{"id":23261,"date":"2025-08-05T16:17:00","date_gmt":"2025-08-05T19:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=23261"},"modified":"2025-11-11T16:45:53","modified_gmt":"2025-11-11T19:45:53","slug":"futebol-feminino-no-brasil-entre-sonhos-e-dificuldades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/futebol-feminino-no-brasil-entre-sonhos-e-dificuldades\/","title":{"rendered":"Futebol feminino no Brasil conquista espa\u00e7o apesar de dificuldades"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00c0s mulheres n\u00e3o se permitir\u00e1 a pr\u00e1tica de desportos incompat\u00edveis com as condi\u00e7\u00f5es de sua natureza, devendo, para este efeito, o CND baixar as necess\u00e1rias instru\u00e7\u00f5es \u00e0s entidades desportivas do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O texto acima \u00e9 um trecho do Decreto-Lei 3.199 do Conselho Nacional de Desportos (CND) que proibiu mulheres de praticarem o futebol, dentre outras modalidades, entre os anos de 1941 e 1979. A lei caiu h\u00e1 quase 50 anos, mas o preconceito e a invisibilidade prevalecem at\u00e9 hoje, mesmo diante de conquistas como a vit\u00f3ria da sele\u00e7\u00e3o Brasileira na Copa Am\u00e9rica Feminina de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Se, para os meninos, o Brasil \u00e9 o \u201cpa\u00eds do futebol\u201d, para as meninas, a realidade n\u00e3o \u00e9 a mesma. Desde a inf\u00e2ncia, o est\u00edmulo e o incentivo dos pais e da sociedade \u00e0 pr\u00e1tica de qualquer esporte \u00e9 diferente a depender do sexo da crian\u00e7a. Segundo o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2015-06\/estereotipos-fazem-meninas-ingressarem-no-esporte-mais-tarde-avalia?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Diagn\u00f3stico Nacional do Esporte<\/a> divulgado pelo Minist\u00e9rio do Esporte, 41,6% dos meninos come\u00e7am a praticar alguma atividade entre os 6 e 10 anos, enquanto s\u00f3 29% das meninas iniciam a pr\u00e1tica nessa idade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de receber menos incentivo para a pr\u00e1tica de esportes, as meninas sofrem com o preconceito desde o come\u00e7o: \u201cNa rua era dif\u00edcil jogar, eu n\u00e3o era levada a s\u00e9rio\u201d, foi o que disse Lorena Gon\u00e7alves. Hoje estudante de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica no Col\u00e9gio Claretiano, Lorena foi jogadora profissional e atuou por clubes como o Am\u00e9rica Mineiro e o Nacional Atl\u00e9tico Clube. Atuando no futebol amador, disputa campeonatos como a ta\u00e7a das favelas e a Copa Futebol. Em entrevista, contou sua hist\u00f3ria, falou sobre suas inspira\u00e7\u00f5es e as dificuldades que passou para realizar o sonho de jogar futebol.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia contra mulheres no esporte<\/h2>\n\n\n\n<p>A invisibilidade hist\u00f3rica das mulheres no futebol passa pelo campo das leis, do preconceito e teve at\u00e9 embasamento cient\u00edfico. \u201cAfirma-se que a 2\u00aa delegacia auxiliar est\u00e1 decidida a acabar de vez com o futebol feminino&#8230; Para isso, ser\u00e3o fechados todos os clubes dessa especialidade. Est\u00e1 a\u00ed uma not\u00edcia magn\u00edfica. O futebol feminino, como esporte, \u00e9 desaconselh\u00e1vel e, como passatempo, perigoso e nocivo\u201d, dizia a nota do jornal <em>Di\u00e1rio de Not\u00edcias Esportivo<\/em>, do Rio de Janeiro, em fevereiro de 1941.<\/p>\n\n\n\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o n\u00e3o significou o fim do futebol feminino no Brasil, mas o tornou invis\u00edvel. As mulheres continuaram jogando, mas suas conquistas n\u00e3o podiam ser registradas. Com a queda da proibi\u00e7\u00e3o, em 1979, o futebol feminino foi regulamentado em 1983, mas isso n\u00e3o acabou com a resist\u00eancia \u00e0 modalidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"c6c3c7\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #c6c3c7;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-23263 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg.webp 800w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg-300x169.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg-768x432.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg-370x208.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg-270x152.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg-570x321.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg-740x416.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/98422703_futebol_feminino_diariodenoticias.jpg-150x84.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">As poucas not\u00edcias sobre futebol feminino eram casos de pol\u00edcia ou proibi\u00e7\u00e3o (Foto: Arquivo Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0 <em>BBC<\/em>, a ex-jogadora Juliana Cabral falou sobre a import\u00e2ncia de dar visibilidade ao futebol feminino para que mais meninas cres\u00e7am com esse sonho: \u201cO meu sonho se concretizou na minha cabe\u00e7a quando eu consegui ter exemplos femininos. A Olimp\u00edada de 1996 foi um marco. Eu tinha certeza que queria ser aquelas meninas\u201d. Uma pesquisa da Organiza\u00e7\u00e3o <em>G\u00eanero e N\u00famero<\/em> com programas televisivos semanas antes do in\u00edcio das Olimp\u00edadas Rio-2016 mostrou que os esportes femininos ocuparam apenas 12,9% do tempo total de transmiss\u00e3o no per\u00edodo, o que demonstra que mesmo a cobertura ainda tem muito a avan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio ainda n\u00e3o \u00e9 o ideal, mas s\u00f3 o fato de hoje haver mais investimento e mais refer\u00eancias em evid\u00eancia na m\u00eddia, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ver avan\u00e7os. Como foi destacado por Juliana Cabral, a visibilidade \u00e9 essencial para que as meninas de hoje se inspirem nas jogadoras que v\u00eaem brilhar. No Brasil, Marta e Formiga s\u00e3o as principais atletas que, com suas hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o e enfrentamento do preconceito, mostram que \u00e9 poss\u00edvel chegar l\u00e1 e motivam a nova gera\u00e7\u00e3o a lutar pelo seu sonho. A principal delas, Marta, falou em carta sobre esses avan\u00e7os no futebol feminino:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Ped\u00edamos mais investimento. Agora temos mais investimento. Ped\u00edamos maior exposi\u00e7\u00e3o. Agora tamb\u00e9m temos isso. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas acho que talvez as pessoas n\u00e3o percebam totalmente o quanto a gente progrediu\u201d &#8211; Marta<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Rainha Marta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Nascida na cidade de Dois Riachos, a \u201cRainha Marta\u201d foi rejeitada em torneios locais e recebia apelidos pejorativos por gostar de jogar futebol. Mesmo sem estrutura financeira e apoio oficial, conseguiu fazer um teste no Vasco e iniciar sua carreira no ano 2000. Hoje seis vezes eleita melhor do Mundo pela FIFA, a alagoana contou sua hist\u00f3ria para o site <em><a href=\"https:\/\/www.theplayerstribune.com\/br\/contributors\/marta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Players Tribute<\/a><\/em>. Em duas colunas especiais, uma carta para ela mesma de 14 anos de idade e uma dedicada a todas as meninas que jogam futebol, Marta fala dos preconceitos e dificuldades enfrentados desde o come\u00e7o. Frases como: \u201c\u00c9 estranho para uma garota jogar futebol\u201d eram falas comuns usadas pelos vizinhos em sua cidade natal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na coluna <a href=\"https:\/\/www.theplayerstribune.com\/br\/posts\/carta-marta-selecao-brasileira-copa-do-mundo-feminina\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cPara todas as meninas que amam o futebol\u201d<\/a>, a maior jogadora da hist\u00f3ria fala sobre a import\u00e2ncia do apoio de sua m\u00e3e em toda sua trajet\u00f3ria, apoiando e defendendo-a de todos os ataques e discrimina\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m da import\u00e2ncia do apoio familiar, Marta destaca a falta de refer\u00eancias na sua inf\u00e2ncia: \u201cquando era pequena, n\u00e3o tinha uma jogadora de futebol famosa que eu pudesse admirar e querer me tornar que nem ela um dia\u201d. Por falta de op\u00e7\u00e3o, escolheu um \u00eddolo do futebol masculino para se inspirar. Pelo seu jeito de jogar e por ser canhoto, assim como ela, o escolhido foi Rivaldo. Encerrando o texto, Marta diz que se orgulha porque agora as meninas t\u00eam suas pr\u00f3prias hero\u00ednas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A realidade do futebol feminino no Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O futebol feminino, no entanto, vive uma contradi\u00e7\u00e3o: no imagin\u00e1rio coletivo, meninas sonham com o brilho de Marta, Formiga e Sele\u00e7\u00e3o, mas, na pr\u00e1tica, centenas de atletas dedicam-se a clubes de menor express\u00e3o, sem estrutura, sem visibilidade e sem perspectivas reais de ascens\u00e3o. Enquanto os grandes centros disputam espa\u00e7o na m\u00eddia e atraem patroc\u00ednios, as equipes de base e as ligas regionais seguem \u00e0 margem, quase impercept\u00edveis, apesar de nutrirem a base do esporte nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde as peladas de v\u00e1rzea \u00e0s arquibancadas improvisadas, as jogadoras enfrentam uma rotina de deslocamentos longos, sal\u00e1rios irris\u00f3rios ou inexistentes e defici\u00eancias que variam do transporte at\u00e9 a alimenta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o hist\u00f3rias que se repetem em grandes centros como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mas que ganham contornos ainda mais dif\u00edceis no interior e nas periferias.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/esporte\/pt-br\/noticias-e-conteudos\/esporte\/futebol-feminino-ainda-e-predominantemente-amador-no-brasil\/11deagostoltimaversoDIAGNSTICO1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Diagn\u00f3stico do Futebol Feminino do Brasil<\/a>, realizado pelo Minist\u00e9rio do Esporte em 2023, 84% das atletas de categorias de base est\u00e3o em clubes das regi\u00f5es Sul e Sudeste, e 73% nasceram nesses mesmos estados. Fora desse eixo, jovens jogadoras precisam viajar longas dist\u00e2ncias ou arcar com custos de moradia para ter qualquer chance de visibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A infraestrutura tamb\u00e9m \u00e9 prec\u00e1ria. Apenas 40% dos clubes brasileiros disp\u00f5em de divis\u00f5es de base femininas, e boa parte das equipes profissionais fora da elite treina em campos de v\u00e1rzea ou espa\u00e7os compartilhados com o masculino. Falta estrutura m\u00ednima de alojamento e acompanhamento m\u00e9dico especializado, o que eleva o risco de les\u00f5es e prejudica o desenvolvimento t\u00e9cnico das jogadoras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Promessas vazias e frustra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A maioria das equipes amadoras ou semiprofissionais conta com doa\u00e7\u00f5es espor\u00e1dicas de material, como chuteiras de segunda m\u00e3o, bolas remendadas, uniformes emprestados, e depende do esfor\u00e7o de dirigentes volunt\u00e1rios. Al\u00e9m disso, atletas tamb\u00e9m sofrem com promessas falsas e pouco apoio do clube, tanto financeiramente, quanto na infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>Lorena Gon\u00e7alves (foto), ex-jogadora, conta que, juntamente com outras atletas, passou por isso duas vezes. Durante sua passagem pelo Am\u00e9rica, teve problemas com les\u00f5es, e ap\u00f3s o fim do contrato teve uma curta passagem pelo futebol amador, e foi quando recebeu uma proposta para jogar por um clube do Maranh\u00e3o. \u201cO presidente me prometeu tudo, mas quando cheguei l\u00e1, a estrutura era extremamente prec\u00e1ria e n\u00e3o receb\u00edamos o b\u00e1sico para trabalhar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"807965\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #807965;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"809\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-1024x809.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-23264 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-1024x809.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-300x237.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-768x606.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-370x292.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-270x213.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-570x450.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-740x584.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-150x118.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2.webp 1179w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lorena durante partida entre Atl\u00e9tico e Nacional em 2023 (Foto: Nacional).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>M\u00e9dico, academia, plano de sa\u00fade e moradia foram algumas das promessas n\u00e3o cumpridas. Lorena relata que, chegando l\u00e1, n\u00e3o tinha nem ventilador e \u00e1gua filtrada, tornando o calor de 40\u00ba ainda mais insuport\u00e1vel. Ap\u00f3s pedir uma reuni\u00e3o para reclamar e pedir melhorias na estrutura, Lorena foi mandada de volta para Belo Horizonte, mas recebeu uma proposta do Gama para ir para Bras\u00edlia. Chegando l\u00e1, enfrentou situa\u00e7\u00f5es de fome e morou com suas companheiras de time, que juntavam dinheiro para comprar comida e n\u00e3o recebiam apoio nenhum.<\/p>\n\n\n\n<p>O discurso do \u201cdono\u201d do time era de que as coisas iriam acontecer, e as atletas acreditaram nele. Mesmo com as d\u00edvidas aumentando e sem aux\u00edlio at\u00e9 mesmo para alimenta\u00e7\u00e3o, continuaram disputando o campeonato feminino de Bras\u00edlia. Mais tarde, descobriu-se que o \u201cdono\u201d na verdade tinha aplicado um golpe nas jogadoras, no clube e em parceiros, passando-se por um investidor. Na ocasi\u00e3o, ele havia dito ao Gama e \u00e0s jogadoras que possu\u00eda recursos para bancar as despesas e liderar o projeto. Ap\u00f3s ser descoberto, desapareceu e deixou as meninas \u00e0 deriva. A <a href=\"https:\/\/ge.globo.com\/futebol\/futebol-feminino\/noticia\/com-oito-atletas-inscritas-na-estreia-do-candangao-gama-denuncia-golpe-no-time-feminino.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">not\u00edcia<\/a> repercutiu entre os times da regi\u00e3o e jornais do Brasil, e as jogadoras receberam apoio do Governo do Distrito Federal e da Secretaria do Esporte e Lazer com cestas b\u00e1sicas e passagens de volta para casa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu sempre tive esse sonho de ser jogadora profissional, ent\u00e3o, mesmo achando que ele mentia, no fundo, eu s\u00f3 queria que desse certo, ent\u00e3o, me agarrei a esse sonho e a essa estrutura que ele prometeu\u201d, desabafa Lorena. Quando voltou de Bras\u00edlia, refletiu sobre a situa\u00e7\u00e3o e se perguntou se era necess\u00e1rio ter passado por tudo isso para perceber que estava na hora de voltar. \u201cApesar de amar muito o futebol, a grande maioria dos momentos que eu vivi jogando foram muito dolorosos e eu fiz um grande esfor\u00e7o para superar\u201d, completou. Ap\u00f3s isso, retornou ao Am\u00e9rica com uma estrutura um pouco melhor, mas, pela inseguran\u00e7a, frustra\u00e7\u00e3o e por n\u00e3o ter o acompanhamento psicol\u00f3gico ideal, n\u00e3o conseguiu render o que esperava.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois disso, a atleta passou pelo Nacional e mais um clube do interior de S\u00e3o Paulo, com uma estrutura um pouco melhor, mas ainda abaixo do m\u00ednimo esperado. Recebendo um sal\u00e1rio muito baixo que n\u00e3o supria necessidades b\u00e1sicas e enfrentando problemas com les\u00f5es, optou por encerrar sua carreira profissional.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Apesar de tudo, realizei um sonho de inf\u00e2ncia de ser jogadora profissional. Os poucos momentos felizes faziam tudo valer a pena, eu amo o futebol e n\u00e3o consigo largar. Eu aprendi muito com tudo isso.\u201d &#8211; Lorena Gon\u00e7alves, ex-jogadora profissional.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Os sal\u00e1rios baixos e a instabilidade fazem com que muitas jogadoras, assim como Lorena, abandonem a carreira para assumir empregos formais, e em alguns casos, trabalham em jornada dupla, tendo que atuar em outra \u00e1rea para complementar a renda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>47,9% das atletas da categoria adulta n\u00e3o recebem nenhum valor \u00e0 t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o ou ajuda.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 instabilidade, 80% das atletas n\u00e3o possuem v\u00ednculo profissional com seus clubes, o que dificulta o planejamento da vida financeira e as aspira\u00e7\u00f5es profissionais, obrigando muitas a abandonarem a carreira para trabalhar. Atletas de clubes fora da S\u00e9rie A1 chegam a receber menos de R$2.000 mensais, sem direito a f\u00e9rias ou FGTS garantidos, como mostrado em mat\u00e9ria do <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/esporte\/futebol\/ultimas-noticias\/2020\/03\/30\/coronavirus-negociacao-entre-clubes-e-atletas-esqueceu-futebol-feminino.htm?utm.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>UOL<\/em><\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desigualdade de g\u00eanero<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Maior jogadora da hist\u00f3ria do futebol feminino, Marta est\u00e1 sem contrato de patroc\u00ednio desde 2018, em protesto. Tudo come\u00e7ou ap\u00f3s tentativa de renova\u00e7\u00e3o de contrato da Puma, que teve valores considerados muito baixos e desproporcionais se comparados a atletas do futebol masculino com a mesma relev\u00e2ncia da jogadora. Sem s\u00edmbolo de nenhum fornecedor esportivo, as chuteiras estampam a marca \u201c<em>Go Equal<\/em>\u201d, que sinaliza a insatisfa\u00e7\u00e3o com a desigualdade de g\u00eanero no futebol profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>A chuteira foi usada pela primeira vez na Copa do Mundo de 2019, disputada na Fran\u00e7a, mas a Rainha repetiu o protesto na Copa do Mundo na Austr\u00e1lia em 2023, reacendendo o debate sobre o machismo e a desigualdade de g\u00eanero n\u00e3o s\u00f3 no esporte, mas em outras profiss\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para se ter uma no\u00e7\u00e3o, a jogadora Sam Kerr, do Chelsea, recebe hoje o maior sal\u00e1rio do futebol feminino, de aproximadamente R$2,5 milh\u00f5es por ano. \u00c0 t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, jogadores m\u00e9dios do Brasileir\u00e3o e alguns atletas da s\u00e9rie B recebem sal\u00e1rios como esse, na casa dos R$200 a 30 mil por m\u00eas, segundo dados do <a href=\"https:\/\/www.transfermarkt.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Transfermarkt<\/a>. Jogador mais bem pago do futebol masculino, Cristiano Ronaldo ganha aproximadamente <a href=\"https:\/\/ge.globo.com\/futebol\/futebol-internacional\/noticia\/2025\/02\/13\/cristiano-ronaldo-lidera-lista-dos-atletas-mais-bem-pagos-do-mundo-veja.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">500<\/a> vezes mais do que Sam Kerr.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"717b71\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #717b71;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"924\" height=\"668\" sizes=\"auto, (max-width: 924px) 100vw, 924px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-23265 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3.webp 924w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3-300x217.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3-768x555.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3-370x267.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3-270x195.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3-570x412.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3-740x535.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3-150x108.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marta comemora gol apontando para a chuteira em protesto (Foto: REUTERS\/ Jean-Paul Pelissier).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O machismo e a invisibilidade perseguem at\u00e9 mesmo as mulheres que passam por todas essas barreiras e conseguem chegar na elite. O ambiente do futebol negligencia as profissionais que trabalham em qualquer profiss\u00e3o relacionada a esse esporte. Comentaristas e narradoras do futebol masculino como <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/anathaismatos\/?hl=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ana Tha\u00eds Matos<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/renatasilveirag\/?hl=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Renata Silveira<\/a>, ambas do grupo Globo, sofrem diariamente com os coment\u00e1rios machistas nas m\u00eddias sociais. Isso se estende \u00e0s jogadoras profissionais e de v\u00e1rzea, que al\u00e9m de todas as dificuldades financeiras e profissionais enfrentadas, ainda tem que lutar contra o machismo diariamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dois anos ap\u00f3s o novo protesto de Marta, foi lan\u00e7ado o primeiro modelo de chuteira para mulheres no mundo. A F50 Sparkfusion, criada pela Adidas, \u00e9 um passo importante na valoriza\u00e7\u00e3o das mulheres. Fruto de dez anos de pesquisas com diferentes jogadoras, o modelo foi criado com base no maior banco de dados que a marca j\u00e1 construiu sobre a anatomia de p\u00e9s femininos, e promete melhorar a performance e o conforto para as atletas. Com Cristiane Rozeira no comercial, a empresa alem\u00e3 divulgou em junho a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DLSa2ABxg5y\/?utm_source=ig_web_copy_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">campanha de lan\u00e7amento<\/a> da primeira chuteira 100% pensada para mulheres.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Visibilidade e m\u00eddia: o ciclo vicioso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Sem espa\u00e7os nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, como jornais, r\u00e1dios e at\u00e9 perfis de m\u00eddias sociais oficiais de clubes, a divulga\u00e7\u00e3o dos jogos e resultados quase n\u00e3o existe. A consequ\u00eancia \u00e9 gigante: torcedores sabem pouco sobre as competi\u00e7\u00f5es locais e frequentam pouco os jogos. Com isso, patrocinadores n\u00e3o t\u00eam motivo para investir, levando o esporte a movimentar pouco dinheiro e consequentemente reduzindo o investimento no futuro. \u00c9 um ciclo vicioso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A torcida do Atl\u00e9tico em 2025 levou, em m\u00e9dia, mais de 25 mil torcedores ao est\u00e1dio por jogo em partidas do masculino. Essa mobiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se repete nos jogos do time feminino do Atl\u00e9tico, que n\u00e3o passam dos tr\u00eas mil pagantes. O padr\u00e3o se repete em todos os clubes do futebol brasileiro, que n\u00e3o passam da m\u00e9dia de mil torcedores por jogo. O Corinthians \u00e9 o \u00fanico que foge do padr\u00e3o, levando quase sete mil torcedores por jogo e batendo recordes na categoria, inclusive com o maior p\u00fablico da hist\u00f3ria<strong>:<\/strong> 44.529 mil pessoas para a Neo Qu\u00edmica Arena na final do Brasileir\u00e3o Feminino em 2024, contra o S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"6c715b\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #6c715b;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-23266 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-2048x1365.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Diante de 44.529 pessoas, Corinthians e S\u00e3o Paulo se enfrentaram na final do Brasileir\u00e3o Feminino em 2024 (Foto: Jos\u00e9 Manoel Idalgo\/ Ag\u00eancia Corinthians).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Formada pela PUC, estudiosa do impacto do g\u00eanero na cobertura do futebol e com duas coberturas de Copa do Mundo no curr\u00edculo, a jornalista Ester Pinheiro falou com a nossa reportagem sobre a rela\u00e7\u00e3o da m\u00eddia com a valoriza\u00e7\u00e3o, cobertura e desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. Segundo ela, a m\u00eddia tem seu papel na marginaliza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do futebol feminino no Brasil, mas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua fala, Ester coloca a m\u00eddia n\u00e3o como a causadora do problema, mas sim como reprodutora dos estere\u00f3tipos. Como instrumento de poder, a m\u00eddia tem em suas m\u00e3os a escolha de reproduzir os sistemas que j\u00e1 est\u00e3o em vigor ou de refor\u00e7ar ideias que j\u00e1 circulam na sociedade de que o futebol \u00e9 para todos, normalizando a pr\u00e1tica do futebol feminino e n\u00e3o a colocando como uma exce\u00e7\u00e3o ou um \u201cbra\u00e7o\u201d do futebol masculino.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o Estado, passando pela sociedade at\u00e9 chegar na m\u00eddia, todos tem sua parcela de responsabilidade. Desde o princ\u00edpio, o futebol feminino passou por muitos preconceitos e passou 40 anos proibido durante o governo de Get\u00falio Vargas. Citando a escritora francesa Simone de Beauvoir, Ester pontuou: \u201cBasta uma crise hist\u00f3rica para ver onde os direitos das mulheres v\u00e3o parar\u201d. A proibi\u00e7\u00e3o de Vargas, que buscou cientistas da \u00e9poca para \u201ccomprovar\u201d sua teoria, reproduzia a ideia de que o lugar das mulheres era dentro de casa e n\u00e3o ocupando espa\u00e7os de poder, de protagonismo e praticando esportes. \u201cA m\u00eddia tem responsabilidade por reproduzir essas ideias, mas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica respons\u00e1vel\u201d, observou a jornalista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O sil\u00eancio da m\u00eddia sobre a proibi\u00e7\u00e3o n\u00e3o era neutro. Espa\u00e7o de cr\u00edticas, ideias e resist\u00eancia, a imprensa da \u00e9poca poderia ter criticado esses sistemas opressores, mas optou por reproduzir os valores patriarcais da sociedade, que tiram as mulheres desses espa\u00e7os p\u00fablicos. A cobertura midi\u00e1tica, portanto, t\u00eam sua responsabilidade, mas antes dela a sociedade e seus valores devem ser mudados. Desde a inf\u00e2ncia, as fam\u00edlias incentivam o desenvolvimento de formas diferentes. O g\u00eanero \u00e9 colocado como uma constru\u00e7\u00e3o social, uma forma de pensar constru\u00edda por s\u00e9culos de estere\u00f3tipos e neglig\u00eancia quanto \u00e0 pr\u00e1tica de esportes pelas mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sair desse lugar, portanto, muitos movimentos e mudan\u00e7as devem ser feitos na sociedade, e isso pode ocorrer tamb\u00e9m come\u00e7ando pela m\u00eddia. Ester destacou a import\u00e2ncia de emissoras como a Caz\u00e9 TV na cobertura s\u00e9ria e respons\u00e1vel de grandes eventos como as Olimp\u00edadas, Copas do Mundo e, mais recentemente, a Eurocopa. A presen\u00e7a dessas emissoras nesses eventos impactam diretamente na valoriza\u00e7\u00e3o e na normaliza\u00e7\u00e3o da modalidade. Mesmo que ainda n\u00e3o haja um interesse por parte da sociedade brasileira no futebol feminino t\u00e3o grande quanto h\u00e1 no masculino, \u00e9 essencial que canais como a Caz\u00e9 TV construam esse interesse como uma m\u00eddia respons\u00e1vel e um agente dessa mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"7b6b73\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #7b6b73;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"989\" height=\"817\" sizes=\"auto, (max-width: 989px) 100vw, 989px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-23752 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv.webp 989w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv-300x248.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv-768x634.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv-370x306.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv-270x223.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv-570x471.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv-740x611.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/caze-tv-150x124.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Equipe de transmiss\u00e3o da Caz\u00e9 TV para a Eurocopa feminina em 2025. (Foto: Let\u00edcia Macedo)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Presente nas \u00faltimas duas Copas do Mundo, Ester falou tamb\u00e9m sobre o crescimento da modalidade em outros pa\u00edses. Tanto na Fran\u00e7a em 2019 quanto na Austr\u00e1lia em 2023, cobriu partidas com est\u00e1dios lotados, mostrando que h\u00e1 o interesse da sociedade, e agora cabe \u00e0 m\u00eddia trazer uma cobertura s\u00e9ria e respons\u00e1vel para amplificar a reprodu\u00e7\u00e3o do futebol feminino com qualidade para mais pessoas. Durante a transmiss\u00e3o da Eurocopa 2025, a Caz\u00e9 TV alcan\u00e7ou no Youtube milh\u00f5es de pessoas ao vivo interessadas nas partidas de futebol feminino entre sele\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias. Nos \u00faltimos anos, o interesse p\u00fablico pela modalidade no Brasil v\u00eam crescendo, principalmente desde a Copa do Mundo e as Olimp\u00edadas em 2023 e 2024.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Copa do Mundo no Brasil: uma oportunidade de ouro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3xima Copa do Mundo feminina ser\u00e1 disputada no Brasil em 2027, o que desperta o interesse das emissoras e do p\u00fablico geral. O Estado e a sociedade devem aproveitar a oportunidade para investir em mudan\u00e7as que contribuam na evolu\u00e7\u00e3o do esporte e melhorias na infraestrutura para al\u00e9m da Copa, j\u00e1 que isso pode mudar para sempre a hist\u00f3ria do futebol feminino no Brasil, n\u00e3o s\u00f3 para as atletas de hoje, mas principalmente para as meninas que sonham em ser jogadoras no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sediar um evento desse porte vai al\u00e9m do prest\u00edgio esportivo. \u00c9 a chance de investir em infraestrutura, ampliar a visibilidade da modalidade e promover mudan\u00e7as estruturais que h\u00e1 d\u00e9cadas s\u00e3o negligenciadas. Com est\u00e1dios cheios, transmiss\u00f5es em hor\u00e1rio nobre e o olhar do mundo voltado para o talento das mulheres brasileiras, o pa\u00eds pode impulsionar pol\u00edticas p\u00fablicas, criar incentivos para forma\u00e7\u00e3o de base e consolidar o futebol feminino como parte essencial da nossa cultura esportiva. Mais do que jogos, essa Copa pode marcar o in\u00edcio de uma nova era: uma em que o futebol feminino \u00e9 finalmente tratado com o respeito, o investimento e o entusiasmo que merece.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Leia mais:<br><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/pre-e-pos-var-desafios-da-arbitragem-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sisleide do Amor: a primeira estrela do futebol feminino no Brasil<\/a><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lutando por visibilidade e valoriza\u00e7\u00e3o, jogadoras enfrentam preconceito, falta de infraestrutura, baixos sal\u00e1rios e aus\u00eancia de perspectivas profissionais pelo sonho de jogar 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