{"id":22144,"date":"2025-05-23T17:02:10","date_gmt":"2025-05-23T20:02:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=22144"},"modified":"2025-05-26T22:15:20","modified_gmt":"2025-05-27T01:15:20","slug":"vacinacao-incompleta-abre-caminho-para-avanco-de-doencas-graves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/vacinacao-incompleta-abre-caminho-para-avanco-de-doencas-graves\/","title":{"rendered":"Vacina\u00e7\u00e3o incompleta abre caminho para avan\u00e7o de doen\u00e7as graves"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 2024, o Brasil registrou 28 mortes por coqueluche e mais de 7,1 mil casos da doen\u00e7a, o maior n\u00famero desde 2014. Em 2025, at\u00e9 o dia 7 de fevereiro, foram 311 casos confirmados e tr\u00eas \u00f3bitos (um no Rio Grande do Sul e dois em Minas Gerais), conforme dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.\u00a0Campanhas de vacina\u00e7\u00e3o tentam contribuir para a revers\u00e3o dos n\u00fameros alarmantes. <\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Prosdocimi, superintendente de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica do Minist\u00e9rio de Estado de Sa\u00fade de Minas Gerais, informa que, em 2024, o estado chegou a 94,3% de taxa de vacina\u00e7\u00e3o para coqueluche, resultado pr\u00f3ximo da meta de 95%. Em 2023, o estado voltou a cumprir a meta de vacina\u00e7\u00e3o, n\u00e3o alcan\u00e7ada em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, um desafio espec\u00edfico \u00e9 a ades\u00e3o ao <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/campanhas-da-saude\/vacinacao\">esquema completo de vacinas<\/a> que exige mais de uma dose, como as da dengue e da coqueluche. Segundo Prosdocimi, apenas 30% das pessoas t\u00eam retornado para a segunda aplica\u00e7\u00e3o, o que compromete a efic\u00e1cia dos imunizantes. \u201c\u00c9 fundamental completar o esquema vacinal para garantir a prote\u00e7\u00e3o devida. Sem todas as doses, as pessoas n\u00e3o est\u00e3o completamente protegidas e podem desenvolver formas graves das doen\u00e7as\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Regina D&#8217;Imp\u00e9rio, professora de Imunologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), alerta sobre os riscos da queda na cobertura vacinal no Brasil. \u201cMuitos pais est\u00e3o deixando de vacinar seus filhos por considerar que as doen\u00e7as infecciosas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o perigosas e que as vacinas podem ter efeitos colaterais.\u201d Tal percep\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada ao fato de boa parte da popula\u00e7\u00e3o atual pertencer a uma gera\u00e7\u00e3o que viveu sob alta cobertura vacinal e, por isso, n\u00e3o presenciou os efeitos devastadores de doen\u00e7as graves. Segundo ela, a hesita\u00e7\u00e3o vacinal pode reintroduzir rapidamente doen\u00e7as que estavam controladas ou at\u00e9 erradicadas, afetando especialmente as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-code\"><code>A hesita\u00e7\u00e3o vacinal \u00e9 a d\u00favida ou demora em aceitar vacinas, mesmo por quem n\u00e3o \u00e9 contra a imuniza\u00e7\u00e3o. Surge de medos, desinforma\u00e7\u00e3o ou desconfian\u00e7a, sem ser uma rejei\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica como o movimento antivacina. Requer di\u00e1logo, n\u00e3o confronto, para ser superada.<\/code><\/pre>\n\n\n\n<p>No meio das estat\u00edsticas de crian\u00e7as vacinadas estava a pequena Al\u00edcia, de 1 ano e 11 meses que, apesar de estar com o esquema completo, enfrentou a Coqueluche no in\u00edcio deste ano. A imuniza\u00e7\u00e3o pode ter evitado um quadro mais grave ou a interna\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O caso de Alicia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a m\u00e3e, a administradora de empresas Aline Medina, 40 anos, Al\u00edcia apresentou febre alta, de 39\u00b0C, durante os dois primeiros dias de sintomas. Sem outros sinais, a situa\u00e7\u00e3o foi inicialmente tratada como virose. \u201cAchei que fosse uma virose. Entrei em contato com a pediatra, conversamos, e como n\u00e3o havia mais nenhum sintoma, ela foi tratada como uma gripe, uma virose simples\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a tosse persistiu, \u201cela tossia muito e chegava a fazer at\u00e9 \u00e2nsia de v\u00f4mito, principalmente \u00e0 noite\u201d. Aline j\u00e1 tinha ouvido falar do retorno da coqueluche em Belo Horizonte, onde vivem, e decidiu comunicar \u00e0 pediatra o relato de casos na escola da filha. Com a suspeita, foi realizado o exame espec\u00edfico, que n\u00e3o \u00e9 coberto pelo plano de sa\u00fade, e o diagn\u00f3stico de coqueluche foi confirmado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFiquei apavorada, porque n\u00e3o sabia o que poderia acontecer. Ela estava com o calend\u00e1rio vacinal completo, e eu tinha tomado a vacina na gesta\u00e7\u00e3o. Me senti totalmente perdida. E agora? O que fazer com uma doen\u00e7a dessas?\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser uma doen\u00e7a infecciosa respirat\u00f3ria de cont\u00e1gio r\u00e1pido e causada por bact\u00e9ria, o tratamento envolve o uso de antibi\u00f3tico e afastamento social. A pequena Al\u00edcia precisou ficar em isolamento por cinco dias. A febre n\u00e3o voltou, mas a tosse permaneceu por semanas. \u201cOs m\u00e9dicos avisaram que a tosse pode durar at\u00e9 seis meses em alguns casos. At\u00e9 hoje, se ela come\u00e7a a tossir, principalmente \u00e0 noite, deixa a gente sempre preocupado\u201d, conta a m\u00e3e.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A gente n\u00e3o consegue proteger nossos filhos de tudo, n\u00e3o d\u00e1 para coloc\u00e1-los numa bolha. Mas <strong><mark style=\"background-color:#dd9933\" class=\"has-inline-color has-gridlove-bg-color\">\u00e9 preciso procurar orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica logo nos primeiros sintomas e se manter informado sobre o que est\u00e1 acontecendo na cidade<\/mark><\/strong>. Se eu n\u00e3o soubesse dos casos de coqueluche, talvez tivesse tratado como mais uma gripe.\u201d Para ela, manter o calend\u00e1rio vacinal em dia \u00e9 fundamental. \u201c<strong><mark style=\"background-color:#dd9933\" class=\"has-inline-color has-gridlove-bg-color\">\u00c9 o que a gente pode fazer para proteg\u00ea-los<\/mark><\/strong>. Mesmo entendendo que nenhuma vacina garante 100% de cobertura, \u00e9 o melhor recurso que temos\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funcionam as vacinas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Maria Regina D\u2019Imperio explica que as crian\u00e7as s\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0s doen\u00e7as infecciosas e podem desenvolver, com mais frequ\u00eancia que os adultos, formas graves que podem levar \u00e0 morte. Indiv\u00edduos adultos que n\u00e3o foram expostos a um pat\u00f3geno tamb\u00e9m s\u00e3o mais suscept\u00edveis a ele quando entram em contato pela primeira vez.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"859683\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-1024x1024.webp\" alt=\"Maria \u00e9 uma mulher branca, de cabelo curto grisalho; ela est\u00e1 em um ambiente aberto, em frente a plantas e veste uma camisa branca\" class=\"wp-image-22146 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #859683; width:231px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-1024x1024.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-300x300.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-150x150.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-768x768.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-370x370.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-270x270.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-570x570.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-740x740.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007-96x96.webp 96w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0007.webp 1463w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Maria D&#8217;Imperio \/ Jos\u00e9 \u00c1lvarez<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Segundo ela, \u201co sistema imune dos vertebrados como n\u00f3s \u00e9 capaz de reconhecer especificamente os pat\u00f3genos (organismos capazes de causar doen\u00e7as a um hospedeiro) e desenvolver t\u00e1ticas apropriadas para cada um deles a fim de controlar as infec\u00e7\u00f5es com o menor dano poss\u00edvel para o organismo infectado\u201d. No entanto, esta capacidade, \u00e9 \u201caprendida\u201d durante a vida do indiv\u00edduo atrav\u00e9s das intera\u00e7\u00f5es com os diferentes pat\u00f3genos.<\/p>\n\n\n\n<p>As vacinas cont\u00eam pat\u00f3genos atenuados (mortos ou defeituosos) ou \u201cpedacinhos&#8221; deles&nbsp; que podem estar associados a compostos que estimulam a resposta imune adequada para cada caso. \u201cAssim, as vacinas s\u00e3o capazes de \u201censinar\u201d o sistema imune a responder de forma espec\u00edfica contra cada pat\u00f3geno utilizando as melhores ferramentas dispon\u00edveis para destru\u00ed-los. Por isso, as pessoas vacinadas tornam-se mais resistentes \u00e0s infec\u00e7\u00f5es e apresentam menos chances de desenvolver as formas graves da doen\u00e7a\u201d, explica Maria Regina.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando nos infectamos pela primeira vez com um determinado pat\u00f3geno, os linf\u00f3citos espec\u00edficos proliferam muito e se transformam em c\u00e9lulas com as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias para destru\u00ed-lo. Ela detalha: ap\u00f3s o controle da infec\u00e7\u00e3o, estes linf\u00f3citos espec\u00edficos se transformam em c\u00e9lulas de mem\u00f3ria que podem se perpetuar por muitos anos e responder de maneira r\u00e1pida e efetiva a um contato futuro com o mesmo pat\u00f3geno ou semelhante. Essa resposta eficaz \u00e9 essencial para controlar rapidamente a reinfec\u00e7\u00e3o e prevenir o dano dos tecidos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Esse fen\u00f4meno de prote\u00e7\u00e3o coletiva beneficia inclusive aquelas com imunidade comprometida, como idosos, deficientes nutricionais, doentes cr\u00f4nicos, imunodeficientes e imunossuprimidos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Maria Regina D\u2019Imperio explica que, <strong><mark style=\"background-color:#dd9933\" class=\"has-inline-color has-gridlove-bg-color\">quando a cobertura vacinal \u00e9 elevada, a dissemina\u00e7\u00e3o dos pat\u00f3genos fica limitada, j\u00e1 que diminui o n\u00famero de contatos entre pessoas suscet\u00edveis e transmissoras<\/mark><\/strong>. \u201cEsse fen\u00f4meno de prote\u00e7\u00e3o coletiva beneficia inclusive aquelas com imunidade comprometida, como idosos, deficientes nutricionais, doentes cr\u00f4nicos, imunodeficientes e imunossuprimidos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa prote\u00e7\u00e3o d\u00e1 a falsa impress\u00e3o de que a vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 importante porque, caso um pequeno grupo de pessoas n\u00e3o se vacine, ele continua protegido gra\u00e7as \u00e0 imunidade coletiva. Segundo ela, as pessoas s\u00f3 se tornam efetivamente mais vulner\u00e1veis \u00e0s infec\u00e7\u00f5es quando a porcentagem de pessoas n\u00e3o vacinadas ultrapassar um valor cr\u00edtico que permita ao pat\u00f3geno disseminar pela popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, muita gente pode ser infectada, sendo que as crian\u00e7as e as pessoas com imunidade comprometida devem ser particularmente afetadas, ainda mais se n\u00e3o existirem vacinas dispon\u00edveis para uma vacina\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tend\u00eancia de n\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Doutor em comunica\u00e7\u00e3o com foco em pesquisas de temas como teorias da conspira\u00e7\u00e3o, Rodrigo Quinan destaca que o avan\u00e7o de discursos antivacina e antici\u00eancia est\u00e1 diretamente ligado ao crescimento das m\u00eddias sociais e da internet como um espa\u00e7o pouco regulado.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"62585b\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-1024x1024.webp\" alt=\"Rodrigo Quinan \u00e9 um homem branco de barba e cabelos negros, usando uma blusa azul escuro sentado em um sof\u00e1 marrom\" class=\"wp-image-22145 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #62585b; width:179px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-1024x1024.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-300x300.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-150x150.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-768x768.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-370x370.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-270x270.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-570x570.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-740x740.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008-96x96.webp 96w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG-20250520-WA0008.webp 1440w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rodrigo Quinan \/ arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cNesse per\u00edodo em que as pessoas passam a ter acesso a smartphones, m\u00eddias sociais e \u00e0 internet (um espa\u00e7o muito menos regulado do que a m\u00eddia tradicional como o r\u00e1dio, a TV, o jornal) \u00e9 o momento em que vemos a ascens\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 do movimento antivacina, mas de muitos discursos antici\u00eancia, extremistas e de extrema-direita, que s\u00e3o antissistema e anti-institui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, esses discursos se proliferam em plataformas como Telegram, WhatsApp, YouTube e TikTok, onde encontram terreno f\u00e9rtil para radicalizar indiv\u00edduos. &#8220;Esses movimentos podem levar pessoas com resist\u00eancia \u00e0 vacina a ampliar seu repert\u00f3rio de teorias da conspira\u00e7\u00e3o, aumentando tamb\u00e9m sua desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia&#8221;. Ele critica a falta de controle por parte das empresas donas dessas plataformas, que falham em conter a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste uma tend\u00eancia de as pessoas compartilharem cren\u00e7as com aqueles com quem se agrupam socialmente&#8221;. Rodrigo Quinan cita o estudo fraudulento de Andrew Wakefield (2000), que associou vacinas ao autismo e se tornou um marco do movimento antivacina: &#8220;O estudo foi desmascarado, o cientista perdeu sua licen\u00e7a, e o artigo foi retirado, mas virou um \u00edcone para os conspiracionistas. Eles usam isso como &#8216;prova&#8217; de que h\u00e1 um encobrimento\u201d. Ele destaca que figuras p\u00fablicas e influenciadores digitais amplificam essas ideias: &#8220;Muitos canais pequenos ou m\u00e9dios no Telegram, WhatsApp e YouTube t\u00eam um papel crucial na cria\u00e7\u00e3o desse ambiente antivacina&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa desconfian\u00e7a \u00e9, muitas vezes, aliada a experi\u00eancias pessoais; muitas pessoas t\u00eam experi\u00eancias negativas com um sistema de sa\u00fade precarizado, o que gera uma resist\u00eancia compreens\u00edvel, mesmo que mal direcionada. O pesquisador aponta que o Brasil, que j\u00e1 teve taxas de vacina\u00e7\u00e3o acima de 95% em 2012, viu esses n\u00fameros despencarem nos \u00faltimos anos: &#8220;Isso era inesperado, pois o pa\u00eds sempre foi eficiente em vacina\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a chegada da extrema-direita ao poder e a dissemina\u00e7\u00e3o dessas narrativas antivacina&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador relaciona o fen\u00f4meno ao uso de narrativas falsas na pol\u00edtica, como o <em>kit gay<\/em> na campanha de Bolsonaro em 2018: &#8220;Foi uma mentira inventada, mas as teorias da conspira\u00e7\u00e3o ampliaram: diziam que a esquerda iria &#8216;ensinar homossexualidade&#8217; ou at\u00e9 &#8216;institucionalizar a pedofilia&#8217;. Essas ideias s\u00e3o antigas, mas Bolsonaro e Olavo de Carvalho as instrumentalizaram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esses discursos n\u00e3o surgem do nada. Eles se desenvolvem em um espa\u00e7o desregulado, onde comunidades se formam e radicalizam pessoas que, de outra forma, n\u00e3o seriam levadas a esses extremos. Esses exemplos que eu dei s\u00e3o de como que a polariza\u00e7\u00e3o faz mal, porque <strong><mark style=\"background-color:#dd9933\" class=\"has-inline-color has-gridlove-bg-color\">vacina n\u00e3o \u00e9 para ser coisa de esquerda ou de direita, \u00e9 uma quest\u00e3o b\u00e1sica de medicina que as pessoas precisam para continuar vivas<\/mark><\/strong>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como as vacinas s\u00e3o desenvolvidas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Maria Regina D\u2019Imperio explica que o desenvolvimento de vacinas requer muito trabalho de pesquisa e testes cl\u00ednicos para assegurar sua efici\u00eancia e aus\u00eancia de efeitos adversos graves, despendendo uma quantidade enorme de recursos. Essa dificuldade se deve \u00e0 complexidade dos pat\u00f3genos, que evoluem constantemente para assegurar a sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO tempo de prote\u00e7\u00e3o das vacinas \u00e9 bastante vari\u00e1vel. Algumas duram toda a vida, como \u00e9 o caso da vacina contra a febre amarela, e outras t\u00eam que ser ministradas anualmente, como \u00e9 o caso da vacina da gripe. A explica\u00e7\u00e3o para essa variabilidade est\u00e1 principalmente relacionada a caracter\u00edsticas das vacinas e dos pat\u00f3genos\u201d, diz a imun\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>A efic\u00e1cia das vacinas tende a se reduzir com o tempo ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o porque as c\u00e9lulas do sistema imune est\u00e3o continuamente nos protegendo, deixando cada vez menos espa\u00e7o no nosso corpo para os linf\u00f3citos de mem\u00f3ria induzidos pela vacina. Quando a prote\u00e7\u00e3o vacinal diminui abaixo do n\u00edvel necess\u00e1rio para conter o pat\u00f3geno, podemos ficar doentes caso sejamos infectados de novo por ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExistem v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es em que as vacinas podem n\u00e3o induzir uma resposta imune eficaz &#8211; lembrando que a efic\u00e1cia delas est\u00e1 relacionada \u00e0 capacidade de proteger contra a infec\u00e7\u00e3o e n\u00e3o necessariamente a de induzir uma resposta imune robusta. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, os pesquisadores conseguem desenvolver vacinas que estimulam a resposta imune contra o pat\u00f3geno, mas n\u00e3o \u00e9 capaz de destru\u00ed-lo\u201d, explica D\u2019Imperio.<\/p>\n\n\n\n<p>As vacinas tamb\u00e9m podem n\u00e3o induzir imunidade contra os pat\u00f3genos em pessoas com sistema imune debilitado. Entre elas destacam-se aquelas com idades avan\u00e7adas, defici\u00eancias nutricionais, doen\u00e7as cr\u00f4nicas (diabetes ou cardiopatias) e que afetam o sistema imune (AIDS, c\u00e2ncer ou doen\u00e7as autoimunes), ou que tomam medicamentos imunossupressores (doen\u00e7as inflamat\u00f3rias e transplantes).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOutros pontos importantes a serem considerados s\u00e3o a aceita\u00e7\u00e3o da vacina pela popula\u00e7\u00e3o, que envolve fatores culturais, religiosos, educacionais e pol\u00edticos, necessitando a&nbsp; comunica\u00e7\u00e3o eficaz para esclarecer sobre os benef\u00edcios, riscos e limita\u00e7\u00f5es da imuniza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de combater a dissemina\u00e7\u00e3o de fake news\u201d, destaca a professora. Quest\u00f5es log\u00edsticas, financeiras ou regulat\u00f3rias podem ainda limitar a disponibilidade da vacina para grupos priorit\u00e1rios ou vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar da extrema dedica\u00e7\u00e3o dos pesquisadores em tentar desenvolver uma vacina contra a mal\u00e1ria e a AIDS, ainda n\u00e3o existe nenhuma dispon\u00edvel\u201d. Estas doen\u00e7as s\u00e3o bastante letais e, individualmente, causaram a morte de aproximadamente 600 mil pessoas em 2023. Em ambos os casos, o pat\u00f3geno pode se esconder dentro das c\u00e9lulas da pessoa infectada e, no momento adequado, se multiplicar e causar a morte celular. Al\u00e9m disso, na mal\u00e1ria o parasito pode variar seus componentes e \u201cdriblar\u201d a resposta imune.<\/p>\n\n\n\n<p>Os v\u00edrus se multiplicam rapidamente e sofrem muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, conseguindo alterar sua composi\u00e7\u00e3o e, assim, \u201cescapar\u201d das respostas imunes, inclusive daquelas geradas pela vacina\u00e7\u00e3o. Para lidar com este problema, <strong><mark style=\"background-color:#dd9933\" class=\"has-inline-color has-gridlove-bg-color\">os servi\u00e7os de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria ao redor do mundo monitoram continuamente as variantes virais e, a partir dos dados obtidos, s\u00e3o produzidas novas vacinas capazes de induzir respostas imunes contra as novas variantes<\/mark><\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/tradicoes-de-parteiras-indigenas-para-adiar-o-fim-do-mundo\/\">Patrim\u00f4nio do Brasil: as tradi\u00e7\u00f5es das parteiras ind\u00edgenas<\/a><\/p><\/blockquote><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda por que doen\u00e7as erradicadas, como a coqueluche, est\u00e3o 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