{"id":22668,"date":"2025-06-25T08:58:36","date_gmt":"2025-06-25T11:58:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=22668"},"modified":"2025-06-25T14:25:20","modified_gmt":"2025-06-25T17:25:20","slug":"universidades-mineiras-sob-vigilancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/universidades-mineiras-sob-vigilancia\/","title":{"rendered":"Universidades mineiras sob vigil\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante os anos de chumbo da ditadura militar brasileira, os corredores das universidades deixaram de ser apenas espa\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e se tornaram tamb\u00e9m alvos da censura. Em Minas Gerais, institui\u00e7\u00f5es como a UFMG, PUC e universidades do interior do estado estavam sob constante vigil\u00e2ncia, onde a intelig\u00eancia era tratada como amea\u00e7a e o pensamento cr\u00edtico, como inimigo do Estado. A repress\u00e3o n\u00e3o se contentava em calar vozes nas salas de aula: ela se infiltrava nos centros acad\u00eamicos, censurava jornais estudantis e perseguia corpos e ideias com o peso brutal da viol\u00eancia institucional. Em um cen\u00e1rio marcado pelo medo, resistir tornou-se um ato radical \u2013 e pensar, um gesto revolucion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PUC Minas<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"8e736c\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"250\" height=\"350\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.07.40_58797816.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22710 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #8e736c; width:279px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.07.40_58797816.webp 250w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.07.40_58797816-214x300.webp 214w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.07.40_58797816-150x210.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professor Jos\u00e9 Milton Santos, aluno da primeira turma do Curso de Jornalismo e ex-coordenador do curso \/ Foto: Revista PUC Minas<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ex-professor da PUC Minas (Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica), Jos\u00e9 Milton Santos foi aluno da primeira turma de Comunica\u00e7\u00e3o, em 1971. Em seu per\u00edodo como estudante, participou de atos contra a ditadura e conviveu com ativistas presos pelos militares. Foi presidente do Diret\u00f3rio Acad\u00eamico em 1972 e organizou encontros para fortalecer a uni\u00e3o estudantil em prol da democracia. Entre os marcos de sua trajet\u00f3ria, destaca-se a realiza\u00e7\u00e3o do 1\u00ba Encontro Nacional de Estudantes de Comunica\u00e7\u00e3o, sediado em Goi\u00e2nia, promovido pelos estudantes da ent\u00e3o UCMG (Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs entidades estudantis, na \u00e9poca, tinham uma import\u00e2ncia, uma relev\u00e2ncia que hoje n\u00e3o tem mais e ainda bem que n\u00e3o tem. Naquela \u00e9poca, quando os outros segmentos estavam proibidos de se manifestar, os estudantes falavam em nome de v\u00e1rios segmentos da sociedade\u201d, disse o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o tenha sido preso, relata que diversos estudantes da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o foram detidos, incluindo participantes do<a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/90anos\/tag\/3o-encontro-nacional-de-estudantes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> III Encontro Nacional dos Estudantes<\/a>, evento reprimido na Faculdade de Medicina da UFMG. O professor tamb\u00e9m relembra que o diretor da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o foi interrogado no DOPS. \u201cO Instituto que tinha mais gente presa era a Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o: tinha 42. Nossa! Ningu\u00e9m tinha mais gente presa do que aqui\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Os desafios da juventude contra a repress\u00e3o na atualidade<\/h3>\n\n\n\n<p>A lembran\u00e7a do per\u00edodo tamb\u00e9m est\u00e1 presente entre os estudantes de hoje, que seguem enfrentando desafios relacionados \u00e0 repress\u00e3o e ao apagamento hist\u00f3rico. \u00cdcaro Totola, integrante do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE) da PUC Minas e membro dos movimentos sociais<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/correnteza.pucmg\/?utm_source=ig_web_button_share_sheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Correnteza<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/unidadepopular.mg?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Unidade Popular<\/a>, representa uma juventude que ainda lida com os resqu\u00edcios do autoritarismo e com a nega\u00e7\u00e3o das mem\u00f3rias do passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista, ele destacou a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da ditadura militar nas institui\u00e7\u00f5es de ensino, mas criticou que n\u00e3o apenas a PUC, mas tamb\u00e9m muitas outras universidades, falham em cumprir esse papel. Segundo \u00cdcaro, a sociedade brasileira, de forma geral, vem facilitando o apagamento dessa hist\u00f3ria, o que considera extremamente perigoso. Para ele, universidades, como formadoras de opini\u00e3o, t\u00eam a responsabilidade de promover uma reflex\u00e3o mais profunda sobre a gravidade desse per\u00edodo hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"433e3e\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-683x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22713 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #433e3e; width:305px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-683x1024.webp 683w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-200x300.webp 200w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-768x1152.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-1024x1536.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-1366x2048.webp 1366w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-370x555.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-270x405.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-570x855.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-740x1110.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-150x225.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_8440-scaled.webp 1707w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jovens na escadaria do Antigo DOPS. \/\/ Foto: Mari Asth<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00cdcaro ressaltou a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o da juventude nos movimentos sociais, que ele v\u00ea como a linha de frente na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria popular. Os jovens, em sua vis\u00e3o, n\u00e3o apenas herdaram as lutas do passado, mas tamb\u00e9m possuem a energia necess\u00e1ria para transformar o presente e garantir que os erros n\u00e3o se repitam. Como exemplo, citou a ocupa\u00e7\u00e3o realizada por movimentos sociais no antigo pr\u00e9dio do DOPS, localizado na Avenida Afonso Pena, 2351, no centro de Belo Horizonte. Esse pr\u00e9dio, marcado pela viol\u00eancia da repress\u00e3o pol\u00edtica, deveria ter se tornado o Memorial dos Direitos Humanos, conforme promessa do governo de Minas em 2018, mas permanece sem destino definido. Para \u00cdcaro, se n\u00e3o forem os movimentos sociais a reivindicar essa hist\u00f3ria, ela ser\u00e1 esquecida, cabendo aos militantes a tarefa de reconstru\u00ed-la e mant\u00ea-la viva.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudante tamb\u00e9m destacou que a mem\u00f3ria \u00e9 uma disputa pol\u00edtica, pois, em sua vis\u00e3o, tende a ser narrada de maneira a favorecer as classes dominantes. Ele lembrou como, historicamente, os interesses dessas elites muitas vezes apagam aspectos cruciais dos conflitos sociais, como ocorreu durante o genoc\u00eddio de povos ind\u00edgenas, o per\u00edodo da escravatura e a pr\u00f3pria ditadura militar. Negar esse passado, segundo ele, \u00e9 uma postura contradit\u00f3ria que gera consequ\u00eancias graves, como a falta de responsabiliza\u00e7\u00e3o pelos crimes cometidos durante a ditadura e o impacto cont\u00ednuo dessas pr\u00e1ticas na sociedade contempor\u00e2nea. Ele argumentou que a Pol\u00edcia Militar, que ele considera um \u201cfilhote da ditadura\u201d, ainda mant\u00e9m pr\u00e1ticas de viol\u00eancia, como assassinatos, oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1veres e torturas, mas, agora, direcionadas principalmente \u00e0s favelas e periferias. Essas a\u00e7\u00f5es, para ele, refletem a continuidade de uma estrutura de repress\u00e3o que persiste mesmo ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o, uma vez que as ra\u00edzes do autoritarismo permanecem profundas e frequentemente ignoradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplo dessa repress\u00e3o contempor\u00e2nea, \u00cdcaro relembrou um epis\u00f3dio que vivenciou como parte do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). O <a href=\"https:\/\/averdade.org.br\/2024\/10\/mlb-completa-12-anos-de-trabalho-no-vale-das-ocupacoes-do-barreiro-em-belo-horizonte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">movimento ocupou o Vale do Jatob\u00e1, no Barreiro<\/a> &#8211; uma \u00e1rea abandonada h\u00e1 mais de 40 anos que n\u00e3o cumpria sua fun\u00e7\u00e3o social (direito garantido pelo artigo 5\u00ba, inciso XXIII da Constitui\u00e7\u00e3o). Para reprimir a ocupa\u00e7\u00e3o, a pol\u00edcia utilizou pela primeira vez em Minas Gerais o \u201ccaveir\u00e3o\u201d \u2013 um ve\u00edculo blindado normalmente usado para a\u00e7\u00f5es militares \u2013 para despejar 400 fam\u00edlias. Mesmo ap\u00f3s o despejo, a ocupa\u00e7\u00e3o resistiu, e hoje, gra\u00e7as \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, abriga mais de 2.500 fam\u00edlias. Para \u00cdcaro, essa repress\u00e3o \u00e9 uma tentativa de silenciar as lutas populares e apagar a mem\u00f3ria dos abusos do passado. Ele refor\u00e7a que essa tentativa de criminalizar movimentos sociais \u00e9 uma forma de deslegitimar a luta por direitos b\u00e1sicos, como moradia, que \u00e9 garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o, mas muitas vezes ignorado na pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do militante, tanto as trag\u00e9dias quanto as conquistas do passado moldam a sociedade contempor\u00e2nea e devem ser lembradas para que erros n\u00e3o se repitam. Ele refor\u00e7ou que o ensino sobre a ditadura nas escolas e universidades precisa ser aprofundado, pois atualmente \u00e9 abordado de maneira superficial, sem dar a devida import\u00e2ncia \u00e0 gravidade do per\u00edodo. Ele lembrou que no dia 1\u00ba de abril, quando o golpe militar completou 61 anos, poucas institui\u00e7\u00f5es promoveram discuss\u00f5es e atividades significativas para refletir o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00cdcaro tamb\u00e9m destacou que o DCE da PUC Minas planeja organizar eventos e atividades para fortalecer essa mem\u00f3ria, como visitas ao Memorial dos Direitos Humanos, que ele v\u00ea como fundamentais para manter viva a hist\u00f3ria das lutas por justi\u00e7a e liberdade no Brasil. Essas visitas, segundo ele, seriam uma forma concreta de fazer com que os estudantes compreendam a profundidade dos abusos cometidos e se conectem diretamente com a hist\u00f3ria de resist\u00eancia popular, criando uma consci\u00eancia cr\u00edtica que \u00e9 essencial para a manuten\u00e7\u00e3o da democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ele lembrou a import\u00e2ncia do movimento estudantil durante a ditadura, ressaltando que muitos de seus integrantes foram perseguidos, torturados e mortos por se oporem ao regime militar. Ele enfatiza que, se um novo regime autorit\u00e1rio surgisse, qualquer um de n\u00f3s poderia estar entre as v\u00edtimas, refor\u00e7ando a necessidade de se manter vigilante e sens\u00edvel \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria hist\u00f3rica em tempos que ainda guardam semelhan\u00e7as com o passado autorit\u00e1rio. Para \u00cdcaro, lembrar os erros do passado \u00e9 um ato de resist\u00eancia e uma ferramenta poderosa contra o avan\u00e7o de pol\u00edticas repressivas que amea\u00e7am as liberdades civis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">UFMG<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p>A historiadora<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bizocagreco?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Helo\u00edsa Greco<\/a>, conhecida como Bizoca, \u00e9 militante de direitos humanos. Quando Bizoca ingressou na UFMG, em 1970, encontrou uma universidade sitiada. \u201cAs entidades de base j\u00e1 estavam absolutamente destru\u00eddas. Companheiros e companheiras estavam mortos ou desaparecidos\u201d. A repress\u00e3o imposta pelo regime j\u00e1 havia atingido em cheio o movimento estudantil desde o in\u00edcio do golpe, quando o decreto de C\u00edcero Lacerda colocou na ilegalidade organiza\u00e7\u00f5es como a UNE, as UEE, UMES e os DCEs. Havia censura, vigil\u00e2ncia e medo. O DCE da UFMG vivia sob amea\u00e7a constante, e n\u00e3o foram poucos os epis\u00f3dios de invas\u00e3o policial \u00e0 universidade.<\/p>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"b0a289\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-768x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22711 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #b0a289; width:385px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-768x1024.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-225x300.webp 225w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-1152x1536.webp 1152w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-370x493.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-270x360.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-570x760.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-740x987.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-640x853.webp 640w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9-150x200.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_725165b9.webp 1536w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estandarte em mem\u00f3ria de 4 estudantes da UFMG mortos pela ditadura. Localizado no pr\u00e9dio da Reitoria. \/\/ Foto: Thayn\u00e1 Soares<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Mesmo assim, a luta seguiu. \u201cA nossa resist\u00eancia foi mais intramuros\u201d, conta Bizoca. Nos anos 70, em meio ao silenciamento generalizado, estudantes come\u00e7aram a reorganizar as entidades de base, retomaram o DCE e fizeram frente \u00e0 ditadura. Em 1972 e 1973, quatro estudantes da UFMG foram assassinados pelo regime \u2014 um deles presidia o Diret\u00f3rio Acad\u00eamico da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas. Ao mesmo tempo, o <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del0228.htm#:~:text=Del0228&amp;text=DECRETO%2DLEI%20N%C2%BA%20228%2C%20DE%2028%20DE%20FEVEREIRO%20DE%201967.&amp;text=Reformula%20a%20organiza%C3%A7%C3%A3o%20da%20representa%C3%A7%C3%A3o,do%20Ato%20Institucional%20n%C2%BA%204%2C\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Decreto-Lei 228<\/a> tenta atrelar, de maneira violenta e ostensiva, todas as organiza\u00e7\u00f5es estudantis do Brasil ao controle do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Bizoca, lembrar \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de seguir lutando. \u201cE n\u00e3o existe essa coisa de lembrar para n\u00e3o fazer de novo. A gente pode lembrar o tanto que for, porque enquanto uma correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as n\u00e3o for favor\u00e1vel a n\u00f3s, as coisas v\u00e3o acontecer. Por mais que a gente tenha batalhado, a gente continua essa luta, que \u00e9 contra o terrorismo do Estado do Capital. As coisas ainda est\u00e3o acontecendo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">UFJF<\/h2>\n\n\n\n<p>A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), criada em 1960, rapidamente se destacou como polo acad\u00eamico da Zona da Mata mineira, o que a colocou sob forte vigil\u00e2ncia durante a ditadura civil-militar a partir de 1964. Logo ap\u00f3s o golpe, professores e alunos foram detidos. O reitor Manoel Barbosa Leite Filho atendeu a uma ordem do general Mour\u00e3o Filho para investigar \u201catividades subversivas\u201d no campus, resultando na sindic\u00e2ncia de 12 estudantes. Segundo a <a href=\"https:\/\/www.pjf.mg.gov.br\/comissaodaverdade\/integrantes.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Comiss\u00e3o Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF)<\/a>, a UFJF foi monitorada por diversas ag\u00eancias repressivas, como o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/memoriasreveladas\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/imagens-e-documentos-do-periodo-de-1964-1985\/servico-nacional-de-informacoes-sni\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI)<\/a>, a Pol\u00edcia Federal e os \u00f3rg\u00e3os militares (CISA, Cenimar e CIE).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1971, as <a href=\"https:\/\/www.bu.ufmg.br\/bu_atual\/especiais-e-raros\/memoria-intelectual-da-ufmg\/arquivo-da-assessoria-especial-de-seguranca-e-informacao-aesi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Assessorias Especiais de Seguran\u00e7a e Informa\u00e7\u00f5es (Aesis),<\/a> dentro da pr\u00f3pria universidade, produziam relat\u00f3rios sobre o Diret\u00f3rio Central de Estudantes (DCE) e Diret\u00f3rios Acad\u00eamicos (DAs). Professores foram alvos de triagem ideol\u00f3gica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"858481\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #858481;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"630\" height=\"354\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pm-mamm-foto-roberto-dornellas1-630x354-1.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22861 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pm-mamm-foto-roberto-dornellas1-630x354-1.webp 630w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pm-mamm-foto-roberto-dornellas1-630x354-1-300x169.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pm-mamm-foto-roberto-dornellas1-630x354-1-370x208.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pm-mamm-foto-roberto-dornellas1-630x354-1-270x152.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pm-mamm-foto-roberto-dornellas1-630x354-1-570x320.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pm-mamm-foto-roberto-dornellas1-630x354-1-150x84.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pol\u00edcia Militar observa manifesta\u00e7\u00e3o na antiga Reitoria, no Centro de Juiz de Fora\/\/ Foto: Roberto Dornelas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Paulo Netto, aprovado em primeiro lugar para a cadeira de Sociologia, foi impedido de assumir por ter sido enquadrado na Lei de Seguran\u00e7a Nacional. O professor Avelino Koch Torres teve sua nomea\u00e7\u00e3o contestada, acusado de liga\u00e7\u00e3o com \u201corganiza\u00e7\u00e3o subversiva\u201d. J\u00e1 Mur\u00edlio Hingel, da Faculdade de Filosofia e Letras, foi sistematicamente vigiado e alvo de relat\u00f3rios discriminat\u00f3rios. Pris\u00f5es tamb\u00e9m marcaram o per\u00edodo. Professores como Thomaz Bernardino, Raimundo Nonato Lopes e Peralva de Miranda Delgado foram detidos sob acusa\u00e7\u00e3o de subvers\u00e3o. Em 1972, o professor Itamar Bonfatti ficou 15 dias em cela isolada e sofreu humilha\u00e7\u00f5es ap\u00f3s ser preso por promover reuni\u00f5es pol\u00edticas. A aposentadoria compuls\u00f3ria foi um dos instrumentos mais severos: a professora Maria Andr\u00e9a Rios Loyola foi afastada em 1969 com base no AI-5, apesar do processo administrativo ser arquivado como \u201cinconcluso\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da repress\u00e3o, o movimento estudantil resistiu. O DCE promoveu protestos, como o II Ciclo de Debates em 1976, e participou ativamente da reconstru\u00e7\u00e3o da UNE e da campanha pela anistia. O ent\u00e3o coordenador-geral do DCE, Carlos Alberto Pavam, chegou a ser preso por picha\u00e7\u00f5es contra o regime.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos seguintes, a UFJF participou do processo de justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o, apoiando a Comiss\u00e3o Municipal da Verdade, presidida pela professora Helena Mota, e homenageando perseguidos pol\u00edticos e o ex-presidente Jo\u00e3o Goulart com o t\u00edtulo de Doutor Honoris Causa post mortem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mais uma reflex\u00e3o sobre o golpe de 64, o professor Fernando Perlatto Bom Jardim, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), faz uma an\u00e1lise importante para o tema. Doutor em Sociologia pela UERJ, ele integra grupos dedicados ao estudo das mem\u00f3rias e dos usos p\u00fablicos do passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"90612f\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Fernando-Perlatto-01-150x150-1.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22862 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #90612f; width:272px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Fernando-Perlatto-01-150x150-1.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Fernando-Perlatto-01-150x150-1-96x96.webp 96w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professor de Hist\u00f3ria e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da UFJF\/\/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o site UFJF<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0 revista <em>Maracanan<\/em>, Perlatto aponta que o recente crescimento das pesquisas sobre o golpe e a ditadura se deve a fatores internos, como a expans\u00e3o dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e a quebra de preconceitos contra a chamada \u2018Hist\u00f3ria do Tempo Presente\u2019, mas tamb\u00e9m a fatores externos, como a instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (2012) e o fortalecimento de grupos de extrema-direita a partir de 2013, com discursos saudosistas e negacionistas em rela\u00e7\u00e3o a 1964. Ele identifica seis \u201cgiros interpretativos\u201d que v\u00eam transformando a historiografia sobre o per\u00edodo. O primeiro \u00e9 o giro temporal, que amplia o olhar para al\u00e9m de 1964, conectando-o com outros momentos autorit\u00e1rios, como o Estado Novo. O giro cronol\u00f3gico questiona ideias consolidadas, como a no\u00e7\u00e3o de ditadura envergonhada ou a divis\u00e3o entre linha dura e linha moderada, que, segundo ele, foram constru\u00eddas e naturalizadas pelos pr\u00f3prios agentes do regime. Outro \u00e9 o giro civil, que desloca o foco exclusivo dos militares para destacar a participa\u00e7\u00e3o de outros setores da sociedade, como pol\u00edticos, empres\u00e1rios, intelectuais e religiosos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA repress\u00e3o ocorria em institui\u00e7\u00f5es civis como, por exemplo, as universidades. As universidades n\u00e3o foram somente locais de repress\u00e3o, mas tamb\u00e9m de resist\u00eancia\u201d, relatou.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse papel aparece no giro das resist\u00eancias, que amplia o protagonismo das lutas contra a ditadura, valorizando, al\u00e9m dos tradicionais l\u00edderes homens e brancos, a atua\u00e7\u00e3o de mulheres, negros, ind\u00edgenas, camponeses e popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO movimento estudantil desempenhou um papel muito relevante na resist\u00eancia ao regime e nos processos de luta pela redemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perlatto tamb\u00e9m analisa as limita\u00e7\u00f5es da justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o, travada pela ideia de esquecimento do passado, promovida pela Lei da Anistia (1979), que n\u00e3o possibilitou o julgamento e a puni\u00e7\u00e3o daqueles que cometeram viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos. Para ele, a falta de enfrentamento desse legado ajudou a criar o cen\u00e1rio para a ascens\u00e3o de figuras como Jair Bolsonaro, \u201csaudosista da experi\u00eancia de 1964\u201d. Ainda assim, prop\u00f5e um deslocamento: do \u201cparadigma da aus\u00eancia\u201d para um \u201cparadigma da presen\u00e7a\u201d, que reconhece avan\u00e7os, como a cria\u00e7\u00e3o de comiss\u00f5es da verdade em estados e munic\u00edpios, a mudan\u00e7a de nomes de ruas que homenageavam ditadores e a produ\u00e7\u00e3o de filmes, document\u00e1rios e pesquisas sobre o tema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ele destaca que a UFJF \u201cse envolveu ativamente no processo de \u2018justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o\u2019&#8221;, apoiando a Comiss\u00e3o Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF) desde sua cria\u00e7\u00e3o, inclusive com a presid\u00eancia exercida pela professora Helena Mota, da pr\u00f3pria universidade, e com a administra\u00e7\u00e3o do site da comiss\u00e3o. A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m concedeu o t\u00edtulo de Doutor Honoris Causa post mortem para o Jo\u00e3o Goulart e fez uma homenagem a v\u00e1rios estudantes e professores que foram perseguidos durante a institui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perlatto conclui que, embora o Brasil tenha mudado muito desde 1964, persistem legados autorit\u00e1rios, como a naturaliza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e a cren\u00e7a das For\u00e7as Armadas em seu papel de moderadores da Rep\u00fablica. Por isso, adverte: \u201cEssa possibilidade [de novos autoritarismos] n\u00e3o est\u00e1 descartada, diante da for\u00e7a dos autoritarismos entre n\u00f3s\u201d. E defende: \u00e9 preciso vigil\u00e2ncia permanente e fortalecimento de pol\u00edticas de mem\u00f3ria e educa\u00e7\u00e3o, em defesa dos direitos humanos e da democracia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">UFOP<\/h2>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0s ladeiras e aos pr\u00e9dios hist\u00f3ricos que abrigam a Universidade Federal de Ouro Preto, tamb\u00e9m se esconde uma hist\u00f3ria de tens\u00e3o, vigil\u00e2ncia e coragem. Durante a ditadura militar, a UFOP foi mais do que um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Foi tamb\u00e9m palco de disputas ideol\u00f3gicas, conflitos internos e formas silenciosas de resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A UFOP desempenhou um papel importante de contesta\u00e7\u00e3o. Professores, estudantes e t\u00e9cnicos administrativos se organizaram, ainda que de forma dispersa, contra a repress\u00e3o. Em sala de aula, nos corredores e at\u00e9 mesmo nas rep\u00fablicas estudantis, surgiam vozes dissonantes que se arriscaram a pensar diferente em tempos de censura e medo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a regi\u00e3o em que a universidade est\u00e1 inserida, que engloba cidades como Ouro Preto e Mariana, era conhecida por sua forte organiza\u00e7\u00e3o conservadora. N\u00facleos da TFP (Tradi\u00e7\u00e3o, Fam\u00edlia e Propriedade), movimento cat\u00f3lico ultraconservador, atuavam ali com for\u00e7a e influ\u00eancia, criando um ambiente em que qualquer sinal de rebeldia podia ser vigiado, denunciado e punido. Essa dualidade entre resist\u00eancia e repress\u00e3o, atravessava a vida universit\u00e1ria da \u00e9poca, tornando o cotidiano acad\u00eamico um terreno fraturado, em que o simples ato de pensar podia ser perigoso.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9cadas mais tarde, em 2016, a UFOP integrou um Grupo de Trabalho vinculado \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/memoriasreveladas\/pt-br\/assuntos\/comissoes-da-verdade\/estaduais\/comisso-da-verdade-em-minas-gerais_relatrio-final_2017-compressed.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Comiss\u00e3o da Verdade de Minas Gerais (COVEMG)<\/a>, com o objetivo de resgatar a mem\u00f3ria institucional sobre esse per\u00edodo. A investiga\u00e7\u00e3o se debru\u00e7ou sobre documentos oficiais, relatos de ex-alunos e professores e epis\u00f3dios que permaneciam at\u00e9 ent\u00e3o sem registro. O trabalho resultou na publica\u00e7\u00e3o de um livro pela editora da pr\u00f3pria universidade, marcando um compromisso com a verdade hist\u00f3rica e com o direito \u00e0 mem\u00f3ria, especialmente das v\u00edtimas da repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa ajudou a iluminar um passado que, por muito tempo, permaneceu nos por\u00f5es do esquecimento. O relat\u00f3rio revelou, por exemplo, que mecanismos como inqu\u00e9ritos internos, processos administrativos e a atua\u00e7\u00e3o de informantes dentro da pr\u00f3pria comunidade acad\u00eamica foram usados como ferramentas de controle. A repress\u00e3o n\u00e3o vinha apenas dos \u00f3rg\u00e3os externos, como o DOPS\/MG, mas tamb\u00e9m se infiltrou nas estruturas institucionais, tornando colegas em poss\u00edveis delatores e tornando o ambiente universit\u00e1rio tenso, hostil e inseguro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"744a3e\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"300\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/465180812_10160753216731871_2590900046683039779_n.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22860 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #744a3e; width:263px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/465180812_10160753216731871_2590900046683039779_n.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/465180812_10160753216731871_2590900046683039779_n-150x150.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/465180812_10160753216731871_2590900046683039779_n-270x270.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/465180812_10160753216731871_2590900046683039779_n-96x96.webp 96w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marta Maia, professora de Jornalismo na UFOP\/\/Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Mesmo com esse esfor\u00e7o de resgate, o acesso a fontes e documentos ainda encontra obst\u00e1culos. H\u00e1 arquivos desaparecidos, mem\u00f3rias silenciadas, pessoas que preferem n\u00e3o falar. E isso n\u00e3o \u00e9 exclusividade da UFOP: como destaca a professora Marta Maia, que integrou o GT da universidade, o problema do apagamento documental se repete em todo o pa\u00eds, sobretudo em regi\u00f5es afastadas dos grandes centros urbanos. \u201cNa \u00e1rea rural, por exemplo, a repress\u00e3o acontecia de forma sem documenta\u00e7\u00e3o nenhuma\u201d, explica ela. \u201cNo Brasil, a gente tem esse problema de uma repress\u00e3o que foi muitas vezes invis\u00edvel nos registros, mas muito concreta nas vidas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">UFU<\/h1>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A cria\u00e7\u00e3o da UFU sob o regime militar<\/h3>\n\n\n\n<p>Na paisagem acad\u00eamica mineira, a Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU) ocupa um lugar peculiar. Ela n\u00e3o apenas sobreviveu \u00e0 ditadura militar, como tantas outras institui\u00e7\u00f5es, mas nasceu oficialmente dentro dela. Criada em 1978, quando o regime j\u00e1 dava sinais de cansa\u00e7o, a universidade foi federalizada sob a estrutura r\u00edgida desenhada pela Reforma Universit\u00e1ria de 1968. Esse detalhe n\u00e3o \u00e9 pequeno: significa que a UFU j\u00e1 chegou ao mundo com o DNA moldado pelo autoritarismo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"826e59\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/s200_wellington.amarante_oliveira.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22853 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #826e59; width:262px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/s200_wellington.amarante_oliveira.webp 200w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/s200_wellington.amarante_oliveira-150x150.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/s200_wellington.amarante_oliveira-96x96.webp 96w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Wellington Amarante, professor e historiador da UFU\/\/ Foto: Academia\/UFU<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Segundo o historiador Wellington Amarante, professor da pr\u00f3pria UFU, a institui\u00e7\u00e3o incorporou desde o in\u00edcio a l\u00f3gica da reforma, que buscava modernizar o ensino superior, mas sob controle. Departamentos substitu\u00edram c\u00e1tedras, ciclos b\u00e1sicos foram implantados e a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ganhou for\u00e7a. Por tr\u00e1s desse aparente avan\u00e7o, no entanto, havia uma estrat\u00e9gia clara: formar quadros t\u00e9cnicos que atendessem aos interesses do Estado, sem espa\u00e7o para cr\u00edtica ou contesta\u00e7\u00e3o. Essa tentativa de domesticar o pensamento universit\u00e1rio tamb\u00e9m se materializou de maneira mais direta e mais bruta. Uma das pe\u00e7as-chave desse controle foram as Assessorias de Seguran\u00e7a e Informa\u00e7\u00e3o, as chamadas ASIs. Formalizadas dentro da estrutura administrativa da universidade, elas tinham uma miss\u00e3o objetiva: observar, vigiar e relatar; eram os olhos do regime dentro do campus, antes mesmo de qualquer debate come\u00e7ar, j\u00e1 havia algu\u00e9m tomando nota.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mem\u00f3rias silenciadas e o desafio do esquecimento<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Apesar de a UFU nunca ter instaurado uma Comiss\u00e3o da Verdade pr\u00f3pria (dificultando levantar nomes, n\u00fameros e hist\u00f3rias completas), parte desse passado permanece acess\u00edvel por meio de pesquisas esparsas e mem\u00f3rias fragmentadas. \u00c9 um quebra-cabe\u00e7a ainda incompleto, mas que j\u00e1 revela como a vigil\u00e2ncia se infiltrava em gestos cotidianos: olhares desconfiados, sil\u00eancios for\u00e7ados, aulas em que se evitava falar demais. O professor relata, por exemplo, que havia presen\u00e7a de militares \u00e0 paisana nas salas e essa presen\u00e7a constante gerava um ambiente de tens\u00e3o palp\u00e1vel. Havia quem medisse as palavras, quem evitasse perguntas em aula, quem se afastasse do centro dos debates para n\u00e3o se comprometer. Era um medo sem rosto, mas com muitos ouvidos. Ainda assim, mesmo sob press\u00e3o, a universidade respirava com pequenos gestos de resist\u00eancia que se faziam presentes em disciplinas obrigat\u00f3rias como Organiza\u00e7\u00e3o Social e Pol\u00edtica do Brasil ou Educa\u00e7\u00e3o Moral e C\u00edvica, que, ironicamente, viravam espa\u00e7o para reflex\u00f5es cr\u00edticas, discretas, por\u00e9m persistentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na leitura de Amarante, esse papel da universidade como espa\u00e7o de contra narrativa foi fundamental na transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Ao abrigar debates, formar pensadores e proteger, dentro do poss\u00edvel, certa pluralidade, a UFU contribuiu para o lento processo de reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, sendo uma resist\u00eancia em meio ao sufocamento. Mas os fantasmas da repress\u00e3o n\u00e3o ficaram no passado. O professor lembra que, durante o governo Bolsonaro, o ambiente de cerco voltou a assombrar os corredores universit\u00e1rios. Professores foram filmados por alunos, houve amea\u00e7as veladas em redes sociais e produ\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios da ABIN. A vigil\u00e2ncia retornou, s\u00f3 que com outra linguagem; agora digital, difusa, travestida de \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O que mais inquieta o professor e historiador \u00e9 o risco de apagamento. Sem um centro de mem\u00f3ria, f\u00edsico ou digital, a UFU ainda n\u00e3o sistematizou sua hist\u00f3ria durante a ditadura. Isso a torna vulner\u00e1vel ao esquecimento, que, como ele observa, costuma ser o primeiro passo para a repeti\u00e7\u00e3o. Enquanto outras institui\u00e7\u00f5es, como a UFJF e a UFOP, organizaram comiss\u00f5es e produziram publica\u00e7\u00f5es que enfrentam esse passado de frente, a UFU ainda precisa transformar sua produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre o tema em pol\u00edtica institucional de mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, h\u00e1 for\u00e7as em movimento. O curso de Hist\u00f3ria, segundo ele, tem produzido<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/omr.ufu?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> trabalhos relevantes<\/a>, e existe um potencial latente na universidade para que esse processo ganhe corpo. O desafio, agora, \u00e9 atravessar a fronteira entre o conhecimento e a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Wellington, as universidades do interior, como a UFU, carregam uma responsabilidade extra. Inseridas em cidades de tradi\u00e7\u00e3o conservadora, elas se tornam espa\u00e7os de oxig\u00eanio democr\u00e1tico em meio ao sufoco. Nesse contexto, como sugere o professor, onde o pluralismo resiste, a democracia encontra espa\u00e7o para respirar. Por isso, manter esse espa\u00e7o vivo \u00e9 mais do que uma escolha institucional: \u00e9, em certa medida, um gesto de repara\u00e7\u00e3o com aqueles que, mesmo sob vigil\u00e2ncia, ousaram pensar, e ensinar, diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, as trajet\u00f3rias das universidades mostram que esses espa\u00e7os tamb\u00e9m foram v\u00edtimas do regime militar, onde o controle e a repress\u00e3o foram implementados. A vigil\u00e2ncia dentro dos campos, as persegui\u00e7\u00f5es a professores e estudantes revelam o quanto o autoritarismo se infiltrou no cotidiano acad\u00eamico. Ao mesmo tempo, essas institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram lugares de resist\u00eancia, de tentativas de manter o pensamento cr\u00edtico vivo, mesmo sob risco. \u00c9 de suma import\u00e2ncia n\u00e3o deixar que essas mem\u00f3rias se percam. Sem iniciativas concretas de preserva\u00e7\u00e3o, como comiss\u00f5es da verdade ou centros de mem\u00f3ria, parte dessa hist\u00f3ria corre o risco de ser apagada, e isso abre espa\u00e7o para que pr\u00e1ticas autorit\u00e1rias se repitam.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"6d6f6f\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #6d6f6f;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" data-id=\"22849\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_62197f2d-768x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22849 not-transparent\" 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loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-id=\"22865\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_f485f369-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22865 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_f485f369-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_f485f369-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_f485f369-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-17-as-16.12.56_f485f369-1536x1024.webp 1536w, 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Reitoria&nbsp;da&nbsp;UFMG\/\/ Foto: Thayn\u00e1 Soares<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"8c4b54\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #8c4b54;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-id=\"22851\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_0023-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22851 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_0023-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_0023-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_0023-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG_0023-1536x1024.webp 1536w, 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