{"id":25310,"date":"2025-12-17T11:50:20","date_gmt":"2025-12-17T14:50:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=25310"},"modified":"2025-12-17T11:50:44","modified_gmt":"2025-12-17T14:50:44","slug":"desigualdade-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/desigualdade-climatica\/","title":{"rendered":"A desigualdade clim\u00e1tica nas periferias de BH"},"content":{"rendered":"\n<p>Era uma manh\u00e3 primaveril de sexta-feira quando sa\u00edmos da PUC Minas em dire\u00e7\u00e3o ao <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/redemorrodopapagaio\/?hl=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Morro do Papagaio<\/a>. O sol batia suave. Durante o percurso, passamos pelas ruas \u00edngremes do Santo Ant\u00f4nio, regi\u00e3o centro-sul de BH, que nos recebeu com suas ladeiras largas, arborizadas e silenciosas. Ali, os morros se erguiam de maneira ordenada: casas alinhadas, carros estacionados com cuidado e sombras frescas projetadas por \u00e1rvores antigas. O clima, confort\u00e1vel e ventilado, acompanhava o ritmo tranquilo dos moradores, que caminhavam sem pressa, conduzindo seus c\u00e3es. Conforme sub\u00edamos, por\u00e9m, a paisagem come\u00e7ava a mudar. <\/p>\n\n\n\n<p>O Morro do Papagaio surgia n\u00e3o apenas como um ponto geogr\u00e1fico, mas como outro mundo dentro da mesma cidade.&nbsp;N\u00e3o h\u00e1, em Belo Horizonte, muros, cancelas ou port\u00f5es que separam os bairros nobres da periferia. Apesar disso, a segrega\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 invis\u00edvel: \u00e9 t\u00e1ctil e sens\u00edvel. O ar ali era denso, quente, como se a pr\u00f3pria temperatura registrasse a desigualdade clim\u00e1tica que o concreto tenta camuflar.<\/p>\n\n\n\n<p>As vielas eram estreitas, entrecortadas por casas pr\u00f3ximas que disputam espa\u00e7o com os fios el\u00e9tricos que cruzam o c\u00e9u, criando uma nova geometria urbana. O movimento era mais vivo, mais pulsante: r\u00e1dios tocando ao fundo, cheiro de comida escapando pelas janelas abertas, motocicletas subindo e descendo em ritmo acelerado. A luz do sol, sem prote\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores, batia mais forte, insistindo em expor o que a cidade prefere esquecer. Belo Horizonte foi constru\u00edda sobre desn\u00edveis \u2013 geogr\u00e1ficos e, principalmente, sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>No passado, o morro, arborizado, era lar dos papagaios e periquitos de Belo Horizonte. Da\u00ed surgiu o nome, como conta <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/juliofessooficial\/?hl=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">J\u00falio Fess\u00f4<\/a>, 50 anos, l\u00edder comunit\u00e1rio. As maritacas s\u00e3o bo\u00eamias em seus cantos e proclama\u00e7\u00f5es, corando o c\u00e9u claro da pr\u00f3pria subst\u00e2ncia da vida verde-amarela. Na chuva, refugiam-se nas palmeiras. Na fome, deliciam-se com os frutos das \u00e1rvores. Hoje, da mata do Papagaio, restam apenas fragmentos: pequenos ref\u00fagios, como o <a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/fundacao-de-parques-e-zoobotanica\/informacoes\/parques\/parque-santo-antonio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Parque Ecol\u00f3gico do Santo Ant\u00f4nio<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p>Entre os ru\u00eddos do cotidiano, ressoa nas ruas do morro um sil\u00eancio ensurdecedor. A conviv\u00eancia com o meio ambiente \u00e9 reservada ao centro de Belo Horizonte; a periferia que visit\u00e1vamos era destitu\u00edda do pr\u00f3prio nome. Nesse mesmo morro, o que antes era canto, virou aus\u00eancia. Entre o barulho dos carros subindo, das motos que cortam os becos, das conversas atravessadas pelas janelas, havia algo que ecoava mais forte que qualquer ru\u00eddo: uma esp\u00e9cie de sil\u00eancio que n\u00e3o era falta de som, mas <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/minas-selvagem-a-fauna-que-resiste-em-belo-horizonte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">falta de natureza<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em meio ao sil\u00eancio, uma semente de voz<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"8b9692\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #8b9692;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-1024x683.webp\" alt=\"J\u00falio Fess\u00f4, um homem negro, aparece pela janela de um pequeno pr\u00e9dio branco. Ele aponta para um cartaz abaixo da janela, em que est\u00e1 escrito #EuAmoMinhaQuebrada\" class=\"wp-image-26933 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-2048x1366.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0356-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Idealizador do projeto socioambiental <em>Eu Amo Minha Quebrada<\/em>,  no Morro do Papagaio, ativista J\u00falio Fess\u00f4 est\u00e1 \u00e0 frente tamb\u00e9m da COP das Quebradas, que busca levar debate sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas para favelas e comunidades.  Foto: Taynara Rosa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fomos recebidos por J\u00falio Fess\u00f4 na sede do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/euamominhaquebradaoficial\/?hl=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eu Amo a Minha Quebrada<\/a>, projeto social idealizado por ele e mantido desde 2013. A sede era uma pequena sala colorida. Nas paredes, um mapa-m\u00fandi e alguns cartazes ambientais. Reluzia no centro um p\u00f4ster da <a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/meio-ambiente\/cop-das-quebradas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COP das Quebradas<\/a>: seu compromisso com debates ambientais. Sentado sob a luz que entrava pela janela, J\u00falio falou sobre a crise clim\u00e1tica como quem descreve algo que nunca foi teoria, mas sim, dado cotidiano: \u201cA gente j\u00e1 nasceu nessa crise\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes do termo virar moda \u2013 &#8216;mudan\u00e7a clim\u00e1tica&#8217; \u2013, as vilas e favelas j\u00e1 v\u00eam sofrendo com deslizamentos de terra, a quest\u00e3o do calor, v\u00e1rias coisas, e agora est\u00e1 se pensando por esse lado. \u00c9 importante que se diga que a gente j\u00e1 nasceu na crise que n\u00e3o \u00e9 nossa. Ningu\u00e9m mora na favela porque quer. Isso j\u00e1 \u00e9 desde sempre. A maioria das pessoas que moram em vilas e favelas aqui no Brasil veio pra trabalhar nas grandes constru\u00e7\u00f5es e foi deixado de lado\u201d, diz J\u00falio.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi dessa percep\u00e7\u00e3o que nasceu a COP das Quebradas, iniciativa que ele tamb\u00e9m idealizou. O arivista conta que h\u00e1 pouca conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental nas favelas e comunidades, apesar da intensidade dos desastres clim\u00e1ticos. Para ele, esse \u00e9 o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a. \u201cA ideia de criar a COP das Quebradas surgiu com esse desejo de mostrar o que as pessoas j\u00e1 v\u00eam fazendo nas vilas e favelas no sentido de mitigar, mas tamb\u00e9m para apresentar esse fen\u00f4meno que s\u00e3o as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas para essas pessoas. Porque, querendo ou n\u00e3o, esse problema vai ficar para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o. E como essas pessoas v\u00e3o lidar com o problema se elas n\u00e3o t\u00eam conhecimento de causa?\u201d, questionou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-soundcloud wp-block-embed-soundcloud\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Audioreportagem: COP das Quebradas by Colab\" width=\"770\" height=\"400\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F2230183235&#038;show_artwork=true&#038;maxheight=1000&#038;maxwidth=770\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00falio falava com a firmeza de quem conhece cada detalhe da realidade que descreve. O calor em vilas e favelas \u00e9 dobrado, j\u00e1 que esses territ\u00f3rios s\u00e3o rodeados por grandes estruturas que concentram o calor no asfalto das comunidades. A chuva n\u00e3o traz al\u00edvio, mas som, mais preocupa\u00e7\u00e3o. As casas n\u00e3o t\u00eam reboco, as lajes n\u00e3o t\u00eam revestimento, e os telhados s\u00e3o cheios de goteiras. \u201cO barraco acaba virando uma esponja\u201d, conta J\u00falio. A \u00e1gua da chuva, quando n\u00e3o causa inunda\u00e7\u00f5es, intensifica o mofo e resulta em doen\u00e7as respirat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a desigualdade com que o Estado lida com os impactos da crise clim\u00e1tica em diferentes bairros da cidade \u00e9 t\u00e3o evidente quanto injusta: \u201cQuando \u00e9 no asfalto, se faz uma conten\u00e7\u00e3o de encosta, um jardim de chuva\u201d, critica. \u201cQuando \u00e9 na favela, simplesmente p\u00f5e cimento. A favela tem que ser pensada de acordo com a cidade formal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De uma semente, nasce um jardim<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a entrevista, J\u00falio nos levou para conhecer uma c\u00e1psula do tempo: um espa\u00e7o que j\u00e1 havia sido uma esp\u00e9cie de bota-fora, mas que estava sendo transformado em um jardim comunit\u00e1rio. Aos nossos olhos, era apenas uma parede colorida em grafite e concreto no ch\u00e3o. Mas J\u00falio enxergava ali a vida florescendo. <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/juliofessooficial\/p\/DRfIVEGjnfB?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quatro dias ap\u00f3s a nossa visita ao Papagaio<\/a>, no dia 25 de novembro, o jardim foi inaugurado, brotando ra\u00edzes de esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Na volta, encontramos a senhora Rosimeire. Ela lembrava uma boneca namoradeira, assistindo com gosto \u00e0 vida passar por sua porta da frente, entreaberta. Rosimeire se apoiava na entrada da casa, segurando em seus bra\u00e7os com firmeza o cachorro Beethoven. O pequeno animal n\u00e3o compartilhava do deleite de sua tutora: alerta, parecia vigiar cada passo na rua. Rosimeire nos fitou com gra\u00e7a jubilosa; j\u00e1 Beethoven, com suspeita. Sua casa era simples, de fachada singela, sem pintura. Ao fundo, reluzia uma modesta \u00e1rvore de Natal, arrumada com carinho. O ch\u00e3o de ard\u00f3sia verde aparentava ter sido encerado havia pouco tempo, refletindo a claridade do azul matutino. Ela nos contou que costuma dormir no piso de baixo. O segundo andar, explicou, \u00e9 quente demais: \u201cEu durmo mais aqui, que \u00e9 mais fresco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"454e59\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #454e59;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-1024x683.webp\" alt=\"Rosimeire sorri para algu\u00e9m fora da foto. Rosimeire \u00e9 uma senhora negra. Seu cabelo est\u00e1 preso em um coque. Ela veste uma blusa esportiva azul e usa um par de brincos dourados. Ela carrega um cachorro da ra\u00e7a shih-tzu no colo, Beethoven. Beethoven tem a cabe\u00e7a cinza e o corpo branco, e veste uma gravatinha verde.\" class=\"wp-image-26934 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-2048x1365.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-03631-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dona Rosimeire, moradora do Morro do Papagaio, segura seu c\u00e3o Beethoven nos bra\u00e7os: habitantes de vilas e favelas sofrem com calor dobrado e com danos gerados por fortes chuvas \u00e0s edifica\u00e7\u00f5es. Foto: Taynara Rosa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00falio, emiss\u00e1rio, nos levou a Raquel Mattos. Ela \u00e9 dona de um mercadinho e, com a ajuda de sua amiga Giselma, est\u00e1 transformando um simples dep\u00f3sito de lixo em algo especial. O espa\u00e7o virou uma \u00e1rea preservada, com terra j\u00e1 cultivada para o plantio. O cantinho brilhava com os sonhos das duas vizinhas: al\u00e9m do projeto de <a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/noticias\/pbh-inicia-credenciamento-de-novas-hortas-comunitarias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">horta<\/a>, a ideia era pintar um mural e montar uma modesta biblioteca, onde os moradores poder\u00e3o deixar livros e revistas para todos que passarem na esquina entre as ruas S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino e S\u00e3o Sebasti\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Raquel nos contou que os impactos ambientais no Papagaio n\u00e3o s\u00e3o causados apenas por grandes trag\u00e9dias sazonais. A constru\u00e7\u00e3o desenfreada de pr\u00e9dios em bairros pr\u00f3ximos ao Morro do Papagaio, al\u00e9m de ser respons\u00e1vel pela devasta\u00e7\u00e3o ambiental dos arredores, constr\u00f3i uma esp\u00e9cie de parede que cerca o Morro e dificulta que as casas na comunidade desfrutem do vento e das brisas. Al\u00e9m disso, a arquitetura das casas no aglomerado n\u00e3o ajuda na ventila\u00e7\u00e3o. \u201cAqui no Morro, as casas s\u00e3o aglomeradas mesmo. O nome \u00e9 esse: aglomerado de casas\u201d, disse. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Raquel, por\u00e9m, os problemas v\u00e3o muito al\u00e9m do calor: muitos moradores, principalmente crian\u00e7as e idosos, acabam desenvolvendo <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/ar-da-regiao-metropolitana-de-belo-horizonte-pode-causar-de-doencas-cardiovasculares-a-cancer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">problemas respirat\u00f3rios<\/a>. \u201cN\u00e3o s\u00f3 a crian\u00e7a, n\u00e9? A fam\u00edlia toda. O meu filho tem. A Valentina, n\u00e3o. Mas o Tiago tem alergia\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"748071\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #748071;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-1024x683.webp\" alt=\"Raquel, uma mulher parda, de express\u00e3o solene. Ela usa \u00f3culos e tem o cabelo castanho em tran\u00e7as. Veste uma blusa verde, do mercado onde trabalha.\" class=\"wp-image-26935 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-2048x1365.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0373-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Junto com vizinha, Raquel Mattos idealizou jardim comunit\u00e1rio no Morro do Papagaio. Foto: Taynara Rosa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A falta de \u00e1gua pot\u00e1vel tamb\u00e9m \u00e9 uma realidade frequente para os moradores das favelas e comunidades. Nem todas as casas t\u00eam caixa d\u2019\u00e1gua, o que dificulta a adapta\u00e7\u00e3o a per\u00edodos de seca. Mesmo quando h\u00e1 prepara\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 desestabilizadora. \u201cQuando falta \u00e1gua, as crian\u00e7as s\u00e3o liberadas mais cedo da escola. A\u00ed a m\u00e3e est\u00e1 trabalhando\u2026 como vai receber a crian\u00e7a em casa?\u201d, questionou Raquel.<\/p>\n\n\n\n<p>Raquel defende que uma das consequ\u00eancias da injusti\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 a <a href=\"https:\/\/radis.ensp.fiocruz.br\/reportagem\/racismo-alimentar\/a-cor-da-fome\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dificuldade de acesso a alimentos de qualidade<\/a>. Desastres como secas, enchentes e queimadas encarecem frutas e legumes, ingredientes que est\u00e3o na base de uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Quando h\u00e1 aumento de pre\u00e7o, a popula\u00e7\u00e3o mais pobre n\u00e3o apenas perde acesso a esses grupos alimentares, como perde, tamb\u00e9m, a qualidade de sua alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cUma laranja, uma banana, uma ma\u00e7\u00e3, o mais simples, n\u00e9? Mas at\u00e9 isso n\u00e3o d\u00e1. O biscoito, que n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel, \u00e9 mais barato\u201d, conta a vendedora. Ela relata que, quando as escolas est\u00e3o regularizadas, isso \u00e9 um problema menor para a fam\u00edlia, pois as crian\u00e7as fazem as refei\u00e7\u00f5es l\u00e1. Mas, com a constante falta d\u2019\u00e1gua, nem isso \u00e9 uma certeza.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a insatisfa\u00e7\u00e3o diamte dessas injusti\u00e7as o que a motivou a criar o jardim comunit\u00e1rio. Ela e a amiga, Giselma, moram perto do terreno e adotaram o espa\u00e7o. A ideia era um lugar que abrigasse plantas de paisagem e plantas frut\u00edferas, como uma horta, mas com uma fun\u00e7\u00e3o social adicional. O trabalho come\u00e7ou com ela, mas hoje a resist\u00eancia clim\u00e1tica faz parte do cotidiano das crian\u00e7as do Papagaio, que ajudam no cuidado do cantinho. Ela abriu um sorriso: \u201cEu falo sempre que \u00e9 um trabalho de formiguinha, n\u00e9? Se cada um fizer um pouquinho, se cada um alcan\u00e7ar uma pessoa\u2026 imagina!\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"898882\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #898882;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"970\" height=\"602\" sizes=\"auto, (max-width: 970px) 100vw, 970px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-27013 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois.webp 970w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois-300x186.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois-768x477.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois-370x230.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois-270x168.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois-570x354.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois-740x459.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Antes_Depois-150x93.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Antes de depois de terreno onde foi instalado jardim comunit\u00e1rio no Morro do Papagaio. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Google Maps<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O orgulho e amor de Raquel pelo Morro do Papagaio s\u00e3o vis\u00edveis mesmo em seu respirar. Essa motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 acompanhada de uma grave seriedade. \u201cA favela n\u00e3o est\u00e1 preparada para isso\u201d, declarou, honesta. \u201cO mundo n\u00e3o est\u00e1 preparado, mas o impacto maior \u00e9 dentro da favela, porque a gente n\u00e3o tem estrutura nenhuma, n\u00e3o tem ajuda. A\u00ed voc\u00ea tem que escolher entre colocar comida no prato ou comprar alguma coisa para poder mitigar esses impactos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Minidoc Papagaio\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-LAHbHl--4A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma vista panor\u00e2mica<\/h2>\n\n\n\n<p>Os moradores j\u00e1 entendem bem o cen\u00e1rio em que vivem. Leandro Letti, professor de Arquitetura e Urbanismo da PUC Minas Po\u00e7os de Caldas, nos contou um pouco mais sobre a realidade urbana das periferias em uma perspectiva acad\u00eamica. <\/p>\n\n\n\n<p>Como explica Leandro, as periferias s\u00e3o constitu\u00eddas por urbaniza\u00e7\u00e3o irregular, fundos de vale e topografia muito acidentada. Nestes lugares, s\u00e3o realizadas pouqu\u00edssimas obras de infraestrutura, como estabiliza\u00e7\u00e3o de encostas e drenagem pluvial. Geralmente, essas melhorias s\u00f3 s\u00e3o implementadas ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de alguma trag\u00e9dia, como deslizamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>As favelas e vilas nascem com frequ\u00eancia da ocupa\u00e7\u00e3o de locais como fundos de vales e plan\u00edcies de inunda\u00e7\u00e3o, o que faz com que essas \u00e1reas sofram mais com alagamentos. A urbaniza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas muito \u00edngremes tamb\u00e9m intensifica os deslizamentos e desmoronamentos, em especial quando pr\u00f3ximos de \u00e1guas pluviais. A alta taxa de impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo, o adensamento construtivo e a utiliza\u00e7\u00e3o massiva de transporte movido a combust\u00edveis f\u00f3sseis resulta em graves ilhas de calor. <\/p>\n\n\n\n<p>Para Leandro, todos esses problemas est\u00e3o interligados: altas taxas de impermeabiliza\u00e7\u00e3o geralmente causam aumento da velocidade de escoamento e redu\u00e7\u00e3o da infiltra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas pluviais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"555556\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #555556;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-1024x683.webp\" alt=\"V\u00e1rios telhados de casas no Morro do Papagaio. As casas s\u00e3o feitas de tijolos, e o telhado \u00e9 fino. Apenas duas tem caixas d'\u00e1gua.\" class=\"wp-image-26936 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-2048x1365.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0382-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><br>Taxa elevada de impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo, adensamento construtivo e utiliza\u00e7\u00e3o massiva de transporte movido a combust\u00edveis f\u00f3sseis s\u00e3o fatores que resultam em graves ilhas de calor em vilas e favelas. Foto: Taynara Rosa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Leandro defende que \u00e9 importante planejar a ocupa\u00e7\u00e3o de maneira mais eficiente. Determinadas \u00e1reas n\u00e3o devem ser ocupadas, mas sim, desenvolvidas. Bacias de reten\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o de \u00e1guas pluviais, interven\u00e7\u00f5es para reduzir o escoamento, como po\u00e7os de infiltra\u00e7\u00e3o e jardins de chuva, e cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os verdes s\u00e3o essenciais no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na cidade. A arquitetura deve ser pensada conforme as caracter\u00edsticas do terreno, almejando sempre a implementa\u00e7\u00e3o de lajes filtrantes e capta\u00e7\u00e3o de \u00e1guas pluviais.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento desordenado normalmente ocorre em territ\u00f3rios destinados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, que t\u00eam baixo valor de mercado e constituem \u00e1reas de risco, o que faz com que a popula\u00e7\u00e3o das periferias sofra mais com esse problema. Leandro lembra, por\u00e9m, que as comunidades e periferias t\u00eam uma maior capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e interlocu\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ocorre nas demais camadas sociais do pa\u00eds. \u00c9 essencial que o poder p\u00fablico estabele\u00e7a canais de comunica\u00e7\u00e3o com as lideran\u00e7as comunit\u00e1rias. Essas lideran\u00e7as, como J\u00falio Fess\u00f4, s\u00e3o essenciais para sintetizar e levar as tomadas de decis\u00e3o da comunidade aos governantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Jardins e jardins na <em>urbis<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os esfor\u00e7os de conscientiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se restringem ao Morro do Papagaio. O document\u00e1rio <em>Arrancados das Ra\u00edzes<\/em>, dirigido por Jo\u00e3o Victor Fagundes, retrata a realidade de desigualdade ambiental no bairro <a href=\"https:\/\/www.almg.gov.br\/comunicacao\/noticias\/arquivos\/Comunidades-criam-parque-ciliar-no-Corrego-do-Onca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ribeiro de Abreu<\/a>. Fagundes, que foi morador do bairro a vida inteira, conta que ele e Jo\u00e3o Victor Vilete, amigo e roteirista do document\u00e1rio, presenciaram em primeira m\u00e3o a devasta\u00e7\u00e3o causada pelas <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/do-rio-ao-concreto-a-canalizacao-dos-cursos-dagua-em-bh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inunda\u00e7\u00f5es do C\u00f3rrego do On\u00e7a<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuer\u00edamos trazer as pessoas para a nossa realidade, uma realidade que est\u00e1 somente a 10km de dist\u00e2ncia do Centro de BH, mas que n\u00e3o era vista\u201d, explicou Fagundes. O document\u00e1rio foi a solu\u00e7\u00e3o: o formato \u00e9 acess\u00edvel e de grande alcance. <em>Arrancados das Ra\u00edzes<\/em> foi publicado no YouTube e j\u00e1 registra mais de 500 visualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ARRANCADOS DAS RA\u00cdZES - VIV\u00caNCIAS DE UM TERRIT\u00d3RIO VULNER\u00c1VEL (2025) Document\u00e1rio Independente\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DS6B7ZYmA24?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O cotidiano da comunidade do Ribeiro de Abreu se mesclava ao Ribeir\u00e3o do On\u00e7a; em \u00e9pocas de cheias, os moradores enfrentavam tamb\u00e9m o avan\u00e7o da \u00e1gua em suas casas. Os entrevistados eram vizinhos e conhecidos de Fagundes e Vilete. Cada um com suas pr\u00f3prias experi\u00eancias, concretizadas nas viv\u00eancias conjuntas com o On\u00e7a. \u201cOlhares individuais que se uniam num olhar coletivo, de ajudar os outros, num olhar de comunidade\u201d, relata Fagundes.<\/p>\n\n\n\n<p>Fagundes contou que os moradores se unem para reivindicar mudan\u00e7as por parte da Prefeitura de Belo Horizonte desde 2007. A mudan\u00e7a \u00e9 gradual, e nem sempre ideal. Para ele, por\u00e9m, o mais importante \u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o. O document\u00e1rio teve papel importante nesse di\u00e1logo, mas n\u00e3o foi o \u00fanico fator. A motiva\u00e7\u00e3o dos moradores e da comunidade para promover manifesta\u00e7\u00f5es e eventos no bairro inspira essa mudan\u00e7a. \u201cAinda h\u00e1 muito o que melhorar, e estamos nesse processo, fluindo como o Ribeir\u00e3o da On\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A m\u00e3o que rega os jardins<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto as periferias da capital mineira e regi\u00e3o metropolitana vivenciam a desigualdade clim\u00e1tica, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente afirma que Belo Horizonte j\u00e1 possui uma s\u00e9rie de iniciativas em curso para combat\u00ea-las. Esses projetos buscam prevenir desastres e reduzir a vulnerabilidade socioambiental da cidade, especialmente em regi\u00f5es perif\u00e9ricas, historicamente as mais afetadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"5c5c5c\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #5c5c5c;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--1024x768.webp\" alt=\"Uma rua asfaltada e suja de terra. Nela, avista-se um muro de tijolos, pertencente a uma pequena casa, lotado de roupas secando. Da rua, \u00e9 poss\u00edvel observar a paisagem no Aglomerado da Serra: v\u00e1rias casas de tijolos, algumas pintadas. Elas est\u00e3o empilhadas uma em cima da outra. Poucas \u00e1rvores fazem parte da vista.\" class=\"wp-image-26937 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO--150x113.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VALDERCI_DAMACENO-.webp 1196w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte, projetos e iniciativas em curso projetos buscam prevenir desastres e reduzir a vulnerabilidade socioambiental da cidade, especialmente em regi\u00f5es perif\u00e9ricas. Foto: Valderci Damaceno<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por e-mail, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente declarou que Belo Horizonte atua de forma intersetorial, combinando legisla\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, obras estruturais, monitoramento meteorol\u00f3gico e resposta emergencial. A prefeitura destaca que o munic\u00edpio possui duas pol\u00edticas espec\u00edficas para enfrentar a crise clim\u00e1tica: a Lei Municipal n\u00ba 10.175\/2011, que institui a Pol\u00edtica de Mitiga\u00e7\u00e3o dos Efeitos das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, e a Lei Municipal n\u00ba 11.793\/2024, voltada ao enfrentamento das emerg\u00eancias clim\u00e1ticas. Essas diretrizes orientam o Plano Local de A\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica (PLAC-BH), lan\u00e7ado em 2022, que re\u00fane 88 sub a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-bg-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-b7a2cc01774498d12c6c965f22210979\" style=\"background-color:#11965c\"><strong>Vereadores de BH aprovam lei que cria pol\u00edtica municipal em resposta \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong><br>A C\u00e2mara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em 2\u00ba turno, no dia 25 de novembro de 2024, o <a href=\"https:\/\/cmbhsildownload.cmbh.mg.gov.br\/silinternet\/servico\/download\/documentoVinculado?idDocumento=2c907f767eec2048017f6f09db0d391a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Projeto de Lei 270\/2022<\/a>. O PL, aprovado por unanimidade, institui a Pol\u00edtica Municipal de Enfrentamento das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e de Melhoria da Qualidade do Ar, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de diretrizes para a elabora\u00e7\u00e3o de planos, a\u00e7\u00f5es e programas de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na capital mineira.<br>As a\u00e7\u00f5es se ligam direta ou indiretamente ao enfrentamento da crise clim\u00e1tica e ao desenvolvimento de um espa\u00e7o urbano resiliente ao clima e de baixa emiss\u00e3o de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo da preven\u00e7\u00e3o direta, a Secretaria Municipal de Obras continua sendo respons\u00e1vel pelas interven\u00e7\u00f5es estruturais, como obras de drenagem, conten\u00e7\u00e3o de encostas, amplia\u00e7\u00e3o da capacidade de escoamento da \u00e1gua pluvial e limpeza de bocas de lobo. A cidade conta tamb\u00e9m com um <a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/sites\/default\/files\/estrutura-de-governo\/obras-e-infraestrutura\/2023\/plano-contigencia-2023-2024.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Plano de Conting\u00eancia<\/a> que define a\u00e7\u00f5es antes, durante e depois de eventos extremos. Essas a\u00e7\u00f5es incluem desde a emiss\u00e3o de alertas, atua\u00e7\u00e3o da Defesa Civil e evacua\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de risco, at\u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o dos bairros afetados. <\/p>\n\n\n\n<p>A Prefeitura informou ainda que as decis\u00f5es de bloqueio de vias e mobiliza\u00e7\u00e3o das equipes seguem o <a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/sites\/default\/files\/estrutura-de-governo\/obras-e-infraestrutura\/2022\/ANEXO-EXTERNOIII-PROTOCOLO-DE-ATUACAO-INTEGRADA-EM-EVENTOS-DE-CHUVAS.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Protocolo de A\u00e7\u00e3o Integrada em Eventos de Chuva<\/a>, acionado a partir do monitoramento meteorol\u00f3gico quase que em tempo real.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o amparo \u00e0s comunidades ap\u00f3s desastres, a Prefeitura destaca que a resposta \u00e9 articulada com diferentes \u00f3rg\u00e3os:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-bg-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-cc60ef403fcb727ffade1ce4c93c8ada\" style=\"background-color:#11965c\"><strong>Defesa Civil<\/strong> realiza avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dos danos e orienta as fam\u00edlias afetadas;<br><strong>Assist\u00eancia Social<\/strong> organiza acolhimento e atendimento emergencial;<br><strong>BHTRANS<\/strong> isola \u00e1reas atingidas;<br><strong>SLU <\/strong>recolhe res\u00edduos gerados por alagamentos e promove limpeza das vias;<br><strong>URBEL<\/strong> coordena a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para Vilas e Favelas por meio do Programa Estrutural em \u00c1reas de Risco (<strong>PEAR<\/strong>), que inclui vistorias, obras de manuten\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica e apoio dos N\u00facleos de Defesa Civil (<strong>Nudec<\/strong>) e N\u00facleos de Alerta de Chuva (<strong>NAC<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da resposta imediata, a Prefeitura destaca ainda iniciativas cont\u00ednuas voltadas \u00e0s comunidades vulner\u00e1veis, como a\u00e7\u00f5es de plantio, educa\u00e7\u00e3o ambiental, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e prote\u00e7\u00e3o de nascentes. Esses trabalhos tamb\u00e9m se articulam com o PEAR, que atua na redu\u00e7\u00e3o de riscos estruturais e no fortalecimento da participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria por meio dos Nudec e NAC, que operam diretamente nos territ\u00f3rios perif\u00e9ricos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O dedo verde<\/h2>\n\n\n\n<p>O mais importante bra\u00e7o dos programas de manuseio de risco da prefeitura \u00e9 o PEAR, <a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/urbel\/pear-areas-de-risco\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Estrutural em \u00c1reas de Risco<\/a>, iniciativa da URBEL. De acordo com relat\u00f3rio publicado em 2015, em 22 anos, o PEAR ajudou a reduzir o n\u00famero de edifica\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de alto risco em 89%, promoveu um aumento de 45% de \u00e1reas mapeadas e reduziu em 45% as edifica\u00e7\u00f5es em risco. <\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte \u00e9 uma cidade cuja estrutura geol\u00f3gica \u00e9 vulner\u00e1vel aos deslizamentos concentrados. Al\u00e9m da grande presen\u00e7a de rochas de alta erodibilidade, vulner\u00e1veis ao escoamento torrencial concentrado, a cidade \u00e9 composta por relevo acidentado, vulner\u00e1vel ao tombamento de blocos. O PEAR tem papel ativo na preven\u00e7\u00e3o de fatalidades nas comunidades em momentos de desastre ambiental, promovendo obras em locais de alto risco e removendo pessoas de moradias em situa\u00e7\u00e3o de alto risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar desses programas, nem sempre as periferias escapam das trag\u00e9dias. Em janeiro de 2020, na <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2020\/09\/25\/obra-ainda-nao-comecou-na-vila-bernadete-em-belo-horizonte-apos-8-meses-de-tragedia-com-chuva-que-deixou-mortos.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vila Bernadete<\/a>, comunidade na regi\u00e3o do Barreiro, as chuvas extremas em Belo Horizonte levaram sete pessoas \u00e0 morte, soterradas ap\u00f3s um deslizamento de terra e o desabamento de uma casa. <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2020\/01\/25\/vitima-que-morreu-soterrada-em-belo-horizonte-iria-pedir-a-namorada-em-casamento.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">De acordo com o G1<\/a>, a trag\u00e9dia tamb\u00e9m desabrigou 46 fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Dani Amaral, coordenador especial adjunto de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas na PBH, nos ajudou a entender mais profundamente o papel da URBEL e da PEAR em trag\u00e9dias como a da Bernadete. Ele conta que, quando a cidade enfrenta eventos de chuva extrema, como o que ocorreu na Vila Bernadete, as regi\u00f5es mais sens\u00edveis s\u00e3o priorizadas. Al\u00e9m disso, a URBEL sempre atuou com intensidade no bairro, desde antes dos deslizamentos, o que teria permitido mitigar os danos com maior agilidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Dani, o trabalho do \u00f3rg\u00e3o na Bernadete continuou depois do acontecimento. Hoje, a URBEL atua na recupera\u00e7\u00e3o e melhoria da qualidade ambiental. \u201cRecentemente, a URBEL foi convidada at\u00e9 para apoiar um processo de plantio de horta e melhoria da qualidade de vida para a popula\u00e7\u00e3o do entorno\u201d, conta Dani.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/26846548\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/26846548\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"chart visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-pictogram\" data-src=\"visualisation\/26845798\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/26845798\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"pictogram visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Essas a\u00e7\u00f5es dialogam com as interven\u00e7\u00f5es propostas pelas pesquisadoras de Gest\u00e3o P\u00fablica Ana Carolina Silva e Cristina Raposo em seu <a href=\"https:\/\/static.even3.com\/anais\/449825.pdf?v=638962196468301847\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">artigo apresentado no Simp\u00f3sio Nacional de Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional, em 2021<\/a>. Elas argumentam que \u00e9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o intenso de arboriza\u00e7\u00e3o e reinser\u00e7\u00e3o de rios na paisagem urbana em locais de risco. Sua metodologia de geoprocessamento determinou que as comunidades e favelas muitas vezes coincidem com as \u00e1reas geol\u00f3gicas mais vulner\u00e1veis da cidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em outros jardins, h\u00e1 sil\u00eancio<\/h2>\n\n\n\n<p>A desigualdade clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 um impasse apenas na capital mineira. Apesar da dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica, a hist\u00f3ria de Adson Lauriano, morador da regi\u00e3o metropolitana, n\u00e3o \u00e9 diferente das hist\u00f3rias do Papagaio. Sua cidade, Sabar\u00e1, enfrentou uma <a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/cidades\/moradores-de-sabara-calculam-prejuizo-da-maior-enchente-da-cidade-1.2290952\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">severa enchente em 2020<\/a>. Na \u00e9poca, Adson perdeu a maior parte de seus bens, entre m\u00f3veis, documentos e objetos de valor emocional, depois que a \u00e1gua invadiu sua casa. Desde ent\u00e3o, o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas faz parte de sua rotina.<\/p>\n\n\n\n<p>As perdas foram al\u00e9m do preju\u00edzo material. Adson conta que as enchentes prejudicam seu trabalho e tiraram seu sono. Sempre que a chuva aperta, ele adere a um <a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/cidades\/moradores-da-vila-bernadete-revelam-viver-com-medo-por-causa-das-chuvas-1.2295119\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estado constante de alerta<\/a>. Cada batuque de gota na janela \u00e9 uma mem\u00f3ria da trag\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o desastre, ele recebeu apenas um aux\u00edlio emergencial do governo. A ajuda foi demorada e, segundo Adson, pouco volumosa. Em seu bairro, obras de drenagem s\u00e3o prometidas h\u00e1 anos, mas quase nada sai do papel. Mesmo participando de reuni\u00f5es comunit\u00e1rias, o morador de Sabar\u00e1 diz que a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que pouca coisa muda. A Defesa Civil j\u00e1 classificou a \u00e1rea onde mora como zona de risco, e essa notifica\u00e7\u00e3o fez a fam\u00edlia considerar mudar de casa. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 pensei v\u00e1rias vezes, mas nem sempre existe para onde ir\u201d, explicou Adson. Para enfrentar as chuvas fortes, ele tenta se prevenir como pode, acompanha previs\u00f5es, levanta objetos importantes e usa sacos de areia para ajudar na conten\u00e7\u00e3o da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o medo de uma nova trag\u00e9dia permanece. A supera\u00e7\u00e3o, segundo ele, foi um processo lento, marcado por des\u00e2nimo, limpeza pesada e reconstru\u00e7\u00e3o gradual. O apoio de familiares, de vizinhos e da comunidade foi essencial para seguir em frente: \u201cA gente aprende a ser forte porque n\u00e3o tem muita escolha\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As outras m\u00e3os<\/h2>\n\n\n\n<p>Em Belo Horizonte, a manuten\u00e7\u00e3o e monitoramento das zonas mais vulner\u00e1veis \u00e9 regida pelo PEAR. Mas e na regi\u00e3o metropolitana? Maria da Gl\u00f3ria, superintendente do <a href=\"https:\/\/decidim.contagem.mg.gov.br\/processes\/programa-de-melhoria-de-vilas-favelas-e-periferias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Vilas, Favelas e Periferias da Prefeitura de Contagem<\/a>, contou-nos um pouco sobre as estruturas vigentes na cidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Ela explica que, embora o clima afete todas as regi\u00f5es, as periferias s\u00e3o mais vulner\u00e1veis por causa da ocupa\u00e7\u00e3o desordenada e da falta de infraestrutura, o que aumenta o risco de inunda\u00e7\u00f5es, deslizamentos e outros desastres. O governo de Contagem desenvolve programas nas comunidades para enfrentar esses impactos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Maria, Contagem conta com o Programa Vilas, Favelas e Periferias, que envolve todas as secretarias da cidade. A iniciativa integra a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, infraestrutura, seguran\u00e7a e manuten\u00e7\u00e3o, garantindo atendimento cont\u00ednuo \u00e0s \u00e1reas mais fr\u00e1geis da cidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"5c574e\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #5c574e;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"687\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-1024x687.webp\" alt=\"Um funcion\u00e1rio da prefeitura vestindo um colete vermelho vibrante avalia o estado de uma casa de tijolos. A casa \u00e9 rodeada por \u00e1rvores e mato. Essa cena \u00e9 vista pelo buraco de uma janela.\" class=\"wp-image-26938 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-1024x687.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-300x201.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-768x516.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-1536x1031.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-2048x1375.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-370x248.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-270x181.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-570x383.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-740x497.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/PBH_Divino-Advincula-150x101.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em Contagem, o Programa Vilas, Favelas e Periferias integra a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, infraestrutura, seguran\u00e7a e manuten\u00e7\u00e3o, com o objetivo de garantir atendimento \u00e0s \u00e1reas mais vulner\u00e1veis da cidade. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Flickr PBH<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Maria, a Defesa Civil analisa fatores geol\u00f3gicos, hidrol\u00f3gicos e as condi\u00e7\u00f5es de ocupa\u00e7\u00e3o do solo para mapear as zonas de risco. Esses crit\u00e9rios definem as \u00e1reas priorit\u00e1rias e orientam as interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, em um m\u00e9todo que se assemelha \u00e0 a\u00e7\u00e3o da URBEL na capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explicou que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas das \u00faltimas d\u00e9cadas exigem planejamento antecipado e respostas r\u00e1pidas. Cada secretaria precisa ter um plano de a\u00e7\u00e3o para minimizar os danos causados por eventos extremos, que hoje s\u00e3o mais frequentes. Os moradores das regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis n\u00e3o s\u00e3o exclu\u00eddos desses processos. Cada comunidade elege um representante em conselhos setorizados, que est\u00e3o sempre em di\u00e1logo com os trabalhadores da prefeitura. Esse modelo fortalece a participa\u00e7\u00e3o popular e ajuda a garantir que as demandas reais das comunidades cheguem ao poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E agora?<\/h2>\n\n\n\n<p>Trilhamos um caminho \u00e1rduo em nossa busca por terra, sementes e jardins. A Prefeitura de Belo Horizonte desenvolve uma gama de projetos voltados \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e dos desastres causados por elas. No entanto, o trabalho desenvolvido pela PBH com a URBEL n\u00e3o \u00e9 suficiente para combater as condi\u00e7\u00f5es extremas. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a COP das Quebradas \u00e9 uma importante iniciativa de combate \u00e0 desigualdade clim\u00e1tica \u2013 e h\u00e1 outras engrenagens em funcionamento. Mas, como mostram os relatos de moradores e ativistas ambientais do Morro do Papagaio ouvidos por esta reportagem, muito ainda precisa ser feito para garantir vida digna nos territ\u00f3rios perif\u00e9ricos de Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Basta alguns tufos de grama para combater o calor? Basta um biscoito de almo\u00e7o? Basta alocar fam\u00edlias vulner\u00e1veis em condom\u00ednios distantes de seus parentes e companheiros? \u201cNo Sion, tem um pr\u00e9dio maravilhoso, e, na frente do pr\u00e9dio, tem uma pra\u00e7a excelente, com playground, brinquedos para as crian\u00e7as, \u00e1rvores, academia da cidade, fonte de \u00e1gua para as pessoas beberem. Por que l\u00e1 se faz um espa\u00e7o clim\u00e1tico e n\u00e3o tem um aqui?\u201d, questiona Giselma, moradora do morro do Papagaio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"909da1\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #909da1;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-1024x683.webp\" alt=\"Um mural pintado em uma parede no Morro do Papagaio. O mural \u00e9 verde, e abaixo dele est\u00e3o v\u00e1rias sacolas de lixo e caixas de papel\u00e3o. No mural, est\u00e1 escrito: &quot;O que podemos fazer para deixar a nossa comunidade limpa e organizada: colocar o lixo no hor\u00e1rio ou \u00e0 noite; colocar o lixo de segunda a s\u00e1bado; colocar o entulho ensacado; colocar lixos ensacados; n\u00e3o rasgue o lixo.&quot;\" class=\"wp-image-26939 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-2048x1365.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_@TBTAYNARA-0368-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">De jardins comunit\u00e1rios \u00e0 COP das Quebradas, territ\u00f3rios perif\u00e9ricos de Belo Horizonte abrigam pulsante cen\u00e1rio de ativismo socioambiental. Foto: Taynara Rosa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Papagaio, os adultos se juntam para criar jardins. As crian\u00e7as lutam pela sobreviv\u00eancia de cada folha de grama. J\u00falio cria um evento de propor\u00e7\u00f5es nacionais. No morma\u00e7o do asfalto, Raquel e Giselma constroem hortas, pra\u00e7as, bibliotecas. No Ribeiro de Abreu, a comunidade se une para reivindicar seus direitos. Entre enchentes do On\u00e7a, Jo\u00e3o Victor Fagundes e Vilete lan\u00e7am um filme. A chuva castiga, mas Adson ainda encontra sol. Esse impulso incans\u00e1vel d\u00e1 origem a uma majestosa mangueira, cuja sombra \u00e9 ref\u00fagio em meio \u00e0 dificuldade. Entre seus galhos, papagaios cantam. \u00c9 assim que se planta a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem desenvolvida por Arthur Tadeu, Carolina Gouv\u00eaa, Raquel Maria, Taynara Rosa e Valderci Damaceno para a disciplina Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital, da PUC Minas, sob supervis\u00e3o da profa. Nara Scabin, no 2\u00ba semestre de 2025.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais vulner\u00e1veis a condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas do que outros bairros da cidade, territ\u00f3rios perif\u00e9ricos abrigam projetos socioambientais<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":26932,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1469,1319],"tags":[177,2826,2438,969,2824],"class_list":["post-25310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lab-jor-digi","category-meio-ambiente","tag-belo-horizonte","tag-desigualdade-climatica","tag-favelas","tag-mudancas-climaticas","tag-periferias"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A desigualdade clim\u00e1tica nas periferias de BH - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Em Belo Horizonte, a desigualdade clim\u00e1tica faz com que os impactos do aquecimento global sejam mais intensos nas periferias.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/desigualdade-climatica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A desigualdade clim\u00e1tica nas periferias de BH - Colab\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Em Belo Horizonte, a desigualdade clim\u00e1tica faz com que os impactos do aquecimento global sejam mais intensos nas periferias.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/desigualdade-climatica\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Colab\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-12-17T14:50:20+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-12-17T14:50:44+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0370-21-scaled.webp\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"2560\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1707\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"26 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/desigualdade-climatica\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/desigualdade-climatica\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Colab PUC Minas\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/1558d8148a80ebc84231cd55495bd7a4\"},\"headline\":\"A desigualdade clim\u00e1tica nas periferias de BH\",\"datePublished\":\"2025-12-17T14:50:20+00:00\",\"dateModified\":\"2025-12-17T14:50:44+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/desigualdade-climatica\\\/\"},\"wordCount\":4794,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/desigualdade-climatica\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/12\\\/TAYNARA-BARBOSA_TBTAYNARA-0370-21-scaled.webp\",\"keywords\":[\"belo horizonte\",\"desigualdade clim\u00e1tica\",\"favelas\",\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\",\"periferias\"],\"articleSection\":[\"Lab. 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