{"id":13800,"date":"2023-06-07T12:00:00","date_gmt":"2023-06-07T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=13800"},"modified":"2023-06-07T13:07:52","modified_gmt":"2023-06-07T16:07:52","slug":"10-anos-das-jornadas-de-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/10-anos-das-jornadas-de-junho\/","title":{"rendered":"10 anos depois das Jornadas de Junho, viol\u00eancia contra jornalistas se agrava no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 2023, as <strong>Jornadas de Junho<\/strong> completam 10 anos. O per\u00edodo \u00e9 geralmente lembrado pelas fortes mobiliza\u00e7\u00f5es sociais pautadas, em um primeiro momento, no aumento das tarifas do transporte p\u00fablico no pa\u00eds. No entanto, os protestos come\u00e7aram a tomar propor\u00e7\u00f5es maiores, o pre\u00e7o das passagens deixou de ser o \u00fanico motivador e o conflito entre policiais e manifestantes marcou aquele momento da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas ruas, jornalistas n\u00e3o eram bem vindos. Gritos contr\u00e1rios a ve\u00edculos de m\u00eddia como a <em>Rede Globo<\/em> se tornaram comuns. A viol\u00eancia contra profissionais da imprensa era constante e as reda\u00e7\u00f5es foram obrigadas a se adaptar. Uma d\u00e9cada depois, ainda \u00e9 dif\u00edcil definir os acontecimentos daquele per\u00edodo e sua consequ\u00eancias, mas a hostilidade contra os jornalistas continua.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs.jpeg\" alt=\"Foto em preto e branco registrando um grupo de manifestantes, denominados pelos ve\u00edculos de imprensa, black blocs. O grupo \u00e9 composto por homens e mulheres adultos, alguns utilizam capuz e m\u00e1scaras e outros est\u00e3o com o rosto descoberto. Est\u00e3o em um espa\u00e7o aberto, durante a noite e com um pr\u00e9dio de fundo, alguns est\u00e3o segurando cartazes de protestos.\" class=\"wp-image-13820\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs.jpeg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs-768x512.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs-370x246.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs-270x180.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs-570x380.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs-740x493.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs-150x100.jpeg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Black Blocs nas manifesta\u00e7\u00f5es (Foto: Thiago Alzani \/ WikiMedia)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como tudo come\u00e7ou<\/h2>\n\n\n\n<p>Em um primeiro momento, as mobiliza\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo foram pautadas pelo aumento de 0,20 centavos nas tarifas de \u00f4nibus, com o Movimento Passe Livre (MPL) assumindo a organiza\u00e7\u00e3o dos atos. Um dia em especial ficou marcado na cidade de S\u00e3o Paulo: era 13 de junho, dia do quarto protesto contra o aumento das tarifas de \u00f4nibus em S\u00e3o Paulo, na esquina da rua Maria Ant\u00f4nia com a rua da Consola\u00e7\u00e3o, e o conflito entre manifestantes e policiais tomou grandes propor\u00e7\u00f5es. Entenda a cronologia dos eventos que ocorreram durante as Jornadas de Junho de 2013. Segundo apura\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2014\/06\/ha-um-ano-batalha-da-consolacao-impulsionou-protestos-pelo-pais.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">G1<\/a> e <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2013\/06\/protestos-desta-quinta-sao-marcados-por-excessos-da-policia-e-vandalismo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal Nacional<\/a>, ao todo, 11 jornalistas foram feridos e mais de 200 pessoas foram detidas durante o que ficou conhecido como a \u201c<strong>Batalha da Consola\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os jornalistas feridos estava o fot\u00f3grafo S\u00e9rgio Silva, que perdeu o olho esquerdo depois de ser v\u00edtima de um tiro de borracha disparado pela pol\u00edcia. Esse epis\u00f3dio ganhou bastante destaque na \u00e9poca e continua repercutindo 10 anos depois pois, ainda em 2013, S\u00e9rgio acionou a Justi\u00e7a alegando que o incidente afetaria seu trabalho e entrou com um pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. As decis\u00f5es judiciais, no entanto, n\u00e3o foram favor\u00e1veis ao fot\u00f3grafo que ainda tenta uma vit\u00f3ria na Justi\u00e7a, como mostra apura\u00e7\u00e3o feita pelo <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2023\/04\/26\/justica-nega-recurso-sergio-silva-fotografo-que-ficou-cego.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UOL<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do ent\u00e3o prefeito de S\u00e3o Paulo, Fernando Haddad, ter voltado atr\u00e1s com o aumento das tarifas, as manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o terminaram. Em entrevista para o <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2014\/06\/ha-um-ano-batalha-da-consolacao-impulsionou-protestos-pelo-pais.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">G1<\/a> em 2014, o doutor em hist\u00f3ria social e professor Henrique Carneiro, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), comentou que foi justamente a forte repress\u00e3o policial durante a \u201cBatalha da Consola\u00e7\u00e3o\u201d que fomentou os atos que expandiram a pauta para al\u00e9m dos 20 centavos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Veja um breve contexto cronol\u00f3gico das Jornadas de Junho:<\/h3>\n\n\n\t\t<div class=\"wp-block-web-stories-embed web-stories-embed aligncenter\">\n\t\t\t<div class=\"wp-block-embed__wrapper\" style=\"--aspect-ratio: 0.600000; --width: 360px; --height: 600px\">\n\t\t\t\t<amp-story-player>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/web-stories\/uma-breve-contextualizacao-das-jornadas-de-junho-de-2013\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img\n\t\t\t\t\t\t\t\tsrc=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-1.png\"\n\t\t\t\t\t\t\t\twidth=\"360\"\n\t\t\t\t\t\t\t\theight=\"600\"\n\t\t\t\t\t\t\t\talt=\"Jornadas de Junho de 2013\"\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tloading=\"lazy\"\n\t\t\t\t\t\t\t\tdecoding=\"async\"\n\t\t\t\t\t\t\t\tdata-amp-story-player-poster-img\n\t\t\t\t\t\t\t\/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/amp-story-player>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cO Gigante Acordou\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante as semanas seguintes, outras manifesta\u00e7\u00f5es aconteceram por todo Brasil. Uma variedade de pautas estavam sendo levantadas, como o apoio a movimentos ind\u00edgenas e movimentos pela educa\u00e7\u00e3o, discursos contra a&nbsp; homofobia e a &#8220;cura gay&#8221;, pedidos de melhoria dos servi\u00e7os p\u00fablicos, al\u00e9m de protestos em oposi\u00e7\u00e3o ao governo petista e a ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff. Havia tamb\u00e9m espa\u00e7o para manifesta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo de 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color\">Naquela altura, o conflito entre manifestantes e policiais se tornou frequente, intensificando a atua\u00e7\u00e3o de militantes que foram chamados de<em> <strong>black blocs<\/strong><\/em> pela m\u00eddia na \u00e9poca. Jornais como o <em><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/brasil\/manifestantes-chegam-a-av-paulista-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estad\u00e3o<\/a>, <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2013\/09\/04\/lideres-do-grupo-black-bloc-sao-presos-no-rio-por-suspeita-de-vandalismo.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UOL<\/a> e <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2013\/07\/conheca-estrategia-black-bloc-que-influencia-protestos-no-brasil.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">G1<\/a><\/em> usavam esse nome para se referir aos manifestantes alem\u00e3es da d\u00e9cada de 1980 que se vestiam com roupas pretas, m\u00e1scaras, capacetes ou panos cobrindo o rosto para evitar o reconhecimento e persegui\u00e7\u00e3o por parte da pol\u00edcia. A t\u00e1tica desse grupo consistia em formar um pelot\u00e3o \u00e0 frente da massa de manifestantes para combater a trucul\u00eancia das for\u00e7as do estado por meio de a\u00e7\u00f5es violentas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color\">Alguns jornais usaram a postura do grupo para criminalizar e descredibilizar as manifesta\u00e7\u00f5es, colocando os protestos como espa\u00e7os de viol\u00eancia e depreda\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico e privado. Coberturas da imprensa tradicional, como a <em>Folha de S. Paulo<\/em> (imagens), corroboraram com essa narrativa, de modo que suas publica\u00e7\u00f5es davam destaque para os conflitos e a destrui\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio, enquanto pautas que eram reivindicadas pelos manifestantes recebiam menos aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter has-nested-images columns-4 wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"520\" height=\"900\" data-id=\"13900\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo.jpg\" alt=\"Capa do jornal Folha de S\u00e3o Paulo, dia 7 de julho de 2013. A foto destacada foi feita em um ambiente aberto, durante a noite, em um lugar cercado por pr\u00e9dios e registra manifestantes ateando fogo em alguns objetos no ch\u00e3o. O t\u00edtulo da capa do jornal \u00e9 \u201cVandalismo marca ato por transporte mais barato em SP.\u201d\" class=\"wp-image-13900\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo.jpg 520w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-173x300.jpg 173w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-370x640.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-270x467.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-150x260.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"520\" height=\"900\" data-id=\"13899\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-centro.jpg\" alt=\"Capa do jornal Folha de S\u00e3o Paulo, dia 12 de junho de 2013. A foto em destaque foi tirada em ambiente aberto, durante a noite, na cidade de S\u00e3o Paulo no momento da manifesta\u00e7\u00e3o onde um grupo de pessoas estavam pr\u00f3ximos de objetos em chamas no ch\u00e3o. O t\u00edtulo da p\u00e1gina \u00e9 \u201cContra tarifa, manifestantes vandalizam centro e Paulista\u201d.\" class=\"wp-image-13899\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-centro.jpg 520w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-centro-173x300.jpg 173w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-centro-370x640.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-centro-270x467.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-centro-150x260.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"520\" height=\"900\" data-id=\"13902\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-governo-1.jpg\" alt=\"Capa do jornal Folha de S\u00e3o Paulo, dia 13 de junho de 2013. O texto em destaque \u00e9 \u201cGoverno de SP diz que ser\u00e1 mais duro contra o vandalismo\u201d, na foto que comp\u00f5e a capa existem duas pessoas, um policial agachado, fardado, ferido na cabe\u00e7a, que aponta uma arma para os manifestantes e segurando um manifestante deitado no ch\u00e3o, um homem branco e vestindo roupas pretas, est\u00e3o em um ambiente aberto na porta de um edif\u00edcio.\" class=\"wp-image-13902\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-governo-1.jpg 520w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-governo-1-173x300.jpg 173w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-governo-1-370x640.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-governo-1-270x467.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-governo-1-150x260.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"520\" height=\"900\" data-id=\"13898\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-policia.jpg\" alt=\"Capa do jornal Folha de S\u00e3o Paulo, dia 14 de junho de 2013. O t\u00edtulo principal \u00e9 \u201cPol\u00edcia reage com viol\u00eancia a protesto e SP vive noite de caos. A foto tirada em um ambiente aberto, durante a noite, registra um casal sofrendo viol\u00eancia da pol\u00edcia militar de S\u00e3o Paulo, uma pessoa desse casal est\u00e1 caindo no ch\u00e3o e a mulher est\u00e1 em p\u00e9 tentando evitar a queda, a a\u00e7\u00e3o do policial \u00e9 com o cassetete na m\u00e3o e pr\u00f3ximo ao casal. Ao fundo pessoas dentro do edif\u00edcio assistem \u00e0 cena. Na foto abaixo, centralizada, \u00e9 uma mulher branca, de cabelos pretos, sentada no ch\u00e3o, com o olho ferido ap\u00f3s tiro da PM e sendo amparada por algumas pessoas. O t\u00edtulo ao lado da foto \u00e9 &quot;Dist\u00farbios come\u00e7aram com a\u00e7\u00e3o da Tropa de Choque&quot; e mais abaixo outro destaque \u00e9 &quot;Jornalista da Folha levam tiros da PM: sete s\u00e3o atingidos&quot;. \" class=\"wp-image-13898\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-policia.jpg 520w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-policia-173x300.jpg 173w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-policia-370x640.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-policia-270x467.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-folha-vandalismo-policia-150x260.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Nas capas da <em>Folha de S. Paulo<\/em>, destaque para a trucul\u00eancia dos manifestantes nas primeiras coberturas<\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dentro das reda\u00e7\u00f5es, conflitos sobre a cobertura<\/h2>\n\n\n\n<p>Angelina Nunes, ex-rep\u00f3rter do jornal <em>O Globo<\/em> no Rio de Janeiro e representante da <a href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)<\/a> \u00e0 \u00e9poca, conta que no in\u00edcio das manifesta\u00e7\u00f5es existia uma sensa\u00e7\u00e3o de euforia, e os jornalistas se orgulhavam de ver filhos, amigos e parentes participando dos atos. Esse clima festivo, segundo ela, foi aos poucos sendo tomado pelo sentimento de apreens\u00e3o quando os casos de viol\u00eancia contra os profissionais que cobriam os atos come\u00e7aram a aparecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Como representante da Abraji ela relata que, ap\u00f3s perceberem a dimens\u00e3o do que estava acontecendo, houve uma mobiliza\u00e7\u00e3o para entender a gravidade do problema.&nbsp;\u201cA gente come\u00e7ou a ligar para as reda\u00e7\u00f5es para contabilizar quantos jornalistas tinham sido agredidos. Lembro que ao longo daquela semana foi uma coisa horrorosa, teve um fot\u00f3grafo que apanhou tr\u00eas vezes nesse per\u00edodo. Estava acontecendo alguma coisa e a gente n\u00e3o estava percebendo, as pessoas estavam se revoltando contra os jornalistas\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos atos, o rep\u00f3rter Caco Barcellos, da <em>Rede Globo<\/em>, quase foi expulso de uma das manifesta\u00e7\u00f5es junto com sua equipe no Largo do Batata em S\u00e3o Paulo. Um grupo de pessoas presente no ato al\u00e9m de atacar verbalmente tamb\u00e9m investiram fisicamente para cima de Caco e seus companheiros, impedindo a cobertura. Em seu programa matinal, Ana Maria Braga chega a prestar solidariedade ao companheiro de emissora e exibe <a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/2642774\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cenas do ocorrido<\/a>. A situa\u00e7\u00e3o se tornou t\u00e3o alarmante que alguns fot\u00f3grafos come\u00e7aram a ir para as ruas com equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual e rep\u00f3rteres se despiam dos s\u00edmbolos dos ve\u00edculos que faziam parte para evitar de serem identificados.<\/p>\n\n\n\n<p>Angelina tamb\u00e9m revela um problema que ela percebia nas capas dos jornais veiculadas naquele momento. \u201cQuando se estampa na primeira p\u00e1gina, &#8216;os v\u00e2ndalos&#8217;, a gente t\u00e1 falando de quem? Quando voc\u00ea taxa um professor de v\u00e2ndalo \u00e9 uma coisa preocupante. Eu me lembro que eu estava dentro da reda\u00e7\u00e3o e via as fotos com professores apanhando enquanto tinha outra foto de um <strong><em>black bloc<\/em><\/strong> jogando um <em>coquetel molotov<\/em> no pr\u00e9dio &#8211; foto mais valorizada do que a do professor apanhando\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color\">Segundo Angelina, jovens jornalistas n\u00e3o se conformaram com a forma como estava sendo editado o material, e iniciaram um movimento de discuss\u00e3o e reflex\u00e3o sobre os limites \u00e9ticos entre edi\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o dentro da reda\u00e7\u00e3o. &#8220;Nas ruas, as pessoas eram v\u00edtimas de viol\u00eancia, mas isso n\u00e3o era mostrado nas p\u00e1ginas dos jornais&#8221;, comenta. A jornalista tamb\u00e9m lembra que a <em>Folha de S.Paulo<\/em> s\u00f3 mudou sua perspectiva sobre os conflitos e passou a dar a devida import\u00e2ncia quando o jornalista Elio Gaspari vai para as ruas e presencia casos de trucul\u00eancia contra os rep\u00f3rteres, fot\u00f3grafos e manifestantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter has-nested-images columns-4 wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"156\" height=\"250\" sizes=\"auto, (max-width: 156px) 100vw, 156px\" data-id=\"13828\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/4-capa-oglobo-junho-2013.jpg\" alt=\"Capa do jornal O Globo, dia 7 de junho de 2013. A manchete do jornal \u00e9 \u201cAg\u00eancia de risco p\u00f5es Brasil em vi\u00e9s de baixa\u201d. A foto que comp\u00f5e a capa foi tirada em espa\u00e7o aberto, durante a noite, em um protesto com pessoas adultas colocando fogo em cones na avenida 9 de julho em S\u00e3o Paulo. Abaixo tem outro destaque \u201cProtesto contra passagens de \u00f4nibus em quatro capitais\u201d.\" class=\"wp-image-13828\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/4-capa-oglobo-junho-2013.jpg 156w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/4-capa-oglobo-junho-2013-150x240.jpg 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"156\" height=\"250\" sizes=\"auto, (max-width: 156px) 100vw, 156px\" data-id=\"13842\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-oglobo-junho-2013-1.jpg\" alt=\"Jornal O Globo, dia 18 de junho de 2013. O destaque \u00e9 \u201cBrasil nas ruas\u201d \u00e9 acompanhada de uma foto tirada em espa\u00e7o aberto, durante \u00e0 noite, do alto e registra uma manifesta\u00e7\u00e3o, o ato ficou conhecido como \u201cA marcha dos 100 mil\u201d, ocorreu no Rio de Janeiro. A segunda foto que comp\u00f5e a capa \u00e9 em ambiente aberto, no per\u00edodo noturno, traz o registro de um manifestante adulto com m\u00e1scara e sem camisa, ao fundo tem objetos em chamas e mais ao fundo tem alguns pr\u00e9dios.\" class=\"wp-image-13842\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-oglobo-junho-2013-1.jpg 156w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/capa-oglobo-junho-2013-1-150x240.jpg 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"156\" height=\"250\" sizes=\"auto, (max-width: 156px) 100vw, 156px\" data-id=\"13826\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-capa-oglobo-junho-2013.jpg\" alt=\"Jornal O Gobo, dia 20 de junho de 2013. O destaque da capa \u00e9 \u201cProtestos derrubam aumentos em S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro\u201d. Na foto em destaque, em um ambiente aberto, \u00e0 noite e com pr\u00e9dios ao fundo, os manifestantes adultos tentam virar um \u00f4nibus, alguns usam m\u00e1scaras para dificultar a identifica\u00e7\u00e3o. Na mesma p\u00e1gina vemos uma foto do Neymar em partida da sele\u00e7\u00e3o brasileira, ele veste a camisa amarela, com detalhes verdes na manga e na gola, faz o gesto de m\u00e3os fechadas em comemora\u00e7\u00e3o.\" class=\"wp-image-13826\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-capa-oglobo-junho-2013.jpg 156w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-capa-oglobo-junho-2013-150x240.jpg 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"156\" height=\"250\" sizes=\"auto, (max-width: 156px) 100vw, 156px\" data-id=\"13827\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3-capa-oglobo-junho-2013.jpg\" alt=\"Capa do jornal O Globo, dia 21 de junho de 2013. O destaque da capa \u00e9 \u201cSem controle: em novos conflitos, depreda\u00e7\u00f5es e saques, Itamaraty e prefeitura do Rio s\u00e3o atacados\u201d. A primeira foto da p\u00e1gina \u00e9 em ambiente aberto, no per\u00edodo noturno e em frente ao pr\u00e9dio do Itamaraty, onde um grupo de manifestantes, tenta invadir e alguns entram nas \u00e1guas que ficam em frente ao pr\u00e9dio. A segunda foto traz um grupo de manifestantes pr\u00f3ximos \u00e0 prefeitura do Rio de Janeiro, dois homens desse grupo dos protestos brigam, homens adultos e brancos. Um deles est\u00e1 de camisa vermelha e segura uma bandeira vermelha o segundo homem est\u00e1 vestindo camisa branca e segurando a bandeira do Brasil. Na terceira imagem, no canto inferior direito da p\u00e1gina, vemos uma mulher branca, de \u00f3culos, no est\u00e1dio segurando um cartaz \u201cMe chama de Maracan\u00e3 e me reforma inteira. Ass: Educa\u00e7\u00e3o.\u201d o t\u00edtulo da reportagem que a foto ilustra \u00e9 \u201cManifesta\u00e7\u00f5es crescem em est\u00e1dios\u201d.\" class=\"wp-image-13827\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3-capa-oglobo-junho-2013.jpg 156w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3-capa-oglobo-junho-2013-150x240.jpg 150w\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">M\u00eddia NINJA x Jornadas de Junho<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto a imprensa tradicional tinha dificuldade de realizar as coberturas e adotava uma postura cr\u00edtica \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es, uma rede de comunica\u00e7\u00e3o livre chamada <strong>M\u00eddia NINJA<\/strong> mostrava outra vers\u00e3o dos acontecimentos de forma incomum. Segundo Fernanda Nalon Sanglard, professora do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Social da PUC Minas, a M\u00eddia NINJA teve um papel fundamental para mostrar uma s\u00e9rie de debates e pautas que as manifesta\u00e7\u00f5es estavam promovendo, mas que eram ignoradas pelos ve\u00edculos tradicionais. \u201cA M\u00eddia NINJA, nesse momento, ganha ascens\u00e3o justamente por fazer uma cobertura diferente e por mostrar, por meio do uso das tecnologias, da internet banda larga, da transmiss\u00e3o ao vivo pelo celular, outras perspectivas da manifesta\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color\">Os rep\u00f3rteres da M\u00eddia NINJA usavam c\u00e2meras de a\u00e7\u00e3o ou os pr\u00f3prios aparelhos celulares para transmitir ao vivo a cobertura dos atos em plataformas como o <em>Facebook<\/em> e o <em>Twitter<\/em>. Membros dessa rede de comunica\u00e7\u00e3o chegaram a ser <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Dwf8Plgk1vA&amp;ab_channel=M%C3%ADdiaNINJA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">presos e hostilizados<\/a> por policiais durante as <em>lives<\/em>, o que influenciou parte da opini\u00e3o p\u00fablica que assistiu aquelas imagens em tempo real ou que tiveram acesso por meio das m\u00eddias sociais. Fernanda comenta que a cobertura da M\u00eddia NINJA &#8220;imediatamente teve um impacto nas reda\u00e7\u00f5es&#8221; e recorda um caso envolvendo o jornalista Arnaldo Jabor, que minimizou as manifesta\u00e7\u00f5es e saiu em defesa dos policiais em uma cr\u00f4nica no <em><a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/2631566\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal da Globo<\/a><\/em>. &#8220;A grande maioria dos manifestantes s\u00e3o filhos de classe m\u00e9dia. Ali n\u00e3o havia pobres que precisassem dos R$ 0,20. Os mais pobres ali, eram os policiais apedrejados que ganham muito mal&#8221;, disse o jornalista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color\">Fernanda Sanglard relembra esse caso e cita a import\u00e2ncia de uma cobertura como a que estava sendo feita pela M\u00eddia NINJA. &#8220;Arnaldo Jabor fez uma cr\u00f4nica que foi altamente criticada, depois disso ele volta atr\u00e1s, pede desculpa e isso muda o tipo de cobertura que estava sendo feita naquele momento pelos ve\u00edculos <em>mainstream <\/em>naquele momento&#8221;, comenta a professora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-1024x683.jpg\" alt=\"Foto colorida tirada durante a noite, est\u00e3o em um ambiente aberto, com \u00e1rvores e pr\u00e9dios ao fundo, ve\u00edculos com a camuflagem cinza e um grupo de Policiais Militares da Tropa de Choque de S\u00e3o Paulo em um momento de concentra\u00e7\u00e3o para a\u00e7\u00f5es nas manifesta\u00e7\u00f5es de junho de 2013.\" class=\"wp-image-13819\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-570x380.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013-150x100.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/18-junho-2013.jpg 1600w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tropa de Choque nas ruas de S\u00e3o Paulo em 18 de Junho 2013 (FOTO: M\u00eddia Ninja \/ Flickr)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">10 anos depois<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color\">Passada uma d\u00e9cada desde as Jornadas de Junho de 2013, ainda h\u00e1 vis\u00f5es conflituosas sobre o momento e as consequ\u00eancias das manifesta\u00e7\u00f5es para a hist\u00f3ria do pa\u00eds. H\u00e1 quem enxergue o impeachment de Dilma Rousseff e a ascens\u00e3o do Bolsonarismo como uma das deriva\u00e7\u00f5es dos movimentos de junho, por exemplo. Entretanto, n\u00e3o existe consenso sobre o que resultou da onda de protestos que come\u00e7ou pelos 20 centavos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-cat-6-color has-text-color\">Rog\u00e9rio Christofoletti, professor e pesquisador do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), enxerga a import\u00e2ncia dos eventos de 2013 para a hist\u00f3ria recente do pa\u00eds, mas questiona as consequ\u00eancias deles para o momento que vivemos hoje. &#8220;N\u00e3o acho que ainda haja uma compreens\u00e3o completa do que aconteceu \u00e0quela \u00e9poca e como isso se conecta com o que colhemos em 2018, 2020 e 2022. Por isso, acho que precisamos ter muito cuidado em estabelecer conex\u00f5es. Uma coisa \u00e9 observar correla\u00e7\u00e3o entre dois eventos distintos; outra \u00e9 estabelecer causalidade. A primeira coisa n\u00e3o implica necessariamente na segunda&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da falta de consenso sobre as influ\u00eancias e efeitos Jornadas de Junho, a viol\u00eancia contra jornalistas piorou desde aquele per\u00edodo, principalmente ap\u00f3s a chegada de Jair Bolsonaro ao Poder Executivo em 2019. Nos \u00faltimos quatro anos, o ex-presidente foi respons\u00e1vel por uma s\u00e9rie de ataques \u00e0 imprensa e seus profissionais. A maior escalada, segundo dados da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), foi no ano de 2022 &#8211; ano de corrida eleitoral ao qual Bolsonaro foi derrotado. Ao longo do regime de pandemia, o ex-presidente realizou ataques sistem\u00e1ticos a ve\u00edculos que expunham suas mentiras diante da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-flourish wp-block-embed-flourish\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/13979134\/embed#?secret=hgNArL9s5d\" data-secret=\"hgNArL9s5d\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" height=\"575\" width=\"700\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com 2013, os dados dos \u00faltimos quatro anos sobre a viol\u00eancia contra jornalistas por estado destacam uma diferen\u00e7a entre os polos em que aconteceram mais den\u00fancias. H\u00e1 dez anos, S\u00e3o Paulo, palco principal das Jornadas de Junho, foi respons\u00e1vel pelo maior n\u00famero de den\u00fancias de viol\u00eancia contra profissionais da imprensa. Em 2022, o Distrito Federal assume essa lideran\u00e7a, mostrando a rela\u00e7\u00e3o de interesse pol\u00edtico entre os ataques a jornalistas neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Angelina Nunes, que hoje \u00e9 conselheira da Abraji e coordenadora do <a href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/projetos\/programa-tim-lopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Tim Lopes<\/a>, enxerga o atual momento com preocupa\u00e7\u00e3o: ela entende que os ataques aos profissionais da imprensa, principalmente pela internet, fizeram com que a classe deixasse de denunciar cada vez mais os casos de viol\u00eancia. Segundo Angelina, no caso de ataques cibern\u00e9ticos, os jornalistas n\u00e3o prestam queixa quando s\u00e3o v\u00edtimas de hostilidade, pois normalizaram esse tipo de situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-flourish wp-block-embed-flourish\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/13979474\/embed#?secret=2TAxwXA0UN\" data-secret=\"2TAxwXA0UN\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" height=\"575\" width=\"700\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre os dados que mostram os tipos de agress\u00e3o mais recorrentes na \u00faltima d\u00e9cada, os ataques cibern\u00e9ticos t\u00eam um volume muito baixo se comparado \u00e0s den\u00fancias de agress\u00f5es verbais, o que corrobora com o pensamento de Angelina sobre a normaliza\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o em ambiente digital. Depois de dez anos, a agress\u00e3o aos jornalistas ainda \u00e9 uma pr\u00e1tica considerada frequente, com um modo de a\u00e7\u00e3o e recursos diferentes do que acontecia em 2013, mas que ainda \u00e9 normalizada.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse has-text-align-center\">Reportagem produzida por Filipe Soares e Pedro de Lima para a disciplina Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital do semestre 2023\/1 sob a supervis\u00e3o da professora Ver\u00f4nica Soares.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de uma d\u00e9cada, o que significa um momento marcado por protestos violentos e oposi\u00e7\u00e3o a jornalistas?<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":13820,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1469,5],"tags":[1584,1581,1583,1582],"class_list":["post-13800","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lab-jor-digi","category-sociedade","tag-10-anos-jornadas-de-junho","tag-jornadas-de-junho","tag-manifestacoes-2013","tag-violencia-contra-jornalistas"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>10 anos das Jornadas de Junho de 2013 - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Depois de uma d\u00e9cada, o que significa um momento como as Jornadas de Junho, marcadas por protestos violentos e oposi\u00e7\u00e3o a jornalistas?\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/10-anos-das-jornadas-de-junho\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"10 anos das Jornadas de Junho de 2013 - Colab\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Depois de uma d\u00e9cada, o que significa um momento como as Jornadas de Junho, marcadas por protestos violentos e oposi\u00e7\u00e3o a jornalistas?\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/10-anos-das-jornadas-de-junho\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Colab\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-06-07T15:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-06-07T16:07:52+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/black-blocs.jpeg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"682\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"14 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/10-anos-das-jornadas-de-junho\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/10-anos-das-jornadas-de-junho\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Colab PUC Minas\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/1558d8148a80ebc84231cd55495bd7a4\"},\"headline\":\"10 anos depois das Jornadas de Junho, viol\u00eancia contra jornalistas se agrava no Brasil\",\"datePublished\":\"2023-06-07T15:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2023-06-07T16:07:52+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/10-anos-das-jornadas-de-junho\\\/\"},\"wordCount\":2170,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/10-anos-das-jornadas-de-junho\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/06\\\/black-blocs.jpeg\",\"keywords\":[\"10 anos Jornadas de Junho\",\"Jornadas de Junho\",\"Manifesta\u00e7\u00f5es 2013\",\"Viol\u00eancia contra jornalistas\"],\"articleSection\":[\"Lab. 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