{"id":15699,"date":"2023-11-30T18:08:54","date_gmt":"2023-11-30T21:08:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=15699"},"modified":"2023-11-30T19:01:44","modified_gmt":"2023-11-30T22:01:44","slug":"entenda-as-questoes-por-tras-do-conflito-hamas-israel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/entenda-as-questoes-por-tras-do-conflito-hamas-israel\/","title":{"rendered":"Entenda as quest\u00f5es por tr\u00e1s do conflito Hamas &#8211; Israel"},"content":{"rendered":"\n<p>Quase dois meses depois do ataque de 7 de outubro, pelo menos tr\u00eas fatores explicam a grande repercuss\u00e3o do acontecido: a viol\u00eancia do ataque e do contra-ataque, a participa\u00e7\u00e3o internacional e a cobertura midi\u00e1tica do conflito. <\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, registrou-se a brutalidade do ataque sofrido por Israel, sem precedentes na hist\u00f3ria, e que resultou em cerca de 1.200 v\u00edtimas e 242 ref\u00e9ns israelenses, segundo porta-voz do Estado. Na sequ\u00eancia, a rea\u00e7\u00e3o extrema de Israel contra pessoas e \u00e1reas civis. Em 31 de outubro, a ONU emitiu um relat\u00f3rio que contabilizava a morte de 3.400 crian\u00e7as palestinas. Por sua vez, a <a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/horror-espetaculo-conflito-palestina-israel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cobertura midi\u00e1tica<\/a> do ataque e seus desdobramentos n\u00e3o ficou restrita a ve\u00edculos jornal\u00edsticos, da m\u00eddia hegem\u00f4nica ou independente, como aconteceu em outros marcos da quest\u00e3o Israel-Palestina. Dessa vez, as m\u00eddias sociais foram plataformas chaves na cobertura.<\/p>\n\n\n\n<p>Rashmi Singh, professora no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC Minas e co-diretora da rede de pesquisa sobre Terrorismo, Radicaliza\u00e7\u00e3o e Crime Transnacional (TRAC) falou em evento promovido na Universidade em 19 de outubro, sobre os antecedentes do conflito e os dilemas atuais, que conhecer as ra\u00edzes da quest\u00e3o Israel-Palestina \u00e9 indispens\u00e1vel para entender a motiva\u00e7\u00e3o do ataque do Hamas e a origem desse grupo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p> Vou enfatizar que isso n\u00e3o se trata de apresentar desculpas para a atividade terrorista do Hamas <\/p>\n<cite>Rashmi Singh, pesquisadora e professora no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC Minas<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entenda, a seguir, os principais marcos temporais do conflito Israel-Palestina<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15700\" style=\"width:585px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab-370x278.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab-270x203.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab-570x428.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab-740x555.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab-80x60.jpg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/linha-do-tempo-colab-150x113.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Linha do tempo com datas fundamentais para entender o conflito. (feito por Gabriela Paiva)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A palestina pr\u00e9 ocupa\u00e7\u00e3o sionista<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A obra <em>Dez mitos sobre Israel<\/em>, escrita pelo historiador israelense Ilan Papp\u00e9, elucida quest\u00f5es acerca da realidade da terra localizada no Oriente M\u00e9dio antes de ser palco do conflito Israel-Palestina. Ocupado pelos Otomanos a partir de 1517, o territ\u00f3rio da Palestina, era, como descreve a pesquisa dos estudiosos Grossman, Cohen e Yehoshua Ben-Arieh presente na obra, \u201clonge de ser um deserto, era uma pr\u00f3spera sociedade \u00e1rabe \u2014 de maioria mu\u00e7ulmana, predominantemente rural, mas com centros urbanos fervilhantes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fim da 1\u00aa Guerra Mundial, o Imp\u00e9rio Otomano se desmantela, e parte da regi\u00e3o \u00e9 colonizada pelos brit\u00e2nicos, ficando conhecida como Mandato Brit\u00e2nico da Palestina, conforme explica a professora Rashmi Singh.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a coloniza\u00e7\u00e3o, os brit\u00e2nicos, em uma a\u00e7\u00e3o de interesse pr\u00f3prio do mundo crist\u00e3o, come\u00e7am a incentivar a migra\u00e7\u00e3o (Aliyah) de judeus europeus para a Terra Santa, segundo o historiador e professor israelense Shlomo Sand.<\/p>\n\n\n\n<p>Danny Zahreddine, tamb\u00e9m professor no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC Minas e diretor do Instituto de Ci\u00eancias Sociais (ICS) da Universidade, explica que a promessa da Inglaterra em garantir aos judeus um lar nacional, por meio da Declara\u00e7\u00e3o de Balfour, de 1917 \u2014 carta do secret\u00e1rio de assuntos exteriores da Gr\u00e3-Bretanha aos l\u00edderes da comunidade anglo-judaica apoiando a cria\u00e7\u00e3o de uma p\u00e1tria na Palestina \u2014 foi apenas um dos comprometimentos feitos pela Gr\u00e3-Bretanha para conseguir apoio na guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre outros, em 1916, foi prometido aos \u00e1rabes, pelo que ficou conhecido como Cartas McMahon-Hussein, a cria\u00e7\u00e3o do Reino \u00c1rabe Unido em troca da revolta desse povo contra o Imp\u00e9rio Otomano. Esses fatos refor\u00e7am como as decis\u00f5es da Inglaterra eram motivadas por interesse pr\u00f3prio, n\u00e3o exatamente por simpatia aos povos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse argumento \u00e9 corroborado por um acontecimento apresentado pelos professores Singh e Zarehddine: no auge da Segunda Guerra Mundial, enquanto acontecia o Holocausto na Alemanha, per\u00edodo que mais de <a href=\"https:\/\/encyclopedia.ushmm.org\/content\/pt-br\/article\/refugees\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">340.000 judeus deixaram a Alemanha e a \u00c1ustria<\/a>, os ingleses come\u00e7aram a delimitar e restringir a entrada de judeus ao territ\u00f3rio devido a press\u00e3o dos pa\u00edses \u00e1rabes diante da ocupa\u00e7\u00e3o. Esse controle era feito por meio de documentos conhecidos como Pap\u00e9is Brancos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"420\" height=\"780\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Map_of_Mandatory_Palestine_in_1946_with_major_cities_in_English.svg.png\" alt=\"A imagem mostra um mapa da Palestina em 1946, durante o Mandato Brit\u00e2nico. O mapa \u00e9 dividido em v\u00e1rias regi\u00f5es, que est\u00e3o em cinza claro, incluindo o L\u00edbano, a S\u00edria, a Transjord\u00e2nia, o Egito e a Ar\u00e1bia Saudita. As cidades e vilas importantes da Palestina tamb\u00e9m s\u00e3o identificadas, com fundo amarelo, incluindo Haifa, Nazar\u00e9, Tel Aviv, Jaffa e Jerusal\u00e9m. Em azul claro, \u00e0 esquerda, tem o Mar Mediterr\u00e2neo\n\" class=\"wp-image-15701\" style=\"width:263px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Map_of_Mandatory_Palestine_in_1946_with_major_cities_in_English.svg.png 420w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Map_of_Mandatory_Palestine_in_1946_with_major_cities_in_English.svg-162x300.png 162w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Map_of_Mandatory_Palestine_in_1946_with_major_cities_in_English.svg-370x687.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Map_of_Mandatory_Palestine_in_1946_with_major_cities_in_English.svg-270x501.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Map_of_Mandatory_Palestine_in_1946_with_major_cities_in_English.svg-150x279.png 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa do Mandato Brit\u00e2nico da Palestina (Wikipedia)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sionismo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1896, surge o sionismo, movimento nacionalista tardio de judeus europeus, a exemplo de outros nacionalismos no continente no final do s\u00e9culo XIX, tais como&nbsp;as unifica\u00e7\u00f5es italiana e alem\u00e3. Theodor Herzl, jornalista do Imp\u00e9rio Austro-Hungaro, principal te\u00f3rico do sionismo moderno, questionou a estadia de judeus em suas respectivas na\u00e7\u00f5es europeias, que seguiam uma postura antissemitista e perseguidora do povo judeu. A solu\u00e7\u00e3o encontrada por Herzl seria a cria\u00e7\u00e3o de um Estado judaico pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa corrente pol\u00edtica e ideol\u00f3gica foi denominada sionismo, remetendo ao monte Si\u00e3o, uma das colinas da cidade de Jerusal\u00e9m, localizada na \u00e9poca em territ\u00f3rios \u00e1rabes-palestinos. A regi\u00e3o foi escolhida para concretizar o desejo de cria\u00e7\u00e3o do Estado judeu, utilizando respaldo b\u00edblico para justificar a ocupa\u00e7\u00e3o devido \u00e0 segunda di\u00e1spora, respons\u00e1vel pela dispers\u00e3o judaica ap\u00f3s a invas\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano em 70 d.C.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor Danny Zahreddine, \u201ca cria\u00e7\u00e3o de um Estado de Israel com o sionismo foi a solu\u00e7\u00e3o do problema europeu para o holocausto contra judeus\u201d. Durante a primeira Aliyah, nome dado ao fluxo migrat\u00f3rio judeu, o territ\u00f3rio palestino j\u00e1 contava com 1 milh\u00e3o e 300 mil pessoas ocupando a regi\u00e3o. O historiador Ilan Papp\u00e9, em obra j\u00e1 citada, atesta que as rela\u00e7\u00f5es Israel-palestina, em um primeiro contato, foram de coexist\u00eancia pac\u00edfica, at\u00e9 mesmo comercial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>o antissemitismo n\u00e3o era de \u00e1rabes contra judeus [&#8230;] o problema de \u00e1rabes e judeus n\u00e3o \u00e9 milenar, isso \u00e9 um instrumento de propaganda para alimentar \u00f3dio entre povos irm\u00e3os.<\/p>\n<cite>Danny Zahreddine, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Segundo o professor, \u00e1rabes tamb\u00e9m s\u00e3o semitas, descendentes de Sem, filho de No\u00e9, que antecede em nove gera\u00e7\u00f5es Abra\u00e3o, \u201cpai de muitos povos\u201d em hebraico.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a margem colonizadora embasada em moldes ocidentais e europeus n\u00e3o permitiu a boa conviv\u00eancia entre os povos durante muito tempo. A <a href=\"https:\/\/relacoesexteriores.com.br\/armisticio-guerra-arabe-israelense\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Primeira Guerra \u00c1rabe-Israelense<\/a>, entre maio de 1948 e janeiro de 1949, pelo rec\u00e9m-criado Estado de Israel e pa\u00edses da Liga \u00c1rabe, como Egito, Iraque, Jord\u00e2nia, L\u00edbano, S\u00edria e Ar\u00e1bia Saudita, teve como principal consequ\u00eancia a expuls\u00e3o de quase um milh\u00e3o de palestinos das terras conquistadas, dando origem \u00e0 chamada Quest\u00e3o Palestina, uma luta pela recupera\u00e7\u00e3o territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento e a ocupa\u00e7\u00e3o sionista n\u00e3o foi homog\u00eaneo, conforme explica o professor Danny Zahreddine: durante a coloniza\u00e7\u00e3o, o movimento foi dividido em tr\u00eas vertentes: o sionismo pol\u00edtico, que visava poss\u00edveis negocia\u00e7\u00f5es entre judeus e \u00e1rabes; o sionismo pragm\u00e1tico, que acreditava na expuls\u00e3o \u00e1rabe atrav\u00e9s de negocia\u00e7\u00f5es sem uso de viol\u00eancia; e a vertente mais radical, a revisionista, que defendia o exterm\u00ednio \u00e9tnico dos palestinos por meio de guerra armada para a constru\u00e7\u00e3o do Estado pr\u00f3prio judeu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resolu\u00e7\u00e3o 181 da ONU e o Estado de Israel<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Com o fim do Mandato Brit\u00e2nico, em uma tentativa de solu\u00e7\u00e3o para a regi\u00e3o, em 1947 a <a href=\"https:\/\/www.un.org\/unispal\/data-collection\/general-assembly\/?wpv_view_count=237041&amp;wpv_paged=89\">ONU prop\u00f4s<\/a> a divis\u00e3o do territ\u00f3rio entre sionistas, com 55% da \u00e1rea, e palestinos, com 45%. A professora Rashmi Singh conta que os palestinos rejeitaram a proposta e demandaram o controle de todo o territ\u00f3rio do ent\u00e3o Mandato da Palestina, uma vez que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p> Para eles, a presen\u00e7a sionista na regi\u00e3o nada mais era que uma presen\u00e7a colonial imposta pela pot\u00eancia brit\u00e2nica.<\/p>\n<cite>[tradu\u00e7\u00e3o livre]<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em 1948, o Estado de Israel \u00e9 declarado e reconhecido pela Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS) e pelos Estados Unidos. A professora Rashmi Singh explica que o per\u00edodo, que para Israel foi de comemora\u00e7\u00f5es, especialmente ap\u00f3s o fim do Holocausto, para os palestinos foi a <a href=\"https:\/\/youtu.be\/-M9Hm49sS7Y?si=BLmZMr4RPHWg_JcH\">Nakba<\/a> \u2014 cat\u00e1strofe \u2014 em tradu\u00e7\u00e3o literal. A popula\u00e7\u00e3o palestina foi for\u00e7ada a sair de in\u00fameras de suas terras, que foram tomadas e incorporadas pelo Estado Israelense al\u00e9m do proposto pela ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>Ilan Papp\u00e9, autor de <em>Dez Mitos Sobre Israel,<\/em> caracteriza a Nakba como limpeza \u00e9tnica do povo palestino. <a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/inundacao-de-al-aqsa-a-luz-dos-76-anos-de-ocupacao-colonial\/\">Especialistas<\/a> no tema, como o professor no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade, Onofre dos Santos Filho, tamb\u00e9m cunham como limpeza \u00e9tnica a resposta de Israel ao ataque do Hamas devido ao corte no fornecimento de energia, \u00e1gua e alimentos a Gaza e bombardeio em <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/ce9d9rwwqeno\">\u00e1reas civis<\/a>. Em contraposi\u00e7\u00e3o, Israel alega que o Hamas est\u00e1 usando hospitais como base.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Guerra dos Seis Dias e a primeira Intifada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1967, na <a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/guerra-dos-seis-dias-1967-inicio-ocupacao\/\">Guerra dos Seis Dias<\/a>, Israel, expandindo ainda mais a \u00e1rea proposta pela resolu\u00e7\u00e3o 181, ocupou e agregou novos territ\u00f3rios: a Faixa de Gaza, que antes pertencia ao Egito; a Cisjord\u00e2nia, da Jord\u00e2nia; as Colinas de Gol\u00e3; e, a Pen\u00ednsula do Sinai que, ap\u00f3s acordo com o Egito, no in\u00edcio de 1980, foi devolvida. Este \u00e9 o \u00fanico dos territ\u00f3rios que atualmente n\u00e3o pertence a Israel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Rashmi Singh explica o contexto ap\u00f3s o conflito de 1967 e anos seguintes: \u201cNa d\u00e9cada de 1980 t\u00ednhamos uma popula\u00e7\u00e3o sob ocupa\u00e7\u00e3o, uma popula\u00e7\u00e3o extremamente frustrada e perseguida diariamente. E \u00e9 isso que d\u00e1 origem a um n\u00edvel de frustra\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o palestina: a primeira Intifada em 1987&#8243;, termo que denota o levante do povo palestino contra a ocupa\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia israelense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00c9 a popula\u00e7\u00e3o se levantando e protestando \u2014&nbsp; eles come\u00e7am a protestar boicotando produtos israelenses, eles param de pagar impostos. S\u00e3o protestos pac\u00edficos, mas tamb\u00e9m h\u00e1 protestos violentos \u2014&nbsp; exceto que \u00e9 violento no sentido de que h\u00e1 meninos e meninas com pedras na frente de tanques.<\/p>\n<cite>Rashmi Singh, pesquisadora e professora no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC Minas <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"494\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-494x1024.jpg\" alt=\"O mapa mostra o plano de parti\u00e7\u00e3o da Palestina proposto pela Comiss\u00e3o Especial das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Quest\u00e3o Palestina (UNSCOP) em 1947. Em laranja claro o territ\u00f3rio \u00e1rabe, que corresponde a 45% do mapa, em azul, territ\u00f3rio judeu, 55% do mapa. \" class=\"wp-image-15702\" style=\"width:271px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-494x1024.jpg 494w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-145x300.jpg 145w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-768x1591.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-741x1536.jpg 741w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-989x2048.jpg 989w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-370x766.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-270x559.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-570x1181.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-740x1533.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-150x311.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/UN_Palestine_Partition_Versions_1947-scaled.jpg 1236w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa do Plano de Partilha da Palestina em novembro de 1947. (Wikipedia)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O Hamas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A professora Rashmi Singh explica que a organiza\u00e7\u00e3o fundamentalista, militante e nacionalista sunita-isl\u00e2mica palestina Hamas emergiu em 1987\/1988 com a primeira Intifada, e tem suas ra\u00edzes na Irmandade Mu\u00e7ulmana, que surgiu no Egito e abriu seu ramo na Palestina em 1928 para lutar pela independ\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Singh e Zahredine explicam o Hamas como organiza\u00e7\u00e3o constitu\u00edda por duas frentes: assist\u00eancia social (Dawa), que realiza, para os palestinos, constru\u00e7\u00e3o de casas, hospitais, escolas e at\u00e9 cria\u00e7\u00e3o de clubes e campos de futebol para incentivar o lazer; e a ala militar (as brigadas Izz al-Din al-Qassam), que utiliza estrat\u00e9gias violentas como ataques suicidas, tiroteios e execu\u00e7\u00f5es, como o fat\u00eddico ataque de 7 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles criam um ramo militar chamado Hamas com <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MWt_-JGGxq8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">a ajuda de<\/a>, curiosamente, em Gaza, Israel. \u2014 Israel estava interessado em enfraquecer a Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP)\u201d complementa Singh.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse movimento contradit\u00f3rio \u00e0 primeira vista pode ser comparado historicamente com o investimento estadunidense em armamentos e treinamento destinados ao grupo terrorista Al-Qaeda, que por rivalizar com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica na guerra de 1979, serviu como aliado estrat\u00e9gico, mas anos depois foi a organiza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelos ataques de 11 de setembro de 2001. Israel teve o <a href=\"https:\/\/www.intercept.com.br\/2018\/03\/02\/israel-criou-hamas-palestina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mesmo erro de c\u00e1lculo<\/a> ao fortalecer um aparente aliado estrat\u00e9gico contra o partido da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, ajudando a criar o respons\u00e1vel pelos ataques do dia 7 de outubro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Acordos de Oslo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00a0N\u00f3s que lutamos contra voc\u00eas, palestinos, lhe dizemos hoje com voz clara e forte: basta de sangue e de l\u00e1grimas. Basta.<\/p>\n<cite>Yitzhak Rabin, ex primeiro ministro de Israel (1974-1977 e 1992-1995)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Essa foi a frase <a href=\"https:\/\/www.cafehistoria.com.br\/acordos-de-paz-de-oslo-20-anos-depois\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dita por Yitzhak Rabin<\/a>, ent\u00e3o primeiro-ministro de Israel, ao assinar o Acordo de Oslo junto a Yasser Arafat, l\u00edder da OLP, em 13 de setembro de 1993. A troca diplom\u00e1tica foi mediada na capital americana, Washington D.C., por Bill Clinton, presidente estadunidense \u00e0 \u00e9poca. Em 1994, Yitzhak Rabin e Yasser Arafat junto a Shimon Peres, chanceler de Israel, receberam o Nobel da Paz pelo acordo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO processo do acordo come\u00e7ou depois de negocia\u00e7\u00f5es secretas em Oslo, na Noruega\u201d, explica a professora Rashmi Singh. A partir dele, o Estado de Israel \u00e9 reconhecido pela OLP, organiza\u00e7\u00e3o formada por in\u00fameros grupos, entre eles o Fatah, que passa a ser reconhecida por Israel como representante do povo palestino e parceira em negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a leg\u00edtima representa\u00e7\u00e3o palestina nos territ\u00f3rios da Cisjord\u00e2nia e Gaza, parte da OLP foi transformada na Autoridade Nacional Palestina (ANP), \u00f3rg\u00e3o provis\u00f3rio que limitava a autogovernan\u00e7a palestina nas duas regi\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15703\" style=\"width:577px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab-370x278.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab-270x203.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab-570x428.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab-740x555.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab-80x60.jpg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/BOX-colab-150x113.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Diferen\u00e7a entre a Organiza\u00e7\u00e3o para Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina e a Autoridade Nacional Palestina<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessa consequ\u00eancia do Acordo de Oslo, houve outros desdobramentos como a redu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, melhoria das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e crescimento da confian\u00e7a entre os dois povos, diz Singh.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, a Palestina continuava sendo negligenciada, uma vez que seu Estado pr\u00f3prio n\u00e3o foi criado, fronteiras com Israel n\u00e3o foram bem delimitadas e crescem, at\u00e9 hoje, o n\u00famero de <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2020\/07\/01\/o-que-sao-os-assentamentos-israelenses-na-cisjordania-e-por-que-eles-estao-ali.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">assentamentos israelenses<\/a> e poderio militar presentes em territ\u00f3rio palestino, como na Cisjord\u00e2nia. Essas quest\u00f5es chaves n\u00e3o solucionadas, citadas por Rashmi, foram cruciais para o colapso e mal funcionamento do primeiro Acordo de Oslo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1995, uma segunda vers\u00e3o do tratado foi assinada em Taba no Egito, visando aprimorar ainda mais o relacionamento israelo-paelestino. No mesmo ano, Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro israelense, foi assassinado por um extremista de seu pa\u00eds. Ap\u00f3s sete meses da morte de Rabin, Benjamin Netanyahu foi eleito em seu primeiro mandato, de junho de 1996 a julho de 1999. Hoje, ocupa o mesmo cargo, desde 2009. Netanyahu era um forte cr\u00edtico ao Acordo de Oslo, e retrocedeu em termos de condi\u00e7\u00f5es e conquistas da coexist\u00eancia pac\u00edfica entre a Palestina e o Estado israelense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 2019, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), anunciou que deixaria de cumprir com a sua parte nas obriga\u00e7\u00f5es assumidas por israelenses e palestinos nos Acordos de Oslo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Governos na Faixa de Gaza e Cisjord\u00e2nia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2006, o Hamas venceu as elei\u00e7\u00f5es legislativas na Palestina. Israel, EUA e pa\u00edses europeus n\u00e3o aceitaram o resultado, \u201ca democracia s\u00f3 funciona quando voc\u00ea obt\u00e9m os resultados que deseja&#8221;, declarou Singh. \u201cBasicamente, o Hamas n\u00e3o foi autorizado a governar quando ganhou as elei\u00e7\u00f5es\u201d, complementou a professora. O resultado foi a divis\u00e3o dos governos nos territ\u00f3rios palestinos: Gaza, <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/google\/amp\/mundo\/noticia\/2023\/10\/17\/o-hamas-representa-os-palestinos-mais-da-metade-da-populacao-prefere-solucao-pacifica-a-conflito-com-israel-diz-pesquisa.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">controlada pelo Hamas<\/a>; e a Cisjord\u00e2nia, sob controle da Autoridade Palestina, que foi expulsa do territ\u00f3rio governado pelo grupo extremista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2010\/05\/100531_entendabloqueiogaza_ji\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">2,2 milh\u00f5es de habitantes <\/a>e 41 km de comprimento e 10 km de largura, a Faixa de Gaza \u00e9 formada por cinco prov\u00edncias: Gaza do Norte; Gaza; Dayr al-Balah; Khan Yunis; e Rafah \u2014 que faz fronteira com o Egito. Desde que o Hamas come\u00e7ou a governar, Israel implantou <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2010\/05\/100531_entendabloqueiogaza_ji\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bloqueio<\/a> terrestre, mar\u00edtimo e a\u00e9reo na regi\u00e3o, e imp\u00f4s o controle acerca do que \u00e9 cultivado, pescado e constru\u00eddo, assim como o que entra e sai de Gaza. Essa realidade do territ\u00f3rio palestino \u00e9 um dos fatores que dificulta a evacua\u00e7\u00e3o de \u00e1reas que est\u00e3o sendo atacadas por Israel como resposta ao 7 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"383\" height=\"469\" sizes=\"auto, (max-width: 383px) 100vw, 383px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Mapa_da_Faixa_de_Gaza.svg.png\" alt=\"A imagem mostra um mapa da Faixa de Gaza, territ\u00f3rio palestino localizado no extremo sul da costa do Mediterr\u00e2neo. O mapa \u00e9 colorido, com o fundo em azul claro, que representa o Mar Mediterr\u00e2neo. A Faixa de Gaza em amarelo claro. O Egito, que faz fronteira ao sul, est\u00e1 em marrom claro, e Israel, \u00e0 direita e ao norte, est\u00e1 em laranja.\" class=\"wp-image-15704\" style=\"width:329px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Mapa_da_Faixa_de_Gaza.svg.png 383w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Mapa_da_Faixa_de_Gaza.svg-245x300.png 245w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Mapa_da_Faixa_de_Gaza.svg-370x453.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Mapa_da_Faixa_de_Gaza.svg-270x331.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Mapa_da_Faixa_de_Gaza.svg-150x184.png 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa da Faixa de Gaza mostrando as cinco regi\u00f5es, campos de refugiados e pontos de travessia na fronteira. (Wikipedia) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Cisjord\u00e2nia, outro territ\u00f3rio palestino, \u00e9 dividida em tr\u00eas \u00e1reas: A, B e C, em decorr\u00eancia do segundo Acordo de Oslo. A professora Singh explica a divis\u00e3o: A \u00e1rea A, que compreende cerca de 20% do territ\u00f3rio e tem alta densidade populacional \u00e1rabe ou palestina, \u00e9 diretamente administrada pela Autoridade Palestina; a \u00e1rea B, 20%, \u00e9 controlada pela Autoridade Palestina e co-controlada por Israel, especialmente quando se trata de seguran\u00e7a; e, a \u00e1rea C, 60% da Cisjord\u00e2nia e com maioria populacional de colonos, controlada por e pela legisla\u00e7\u00e3o de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>E, apesar de n\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o com o Hamas, a Cisjord\u00e2nia tamb\u00e9m vem <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c88e83xpjjxo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sofrendo ataques<\/a> israelenses. Em contraposi\u00e7\u00e3o, as for\u00e7as de Israel alegam estar realizando opera\u00e7\u00f5es contra o terrorismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"537\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 537px) 100vw, 537px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-537x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15712\" style=\"width:314px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-537x1024.png 537w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-157x300.png 157w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-768x1464.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-806x1536.png 806w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-1075x2048.png 1075w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-370x705.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-270x515.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-570x1086.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-740x1410.png 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Oslo_Areas_and_barrier_projection_2005-1-150x286.png 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa de 2005 mostrando \u00e1reas A e B da Cisjord\u00e2nia (Wikipedia)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Control_status_of_the_West_Bank_as_per_the_Oslo_Accords.svg\" alt=\"O mapa \u00e9 colorido, as \u00e1reas A, B e C em cores diferentes. A \u00e1rea A est\u00e1 em verde, \u00e1rea B est\u00e1 em vermelho escuro e \u00e1rea C em vermelho claro. Jerusal\u00e9m est\u00e1 em azul claro.\" class=\"wp-image-15713\" style=\"width:276px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa das tr\u00eas \u00e1reas da Cisjord\u00e2nia (A, B e C) (Wikimedia)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"561\" height=\"119\" sizes=\"auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-28-at-15.43.48.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15707\" style=\"width:476px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-28-at-15.43.48.jpeg 561w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-28-at-15.43.48-300x64.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-28-at-15.43.48-370x78.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-28-at-15.43.48-270x57.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-28-at-15.43.48-150x32.jpeg 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O apartheid palestino<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A postura do Estado de Israel imposta aos cidad\u00e3os palestinos, tanto os que vivem em Israel quanto os dos territ\u00f3rios de Gaza e Cisjord\u00e2nia, \u00e9 caracterizada como apartheid pela <a href=\"https:\/\/www.hrw.org\/report\/2021\/04\/27\/threshold-crossed\/israeli-authorities-and-crimes-apartheid-and-persecution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Human Rights Watch<\/a>, <a href=\"https:\/\/news.un.org\/en\/story\/2022\/03\/1114702\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a>, a <a href=\"https:\/\/www.amnesty.org\/en\/latest\/campaigns\/2022\/02\/israels-system-of-apartheid\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Anistia Internacional<\/a> e por grande parte da <a href=\"https:\/\/www.intercept.com.br\/2017\/03\/22\/seria-israel-um-estado-de-apartheid-ate-os-israelenses-mais-importantes-ja-o-reconheceram\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">comunidade acad\u00eamica<\/a>. O termo apartheid, mesmo que remeta \u00e0s <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/sociologia\/apartheid-origem-origem-historica-da-segregacao-racial-na-africa-do-sul.amp.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">viola\u00e7\u00f5es cometidas na \u00c1frica do Sul<\/a>, atualmente, \u00e9 um termo jur\u00eddico universal resguardado no Tribunal Penal Internacional de Haia (TPI) e conceituado como a inten\u00e7\u00e3o de um grupo racial de manter dom\u00ednio sobre outro utilizando de pr\u00e1ticas sistem\u00e1ticas de opress\u00e3o, ocorrendo em atos desumanos durante o processo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Caracterizado como crime contra a humanidade, o apartheid est\u00e1 sendo aplicado pelo Estado sionista desde sua cria\u00e7\u00e3o em 1948. De diversas formas e em locais diferentes, Israel nega os direitos civis de cidad\u00e3os palestinos, sendo evidenciado na pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o israelense, por <a href=\"https:\/\/www.hrw.org\/pt\/news\/2021\/04\/27\/378578\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">relat\u00f3rios de ONGs&nbsp; internacionais<\/a> sobre direitos humanos e pesquisas demogr\u00e1ficas realizadas nos territ\u00f3rios palestinos ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A come\u00e7ar pelos palestinos que residem em territ\u00f3rio israelense, a legisla\u00e7\u00e3o que os rege \u00e9 uma forma de segrega\u00e7\u00e3o a partir do momento da cria\u00e7\u00e3o de Israel, que se define como um estado \u00e9tnico judeu, comprometendo o direito de outras etnias de ocuparem o territ\u00f3rio. Outro mecanismo legal de opress\u00e3o \u00e9 a lei de retorno dos judeus em di\u00e1spora, direito esse que \u00e9 negado aos palestinos que querem retornar \u00e0 sua terra, inclusive nas \u00e1reas regidas por autoridades e organiza\u00e7\u00f5es palestinas, como Gaza e&nbsp;Cisjord\u00e2nia, evidenciando que os palestinos n\u00e3o t\u00eam controle sobre suas pr\u00f3prias fronteiras devido ao colonialismo israelense.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei de Terras de Israel, aprovada em 1960, \u00e9 um grande exemplo da preocupa\u00e7\u00e3o dos israelenses frente \u00e0 \u201camea\u00e7a demogr\u00e1fica\u201d \u2014 <a href=\"https:\/\/www.haaretz.com\/2003-12-18\/ty-article\/netanyahu-israels-arabs-are-the-real-demographic-threat\/0000017f-e3c1-d9aa-afff-fbd9f8d50000\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">termo utilizado por Benjamin Netanyahu em 2003<\/a> \u2014&nbsp; que os palestinos \u00e1rabes representam, j\u00e1 que ela se baseia na proibi\u00e7\u00e3o da venda de terras estatais. Parte desses territ\u00f3rios s\u00e3o administrados pelo <a href=\"https:\/\/adnanabuamer.com\/post\/9681\/o-fundo-nacional-judaico-expande-a-influncia-dos-assentamentos-na\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fundo Nacional Judaico<\/a>, que tinha como pol\u00edtica institucional alugar as terras somente para judeus. Em 2005, a Procuradoria-Geral de Israel reconheceu essa pol\u00edtica como ato discriminat\u00f3rio, mas as terras j\u00e1 haviam sido amplamente ocupadas por judeus. Tudo isso contextualiza a fala do professor Danny Zahreddine sobre o apartheid: \u201cEsses 20% de palestinos que t\u00eam cidadania israelense sofrem porque s\u00e3o como cidad\u00e3os de segunda categoria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos territ\u00f3rios geridos pelo Hamas, na Faixa de Gaza, a segrega\u00e7\u00e3o ocorre com a ampla restri\u00e7\u00e3o do direito de ir e vir, na forma de bloqueios da fronteira de Gaza, e o controle por Israel da eletricidade e \u00e1gua dispon\u00edveis, sendo muito comum o racionamento desses recursos por raz\u00f5es de guerra (como nos ataques do dia 7 de outubro) ou qualquer motivo que seja v\u00e1lido ao Estado sionista, condenando os civis palestinos que ali habitam.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Cisjord\u00e2nia, o car\u00e1ter colonial da ocupa\u00e7\u00e3o se mostra principalmente pela constru\u00e7\u00e3o de muros que segregam vilas palestinas das judias, muros esses que passam por dentro de territ\u00f3rios palestinos, violando a divis\u00e3o de terras feita pela ONU em 1947 e at\u00e9 mesmo os territ\u00f3rios preservados ap\u00f3s a Guerra dos Seis Dias. Outra forma de opress\u00e3o s\u00e3o os assentamentos judeus no territ\u00f3rio, que empurram a popula\u00e7\u00e3o palestina para territ\u00f3rios cada vez menores, aumentando a densidade demogr\u00e1fica dessas \u00e1reas. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 observada na cidade de Jerusal\u00e9m, considerada sagrada pelas tr\u00eas principais religi\u00f5es monote\u00edstas, onde, buscando mudar o equil\u00edbrio demogr\u00e1fico em favor da popula\u00e7\u00e3o judaica, o governo de Israel cria assentamentos em regi\u00f5es historicamente habitadas por \u00e1rabes e palestinos crist\u00e3os.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-1024x681.jpg\" alt=\"A imagem mostra um muro de concreto alto e grosso que se estende por uma paisagem \u00e1rida. O muro divide \u00e1rea da Cisjord\u00e2nia e Israel. A imagem mostra o c\u00e9u azul\" class=\"wp-image-15714\" style=\"width:423px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-768x511.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-1536x1021.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-2048x1362.jpg 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-370x246.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-570x379.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-740x492.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Israeli_West_Bank_Barrier-150x100.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Muro na Cisjord\u00e2nia em 2004 (Wikipedia)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>C<\/strong>en\u00e1rio Internacional<\/h2>\n\n\n\n<p>Para entender o cen\u00e1rio internacional diante do ataque recente do Hamas e a resposta extrema de Israel, considerando o hist\u00f3rico da quest\u00e3o e as m\u00faltiplas interfer\u00eancias e influ\u00eancias externas em seu decorrer, Danny Zahreddine detalha pontos chave do contexto atual, como o ataque da R\u00fassia \u00e0 Ucr\u00e2nia, que iniciou sem a media\u00e7\u00e3o ou presta\u00e7\u00e3o de contas aos Estados Unidos, algo que n\u00e3o ocorria desde a Guerra Fria. Esse abalo no protagonismo dos EUA foi corroborado por outros fatores, como a ascens\u00e3o chinesa, o enfraquecimento americano no Oriente M\u00e9dio \u2014 com a guerra do Iraque, guerra do Afeganist\u00e3o e o conflito recente em <a href=\"https:\/\/medium.com\/@scardualaura\/conflito-em-nagorno-karabakh-ilustra-as-complexidades-que-envolvem-um-conflito-geopol%C3%ADtico-b586e963ef34\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nagorno-Karabakh<\/a> . Com essa descentraliza\u00e7\u00e3o de influ\u00eancia, o cen\u00e1rio se torna imprevis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, pa\u00eds que classifica tanto o bra\u00e7o pol\u00edtico quanto o bra\u00e7o armado do Hamas como grupo terrorista, precisa de um triunfo na pol\u00edtica externa para se reafirmar como pot\u00eancia, ter controle sob essas novas for\u00e7as e conquistas para apresentar em sua campanha eleitoral de reelei\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo ano, adiciona Zahreddine.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Israel, a parte da popula\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/blog\/sandra-cohen\/post\/2023\/10\/13\/quatro-entre-cinco-israelenses-culpam-netanyahu-pelo-fracasso-da-seguranca.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">discorda das a\u00e7\u00f5es de Netanyahu<\/a>, que se encontra em debilidade interna. Atalia Omer, israelense que pesquisa o conflito na universidade de Notre Dame, em <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/10\/19\/como-o-confito-israel-palestina-esta-afetando-washington\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">entrevista ao Brasil de Fato<\/a>, fala sobre a posi\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds de origem, \u201dIsrael n\u00e3o tem respeitado o direito internacional em termos de guerras. Porque o direito de se defender n\u00e3o d\u00e1 o direito de matar uma popula\u00e7\u00e3o de fome, de desligar a \u00e1gua, a eletricidade, os combust\u00edveis. Isso \u00e9 um crime.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Alberto Pfeifer, professor do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (IRI) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) exp\u00f5e em <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/a-possibilidade-de-outros-paises-entrarem-em-conflito-direto-contra-israel-e-remota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">entrevista ao Jornal da USP<\/a>&nbsp; sua percep\u00e7\u00e3o acerca da interfer\u00eancia do cen\u00e1rio internacional no embate Israel-Palestina: \u201ca probabilidade de outros Estados Nacionais entrarem em conflito direto contra Israel, neste momento, \u00e9 mais remota do que parece\u201d. Por\u00e9m, o professor afirma que haver\u00e1 um confronto no plano das organiza\u00e7\u00f5es internacionais entre os pa\u00edses \u00e1rabes, que n\u00e3o podem, por princ\u00edpio, abandonar a causa palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Para na\u00e7\u00f5es como o Ir\u00e3, o conflito n\u00e3o trar\u00e1 benef\u00edcios pol\u00edticos, j\u00e1 que o pa\u00eds est\u00e1 estabelecendo v\u00ednculos com o Ocidente e mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es com China e R\u00fassia. A boa rela\u00e7\u00e3o russa com alguns pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio, como o L\u00edbano e a S\u00edria, al\u00e9m do Ir\u00e3, trar\u00e1 ao Kremlin um papel importante na log\u00edstica geopol\u00edtica e militar do conflito, tendo <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/10\/14\/russia-defende-palestina-e-faz-contrapeso-a-politica-dos-eua-no-oriente-medio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">se posicionado em prol da Palestina<\/a>. Outro territ\u00f3rio \u00e1rabe que se tornou personagem destaque do conflito foi o Egito, devido ao controle da fronteira de Rafah \u2013 a \u00fanica de Gaza n\u00e3o controlada por Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Brasil, que ocupou o cargo de presidente do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU durante o primeiro ataque do Hamas, mant\u00e9m durante o conflito a r\u00e1pida, e pioneira, a\u00e7\u00e3o, com aux\u00edlio da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), para o <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sorocaba-jundiai\/noticia\/2023\/10\/10\/guerra-em-israel-grupo-de-brasileiros-chega-a-aeroporto-de-tel-aviv-para-retornar-ao-brasil.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">resgate de brasileiros<\/a> que se encontravam no territ\u00f3rio. Ap\u00f3s garantir o resgate dos <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/brasileiros-repatriados-da-faixa-de-gaza-chegam-ao-brasil\/#:~:text=Ap%C3%B3s%20mais%20de%20um%20m%C3%AAs,noite%20desta%20segunda%2Dfeira%2013.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">brasileiros em Gaza<\/a>, o presidente Lula endureceu o discurso ao considerar que o governo de Benjamin Netanyahu comete atos terroristas tanto quanto o Hamas.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem produzida por Laura Scardua, Let\u00edcia Lanes e Mateus Monteiro<\/pre>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ataque do grupo extremista Hamas a Israel reacendeu o debate acerca da quest\u00e3o Israel-Palestina, que j\u00e1 se desdobra h\u00e1 75 anos. <\/p>\n","protected":false},"author":84,"featured_media":15724,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1323],"tags":[345,1734,1329,1732,1733],"class_list":["post-15699","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","tag-conflito","tag-hamas","tag-internacional","tag-israel","tag-palestina"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Entenda as quest\u00f5es por tr\u00e1s do conflito Hamas - Israel - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Ataque do grupo extremista Hamas a Israel reacendeu o debate acerca da quest\u00e3o Israel-Palestina, que j\u00e1 se desdobra h\u00e1 75 anos.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/entenda-as-questoes-por-tras-do-conflito-hamas-israel\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Entenda as quest\u00f5es por tr\u00e1s do conflito Hamas - Israel - Colab\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Ataque do grupo extremista Hamas a Israel reacendeu o debate acerca da quest\u00e3o Israel-Palestina, que j\u00e1 se desdobra h\u00e1 75 anos.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/entenda-as-questoes-por-tras-do-conflito-hamas-israel\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Colab\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-11-30T21:08:54+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-11-30T22:01:44+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-30-at-17.57.15.jpeg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1600\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"846\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Laura Scardua\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Laura Scardua\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"21 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/entenda-as-questoes-por-tras-do-conflito-hamas-israel\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/entenda-as-questoes-por-tras-do-conflito-hamas-israel\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Laura Scardua\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/43634ab2b103514b35f8193959b53ea2\"},\"headline\":\"Entenda as quest\u00f5es por tr\u00e1s do conflito Hamas &#8211; 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