{"id":16942,"date":"2024-07-02T19:06:38","date_gmt":"2024-07-02T22:06:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=16942"},"modified":"2025-06-04T18:04:06","modified_gmt":"2025-06-04T21:04:06","slug":"o-trem-bao-e-arretado-o-nordeste-cria-vida-em-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/o-trem-bao-e-arretado-o-nordeste-cria-vida-em-bh\/","title":{"rendered":"\u00d4 trem b\u00e3o e arretado: o\u00a0 Nordeste cria vida em BH"},"content":{"rendered":"\n<p>Imagine a combina\u00e7\u00e3o irresist\u00edvel de um bom caldo de canjica doce, o som contagiante do forr\u00f3 \u201cP\u00e9 de Serra\u201d e as cores vibrantes das bandeirinhas de festa junina. Agora, imagine essa cena acontecendo no cora\u00e7\u00e3o de Minas Gerais. Voc\u00ea j\u00e1 se perguntou como uma celebra\u00e7\u00e3o t\u00e3o tipicamente nordestina se tornou uma tradi\u00e7\u00e3o t\u00e3o amada pelos mineiros?<\/p>\n\n\n\n<p>Minas Gerais &#8220;adotou&#8221; a cultura do Nordeste? Ou h\u00e1 algo mais nessa hist\u00f3ria?<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta \u00e9 t\u00e3o surpreendente quanto inesperada, como a hist\u00f3ria de dois personagens fora das linhas do territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, em Angola, Fernanda Medeiros e Diogo Medeiros cruzaram seus caminhos. Diogo, um cantor de forr\u00f3 pernambucano em in\u00edcio de carreira, e Fernanda, uma mineira que j\u00e1 residia no pa\u00eds h\u00e1 seis anos, ap\u00f3s se apaixonarem, casarem, terem filhos e escolherem Belo Horizonte como palco da uni\u00e3o de duas culturas, criaram o Canto de Mainha.<\/p>\n\n\n\n<p>O restaurante, especializado em culin\u00e1ria nordestina (mas com um toque bem mineiro!), foi carinhosamente nomeado em homenagem \u00e0s m\u00e3es e ao aconchego que a palavra &#8220;canto&#8221; representa no Nordeste do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria do casal se confunde com a presen\u00e7a nordestina em BH: o Nordeste veio para Minas e, a partir dessa uni\u00e3o, criou-se algo novo que n\u00e3o \u00e9 \u201cnem de l\u00e1 nem de c\u00e1\u201d, como dizem alguns mineiros. Isso n\u00e3o se limita apenas \u00e0 festa junina e \u00e0 culin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das caracter\u00edsticas do povo mineiro \u00e9 a hospitalidade. Esse atributo explica a receptividade dos mineiros com migrantes de outros estados. Em 2022, o \u00faltimo Censo do <a href=\"https:\/\/cidades.ibge.gov.br\/brasil\/mg\/belo-horizonte\/pesquisa\/10102\/122229\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/a>, revelou como se organiza o fluxo migrat\u00f3rio na capital. Atualmente, BH conta com uma popula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 2.4 milh\u00f5es de pessoas, o percentual de migrantes nordestinos \u00e9 de quase 2% de habitantes do munic\u00edpio, o que equivale a 66,6% de toda a porcentagem de migrantes totais de Belo Horizonte; a cada tr\u00eas migrantes que habitam a cidade, dois v\u00eam da regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16947\" style=\"width:651px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-370x208.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-270x152.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-570x321.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-740x416.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3-150x84.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/1-3.jpg 1920w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Arte por autores<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da afinidade cultural, outros aspectos podem ser apontados como causas para esse fen\u00f4meno. Fatores ligados a emprego e renda tamb\u00e9m podem ter papel decisivo sobre esse fluxo migrat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, ter o trabalho como principal fonte de renda domiciliar \u00e9 uma caracter\u00edstica 10% mais forte na regi\u00e3o Sudeste em compara\u00e7\u00e3o com o Nordeste. Quanto aos aspectos salariais, a renda domiciliar per capita na capital mineira supera a m\u00e9dia nordestina, com valores de R$1.505 e R$1.011, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16948\" style=\"width:648px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-370x208.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-270x152.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-570x321.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-740x416.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5-150x84.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2-5.jpg 1920w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Arte por autores<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com o fluxo migrat\u00f3rio do Nordeste para BH, a tend\u00eancia \u00e9 que, com o passar dos anos, as tradi\u00e7\u00f5es e costumes passem por um processo de adapta\u00e7\u00e3o. Com a fus\u00e3o de culturas, o novo surge e \u00e9 manifesto na dan\u00e7a, festas t\u00edpicas e na gastronomia, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A viagem que mudou tudo&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante uma viagem em fam\u00edlia para Aracaju (SE), em julho de 2012, a mineira Cleide Duarte experimentou a macaxeira de forno. O prato t\u00edpico, que encantou o paladar da ent\u00e3o comerciante, foi o pontap\u00e9 para a idealiza\u00e7\u00e3o de um restaurante especializado em comida nordestina.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dona Ful\u00f4, que atualmente atende moradores de Belo Horizonte e da Regi\u00e3o Metropolitana, foi inaugurado em novembro de 2013, h\u00e1 pouco mais de um ano ap\u00f3s a visita de sua criadora \u00e0 capital de Sergipe. Durante esse per\u00edodo, mesmo dividindo a aten\u00e7\u00e3o e o tempo com as vendas na papelaria da fam\u00edlia, Cleide criou sua pr\u00f3pria receita de macaxeira ao forno, que \u00e9 o carro chefe da casa.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira unidade do restaurante, instalado em Betim, na Grande BH, iniciou as atividades em um espa\u00e7o para 64 pessoas. Pouco mais de um m\u00eas ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o, foi necess\u00e1rio comprar mais dez jogos de mesa e estender o atendimento para a cal\u00e7ada do estabelecimento. Apesar do sucesso do Dona Ful\u00f4, Cleide notou que, no in\u00edcio, os clientes tinham resist\u00eancia em experimentar os pratos tipicamente nordestinos. \u201cA casa estava cheia de pessoas comendo fil\u00e9 com fritas e essa n\u00e3o era a minha proposta\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Para reverter a situa\u00e7\u00e3o, o restaurante come\u00e7ou a oferecer um menu degusta\u00e7\u00e3o para que as pessoas pudessem conhecer e desmistificar a impress\u00e3o que possu\u00edam dos pratos. A iniciativa deu t\u00e3o certo que, atualmente, o que o restaurante menos vende \u00e9 o fil\u00e9 com fritas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"878\" height=\"662\" sizes=\"auto, (max-width: 878px) 100vw, 878px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16974\" style=\"width:649px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n.jpg 878w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n-300x226.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n-768x579.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n-370x279.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n-270x204.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n-570x430.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n-740x558.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n-80x60.jpg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/434856566_18017774642473613_1881430850945571682_n-150x113.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Croquete de Jerimum, Risole de Carne de Sol, Dadinho de Tapioca \n e Casquinha de Siri s\u00e3o as entradas mais pedidas do Dona Ful\u00f4 | Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante a pandemia, em 2021, uma nova unidade do Dona Ful\u00f4 foi inaugurada. Localizada na regi\u00e3o Centro-sul de Belo Horizonte, a casa tem a mesma ess\u00eancia da primeira. Ao entrar no restaurante, os clientes se deparam com ambientes coloridos, repletos de itens de decora\u00e7\u00e3o e m\u00fasicas nordestinas. Colaboradores vestidos com os trajes de Lampi\u00e3o e Maria Bonita, tamb\u00e9m d\u00e3o o tom da atmosfera que atinge o seu \u00e1pice com a mistura de sabores dos pratos e drinks.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das cria\u00e7\u00f5es mais ousadas e originais de Cleide \u00e9 a caipirinha de coentro. Conhecido pelo cheiro e gosto marcante, o tempero tipicamente usado na culin\u00e1ria nordestina se harmoniza com doses de cacha\u00e7a. \u201cAs pessoas estranharam no in\u00edcio, mas vi que minha cria\u00e7\u00e3o deu certo quando um chefe de cozinha que eu admiro muito veio no Dona Ful\u00f4 e disse que esse era o drink mais gostoso que ele tinha experimentado na vida\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C3vu1pouk1x\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C3vu1pouk1x\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div><\/div><\/div><div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div> <div style=\"display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;\"><svg width=\"50px\" height=\"50px\" viewBox=\"0 0 60 60\" version=\"1.1\" xmlns=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"https:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\"><g stroke=\"none\" stroke-width=\"1\" fill=\"none\" fill-rule=\"evenodd\"><g transform=\"translate(-511.000000, -20.000000)\" fill=\"#000000\"><g><path d=\"M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631\"><\/path><\/g><\/g><\/g><\/svg><\/div><div style=\"padding-top: 8px;\"> <div style=\" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C3vu1pouk1x\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Dona Ful\u00f4 BH\ud83c\udf35| Culin\u00e1ria Nordestina (@donafulobh)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote> <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>Em outra viagem, h\u00e1 mais 6.600 km de Belo Horizonte, os propriet\u00e1rios do restaurante Canto de Mainha, Fernanda e Diogo, se encontraram e descobriram algo em comum: o amor pelo Nordeste. A jun\u00e7\u00e3o dos dois n\u00e3o poderia resultar em algo que n\u00e3o fosse a uni\u00e3o das culturas dos estados, combinando o que \u00e9 do Nordeste com um toque mineiro. Eles conseguiram dar vida a esse sentimento atrav\u00e9s da gastronomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto os estados do Nordeste quanto Minas Gerais possuem a gastronomia como um ponto forte, e isso foi uma quest\u00e3o essencial na hora de idealizar o Canto de Mainha, especialmente ao elaborar o card\u00e1pio. No come\u00e7o, o casal, que havia rec\u00e9m-adquirido o local, manteve alguns pratos tradicionais mineiros para n\u00e3o assustar a clientela e foi adaptando o card\u00e1pio aos poucos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1350\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16975\" style=\"width:650px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n.jpg 1080w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n-240x300.jpg 240w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n-819x1024.jpg 819w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n-768x960.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n-370x463.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n-270x338.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n-570x713.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n-740x925.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/441270084_1266279384347509_7941908353681895887_n-150x188.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cuzcuz do Canto de Mainha \u00e9 um dos pratos mais pedidos | Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A culin\u00e1ria mineira deriva muito das tradi\u00e7\u00f5es caipiras, tendo a cebola e o alho como base dos pratos. Em contraponto, a culin\u00e1ria nordestina usa mais frutos do mar e ra\u00edzes. O tempero forte tamb\u00e9m \u00e9 uma caracter\u00edstica marcante, com o uso do dend\u00ea, t\u00edpico de Salvador, Bahia, e principalmente o coentro. Fernanda diz que quase todos os pratos da casa levam coentro, mas em uma quantidade menor do que \u00e9 consumido no Nordeste, pois muitos mineiros n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o adeptos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para adaptar os pratos ao paladar mineiro, o casal fez algumas mudan\u00e7as: substitu\u00edram o arrumadinho de charque pela carne de sol, reduziram a quantidade de coentro e trocaram o feij\u00e3o-verde pelo feij\u00e3o-fradinho, que \u00e9 mais acess\u00edvel na regi\u00e3o. A moqueca \u00e9 outro prato que ganhou destaque no card\u00e1pio, combinando perfeitamente os sabores das duas culturas.<\/p>\n\n\n\n<p>A culin\u00e1ria pernambucana, por sua vez, tamb\u00e9m marcante, influenciou fortemente o card\u00e1pio do Canto de Mainha, trazendo pratos como o bolo de rolo e o cartola, que s\u00e3o sucessos entre os clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;Canto de Mainha&#8221; n\u00e3o \u00e9 apenas um restaurante, mas uma uni\u00e3o entre culturas, sabores e tradi\u00e7\u00f5es. Diogo e Fernanda conseguiram criar um espa\u00e7o onde a gastronomia \u00e9 o ponto de encontro e celebra\u00e7\u00e3o das suas hist\u00f3rias e paix\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gastronomia do nordeste brilha em BH\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3Iw2KCqieLo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Festa Junina em BH com toque nordestino<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando falamos em manifesta\u00e7\u00f5es culturais nordestinas, as festas juninas imediatamente v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a. A regi\u00e3o Nordeste \u00e9 um polo de concentra\u00e7\u00e3o dos principais arrai\u00e1s do Brasil, como os de Caruaru, em Pernambuco, Campina Grande, na Para\u00edba, e Mossor\u00f3, no Rio Grande do Norte, internacionalmente conhecidos. As festas juninas, arrai\u00e1s ou festas de S\u00e3o Jo\u00e3o, o \u201cSanto Festeiro\u201d, comemorado no dia 24 de junho, s\u00e3o momentos de grande celebra\u00e7\u00e3o Brasil afora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Belo Horizonte, n\u00e3o \u00e9 diferente. O tradicional <a href=\"https:\/\/portalbelohorizonte.com.br\/arraial\">\u201cArrai\u00e1 de Bel\u00f4\u201d <\/a>chega \u00e0 45\u00aa edi\u00e7\u00e3o em 2024. Segundo a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte, a Belotur, o festejo \u00e9 o mais representativo da Regi\u00e3o Sul e Sudeste do Brasil, pela valoriza\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 cultura e tradi\u00e7\u00f5es que envolvem o per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Arraial de Belo Horizonte j\u00e1 foi considerado pelo Minist\u00e9rio do Turismo e pela Embratur como um dos cinco maiores destinos tur\u00edsticos do per\u00edodo, ao lado de Bragan\u00e7a (PA), Campina Grande (PB), Corumb\u00e1 (MS) e S\u00e3o Lu\u00eds (MA).<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de quadrilha <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/quadrilha_casa_do_chapeu\/\">\u201cCasa do Chap\u00e9u\u201d<\/a>, do bairro Caetano Furquim, na regi\u00e3o Leste de Belo Horizonte, \u00e9 uma das quadrilhas que se apresenta no \u201cArrai\u00e1 de Bel\u00f4\u201d. O grupo que, em 2005, foi campe\u00e3o da regional Leste, surgiu em 2002, a partir de uma tradi\u00e7\u00e3o familiar que sempre esteve ligada \u00e0s festas juninas. Atualmente, a quadrilha faz parte do grupo de acesso do Arrai\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos preparativos para apresenta\u00e7\u00e3o, o grupo tem o objetivo de fornecer assist\u00eancia a jovens e pessoas em vulnerabilidade social.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Eu abri isso aqui e estou construindo mais para ajudar os jovens, adolescentes e as pessoas carentes. Tem gente que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de comprar um sapato, um chap\u00e9u. A gente t\u00e1 aqui d\u00e1 oportunidade a pessoas da periferia de participar de um grupo. Tem muitos grupos que fecham as portas para essas pessoas\u201d<\/p>\n<cite>Adriene Barbosa, presidente da Casa do Chap\u00e9u<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Neste ano, as expectativas do grupo para o Arrai\u00e1 de Bel\u00f4 s\u00e3o altas, segundo Pedro Henrique Barbosa de Jesus, o marcador da Casa do Chap\u00e9u, respons\u00e1vel por conduzir a dan\u00e7a. \u201cEu acho que este ano vai ser maior ainda, \u00e9 um reflexo maior. A gente vai sair de uma pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em reforma, onde na arquibancada cabem 5 mil (pessoas), e a gente vai para o Mineirinho, com capacidade para 30 mil pessoas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1709\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16972\" style=\"width:650px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-570x381.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-740x494.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20230722-grupodeacesso-06casadochapeu-052cesartropia-1-150x100.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Casa do Chap\u00e9u no Arrai\u00e1 de Bel\u00f4 2023 | Foto: C\u00e9sar Tropia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Embora as tradi\u00e7\u00f5es nordestinas nas festas juninas influenciem todo o Brasil, Belo Horizonte, e Minas Gerais, como um todo, j\u00e1 s\u00e3o consolidadas neste cen\u00e1rio. A originalidade da quadrilha mineira \u00e9, inclusive, crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o do j\u00fari para o Arrai\u00e1 de Bel\u00f4.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o tema da Casa do Chap\u00e9u no Arrai\u00e1 de Bel\u00f4 foi Lampi\u00e3o e Maria Bonita, duas figuras tipicamente nordestinas \u2014 o que n\u00e3o foi bem visto pelos jurados. \u201cNesse ano, no olhar criterioso dos ju\u00edzes, eles falaram que a gente n\u00e3o podia entrar \u2018muito nordestino\u2019 porque cada estado tem a sua cultura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o marcador: \u201cn\u00e3o \u00e9 um preconceito, mas parte da ideia de que Minas Gerais tem que ter o seu estilo de dan\u00e7a, Caruaru tem que ter o seu estilo de dan\u00e7a. Isso est\u00e1 no regulamento: tem que ter passos tipicamente junino-mineiro\u201d. Pedro Henrique conta que acredita que a uni\u00e3o entre as duas culturas traz bons resultados. \u201cEu concordo e discordo (com o regulamento), n\u00f3s estamos no Brasil, um local que \u00e9 tudo misturado. Se a gente traz uma cultura e mistura com a nossa, eu acho que fica legal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, o Arrai\u00e1 ocorre nos dias 20, 21, 27 e 28 de julho e foca em tr\u00eas grandes eixos: a apresenta\u00e7\u00e3o das tradicionais quadrilhas da cidade, shows musicais, com artistas locais e nacionais, e atividades gastron\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fus\u00e3o junina<\/h2>\n\n\n\n<p>O &#8220;trem b\u00e3o&#8221; das tradi\u00e7\u00f5es mineiras se mistura com o &#8220;arretado&#8221; da cultura nordestina, criando uma festa vibrante e \u00fanica. Mauro Henrique de Oliveira Melo possui 35 anos de experi\u00eancia em quadrilhas juninas. Al\u00e9m de dan\u00e7arino no grupo Forr\u00f3 de Minas, que se apresenta no Arrai\u00e1 de Bel\u00f4, tamb\u00e9m \u00e9 artes\u00e3o e propriet\u00e1rio do Ateli\u00ea M&amp;M Artes e Cria\u00e7\u00f5es, que confecciona roupas juninas para todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, Mauro \u00e9 respons\u00e1vel pelas vestimentas de tr\u00eas quadrilhas do Arrai\u00e1 de Bel\u00f4, incluindo a sua. Ele tamb\u00e9m vestir\u00e1 quadrilhas do Maranh\u00e3o e de Sergipe, no Nordeste, Sete Lagoas, Lagoa Santa e Bocai\u00fava, em Minas, e no Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Me sinto muito honrado e eu acredito que, da mesma forma que n\u00f3s mineiros temos um olhar voltado para a cultura nordestina, no que se refere ao S\u00e3o Jo\u00e3o, eles tamb\u00e9m come\u00e7aram, h\u00e1 um certo tempo, a ter um olhar para Minas Gerais\u201d<\/p>\n<cite>Mauro Henrique, artes\u00e3o e propriet\u00e1rio do Ateli\u00ea M&amp;M Artes e Cria\u00e7\u00f5es<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mauro Henrique tamb\u00e9m acredita nos benef\u00edcios culturais da uni\u00e3o entre as quadrilhas juninas mineiras e nordestinas. \u201cCada ano que passa, Minas tem se consolidado no cen\u00e1rio junino. Hoje, eu me sinto um mineiro privilegiado em vestir noivas, que s\u00e3o refer\u00eancias no S\u00e3o Jo\u00e3o a n\u00edvel Brasil. Eu acredito que essa fus\u00e3o vai trazer muitos bons resultados, tanto para o Nordeste, quanto para Minas Gerais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as quadrilhas mineiras e nordestinas compartilhem a mesma ess\u00eancia \u2014 e, em alguns casos, at\u00e9 o mesmo artes\u00e3o \u2014, h\u00e1 diferen\u00e7as not\u00e1veis. Mauro Henrique \u2014 que, inclusive, j\u00e1 viajou para estados nordestinos para se apresentar \u2014 explica essas singularidades: \u201cO que \u00e9 mais marcante de diferen\u00e7a nas quadrilhas juninas mineiras e do Nordeste, \u00e9 a aus\u00eancia do marcador. No Nordeste, hoje, a gente sabe que s\u00e3o poucas as quadrilhas que tem a presen\u00e7a afirmada do marcador dando os comandos. A quadrilha nordestina \u00e9 muito dan\u00e7ada em cima da m\u00fasica, enquanto Minas Gerais precisa que o marcador esteja presente para dar os comandos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>As diferen\u00e7as tamb\u00e9m s\u00e3o percept\u00edveis nos figurinos, dan\u00e7as e nas figuras que comp\u00f5em as quadrilhas. Segundo Mauro Henrique: \u201ca quadrilha junina mineira \u00e9 dan\u00e7ada em roda, j\u00e1 a nordestina, \u00e9 dan\u00e7ada em blocos, em m\u00f3dulos. Ent\u00e3o, tem passos tradicionais: \u2018caminho da ro\u00e7a\u2019, \u2018ponte\u2019, \u2018rato\u2019, \u2018on\u00e7a\u2019, \u2018carrossel\u2019, que s\u00e3o predominantemente mineiros. Quando a gente vai para o Nordeste, a gente j\u00e1 n\u00e3o v\u00ea muito isso. Eles t\u00eam muita presen\u00e7a dos passos a\u00e9reos\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Quadrilhas s\u00e3o elo entre Belo Horizonte e o Nordeste\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dBgWSFZ_P2Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao figurino, o artes\u00e3o explica quais s\u00e3o as principais influ\u00eancias do Nordeste nos trajes juninos mineiros. \u201cA cultura nordestina, hoje, influenciou dentro da nossa constru\u00e7\u00e3o de figurino, em rela\u00e7\u00e3o ao uso das cores vibrantes e a volumiza\u00e7\u00e3o. A gente conseguiu colocar essa aplicabilidade no figurino junino mineiro e vem dando muito certo.\u201d Embora reconhe\u00e7a a import\u00e2ncia da influ\u00eancia nordestina, Mauro defende que a identidade visual mineira se destaca em todos os lugares devido, principalmente, ao uso do artesanato manual e do babado. Esta \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o do artes\u00e3o: manter a mineiridade no cen\u00e1rio junino.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos personagens, os grupos de quadrilha mineiros, em sua maioria, se restringem a quatro figuras: noivo, noiva, vi\u00fava e padre. J\u00e1 os grupos de quadrilha nordestinos contam com a presen\u00e7a de mais duas figuras: a rainha e o rei. O rei \u00e9 o par da rainha, considerada a mais bela dama vestida para o casamento dos noivos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cSe n\u00e3o fosse o forr\u00f3, o que seria de mim?\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p>A frase, que comp\u00f5e a letra da can\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/track\/5DfYnhEAbd6AcKbM9ucs6R?autoplay=true\">\u201cVida Boa Danada\u201d<\/a>, escrita e interpretada pela banda Trio Dona Zefa, representa o que Luiz Henrique, professor de uma das maiores escolas de forr\u00f3 do mundo, o P\u00e9 Descal\u00e7o, chama de \u201co cl\u00e3 do forr\u00f3\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o n\u00e3o poderia representar melhor a paix\u00e3o de um grupo por uma dan\u00e7a e um ritmo em comum. Para Luiz, a rela\u00e7\u00e3o com a dan\u00e7a vem desde o ber\u00e7o. Cercado por maestros e festas animadas em fam\u00edlia, ainda jovem, ele come\u00e7ou a dar aulas de fitdance, ou \u201cax\u00e9\u201d, como alguns chamavam. Apenas aos 19 anos, entrou em contato com a dan\u00e7a a dois, corpo a corpo, e entendeu que o que move a paix\u00e3o do cl\u00e3 \u00e9 algo simples: \u201cN\u00f3s, do forr\u00f3, temos sede do contato, do abra\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como uma das capitais com maior n\u00famero de casas e escolas de forr\u00f3 do Brasil, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que Belo Horizonte tenha se tornado o epicentro desse estilo de dan\u00e7a. O forr\u00f3, que remete instantaneamente aos grandes sucessos da m\u00fasica nordestina \u2014 Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Alceu Valen\u00e7a \u2014 e \u00e0 cultura do &#8220;dois pra l\u00e1, dois pra c\u00e1&#8221;, ganhou vida, rosto e com\u00e9rcio em Minas Gerais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi da\u00ed que surgiram duas vertentes: o \u201cforr\u00f3 do Nordeste\u201d e o \u201cforr\u00f3 do Sudeste\u201d. Segundo Luiz, a mistura de culturas distantes resultou em algo \u00fanico. \u201cNo Nordeste, encontramos um forr\u00f3 mais cultural. Aqui, no Sudeste, \u00e9 mais comercial, com movimentos e passos mais ensaiados. Mas isso \u00e9 essencial, a dan\u00e7a precisa mudar para continuar viva\u201d, explica Luiz.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/CjDWiG8jFS1\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/CjDWiG8jFS1\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div><\/div><\/div><div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div> <div style=\"display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;\"><svg width=\"50px\" height=\"50px\" viewBox=\"0 0 60 60\" version=\"1.1\" xmlns=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"https:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\"><g stroke=\"none\" stroke-width=\"1\" fill=\"none\" fill-rule=\"evenodd\"><g transform=\"translate(-511.000000, -20.000000)\" fill=\"#000000\"><g><path d=\"M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631\"><\/path><\/g><\/g><\/g><\/svg><\/div><div style=\"padding-top: 8px;\"> <div style=\" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/CjDWiG8jFS1\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por P\u00e9 Descal\u00e7o | Escola de forr\u00f3 (@pedescalcooficial)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote> <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>Um novo estilo de dan\u00e7a, novos passos ensaiados e um p\u00fablico apaixonado representam a f\u00f3rmula para o nascimento de um dos motores do forr\u00f3 do Sudeste: o P\u00e9 Descal\u00e7o. Com 20 unidades em atividade, a escola j\u00e1 possui filiais na R\u00fassia, em S\u00e3o Petersburgo, e em Londres, na Inglaterra. No Brasil, a escola conta com 9 unidades apenas em Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 9 de dezembro de 2021, o forr\u00f3 foi declarado, em vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime, como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan). Mas uma das maiores tradi\u00e7\u00f5es do pa\u00eds j\u00e1 possui festivais fora da fronteira. Atualmente, existem festivais de forr\u00f3 no Jap\u00e3o, como o<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nossoforro.japao\/\"> Nosso Forr\u00f3 Nagoya Festival,<\/a> inaugurado em 2015.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Patrim\u00f4nio imaterial ganha as ruas de Belo Horizonte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Ponto Nordeste \u00e9 um movimento de rua que tem como objetivo valorizar e promover a m\u00fasica nordestina em Belo Horizonte. Com shows todas as quartas-feiras a partir das 19h, o movimento ocorre embaixo do <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/viaduto-santa-tereza\/\">viaduto Santa Tereza<\/a>, na regi\u00e3o Leste de Belo Horizonte. Um dos principais pontos culturais da cidade, o local abra\u00e7a as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas voltadas para a rua.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazendo refer\u00eancia ao pr\u00f3prio nome, o movimento \u00e9 um ponto que marca a intersec\u00e7\u00e3o das culturas originadas no Nordeste em Beag\u00e1. Por\u00e9m, para iniciar suas atividades, o processo n\u00e3o foi t\u00e3o f\u00e1cil, j\u00e1 que, por ser um movimento de rua e gratuito, surgiram diversos empecilhos para sua consolida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Di\u00f3genes Vinicius, DJ e um dos fundadores do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/pontonordeste\/\">Ponto Nordeste<\/a>, enfrentou dificuldades para construir o movimento, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es log\u00edsticas. Ele conta que ainda hoje carrega dois carrinhos para transportar os equipamentos necess\u00e1rios: \u201cN\u00e3o tem apoio de cunho pol\u00edtico, nem ajuda de grandes empresas. Aqui \u00e9 tudo pelo amor mesmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com os empecilhos em sua trajet\u00f3ria, o Ponto Nordeste se mant\u00e9m resiliente em seu objetivo de construir uma comunidade que abra\u00e7a a cultura na cidade. Todo esse sentimento come\u00e7a a partir de um denominador comum: o forr\u00f3. Di\u00f3genes explica que seu primeiro envolvimento com o forr\u00f3 se deu com as quadrilhas de Belo Horizonte, onde conheceu a m\u00e3e do seu filho. Foi por meio dela que Vinic\u00edus conheceu o forr\u00f3. A partir desse momento, ele nunca mais deixou o forr\u00f3 de lado. \u00c9 com esse sentimento de afeto e gratid\u00e3o pela m\u00fasica que ele e outros membros do Ponto Nordeste abrem o espa\u00e7o do movimento para cantores de forr\u00f3 se apresentarem, n\u00e3o s\u00f3 como uma forma de entretenimento, mas tamb\u00e9m para conectar as ra\u00edzes musicais com o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16962\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-370x208.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-270x152.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-570x321.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-740x416.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome-150x84.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Design-sem-nome.jpg 1920w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Forr\u00f3 Ponto Nordeste acontece todas \u00e0s quartas no centro de BH | Foto: Virg\u00ednia Muniz<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O forr\u00f3 \u00e9 um g\u00eanero musical tradicional e difundido por todo o pa\u00eds. Em Minas Gerais, sobretudo em Belo Horizonte, o que predomina \u00e9 a vertente \u201cP\u00e9 de Serra\u201d do forr\u00f3. Essa \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o considerada \u201cra\u00edz\u201d do g\u00eanero, tocada com o trio instrumental de acordeon, zabumba e tri\u00e2ngulo. O P\u00e9 de Serra recebeu essa nomenclatura pela sua origem no p\u00e9 da Serra do Araripe, munic\u00edpio de Exu, em Pernambuco. O lugar \u00e9 onde <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/artist\/2ZofT7n9AlTKf7KDCoHGgD\">Luiz Gonzaga<\/a> cresceu junto de seu pai, ambos precursores do g\u00eanero, na d\u00e9cada de 1990, quando come\u00e7ou a se popularizar o forr\u00f3 eletr\u00f4nico. O P\u00e9 de Serra \u00e9 a vertente que preserva a origem, em refer\u00eancia a como Gonzaga chamava o lugar que havia crescido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Belo Horizonte, o forr\u00f3 ganha uma nova cara com a revitaliza\u00e7\u00e3o do g\u00eanero a partir da segunda metade da d\u00e9cada de 1990, quando grupos como o \u201cFalamansa\u201d, \u201cCalcinha Preta\u201d, \u201cMel com Terra\u201d, entre outros, trouxeram a m\u00fasica de volta para o p\u00fablico jovem e, assim, movimentando uma cena universit\u00e1ria. Desde ent\u00e3o, a influ\u00eancia tem crescido na cidade que se tornou um epicentro do forr\u00f3 nacional, por atrair artistas consolidados do g\u00eanero, mas com seus produtos locais, como \u00e9 o caso do \u201cTrio Gandai\u00eara\u201d, que apresenta no Ponto Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 2000, o \u201cTrio Gandai\u00eara\u201d surgiu a partir da jun\u00e7\u00e3o de amigos de faculdade que tinham interesse e gostavam de forr\u00f3. Desde ent\u00e3o, Danilo Alves, Ric Barreto e Daniel Gouv\u00eaa t\u00eam promovido a conex\u00e3o Belo Horizonte e Nordeste atrav\u00e9s da m\u00fasica, com o forr\u00f3 \u201cP\u00e9 de Serra\u201d: \u201c\u00c9 um movimento muito forte que a gente faz parte, a cultura nordestina, pela m\u00fasica, ela est\u00e1 bem presente com o forr\u00f3 e isso \u00e9 muito bom para a cultura em geral, porque \u00e9 brasileiro, n\u00e3o \u00e9 importado\u201d, conta o cantor Daniel Gouv\u00eaa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Trio Gandai\u00eara - Estrela de Ouro - Ziriguidun\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tUo__ngG1Rw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o de amor pelo forr\u00f3 \u00e9 coroada diante de outra grande paix\u00e3o nacional: o carnaval. O primeiro bloco carnavalesco de forr\u00f3 do Brasil \u00e9 mineiro, da capital. O <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/pisanafulo.bloco\/\">\u201cPisa na Ful\u00f4\u201d<\/a>, que foi \u00e0s ruas pela primeira vez em 2015, foi criado por um grupo de m\u00fasicos quando come\u00e7aram a se dedicar ao estudo das varia\u00e7\u00f5es do estilo.<\/p>\n\n\n\n<p>Max Herbert, sanfoneiro do bloco, faz parte do projeto desde o in\u00edcio. Ele conta que as expectativas de p\u00fablico para o lan\u00e7amento eram baixas, mas que as 3 mil pessoas presentes transmitiram uma energia inexplic\u00e1vel \u2014 o que levou a um segundo ano de apresenta\u00e7\u00e3o marcado por seu pr\u00f3prio trio el\u00e9trico e o triplo do p\u00fablico inaugural.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00fasico tamb\u00e9m atua com outros projetos de forr\u00f3 atualmente: o trio hom\u00f4nimo do bloco, o grupo <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/forrodaonca\/\">Forr\u00f3 da On\u00e7a <\/a>e a banda <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osdisponiveisoficial\/?hl=pt-br\">Os Dispon\u00edveis.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A paix\u00e3o do artista floresceu ap\u00f3s um per\u00edodo em Natal (RN), que motivou o m\u00fasico a aprender a tocar o acordeon \u2014 nome popular da sanfona. Sobre sua experi\u00eancia em Minas, ele reflete: \u201cBelo Horizonte \u00e9 muito privilegiada porque as pessoas gostam de forr\u00f3 e se apaixonam pela dan\u00e7a. A demanda \u00e9 muito grande na cidade, por isso participo de v\u00e1rios eventos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es, segundo Max, acompanham esta alta demanda por meio da variedade de porte dos eventos e dos respectivos cach\u00eas. Ele afirma ainda que existe um fen\u00f4meno que une o forr\u00f3 a estilos locais.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio Max apresenta releituras musicais aplicando o \u201cmolho\u201d do forr\u00f3 \u00e0 obra original. S\u00e3o m\u00fasicas mineiras, pop rock nacional, Clube da Esquina, Tim Maia e at\u00e9 Xuxa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinas Gerais j\u00e1 desenvolveu uma linguagem herdeira do Nordeste e do forr\u00f3 nordestino. S\u00e3o muitas releituras, inova\u00e7\u00f5es. O forr\u00f3 em Minas tem vida pr\u00f3pria e isso \u00e9 muito bonito\u201d, diz. Para Max, hoje \u00e9 um super-g\u00eanero que engloba v\u00e1rios ritmos e se desenvolve continuamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre ser um artista focado neste estilo t\u00edpico do Nordeste estando fora da regi\u00e3o, ele conta que h\u00e1 um processo de antropofagia da m\u00fasica nordestina.\u201c\u00c9 uma forma de honrar a tradi\u00e7\u00e3o dessa heran\u00e7a cultural brasileira\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de junho, esse trabalho ganha ainda mais espa\u00e7o. \u201cAgenda de sanfoneiro em \u00e9poca de festa junina \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o. Para n\u00e3o ter conflito entre os grupos, fecho a data conforme as apresenta\u00e7\u00f5es que s\u00e3o marcadas primeiro\u201d, conta o m\u00fasico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Forr\u00f3: elo que celebra a uni\u00e3o das culturas mineira e nordestina\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6L_YjHDtgXw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tudo \u00e9 Nordeste?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A palavra \u201cxenofobia\u201d tem origem na jun\u00e7\u00e3o de duas palavras de origem grega, \u201cxeno&#8221;, que significa \u201c\u2018estrangeiro\u201d, ou \u201cde fora\u201d e \u201cfobia\u201d, que se refere a \u201cmedo\u201d. Dessa forma, a xenofobia se refere ao \u00f3dio ao estrangeiro, ao imigrante ou migrante. No Brasil, ela se enquadra na Lei n\u00ba 7.716, de 5 de janeiro de 1989, com puni\u00e7\u00e3o de reclus\u00e3o de um a tr\u00eas anos e multa para aquele que \u201cpraticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a puni\u00e7\u00e3o por lei ainda se faz insuficiente para combater a xenofobia no Brasil, sobretudo contra a popula\u00e7\u00e3o nordestina. Segundo levantamento da Central de Den\u00fancias da Safernet, ONG que defende os direitos humanos na web, realizado em 2022 , houve um aumento de 874% no n\u00famero de den\u00fancias em rela\u00e7\u00e3o a 2021, chegando a 10.686 casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se faz refer\u00eancia a algo de origem da regi\u00e3o Nordeste, seja indiv\u00edduo, local, objeto ou qualquer outra caracter\u00edstica, n\u00e3o \u00e9 raro utilizar generaliza\u00e7\u00f5es como \u201cnordestino\u201d, \u201ccultura nordestina\u201d, \u201cl\u00e1 do Nordeste\u201d e muitos outros. as, afinal, \u00e9 tudo Nordeste?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00f3 em Belo Horizonte, mas no estado e na regi\u00e3o Sudeste como um todo, perpetua-se a vis\u00e3o estereotipada da figura do \u201cnordestino\u201d. Zeca Lemos, jornalista e mestrando em comunica\u00e7\u00e3o pela PUC Minas, \u00e9 migrante de Fortaleza (CE) e conta de uma situa\u00e7\u00e3o vivida em BH onde em conversa com um motorista de aplicativo disse de onde era, o motorista respondeu: \u201cAh, Cear\u00e1, Pernambuco, \u00e9 tudo Nordeste, n\u00e3o?\u201d. Esse caso \u00e9 o reflexo da estigmatiza\u00e7\u00e3o, de enxergar a regi\u00e3o Nordeste como sendo uma coisa s\u00f3, de que todos os estados s\u00e3o a mesma coisa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16977\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-370x278.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-270x203.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-570x428.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-740x555.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-80x60.jpg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n-150x113.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/449093629_18440924089026047_3288331541263595417_n.jpg 1080w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Zeca Lemos \u00e9 natural de Fortaleza e faz mestrado em Belo Horizonte | Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma rela\u00e7\u00e3o que contribuiu e ainda contribui para a perpetua\u00e7\u00e3o dos estigmas mediante a popula\u00e7\u00e3o e regi\u00e3o nordestina \u00e9 a m\u00eddia. Considerando os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia, ou hegem\u00f4nicos, todos se concentram na regi\u00e3o Sudeste, e no decorrer das d\u00e9cadas, quando se pensa no hist\u00f3rico de representa\u00e7\u00f5es, elas foram constru\u00eddas em caracter\u00edsticas associadas a dificuldades, quest\u00f5es de seca e pobreza. Para Zeca, esse preconceito edificado pela m\u00eddia tamb\u00e9m afeta na pr\u00f3pria forma como a popula\u00e7\u00e3o se enxerga: \u201cAcredito que o nordestino \u00e9 afetado pela m\u00eddia de uma certa maneira, quando ele n\u00e3o percebe a sua regi\u00e3o como protagonista devido a esse colonialismo midi\u00e1tico, isso afeta seus gostos, costumes e at\u00e9 a sua percep\u00e7\u00e3o de mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Di\u00f3genes Vinicius, do Ponto Nordeste, j\u00e1 sentiu na pele os efeitos da xenofobia. Por se tratar de um evento de rua, que acontece debaixo do viaduto Santa Tereza, regi\u00e3o central da cidade, Di\u00f3genes conta em um momento da entrevista sobre as dificuldades que existiram para consolidar o movimento, citando at\u00e9 tentativas da Pol\u00edcia de acabar com a organiza\u00e7\u00e3o, ainda mais por ser um evento que prega o princ\u00edpio da rua e \u00e9 aberto para todos os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista para o portal \u201cGuia dos Estudante\u201d, Sebastian Fuentes, professor de geografia na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, critica o uso do termo \u201cnordestino\u201d e varia\u00e7\u00f5es \u2014 por expressar uma generaliza\u00e7\u00e3o redutora da diversidade da regi\u00e3o. Apesar de reconhecer a validade dessa problematiza\u00e7\u00e3o, esta reportagem optou por utilizar a express\u00e3o \u201ccultura nordestina\u201d na maneira em que as fontes ouvidas disseram, nessa perspectiva, usadas como uma forma de autoafirma\u00e7\u00e3o e ressignifica\u00e7\u00e3o do termo.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem produzida por Davison Henrique, Fl\u00e1via Madureira, Giovanna Minarrini, Isabella Gouveia e Virg\u00ednia Muniz, sob supervis\u00e3o do professora Nara Lya Cabral Scabin, para a disciplina Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital.<\/pre>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\"><strong>Conte\u00fado publicado originalmente em 2 de julho de 2024 e atualizado em 10 de dezembro de 2024. Esta nota foi inserida em 4 de junho de 2025.<\/strong><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma mistura de tradi\u00e7\u00f5es e costumes, a cidade de Belo Horizonte \u00e9 um lugar onde a cultura nordestina se manifesta de diversas formas<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":16980,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1469,5],"tags":[177,174,1852,1838,1853,26,1854],"class_list":["post-16942","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lab-jor-digi","category-sociedade","tag-belo-horizonte","tag-cultura","tag-cultura-nordestina","tag-festa-junina","tag-forro","tag-jornalismo","tag-quadrilha"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>\u00d4 trem b\u00e3o e arretado: o\u00a0 Nordeste cria vida em BH - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Culin\u00e1ria, dan\u00e7a e m\u00fasica nordestina invadem a capital e criam um elo forte h\u00e1 d\u00e9cadas em para a economia e cultura\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/o-trem-bao-e-arretado-o-nordeste-cria-vida-em-bh\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u00d4 trem b\u00e3o e arretado: o\u00a0 Nordeste cria vida em BH - Colab\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Culin\u00e1ria, dan\u00e7a e m\u00fasica nordestina invadem a capital e criam um elo forte h\u00e1 d\u00e9cadas em para a economia e cultura\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/o-trem-bao-e-arretado-o-nordeste-cria-vida-em-bh\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Colab\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-07-02T22:06:38+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-06-04T21:04:06+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/382940764_863201791997155_8758180314067835292_n.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"720\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"25 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/o-trem-bao-e-arretado-o-nordeste-cria-vida-em-bh\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/o-trem-bao-e-arretado-o-nordeste-cria-vida-em-bh\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Colab PUC Minas\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/1558d8148a80ebc84231cd55495bd7a4\"},\"headline\":\"\u00d4 trem b\u00e3o e arretado: o\u00a0 Nordeste cria vida em BH\",\"datePublished\":\"2024-07-02T22:06:38+00:00\",\"dateModified\":\"2025-06-04T21:04:06+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/o-trem-bao-e-arretado-o-nordeste-cria-vida-em-bh\\\/\"},\"wordCount\":4782,\"commentCount\":3,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/o-trem-bao-e-arretado-o-nordeste-cria-vida-em-bh\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/06\\\/382940764_863201791997155_8758180314067835292_n.jpg\",\"keywords\":[\"belo horizonte\",\"cultura\",\"cultura nordestina\",\"festa junina\",\"forr\u00f3\",\"jornalismo\",\"quadrilha\"],\"articleSection\":[\"Lab. 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