{"id":19746,"date":"2024-12-15T16:07:04","date_gmt":"2024-12-15T19:07:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=19746"},"modified":"2024-12-18T15:39:08","modified_gmt":"2024-12-18T18:39:08","slug":"xeque-mate-a-bebida-de-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/xeque-mate-a-bebida-de-bh\/","title":{"rendered":"Xeque-Mate: a bebida de BH que virou o jogo de mestre na ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"\n<p>Em uma energ\u00e9tica capital, com excesso de bares, juventude e bo\u00eamia, surgiu uma bebida que ganhou o paladar e o cora\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os de Belo Horizonte. Seu nome carrega uma origem na vida universit\u00e1ria da cidade, e seus ingredientes, a hist\u00f3ria de uma combina\u00e7\u00e3o inesperada. Esse \u00e9 o conto do Xeque Mate, que, assim como tantas outras latinhas belo-horizontinas, busca estampar uma tradi\u00e7\u00e3o local, ao mesmo tempo em que cobi\u00e7a os card\u00e1pios do restante do pa\u00eds. Mas o que mais est\u00e1 em jogo na liga\u00e7\u00e3o entre essa mistura de mate, rum e guaran\u00e1 e a capital mundial dos botecos?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O jovem estudante Gabriel Rochael foi o respons\u00e1vel pela inven\u00e7\u00e3o da receita. Em 2015, Rochael cursava engenharia civil na UFMG e conciliava a rotina de estudos com o trabalho em eventos como bartender e DJ. Grande admirador da arte e da m\u00fasica, o fundador do Xeque Mate j\u00e1 vivenciava a vida bo\u00eamia da capital mineira muito antes de assinar seu nome nela. Ao atender ao evento de um amigo, ele recebeu um pedido especial: desenvolver um drink \u00e0 base de ch\u00e1 mate. A festa, que levava o nome de \u2018Shake Shake\u2019, batizou o formato piloto da bebida com o nome de <strong>&#8216;Shake mate\u2019<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"885424\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #885424;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-1024x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19806 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-1024x1024.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-300x300.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-150x150.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-768x768.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-370x370.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-270x270.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-570x570.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-740x740.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1-96x96.webp 96w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1.webp 1080w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A embalagem passou de garrafa de vidro para latinha. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o\/Xeque Mate<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De <em>shake <\/em>a Xeque, a mistura ganhou naquele mesmo ano seu primeiro registro patenteado. O amigo respons\u00e1vel pela festa e pelo pedido do drink chegou, inclusive, a ser convidado para entrar para a sociedade na marca que surgiu. Por\u00e9m, j\u00e1 em outros caminhos profissionais, n\u00e3o aceitou a proposta. O espa\u00e7o ficou para o tamb\u00e9m estudante de engenharia, Alex Freire, que assume a posi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio at\u00e9 hoje. Junto com Gabriel, come\u00e7ou o ano de 2016 com um CNPJ e j\u00e1 sem matr\u00edcula na universidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 mistura entre mate, rum, guaran\u00e1 e lim\u00e3o, Gabriel revela que n\u00e3o poderia ter ocorrido de forma mais natural. Um f\u00e3 confesso de cafe\u00edna e de bebidas amadeiradas, o jovem estudante mirou em uma receita que fosse bem brasileira. \u201cO objetivo sempre foi produzir um drink saboroso, e acredito que a combina\u00e7\u00e3o foi um pouco de sorte, mas acabamos acertando em cheio de ter a principal fonte de cafe\u00edna do sul do Brasil, o mate, junto com a principal fonte de cafe\u00edna do norte do Brasil, que \u00e9 o guaran\u00e1\u201d, relata o fundador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Comercializado hoje em latinhas de 355ml e no lat\u00e3o de 473ml, o Xeque Mate teve sua venda iniciada em garrafas de vidro, em um visual completamente diferente do drink que voc\u00ea est\u00e1 acostumado a pedir no bar. Nessa primeira fase, os s\u00f3cios contaram com o apoio da cervejaria de um amigo para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o, at\u00e9 conquistarem os primeiros maquin\u00e1rios para enlatar a bebida. N\u00e3o foi necess\u00e1ria uma d\u00e9cada para que a marca Xeque Mate se tornasse uma gigante da capital mineira e, j\u00e1 com fabrica\u00e7\u00e3o robusta e um extenso quadro de funcion\u00e1rios, a empresa viveu, nos \u00faltimos anos, um boom das latinhas para muito al\u00e9m de Belo Horizonte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cultura de boteco<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>N\u00e3o tem mar, mas tem bar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>-Ditado popular<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o, relacionada a Belo Horizonte, resume um importante aspecto cultural e hist\u00f3rico da cidade. Os bares e botecos fazem parte do cotidiano do mineiro, ocupando lugar especial em seu dia a dia. E \u201cdia a dia\u201d n\u00e3o \u00e9 exagero. De segunda a segunda, BH oferece 4.136 op\u00e7\u00f5es de bares onde \u00e9 poss\u00edvel provar a cacha\u00e7a mineira e petiscos surpreendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Inaugurada em 1897 como primeira cidade planejada do pa\u00eds, Belo Horizonte teve como inspira\u00e7\u00e3o grandes metr\u00f3poles como Paris e Washington. Diversos comerciantes aproveitaram a oportunidade para se instalar no local. A fim de atender as demandas da popula\u00e7\u00e3o, eles abriram pequenas mercearias para a venda de produtos b\u00e1sicos e de bebidas alc\u00f3olicas. Esses estabelecimentos deram origem aos primeiros botecos da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje consagrada como a capital mundial dos bares, BH consegue conciliar a tradi\u00e7\u00e3o dos botecos raiz, com copo lagoinha, comida de estufa e cadeiras de pl\u00e1stico, com a inova\u00e7\u00e3o de estabelecimentos modernos que surgem a todo momento na cidade. As op\u00e7\u00f5es na capital s\u00e3o democr\u00e1ticas em todas as categorias: no pre\u00e7o, afinal, h\u00e1 bares bem simples e modestos e tamb\u00e9m restaurantes refinados com alto custo; e na cozinha, j\u00e1 que a cidade abriga bares das mais diversas culin\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade tamb\u00e9m abriga um movimento de resgate e ressignifica\u00e7\u00e3o de comidas e bebidas. Novos e modernos estabelecimentos visam utilizar ingredientes cl\u00e1ssicos da cozinha mineira para a produ\u00e7\u00e3o de pratos contempor\u00e2neos. O mesmo acontece com as bebidas, com bares que passaram a ter cartas de drinks mais autorais, que misturam refer\u00eancias familiares, brasileiras e, especialmente, mineiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse contexto que nasceu n\u00e3o somente o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DDXFdWspHow\/?hl=pt&amp;img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Xeque Mate<\/a>, mas tamb\u00e9m o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DDXEPMzpqea\/?hl=pt&amp;img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gingibre<\/a>, a<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DDXExUhpL3s\/?hl=pt&amp;img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Rubra<\/a>, o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DDXEFBvpeDP\/?hl=pt&amp;img_index=2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jambrun\u00e3o<\/a>, o<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DDXFuMkpzDd\/?hl=pt&amp;img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Lambe-lambe<\/a> e outras bebidas enlatadas de origem belo-horizontina, que, em uma aposta na juventude e na identidade local, conquistaram os cora\u00e7\u00f5es de toda uma popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-soundcloud wp-block-embed-soundcloud\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"latinhas de bh by User 133621192\" width=\"770\" height=\"400\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F1977527251&#038;show_artwork=true&#038;maxheight=1000&#038;maxwidth=770\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Para o belo-horizontino, tudo \u00e9 desculpa para festejar. A voca\u00e7\u00e3o bo\u00eamia da capital mineira reflete tamb\u00e9m na grande presen\u00e7a de eventos culturais na cidade, como o Carnaval, a Virada Cultural e o Festival das Luzes. A rela\u00e7\u00e3o entre essas festas e a populariza\u00e7\u00e3o de bebidas como o Xeque Mate \u00e9 estreita. Enquanto essas celebra\u00e7\u00f5es levam o povo para a rua, propenso a consumir, as marcas aproveitam para lotar o carrinho dos ambulantes com seus produtos, na esperan\u00e7a de se consagrarem n\u00e3o s\u00f3 como sin\u00f4nimos de bebida, mas como parte da experi\u00eancia vivida nesses eventos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Capitais com mais bares por habitantes\u00a0\" aria-label=\"Map\" id=\"datawrapper-chart-FwUTG\" src=\"https:\/\/datawrapper.dwcdn.net\/FwUTG\/6\/\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" style=\"border: none;\" width=\"600\" height=\"646\" data-external=\"1\"><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O Mascate<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Substantivo masculino, a palavra \u201cmascate\u201d significa, segundo o dicion\u00e1rio Oxford, \u201cmercador ambulante, vendedor que oferece mercadorias em domic\u00edlio; bufarinheiro\u201d. A origem da palavra remete \u00e0 cidade de Mascate, capital de Om\u00e3 e uma das mais antigas do Oriente M\u00e9dio, conhecida desde os anos 100 depois de Cristo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Na boca do povo: Xeque Mate marca presen\u00e7a na vida noturna da capital mineira\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U3MXRE0uqoo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Em Belo Horizonte, esse significado n\u00e3o \u00e9 o mais conhecido. Na capital mineira, principalmente para a gera\u00e7\u00e3o Z, Mascate \u00e9 a casa oficial do Xeque Mate. Com tr\u00eas unidades localizadas no Centro, na Savassi e no bairro Floresta, de quinta a domingo os Mascates s\u00e3o tomados por centenas de pessoas que desejam apreciar a bebida queridinha do momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na unidade do Mercado Novo, \u00e9 poss\u00edvel perceber a efervesc\u00eancia da juventude e a identifica\u00e7\u00e3o cultural com a capital mineira. Repleto de s\u00edmbolos e marcas da cidade, o local carrega consigo uma hist\u00f3ria emblem\u00e1tica na capital: um antigo mercado constru\u00eddo como complemento do Mercado Central, como forma de suprir a crescente demanda em BH, e abandonado anos depois. Hoje retomado pela criatividade, o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mercadonovobh\/?hl=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mercado Novo<\/a> se tornou um polo da gastronomia e das bebidas belo-horizontinas. E, claro, o Xeque Mate n\u00e3o poderia ficar de fora.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Carnaval<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"6a635b\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #6a635b;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"830\" height=\"517\" sizes=\"auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-png.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19791 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-png.webp 830w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-300x187.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-768x478.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-370x230.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-270x168.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-570x355.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-740x461.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/carnaval-150x93.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Folia de carnaval de BH, 2024. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o\/CDL-BH<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cO carnaval, desde quando a gente n\u00e3o tinha nenhuma lata, nenhuma garrafa, a gente mexia os gal\u00e3ozinhos, morava l\u00e1 no s\u00edtio, produzia em casa e levava para o carnaval, sempre foi o momento que a gente vendia tudo que a gente conseguia produzir.\u201d<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Gabriel Rochael<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O verdadeiro apogeu da viv\u00eancia das ruas de <em>Beag\u00e1 <\/em>n\u00e3o poderia ser outro: o carnaval da capital mineira envolve cinco dias de avenidas lotadas, festa, alegria e, nos \u00faltimos anos, isopores abastecidos com Xeque Mate. Em 2024, a folia em BH bateu recordes e contabilizou 5,5 milh\u00f5es de foli\u00f5es e uma movimenta\u00e7\u00e3o financeira de R$943 milh\u00f5es, segundo Relat\u00f3rio da prefeitura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1897, Belo Horizonte sediou o seu primeiro carnaval, momento em que homens se fantasiavam com roupas femininas e faziam o trajeto da Pra\u00e7a da Liberdade at\u00e9 a Avenida Afonso Pena. Dois anos depois, em 1899, surgiram as Bandas Carnavalescas, que at\u00e9 hoje animam a popula\u00e7\u00e3o na capital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contrariando sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, h\u00e1 alguns a cidade ficava deserta durante o feriado. 2015 marcou a ressignifica\u00e7\u00e3o do carnaval belo-horizontino, que registrou 1,5 milh\u00f5es de pessoas nas ruas distribu\u00eddas em mais de 200 blocos. Hoje, a festa \u00e9 considerada a terceira maior do pa\u00eds e cresce a cada ano. Bebidas alco\u00f3licas prontas e de f\u00e1cil manuseio s\u00e3o parte importante do carnaval, que movimentou quase <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/carnaval-em-belo-horizonte-movimentou-quase-r-1-bilhao#:~:text=Dados%20divulgados%20nesta%20segunda%2Dfeira,83%25%20de%20moradores%20da%20cidade.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">1 bilh\u00e3o de reais na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o<\/a>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Carnaval de BH e Xeque-Mate andam lado a lado. Desde o in\u00edcio, os criadores da bebida enxergam a maior folia do ano como um momento chave para o crescimento do neg\u00f3cio. Com o povo na rua, mais propenso do que nunca a consumir bebidas alco\u00f3licas, a marca encontrou um cen\u00e1rio perfeito para conquistar seu espa\u00e7o dentro de uma festa que durante anos foi praticamente monopolizada pela Ambev.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que o belo-horizontino enche a boca para falar \u201co Xeque-Mate \u00e9 de Beag\u00e1\u201d. Mas ser\u00e1 que fora de BH, os paulistas, cariocas e seja l\u00e1 quem for, sabem de onde vem o Xeque Mate? Marah Costa, produtora e gestora cultural, afirma que o reconhecimento da marca pela identifica\u00e7\u00e3o com a capital mineira \u00e9 exclusivamente territorial. Ela conta, inclusive, que pessoas de fora n\u00e3o sabem que o Xeque Mate \u00e9 mineiro, muitas vezes associando a bebida ao Rio devida \u00e0 presen\u00e7a do mate no nome e como um dos ingredientes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marah, a pr\u00f3pria marca \u00e9 respons\u00e1vel por essa falta de informa\u00e7\u00e3o. A aus\u00eancia de elementos que remetam a BH na embalagem da latinha seria um dos principais motivos para isso. Ela acredita que o Xeque Mate poderia aproveitar de maneira mais efetiva sua conex\u00e3o com a capital, a fim de tamb\u00e9m ser conhecida pelo resto do Brasil como uma bebida de BH. \u201cPara mim, \u00e9 muito latente esse orgulho que a gente tem do Xeque-Mate enquanto belorizontino. Mas eu percebo que, para fora da cidade, ainda carece um pouco de um posicionamento mais claro das origens da bebida\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A gestora cultural, que j\u00e1 atuou como diretora da Belotur, explica como o turismo deve sempre encontrar for\u00e7as no pr\u00f3prio \u201cbairrismo\u201d dos cidad\u00e3os. Isto \u00e9, eventos como o carnaval e a Virada Cultural, tamb\u00e9m muito forte na cidade, por ocuparem o espa\u00e7o p\u00fablico, t\u00eam a miss\u00e3o de trabalhar o amor do belorizontino por Belo Horizonte. \u201cNo turismo, temos essa m\u00e1xima de que a cidade s\u00f3 \u00e9 boa para o turista a partir do momento que ela \u00e9 boa para o cidad\u00e3o, para o morador\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na outra ponta, quando o assunto \u00e9 estar na folia das ruas e na boca do povo, o Xeque Mate n\u00e3o tem poupado esfor\u00e7os para se posicionar como a cara do carnaval belorizontino.&nbsp; De acordo com o gerente de gente e cultura organizacional da marca, Danilo Costa, a festividade \u00e9, sem d\u00favidas, um ponto central da estrat\u00e9gia de venda e promo\u00e7\u00e3o da bebida: \u201cO planejamento t\u00e1tico de muitas \u00e1reas n\u00e3o \u00e9 de janeiro a dezembro, mas sim de mar\u00e7o a mar\u00e7o, tamanha a relev\u00e2ncia do carnaval. Pelo menos 6 meses antes inicia-se toda a prepara\u00e7\u00e3o para o carnaval, definindo estrat\u00e9gias, pessoas, recursos e a\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o implementadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Monop\u00f3lio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em que momento crescer passa a ser um risco e n\u00e3o uma vantagem? A aposta liberal na livre mercado e competitividade igualit\u00e1ria entre as companhias n\u00e3o passa de uma ilus\u00e3o. O modelo econ\u00f4mico vigente, na verdade, favorece o surgimento de monop\u00f3lios, que surgem quando uma \u00fanica empresa tem controle sobre o setor em que atua, ou oligop\u00f3lios, quando poucas empresas det\u00eam esse poder. Esse \u00e9 o caso da ind\u00fastria de bebidas no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se pensa em bebida alco\u00f3lica no pa\u00eds, o primeiro nome que vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 Ambev. Presente at\u00e9 mesmo em letras de m\u00fasicas que alcan\u00e7aram sucesso nacional, a marca de bebidas brasileira, juntamente com a multinacional americana Coca-Cola, det\u00e9m cerca de 80% do mercado, de acordo com Mariana Costa, jornalista de alimenta\u00e7\u00e3o da plataforma O Joio e O Trigo. A especialista afirma que pequenas empresas s\u00e3o rapidamente \u201cengolidas\u201d por essas gigantes, para eliminar qualquer concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, o Xeque Mate resiste a essa l\u00f3gica e ainda se mant\u00e9m firme como uma empresa local que cada vez mais se faz presente no cen\u00e1rio nacional. Com mais de mil pontos de venda espalhados pelo Brasil e a possibilidade de compra online da bebida, a marca j\u00e1 conquistou o cora\u00e7\u00e3o de muita gente por a\u00ed. Isso, evidentemente, incomoda as gigantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ser questionado sobre o interesse de grandes marcas em comprar a Xeque Mate, Gabriel Rochael afirma j\u00e1 ter recebido diversas propostas, mas que ele e seus s\u00f3cios n\u00e3o d\u00e3o espa\u00e7o para elas. O criador da bebida refor\u00e7a que, al\u00e9m da venda do produto, a empresa tem outros prop\u00f3sitos, como o de transforma\u00e7\u00e3o social e cultural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Danilo Costa explica que, por enquanto, a ambi\u00e7\u00e3o da Xeque-Mate \u00e9 continuar como uma marca independente: \u201cA Xeque Mate quer manter sua ess\u00eancia, como uma empresa independente, de cultura familiar, no sentido da proximidade com as pessoas e ao mesmo tempo cultivar pr\u00e1ticas profissionalizadas\u201d. Para consumidores e colaboradores, esse tipo de preocupa\u00e7\u00e3o social e conex\u00e3o com o p\u00fablico seria um dos diferenciais do Xeque-Mate<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201c O maior risco, que a gente sempre correu, foi crescer e crescer r\u00e1pido\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>-Gabriel Rochael<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas quais s\u00e3o os riscos corridos pelo Xeque Mate ao escolher ser independente? De acordo com o economista Glauber Silva, no cen\u00e1rio atual, \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil crescer sem se associar \u00e0s grandes empresas. Um dos principais riscos, para o especialista, \u00e9 que, com o sucesso do produto, essas grandes empresas copiem as caracter\u00edsticas do <em>drink<\/em> e vendam um produto semelhante, abaixo do pre\u00e7o. Essa pr\u00e1tica, denominada <em>dumping<\/em>, \u00e9 ilegal, mas nem sempre \u00e9 simples comprovar o pl\u00e1gio. \u201cMuitas empresas v\u00e3o criar produtos extremamente parecidos, que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente uma c\u00f3pia, mas competem pelo mesmo consumidor\u201d, afirma Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Rochael confirma que esse risco, na verdade, j\u00e1 \u00e9 realidade: \u201cTem v\u00e1rias c\u00f3pias entregando bebida de gra\u00e7a pra tentar tirar o Xeque-Mate. J\u00e1 teve muitos eventos que a gente foi barrado pelos grandes\u201d. Recentemente, a marca teve que lan\u00e7ar uma campanha em suas m\u00eddias sociais chamada \u201cFake Mate\u201d, denunciando c\u00f3pias com ingredientes semelhantes, por\u00e9m de menor qualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"tiktok-embed\" cite=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@xequematebebidas\/video\/7423844080112667910\" data-video-id=\"7423844080112667910\" style=\"max-width: 605px;min-width: 325px;\" > <section> <a target=\"_blank\" title=\"@xequematebebidas\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@xequematebebidas?refer=embed\">@xequematebebidas<\/a> <p>sai com essa fake mate pra l\u00e1! xeque mate s\u00f3 tem uma: euzinha!<\/p> <a target=\"_blank\" title=\"\u266c som original  - Xeque Mate \ud83d\udc9a\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/music\/som-original-Xeque-Mate-\ud83d\udc9a-7423870365322578693?refer=embed\">\u266c som original  &#8211; Xeque Mate \ud83d\udc9a<\/a> <\/section> <\/blockquote> <script async src=\"https:\/\/www.tiktok.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio \u00e9 favorecido por diversos fatores, com destaque para a carga tribut\u00e1ria desigual que a Ambev e a Coca-Cola possuem em rela\u00e7\u00e3o a empresas emergentes no mercado. Entre as vantagens fiscais concedidas a essas empresas, a Zona Franca de Manaus (ZFM) foi destacada pela jornalista Mariana Costa como a principal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Criada na ditadura militar, a ZFM tinha o objetivo de impulsionar o desenvolvimento da regi\u00e3o Norte. Empresas que se instalassem no local estariam sujeitas a condi\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias favor\u00e1veis. Com isso, aquelas que possu\u00edam condi\u00e7\u00f5es financeiras de se deslocar para Manaus e manter uma distribui\u00e7\u00e3o nacional instalaram f\u00e1bricas na cidade. Em fun\u00e7\u00e3o desses acordos, Mariana afirma que, nos \u00faltimos nove anos, a Coca-Cola deixou de pagar mais de R$ 4 bilh\u00f5es apenas em uma modalidade de desconto da ZFM.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista n\u00e3o teve acesso aos descontos concedidos \u00e0 Ambev, que, embora produza produtos alco\u00f3licos n\u00e3o englobados pelos pacotes de vantagens, tamb\u00e9m trabalha com bebidas n\u00e3o alco\u00f3licas. Consequentemente, essa gigante do setor de bebidas com \u00e1lcool no Brasil acaba sendo favorecida tamb\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de uma s\u00e9rie de vantagens fiscais, outro empecilho que barra o crescimento de marcas emergentes \u00e9 a exclusividade em eventos, principalmente no Carnaval. Na capital paulista, nos dois \u00faltimos anos, a Ambev venceu a licita\u00e7\u00e3o para o patroc\u00ednio da folia. Isso quer dizer que a empresa contribui com os custos milion\u00e1rios gerados pela festa, como banheiros qu\u00edmicos e grades, por exemplo. Em troca, o governo concede a exclusividade na venda de bebidas da Ambev nos blocos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, em um evento da magnitude do Carnaval de SP, \u00e9 imposs\u00edvel controlar o que \u00e9 vendido e o que n\u00e3o \u00e9. Por esse motivo, o Xeque Mate foi comercializado de forma discreta pelos ambulantes. Mesmo assim, a bebida conquistou espa\u00e7o na metr\u00f3pole e, contra todas as chances, acabou sendo eleita a bebida do Carnaval de 2024. O cen\u00e1rio, apesar de ter sido positivo para a empresa, n\u00e3o minimizou a discuss\u00e3o sobre o impacto que a exclusividade causa para pequenas companhias, que, al\u00e9m das desvantagens fiscais, enfrentam impedimentos de venda como esse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dentro da latinha: os ingredientes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O Guaran\u00e1<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"b7ada2\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #b7ada2;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19784 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-2048x1366.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.54-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Xarope de Guaran\u00e1. Foto: Ana Batriz Fonte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A composi\u00e7\u00e3o da bebida \u00e9, de certa forma, um retrato brasileiro. <a href=\"https:\/\/www.alice.cnptia.embrapa.br\/alice\/bitstream\/doc\/375186\/1\/O-guarana-historico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O guaran\u00e1, nativo da Amaz\u00f4nia, tem sua origem contada por uma lenda<\/a>, que diz que um casal de \u00edndios Maw\u00e9 pediu um filho para Tup\u00e3, que lhes deu uma crian\u00e7a. O menino se tornou um jovem bondoso e fez com que Jurupari, uma divindade das trevas, o invejasse e desejasse mat\u00e1-lo, transformando-se em uma cobra venenosa. Os olhos da crian\u00e7a foram enterrados ap\u00f3s sua morte e, segundo a lenda, nasceu o guaran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro registro jesu\u00edta da fruta foi feito pelo Mission\u00e1rio Jo\u00e3o Filipe Betendorf, em 1669. Ele relatava o uso de uma \u201cplanta milagrosa\u201d pelos \u00edndios Andir\u00e1s, que, ao beb\u00ea-la em uma mistura com \u00e1gua, podiam passar um dia sem comer mais, al\u00e9m de utilizarem a fruta tamb\u00e9m para \u201cfebre, c\u00e2imbras e dor de cabe\u00e7a\u201d. 1852 foi um ano marcado pela exporta\u00e7\u00e3o de 252 arrobas da planta para a Europa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi apenas a partir do s\u00e9culo XX que uma economia extrativista mudou a hist\u00f3ria do guaran\u00e1. Em 1907, surgiu o primeiro refrigerante \u00e0 base da fruta, o Guaran\u00e1 Andrade, comercializado at\u00e9 1970. Em 1921, a Antarctica lan\u00e7ou o refrigerante de sucesso que ocupa as prateleiras dos mercados at\u00e9 hoje. Tr\u00eas anos ap\u00f3s esse lan\u00e7amento, a Brahma tamb\u00e9m come\u00e7ou a produzir um refrigerante de guaran\u00e1: o Guaran\u00e1 Genu\u00edno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"e0dfdb\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #e0dfdb;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"731\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-1024x731.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19763 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-1024x731.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-300x214.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-768x548.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-370x264.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-270x193.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-570x407.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-740x528.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53-150x107.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-10.39.53.webp 1463w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A lenda ind\u00edgena Sater\u00e9-Maw\u00e9 do Guaran\u00e1. Arte: Joana El Khouri<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A \u201cLei dos Sucos\u201d, nome dado para o Decreto-Lei 5.823, assinado em 1972, potencializou o processo de domestica\u00e7\u00e3o e aumento no plantio do guaran\u00e1. A lei previa uma quantidade espec\u00edfica de fruta que bebidas industrializadas deveriam conter, criando uma demanda grande da fruta para as ind\u00fastrias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse passo foi importante tamb\u00e9m para outro marco da hist\u00f3ria do guaran\u00e1: a sua exporta\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o da gigante brasileira Ambev, resultado da jun\u00e7\u00e3o da Companhia Cervejaria Brahma e da Companhia Antarctica em 1999, foi decisiva para esse processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele ano, a empresa assinou o International Masters Franchising Agreement com a multinacional Pepsico Inc. para \u201ca distribui\u00e7\u00e3o do guaran\u00e1 para mais de 175 pa\u00edses do mundo inteiro a partir do ano 2000\u201d, segundo a Embrapa, e se fortaleceu desde ent\u00e3o como paix\u00e3o nacional e s\u00edmbolo do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O mate<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"cabfba\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #cabfba;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19775 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-2048x1366.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.52-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Erva Mate. Foto: Ana Beatriz Fonte <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Mat\u00e9ria-prima de uma das bebidas brasileiras mais amadas, a erva-mate \u00e9 uma \u00e1rvore nativa da Am\u00e9rica do Sul, e seu consumo est\u00e1 entrela\u00e7ado \u00e0 identidade brasileira. A infus\u00e3o das folhas pode ser usada como chimarr\u00e3o, terer\u00e9 ou como ch\u00e1 mate, hoje \u00edcone das praias cariocas e Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que esse modo de consumo remonte ao povo ind\u00edgena guarani. <a href=\"https:\/\/ojoioeotrigo.com.br\/2023\/08\/mate-origem-indigena-guarani\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O primeiro registro do uso por esse povo no Brasil foi em 1554<\/a>, mas provavelmente o consumo j\u00e1 existia antes. A bebida era tratada como de consumo di\u00e1rio e como objeto de adora\u00e7\u00e3o e s\u00edmbolo das cerim\u00f4nias anuais de batismo. N\u00e3o \u00e0 toa, os jesu\u00edtas, quando chegaram em terras brasileiras, tratavam o alimento como \u201cerva do diabo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1930, teve in\u00edcio o incentivo a monocultivos da planta, e empresas passaram a vender mate j\u00e1 torrado. O mesmo processo de industrializa\u00e7\u00e3o que o guaran\u00e1 sofreu tamb\u00e9m atingiu a erva mate, resultando em um produto ultraprocessado presente nas mesas de fam\u00edlias espalhadas por todo o Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mariana Costa destaca a versatilidade do ingrediente, o que ela acredita ser fator importante para os altos \u00edndices de consumo da erva no pa\u00eds.&nbsp; Sobre o que poderia estar por tr\u00e1s da populariza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do mate, a especialista afirma: \u201cUma erva ligada aos h\u00e1bitos culturais de um povo ind\u00edgena. E depois, com a coloniza\u00e7\u00e3o, isso foi se apropriando. Eu acho que talvez por ter essa trajet\u00f3ria muito enraizada na nossa hist\u00f3ria e pela versatilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista tamb\u00e9m enxerga um movimento de valoriza\u00e7\u00e3o, pela coquetelaria brasileira, de ingredientes de forte identidade nacional. \u201cEu acho que usar o mate como bebida alco\u00f3lica, seja no cheque mate que j\u00e1 vem pronto ou em drinks, eu tenho visto pessoas fazendo drinks com mate, que \u00e9 uma coisa que voc\u00ea n\u00e3o via antes. Acredito que est\u00e1 dentro desse movimento de valorizar o nacional\u201d, afirma Mariana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O rum&nbsp;<\/strong><br><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"c7b09a\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #c7b09a;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19776 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-2048x1366.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.56-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rum. Foto: Ana Beatriz Fonte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fabricado a partir da destila\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar ou do mela\u00e7o, o rum n\u00e3o tem origem bem definida.<a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/degusta\/2023\/08\/16\/interna_degusta,1546973\/dia-internacional-do-rum-descubra-versoes-mineiras-da-bebida.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Alguns acreditam que sua produ\u00e7\u00e3o se iniciou no s\u00e9culo XVI, no Caribe<\/a>. Outros afirmam que, em um congresso realizado em 1394 na Crac\u00f3via, o Rei Pedro I do Chipre teria levado a bebida para ser distribu\u00edda entre os convidados. Devido a seu alto teor alco\u00f3lico, o produto \u00e9 associado aos piratas. Lendas dizem que eles tomavam a bebida antes de batalhas para serem encorajados. O uso medicamentoso tamb\u00e9m remonta a hist\u00f3ria do rum. A bebida era conhecida por curar qualquer doen\u00e7a e tamb\u00e9m por \u201cexpulsar dem\u00f4nios do corpo\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o rum \u00e9 regulamentado pelo decreto n\u00b0 6.871, de 4 de junho de 2009, que prev\u00ea a gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de 345 a 54% em volume (20\u00b0).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O lim\u00e3o<\/strong><br><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"e4d5cb\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #e4d5cb;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19777 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-1024x683.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-300x200.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-768x512.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-2048x1366.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-370x247.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-270x180.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-570x380.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-740x493.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-12.21.53-1-150x100.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lim\u00e3o. Foto: Ana Beatriz Fonte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/agro-de-gente-pra-gente\/noticia\/2023\/03\/08\/limao-taiti-nao-e-limao-de-verdade-entenda-a-diferenca.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Oriundas majoritariamente da \u00c1sia, as plantas c\u00edtricas se espalharam entre a \u00cdndia e o sudeste do Himalaia<\/a>. Atrav\u00e9s dos \u00c1rabes, quando conquistaram a P\u00e9rsia, a fruta foi disseminada no continente europeu. No Brasil, a implanta\u00e7\u00e3o do lim\u00e3o tahiti, mais comum atualmente nas mesas das casas, surgiu do cruzamento do lim\u00e3o-galego, a lima, com o lim\u00e3o siciliano. O ingrediente \u00e9 democr\u00e1tico no que diz respeito ao valor e tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao uso, que vai de sobremesas, sucos e receitas em geral, at\u00e9 como produto de limpeza, como removedor de manchas e at\u00e9 mesmo na perfumaria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, segundo dados do IBGE, o Brasil produziu 1,6 milh\u00f5es de toneladas de lim\u00e3o. O pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 um dos principais exportadores da fruta. No ano de 2023, 166,6 mil toneladas de lim\u00e3o e lima foram exportadas pelo Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem desenvolvida por Ana Beatriz Fonte, Joana El Khouri, Lorena Arruda e Raquel Molica para a disciplina de Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital no semestre 2024\/2, sob a supervis\u00e3o da prof\u00aa Nara Lya Cabral Scabin.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcas independentes apostam em identidade e cultura locais para se destacar no mercado de bebidas alc\u00f3olicas\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":19806,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1507,1469],"tags":[1186,2419,2420,2418,1510,2417],"class_list":["post-19746","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gastronomia","category-lab-jor-digi","tag-bares","tag-bebidas","tag-belo-horizonte-2","tag-cultura-local","tag-gastronomia","tag-xeque-mate"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Xeque-Mate: a bebida de BH que ganhou o Brasil - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Marcas independentes como o Xeque-Mate de BH apostam em identidade e cultura locais para se destacar no mercado de bebidas alc\u00f3olicas\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/xeque-mate-a-bebida-de-bh\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Xeque-Mate: a bebida de BH que ganhou o Brasil - Colab\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Marcas independentes como o Xeque-Mate de BH apostam em identidade e cultura locais para se destacar no mercado de bebidas alc\u00f3olicas\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/xeque-mate-a-bebida-de-bh\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Colab\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-12-15T19:07:04+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-12-18T18:39:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1.webp\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"22 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/xeque-mate-a-bebida-de-bh\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/xeque-mate-a-bebida-de-bh\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Colab PUC Minas\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/1558d8148a80ebc84231cd55495bd7a4\"},\"headline\":\"Xeque-Mate: a bebida de BH que virou o jogo de mestre na ind\u00fastria\",\"datePublished\":\"2024-12-15T19:07:04+00:00\",\"dateModified\":\"2024-12-18T18:39:08+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/xeque-mate-a-bebida-de-bh\\\/\"},\"wordCount\":3967,\"commentCount\":1,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/xeque-mate-a-bebida-de-bh\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/12\\\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.59.57-1.webp\",\"keywords\":[\"bares\",\"bebidas\",\"belo-horizonte\",\"cultura local\",\"gastronomia\",\"xeque-mate\"],\"articleSection\":[\"Gastronomia\",\"Lab. 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