{"id":21571,"date":"2025-04-09T20:06:41","date_gmt":"2025-04-09T23:06:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=21571"},"modified":"2025-04-09T20:14:14","modified_gmt":"2025-04-09T23:14:14","slug":"emergencia-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/emergencia-climatica\/","title":{"rendered":"Emerg\u00eancia clim\u00e1tica\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 quatro anos <a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/8411219\/emilio-lebre-la-rovere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Em\u00edlio L\u00e8bre<\/a> j\u00e1 trazia o alerta de que a <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/entrevista-emilio-lebre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">humanidade estava enfrentando uma amea\u00e7a global<\/a>. Em entrevista ao Colab sobre emerg\u00eancia clim\u00e1tica, o coordenador do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (Centro Clima) e do Laborat\u00f3rio Interdisciplinar e de Meio Ambiente e Clima, que tamb\u00e9m \u00e9 professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe\/UFRJ), alertava sobre efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e raz\u00f5es da amea\u00e7a global para a humanidade. De l\u00e1 para c\u00e1, o cen\u00e1rio piorou. Em janeiro de 2025, o relat\u00f3rio global de clima do <a href=\"https:\/\/www.copernicus.eu\/en\/news\/news\/copernicus-global-climate-report-2024-confirms-last-year-warmest-record-first-ever-above\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Copernicus<\/a> afirmou que 2024 foi o ano mais quente j\u00e1 registrado, e pela primeira vez, a temperatura m\u00e9dia global superou 1,5\u00baC acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, um marco alarmante que refor\u00e7a a necessidade urgente de a\u00e7\u00f5es efetivas para conter a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xWEowlGHHb0?si=US9bcxmxSVaSslMy\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Agora, tanto Em\u00edlio L\u00e8bre La Rovere quanto a bi\u00f3loga e engenheira ambiental <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/fernanda-raggi-grossi-5552418b\/?originalSubdomain=br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fernanda Raggi<\/a>, que \u00e9 mestre em Bot\u00e2nica, em Sustentabilidade e doutoranda em Recursos H\u00eddricos pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), alertam para os efeitos devastadores da emerg\u00eancia clim\u00e1tica. Eles explicam as causas do aquecimento global, as consequ\u00eancias do desequil\u00edbrio ambiental e o papel da a\u00e7\u00e3o humana no agravamento do cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>A emerg\u00eancia clim\u00e1tica \u00e9 resultado do aumento constante da temperatura do planeta.&nbsp;<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Raggi explica que as temperaturas t\u00eam apresentado crescimento alarmante, e a camada de oz\u00f4nio, essencial para filtrar os raios ultravioletas, est\u00e1 reduzindo, o que eleva os riscos para a sa\u00fade humana e os ecossistemas. J\u00e1 Em\u00edlio L\u00e8bre destaca que o desequil\u00edbrio ambiental \u00e9 agravado pelas emiss\u00f5es de gases do efeito estufa, como o di\u00f3xido de carbono (CO2), metano (CH4) e \u00f3xido nitroso (N2O), intensificando eventos extremos, como ondas de calor, enchentes e altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d-TmqD0KnKo?si=pK_5yx_UOzvFWJdA\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis em diversas partes do mundo. No Brasil, a seca severa na regi\u00e3o amaz\u00f4nica e as chuvas intensas no sul do pa\u00eds, em 2024 e este ano, mostram a urg\u00eancia do problema. Os especialistas apontam que a solu\u00e7\u00e3o passa por a\u00e7\u00f5es coletivas e mudan\u00e7as estruturais, entre as iniciativas essenciais para mitigar os impactos do aquecimento global, est\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa por meio da transi\u00e7\u00e3o para fontes de energia limpa e da redu\u00e7\u00e3o do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"90837b\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #90837b;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-1024x682.webp\" alt=\"Porto Alegre RS 07\/05\/2024 Trag\u00e9dia no rio Grande do Sul a Capital Porto Alegre sofre com enchentes falta de luz e agua pot\u00e1vel foto Gustavo Mansur\/ Pal\u00e1cio Piratini\" class=\"wp-image-21573 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-1024x682.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-1536x1023.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-370x246.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre-150x100.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Tragedia-no-rio-Grande-do-Sul-a-Capital-Porto-Alegre.webp 2048w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Porto Alegre RS 07\/05\/2024 Trag\u00e9dia no rio Grande do Sul a Capital Porto Alegre sofre com enchentes falta de luz e agua pot\u00e1vel. Foto: Gustavo Mansur\/ Pal\u00e1cio Piratini<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No setor agropecu\u00e1rio, a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis pode minimizar as emiss\u00f5es, enquanto a conserva\u00e7\u00e3o de recursos naturais, como florestas e biomas essenciais, desempenha um papel crucial na absor\u00e7\u00e3o de carbono.\u00a0<br><br>Para quem acha que tais mudan\u00e7as n\u00e3o afetam este momento e diretamente nossas vidas, a <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/valor-do-cafe-sobe-para-nivel-mais-alto-em-28-anos-aponta-levantamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">recente alta do caf\u00e9<\/a> est\u00e1 a\u00ed para demonstrar o contr\u00e1rio, visto que parte das raz\u00f5es para a redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e aumento dos pre\u00e7os est\u00e1 relacionada com os eventos clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, uma mudan\u00e7a cultural que estimule o consumo consciente e a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 sustentabilidade se faz necess\u00e1ria, conforme os especialistas. A emerg\u00eancia clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 uma proje\u00e7\u00e3o futura, mas uma realidade que j\u00e1 impacta milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Ainda temos tempo para reverter esse cen\u00e1rio, mas \u00e9 preciso compromisso e urg\u00eancia. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-txt-color has-text-color has-link-color has-normal-font-size wp-elements-0cbf13f3f88edaeb9577af9273948fdc\"><strong>Em\u00edlio L\u00e8bre La Rovere, professor da Coppe\/ UFRJ<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Segundo L\u00e8bre, a China, que atualmente \u00e9 o maior emissor anual de gases de efeito estufa, se comprometeu a atingir o pico de emiss\u00f5es at\u00e9 2030 e, a partir da\u00ed, reduzir. Outros pa\u00edses j\u00e1 come\u00e7aram a diminuir suas emiss\u00f5es, como o Brasil, que teve seu pico em 2005, e a Europa, que tem promovido redu\u00e7\u00f5es constantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua questionando se os gases com efeito de estufa causam danos no contexto das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e promete revers\u00e3o das medidas ambientais antes pactuadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor da Coppe e coordenador do Centro Clima alerta que \u00e9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o global conjunto. &#8220;N\u00e3o adianta apenas alguns pa\u00edses reduzirem as emiss\u00f5es, pois os gases de efeito estufa se acumulam na atmosfera, gerando impactos clim\u00e1ticos em escala global. O n\u00edvel seguro para evitar perdas e danos exponenciais \u00e9 manter o aumento da temperatura entre 1,5\u00b0C e 2\u00b0C, conforme definido pelo Acordo de Paris. No entanto, as contribui\u00e7\u00f5es atuais para redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes para alcan\u00e7ar essa meta, e o planeta continua aumentando suas emiss\u00f5es, principalmente por pa\u00edses como \u00cdndia, \u00c1frica do Sul e Estados Unidos&#8221;, explica L\u00e8bre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gases de efeito estufa<\/h2>\n\n\n\n<p>Os principais gases do efeito estufa, que contribuem para emerg\u00eancia clim\u00e1tica, s\u00e3o o di\u00f3xido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o \u00f3xido nitroso (N2O). O CO2 prov\u00e9m principalmente da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como carv\u00e3o mineral e seus derivados. Para substitu\u00ed-los, \u00e9 necess\u00e1rio investir em energias renov\u00e1veis, como e\u00f3lica, solar e biomassa, al\u00e9m de aumentar a efici\u00eancia energ\u00e9tica. &#8220;J\u00e1 o metano tem como principal causa a pecu\u00e1ria e o desmatamento. \u00c9 fundamental intensificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental e criar instrumentos econ\u00f4micos que incentivem pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. Um exemplo seria condicionar o cr\u00e9dito rural ao cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o ambiental&#8221;, sugere o climatologista. Outra solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a captura de metano em aterros sanit\u00e1rios para transform\u00e1-lo em biometano, utilizado na ind\u00fastria, al\u00e9m do aproveitamento do biog\u00e1s em esta\u00e7\u00f5es de esgoto. O \u00f3xido nitroso, por sua vez, pode ser reduzido com a ado\u00e7\u00e3o da agricultura de baixo carbono, plantio direto e t\u00e9cnicas que minimizem o uso de fertilizantes nitrogenados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Rela\u00e7\u00e3o com arboviroses e c\u00e2ncer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias da a\u00e7\u00e3o humana no meio ambiente refletem diretamente na sa\u00fade p\u00fablica. Segundo Fernanda Raggi, o desmatamento eleva as temperaturas nas \u00e1reas antes florestadas, favorecendo a prolifera\u00e7\u00e3o de mosquitos transmissores de doen\u00e7as, como o Aedes aegypti, respons\u00e1vel pela dengue. &#8220;Esse mosquito, que antes habitava \u00e1reas quentes e \u00famidas da floresta, agora est\u00e1 migrando para centros urbanos cada vez mais quentes. O aumento das chuvas gera mais criadouros e favorece a circula\u00e7\u00e3o de sorotipos como o DENV-3, que voltou a se espalhar&#8221;, alerta a especialista. Al\u00e9m disso, a eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas no Sul do Brasil, causada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, t\u00eam permitido a expans\u00e3o do mosquito para regi\u00f5es onde antes n\u00e3o sobreviveria.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro impacto preocupante \u00e9 o aumento de casos de c\u00e2ncer de pele devido \u00e0 maior exposi\u00e7\u00e3o aos raios solares. Raggi tamb\u00e9m aponta que epis\u00f3dios de mortes causadas por ondas de calor, comuns na Europa, podem se tornar realidade no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Se o desmatamento e o aquecimento global continuarem, podemos come\u00e7ar a registrar mortes de idosos e crian\u00e7as devido ao calor excessivo. A cobertura vegetal ajuda a regular o ciclo hidrol\u00f3gico e amenizar temperaturas, mas com a destrui\u00e7\u00e3o das florestas, essa regula\u00e7\u00e3o se torna menos eficaz. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-txt-color has-text-color has-link-color has-normal-font-size wp-elements-4a545eb0102fb347010c7991a57d0668\"><strong>Fernanda Raggi<\/strong>, mestre em Bot\u00e2nica, em Sustentabilidade e doutoranda em Recursos H\u00eddricos<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QPch2Lka8Ls?si=n334J3Id_KDMUsGn\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Eventos clim\u00e1ticos extremos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Eventos clim\u00e1ticos extremos, como enchentes, tamb\u00e9m se intensificam. O Brasil, que tem duas esta\u00e7\u00f5es predominantes \u2013 seca e chuvosa \u2013, pode enfrentar per\u00edodos de chuvas cada vez mais intensos. &#8220;A eleva\u00e7\u00e3o da temperatura gera maior evapora\u00e7\u00e3o e ac\u00famulo de vapor d\u2019\u00e1gua. Quando massas de ar frio, como as do fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, encontram essas massas de ar quente estagnadas, h\u00e1 um choque t\u00e9rmico muito maior, como ocorreu recentemente em Porto Alegre. A cidade sofreu com chuvas extremas devido \u00e0 intera\u00e7\u00e3o da massa de ar quente com uma frente fria vinda do Atl\u00e2ntico Sul&#8221;, explica Raggi.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das perdas materiais, as enchentes provocam surtos de doen\u00e7as, como leptospirose e febre amarela, que voltaram a preocupar o Sul do pa\u00eds. &#8220;A leptospirose \u00e9 transmitida pela urina de ratos contaminados que se espalha em \u00e1reas alagadas. J\u00e1 mosquitos transmissores de v\u00edrus e bact\u00e9rias tamb\u00e9m t\u00eam se proliferado em meio urbano ap\u00f3s enchentes, aumentando o risco de epidemias&#8221;, acrescenta a especialista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel do agro&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O climatologista Em\u00edlio L\u00e8bre contextualiza a situa\u00e7\u00e3o global do agroneg\u00f3cio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. &#8220;Em n\u00edveis globais, a responsabilidade do setor agropecu\u00e1rio \u00e9 menor do que a das ind\u00fastrias de petr\u00f3leo, carv\u00e3o mineral e g\u00e1s natural. No entanto, o Brasil possui uma particularidade: temos mais cabe\u00e7as de gado do que pessoas, o que resulta em altas emiss\u00f5es de metano. Sendo o maior exportador de carne bovina do mundo, o impacto do agro no Brasil \u00e9 significativo&#8221;, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Para L\u00e8bre, o desmatamento \u00e9 um fator cr\u00edtico nessa equa\u00e7\u00e3o, mas ele aponta que suas causas s\u00e3o frequentemente ligadas \u00e0 criminalidade e \u00e0 grilagem de terras, especialmente na Amaz\u00f4nia. &#8220;A necessidade de desmatamento para ampliar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola \u00e9 limitada. Especialistas concordam que o Brasil poderia triplicar sua produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria sem precisar expandir \u00e1reas cultivadas. H\u00e1 vastas \u00e1reas de pastagens degradadas que podem ser recuperadas e utilizadas para produ\u00e7\u00e3o, reduzindo a press\u00e3o sobre as florestas&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, Fernanda Raggi destaca que o agroneg\u00f3cio brasileiro tem evolu\u00eddo para uma postura mais consciente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade. &#8220;Hoje j\u00e1 temos um agro muito mais sens\u00edvel \u00e0 causa ambiental. Muitos agricultores compreendem a import\u00e2ncia de manter os solos recuperados e evitar pr\u00e1ticas degradantes, como a sobrecarga de gado em \u00e1reas fragilizadas. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um esfor\u00e7o crescente na recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APPs), essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e da biodiversidade.&#8221;&nbsp;<br><br>Ela tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia da regulamenta\u00e7\u00e3o ambiental e dos incentivos econ\u00f4micos para boas pr\u00e1ticas, como a compensa\u00e7\u00e3o por cr\u00e9ditos de carbono. &#8220;O C\u00f3digo Florestal brasileiro determina que 20% das terras rurais devem ser mantidas com vegeta\u00e7\u00e3o nativa, mas muitos produtores v\u00e3o al\u00e9m disso e est\u00e3o aproveitando oportunidades econ\u00f4micas, como o mercado de cr\u00e9ditos de carbono. Eles calculam a quantidade de carbono absorvida por essas \u00e1rvores e utilizam esse valor para compensar as emiss\u00f5es de suas atividades&#8221;, explica Raggi.<br><br>Apesar dos avan\u00e7os, ainda h\u00e1 desafios, pois h\u00e1 produtores que continuam utilizando pr\u00e1ticas insustent\u00e1veis, como o uso excessivo de pastagens sem recupera\u00e7\u00e3o do solo. &#8220;H\u00e1 fazendas que colocam milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado em \u00e1reas inadequadas, causando processos erosivos que s\u00e3o caros e dif\u00edceis de reverter&#8221;, alerta a bi\u00f3loga e engenheira ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Confer\u00eancias Clim\u00e1ticas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As confer\u00eancias clim\u00e1ticas globais desempenham um papel fundamental na tentativa de frear os avan\u00e7os das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Segundo Raggi, a primeira grande reuni\u00e3o internacional sobre meio ambiente, realizada em 1972, teve pouca efetividade, pois o foco ainda estava voltado ao desenvolvimento humano. J\u00e1 a ECO 92, sediada no Brasil, foi um marco hist\u00f3rico e contou com a assinatura do <a href=\"https:\/\/antigo.mma.gov.br\/clima\/convencao-das-nacoes-unidas\/protocolo-de-quioto.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Protocolo de Quioto<\/a>, que prop\u00f4s redu\u00e7\u00e3o na emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. No entanto, Raggi aponta que muitos dos compromissos firmados n\u00e3o foram cumpridos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>E hoje, tanto tempo depois, a gente j\u00e1 tem uma nova preocupa\u00e7\u00e3o, porque inclusive a gente teve a COP 29 agora, no Azerbaij\u00e3o, e a maior cobran\u00e7a que a gente teve foi para o Brasil, e a\u00ed todo mundo me perguntou, mas por que a maior cobran\u00e7a foi em cima do presidente Lula, em cima do Brasil? Porque a salvaguarda est\u00e1 aqui. O nosso pa\u00eds tem a maior cobertura vegetal, as plantas precisam de carbono, elas crescem absorvendo carbono, ent\u00e3o elas absorvem CO2 da atmosfera e liberam oxig\u00eanio para a gente.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-txt-color has-text-color has-link-color has-normal-font-size wp-elements-efbc08fd274a5d7673a66778e12b8d45\"><strong><strong>Fernanda Raggi<\/strong>, mestre em Bot\u00e2nica, em Sustentabilidade e doutoranda em Recursos H\u00eddricos<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para Em\u00edlio L\u00e8bre, as confer\u00eancias clim\u00e1ticas avan\u00e7am, mas de forma lenta e insuficiente para a urg\u00eancia do problema. Ele destaca que a COP 29 teve como foco principal o financiamento de projetos para transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, especialmente nos pa\u00edses em desenvolvimento. No entanto, entraves como altos riscos cambiais, regulat\u00f3rios e financeiros dificultam a chegada desses investimentos aos locais que mais necessitam.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O desafio da comunica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mesmo com a crescente disponibilidade de informa\u00e7\u00e3o, a emerg\u00eancia clim\u00e1tica ainda n\u00e3o \u00e9 levada a s\u00e9rio por parte da sociedade. Para Raggi, isso se deve a uma falha na comunica\u00e7\u00e3o governamental e \u00e0 falta de divulga\u00e7\u00e3o popular das pesquisas cient\u00edficas. A pandemia evidenciou essa situa\u00e7\u00e3o, levando cientistas a se aproximarem mais do p\u00fablico por meio das redes sociais e da simplifica\u00e7\u00e3o da linguagem acad\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em\u00edlio L\u00e8bre, por sua vez, destaca que a m\u00eddia teve um papel amb\u00edguo nesse processo. Durante anos, deu espa\u00e7o para negacionistas clim\u00e1ticos, criando uma falsa equival\u00eancia entre estudos cient\u00edficos s\u00e9rios e opini\u00f5es infundadas. Segundo ele, essa dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o, muitas vezes financiada por setores interessados na manuten\u00e7\u00e3o do status quo, retardou a consci\u00eancia coletiva sobre a gravidade da emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Pa\u00edses como Su\u00e9cia, Austr\u00e1lia e Fran\u00e7a s\u00e3o refer\u00eancias em pol\u00edticas ambientais e preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Segundo Raggi, o Brasil tamb\u00e9m tem potencial para ser um exemplo global, devido \u00e0 vasta cobertura vegetal e biodiversidade. Contudo, \u00e9 necess\u00e1rio que haja maior comprometimento na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas ambientais eficazes.<br><br>J\u00e1 na Europa, pa\u00edses como Alemanha e Reino Unido demonstram alto grau de engajamento da popula\u00e7\u00e3o contra emerg\u00eancia clim\u00e1tica, com legisla\u00e7\u00f5es r\u00edgidas e amplas \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o. O desafio global, portanto, continua sendo o de equilibrar desenvolvimento econ\u00f4mico e sustenta\u00e7\u00e3o ambiental, garantindo um futuro mais seguro para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>A resposta da quest\u00e3o clim\u00e1tica n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na discuss\u00e3o ambiental, est\u00e1 na discuss\u00e3o de como a gente faz o desenvolvimento da economia da sociedade. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-txt-color has-text-color has-link-color has-normal-font-size wp-elements-0cbf13f3f88edaeb9577af9273948fdc\"><strong>Em\u00edlio L\u00e8bre La Rovere, professor da Coppe\/ UFRJ<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em\u00edlio L\u00e8bre defende que a solu\u00e7\u00e3o para a crise clim\u00e1tica passa por uma transforma\u00e7\u00e3o no modelo de desenvolvimento, especialmente nos pa\u00edses em desenvolvimento, como a Nig\u00e9ria. Para ele, \u00e9 necess\u00e1rio que a popula\u00e7\u00e3o tenha acesso a ve\u00edculos movidos a biocombust\u00edveis renov\u00e1veis ou el\u00e9tricos, com energia gerada por fontes como a solar e a e\u00f3lica. Dessa forma, seria poss\u00edvel promover o consumo e qualidade de vida sem comprometer o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca a import\u00e2ncia do protagonismo do Norte Global nesse processo de mudan\u00e7a. A ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis por pa\u00edses desenvolvidos, como as iniciativas em curso na Europa, ajuda a redefinir o que \u00e9 considerado moderno. A motocicleta movida a combust\u00edveis f\u00f3sseis e o carro veloz perdem espa\u00e7o para a bicicleta el\u00e9trica e o autom\u00f3vel silencioso e limpo. Para Em\u00edlio L\u00e8bre essa mudan\u00e7a cultural na percep\u00e7\u00e3o de progresso \u00e9 vista como elemento central na resposta \u00e0 emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m:<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/rmbh-impulsiona-desmatamento-e-impacta-clima-da-capital\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Crescimento da RMBH impulsiona desmatamento e impacta clima&nbsp;<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/entenda-o-que-e-economia-circular-seus-principais-parametros-e-como-empresas-e-governos-estao-buscando-implementar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Entenda o que \u00e9 Economia Circular e o papel de empresas e governos no processo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas explicam como as a\u00e7\u00f5es humanas agravam o aquecimento global e apontam estrat\u00e9gias para mitigar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/p>\n","protected":false},"author":107,"featured_media":21576,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1319,968],"tags":[380,210,254],"class_list":["post-21571","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente","category-mudancas-climaticas","tag-meio-ambiente","tag-politica","tag-saude"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Emerg\u00eancia clim\u00e1tica\u00a0 - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Como as a\u00e7\u00f5es humanas agravam a emerg\u00eancia clim\u00e1tica. 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