{"id":22078,"date":"2025-05-21T16:18:47","date_gmt":"2025-05-21T19:18:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=22078"},"modified":"2025-05-21T16:18:51","modified_gmt":"2025-05-21T19:18:51","slug":"da-ancestralidade-ao-empreendedorismo-o-poder-das-trancas-africanas-em-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/da-ancestralidade-ao-empreendedorismo-o-poder-das-trancas-africanas-em-bh\/","title":{"rendered":"Da ancestralidade ao empreendedorismo: o poder das tran\u00e7as africanas em BH"},"content":{"rendered":"\n<p>Com sua rica hist\u00f3ria cultural, as tran\u00e7as t\u00eam origem no continente africano, mais especificamente, na regi\u00e3o da Nam\u00edbia. De acordo com o site Em Pauta, as tran\u00e7as eram usadas como ref\u00fagio, sobreviv\u00eancia e forma de resist\u00eancia. O grupo \u00e9tnico na \u00c1frica Ocidental, os <a href=\"https:\/\/tribonago.wordpress.com\/sobre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nag\u00f4s<\/a>, foram os negros escravizados e vendidos na antiga Costa dos Escravos e que falavam a l\u00edngua iorub\u00e1. Assim, o nome do penteado \u201cnag\u00f4\u201d, por exemplo, descende da cultura iorub\u00e1 e traz consigo toda a hist\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o de um povo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma grande variedade de modelos e estilos de tran\u00e7as africanas. As chamadas <em>box braids <\/em>t\u00eam sua origem no sul da \u00c1frica, feitas pelas m\u00e3os das mulheres pertencentes \u00e0 tribo Mbalantu. Esse penteado traz tran\u00e7as soltas e uma divis\u00e3o no cabelo em formato quadrado, e podem ser feitas com diversos materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Poliane Honorato, bacharel em Ci\u00eancias Sociais pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais e ativista da cultura hip-hop, reconhece as tran\u00e7as como uma tecnologia ancestral que busca uma conex\u00e3o territorial. \u201cSabemos, historicamente, que no processo de escraviza\u00e7\u00e3o e de sequestro do povo africano as tran\u00e7as eram utilizadas para uma orienta\u00e7\u00e3o diversa, inclusive o transporte de sementes, a orienta\u00e7\u00e3o de rotas e decodifica\u00e7\u00e3o territorial&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A antrop\u00f3loga ainda refor\u00e7a a import\u00e2ncia desse tema: \u201cA tran\u00e7a \u00e9 uma coluna vertebral para o estado social do povo preto. Ela \u00e9 uma sinaliza\u00e7\u00e3o de hierarquia, de poder e de localiza\u00e7\u00e3o social. As trancistas, por sua vez, por serem respons\u00e1veis por esse trabalho que mant\u00e9m viva a identidade do povo negro, t\u00eam um papel fundamental neste legado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Poliane Honorato, as tran\u00e7as africanas se afirmam como um legado cultural vivo. Mais do que uma heran\u00e7a est\u00e9tica, elas representam tamb\u00e9m uma ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social, abrindo caminhos para a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho das trancistas e a gera\u00e7\u00e3o de renda por meio dessa for\u00e7a ancestral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tran\u00e7as no mapa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"453a36\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #453a36;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"720\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-2-LAYLA.-foto-do-mapa-cultural-do-ceara.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22082 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-2-LAYLA.-foto-do-mapa-cultural-do-ceara.webp 720w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-2-LAYLA.-foto-do-mapa-cultural-do-ceara-300x300.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-2-LAYLA.-foto-do-mapa-cultural-do-ceara-150x150.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-2-LAYLA.-foto-do-mapa-cultural-do-ceara-370x370.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-2-LAYLA.-foto-do-mapa-cultural-do-ceara-270x270.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-2-LAYLA.-foto-do-mapa-cultural-do-ceara-570x570.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-2-LAYLA.-foto-do-mapa-cultural-do-ceara-96x96.webp 96w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Layla \u00e9 mestranda na Universidade de Bras\u00edlia. O projeto Tran\u00e7as no Mapa \u00e9 a base da sua disserta\u00e7\u00e3o em desenvolvimento \/ Foto: Mapa Cultural do Cear\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O projeto <em>Tran\u00e7as no Mapa<\/em>, idealizado por Layla Maryzandra, mestranda do <a href=\"https:\/\/noticias.unb.br\/pesquisas-estudos-e-projetos\/7764-pesquisadora-conquista-premio-com-estudo-sobre-o-oficio-de-trancistas-negras\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territ\u00f3rios Tradicionais da Universidade de Bras\u00edlia<\/a>, foi um dos vencedores do 37\u00ba Pr\u00eamio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan). Fruto de uma trajet\u00f3ria militante e do movimento negro, o projeto nasce nas rodas de escuta e do di\u00e1logo com mulheres negras, como relata Layla em entrevista.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2011, a mestranda atua nessas rodas, mediando conversas com foco afrocentrado e perspectiva pol\u00edtica. Foi nesse contexto que Layla percebeu hist\u00f3rias em comum quando se falava das tran\u00e7as: \u201cEssa experi\u00eancia fez com que eu refletisse que as pessoas falavam muito sobre a hist\u00f3ria da tran\u00e7a, mas n\u00e3o existe hist\u00f3ria da tran\u00e7a sem hist\u00f3ria da trancista. Como \u00e9 que as pessoas querem falar de tran\u00e7a, se as pessoas n\u00e3o sabem quem s\u00e3o as trancistas do seu territ\u00f3rio?\u201d, questiona.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, a proposta do projeto<em> Tran\u00e7as no Mapa<\/em> \u00e9 justamente documentar as trajet\u00f3rias de vida das trancistas e tran\u00e7adeiras das comunidades, transformando essas hist\u00f3rias em instrumento de reconhecimento pol\u00edtico e social. Em 2025, o projeto entra em sua segunda edi\u00e7\u00e3o: \u201cA gente construiu outros produtos e tem um banco de dados de trancistas. A partir dele, vamos gerar indicadores sociais para pensar pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, explica Layla. Enquanto a primeira edi\u00e7\u00e3o foi focada no Distrito Federal, a nova fase do projeto pretende alcan\u00e7ar abrang\u00eancia nacional, incluindo a\u00e7\u00f5es online que j\u00e1 t\u00eam permitido a participa\u00e7\u00e3o de trancistas de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Empreender como \u00fanica forma de sobreviv\u00eancia&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Nas favelas de Belo Horizonte, a trancista, instrutora e CEO do Ateli\u00ea Sol, Pablina Veloso, de 39 anos, encontrou nas tran\u00e7as uma forma de recome\u00e7ar. Egressa do sistema prisional, ela atua hoje como trancista e promove cursos em comunidades perif\u00e9ricas. Pablina conta que empreender foi a \u00fanica op\u00e7\u00e3o que encontrou para ter alguma renda em meio a uma sociedade que a marcou pelo seu passado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu tive essa necessidade de empreender, mesmo sendo formada em gest\u00e3o de recursos humanos. Foi uma <a href=\"https:\/\/www.mackenzie.br\/noticias\/artigo\/n\/a\/i\/mackenzista-egressa-de-projeto-de-reinclusao-de-residentes-do-sistema-prisional-brasileiro-ganha-premio-da-expo-favela-mg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bolsa ofertada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie<\/a> que eu ganhei dentro do sistema prisional\u201d. Com os estudos, Pablina aprendeu sobre planejamento estrat\u00e9gico, marketing e recursos que ajudariam no futuro a ingressar na carreira de trancista.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"7e5c4b\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #7e5c4b;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-1024x768.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22084 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL-150x113.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-3-ATELIE-SOL.webp 1600w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Onde tudo come\u00e7ou para Pablina. No Polo Higien\u00f3polis na Universidade Presbiteriana Mackenzie \/ Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Hoje, a trancista ministra cursos em quatro estados do Brasil: Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Com esse m\u00e9todo profissionalizante, Pablina consegue dar dignidade e capacita\u00e7\u00e3o a dezenas de mulheres \u201cEsses cursos s\u00e3o ofertados para mulheres e pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, principalmente pessoas egressas do sistema prisional, que n\u00e3o t\u00eam muita op\u00e7\u00e3o e nem oportunidade de ter uma regenera\u00e7\u00e3o, uma transforma\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do trabalho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Ateli\u00ea Sol conquistou espa\u00e7o entre personagens do meio jornal\u00edstico. Nomes como Aline Aguiar e T\u00e1bata Poline j\u00e1 passaram pelas m\u00e3os da trancista Pablina Veloso, fundadora do espa\u00e7o. Ela relembra a realiza\u00e7\u00e3o de um antigo desejo: \u201cQuando via a Aline Aguiar na televis\u00e3o, eu dizia para o meu marido: \u2018ainda vou tran\u00e7ar o cabelo dessa mo\u00e7a\u2019.\u201d Para Pablina, atender figuras de destaque \u00e9 motivo de orgulho: \u201cO que eu tenho para dizer \u00e9 que essas mulheres s\u00e3o incr\u00edveis. Oportunidade transforma vidas\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o Ateli\u00ea Sol atua em duas unidades: uma na Galeria do Ouvidor, no centro de Belo Horizonte, e outra no bairro Taquaril, na regi\u00e3o leste da cidade. Com emo\u00e7\u00e3o, Pablina deixa uma mensagem aos leitores: \u201cN\u00e3o deixem que frustem o sonho de voc\u00eas. Posicione-se naquilo que voc\u00ea quer. Tenha disciplina, for\u00e7a de vontade e compet\u00eancia. Porque a\u00ed, a habilidade a gente j\u00e1 tem. \u00c9 s\u00f3 desenvolver. \u201c<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por dentro da favela<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No Complexo do Alto Vera Cruz, na regi\u00e3o leste de Belo Horizonte, a trancista Elis Regina Santos, de 43 anos, atua h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada na \u00e1rea. Ela destaca que o principal desafio de trabalhar como trancista nas periferias \u00e9 lidar com a concorr\u00eancia e a precifica\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. \u201cA gente que trabalha em comunidade sabe a renda de cada um e pensamos no bem-estar das clientes. Como voc\u00ea vai levantar a autoestima e ainda manter um pre\u00e7o acess\u00edvel a todas? Esse \u00e9 o nosso grande desafio\u201d, relata.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"927c69\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-768x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22086 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #927c69; width:219px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-768x1024.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-225x300.webp 225w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-1152x1536.webp 1152w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-370x493.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-270x360.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-570x760.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-740x987.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-640x853.webp 640w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA-150x200.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-4-ISADORA.webp 1200w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A modelo Isadora usando o\u00a0 penteado afro Bantu, feita pelas m\u00e3os de Elis Regina \/ Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Isadora Belilo, expressa seu sentimento como cliente de Elis Regina ao adotar um penteado de <a href=\"https:\/\/casadamemorianegrasalto.com.br\/povos-bantos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">origem Bantu<\/a>, heran\u00e7a da \u00c1frica Subsaariana, ressaltando como essa escolha fortalece sua autoestima: \u201cMe sinto empoderada e com confian\u00e7a na minha ancestralidade. Isso influencia n\u00e3o s\u00f3 na minha autoestima, mas tamb\u00e9m nas minhas viv\u00eancias, na forma como mostro quem sou e de onde vim\u201d. Para ela, fazer tran\u00e7as com profissionais da pr\u00f3pria comunidade vai al\u00e9m da est\u00e9tica: trata-se de um movimento de fortalecimento coletivo. \u201cTodas as trancistas carregam muita hist\u00f3ria nos tra\u00e7os, na cultura e no afeto. Tran\u00e7ar com elas \u00e9 manter vivas nossas ra\u00edzes e tradi\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img data-dominant-color=\"2a2f43\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-819x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22088 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #2a2f43; width:286px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-819x1024.webp 819w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-240x300.webp 240w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-768x960.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-1229x1536.webp 1229w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-370x463.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-270x338.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-570x713.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-740x925.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO-150x188.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/FOTO.webp 1280w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Wagner Barros<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Artigo de luxo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o do processo, a cartela de clientes de Pedro era composta 100% por pessoas da comunidade, j\u00e1 que os valores cobrados eram acess\u00edveis e compat\u00edveis com o or\u00e7amento local. Para ele, seu trabalho vai muito al\u00e9m das tran\u00e7as, especialmente para mulheres negras. Pedro acredita que seu papel \u00e9 tamb\u00e9m resgatar a autoestima dessas mulheres, oferecendo a elas a possibilidade de serem vers\u00e1teis em diferentes ocasi\u00f5es, sem abrir m\u00e3o da pr\u00f3pria cultura.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Hoje em dia, eu vejo que a tran\u00e7a em si \u00e9 uma coisa que as pessoas pretas podem encarar como um artigo de luxo.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O principal objetivo do Ateli\u00ea Akin \u00e9 incentivar as pessoas a serem verdadeiramente aut\u00eanticas. Para ele, eventos como a Expo Favela e o reconhecimento por parte de artistas que j\u00e1 passaram por suas m\u00e3os contribuem significativamente para fortalecer sua autoridade e valida\u00e7\u00e3o no mercado das tran\u00e7as. \u201cA ideia \u00e9 que elas tenham certeza de quem s\u00e3o, sem d\u00favidas sobre suas escolhas ou express\u00f5es\u201d, conclui Pedro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Leia mais:<a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/a-comunicacao-no-combate-ao-racismo-reverso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> A comunica\u00e7\u00e3o no combate ao \u201cracismo reverso\u201d<\/a><\/p><\/blockquote><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tran\u00e7as africanas resistem como patrim\u00f4nio ancestral e se imp\u00f5em como artigo de luxo nas 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