dono da verdade&#8221;, mas um canal. Funcionar como um &#8220;espelho da cidade\u201d, refletindo suas pautas, cultura e necessidades. O prop\u00f3sito dos jovens era leg\u00edtimo: preencher um v\u00e1cuo de comunica\u00e7\u00e3o. &#8220;A gente via aquela necessidade. Aconteciam os fatos e ningu\u00e9m ficava sabendo&#8221;, relembra Vander Santana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado, estava presente o jornalismo de servi\u00e7o (informa\u00e7\u00f5es de utilidade imediata ao leitor, como divulga\u00e7\u00e3o de vagas de emprego) e de fiscaliza\u00e7\u00e3o, principalmente. As mat\u00e9rias abordavam quest\u00f5es relevantes para a comunidade local. Um exemplo interessante \u00e9 a mat\u00e9ria com o t\u00edtulo de \u201cASSIST\u00caNCIA HOSPITALAR PREC\u00c1RIA\u201d, presente na edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero cinco, de julho de 1977. Nela, Vander Santana fala de um \u201cassunto de real import\u00e2ncia e que deve ser olhado de perto\u201d. Trata-se de uma den\u00fancia ao Hospital Wanda Andrade Drummond, em Matosinhos. De acordo com o texto, v\u00e1rios trabalhadores de Capim Branco perdiam horas de seus dias esperando pela consulta, que nem sempre acontecia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero sete, de setembro de 1977, a manchete \u00e9 \u201cTRANSPORTE COLETIVO &#8211; MOTIVO DE GRANDE IRRITA\u00c7\u00c3O POPULAR\u201d. Nessa mat\u00e9ria, Vander escutou os passageiros do \u00f4nibus que ia de Capim Branco a Belo Horizonte pela manh\u00e3. Segundo os relatos, a viagem chegava a atrasar 30 minutos. Ele denunciava tamb\u00e9m irregularidades como a venda duplicada de acentos, fazendo alguns dos passageiros viajarem de p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final da mat\u00e9ria, o escritor reafirmava que trabalhava no jornal em defesa e para a popula\u00e7\u00e3o: \u201ca finalidade desta reportagem \u00e9, acima de tudo, atender \u00e0 v\u00e1rias solicita\u00e7\u00f5es feitas em nossa reda\u00e7\u00e3o por pessoas frequentemente atingidas por situa\u00e7\u00f5es como estas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do jornalismo de servi\u00e7o, o peri\u00f3dico valorizava a cultura e a mem\u00f3ria local, com a cobertura detalhada da Festa de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, padroeiro da cidade, registrando toda a programa\u00e7\u00e3o religiosa sob o t\u00edtulo \u201cMem\u00f3ria da Cidade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica local tamb\u00e9m tinha espa\u00e7o na se\u00e7\u00e3o \u201cFolha Cultural\u201d, que reunia poemas e cr\u00f4nicas de autores da regi\u00e3o (\u201cCultura Local\u201d). Na \u00e1rea de comunidade e entretenimento, destacavam-se as mat\u00e9rias sobre o futebol amador, com cobertura dos times \u201cIdeal\u201d e \u201cPalmeirinhas\u201d, al\u00e9m da se\u00e7\u00e3o \u201cFolha Jovem\u201d, que trazia piadas, curiosidades, receitas e passatempos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"ababab\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #ababab;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"240\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/o-folha-1.webp\" alt=\"Logotipo antigo do jornal local \u201cO Folha\u201d, que circulou em Capim Branco e faz parte da mem\u00f3ria jornal\u00edstica da cidade.\" class=\"wp-image-25974 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/o-folha-1.webp 720w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/o-folha-1-300x100.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/o-folha-1-370x123.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/o-folha-1-270x90.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/o-folha-1-570x190.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/o-folha-1-150x50.webp 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ou\u00e7a o passado ganhar voz! Abaixo, voc\u00ea encontra 6 mat\u00e9rias extra\u00eddas de duas edi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do jornal &#8220;O Folha&#8221;: edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 5 de Julho\/1977 (Ano 1) e edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 7 de Setembro\/1977 (Ano 1).<\/p>\n\n\n\n<p>Gravamos os textos originais e disponibilizamos os \u00e1udios para que voc\u00ea possa ouvir cada mat\u00e9ria. Basta clicar e escutar!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-grid wp-container-core-group-is-layout-9649a0d9 wp-block-group-is-layout-grid\">\n<figure class=\"wp-block-video wp-container-content-69bc4bdf\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/diplomata.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/naoperca.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video wp-container-content-69bc4bdf\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/observacao.mp4\"><\/video><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-grid wp-container-core-group-is-layout-9649a0d9 wp-block-group-is-layout-grid\">\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/dicas.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/assistencia.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" controls src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/aviso.mp4\"><\/video><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Foi dessa forma, com muito aux\u00edlio e com pouco recurso financeiro, que \u201c<em>O Folha<\/em>\u201d existiu por aproximadamente um ano. Apesar de ter circulado por um curto per\u00edodo, Vander Santana garante que \u201cmarcou uma gera\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00e3o foram os desafios de sustentabilidade financeira respons\u00e1veis pelo fim do jornal, que terminou antes do previsto por Vander e seus colegas. O vil\u00e3o na hist\u00f3ria do \u201c<em>O Folha<\/em>\u201d foi o endurecimento da ditadura militar.<\/p>\n\n\n\n<p>A intensa rivalidade entre os partidos pol\u00edticos Alian\u00e7a Renovadora Nacional (Arena), apelidada de&nbsp; Cupim, e Movimento Democr\u00e1tico Brasileiro (MDB), com apelido de Cascavel, durante o per\u00edodo da Ditadura Militar no Brasil, fez de Capim Branco um ambiente hostil, nas palavras de Vander Santana. Apesar de afirmar que ele e os colegas tentaram ao m\u00e1ximo manterem-se neutros, as \u201cagress\u00f5es\u201d e os \u201cdissabores\u201d acabaram vencendo e o jornal chegou ao fim.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"bf8360\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #bf8360;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-1024x768.webp\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o mostrando quatro pessoas brigando, uma mulher e um homem de um lado representando um cupim, uma mulher e um homem de outro lado representando a cascavel\" class=\"wp-image-26075 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO-150x113.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/3ILUSTRACAO.webp 2000w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o: Ana Brisa Reis<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A radicaliza\u00e7\u00e3o, durante a ditadura, afetou n\u00e3o s\u00f3 o cen\u00e1rio midi\u00e1tico de Capim Branco,\u00a0 mas a cidade no geral. Nilvana Fonseca, professora de hist\u00f3ria e natural da cidade, conta que, ap\u00f3s a emancipa\u00e7\u00e3o de Capim Branco, em 1953, a cidade come\u00e7ou a se dividir entre o grupo Cupim e o grupo Cascavel. \u201cNa \u00e9poca, a pol\u00edtica aqui pegava fogo, hoje, n\u00e3o muito\u201d, conclui. Do passado, segundo a professora, prevalece o clima da emancipa\u00e7\u00e3o: comunidade e sentimento de pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cultura viva, em ritmo de carnaval<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio cultural de Capim Branco merece destaque: as feiras, festas populares e o carnaval constroem uma identidade \u00fanica, sendo imposs\u00edvel falar da hist\u00f3ria da cidade sem passar pela cultura, marcada pela coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>A feira artesanal e cultural \u201c<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DQt5MqGjveS\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bora sextar na feirinha<\/a>\u201d, que acontece de quinze em quinze dias, \u00e9 um dos exemplos. O evento re\u00fane moradores e visitantes, misturando m\u00fasica, comida, bebida e artesanato. A feira, al\u00e9m de espa\u00e7o de encontro e lazer, \u00e9 tamb\u00e9m um motor econ\u00f4mico que aquece o com\u00e9rcio local e refor\u00e7a o sentido comunit\u00e1rio da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A moeda local <a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/lei-organica-capim-branco-mg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Capim Real<\/a>, uma iniciativa que une economia solid\u00e1ria e pol\u00edtica social, tamb\u00e9m merece ser citada. <a href=\"https:\/\/www.itatiaia.com.br\/eleicoes\/eleicoes-2024\/2024\/10\/06\/elvis-presley-eleito-prefeito-de-capim-branco-e-filho-de-politico-e-servidor-publico\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Criada pela prefeitura<\/a> em 2022, a moeda (uma c\u00e9dula simb\u00f3lica) \u00e9 distribu\u00edda a fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, que a utilizam para comprar alimentos nas feiras locais. Dessa forma, o benef\u00edcio circula dentro do pr\u00f3prio munic\u00edpio, fortalecendo produtores e consumidores locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de sua relev\u00e2ncia, a experi\u00eancia opera quase no sil\u00eancio da m\u00eddia, um exemplo do que se perde quando n\u00e3o h\u00e1 uma imprensa forte e comprometida com as peculiaridades do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto cidades vizinhas como Sete Lagoas e Pedro Leopoldo, aparecem com frequ\u00eancia em portais regionais, Capim Branco fica para \u201cescanteio\u201d, e isso impacta diretamente a continuidade de projetos culturais, como o Ponto de Cultura, que est\u00e1 sob os cuidados de Andr\u00e9 Serra, professor e agente cultural da cidade. O lugar nasceu de uma antiga locadora e hoje abriga filmes, livros, computadores e impressoras de acesso gratuito. Sem divulga\u00e7\u00e3o, essas iniciativas sobrevivem mais pela paix\u00e3o dos envolvidos do que pelo reconhecimento institucional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"866656\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #866656;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-1024x575.webp\" alt=\"Interior do Ponto de Cultura Capim Branco, repleto de livros, DVDs e p\u00f4steres, com um atendente atr\u00e1s do balc\u00e3o.\" class=\"wp-image-25993 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-1024x575.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-300x168.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-768x431.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-370x208.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-270x152.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-570x320.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-740x415.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13-150x84.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-22.04.13.webp 1404w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Interior do Ponto de Cultura. Foto: Arthur Camarano<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Serra tenta, com teimosia e amor pelo o que faz, manter a cultura viva em Capim Branco. Professor de hist\u00f3ria, turism\u00f3logo e muse\u00f3logo, ele criou o KombCine, iniciativa patrocinada pela Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar 195\/2022) cujo objetivo \u00e9 levar sess\u00f5es gratuitas de cinema a bairros da cidade e tamb\u00e9m em Matosinhos, resgatando a experi\u00eancia do cinema de rua. \u201c\u00c9 s\u00f3 chegar e assistir\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1950, o av\u00f4 de Andr\u00e9 Serra mantinha uma pequena sala de exibi\u00e7\u00e3o, quando Capim Branco ainda tinha seu pr\u00f3prio cinema. D\u00e9cadas depois, o neto revive a heran\u00e7a com uma estrutura itinerante, exibindo filmes nacionais e curtas produzidos por realizadores locais. A cada quinze dias, o projeto transforma pra\u00e7as e escolas em salas de cinema. A divulga\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por meio das m\u00eddias sociais, sobretudo pelo Instagram @cultura.em.rota.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Komb Cine em Capim Branco\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bhYhkkwyLy8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do cinema sobre quatro rodas, Andr\u00e9 Serra mant\u00e9m em um antigo pr\u00e9dio que abrigava sua locadora, o Ponto de Cultura, onde oferece gratuitamente livros, filmes, computadores e impressoras \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. O espa\u00e7o, que ele chama de \u201c\u00faltimo basti\u00e3o da locadora\u201d, possibilita que jovens e estudantes fa\u00e7am pesquisas, assistam filmes e redescubram o acervo f\u00edsico. A sobreviv\u00eancia do projeto, contudo, depende quase inteiramente das leis de incentivo cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade de um deserto de not\u00edcias \u00e9 sentida pelo muse\u00f3logo: \u201caqui praticamente n\u00e3o existe not\u00edcia\u201d. Para ele, essa aus\u00eancia de imprensa faz a cidade perder n\u00e3o apenas sua voz, mas tamb\u00e9m o direito de se reconhecer, referindo-se ao fato de muitas pessoas desconhecerem a cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor v\u00ea um ciclo cruel acontecer em que o turismo, as tradi\u00e7\u00f5es e, consequentemente a identidade local perdem for\u00e7as: \u201cse n\u00e3o preservar para as gera\u00e7\u00f5es futuras, vai deixar de existir e vai acabar\u201d. Em sua fala, a falta de jornalismo \u00e9 t\u00e3o grave quanto a falta de infraestrutura, porque apaga mem\u00f3rias e silencia iniciativas que poderiam inspirar outras cidades pequenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a essas lacunas, o carnaval emerge como o grande polo cultural da cidade. A <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/270903836358715\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Escola de Samba Unidos de Capim Branco<\/a> (ESUCAB), resultado da uni\u00e3o das antigas rivais \u201cContra a Madrugada\u201d e \u201cExplos\u00e3o do Samba\u201d, se tornou o cora\u00e7\u00e3o festivo da cidade. O desfile \u00e9 aguardado com expectativa, atraindo visitantes de cidades vizinhas. Segundo os relatos de Maria L\u00facia Souza Lima, que fundou a escola, no carnaval as ruas da cidade ficam lotadas, as fantasias \u2014 muitas delas <a href=\"https:\/\/br.fashionnetwork.com\/news\/Fantasias-do-carnaval-carioca-ganham-nova-vida,1489328.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reaproveitadas dos desfiles do Rio de Janeiro<\/a> &#8211;&nbsp; e a dedica\u00e7\u00e3o dos moradores transformam o carnaval em uma celebra\u00e7\u00e3o que mistura arte, mem\u00f3ria e resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo princ\u00edpio, a gente desfilava com uma camiseta da escola e uma bermuda branca. No ano seguinte, n\u00f3s j\u00e1 come\u00e7amos com fantasias aleat\u00f3rias. Compr\u00e1vamos um pano e faz\u00edamos seis fantasias iguais, no outro ano, mais seis. E foi crescendo, a escola foi crescendo. Hoje n\u00f3s temos mais ou menos umas 150 pessoas envolvidas. Uma bateria com 42 pessoas. N\u00f3s&nbsp; temos dois carros aleg\u00f3ricos, dois trip\u00e9s e a escola tem um acervo muito bom de fantasias\u201d, conta orgulhosa a mente por tr\u00e1s dos desfiles.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"cda7ad\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #cda7ad;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"469\" height=\"657\" data-id=\"25982\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.56.45.webp\" alt=\"Cartaz do Carnaval 2016 da escola de samba ESUCAB, que homenageou Capim Branco, exibindo cores vibrantes e fitas festivas.\" class=\"wp-image-25982 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.56.45.webp 469w, 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t\u00edtulo \u2018Samba Enredo 2016\u2019, letras completas do samba \u00e0 esquerda, cr\u00e9ditos de autores e int\u00e9rpretes em caixa rosa \u00e0 direita e, ao fundo, a foto da fachada laranja da igreja matriz da cidade com um la\u00e7o rosa decorativo na base da p\u00e1gina\" class=\"wp-image-25981 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.09.webp 424w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.09-215x300.webp 215w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.09-370x516.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.09-270x376.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.09-150x209.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"ebd5de\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #ebd5de;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"472\" height=\"660\" data-id=\"25983\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.19.webp\" alt=\"P\u00e1gina com a ficha t\u00e9cnica da Escola de Samba de Capim Branco, listando dire\u00e7\u00e3o, alas e integrantes, sobre fundo decorado com fitas e confetes.\" class=\"wp-image-25983 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.19.webp 472w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.19-215x300.webp 215w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.57.19-370x517.webp 370w, 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srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.40.webp 594w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.40-239x300.webp 239w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.40-370x465.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.40-270x339.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.40-570x716.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.40-150x188.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"8f776d\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #8f776d;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"457\" height=\"652\" data-id=\"25984\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.47.webp\" alt=\"P\u00e1gina com fotos de pessoas com adornos e roupas carnavalescas.\" class=\"wp-image-25984 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.47.webp 457w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.47-210x300.webp 210w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.47-370x528.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.47-270x385.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.58.47-150x214.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 457px) 100vw, 457px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"7b6d64\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #7b6d64;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"497\" height=\"728\" data-id=\"25986\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.04.webp\" alt=\"Segunda p\u00e1gina com fotos de pessoas com adornos e roupas carnavalescas.\" class=\"wp-image-25986 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.04.webp 497w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.04-205x300.webp 205w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.04-370x542.webp 370w, 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Abaixo dois an\u00fancios publicit\u00e1rios.\" class=\"wp-image-25987 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.24.webp 484w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.24-210x300.webp 210w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.24-370x527.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.24-270x385.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-24-as-21.59.24-150x214.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 484px) 100vw, 484px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Ela fala com carinho e orgulho sobre tudo que j\u00e1 construiu. Sua casa, onde nos acolheu para a entrevista, transforma-se em galp\u00e3o durante os preparativos do carnaval, onde moradores se re\u00fanem voluntariamente para costurar fantasias e montar os carros aleg\u00f3ricos. A escola tamb\u00e9m oferece cursos de adere\u00e7os e percuss\u00e3o, buscando envolver os jovens e garantir a transmiss\u00e3o desse legado. \u201cA gente j\u00e1 est\u00e1 ficando velho\u201d, diz Maria L\u00facia, \u201ce est\u00e1 na hora de dar lugar ao novo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 2026 ser\u00e1&nbsp; o \u00faltimo com Maria L\u00facia no comando da festividade. Ela acredita que apenas a passagem de bast\u00e3o para a juventude \u00e9 capaz de manter viva a tradi\u00e7\u00e3o. Mas, em rela\u00e7\u00e3o a isso, \u00e9 pessimista, j\u00e1 que, segundo ela, os mais novos n\u00e3o t\u00eam nenhum interesse no carnaval ou na cultura capim branquense.&nbsp; H\u00e1, ainda, outro problema: a escola de samba enfrenta h\u00e1 anos a falta de sonoriza\u00e7\u00e3o adequada e de infraestrutura, como grades e equipamentos de seguran\u00e7a.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"93695f\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"377\" height=\"206\" sizes=\"auto, (max-width: 377px) 100vw, 377px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-25-as-14.25.44.webp\" alt=\"Rep\u00f3rter Katia Torres conversa com o agente cultural Andre Serra dentro do Ponto De cultura Capim Branco, com estantes cheias de livros e filmes ao fundo.\" class=\"wp-image-26092 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #93695f; width:650px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-25-as-14.25.44.webp 377w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-25-as-14.25.44-300x164.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-25-as-14.25.44-370x202.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-25-as-14.25.44-270x148.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-25-as-14.25.44-150x82.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Andre Serra durante entrevista. Foto: Arthur Camarano<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Serra associa a aus\u00eancia de jornalismo cr\u00edtico \u00e0 perman\u00eancia de pr\u00e1ticas clientelistas e coronelistas. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, a falta de questionamento p\u00fablico alimenta o medo e a autocensura. \u201cAqui as pessoas n\u00e3o falam (sobre pol\u00edtica) porque t\u00eam rabo preso com a prefeitura ou porque s\u00e3o parentes de pol\u00edticos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica, em Capim Branco, \u00e9 frequentemente confundida com oposi\u00e7\u00e3o, e o pre\u00e7o por se manifestar pode ser alto. O pr\u00f3prio relata j\u00e1 ter enfrentado problemas apenas por expressar suas opini\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo conta, o av\u00f4 era uma figura muito respeitada no munic\u00edpio e que j\u00e1 o havia alertado: \u201cn\u00e3o se envolva com pol\u00edtica em Capim Branco porque isso n\u00e3o presta\u201d. Mas Andr\u00e9 n\u00e3o ouviu o conselho, n\u00e3o pela pol\u00edtica partid\u00e1ria, mas pela convic\u00e7\u00e3o de que preservar o patrim\u00f4nio cultural \u00e9 um ato pol\u00edtico. \u00c0 frente do<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/museuhistoricodecapimbranco\/?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Museu Hist\u00f3rico de Capim Branco<\/a>, Andr\u00e9 Serra liderou a restaura\u00e7\u00e3o de um casar\u00e3o do s\u00e9culo XVIII e a cria\u00e7\u00e3o de um acervo de objetos antigos que se tornou refer\u00eancia na regi\u00e3o. Em 2013, o museu foi inaugurado com grande participa\u00e7\u00e3o popular. Tr\u00eas anos depois, mudan\u00e7as na gest\u00e3o municipal o afastaram do projeto e o espa\u00e7o foi abandonado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o acervo come\u00e7ou a se deteriorar, Andr\u00e9 resolveu denunciar a situa\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias sociais e conseguiu <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share\/v\/17L1dErko7\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">repercuss\u00e3o na <em>Globo<\/em><\/a>, mas o pre\u00e7o foi alto: sem muitos detalhes, o muse\u00f3logo disse ter sofrido uma tentativa de assassinato. Mesmo assim, ele segue atuando como militante da cultura e da preserva\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, agora, de outra forma. Mas sempre defendendo que \u201co museu \u00e9 do povo, n\u00e3o do prefeito\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem meios de comunica\u00e7\u00e3o independentes, as injusti\u00e7as ficam impunes e a hist\u00f3ria se apaga\u201d, conclui Andr\u00e9 Serra. A cultura, para ele, ajuda a preencher o vazio deixado pela falta de jornalismo, ainda que n\u00e3o em sua completude.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como a mem\u00f3ria mant\u00e9m viva a hist\u00f3ria<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Compartilhando do que pensa Maria L\u00facia Souza Lima sobre o desinteresse dos jovens pela cultura, a professora Nilvana Fonseca acredita que a curiosidade pela hist\u00f3ria local n\u00e3o nasce de forma espont\u00e2nea entre os jovens, \u00e9 algo que precisa ser despertado. Segundo ela, o papel da escola \u00e9 essencial nesse processo. Quando os alunos s\u00e3o provocados a olhar para o passado, a explorar o patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e at\u00e9 mesmo reconhecendo rostos conhecidos em fotos antigas, a hist\u00f3ria deixa de ser algo distante e passa a ser parte da pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2006, a escola onde a professora atua mant\u00e9m um memorial que se tornou um ponto de encontro entre gera\u00e7\u00f5es. Fotografias, objetos antigos e documentos fazem parte de um grande acervo. Ela conta que muitos se emocionam ao ver registros de familiares e acabam se envolvendo como volunt\u00e1rios, ajudando a preservar e a contar as hist\u00f3rias que descobriram.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Nilvana Fonseca e o resgate da mem\u00f3ria em Capim Branco\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kPvGkMqYGC0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar do sucesso dessas iniciativas, ela reconhece que ainda falta est\u00edmulo cont\u00ednuo. A rotina escolar acaba deixando a hist\u00f3ria local em segundo plano, de acordo com ela. A professora defende que o resgate da mem\u00f3ria deve ser incorporado \u00e0 vida acad\u00eamica de forma permanente, n\u00e3o apenas em eventos comemorativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do trabalho nas escolas, Nilvana Fonseca reflete sobre a import\u00e2ncia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e na forma\u00e7\u00e3o da cidadania. Ela sente falta de ve\u00edculos que contem a hist\u00f3ria cotidiana da cidade e ampliem as vozes da popula\u00e7\u00e3o. Para ela, a aus\u00eancia de jornais e r\u00e1dios locais compromete o senso cr\u00edtico e o engajamento pol\u00edtico dos cidad\u00e3os. \u201cQuem l\u00ea mais, sabe mais\u201d, afirma. Nilvana Fonseca acha que o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito essencial, pois permite que as pessoas compreendam o que acontece \u00e0 sua volta e possam fiscalizar os poderes p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrar das disputas pol\u00edticas, entre os grupos Cupim e Cascavel, e das reconcilia\u00e7\u00f5es que vieram depois \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de compreender como a cidade se formou, segundo a professora. Ela acredita que preservar essas e outras hist\u00f3rias hist\u00f3ricas nos jornais, escolas e museus \u00e9 essencial.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"d6a394\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #d6a394;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-1024x768.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-26084 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO-150x113.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/4ILUSTRACAO.webp 2000w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o: Ana Brisa Reis<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem desenvolvida por Ana Brisa Reis, Arthur Camarano e K\u00e1tia Torres como Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso de Jornalismo no semestre 2025\/2, sob orienta\u00e7\u00e3o da professora Ver\u00f4nica Soares da Costa.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um munic\u00edpio com pouco mais de 10 mil habitantes, a popula\u00e7\u00e3o &#8211; mesmo sem saber &#8211; vive em um deserto de not\u00edcias e a informa\u00e7\u00e3o circula por meios   diversos<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":26039,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[957,5,681],"tags":[2789,2790,26,2791,1037,527],"class_list":["post-25940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornalismo","category-sociedade","category-tcc","tag-capim-branco","tag-deserto-de-noticias","tag-jornalismo","tag-jornalismo-local","tag-minas-gerais","tag-tcc"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Capim Branco: cr\u00f4nica de um deserto de not\u00edcias - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Como vive uma cidade sem jornalismo local? 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