{"id":19745,"date":"2024-12-21T09:15:27","date_gmt":"2024-12-21T12:15:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=19745"},"modified":"2024-12-21T09:15:31","modified_gmt":"2024-12-21T12:15:31","slug":"minas-selvagem-a-fauna-que-resiste-em-belo-horizonte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/minas-selvagem-a-fauna-que-resiste-em-belo-horizonte\/","title":{"rendered":"Minas selvagem: a fauna que resiste em Belo Horizonte"},"content":{"rendered":"\n<p>Em meio ao seu dia de trabalho no<a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/fundacao-de-parques-e-zoobotanica\/jardim-zoologico\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Zool\u00f3gico de Belo Horizonte<\/a>, Herlandes, m\u00e9dico veterin\u00e1rio concursado desde 2007, n\u00e3o esperava a liga\u00e7\u00e3o que iria receber. \u201cEstamos precisando de sangue de anta\u201d, disse uma colega pesquisadora respons\u00e1vel por desenvolver biocurativos para animais com queimaduras no Pantanal. O projeto, at\u00e9 ent\u00e3o em andamento, tinha como objetivo produzir um gel a partir das c\u00e9lulas de certas esp\u00e9cies da fauna brasileira para acelerar a cicatriza\u00e7\u00e3o da pele de bichos atingidos pelas <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/bh-registra-crescente-numero-de-queimadas-e-desmatamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">queimadas<\/a> na regi\u00e3o central do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Herlandes sorri e se enche de orgulho ao relembrar a hist\u00f3ria \u2013 apenas uma das experi\u00eancias emocionantes que viveu ao longo de sua carreira. Veterin\u00e1rio apaixonado pela profiss\u00e3o, ele descreve os muitos trabalhos executados pelo Zool\u00f3gico de BH, que muitas vezes passam despercebidos para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Ao contr\u00e1rio do que pensam, os animais n\u00e3o est\u00e3o no Zool\u00f3gico s\u00f3 para serem exibidos. Eles t\u00eam todo um papel de reprodu\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e pesquisa aqui dentro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Herlandes Tinoco, veterin\u00e1rio do Zool\u00f3gico de Belo Horizonte<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Atualmente, cerca de 30 pesquisas est\u00e3o em andamento no zool\u00f3gico de Belo Horizonte. Os estudos n\u00e3o apenas contribuem para a prote\u00e7\u00e3o de animais em vida livre, mas tamb\u00e9m trazem benef\u00edcios para nossa sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A vacina contra a febre amarela \u00e9 um exemplo disso: inicialmente desenvolvida para uso em seres humanos, descobriu-se, ao test\u00e1-la em primatas, que ela tamb\u00e9m era eficaz para animais. Essa constata\u00e7\u00e3o foi fundamental para recuperar a popula\u00e7\u00e3o de bugios, esp\u00e9cie de macaco gravemente afetada pela doen\u00e7a h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso mostra que a dist\u00e2ncia entre animais humanos e n\u00e3o humanos \u00e9 sutil do que pode parecer. Em Belo Horizonte, por exemplo, a coexist\u00eancia entre esp\u00e9cies ocorre em meio \u00e0s avenidas movimentadas, onde uma rica biodiversidade se abriga em parques, quintais e \u00e1reas urbanizadas. Contudo, essa conviv\u00eancia enfrenta desafios: a expans\u00e3o urbana e a interfer\u00eancia humana frequentemente rompem o equil\u00edbrio da fauna local, tornando indispens\u00e1veis os esfor\u00e7os de resgate e prote\u00e7\u00e3o desses animais.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde uma coruja machucada no meio da rua, at\u00e9 os salvamentos que acontecem ap\u00f3s trag\u00e9dias como as de Mariana e Brumadinho, cada caso lembra que a cidade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nossa. Por tr\u00e1s das cortinas, bi\u00f3logos, veterin\u00e1rios e volunt\u00e1rios trabalham duro para salvar esses bichos e, sempre que poss\u00edvel, devolv\u00ea-los ao seu habitat natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, esses profissionais garantem que a conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita ao ato de resgatar: \u00e9 um movimento que envolve educa\u00e7\u00e3o ambiental, pol\u00edticas p\u00fablicas e sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade. Projetos locais, muitas vezes aliados a parcerias com escolas e organiza\u00e7\u00f5es, buscam conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de proteger os animais silvestres e seus habitats.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender melhor como a colabora\u00e7\u00e3o entre a sociedade e as institui\u00e7\u00f5es pode contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o da fauna mineira, a reportagem conversou com especialistas de diferentes \u00e1reas da prote\u00e7\u00e3o animal e ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem ama, cuida<\/h2>\n\n\n\n<p>Dividida entre S\u00e3o Bernardo do Campo e Belo Horizonte, Lucila Pozzi \u00e9 veterin\u00e1ria, s\u00f3cia da cl\u00ednica <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/selvaveterinaria\/?hl=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Selva &#8211; Medicina para Animais Silvestres<\/a> e m\u00e3e de Murilo. Mesmo com a correria do dia a dia, nos atendeu com a disposi\u00e7\u00e3o de quem \u00e9 verdadeiramente apaixonado pelo que faz.<\/p>\n\n\n\n<p>A entrevista, realizada online devido \u00e0 agenda cheia de Lucila, aconteceu numa sexta-feira \u00e0 noite, depois de uma intensa semana de trabalho. Embora fosse tarde, ela fez quest\u00e3o de conversar conosco por mais de uma hora. Durante o bate-papo, o filhinho Murilo, sempre carinhoso e travesso, fazia suas breves apari\u00e7\u00f5es na tela de tempos em tempos para pedir aten\u00e7\u00e3o da m\u00e3e.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div style=\"margin-bottom: 20px;\">\n  <iframe loading=\"lazy\" \n    width=\"100%\" \n    height=\"166\" \n    scrolling=\"no\" \n    frameborder=\"no\" \n    allow=\"autoplay\" \n    src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcolabpucminas%2Flucila-pozzi-e-murilo%3Futm_source%3Dclipboard%26utm_medium%3Dtext%26utm_campaign%3Dsocial_sharing%26si%3D77bc7f4b1b634ea4953517b4d67afaaa&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true\">\n  <\/iframe>\n  <div style=\"font-size: 10px; color: #cccccc; line-break: anywhere; word-break: normal; overflow: hidden; white-space: nowrap; text-overflow: ellipsis; font-family: Arial, sans-serif; font-weight: 100;\">\n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\" \n       title=\"Colab PUC Minas\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Colab PUC Minas\n    <\/a> \n    \u00b7 \n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\/lucila-pozzi-e-murilo?utm_source=clipboard&amp;utm_medium=text&amp;utm_campaign=social_sharing&amp;si=77bc7f4b1b634ea4953517b4d67afaaa\" \n       title=\"Lucila Pozzi e Murilo\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Lucila Pozzi e Murilo\n    <\/a>\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Lucila explica que animais silvestres, na medicina veterin\u00e1ria, s\u00e3o todos os animais que n\u00e3o sejam c\u00e3es e gatos. O profissional que atua nesse ramo acaba se adaptando ao ritmo din\u00e2mico da profiss\u00e3o. Por n\u00e3o existir uma especializa\u00e7\u00e3o formal, acabam sendo requisitados para atender diversas esp\u00e9cies durante a carreira.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"margin-bottom: 20px;\">\n  <iframe loading=\"lazy\" \n    width=\"100%\" \n    height=\"166\" \n    scrolling=\"no\" \n    frameborder=\"no\" \n    allow=\"autoplay\" \n    src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcolabpucminas%2Flucila-pozzi-especialistas-na-medicina-veterinaria%3Futm_source%3Dclipboard%26utm_medium%3Dtext%26utm_campaign%3Dsocial_sharing%26si%3D40fdae0cc701496dbb1365614afaf1e6&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true\">\n  <\/iframe>\n  <div style=\"font-size: 10px; color: #cccccc; line-break: anywhere; word-break: normal; overflow: hidden; white-space: nowrap; text-overflow: ellipsis; font-family: Arial, sans-serif; font-weight: 100;\">\n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\" \n       title=\"Colab PUC Minas\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Colab PUC Minas\n    <\/a> \n    \u00b7 \n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\/lucila-pozzi-especialistas-na-medicina-veterinaria?utm_source=clipboard&amp;utm_medium=text&amp;utm_campaign=social_sharing&amp;si=40fdae0cc701496dbb1365614afaf1e6\" \n       title=\"Lucila Pozzi: Especialistas na Medicina Veterin\u00e1ria\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Lucila Pozzi: Especialistas na Medicina Veterin\u00e1ria\n    <\/a>\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Apesar de hoje atuar em uma cl\u00ednica especializada em animais dom\u00e9sticos n\u00e3o convencionais, como coelhos, Lucila j\u00e1 se aventurou em resgates de animais silvestres e trabalhos em zool\u00f3gicos. Uma das experi\u00eancias marcantes de sua carreira foi o cuidado com Estela, uma filhote de tamandu\u00e1-bandeira encontrada ao lado da m\u00e3e atropelada em uma estrada no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"6f7859\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #6f7859;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"405\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/TAMANDUA.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19766 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/TAMANDUA.webp 750w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/TAMANDUA-300x162.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/TAMANDUA-370x200.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/TAMANDUA-270x146.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/TAMANDUA-570x308.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/TAMANDUA-740x400.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/TAMANDUA-150x81.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tamandu\u00e1-bandeira, mesma esp\u00e9cie de Estela, resgatada ap\u00f3s m\u00e3e ser atropelada \/ Foto: Banco de imagens do Google<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Resgatada, foi transferida para o Zool\u00f3gico de S\u00e3o Bernardo do Campo, o local mais pr\u00f3ximo com estrutura para receb\u00ea-la. A viagem de mais de seis horas em um caminh\u00e3o a deixou ainda mais vulner\u00e1vel. Mas n\u00e3o havia outro jeito, j\u00e1 que suas chances de sobreviv\u00eancia na natureza seriam m\u00ednimas sem a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>No zool\u00f3gico, a equipe iniciou os cuidados com urg\u00eancia. Durante semanas, uma veterin\u00e1ria precisou aliment\u00e1-la cuidadosamente com leite na ponta do dedo, j\u00e1 que a filhote, batizada de Estela pelos cuidadores, recusava a mamadeira e a sonda. Aos poucos, Estela aceitou o suporte humano e foi recuperando as for\u00e7as. Hoje, ela vive em um recinto seguro, ao qual se adaptou bem. Recentemente, teve sua pr\u00f3pria cria \u2013 uma nova gera\u00e7\u00e3o que agora integra programas de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rias como a de Estela s\u00e3o comuns em Minas Gerais, onde o avan\u00e7o urbano e o impacto ambiental aproximam animais silvestres das cidades, criando demandas frequentes de resgate. Equipes dedicadas de veterin\u00e1rios, bi\u00f3logos e agentes do Ibama e de ONGs trabalham diariamente para proteger e tratar esses animais feridos ou desorientados. Esse esfor\u00e7o \u00e9 vital para restaurar o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico e educar sobre a import\u00e2ncia de conservar a rica biodiversidade do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no final da conversa, Lucila afirmou que, embora tenha se especializado em animais ex\u00f3ticos e n\u00e3o convencionais, a experi\u00eancia no trabalho de resgate e na reabilita\u00e7\u00e3o de animais silvestres em desastres ambientais deixou uma marca importante em sua trajet\u00f3ria profissional. Ela relembra sua atua\u00e7\u00e3o enquanto coordenadora geral t\u00e9cnica da fazenda criada pela Vale, trabalho fundamental para ampliar sua vis\u00e3o sobre os desafios e as complexidades da medicina veterin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es de acidentes que envolvem tanto pessoas quanto animais, o protocolo de resgate prioriza as vidas humanas. N\u00e3o que os animais n\u00e3o sejam importantes, mas \u00e9 assim que precisamos agir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Lucila Pozzi, veterin\u00e1ria e s\u00f3cia da cl\u00ednica Selva &#8211; Medicina para Animais Silvestres<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ela explicou que as equipes de resgate animal em Brumadinho geralmente eram formadas por tr\u00eas integrantes \u2013 um veterin\u00e1rio, um bi\u00f3logo e um auxiliar de resgate \u2013, mas que, durante o desastre, moradores da regi\u00e3o e at\u00e9 volunt\u00e1rios se uniram para ajudar nos esfor\u00e7os de salvamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ap\u00f3s os resgates no local, alguns animais eram levados para uma fazenda arrendada pela empresa Vale, onde atuamos por mais de dois anos&#8221;, explica a veterin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o dique da barragem da Vallourec, em Nova Lima, Minas Gerais, transbordou em 2022, o maior temor dos veterin\u00e1rios, incluindo Lucila, era o rompimento da barragem, j\u00e1 que, em sua dire\u00e7\u00e3o, estava localizado um Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o de Animais Silvestres (CRAS) do Ibama, onde mais de 200 animais estavam abrigados. Diante dessa possibilidade, a equipe realizou treinamentos espec\u00edficos para a evacua\u00e7\u00e3o dos animais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe a barragem rompesse, a gente teria 14 minutos para tirar todos os animais de l\u00e1. Foi um treinamento intenso com v\u00e1rias empresas veterin\u00e1rias envolvidas e diferentes profissionais\u201d, recorda Lucila.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Zool\u00f3gicos, habitats n\u00e3o t\u00e3o naturais<\/h2>\n\n\n\n<p>Os animais resgatados em Brumadinho tiveram diferentes destinos, dependendo de sua condi\u00e7\u00e3o e esp\u00e9cie, tendo sido a maioria reabilitada e realocada. Contudo, aqueles que sofreram ferimentos graves, como a perda de membros, ou que n\u00e3o tinham mais condi\u00e7\u00f5es de sobreviver na natureza foram encaminhados para institui\u00e7\u00f5es como os zool\u00f3gicos, que desempenham atuam tanto na recupera\u00e7\u00e3o desses animais quanto nos estudos sobre a fauna silvestre.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, estima-se que existam cerca de 120 zool\u00f3gicos, incluindo aqu\u00e1rios. Dentre todas as institui\u00e7\u00f5es, 42 s\u00e3o ligadas \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.azab.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Associa\u00e7\u00e3o de Zool\u00f3gicos e Aqu\u00e1rios do Brasil ( AZAB)<\/a>, que inclui espa\u00e7os p\u00fablicos e privados.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A fun\u00e7\u00e3o da AZAB \u00e9 garantir a integra\u00e7\u00e3o dos zool\u00f3gicos e aqu\u00e1rios brasileiros, contribuindo com o desenvolvimento das institui\u00e7\u00f5es, inserindo-as na comunidade internacional. Eles almejam tornar o Brasil um exemplo mundial de conserva\u00e7\u00e3o <strong><em>ex situ<\/em><\/strong>, ou seja, fora de seu habitat natural, e educa\u00e7\u00e3o para conserva\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do engajamento em campanhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o Zool\u00f3gico de Belo Horizonte conta com uma equipe formada por quatro veterin\u00e1rios, cinco tratadores e uma t\u00e9cnica em patologia cl\u00ednica de animais, que t\u00eam mais de 3 mil animais sob seus cuidados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"bbc59d\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #bbc59d;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"720\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-1024x720.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19770 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-1024x720.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-300x211.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-768x540.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-370x260.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-270x190.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-570x401.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-740x521.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58-150x106.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-12.55.58.webp 1032w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa do Zool\u00f3gico de Belo Horizonte \/ Imagem: Prefeitura de Belo Horizonte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um dos veterin\u00e1rios \u00e9 Herlandes Tinoco, marido de Lucila. Ele ressalta que a reputa\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o muitas vezes n\u00e3o reflete a qualidade e a relev\u00e2ncia do trabalho realizado ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de promover visitas abertas ao p\u00fablico, o zool\u00f3gico desempenha um papel crucial na recupera\u00e7\u00e3o e reintegra\u00e7\u00e3o de animais silvestres na natureza, al\u00e9m de contribuir para o desenvolvimento de pesquisas voltadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e continuidade das esp\u00e9cies, como foi o caso da anta mencionada anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o cuidado com os animais \u00e9 sempre a prioridade. Mesmo com uma equipe altamente capacitada, o local conta com uma rede de parcerias com outras institui\u00e7\u00f5es e zool\u00f3gicos para garantir o melhor tratamento poss\u00edvel, de acordo com as necessidades de cada caso.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Precis\u00e1vamos realizar uma ligadura de trompas em uma chimpanz\u00e9 h\u00e1 alguns anos. Embora soub\u00e9ssemos como fazer o procedimento, contamos com o apoio de uma consultora parceira especializada em gesta\u00e7\u00f5es de alto risco, que realizava esse tipo de cirurgia com frequ\u00eancia. A decis\u00e3o foi tomada pensando no p\u00f3s-operat\u00f3rio, pois seria mais seguro e tranquilo, especialmente porque a chimpanz\u00e9 era diab\u00e9tica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Herlandes Tinoco, veterin\u00e1rio do Zool\u00f3gico de Belo Horizonte<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Uma das principais dificuldades relatadas por Herlandes, como veterin\u00e1rio de um zool\u00f3gico p\u00fablico no Brasil, \u00e9 a quest\u00e3o das verbas e insumos. Os recursos variam conforme o governante, e a burocracia para comprar rem\u00e9dios frequentemente atrasa muitos procedimentos essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lamenta que essas atribui\u00e7\u00f5es dos zool\u00f3gicos sejam pouco divulgadas, o que faz com que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o compreenda a dimens\u00e3o do trabalho realizado. Ele afirma que a falta de aten\u00e7\u00e3o das grandes m\u00eddias, somadas \u00e0 aus\u00eancia de redes sociais, \u00e9 uma barreira que dificulta a comunica\u00e7\u00e3o com a sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s n\u00e3o temos um Instagram pr\u00f3prio do Zool\u00f3gico, sabe? Isso dificulta muito nosso trabalho, pois n\u00e3o conseguimos divulgar as coisas boas que fazemos. Gente para falar mal sempre tem, ent\u00e3o, se n\u00f3s n\u00e3o conseguimos falar sobre nosso trabalho, fica complicado\u201d, comenta Herlandes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia que protege<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel que a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tamb\u00e9m contribui para a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Levar conhecimento e educa\u00e7\u00e3o ambiental para fora das universidades de maneira acess\u00edvel \u00e9 um desafio enfrentado por ambientalistas e comunicadores de todo o pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma tarde de novembro deste ano, conversamos com bi\u00f3logos e pesquisadores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ecologia, Conserva\u00e7\u00e3o e Manejo da Fauna Silvestre da UFMG (PPG-ECMVS), que nos receberam para mostrar de perto o trabalho realizado na universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mostrando que o conhecimento cient\u00edfico tem impactos para al\u00e9m da universidade, o Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da UFMG (LEC-UFMG) desenvolve projetos que visam resolver quest\u00f5es pr\u00e1ticas da sociedade, trabalhando em parceria com diversos institutos de pesquisa, \u00f3rg\u00e3os do governo, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais e organiza\u00e7\u00f5es internacionais na \u00e1rea de meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Adriano Paglia, do Departamento de Gen\u00e9tica, Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UFMG, conta que participa de projetos de pesquisa com foco na fauna de Belo Horizonte, com destaque para os mam\u00edferos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em parceria com outros profissionais, ele coordenou um diagn\u00f3stico sobre os conflitos envolvendo a fauna silvestre na capital mineira. O estudo avaliou quais esp\u00e9cies necessitam de a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e resgate e quais est\u00e3o mais propensas a gerar conflitos com a popula\u00e7\u00e3o. Por meio do projeto, \u00e9 poss\u00edvel identificar as \u00e1reas com maior incid\u00eancia de atritos e direcionar pol\u00edticas ambientais de forma mais eficaz.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Conflitos entre a fauna e os humanos sempre existiram. O que acontece \u00e9 que temos agravantes como a explora\u00e7\u00e3o, o desmatamento, a perda de habitat, o avan\u00e7o das fronteiras agr\u00edcolas, a supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa\u2026 Tudo isso aproxima pessoas de fauna silvestre, gerando atrito. Al\u00e9m disso, desastres ambientais, como foi o caso de Mariana e Brumadinho, acentuam esses problemas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Adriano Paglia, professor de Ecologia da UFMG<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O estado de Minas Gerais, com sua elevada biodiversidade, conta com mais de 700 esp\u00e9cies de mam\u00edferos. Todas elas, em maior ou menor grau, mant\u00eam certa intera\u00e7\u00e3o com popula\u00e7\u00f5es humanas. No entanto, fica claro que algumas esp\u00e9cies sofrem mais do que outras com essa proximidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs <strong><em>esp\u00e9cies cineg\u00e9ticas<\/em><\/strong> &#8211; que sofrem grande press\u00e3o de ca\u00e7a ou s\u00e3o predadas &#8211; s\u00e3o as mais impactadas, seja pela ca\u00e7a para alimenta\u00e7\u00e3o, pela demanda como animais de estima\u00e7\u00e3o ou pelo tr\u00e1fico de fauna silvestre. Por isso, elas frequentemente demandam maior urg\u00eancia em a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o\u201d,<strong> <\/strong>aponta Adriano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"695c4f\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"270\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.30.54.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19787 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #695c4f; width:649px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.30.54.webp 480w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.30.54-300x169.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.30.54-370x208.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.30.54-270x152.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.30.54-150x84.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O lobo-guar\u00e1 \u00e9 um exemplo de esp\u00e9cie cineg\u00e9tica. \/ Imagem: Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Ci\u00eancia que protege- conserva\u00e7\u00e3o da fauna silvestre\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hMtFS3O7BuA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m disso, as pesquisas desenvolvidas pelo LEC\/UFMG desempenham um papel importante nas decis\u00f5es do poder p\u00fablico, especialmente na Secretaria do Meio Ambiente, contribuindo para a cria\u00e7\u00e3o de parques e o planejamento zoobot\u00e2nico de Belo Horizonte.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As iniciativas incluem a discuss\u00e3o sobre como aumentar a efic\u00e1cia na gest\u00e3o das \u00e1reas protegidas do munic\u00edpio, com foco na cria\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es verdes \u2014 corredores de biodiversidade que ligam essas \u00e1reas. O objetivo \u00e9 orientar a Prefeitura sobre os locais ideais e as melhores estrat\u00e9gias para promover essa conectividade.<\/p>\n\n\n\n<p>O bi\u00f3logo Arthur Soares explicou como seu projeto de doutorado aborda essa tem\u00e1tica, fornecendo subs\u00eddios te\u00f3ricos que fortalecem a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o da fauna e promovendo uma educa\u00e7\u00e3o ambiental mais acess\u00edvel e criteriosa para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>A ideia central \u00e9 explorar a rela\u00e7\u00e3o entre a distribui\u00e7\u00e3o da fauna silvestre e os elementos da paisagem urbana de Belo Horizonte que influenciam essa din\u00e2mica. Os dados que utilizamos s\u00e3o obtidos de fontes governamentais, ambientalistas e, tamb\u00e9m, por meio da ci\u00eancia cidad\u00e3, que incorpora a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no desenvolvimento desses estudos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Arthur Soares, doutorando de ecologia da UFMG<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O intuito do trabalho \u00e9 compreender como a disposi\u00e7\u00e3o de elementos urbanos, como edifica\u00e7\u00f5es, arranha-c\u00e9us e estacionamentos, influencia a dispers\u00e3o dos organismos. Com base nessas informa\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel criar representa\u00e7\u00f5es que orientem a conectividade urbana, permitindo a\u00e7\u00f5es como o reflorestamento e o manejo adequado das esp\u00e9cies, auxiliando na redu\u00e7\u00e3o de conflitos e promovendo a conserva\u00e7\u00e3o desses animais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Ci\u00eancia que protege - pesquisa da fauna silvestre\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e7Ryyd8qB0E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trabalho do Ibama<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre os muitos condom\u00ednios e avenidas do centro de Belo Horizonte, o pr\u00e9dio do Ibama n\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira vista; ele se integra ao cen\u00e1rio urbano e passa despercebido para quem n\u00e3o o procura. A surpresa, no entanto, est\u00e1 em seu interior: um amplo espa\u00e7o repleto de plantas, p\u00e1ssaros e p\u00e9s de jambo revelam sua verdadeira ess\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"margin-bottom: 20px;\">\n  <iframe loading=\"lazy\" \n    width=\"100%\" \n    height=\"166\" \n    scrolling=\"no\" \n    frameborder=\"no\" \n    allow=\"autoplay\" \n    src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcolabpucminas%2Fsons-de-passaros-ibama%3Futm_source%3Dclipboard%26utm_medium%3Dtext%26utm_campaign%3Dsocial_sharing%26si%3D332dd98d8071401da8ce773aa6611a54&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true\">\n  <\/iframe>\n  <div style=\"font-size: 10px; color: #cccccc; line-break: anywhere; word-break: normal; overflow: hidden; white-space: nowrap; text-overflow: ellipsis; font-family: Arial, sans-serif; font-weight: 100;\">\n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\" \n       title=\"Colab PUC Minas\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Colab PUC Minas\n    <\/a> \n    \u00b7 \n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\/sons-de-passaros-ibama?utm_source=clipboard&amp;utm_medium=text&amp;utm_campaign=social_sharing&amp;si=332dd98d8071401da8ce773aa6611a54\" \n       title=\"Sons de P\u00e1ssaros - IBAMA\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Sons de P\u00e1ssaros &#8211; IBAMA\n    <\/a>\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ibama\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama)<\/a> exerce variadas fun\u00e7\u00f5es, incluindo a fiscaliza\u00e7\u00e3o de atividades no meio ambiente, o licenciamento ambiental, o monitoramento de crimes ambientais e a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o ambiental. Al\u00e9m disso, o \u00f3rg\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela autoriza\u00e7\u00e3o de uso de recursos naturais e pela gest\u00e3o das unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se trata de animais silvestres, a atua\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada para a prote\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas. O Ibama recebe diariamente muitos resgates, principalmente de aves, gamb\u00e1s e micos na regi\u00e3o metropolitana de BH. Daniel Vilela, analista ambiental do Ibama, esclarece que h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre resgates e apreens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cResgate ocorre quando um animal est\u00e1 ferido ou necessita de atendimento urgente, enquanto apreens\u00e3o diz respeito ao combate ao tr\u00e1fico de animais silvestres, sendo estes resultados de atividades criminosas\u201d, explica Vilela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"544f3c\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #544f3c;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-1024x768.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19799 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-2048x1536.webp 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-09-at-11.41.52-150x113.webp 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gaiolas apreendidas pelo Ibama \/ Foto: Let\u00edcia Torres<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da apreens\u00e3o e do resgate, tamb\u00e9m existem casos de entrega volunt\u00e1ria de animais, ou seja, situa\u00e7\u00f5es em que pessoas entregam espontaneamente animais silvestres que possuem em sua guarda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOutro dia, um senhor de 80 anos trouxe um jabuti que estava em sua fam\u00edlia antes mesmo de ele nascer. Ap\u00f3s a entrega, o animal fica sob os nossos cuidados\u201d, conta Daniel.<\/p>\n\n\n\n<p>O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado no Ibama, disp\u00f5e de uma sala de quarentena, dep\u00f3sito e ala veterin\u00e1ria pr\u00f3pria, equipada para realizar consultas, cirurgias e atendimentos aos animais que chegam. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um espa\u00e7o destinado ao cuidado e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o desses bichos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"828078\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #828078;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-1024x768.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19800 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-1024x768.webp 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-300x225.webp 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-768x576.webp 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-370x278.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-270x203.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-570x428.webp 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-740x555.webp 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-80x60.webp 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12-150x113.webp 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-13.02.12.webp 1600w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cl\u00ednica do Ibama em Belo Horizonte \/ Foto: Helena Drummond<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para os animais de grande porte, a sede do Ibama disp\u00f5e de uma fazenda em Bar\u00e3o de Cocais, com \u00e1reas amplas para a recupera\u00e7\u00e3o dos esp\u00e9cimes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse trabalho de resgate e reabilita\u00e7\u00e3o conta com parcerias entre diversos entes p\u00fablicos e privados, incluindo institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, como o Instituto <a href=\"https:\/\/waita.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Waita<\/a>, os bombeiros e o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais (MPMG).<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel enfatiza que a disponibilidade de recursos e parcerias veio melhorando consideravelmente desde 2022. A equipe foi ampliada, e centros de reabilita\u00e7\u00e3o, como o de Bar\u00e3o de Cocais, foram estabelecidos. Al\u00e9m disso, a possibilidade de converter multas ambientais para a melhoria da infraestrutura e dos insumos utilizados no tratamento dos animais foi um grande motivador desses avan\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as urg\u00eancias surgindo a todo momento, ter uma rede de contatos \u00e9 fundamental para agir com rapidez, algo essencial no trabalho de resgate de animais. No entanto, uma inimiga persistente ainda dificulta essa miss\u00e3o: a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Nosso trabalho \u00e9 extremamente importante e complexo, mas infelizmente existe a falsa ideia de que, ao ser levado ao Ibama, o animal ser\u00e1 sacrificado. Na realidade, fazemos tudo o que est\u00e1 ao nosso alcance para garantir o bem-estar do animal, contando tamb\u00e9m com o apoio de nossos parceiros nessa miss\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Daniel Vilela,  analista ambiental do Ibama<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"margin-bottom: 20px;\">\n  <iframe loading=\"lazy\" \n    width=\"100%\" \n    height=\"166\" \n    scrolling=\"no\" \n    frameborder=\"no\" \n    allow=\"autoplay\" \n    src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcolabpucminas%2Fdaniel-vilela-divulgacao-do-trabalho-do-ibama%3Futm_source%3Dclipboard%26utm_medium%3Dtext%26utm_campaign%3Dsocial_sharing%26si%3Dbaf237da38fb4c828f278025577ee5fd&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true\">\n  <\/iframe>\n  <div style=\"font-size: 10px; color: #cccccc; line-break: anywhere; word-break: normal; overflow: hidden; white-space: nowrap; text-overflow: ellipsis; font-family: Arial, sans-serif; font-weight: 100;\">\n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\" \n       title=\"Colab PUC Minas\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Colab PUC Minas\n    <\/a> \n    \u00b7 \n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\/daniel-vilela-divulgacao-do-trabalho-do-ibama?utm_source=clipboard&amp;utm_medium=text&amp;utm_campaign=social_sharing&amp;si=baf237da38fb4c828f278025577ee5fd\" \n       title=\"Daniel Vilela: Divulga\u00e7\u00e3o do trabalho do IBAMA\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Daniel Vilela: Divulga\u00e7\u00e3o do trabalho do IBAMA\n    <\/a>\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Com carinho, Daniel compartilha a hist\u00f3ria de Bia, uma on\u00e7a-pintada resgatada pelo Ibama ap\u00f3s um atropelamento. Depois de receber tratamento e cuidados no Zool\u00f3gico de Belo Horizonte, Bia foi solta este ano e, hoje, segue sendo monitorada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ela \u00e9 uma on\u00e7a linda e jovem, tem uns 3 anos. A soltamos no Parque Nacional da Serra do Cip\u00f3, pr\u00f3ximo a uma \u00e1rea onde realizamos outra soltura alguns anos atr\u00e1s. Esper\u00e1vamos que ela cruzasse com outro indiv\u00edduo e, quem sabe, se reproduzisse&#8221;, conta Daniel.<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento deve ocorrer pelo per\u00edodo de um ano e \u00e9 essencial para acompanhar a localiza\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, seus h\u00e1bitos e como ela est\u00e1 se adaptando ao ambiente natural.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Fauna Viva- soltura de animais silvestres em Minas Gerais\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/diIp2GjkgEU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cen\u00e1rio do resgate de animais silvestres em Minas Gerais<\/h2>\n\n\n\n<p>No Brasil, os servi\u00e7os de resgate de animais silvestres t\u00eam ganhado aten\u00e7\u00e3o, especialmente em Minas Gerais, onde o aumento do contato entre fauna e \u00e1reas urbanas tem levado a uma maior demanda por interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o<a href=\"https:\/\/www.bombeiros.mg.gov.br\/minas-registra-aumento-na-captura-de-animais-silvestres-e-trabalho-do-cbmmg-e-essencial-para-preservar-o-equilibrio-da-fauna-no-estado\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), entre 2019 e 2020,<\/a> foram resgatados e devolvidos \u00e0 natureza mais de 11 mil animais no estado. Muitos deles foram e ainda s\u00e3o encaminhados<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/noticias\/ministerio-do-meio-ambiente-lanca-programa-resgate\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> ao Centro de Triagem de Animais Silvestres<\/a> (Cetas) para recupera\u00e7\u00e3o e, se necess\u00e1rio, recebem tratamento antes da soltura na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Presentes em cinco cidades de diferentes regi\u00f5es de Minas Gerais &#8211; Belo Horizonte, Divin\u00f3polis, Juiz de Fora, Montes Claros e Patos de Minas &#8211; os Cetas (Centros de Triagem de Animais Silvestres) s\u00e3o respons\u00e1veis por receber animais provenientes de apreens\u00f5es, entregas volunt\u00e1rias de pessoas que mant\u00eam esp\u00e9cies ilegalmente, al\u00e9m daqueles recolhidos em \u00e1reas urbanas ou em estradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os profissionais desses centros tamb\u00e9m cuidam de filhotes e animais feridos resgatados pela popula\u00e7\u00e3o. Anualmente, milhares de animais s\u00e3o recebidos, reabilitados e, sempre que poss\u00edvel, devolvidos \u00e0 natureza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Encontrei um animal silvestre, e agora? <\/h2>\n\n\n\n<p>Antes de acionar o Ibama ou outros \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelo resgate, \u00e9 essencial avaliar a situa\u00e7\u00e3o para determinar quando a interven\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria. O resgate de um animal silvestre deve ser feito apenas quando h\u00e1 risco para o animal ou para as pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma figura muito conhecida entre os belo-horizontinos \u00e9 o jacar\u00e9 da Pampulha. A lagoa da Pampulha, um dos principais pontos tur\u00edsticos de Belo Horizonte, est\u00e1 localizada em uma regi\u00e3o rica em \u00e1rea verde, que serve como habitat natural para diversos animais, incluindo os jacar\u00e9s de papo amarelo. <\/p>\n\n\n\n<p>Animais como estes ilustram bem situa\u00e7\u00f5es em que o resgate n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, e os pedidos acabam n\u00e3o sendo atendidos. Por n\u00e3o representarem risco para os humanos e por fazerem parte da biodiversidade local, os profissionais da \u00e1rea entendem que esses animais n\u00e3o devem ser removidos do ambiente onde vivem, a fim de evitar o desequil\u00edbrio ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da entrega volunt\u00e1ria, que pode ser feita diariamente no Cetas-BH, os resgates em locais de Belo Horizonte s\u00e3o realizados pelos bombeiros, Ibama e WAITA, instituto de conserva\u00e7\u00e3o parceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, Daniel Vilela, analista ambiental e veterin\u00e1rio do Ibama, explica que, quando o animal \u00e9 de grande porte ou apresenta muito risco, como uma on\u00e7a, por quest\u00e3o de seguran\u00e7a, o resgate \u00e9 feito pelo Ibama e jamais pelos bombeiros. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Existe a conten\u00e7\u00e3o f\u00edsica, utilizando luvas, cordas ou redes, ou conten\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, que s\u00e3o dardos com rem\u00e9dios preparados por veterin\u00e1rios. Alguns animais necessitam da conten\u00e7\u00e3o qu\u00edmica para o resgate, e esse procedimento s\u00f3 pode ser realizado com a supervis\u00e3o de um profissional veterin\u00e1rio\u201d, conta Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma cidade que se moderniza e cresce, a tarefa de preservar a natureza requer n\u00e3o apenas esfor\u00e7o t\u00e9cnico, mas tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o de uma nova cultura de conviv\u00eancia e respeito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fim da entrevista, o ambientalista pediu para compartilhar com os leitores do Colab uma importante reflex\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Precisamos aprender a conviver com os animais no ambiente urbano. N\u00e3o se trata mais de algo tempor\u00e1rio ou opcional; o conflito entre seres humanos e fauna urbana tende a aumentar. Devemos, portanto, encontrar maneiras de minimizar esses contatos de forma respons\u00e1vel. Retirar os animais n\u00e3o resolve, pois esses espa\u00e7os ser\u00e3o rapidamente reocupados. As \u00e1reas urbanas est\u00e3o se tornando o lar de esp\u00e9cies que conseguiram se adaptar e n\u00e3o h\u00e1 como falar em resgate sem compreender essa realidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Daniel Vilela,  analista ambiental do Ibama<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre o passo a passo, utilize o QRcode a seguir para acessar uma cartilha preparada pelo Ibama.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"a6a6a6\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"486\" height=\"493\" sizes=\"auto, (max-width: 486px) 100vw, 486px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-11.12.16.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-19804 not-transparent\" style=\"--dominant-color: #a6a6a6; width:304px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-11.12.16.webp 486w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-11.12.16-296x300.webp 296w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-11.12.16-370x375.webp 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-11.12.16-270x274.webp 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-11.12.16-96x96.webp 96w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-08-at-11.12.16-150x152.webp 150w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Confira tamb\u00e9m a explica\u00e7\u00e3o de Lucila Pozzi, veterin\u00e1ria de animais silvestres, sobre o funcionamento dos resgates.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"margin-bottom: 20px;\">\n  <iframe loading=\"lazy\" \n    width=\"100%\" \n    height=\"166\" \n    scrolling=\"no\" \n    frameborder=\"no\" \n    allow=\"autoplay\" \n    src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcolabpucminas%2Fpasso-a-passo-resgate-de-fauna%3Futm_source%3Dclipboard%26utm_medium%3Dtext%26utm_campaign%3Dsocial_sharing%26si%3Db874ee916d7b4f1da72a9e6cd7d89b6f&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true\">\n  <\/iframe>\n  <div style=\"font-size: 10px; color: #cccccc; line-break: anywhere; word-break: normal; overflow: hidden; white-space: nowrap; text-overflow: ellipsis; font-family: Arial, sans-serif; font-weight: 100;\">\n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\" \n       title=\"Colab PUC Minas\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Colab PUC Minas\n    <\/a> \n    \u00b7 \n    <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/colabpucminas\/passo-a-passo-resgate-de-fauna?utm_source=clipboard&amp;utm_medium=text&amp;utm_campaign=social_sharing&amp;si=b874ee916d7b4f1da72a9e6cd7d89b6f\" \n       title=\"Passo a passo: Resgate de fauna\" \n       target=\"_blank\" \n       style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\">\n      Passo a passo: Resgate de fauna\n    <\/a>\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DDcnNEvRjtq\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\"background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 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