{"id":21991,"date":"2025-06-27T10:33:26","date_gmt":"2025-06-27T13:33:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=21991"},"modified":"2025-06-27T11:12:28","modified_gmt":"2025-06-27T14:12:28","slug":"biblioteca-viva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/biblioteca-viva\/","title":{"rendered":"Biblioteca viva: autores que (re)escrevem BH"},"content":{"rendered":"\n<p>Belo Horizonte \u00e9 ber\u00e7o de grandes autores que marcaram gera\u00e7\u00f5es com suas narrativas e que ajudaram a construir a identidade da capital mineira e a literatura brasileira. Dos cl\u00e1ssicos de Fernando Sabino e Affonso \u00c1vila aos contempor\u00e2neos de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo e Carla Madeira, a cidade, com suas ruas e pra\u00e7as, guarda monumentos liter\u00e1rios que celebram a hist\u00f3ria desses autores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O busto de <strong>Carlos Drummond de Andrade<\/strong> na Pra\u00e7a do Encontro, na esquina das ruas Goi\u00e1s e Bahia, e o memorial de <strong>Fernando Sabino<\/strong>, no Mercado de Origem, al\u00e9m de homenagear essas figuras conectam os leitores ao legado liter\u00e1rio da cidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"9c9793\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #9c9793;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"461\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-1024x461.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22311 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-1024x461.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-300x135.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-768x346.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-1536x691.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-2048x922.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-370x167.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-270x122.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-570x257.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-740x333.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/IMG_20250427_143940-150x68.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Est\u00e1tuas dos escritores Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava, no centro de Belo Horizonte, fazem parte da rota liter\u00e1ria da capital.\/ Imagem: Emanuele Lage<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"756a64\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #756a64;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"461\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-1024x461.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22478 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-1024x461.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-300x135.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-768x346.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-1536x691.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-2048x922.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-370x167.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-270x122.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-570x257.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-740x333.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-06-at-10.30.34-150x68.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Escrit\u00f3rio de Fernando Sabino, com mob\u00edlia original, no Mercado de Origem em BH.\/ Imagem: Emanuele Lage<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/encontro-marcado\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-meta-color\">Veja aqui<\/mark> a rota liter\u00e1ria de Belo Horizonte<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Quem observa essa cena de perto \u00e9 Cl\u00e1udio Henrique, escritor, professor de literatura e apresentador do programa <em>Conversa\u00e7\u00f5es<\/em>, da Rede Minas: \u201cBelo Horizonte est\u00e1 presente nas obras dessas pessoas. Mesmo quando n\u00e3o \u00e9 citada diretamente, ela aparece como cen\u00e1rio emocional, como paisagem simb\u00f3lica. \u00c9 uma cidade que marca, mesmo quando tenta se esconder\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos escritores j\u00e1 consagrados, BH revela a for\u00e7a feminina na escrita e a conex\u00e3o com um novo perfil de leitores por meio de plataformas digitais, tornando-se um ponto de encontro de novos escritores que buscam resgatar e reinventar a literatura mineira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Percal\u00e7os da nova gera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Se a capital carrega o legado de escritores que marcaram sua identidade, tamb\u00e9m \u00e9 palco para uma nova gera\u00e7\u00e3o de autores que ressignificam a literatura da cidade. Entre esses nomes est\u00e1 o de Lav\u00ednia Rocha, que come\u00e7ou a escrever ainda crian\u00e7a, e hoje, com 17 livros publicados, reflete sobre os desafios e conquistas de ser escritora no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde cedo, Lav\u00ednia, que tamb\u00e9m \u00e9 professora de Hist\u00f3ria, foi incentivada a entrar no mundo dos livros. Para uma crian\u00e7a inquieta, a leitura foi um ref\u00fagio e uma brincadeira. \u201cEu era muito agitada, ent\u00e3o o livro era um jeito da minha m\u00e3e me manter quietinha. Fui uma crian\u00e7a muito incentivada a ler\u201d, relembra ela, que tamb\u00e9m recebeu est\u00edmulo de professores.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 11 anos, criou sua primeira hist\u00f3ria &#8211; <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/gp\/product\/8584252886\/ref=x_gr_bb_amazon?ie=UTF8&amp;tag=x_gr_bb_amazon-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8584252886&amp;SubscriptionId=1MGPYB6YW3HWK55XCGG2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um Amor em Barcelona<\/a><em> &#8211;<\/em> que se transformaria em livro dois anos depois, publicado de forma independente com o apoio da fam\u00edlia. \u201cO in\u00edcio de tudo foi um incentivo dos meus pais. N\u00e3o foi algo quero virar escritora. Foi sobre uma crian\u00e7a muito estimulada dentro e fora\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a trajet\u00f3ria na literatura n\u00e3o foi isenta de obst\u00e1culos. Lav\u00ednia destaca como as refer\u00eancias liter\u00e1rias da inf\u00e2ncia a distanciaram da ideia de escrever: \u201cOs grandes nomes eram homens, brancos, velhos, nas fotos preto e branco dos livros. Era muito distante daquilo que eu via no espelho: uma crian\u00e7a, uma menina negra. Estava longe daquelas caracter\u00edsticas do que eu estava vendo como literatura nacional. N\u00e3o era nem uma possibilidade\u201d, confessa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de Um Amor em Barcelona<em>,<\/em> a escrita deixou de ser apenas uma paix\u00e3o e se transformou em uma possibilidade profissional, embora ainda permeada por desafios. \u201cQuando publiquei, falei: quero continuar sendo escritora, eu gosto disso. Mas ainda muito longe de poder ser minha carreira principal, porque \u00e9 muito dif\u00edcil viver de literatura no Brasil\u201d, destaca Lav\u00ednia ao se referir a quest\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e ao eixo da literatura nacional como Rio e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Diversidade ganha os holofotes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o se refletiu em sua literatura. Nos primeiros livros, Lav\u00ednia reproduzia o que lia: protagonistas brancos e hist\u00f3rias que seguiam o padr\u00e3o das refer\u00eancias que tinha, uma vez que representatividade n\u00e3o era um termo discutido. \u201cEnt\u00e3o, fazia o que eu via, o que eu lia, o que eu escutava e o que eu queria ser tamb\u00e9m. Eu queria ter os olhos claros, o cabelo liso, o cabelo loiro.&nbsp; Ent\u00e3o, voc\u00ea vai escrevendo sobre aquilo que voc\u00ea considera o padr\u00e3o\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa desconex\u00e3o com os modelos tradicionais liter\u00e1rios foi um dos fatores que levaram \u00e0 virada de chave na juventude, quando come\u00e7ou a questionar sua pr\u00f3pria representatividade na literatura. Entre 2014 e 2015, com o fortalecimento dos movimentos sociais e as discuss\u00f5es sobre ra\u00e7a e g\u00eanero, as pautas identit\u00e1rias ganharam a aten\u00e7\u00e3o dos holofotes. \u201cFoi um momento de muita cr\u00edtica e muita reflex\u00e3o para mim tamb\u00e9m, de me enxergar no espelho, ir para a gradua\u00e7\u00e3o, discutir movimento negro e movimento feminista\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse momento, sua escrita ganhou novos contornos. Em suas hist\u00f3rias, Lav\u00ednia passou a incluir protagonistas negros e ind\u00edgenas. Foi um momento de se enxergar no espelho e entender que escrever livros com personagens de diferentes corpos e viv\u00eancias n\u00e3o era apenas para se ver, mas algo al\u00e9m disso. Como afirma o jornalista Cl\u00e1udio Henrique, quem escreve est\u00e1 registrando mem\u00f3rias individuais e, sobretudo, coletivas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cPode ser que cada coisa que voc\u00ea escreveu diga de tantas situa\u00e7\u00f5es e pessoas, e n\u00e3o necessariamente da sua vida. Mas a sua vida, em alguma medida, est\u00e1 contida, porque elas est\u00e3o saindo de dentro de voc\u00ea, das suas v\u00edsceras.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Essa ideia \u00e9 tamb\u00e9m essencial na obra de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, autora que criou o termo escreviv\u00eancia: a escrita de n\u00f3s. A palavra, que une escrever e viv\u00eancia, carrega o entendimento de que toda escrita, seja biogr\u00e1fica, ficcional ou po\u00e9tica, fala n\u00e3o apenas de quem escreve, mas tamb\u00e9m do outro. A escritora belo-horizontina \u00e9 um dos grandes \u00edcones da literatura afro-brasileira. De origem humilde, Concei\u00e7\u00e3o foi influenciada pela m\u00e3e, que, ap\u00f3s ler <em>Quarto de Despejo<\/em> de Carolina Maria de Jesus, em 1958, passou a escrever um di\u00e1rio sobre o pr\u00f3prio cotidiano. Embora n\u00e3o tenha crescido cercada de livros, a mineira recebeu o incentivo da fam\u00edlia para se dedicar aos estudos e \u00e0 leitura. Esse est\u00edmulo a levou a transformar a biblioteca p\u00fablica da Pra\u00e7a da Liberdade em seu segundo lar.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu primeiro livro <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Ponci%C3%A1-Vic%C3%AAncio-Concei%C3%A7%C3%A3o-Evaristo\/dp\/8534705313\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ponci\u00e1 Vic\u00eancio<\/a>, a escritora apresenta a hist\u00f3ria de uma jovem que parte para a cidade grande em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, afastando-se de sua fam\u00edlia e de suas ra\u00edzes. No romance, a ancestralidade e a mem\u00f3ria da opress\u00e3o ocupam o centro da narrativa. De forma inconsciente, Ponci\u00e1 repete os gestos do av\u00f4, Vic\u00eancio, que em seu modo de andar, carregava as marcas da escravid\u00e3o e das dores que viveu. A protagonista retrata problemas do cotidiano que mulheres negras sofreram durante muito tempo: dores muitas vezes silenciadas, mas que encontram espa\u00e7o na literatura de Concei\u00e7\u00e3o. Uma escrita que incomoda, provoca, faz refletir. Em seu poema Vozes-mulheres, o eu-l\u00edrico evoca as mulheres que vieram antes, todas marcadas pela opress\u00e3o e pelo silenciamento. A cada gera\u00e7\u00e3o, a raiva diante do racismo escancarado \u00e9 sentido, assim como a esperan\u00e7a pela liberdade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><em>\u201cNa voz de minha filha\/ se far\u00e1 ouvir a resson\u00e2ncia\/<\/em><br><em> O eco da vida-liberdade\u201d<\/em><\/p><cite>Concei\u00e7\u00e3o Evaristo<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Das ru\u00ednas \u00e0 poesia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m na poesia que se encontra espa\u00e7o para falar sobre as quest\u00f5es mais \u00edntimas da alma, evocando medos, sonhos e desejos. Adriane Garcia, assim como Lav\u00ednia, n\u00e3o se imaginava como escritora. Apesar de n\u00e3o enxergar a escrita como profiss\u00e3o, escrevia poemas na pr\u00e9-adolesc\u00eancia como uma forma de se expressar<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo meio em que eu vivia seria muito dif\u00edcil sonhar em ser escritora. N\u00e3o parecia um sonho aberto para uma crian\u00e7a, menina, pobre de periferia. J\u00e1 adulta, tendo emprego, melhorando a quest\u00e3o social, fui enxergando mais possibilidades. A pobreza \u00e9 um grande limitador para os sonhos. Ningu\u00e9m deveria ter mais do que necessita, e ningu\u00e9m deveria ter menos do que necessita. O abismo social \u00e9 uma de nossas ru\u00ednas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como a Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, Adriane sentiu na pele a ru\u00edna que o abismo social causa. Pelo menos, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es financeiras. De fam\u00edlia humilde, a poeta n\u00e3o cresceu rodeada de livros, mas foi bastante influenciada pela m\u00e3e a ler e a estudar.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c<\/em>A minha m\u00e3e sempre me incentivou a leitura e os estudos. Apesar de muito pobre e de viver em uma casa sem livros ou leitores, eu aprendi logo a usar a biblioteca escolar<em>\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse amor pela leitura e pela escrita desde a inf\u00e2ncia tamb\u00e9m despertou em Ana Elisa Ribeiro, escritora, poeta e professora, o interesse pelo universo da literatura. Na adolesc\u00eancia, publicava seus poemas e textos em blogs, sem imaginar que faria disso uma profiss\u00e3o. Escrevia apenas por paix\u00e3o, at\u00e9 perceber que a maneira mais vi\u00e1vel de se manter pr\u00f3xima da escrita de forma profissional seria cursando Letras. \u201cMeus primeiros interesses foram ser escritora e editora. A\u00ed eu descobri que existia o curso de Letras e decidi fazer, porque achava que era o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel desse universo que eu queria alcan\u00e7ar\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a gradua\u00e7\u00e3o na UFMG, optou pela \u00e1rea de Lingu\u00edstica, dedicada ao estudo da linguagem humana, suas estruturas e transforma\u00e7\u00f5es. Inspirada por professores, entendeu que precisaria construir uma carreira acad\u00eamica, seguindo com mestrado e doutorado para poder atuar no ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 era professora no CEFET-MG quando Ana Elisa participou de uma iniciativa ousada: fundar o curso de Letras e o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o na institui\u00e7\u00e3o, tradicionalmente voltada para a \u00e1rea de Exatas. O desafio foi grande, especialmente para convencer os colegas de outras \u00e1reas, mas o esfor\u00e7o valeu a pena. O curso, criado em 2008, consolidou-se como refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente \u00e0 atua\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, Ana Elisa encontrou na literatura uma forma de dialogar com sua linha de pesquisa sobre edi\u00e7\u00e3o, linguagem e tecnologia. Essa tem\u00e1tica atravessa seu livro juvenil Romieta e Julieu \u2013 Tecnotrag\u00e9dia Amorosa, que recria a cl\u00e1ssica hist\u00f3ria de Romeu e Julieta, abordando as interfer\u00eancias das tecnologias na comunica\u00e7\u00e3o e nas rela\u00e7\u00f5es humanas. Escrito durante a adolesc\u00eancia de seu filho, o livro foi lan\u00e7ado em 2021, durante a pandemia. Apesar das dificuldades do per\u00edodo, conquistou reconhecimento, e, em 2022, recebeu o Pr\u00eamio Jabuti pela obra, consolidando seu nome tamb\u00e9m na literatura juvenil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"73787a\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #73787a;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-id=\"22318\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2-1-1024x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22318 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2-1-1024x1024.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2-1-300x300.webp 300w, 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Para ela, Belo Horizonte \u00e9 um celeiro de escritores e artistas que, apesar de sua riqueza cultural, ainda recebem pouca valoriza\u00e7\u00e3o. A discri\u00e7\u00e3o e a mod\u00e9stia t\u00edpicas dos mineiros refletem na forma como o pr\u00f3prio estado lida com sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, muitas vezes deixando de dar a devida visibilidade aos autores locais.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c<\/em>Mineiro \u00e9 esquisito nisso, sabe? Eu n\u00e3o acho interessante a maneira como a gente lida com o que a gente produz. N\u00e3o precisa ser arrogante e metido, mas tamb\u00e9m acho a gente muito excessivamente modesto e discreto<em>\u201d, <\/em>confessa a escritora.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa realidade se estende ao cen\u00e1rio acad\u00eamico, em que a literatura contempor\u00e2nea de Minas ainda enfrenta dificuldades para ocupar espa\u00e7o nos curr\u00edculos. Embora existam grupos de pesquisa dedicados ao estudo de obras recentes, Belo Horizonte continua recebendo menos aten\u00e7\u00e3o do que grandes centros como Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201c<\/em>A gente prefere dar aten\u00e7\u00e3o a outros, de outros lugares. E \u00e9 claro, eu lamento isso um pouco<em>\u201d<\/em>. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Essa dificuldade de reconhecimento tamb\u00e9m se faz presente no mercado editorial. Ao longo das d\u00e9cadas, escritores mineiros tiveram que construir redes de contatos fora do estado para garantir que suas obras fossem lidas e divulgadas. A concentra\u00e7\u00e3o das editoras e dos espa\u00e7os de difus\u00e3o nacionalizados em S\u00e3o Paulo e no Rio imp\u00f4s barreiras para aqueles que tentavam se destacar sem precisar migrar.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas foram esses obst\u00e1culos no mercado que trouxeram iniciativas para a valoriza\u00e7\u00e3o da literatura em BH, como a editora Scriptum, fundada em 1998. Comandada por Welbert Belfort, a casa editorial nasceu com o prop\u00f3sito de abrir espa\u00e7o para vozes locais e publicar obras que muitas vezes ficariam \u00e0 margem devido ao CEP n\u00e3o pertencer ao Rio ou a S\u00e3o Paulo. \u201cEu sempre digo que publicar \u00e9, antes de tudo, um ato de resist\u00eancia cultural\u201d, comenta Welbert. Ao longo dos anos, ele editou nomes importantes da literatura contempor\u00e2nea e&nbsp; autores que encontraram na Scriptum a oportunidade de ver seus livros chegarem \u00e0s m\u00e3os dos leitores.<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria da Scriptum come\u00e7ou de forma modesta, quase desacreditada. Welbert relembra que a ideia de abrir uma editora e livraria em Belo Horizonte parecia ousada demais: \u201cA Scriptum foi uma coisa muito esquisita, porque ningu\u00e9m acreditava que ia dar certo. Eu aluguei uma casa que era um ovo, um lugar min\u00fasculo, e a gente foi montando isso com muito sacrif\u00edcio\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio, ele apostou em reunir profissionais que compartilhassem a mesma paix\u00e3o pela literatura e tivessem um olhar diferente para os textos. Com um cat\u00e1logo que mistura literatura, ensaios e obras acad\u00eamicas, a editora se tornou ponto de encontro para quem acredita na for\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o regional. Para al\u00e9m dos livros, a Scriptum tamb\u00e9m se destaca pela cria\u00e7\u00e3o de projetos culturais e pelo envolvimento em eventos liter\u00e1rios na cidade, ajudando a manter viva a tradi\u00e7\u00e3o de BH como celeiro de escritores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><strong>\u201cA gente n\u00e3o pode ficar esperando a chancela do eixo Rio-S\u00e3o Paulo. Ou a gente faz aqui, ou as hist\u00f3rias ficam na gaveta\u201d<\/strong>.<\/p><cite>Welbert Belfort<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Seja atrav\u00e9s da internet ou de iniciativas como a de Welbert, a literatura belo-horizontina tem encontrado novas formas de circula\u00e7\u00e3o e visibilidade, desafiando antigas estruturas e garantindo que vozes locais sejam ouvidas. Se antes os escritores precisavam romper bolhas fechadas para serem reconhecidos, hoje h\u00e1 movimentos que facilitam essa ascens\u00e3o, como o <em>BookTok<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fuad Noman: prefeito com alma de romancista<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-image-fill-element\" style=\"grid-template-columns:46% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img data-dominant-color=\"cbc1bd\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"984\" height=\"656\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22321 size-full not-transparent\" style=\"--dominant-color: #cbc1bd; object-position:47% 44%\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12.webp 984w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-18.26.12-150x100.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-gridlove-acc-background-color has-background\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-6-color\">Economista e pol\u00edtico, eleito prefeito de Belo Horizonte pelo PSD no final de 2024, Fuad Noman, tamb\u00e9m se dedicou \u00e0 literatura, tendo escrito tr\u00eas romances: O Amargo e o Doce (2017), Cobi\u00e7a (2020) e Marcas do Passado (2022). Uma das caracter\u00edsticas mais marcantes de sua escrita era o linguajar interiorano de Minas. Noman faleceu em mar\u00e7o de 2025 vit\u00edma de um c\u00e2ncer.<\/mark><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>B<\/strong>ookTok: divulga\u00e7\u00e3o de novos autores<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a populariza\u00e7\u00e3o de plataformas digitais como o <em>TikTok<\/em>, a literatura belo-horizontina encontra uma nova gera\u00e7\u00e3o de leitores que se conectam com as obras cl\u00e1ssicas e contempor\u00e2neas de maneira in\u00e9dita. O fen\u00f4meno do <em>BookTok<\/em>, uma comunidade de leitores e criadores de conte\u00fado que fazem recomenda\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias, resenhas e discuss\u00f5es sobre livros, e que ganhou for\u00e7a durante a pandemia, transformou a maneira como se consome e se constr\u00f3i a literatura. Esses novos canais, atrav\u00e9s da #BookTok, ajudam a divulgar autores mineiros e incentivam o interesse pelas hist\u00f3rias que antes circulavam principalmente no meio acad\u00eamico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o caso da jornalista e influenciadora digital Ana Clara Parreiras, administradora do perfil Cac\u00e1 Leitura&nbsp; &#8211; que j\u00e1 acumula quase 20 mil seguidores apenas no Instagram. Segundo ela, a ideia inicial n\u00e3o era falar sobre livros. \u201cEu tinha acabado de sair do terceiro ano do ensino m\u00e9dio, estava estudando para o Enem. Tinha acabado de fazer 18 anos, ent\u00e3o estava naquele per\u00edodo da pandemia que todo mundo ficou isolado. Estava tendo muita dificuldade de estudar online.\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a\u00ed que, navegando pelas redes sociais, encontrou uma menina que compartilhava dicas de leitura e a rotina de estudo para o vestibular. \u201cFalei: acho que vou criar uma p\u00e1gina para me estimular a estudar para o Enem e para a reda\u00e7\u00e3o, porque a\u00ed eu vou postando as coisas que eu for lendo e que eu for assistindo e isso vai me estimulando\u201d, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir disso, mais pessoas come\u00e7aram a acompanh\u00e1-la. \u201cO leitura, na verdade, nem veio do h\u00e1bito da leitura, veio de leitura de mundo, porque, tudo que eu lia e assistia, eu dividia. S\u00f3 que de repente mais pessoas foram chegando, ent\u00e3o virou o <em>Cac\u00e1 Leitura<\/em> de livros\u201d, explica Ana Clara. A decis\u00e3o foi certeira, j\u00e1 que a p\u00e1gina j\u00e1 existe h\u00e1 quatro anos e, recentemente, ganhou novo formato com o clube do livro presencial.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 45%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>\u201cSempre tive vontade de participar de um clube do livro presencial. E virava e mexia aparecia, na minha <em>for you<\/em> do<em> Tiktok<\/em>, v\u00eddeos das gringas lendo livros e tomando cafezinho, e eu ficava com muita vontade\u201d, comenta. Mesmo com o medo do projeto afundar, Cac\u00e1 abriu o pr\u00f3prio clube, e, de repente, ele viralizou e v\u00e1rias pessoas se interessaram em fazer parte.<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img data-dominant-color=\"987e6f\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #987e6f;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"827\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-827x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-22313 size-full not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-827x1024.webp 827w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-242x300.webp 242w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-768x951.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-370x458.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-270x335.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-570x706.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-740x917.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh-150x186.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/caca-leitura-booktoker-bh.webp 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 827px) 100vw, 827px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cHoje temos quase 300 pessoas no grupo do Whatsapp, o nosso encontro tem em m\u00e9dia de 20 a 30 pessoas e s\u00e3o mulheres, a ideia sempre foi s\u00f3 mulheres. \u00c9 um espa\u00e7o n\u00e3o s\u00f3 sobre leituras, mas \u00e9 um espa\u00e7o para elas, sobre elas e sobre as hist\u00f3rias delas. \u00c9 um momento de ficarmos confort\u00e1veis com outras mulheres e ouvir, aprender, escutar, mergulhar nas hist\u00f3rias, mas tamb\u00e9m, mergulharmos em n\u00f3s mesmas\u201d, revela a jornalista.<\/p>\n\n\n\n<p>O clube, que integra mulheres de todas as idades: \u201ctem meninas que est\u00e3o no ensino m\u00e9dio, na faculdade, tem gente que j\u00e1 se formou, tem quem n\u00e3o sabe o que quer fazer, tem m\u00e3es, tias, colegas e primas, e uma chama a outra\u201d. O encontro acontece sempre no \u00faltimo domingo do m\u00eas, \u00e0s 14 horas, no local divulgado por Cac\u00e1. \u201cA ideia era sair um pouco do digital, da pandemia, mudar de p\u00e1gina e ter esse encontro ao vivo e est\u00e1 sendo muito legal\u201d, destaca a influencer.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes clubes de leitura como o da Ana Clara demonstram que o interesse pela literatura local est\u00e1 longe de ser apenas restrito a nichos. Cada vez mais, as hist\u00f3rias que nasceram aqui come\u00e7am a circular livremente, ganhando o p\u00fablico que merecem e mostrando que a capital mineira tem muito a dizer.<\/p>\n\n\n\n<p>Como afirma o jornalista Cl\u00e1udio Henrique: \u201cA gente precisa olhar para os nossos autores com mais carinho. Ainda h\u00e1 muito preconceito de classe, de ra\u00e7a, de g\u00eanero no campo liter\u00e1rio. Mas BH tem muito a dizer. E tem gente dizendo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-meta-color\">Confira os outros cap\u00edtulos dessa reportagem especial: <\/mark><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/leitura-em-tempos-digitais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">De livrarias a booktokers: como BH l\u00ea em tempos digitais<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/politicas-publicas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fortalecendo a Cultura: Pol\u00edticas P\u00fablicas e o Papel da Literatura em BH<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/leitura-em-tempos-digitais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/encontro-marcado\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Encontro Marcado com a Literatura Mineira<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem produzida por Ana Luiza Soares, Caroline Saraiva, Emanuele Lage, Gabriela Reis, Julia Barreto e Maria Clara S\u00e1 para o Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital, no semestre 2025\/1 do curso de Jornalismo da PUC Minas - 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