{"id":14772,"date":"2023-07-03T12:00:00","date_gmt":"2023-07-03T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=14772"},"modified":"2023-07-03T14:26:42","modified_gmt":"2023-07-03T17:26:42","slug":"america-latina-o-que-significa-ser-latino-americano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/america-latina-o-que-significa-ser-latino-americano\/","title":{"rendered":"Am\u00e9rica Latina: o que significa ser latino-americano?"},"content":{"rendered":"\n<p>Considerado um dos melhores \u00e1lbuns brasileiros de todos os tempos, como aponta a <a href=\"https:\/\/novabrasilfm.com.br\/notas-musicais\/brasilidade\/uma-comparacao-entre-as-tres-grandes-listas-que-classificam-os-melhores-albuns-de-musica-brasileira-de-todos-os-tempos\/\">apura\u00e7\u00e3o feita pela r\u00e1dio Novabrasil FM<\/a>, o \u00e1lbum de estreia dos Secos e Molhados completa 50 anos em 2023. As letras po\u00e9ticas de Ney Matogrosso combinadas com o instrumental e o figurino caracter\u00edsticos da banda tornaram o disco um cl\u00e1ssico da MPB. \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ygUuXtg98zA\">Sangue Latino<\/a>\u201d, can\u00e7\u00e3o de destaque do \u00e1lbum, \u00e9 mais uma de tantas obras musicais do per\u00edodo ditatorial sul-americano que exaltam a latinidade como a identidade de um povo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Secos &amp; Molhados - Sangue Latino [Raridade]\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_CSjq-UyaWA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Clipe da m\u00fasica Sangue Latino interpretado pela banda Secos e Molhados<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UDh5yMN1CT0\">Venas Abiertas<\/a>\u201d de Mercedes Sosa \u2014 uma refer\u00eancia ao livro <strong>As Veias Abertas da Am\u00e9rica Latina<\/strong>, do jornalista uruguaio Eduardo Galeano \u2014 e \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=N9Q0r-jF1YU\">Canci\u00f3n Por La Unidad de Latino Am\u00e9rica<\/a>\u201d de Milton Nascimento e Chico Buarque s\u00e3o outras, de tantas can\u00e7\u00f5es, que reverberam o sentimento anti-imperialista e de valoriza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses latino-americanos. Mas afinal, o que \u00e9 a Am\u00e9rica Latina? O que significa ter o \u201csangue latino\u201d? Existe realmente uma identidade latino-americana?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Venas Abiertas\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/track\/0QhxGLzKbCRRXZSOyeuyfZ?si=d1e3a3c97593411a&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Cancion Por La Unidad Latinoamericana\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/track\/6kH1AprbEC9G5FjDJy1XAa?si=7d74429021504ace&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O conceito de latinidade \u00e9 ainda mais complexo do que as licen\u00e7as po\u00e9ticas das m\u00fasicas e dos significados encontrados no Google. Para compreend\u00ea-lo al\u00e9m da ideia de um povo, \u00e9 preciso um aprofundamento hist\u00f3rico e geopol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A origem do nome \u201cAm\u00e9rica Latina\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz da hist\u00f3ria, apesar de n\u00e3o ser unanimidade entre os pesquisadores, o argentino Carlos Calvo, o colombiano Jos\u00e9 Mar\u00eda Torres Caicedo e o chileno Francisco Bilbao s\u00e3o os nomes mais famosos por tr\u00e1s da origem do termo \u201cAm\u00e9rica Latina\u201d. No artigo <strong>\u201c<\/strong><a href=\"http:\/\/antigo.anphlac.org\/sites\/default\/files\/hector_bruit.pdf\"><strong>A Inven\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/a><strong>\u201d<\/strong>, H\u00e9ctor Hernan Bruit, que foi pesquisador do Centro de Mem\u00f3ria da Unicamp, aborda a cria\u00e7\u00e3o desse termo como consequ\u00eancia dos interesses econ\u00f4micos da Fran\u00e7a na segunda metade do s\u00e9culo XIX, com inten\u00e7\u00e3o de se aproximar das ex-col\u00f4nias ib\u00e9ricas nas Am\u00e9ricas \u2014 pa\u00edses colonizados por Espanha e Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o \u201clatino\u201d \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o europeia e sua origem est\u00e1 diretamente ligada a Roma, \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica e \u00e0 monarquia, como explica o artigo de Bruit. De acordo com sua pesquisa, foram justamente os interesses dos franceses em estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de semelhan\u00e7a para se aproximar dos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa e espanhola nas Am\u00e9ricas que ajudaram a conceber a ideia de \u201clatinidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Corr\u00eaa Teixeira, professor do Departamento de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia da PUC Minas, destaca que: \u201co nome &#8220;Am\u00e9rica Latina&#8221; \u00e9 resgatado e ganha for\u00e7a quando a ONU \u00e9 criada. Diante da cria\u00e7\u00e3o da ONU, criou-se tamb\u00e9m a <a href=\"https:\/\/www.cepal.org\/pt-br\"><strong>Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL)<\/strong><\/a>, que fortalece essa nomenclatura\u201d. A partir disso, para al\u00e9m da inven\u00e7\u00e3o europeia e da divulga\u00e7\u00e3o estadunidense da \u201clatinidade\u201d, pensadores latino-americanos passaram a questionar a coer\u00eancia desse conceito. Um exemplo importante desse momento \u00e9 o livro publicado em 1945 pelo peruano Luis Alberto S\u00e1nchez, chamado &#8220;<strong><em>\u00bfExiste Am\u00e9rica Latina?<\/em><\/strong>\u201d<em>, <\/em>em que discute as rea\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e culturais que envolvem a regi\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>O professor expressa inc\u00f4modo com uso do termo \u201cAm\u00e9rica Latina\u201d j\u00e1 que, segundo ele: \u201cexiste a presen\u00e7a africana na forma\u00e7\u00e3o da sociedade, da pr\u00f3pria demografia do Brasil e de outros pa\u00edses, que vem de um processo terr\u00edvel: o sistema transatl\u00e2ntico de escravizados\u201d. Para ele, a refer\u00eancia apenas \u00e0 Europa para constituir o nome \u201cAm\u00e9rica Latina\u201d \u00e9 um problema, devido \u00e0 import\u00e2ncia africana na forma\u00e7\u00e3o cultural, social e pol\u00edtica dessa regi\u00e3o e, tamb\u00e9m, pela presen\u00e7a dos povos origin\u00e1rios. \u201cHoje, quando voc\u00ea pensa em Guatemala, Bol\u00edvia, Equador, Peru, M\u00e9xico, entre outros, mais de 60% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de origem ind\u00edgena\u201d, argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Corr\u00eaa Teixeira ainda prop\u00f4s uma reflex\u00e3o sobre o nome \u201cAm\u00e9rica\u201d \u2014 uma refer\u00eancia ao navegador italiano Am\u00e9rico Vesp\u00facio \u2014 e o adjetivo \u201cLatina\u201d, \u2014 associado \u00e0 l\u00edngua e cultura romanas \u2014 sugerindo a hip\u00f3tese de uma nova nomenclatura que n\u00e3o fa\u00e7a refer\u00eancia unicamente \u00e0 presen\u00e7a europeia, mas que tamb\u00e9m envolva as perspectivas ind\u00edgena e africana, que tiveram forte influ\u00eancia no desenvolvimento da regi\u00e3o. Ele cita o termo \u201cAbya Yala\u201d, da l\u00edngua do povo Kuna, da Col\u00f4mbia e Panam\u00e1, que vem sendo adotado como uma alternativa para a express\u00e3o \u201cAm\u00e9rica\u201d, em uma postura anti-imperialista e de valoriza\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a ind\u00edgena no territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#bdbdbd57\">Carlos Walter Porto-Gon\u00e7alves discute em seu texto <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/prolam\/abya-yala\/\"><strong>\u201cABYA YALA\u201d<\/strong><\/a>,<strong> <\/strong>as implica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, pol\u00edticas e culturais da utiliza\u00e7\u00e3o desse termo.<\/p>\n\n\n\n<p>Edison Gomes, professor do Departamento de Hist\u00f3ria do Instituto de Ci\u00eancias Humanas da PUC Minas,destaca os movimentos \u201cdecoloniais\u201d que foram resgatados no final do s\u00e9culo XX e que v\u00e3o colocar em pauta o reconhecimento e valoriza\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios na Am\u00e9rica Latina. Segundo o professor, a grande proposta desses movimentos \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria a partir da etnia, da religi\u00e3o e da cultura desses povos, que foram relegados por muito tempo. Neste s\u00e9culo, o professor ressalta algumas correntes que seguem esse pensamento decolonial, como o resgate da cultura Mapuche, no Chile, e da cultura Aymara, na Bol\u00edvia, principalmente durante o governo de Evo Morales.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita o livro, <strong>A inven\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/strong>, do historiador e fil\u00f3sofo mexicano, Edmundo O&#8217;Gorman, que defende que aqueles que produziram a imagem que temos da Am\u00e9rica hoje, foram os europeus e, portanto, n\u00e3o houve um reconhecimento da perspectiva ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#bdbdbd57\">Leituras interessantes sobre o tema: <a href=\"https:\/\/iela.ufsc.br\/chile-comunidade-mapuche-em-tempo-de-retomadas\/\"><strong>\u201cChile: comunidade Mapuche em tempo de retomadas\u201d<\/strong><\/a> publicado pelo Instituto De Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal de Santa Catarina. A reportagem <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/03\/07\/arte-e-cultura-marcam-novas-lutas-do-povo-mapuche-no-chile\"><strong>\u201cArte e cultura marcam novas lutas do povo mapuche no Chile\u201d<\/strong><\/a>, de Mayara Paix\u00e3o para o jornal Brasil de Fato. E a not\u00edcia <strong>\u201c<\/strong><a href=\"https:\/\/exame.com\/tecnologia\/bolivianos-traduzem-facebook-para-idioma-aimara\/\"><strong>Bolivianos traduzem Facebook para idioma aimara<\/strong><\/a><strong>\u201d<\/strong>,<strong> <\/strong>publicada em 2014 pelo jornal Exame, evidenciando a valoriza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua \u201caymara\u201d na Bol\u00edvia<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A forma\u00e7\u00e3o dos estados-nacionais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Edison Gomes, defende que a latinidade e a ideia da constru\u00e7\u00e3o de uma identidade \u00e9 mais complexa porque \u00e9 um tanto quanto intang\u00edvel. Segundo o professor, \u00e9 interessante pensarmos a Am\u00e9rica Latina a partir da cria\u00e7\u00e3o dos estados nacionais, pois esse processo foi importante para a constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria dos pa\u00edses e, consequentemente, teve influ\u00eancia na concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e cultural da Am\u00e9rica Latina de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>No livro <strong>Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina: Cinco S\u00e9culos (Temas e Problemas)<\/strong>, Claudia Wasserman, professora e pesquisadora do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que os processos de constru\u00e7\u00e3o dos estados nacionais possuem duas caracter\u00edsticas centrais, uma \u201cecon\u00f4mico-social\u201d e outra \u201cpol\u00edtico-militar\u201d. O primeiro t\u00f3pico tem rela\u00e7\u00e3o com a expans\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista e a instaura\u00e7\u00e3o do \u201cpoder burgu\u00eas\u201d na sociedade latino-americana. J\u00e1 o segundo, est\u00e1 associado aos movimentos de independ\u00eancia propriamente ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>No livro, Claudia Wasserman comenta que os processos de forma\u00e7\u00e3o dos estados nacionais na Europa foram influentes para as mobiliza\u00e7\u00f5es que ocorreram na Am\u00e9rica Latina mas que, ao contr\u00e1rio do que ocorreu do outro lado do Oceano Atl\u00e2ntico, n\u00e3o existiu por aqui um \u201celemento aglutinador\u201d. Segundo ela, as diferentes regi\u00f5es tinham dificuldade em se aproximar devido \u00e0s \u201cdivis\u00f5es administrativas\u201d controladas pela metr\u00f3pole, que faziam com que esses locais se tornassem regi\u00f5es produtivas isoladas. Quest\u00f5es de desenvolvimento tecnol\u00f3gico alinhadas \u00e0s barreiras geogr\u00e1ficas tamb\u00e9m complicaram o contato entre as diferentes regi\u00f5es. Al\u00e9m disso, a autora afirma que, tanto para as classes mais baixas quanto para a elite \u201ccriolla\u201d \u2014 aristocratas de descend\u00eancia espanhola que tinham poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico sobre essas regi\u00f5es \u2014 a ideia de nacionalismo n\u00e3o existia, ao contr\u00e1rio do que era visto nos pa\u00edses europeus.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisadora, por influ\u00eancia do expansionismo de Napole\u00e3o Bonaparte na Europa e do decl\u00ednio pol\u00edtico e econ\u00f4mico dos pa\u00edses ib\u00e9ricos, as revoltas e articula\u00e7\u00f5es para cria\u00e7\u00e3o dos estados nacionais e emancipa\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias foram, em sua maioria, bem sucedidas. Todavia, o isolamento entre as regi\u00f5es e os obst\u00e1culos comunicacionais se tornaram fatores importantes para o insucesso das tentativas de unifica\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses latino-americanos, idealizados por algumas figuras chamadas de \u201clibertadores\u201d, como \u00e9 o caso de Sim\u00f3n Bol\u00edvar e San Mart\u00edn.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#bdbdbd57\">A t\u00edtulo de curiosidade, cabe aqui uma recomenda\u00e7\u00e3o do artigo <a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/prolam\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2016\/12\/ABREU-DE-MELO_SP02-Anais-do-II-Simp%C3%B3sio-Internacional-Pensar-e-Repensar-a-Am%C3%A9rica-Latina.pdf\"><strong>Abreu e Lima: um brasileiro entre os Libertadores da Am\u00e9rica<\/strong><\/a> de Ricardo Abreu de Melo, Mestre pelo Programa Interunidades de Integra\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina PROLAM\/USP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os \u201clibertadores\u201d e a unifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O professor Edison Gomes destaca que, apesar das guerras de independ\u00eancia e a constitui\u00e7\u00e3o dos estados nacionais terem sido bem sucedidas, a ideia de Am\u00e9rica Latina como um conjunto sempre foi mais complicada. Os \u201clibertadores\u201d, por sua vez, foram personagens fundamentais para o processo de independ\u00eancia de alguns pa\u00edses latino-americanos e carregavam entre si o ideal de unifica\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSim\u00f3n Bol\u00edvar e San Mart\u00edn, apesar de terem perspectivas diferentes, tentaram, em v\u00e1rias oportunidades, promover a integra\u00e7\u00e3o formal entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Inclusive, tem um documento importante e muito significativo que trata disso, a Carta da Jamaica, de 1815, quando, na mesma ocasi\u00e3o, na Europa, os pa\u00edses viviam o Congresso de Viena, que em s\u00edntese seria a proposta de recoloniza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses latino-americanos\u201d, comenta Edison Gomes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Carta da Jamaica foi um texto escrito por Sim\u00f3n Bol\u00edvar para um comerciante brit\u00e2nico refugiado em Kingston, na Jamaica, que relembrava a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola no continente e relatava os eventos que culminaram na emancipa\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias. Na carta, Bol\u00edvar expressava seu sonho de unificar os pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"588\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-1024x588.png\" alt=\"Duas pinturas coloridas. Na esquerda, San Mart\u00edn, com vestes militares, olha para o horizonte em um cen\u00e1rio montanhoso. Na direita, um retrato de Sim\u00f3n Bol\u00edvar com veste militares e uma cortina no fundo.\" class=\"wp-image-14773\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-1024x588.png 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-300x172.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-768x441.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-370x213.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-270x155.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-570x328.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-740x425.png 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar-150x86.png 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/san-martin-simon-bolivar.png 1399w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os libertadores San Mart\u00edn e Sim\u00f3n Bol\u00edvar<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cDesejo, mais que qualquer outro, ver formar na Am\u00e9rica a maior na\u00e7\u00e3o do mundo, n\u00e3o tanto por sua extens\u00e3o e riquezas, quanto por sua liberdade e gl\u00f3ria\u201d<\/p>\n<cite>&#8211; Sim\u00f3n Bol\u00edvar<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ainda que os libertadores tivessem tentado efetivar a unifica\u00e7\u00e3o, Edison Gomes aponta que \u201cpara criar uma integra\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que se constitua uma identidade\u201d. Segundo ele, os movimentos identit\u00e1rios v\u00eam sendo constru\u00eddos desde o s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s as independ\u00eancias, mas existe sobretudo um problema hist\u00f3rico. Nesta regi\u00e3o sempre houve uma rela\u00e7\u00e3o de \u201ccima para baixo\u201d, muito influenciada pela forma como os pa\u00edses ib\u00e9ricos operam, onde \u00e9 a elite pol\u00edtica e econ\u00f4mica que conduz o progresso dos pa\u00edses e a popula\u00e7\u00e3o tem a participa\u00e7\u00e3o efetiva reduzida diante desses processos, como relata o professor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Por volta da d\u00e9cada de 1910 e meados de 1920, a Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana \u201cinaugura\u201d o s\u00e9culo XX na Am\u00e9rica e se torna um dos momentos mais importantes para se entender a hist\u00f3ria do continente, afirma o professor Edison Gomes. Para ele, esse momento \u00e9 importante, n\u00e3o s\u00f3 pelas disputas pol\u00edticas, conduzidas, principalmente, pela elite e apoiadas pelo povo contra a perman\u00eancia de Porf\u00edrio Dias no poder, nem pelo car\u00e1ter econ\u00f4mico e social, com a defesa da recupera\u00e7\u00e3o dos \u201cpueblos\u201d e da reforma agr\u00e1ria, lideradas por Emiliano Zapata e Pancho Villa. O professor destaca, tamb\u00e9m, a import\u00e2ncia do aspecto cultural desse per\u00edodo, pois, assim que os revolucion\u00e1rios tomaram o poder, houve uma busca pela forma\u00e7\u00e3o educacional e cultural da popula\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, Edison lembra de uma caracter\u00edstica interessante no M\u00e9xico, um movimento art\u00edstico denominado \u201cmuralismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-1024x682.jpg\" alt=\"Pintura muralista colorida elaborada pelo artista mexicano Diego Rivera\" class=\"wp-image-14774\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-570x380.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera-150x100.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/mural-diego-rivera.jpg 1280w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mural pintado pelo artista Diego Rivera<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No <a href=\"https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/termo3190\/muralismo#:~:text=O%20termo%20refere-se%20%C3%A0,Revolu%C3%A7%C3%A3o%20Mexicana%20de%201910-1920.\">texto da Enciclop\u00e9dia Ita\u00fa Cultural<\/a> que aborda esse movimento, o nome de Diego Rivera \u00e9 tratado como \u201cum dos principais expoentes do muralismo mexicano\u201d. Ele, de fato, foi um homem dedicado \u00e0 arte e aos seus ideais pol\u00edticos, como mostra Marcia Helena Domingues Camargo em seu artigo <strong>\u201c<\/strong><a href=\"https:\/\/revistas.marilia.unesp.br\/index.php\/aurora\/article\/view\/4154\"><strong>Arte e Pol\u00edtica: A Trajet\u00f3ria e o Muralismo de Diego Rivera<\/strong><\/a><strong>\u201d<\/strong>. Segundo a pesquisa, Rivera considerava a arte como parte fundamental da identidade de um povo e utilizou do muralismo para aproximar os ideais revolucion\u00e1rios da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Frida Kahlo, um dos grandes \u00edcones da hist\u00f3ria da arte, ao lado de seu parceiro, Diego Rivera, foram <a href=\"https:\/\/www.gob.mx\/cultura\/prensa\/frida-kahlo-referente-del-arte-contemporaneo-de-mexico\">grandes respons\u00e1veis por resgatar as ra\u00edzes da arte popular mexicana e divulg\u00e1-la para o mundo<\/a>. Essa valoriza\u00e7\u00e3o da arte no processo revolucion\u00e1rio mexicano do in\u00edcio do s\u00e9culo passado \u00e9 descrita por Edison Gomes como uma forma de \u201cmanter a arte na rua, considerando que a arte \u00e9 da popula\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o fechada em museus e exposi\u00e7\u00f5es onde apenas a elite vai ter acesso\u201d. Nesse sentido, o fen\u00f4meno de \u201cpopulariza\u00e7\u00e3o da cultura\u201d est\u00e1 alinhado, tamb\u00e9m, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios, aponta o professor.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cActualmente, las nuevas generaciones han adoptado a Frida Kahlo como bandera del feminismo, de la discapacidad, de la libertad sexual y de la cultura mexicana, tanto por su lenguaje art\u00edstico, vestimenta y decoraci\u00f3n de su casa, mediante los cuales rescata las ra\u00edces del arte popular\u201d.<\/p>\n<cite>Secretar\u00eda de Cultura de M\u00e9xico<\/cite><\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"386\" height=\"450\" sizes=\"auto, (max-width: 386px) 100vw, 386px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/frida-kahlo-diego-rivera.jpg\" alt=\"Fotografia em preto em branco com um casal. Na esquerda, Frida Kahlo e ao seu lado Diego Rivera\" class=\"wp-image-14778\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/frida-kahlo-diego-rivera.jpg 386w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/frida-kahlo-diego-rivera-257x300.jpg 257w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/frida-kahlo-diego-rivera-370x431.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/frida-kahlo-diego-rivera-270x315.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/frida-kahlo-diego-rivera-150x175.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O casal de artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As ditaduras e o imperialismo estadunidense<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o do professor Rodrigo Corr\u00eaa Teixeira, a latinidade s\u00f3 \u00e9 verdadeiramente pensada ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial e, apesar de figuras como a dos libertadores, \u201ca ideia de identidade latino-americana deve muito mais ao movimento ind\u00edgena \u2014 que nas \u00faltimas d\u00e9cadas ganhou mais express\u00e3o \u2014 ao movimento estudantil e aos movimentos de resist\u00eancia \u00e0s ditaduras militares\u201d, comentou. A partir desse contexto, ele acentua que no per\u00edodo p\u00f3s-guerra, durante a guerra fria, \u201cquem pensa a Am\u00e9rica Latina s\u00e3o as esquerdas\u201d, muito devido ao perfil nacionalista das ditaduras e da l\u00f3gica bilateral na rela\u00e7\u00e3o desses pa\u00edses com os Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o professor vai destacar a import\u00e2ncia fundamental da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana no que diz respeito \u00e0 difus\u00e3o da perspectiva revolucion\u00e1ria anti-imperialista, n\u00e3o s\u00f3 pelas Am\u00e9ricas, mas tamb\u00e9m para outros continentes. Ele afirma que esse movimento eleva para outro patamar o papel do \u201crevolucion\u00e1rio ic\u00f4nico\u201d, com a figura de Che Guevara, que se torna uma das pe\u00e7as principais dentro da din\u00e2mica de propaga\u00e7\u00e3o dos ideais contr\u00e1rios ao expansionismo estadunidense na Am\u00e9rica Latina, e refor\u00e7a o car\u00e1ter decisivo da conjuntura de movimentos estudantis e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-799x1024.jpg\" alt=\"Fotografia em preto e branco do revolucion\u00e1rio Che Guevara. Na imagem ele usa uma boina cobrindo seus cabelos longos enquanto olha para o horizonte\" class=\"wp-image-14779\" width=\"289\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-799x1024.jpg 799w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-234x300.jpg 234w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-768x985.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-370x474.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-270x346.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-570x731.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-740x949.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara-150x192.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/che-guevara.jpg 936w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Che Guevara, uma das lideran\u00e7as da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>No recorte sul-americano, n\u00e3o existia uma ideia de uni\u00e3o das ditaduras durante esse per\u00edodo, portanto, os interesses pol\u00edticos particulares de cada na\u00e7\u00e3o eram os principais motivadores das rela\u00e7\u00f5es. \u201cO Brasil, historicamente, ficou, na maior parte do tempo, de costas para os vizinhos\u201d, comenta o professor Rodrigo Teixeira. Ele conclui dizendo que o processo de reaproxima\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses vizinhos come\u00e7a durante a redemocratiza\u00e7\u00e3o e s\u00f3 se torna mais concreto a partir dos governos Fernando Henrique Cardoso e Lu\u00eds In\u00e1cio Lula da Silva, mas ainda num contexto voltado \u00e0 Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Rodrigo lembra que, curiosamente, apesar de n\u00e3o haver um sentimento de uni\u00e3o entre as ditaduras sul-americanas, aparecia no imagin\u00e1rio brasileiro essa rela\u00e7\u00e3o de Am\u00e9rica Latina. Ele cita, por exemplo, Caetano Veloso cantando \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZG04WQtJ6jQ\">Soy Loco Por Ti Am\u00e9rica<\/a>\u201d e Belchior cantando \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8VcZURSMetg\">Eu Sou Apenas Um Rapaz Latino-Americano<\/a>\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Soy Loco Por Ti America - Remastered 2006\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/track\/5zitPHwFth0QZji0s7Q9uP?si=76a27afc4b734f15&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Apenas Um Rapaz Latino Americano\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/track\/7oo3L1ZPEQSavDVSnlOvDa?si=b34ce173424944d6&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEra um reflexo de pensar uma unidade latino-americana que nos libertaria do jugo imperialista dos Estados Unidos e da Ditadura Militar\u201d, comentou. \u201cEra a esquerda, era resist\u00eancia, que pensava que a unidade, com movimentos sociais, com grupos que combatiam a ditadura e o imperialismo, podiam formar essa latinidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Am\u00e9rica Latina hoje<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O professor Edison Gomes enxerga que, atualmente, o debate decolonial est\u00e1 pautado em como promover uma independ\u00eancia de fato, e volta a citar os processos de valoriza\u00e7\u00e3o e resgate dos povos origin\u00e1rios como um objetivo dos movimentos sociais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cN\u00e3o adianta voc\u00ea ter uma independ\u00eancia formal, um estado nacional formado, uma constitui\u00e7\u00e3o, se voc\u00ea n\u00e3o tem liberdade pol\u00edtica e, muito menos, econ\u00f4mica\u201d<\/p>\n<cite>Edison Gomes<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A partir dessa l\u00f3gica, ainda que os pa\u00edses latino-americanos fa\u00e7am \u201cdiscursos de soberania e autodetermina\u00e7\u00e3o\u201d, na pr\u00e1tica, s\u00e3o obrigados a se submeter \u00e0s determina\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas, principalmente, norte-americanas. Como forma de resist\u00eancia, ele cita o <a href=\"https:\/\/www.mercosur.int\/pt-br\/\">Mercosul<\/a> \u2014 bloco econ\u00f4mico composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai \u2014 mas destaca a hegemonia brasileira dentro do bloco. Em tom de cr\u00edtica, aborda a aus\u00eancia de uma \u201cpegada identit\u00e1ria latino-americana\u201d no Brasil e exp\u00f5e um inc\u00f4modo, como docente, ao observar nas provas de vestibulares, por exemplo, a presen\u00e7a do ingl\u00eas como idioma principal: \u201cPor que n\u00e3o falamos espanhol? S\u00f3 n\u00f3s n\u00e3o falamos!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Edison Gomes cita o antrop\u00f3logo argentino N\u00e9stor Garc\u00eda Canclini e sua obra <strong>Culturas H\u00edbridas<\/strong>, para explicar a circunst\u00e2ncia a que os pa\u00edses latino-americanos est\u00e3o submetidos \u201centre a modernidade e tradi\u00e7\u00e3o\u201d. O professor cita o conceito de \u201cpoderes obl\u00edquos\u201d, levantado por Canclini, que entende-se como poderes que \u201ctranspassam a sociedade de cima para baixo e de baixo para cima\u201d: \u201cH\u00e1 momentos em que somos extremamente modernos, mas constantemente recorremos \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda conclui dizendo que: \u201colhamos para fora e temos o desejo de ser igual aos outros, mas n\u00e3o somos norte-americanos ou europeus. E o que \u00e9 ser latino-americano? A gente tem vergonha! Temos vergonha porque criaram uma narrativa de que o latino-americano \u00e9 menor, \u00e9 menos capaz, n\u00e3o tem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 miser\u00e1vel, \u00e9 ing\u00eanuo. E quando falamos de movimento decolonial, \u00e9 voc\u00ea dar voz aos subalternos, de dar oportunidade para essas pessoas se revelarem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Rodrigo Corr\u00eaa Teixeira, por sua vez, cita a interdepend\u00eancia entre os pa\u00edses na atualidade como fruto das articula\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas que se criaram pelo mundo, desdobradas em rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e diplom\u00e1ticas. Como dito anteriormente, o Brasil nunca foi muito simp\u00e1tico com os vizinhos, e as movimenta\u00e7\u00f5es mais claras de aproxima\u00e7\u00e3o s\u00f3 acontecem ap\u00f3s a ditadura militar durante os governos FHC e, sobretudo, durante a era Lula. Hoje, os interesses nessas articula\u00e7\u00f5es foram redobrados devido \u00e0 mudan\u00e7a do foco econ\u00f4mico. A postura do governo Bolsonaro, no entanto, \u201cn\u00e3o vislumbrava o potencial das articula\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica do Sul\u201d e entendeu o papel do Brasil sob outra perspectiva, preferindo acordos com os \u201cpa\u00edses desenvolvidos\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Rememorando as rela\u00e7\u00f5es entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica com outros pa\u00edses considerados desenvolvidos durante a hist\u00f3ria, Rodrigo aponta a condi\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica da regi\u00e3o. Comenta, ainda, que alguns autores marxistas v\u00e3o perceber um desgaste do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista e compreender que a Am\u00e9rica Latina precisa buscar solu\u00e7\u00f5es, que podem ser encontradas no interc\u00e2mbio entre os pa\u00edses latino-americanos, mas tamb\u00e9m com pa\u00edses asi\u00e1ticos e africanos para \u201cromper com a depend\u00eancia hist\u00f3rica com o norte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201c\u00c9 dif\u00edcil pensar alternativas \u00e0s estruturas do capitalismo global, embora sejam necess\u00e1rias\u201d<\/h2>\n<cite>Rodrigo Corr\u00eaa Teixeira<\/cite><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda o conceito por tr\u00e1s de latinidade e da ideia de unifica\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":14783,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1323,11,5],"tags":[1652,1653,1654,1655,1656],"class_list":["post-14772","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","category-politica","category-sociedade","tag-america-latina-2","tag-latinidade","tag-latino-americano","tag-sangue-latino","tag-secos-e-molhados"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Am\u00e9rica Latina: o que significa ser latino-americano? 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