{"id":16902,"date":"2024-07-03T20:58:48","date_gmt":"2024-07-03T23:58:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=16902"},"modified":"2024-07-04T08:37:51","modified_gmt":"2024-07-04T11:37:51","slug":"do-rio-ao-concreto-a-canalizacao-dos-cursos-dagua-em-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/do-rio-ao-concreto-a-canalizacao-dos-cursos-dagua-em-bh\/","title":{"rendered":"Do rio ao concreto: a canaliza\u00e7\u00e3o dos cursos d&#8217;\u00e1gua em BH"},"content":{"rendered":"\n<p>O cen\u00e1rio \u00e9 bem diferente nos dias atuais, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel encontrar pessoas que j\u00e1 pescaram no Ribeir\u00e3o Arrudas ou que nadaram no C\u00f3rrego da Serra. H\u00e1 quem guarde lembran\u00e7as das brincadeiras \u00e0 beira do Ribeir\u00e3o do On\u00e7a, ou quem se recorde da cachoeira que existia onde hoje est\u00e1 o Pal\u00e1cio das Artes, no centro de Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora essas mem\u00f3rias pare\u00e7am pertencer a um passado muito distante para os moradores da capital, muitos testemunham o processo de degrada\u00e7\u00e3o dos rios da cidade desde os tempos de seu planejamento. \u00c9 o caso de Maria Ang\u00e9lica, moradora da capital h\u00e1 69 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu lembro que ele passava onde hoje \u00e9 Avenida Prudente de Morais. Depois das obras, percebi que muitas aves desapareceram e os rios ficaram mais polu\u00eddos. Tamb\u00e9m tive a impress\u00e3o de que o clima da cidade ficou mais quente\u201d, relata Maria Ang\u00e9lica, ao se recordar do C\u00f3rrego do Leit\u00e3o antes dele ser canalizado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>C\u00f3rrego do Leit\u00e3o na Rua Padre Belchior em 1950<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"633\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/15532.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16909\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/15532.jpg 640w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/15532-300x297.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/15532-370x366.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/15532-270x267.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/15532-570x564.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/15532-96x96.jpg 96w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/15532-150x148.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Acervo Alessandro Borsagli\/Arquivo P\u00fablico de Belo Horizonte<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em per\u00edodos de chuvas volumosas, como durante os meses de ver\u00e3o, os moradores de Belo Horizonte e regi\u00e3o metropolitana ficam em alerta para poss\u00edveis ocorr\u00eancias de enchentes, causadas principalmente pelo transbordamento dos rios e c\u00f3rregos. Ano ap\u00f3s ano o cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o se repete durante as chuvas torrenciais, mas com efeitos cada vez mais devastadores, resultando em vidas perdidas e preju\u00edzos materiais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro de 2024, poucos meses antes desta reportagem come\u00e7ar a ser escrita, v\u00e1rios pontos na capital mineira ficaram, mais uma vez, submersos. Apesar de todas as obras e interven\u00e7\u00f5es municipais executadas desde as canaliza\u00e7\u00f5es, os transbordamentos s\u00e3o um problema recorrente. Segundo o engenheiro ambiental formado pela Funda\u00e7\u00e3o Mineira de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (FUMEC), Felipe Gomes, uma das principais raz\u00f5es por tr\u00e1s desse cen\u00e1rio \u00e9 a inefic\u00e1cia da infraestrutura urbana, que n\u00e3o \u00e9 capaz de lidar com a complexa malha hidrogr\u00e1fica sobre a qual a cidade foi constru\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Gigantes escondidos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora a canaliza\u00e7\u00e3o dos rios seja uma estrat\u00e9gia hist\u00f3rica para controlar o fluxo das \u00e1guas, ela \u00e9 hoje objeto de cr\u00edticas de ambientalistas, ge\u00f3grafos e arquitetos. Apesar de a inten\u00e7\u00e3o ser direcionar o curso natural dos rios para prevenir transbordamentos e facilitar a urbaniza\u00e7\u00e3o, esse tipo de interven\u00e7\u00e3o contribui, muitas vezes, para a intensifica\u00e7\u00e3o das enchentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe Gomes explica, que isso ocorre porque essas interven\u00e7\u00f5es ignoram as caracter\u00edsticas naturais dos rios e c\u00f3rregos, al\u00e9m de sua import\u00e2ncia ambiental. Somado a esse fator, est\u00e1 a impermeabiliza\u00e7\u00e3o da cidade, sem incentivo a \u00e1reas \u00famidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A canaliza\u00e7\u00e3o altera o fluxo natural da \u00e1gua, restringindo sua capacidade de infiltra\u00e7\u00e3o no solo e acelerando seu deslocamento para \u00e1reas mais baixas e urbanizadas, onde a infraestrutura de drenagem nem sempre \u00e9 suficiente para absorver o grande volume de \u00e1gua que chega rapidamente e se acumula durante tempestades. \u201cEsse s\u00e3o os efeitos das canaliza\u00e7\u00f5es. Os c\u00f3rregos que antes faziam parte do cen\u00e1rio belo-horizontino s\u00e3o lembrados pela popula\u00e7\u00e3o somente ao transbordarem\u201d, pontua o ambientalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Poucas pessoas t\u00eam consci\u00eancia de que, por debaixo do asfalto, correm cursos d\u2019\u00e1gua canalizados e ocultos aos olhos de todos. Alessandro Borsagli, ge\u00f3grafo e doutorando pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais, explica que a cidade foi estabelecida sobre territ\u00f3rios que compreendem quatro grandes bacias hidrogr\u00e1ficas: Ribeir\u00e3o Arrudas, Rio das Velhas, Ribeir\u00e3o do On\u00e7a e Ribeir\u00e3o do Isidoro. Essa transforma\u00e7\u00e3o, marcada pela canaliza\u00e7\u00e3o dos cursos d&#8217;\u00e1gua, teve in\u00edcio j\u00e1 nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, perdurando at\u00e9 a recente cobertura do Arrudas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Hidrografia de Belo Horizonte e regi\u00e3o metropolitana: duas principais bacias cortam a capital mineira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16912\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021-370x278.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021-270x203.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021-570x428.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021-740x555.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021-80x60.jpg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0021-150x113.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Prefeitura de Belo Horizonte | Cr\u00e9ditos: Equipe Colab<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O territ\u00f3rio do Munic\u00edpio de Belo Horizonte \u00e9 cortado por duas principais bacias hidrogr\u00e1ficas: a do ribeir\u00e3o da On\u00e7a e a do Arrudas. A primeira ocupa pouco mais de 211 km\u00b2 e \u00e9 dividida em duas \u00e1reas distintas devido ao barramento que resultou na forma\u00e7\u00e3o da Lagoa da Pampulha. J\u00e1 a bacia do Arrudas ocupa quase 208 km\u00b2 e abarca os c\u00f3rregos Jatob\u00e1, Barreiro e Ferrugem. Nos dois casos, os rios possuem grande declividade, o que resulta em escoamentos com velocidades muito altas.<\/p>\n\n\n\n<p>A complexa teia d&#8217;\u00e1gua \u00e9 parte fundamental da vida na capital mineira, influenciando desde o clima at\u00e9 o dia a dia dos moradores. Mas tanta \u00e1gua tamb\u00e9m traz desafios. As chuvas fortes e frequentes exigem aten\u00e7\u00e3o especial para evitar enchentes e transtornos. \u00c9 a\u00ed que entra a import\u00e2ncia de se pensar bem na rela\u00e7\u00e3o da cidade com seus rios e c\u00f3rregos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Apagamento e polui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte poderia ter uma paisagem marcada por rios e pontes, como uma &#8220;Veneza brasileira&#8221;. Por baixo das principais avenidas, como Afonso Pena, Prudente de Morais, Silviano Brand\u00e3o e Pedro II, correm rios que foram canalizados e cobertos entre os anos de 1894 e 1977. De acordo com a Superintend\u00eancia de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), dos 654 quil\u00f4metros da malha fluvial da capital mineira, 208 est\u00e3o escondidos sob ruas, avenidas e constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Extens\u00e3o dos cursos d\u2019\u00e1gua canalizados na regi\u00e3o Centro-Sul de Belo Horizonte.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16913\" style=\"width:650px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023-370x278.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023-270x203.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023-570x428.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023-740x555.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023-80x60.jpg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG-20240626-WA0023-150x113.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">SUDECAP- Superintend\u00eancia de Desenvolvimento da Capital | Cr\u00e9ditos: Equipe Colab<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Alessandro Borsagli conta que sempre se interessou pelas quest\u00f5es ambientais no espa\u00e7o urbano e dedicou 15 anos de estudos \u00e0 hidrografia de Belo Horizonte. Em seus tr\u00eas livros publicados \u2013 <em>Rios Invis\u00edveis da Metr\u00f3pole Mineira<\/em>, <em>Horizontes Fluviais<\/em> e <em>Rios Urbanos de Belo Horizonte <\/em><em>\u2013<\/em>, ele estuda os rios de BH desde a funda\u00e7\u00e3o da capital, em 1897, at\u00e9 os problemas atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo projeto da Comiss\u00e3o Construtora da Nova Capital, formada por engenheiros e liderada por Aar\u00e3o Reis, a escolha do local para a instala\u00e7\u00e3o da capital mineira levou em conta o clima agrad\u00e1vel e a grande disponibilidade de \u00e1gua na regi\u00e3o. Entre as quest\u00f5es que preocupavam a Comiss\u00e3o, estavam a capta\u00e7\u00e3o de esgoto e \u00e1guas pluviais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA canaliza\u00e7\u00e3o foi adotada como uma medida de saneamento. Se pensava que ajudaria a controlar as enchentes e tamb\u00e9m desejavam a constru\u00e7\u00e3o de vias para os autom\u00f3veis. Ent\u00e3o, na cidade tinha essa ideia de jogar o esgoto e deixar o rio levar isso para fora. Mas, levar para onde? Isso \u00e9 uma medida prim\u00e1ria, pois j\u00e1 se tinha o conhecimento sobre os problemas que o despejo desse esgoto poderia causar\u201d, afirma Borsagli.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em 1898, com muitas d\u00edvidas e o fim da Comiss\u00e3o Construtora, os esgotos passaram a ser despejados diretamente nos cursos d\u2019\u00e1gua sem nenhum tipo de tratamento. Al\u00e9m disso, quem vivia no arraial Curral Del Rey, como era chamada a capital, foram \u201cexpulsas\u201d para regi\u00f5es suburbanas e perif\u00e9ricas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde o princ\u00edpio, fica claro o interesse pol\u00edtico e econ\u00f4mico existente por tr\u00e1s da nova capital. Com um espa\u00e7o urbano hierarquizado e fun\u00e7\u00f5es sociais delimitadas, sendo o \u00fanico objetivo manter uma \u201cboa apar\u00eancia\u201d da zona planejada\u201d, explica Borsagli.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Trecho do ribeir\u00e3o Arrudas na avenida dos Andradas, em 1960<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"476\" height=\"500\" sizes=\"auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-5-Yuri-Mesquita.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16911\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-5-Yuri-Mesquita.jpg 476w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-5-Yuri-Mesquita-286x300.jpg 286w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-5-Yuri-Mesquita-370x389.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-5-Yuri-Mesquita-285x300.jpg 285w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-5-Yuri-Mesquita-270x284.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-5-Yuri-Mesquita-150x158.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens do conhecimento UFMG\/Yuri Mesquita<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ainda, Carla Ferretti, professora de Hist\u00f3ria da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais, pontua que as desigualdades sociais e econ\u00f4micas foram determinantes para a forma como a cidade foi ocupada ao longo dos anos. \u201cBelo Horizonte j\u00e1 surgiu, como cidade planejada, sob a \u00f3tica da segrega\u00e7\u00e3o. Na hist\u00f3ria da cidade, os servi\u00e7os de infraestrutura urbana, como abastecimento de \u00e1gua e coleta de esgotos, esteve acess\u00edvel basicamente aos setores mais abastados da sociedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O v\u00eddeo a seguir mostra a linha do tempo de desenvolvimento de Belo Horizonte e a sua rela\u00e7\u00e3o com os cursos d&#8217;\u00e1gua. Confira na \u00edntegra:<\/h3>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XSt3kne3f40?si=MpXQsNz4Fz7UGJYk\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Consequ\u00eancias da canaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ligadas ao aquecimento global gerem efeitos em todo o planeta, existem fatores locais que impactam o clima de uma cidade. Esse \u00e9 o caso de Belo Horizonte, onde diversas medidas tomadas em \u00e2mbito local contribu\u00edram para mudan\u00e7as no clima percebidas pelos habitantes da cidade nas \u00faltimas d\u00e9cadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o processo de urbaniza\u00e7\u00e3o da capital \u00e9 visto como o principal \u201cvil\u00e3o\u201d. Medidas como a canaliza\u00e7\u00e3o dos cursos d\u2019\u00e1gua, impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo e supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o geram altera\u00e7\u00f5es na topografia local e diminui\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua como vapor na atmosfera. Esse processo est\u00e1 diretamente ligado ao aumento da temperatura na cidade. Essas mudan\u00e7as no clima impactam tamb\u00e9m o regime pluvial em Belo Horizonte, alterando o padr\u00e3o de frequ\u00eancia e intensidade das chuvas na cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo em Belo Horizonte afetou o Rio das Velhas, j\u00e1 que a \u00e1gua que penetrava no solo alimentava o aqu\u00edfero dele. O rio \u00e9 uma surg\u00eancia, naquele solo que est\u00e1 saturado de \u00e1gua, o rio surge. Atualmente, o Rio das Velhas s\u00f3 vem perdendo sua vaz\u00e3o por essa \u00e1gua que n\u00e3o alimenta mais o len\u00e7ol fre\u00e1tico. Isso muda completamente o funcionamento da bacia\u201d, explica Borsagli.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Belo Horizonte, a Prefeitura tem investido em obras de bacias de conten\u00e7\u00e3o e elas j\u00e1 apresentaram resultados. Cinco avenidas foram alagadas durante o \u00faltimo per\u00edodo chuvoso de outubro de 2023 a mar\u00e7o de 2024. O n\u00famero representa uma redu\u00e7\u00e3o de 77% nas ocorr\u00eancias de inunda\u00e7\u00f5es comparado ao per\u00edodo chuvoso anterior (2022\/2023), quando 22 alagamentos foram registrados na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.cmbh.mg.gov.br\/atividade-legislativa\/pesquisar-legislacao\/lei\/11181\/2019\">Plano Diretor de Belo Horizonte<\/a>, publicado em 2019, em artigo dedicado \u00e0s \u00e1reas de conex\u00f5es ambientais, determina que &#8220;\u00e9 vedado o tamponamento de c\u00f3rregos em \u00e1reas de conex\u00f5es de fundo de vale, devendo ser evitada a canaliza\u00e7\u00e3o e priorizada sua manuten\u00e7\u00e3o em leito natural com \u00e1reas adjacentes dedicadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental&#8221;. A proibi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 presente no <a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/obras-e-infraestrutura\/informacoes\/diretoria-de-gestao-de-aguas-urbanas\/drenurbs\">DRENURBS<\/a>, um programa municipal de drenagem urbana, criado em 2002. Por\u00e9m, obras de projetos que tenham sido elaborados antes do Plano Diretor, caso sejam aprovadas, podem ser executadas normalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, conflitos ambientais est\u00e3o presentes quando existem interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos envolvidos na realiza\u00e7\u00e3o de obras. \u00c9 o caso, por exemplo, da autoriza\u00e7\u00e3o em 2019 da constru\u00e7\u00e3o da Arena MRV em uma cabeceira de um curso d&#8217;\u00e1gua. O Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) permitiu a canaliza\u00e7\u00e3o de 296 metros do C\u00f3rrego do Tejuco, na bacia do Ribeir\u00e3o Arrudas, para possibilitar a constru\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio do Atl\u00e9tico Mineiro. A obra deixou mais de 60% da regi\u00e3o impermeabilizada, mas, segundo os t\u00e9cnicos da Construtora MRV, seria criada uma caixa de deten\u00e7\u00e3o para liberar a \u00e1gua aos poucos. No terreno, ainda existem duas nascentes que seriam mantidas em uma \u00e1rea preservada. Segundo Borsagli, obras como essa podem gerar diversos problemas e at\u00e9 levar ao fim das nascentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Enchentes&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O arquiteto e professor da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (USP), Vladimir Bartalini, explica que a hist\u00f3ria dos c\u00f3rregos, tanto em S\u00e3o Paulo como em Belo Horizonte, e nas grandes&nbsp; do pa\u00eds, foi de polui\u00e7\u00e3o, depois retifica\u00e7\u00e3o, canaliza\u00e7\u00e3o e, por fim, o tamponamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAs cidades m\u00e9dias ou grandes do Brasil tapam os seus c\u00f3rregos, principalmente para esconder os problemas, j\u00e1 que eles se tornaram lugares para despejo de esgoto. Acabam virando corpos que s\u00e3o enterrados\u201d, afirma Bartalini.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Rua Acre, na regi\u00e3o central de Belo Horizonte, tomada por enchente em 1960<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"492\" height=\"500\" sizes=\"auto, (max-width: 492px) 100vw, 492px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-3-Yuri-Mesquita.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16910\" style=\"width:492px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-3-Yuri-Mesquita.jpg 492w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-3-Yuri-Mesquita-295x300.jpg 295w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-3-Yuri-Mesquita-370x376.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-3-Yuri-Mesquita-270x274.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Imagem-3-Yuri-Mesquita-150x152.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><a href=\"https:\/\/www2.ufmg.br\/imagensdoconhecimento\/Imagens\/Areas\/Ciencias-Humanas\/Canalizacao-dos-Rios-de-Belo-Horizonte#\">Imagens do conhecimento UFMG\/Yuri Mesquita<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Al\u00e9m de serem um reflexo da neglig\u00eancia hist\u00f3rica com a rede hidrogr\u00e1fica urbana, as enchentes geram impactos na vida da popula\u00e7\u00e3o. Conforme mencionado por Vladimir Bartalini, a canaliza\u00e7\u00e3o e o tamponamento dos c\u00f3rregos em cidades como Belo Horizonte t\u00eam consequ\u00eancias diretas. Essas interven\u00e7\u00f5es, realizadas muitas vezes para ocultar problemas, transformam os cursos d&#8217;\u00e1gua em verdadeiros condutores de risco durante per\u00edodos de chuvas intensas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2018, duas trag\u00e9dias na \u00e9poca de chuvas marcaram a mem\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o de BH. A primeira foi a morte da jovem Anna Lu\u00edsa Fernandes de Paiva, de 16 anos. Durante um alagamento na Avenida \u00c1lvaro Camargo, na regi\u00e3o de Venda Nova, a adolescente foi arrastada pela correnteza e caiu dentro de um bueiro. Pr\u00f3ximo do mesmo lugar, na Avenida Vilarinho, m\u00e3e e filha tamb\u00e9m foram v\u00edtimas. As duas morreram afogadas ap\u00f3s o carro ser arrastado pela correnteza. Outra hist\u00f3ria de perda \u00e9 a do motorista de aplicativo Alexandre Souza, entrevistado no podcast  <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/4W8DWoW4ed8sYsMEGR2UYr\">Rios Invis\u00edveis de BH<\/a>, ao final desta reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Not\u00edcias como essas s\u00e3o vistas em v\u00e1rias cidades brasileiras e servem para mobilizar o poder p\u00fablico sobre mudan\u00e7as ainda necess\u00e1rias. A prefeitura de Belo Horizonte tem realizado obras ao longo das d\u00e9cadas, como a constru\u00e7\u00e3o de bacias de deten\u00e7\u00e3o e a revitaliza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes. No entanto, essas iniciativas mostram limita\u00e7\u00f5es diante da intensidade das chuvas na regi\u00e3o, que resultam no transbordamento de diversos rios e c\u00f3rregos. Em 2024, pelo menos dois casos de alagamentos j\u00e1 foram registrados na capital at\u00e9 o m\u00eas de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pr\u00f3pria PBH, as obras n\u00e3o s\u00e3o suficientes para eliminar, por completo, os riscos de alagamentos. \u201c[&#8230;] \u00e9 fundamental que se tenha o entendimento de que as inunda\u00e7\u00f5es s\u00e3o eventos naturais. Assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar obras que eliminem por completo os riscos dessas ocorr\u00eancias. Cada obra ter\u00e1 sempre seu limite de capacidade de resposta, que dever\u00e1 ser aquele que venha a mitigar adequadamente os efeitos das inunda\u00e7\u00f5es, tornando-as menos frequentes e garantindo resili\u00eancia \u00e0s \u00e1reas de risco\u201d, afirma <a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/obras-e-infraestrutura\/informacoes\/diretoria-de-gestao-de-aguas-urbanas\/drenurbs\">documento<\/a> publicado&nbsp; em 2018 na p\u00e1gina do DRENURBS pela Prefeitura de Belo Horizonte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Avan\u00e7os e desafios<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Muito se fala em solu\u00e7\u00f5es para redu\u00e7\u00e3o dos impactos dos fen\u00f4menos naturais. Na concep\u00e7\u00e3o de cidade que temos hoje, tem muito o que se fazer. Alessandro Borsagli cita algumas medidas que podem melhorar os transtornos. Entre eles, a cria\u00e7\u00e3o de mais \u00e1reas perme\u00e1veis para que a \u00e1gua da chuva possa ser escoada. Os jardins de chuva servem para reter essa \u00e1gua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Retirar a cobertura asf\u00e1ltica de algumas vias e trocar por cal\u00e7amento j\u00e1 diminui a velocidade da \u00e1gua, e isso faz com que ela n\u00e3o chegue t\u00e3o r\u00e1pido nos fundos de vale, tendo por consequ\u00eancia as inunda\u00e7\u00f5es e transbordamentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso tudo, h\u00e1 a possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de parques ciliares ao longo dos rios. \u201cMas, para isso, primeiro temos que retirar o esgoto e tratar essa \u00e1gua. Dessa forma, ser\u00e1 poss\u00edvel melhorar o clima urbano e a qualidade de vida. Isso tudo s\u00e3o medidas paliativas para mitigar esses problemas, mas que fazem parte da reabilita\u00e7\u00e3o da hidrografia\u201d, diz Borsagli.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio deste ano, a prefeitura de Belo Horizonte adotou uma iniciativa chamada \u201c<a href=\"https:\/\/prefeitura.pbh.gov.br\/noticias\/prefeitura-de-bh-lanca-programa-adote-um-jardim-de-chuva\">Adote um Jardim de Chuva<\/a>\u201d, que prev\u00ea desconto de 10% no valor do IPTU para os moradores que auxiliarem no cuidado dessas \u00e1reas. Os jardins de chuva s\u00e3o espa\u00e7os com vegeta\u00e7\u00e3o instalados nas ruas com o prop\u00f3sito de infiltrar parte da \u00e1gua das chuvas, reduzindo o volume de escoamento e auxiliando no controle das inunda\u00e7\u00f5es e alagamentos. De acordo com a Subsecretaria de Planejamento Urbano, a medida \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es clim\u00e1ticas e busca ampliar o cuidado ambiental com o apoio da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte em uma cidade que convive harmoniosamente com seus cursos d\u2019\u00e1gua \u00e9 um objetivo ambicioso, mas poss\u00edvel. Carla Ferretti tamb\u00e9m aponta alguns caminhos: \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que se fa\u00e7a um trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental sistem\u00e1tico no qual se demonstre os problemas de encobrir os rios, \u00e9 poss\u00edvel recuperar os rios encobertos para que a cidade conviva, de forma harmoniosa, com seus cursos de \u00e1gua\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, outras esferas da sociedade tamb\u00e9m s\u00e3o essenciais nesse processo. \u201cAl\u00e9m da informa\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que o poder p\u00fablico fa\u00e7a a sua parte, com tratamento dos esgotos e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos ambientes dos cursos d&#8217;\u00e1gua. E tamb\u00e9m as empresas e os neg\u00f3cios, n\u00e3o poluindo e jogando seus rejeitos nos rios e c\u00f3rregos\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Para conhecer mais hist\u00f3rias sobre os rios e enchentes na capital mineira, escute o podcast abaixo.<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Rios Invis\u00edveis de BH \" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/show\/5NixDFkhImxrXYlteRuPuj?utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem desenvolvida por Ana Luiza Pereira, Eduarda Porto, Gabriel Ara\u00fajo, \u00cdsis Castro, Jenifer Costa, Matheus Sampaio e Thais Batista, para a disciplina de Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital no semestre 2024\/1 sob a supervis\u00e3o da prof\u00aa Nara Lya Cabral Scabin.<\/pre>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rede hidrogr\u00e1fica da capital mineira s\u00f3 \u00e9 lembrada pelos desastres em \u00e9pocas de chuva<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":17325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1469,1319],"tags":[177,1869,359,1094,380,1870],"class_list":["post-16902","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lab-jor-digi","category-meio-ambiente","tag-belo-horizonte","tag-canalizacao-bh","tag-colab","tag-enchentes","tag-meio-ambiente","tag-rios-de-bh"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Do rio ao concreto: a canaliza\u00e7\u00e3o dos cursos d&#039;\u00e1gua em BH - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A canaliza\u00e7\u00e3o de rios \u00e9 um tema jornalisticamente relevante por diversos motivos. 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