{"id":12672,"date":"2023-04-11T17:12:55","date_gmt":"2023-04-11T20:12:55","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=12672"},"modified":"2023-04-11T20:08:51","modified_gmt":"2023-04-11T23:08:51","slug":"beatriz-trevisan-a-produtora-da-mulher-da-casa-abandonada-e-o-atelie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/beatriz-trevisan-a-produtora-da-mulher-da-casa-abandonada-e-o-atelie\/","title":{"rendered":"Beatriz Trevisan: a produtora d\u2019A Mulher da Casa Abandonada e O Ateli\u00ea"},"content":{"rendered":"\n<p>O Podcast \u201cA Mulher na Casa Abandonada\u201d conta a hist\u00f3ria e investiga\u00e7\u00e3o dos crimes de Margarida Bonetti, uma caricata figura que mora em uma mans\u00e3o caindo aos peda\u00e7os em Higien\u00f3polis, S\u00e3o Paulo. Ela foi acusada de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o na d\u00e9cada de 1970 por manter em c\u00e1rcere privado e sem remunera\u00e7\u00e3o sua empregada dom\u00e9stica, \u00e0 \u00e9poca, em territ\u00f3rio estadunidense. Este podcast gerou como\u00e7\u00e3o nacional, com direito a cobertura ao vivo da \u201ccaptura\u201d de Margarida, embora seus crimes estivessem prescritos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Ateli\u00ea acompanha a den\u00fancia da artista Mirela sobre abusos psicol\u00f3gicos, financeiros e sexuais que sofreu no Ateli\u00ea do Centro, uma escola com din\u00e2mica de seita sob a lideran\u00e7a do tamb\u00e9m artista Rubens Esp\u00edrito Santo. Ambas produ\u00e7\u00f5es foram feitas pela jornalista Beatriz Trevisan em parceria com o tamb\u00e9m jornalista Chico Felitti.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista, a jornalista conta sobre as repercuss\u00f5es de suas produ\u00e7\u00f5es, as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas de investiga\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas de tamanha dimens\u00e3o, o encontro com Rubens Esp\u00edrito Santo e suas proje\u00e7\u00f5es para futuros projetos. Confira a entrevista na \u00edntegra:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Primeiro, voc\u00ea poderia fazer uma r\u00e1pida apresenta\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sou a Bia, Beatriz Trevisan, hoje eu sou formada em jornalismo e do ano passado para c\u00e1 a minha carreira come\u00e7ou a se focar mais em podcast, com produ\u00e7\u00e3o de podcast, e \u00e9 basicamente o que eu fa\u00e7o hoje. Produzo podcasts, escrevo roteiros e, por exemplo, n\u2019O Ateli\u00ea fui a narradora e tamb\u00e9m revezei a narra\u00e7\u00e3o com o Chico Felitti. Acho que pode me apresentar assim: como produtora de podcast.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">No seu \u00e2mbito pessoal, voc\u00ea sempre se interessou pelo g\u00eanero do true crime, de investiga\u00e7\u00f5es, ou foi uma coisa recente na sua vida?<\/h2>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, isso foi bem recente, tanto para mim quanto para o Chico tamb\u00e9m. Falando sobre mim desde a faculdade, eu sempre me interessei muito por hist\u00f3rias da vida real, da vida comum, por mais que eu acho incr\u00edvel tamb\u00e9m falar sobre pessoas conhecidas, importantes, e assuntos relevantes com pessoas p\u00fablicas. Eu gosto muito de contar a hist\u00f3ria da vida comum assim. Eu sempre gostei, desde a faculdade. Sempre ia mais por caminho \u00e9 tanto que o meu TCC foi sobre isso. Eu passei 20 dias no Piau\u00ed e contei hist\u00f3rias de catadores de caranguejo e fiquei 20 dias convivendo com pessoas de uma comunidade muito pequenininha, de ribeirinhos, que vivem da natureza. Para a gente, hoje em dia, nosso trabalho \u00e9 contar hist\u00f3rias de pessoas comuns. \u00c9 que na vida real, no cotidiano, \u00e9 onde tem mais hist\u00f3rias extraordin\u00e1rias, onde saem mais coisas que a gente nunca imaginava, mas est\u00e3o ali, no nosso lado mesmo, e a gente n\u00e3o est\u00e1 vendo. Ent\u00e3o eu acho que o true crime ele surge muito, acho que talvez pelo timing, acho que sempre foi um g\u00eanero que atrai muito p\u00fablico, muito interesse das pessoas. N\u00e3o sei por que as pessoas gostam muito de crime, ler e ouvir e falar sobre crimes. O Chico ele j\u00e1 tinha feito um livro sobre o Jo\u00e3o de Deus antes, mas o [podcast] A Mulher da Casa Abandonada (MCA) veio inicialmente, nem como um true crime me mesmo; ele veio como uma hist\u00f3ria de uma casa, uma mans\u00e3o abandonada, em um dos bairros mais ricos de S\u00e3o Paulo e do Brasil, uma mans\u00e3o que est\u00e1 caindo aos peda\u00e7os de uma mulher que a gente descobre que \u00e9 muito rica, de uma fam\u00edlia de nome. \u00c9 uma herdeira que mora num lugar caindo aos peda\u00e7os, sendo que ela poderia morar em qualquer lugar. Quando a gente descobre que ela j\u00e1 foi procurada pelo FBI vira um true crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a nossa inten\u00e7\u00e3o nem era essa. A nossa inten\u00e7\u00e3o era fazer uma cr\u00f4nica social, fazer isso representar o Brasil todo com um crime que ainda \u00e9 impune e que ainda existe, n\u00e9? A gente viu agora mesmo, por exemplo, os casos de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o com o Lollapalooza, ou das vin\u00edcolas do Rio Grande do Sul, se eu n\u00e3o me engano. Ent\u00e3o, quando a gente descobre que existe isso num bairro t\u00e3o rico e todo mundo do bairro sabe, n\u00e9? Acho que se representa muito o Brasil, o quanto a gente passa batido para um assunto desse. \u00c9 um assunto ainda muito comum, ent\u00e3o, inicialmente era isso, at\u00e9 porque j\u00e1 era um processo finalizado, sabe? N\u00e3o era um true crime, por se assim dizer. A gente entende o true crime mais como um \u201cCaso Evandro\u201d, um &#8220;Projeto Altamira\u201d que \u00e9 uma coisa de leituras de processo, de mostrar como foi todo esse processo com a pol\u00edcia. O nosso projeto n\u00e3o foi muito assim, mas acabou virando um true crime para as pessoas compreenderem melhor.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Ck1hyXiPOE1\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Ck1hyXiPOE1\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; 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font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Ck1hyXiPOE1\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Chico Felitti (@chicofelitti)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote> <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>Em seguida veio \u201cO Ateli\u00ea\u201d, que tamb\u00e9m foi uma den\u00fancia que chegou pra gente. O meu trabalho hoje n\u00e3o \u00e9 de true crime, tanto que muitas pessoas perguntaram \u201cAh, voc\u00eas v\u00e3o agora falar muito sobre seita, n\u00e9?\u201d Porque depois que o podcast foi ao ar, muita gente chegou at\u00e9 n\u00f3s com hist\u00f3rias do tipo \u201cEu fiz parte que por 15 anos de uma seita\u2026\u201d ou pessoas que descobriram que atualmente fazem parte de uma. Mas o nosso trabalho n\u00e3o vai ser uma coisa de \u201cAh, a gente vai se especializar em seitas e contar hist\u00f3rias de seitas\u201d. N\u00e3o, o nosso trabalho hoje \u00e9 contar boas e relevantes hist\u00f3rias. \u201cO Ateli\u00ea\u201d era uma coisa que tamb\u00e9m rolou muito por conta do time ali, n\u00e9? Que a Mirella estava naquele processo de realizar a primeira den\u00fancia contra esse professor, ent\u00e3o precisava ser ali naquela hora, e \u00e9 uma boa hist\u00f3ria tamb\u00e9m, porque fala muito sobre muitos assuntos relevantes. Ent\u00e3o, mais do que falar sobre true crime, a gente se interessa por boas hist\u00f3rias, independente do jeito que elas sejam. Pode ser de qualquer assunto, desde que seja uma hist\u00f3ria relevante que signifique algo tamb\u00e9m, n\u00e9? Que fa\u00e7a a gente refletir sobre algo ou causar algum tipo de emo\u00e7\u00e3o. Acho que \u00e9 o importante para mim.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Eu acho que voc\u00eas conseguiram atingir bem esse objetivo e de trazer emo\u00e7\u00e3o, porque muita hist\u00f3ria tinha passado abatido ou \u00e9 vista s\u00f3 como uma not\u00edcia quente que colocam no jornal de 15 segundos e ningu\u00e9m d\u00e1 a devida aten\u00e7\u00e3o a assuntos s\u00e9rios, como uma den\u00fancia de abuso sexual, por exemplo.<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu acho que o hard news ali \u00e9 super importante. Mas acho que chega num ponto que vira n\u00fameros, estat\u00edstica mesmo, e a nossa inten\u00e7\u00e3o com o nosso trabalho \u00e9 trazer sempre esse fator humano assim de que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um n\u00famero, mas \u00e9 a hist\u00f3ria de um de uma mulher v\u00edtima, \u00e9 um abuso sexual, abuso f\u00edsico. A gente falava desde o come\u00e7o, tamb\u00e9m. \u00c9 uma hist\u00f3ria sobre uma den\u00fancia mais do que \u00e9 uma hist\u00f3ria sobre uma seita, \u00e9 sobre um processo de den\u00fancia. Ent\u00e3o, o que existe por tr\u00e1s da decis\u00e3o de uma mulher de decidir denunciar o que ela sofreu? Qual \u00e9 todo esse processo? Isso para mim foi muito importante. Assim at\u00e9 para mim mesmo pessoalmente, como mulher, de ver como \u00e9 esse bastidor, de saber a realidade daquilo; porque a gente at\u00e9 fala sobre isso, em um dos epis\u00f3dios, que a gente conversa com os advogados, que tem todo esse movimento de \u201cDenunciem! N\u00e3o fiquem caladas, falem sobre isso, levem a p\u00fablico!\u201d, mas\u2026 Como que faz isso? Qual \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o das pessoas? Como voc\u00ea se prepara para isso? Mulheres ainda s\u00e3o vitimizadas quando elas v\u00e3o \u00e0 delegacia denunciar um crime. A gente precisa denunciar, mas qual \u00e9 a realidade disso? Como \u00e9 denunciar um crime? Como que \u00e9 pra uma mulher, especificamente, denunciar um crime que ela sofreu, ent\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sempre fui muito assim, porque na faculdade eu j\u00e1 falava que eu queria trabalhar com grande reportagem. Eu falava que eu queria trabalhar com revista, por exemplo, que \u00e9 um espa\u00e7o que a gente tem para contar hist\u00f3rias do jeito mais aprofundado, porque acho muito mais interessante assim, pra mim, aprofundar mesmo as hist\u00f3rias, mostrar que todas as hist\u00f3rias s\u00e3o boas, claro, mas o que a gente pode descobrir se formos mais a fundo? E quem \u00e9 essa pessoa que est\u00e1 apontando isso? Eu acho que o meu trabalho hoje, o que eu sempre quis foi realmente ter esse tratamento mais sensibilizado de ouvir a pessoa, trazendo esse fator humano, mesmo que eu acho que na nossa imprensa do dia a dia, \u00e0s vezes a gente perde, a gente n\u00e3o v\u00ea tanto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma coisa que eu percebi com as repercuss\u00f5es dos podcast, principalmente esse \u00faltimo podcast d\u2019O Ateli\u00ea \u00e9 que meio que estourou a bolha de pessoas interessadas em cr\u00f4nicas da vida real, como voc\u00ea mesma disse,e atingiu um p\u00fablico de pessoas que veem espet\u00e1culo em tudo. Voc\u00ea acha que esse estouro da bolha fez com que algumas pessoas n\u00e3o entendessem a sensibilidade suas de abordar essas hist\u00f3rias? E o que que voc\u00ea acha que isso provocou no conhecimento do p\u00fablico sobre as hist\u00f3rias?<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu acho essa uma pergunta muito importante assim que eu acho que a gente poderia falar horas e horas sobre isso, \u00e9 um assunto de discuss\u00f5es para a sala de aula mesmo. Eu acho que ainda \u00e9 uma coisa que eu vejo muito hoje, n\u00e3o s\u00f3 com o nosso trabalho, mas acho que as pessoas ainda n\u00e3o entendem muito bem o que \u00e9 jornalismo. N\u00e3o sei se voc\u00ea j\u00e1 tem essa percep\u00e7\u00e3o assim na faculdade, mas acho que a gente j\u00e1 tem que explicar umas coisas meio b\u00e1sicas do que \u00e9 jornalismo para as pessoas e acho que elas est\u00e3o muito acostumadas com um tipo de jornalismo, sabe? De que o jornalismo \u00e9, no m\u00e1ximo, um Fant\u00e1stico que j\u00e1 \u00e9 al\u00e9m do que as pessoas imaginam, mas um Jornal Nacional, uma Folha de S\u00e3o Paulo? E quando voc\u00ea tenta trazer mais essa sensibilidade, talvez caracter\u00edsticas mais da literatura ou de um document\u00e1rio, as pessoas estranham, n\u00e9? Com \u201cA Mulher da Casa Abandonada\u201d, teve muito isso, porque esse podcast furou muito mais a bolha do que \u201cO Ateli\u00ea\u201d, n\u00e9? Virou realmente um fen\u00f4meno nacional. E depois teve um momento que algumas pessoas come\u00e7aram a criticar, n\u00e9? Falar que a gente estava espetacularizando, dizendo que n\u00e3o precisava da trilha sonora nos epis\u00f3dios, ou que a gente estava descrevendo a Margarida como uma mulher doidinha. Sim, se n\u00e3o a gente estava descrevendo do jeito que ela \u00e9. S\u00f3 que al\u00e9m de uma abordagem objetiva de \u201cMargarida Bonetti, tantos anos, e ponto final\u201d. A gente estava descrevendo-a como uma pessoa e quando a gente vai al\u00e9m disso, fica mais impactante porque \u00e9 mais real, n\u00e9? A vida real causa esse impacto mesmo. Mas n\u00e3o tinha como a gente mentir, a gente esconder a pessoa que ela \u00e9. Muita gente veio falar aqui que n\u00f3s a transformamos nesta figura caricata. Ela \u00e9 essa figura caricata. A gente s\u00f3 a descreveu do jeito que ela \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CebUVKHrCxh\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CebUVKHrCxh\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CebUVKHrCxh\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Chico Felitti (@chicofelitti)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote> <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>Muitas pessoas criticaram por ter trilha sonora, s\u00f3 que se a gente for ver, \u00e9 um document\u00e1rio em \u00e1udio. \u00c9 a mesma coisa de uma s\u00e9rie documental da Netflix que vai ter trilha sonora, que vai ter ganchos dos finais no cap\u00edtulo para as pessoas continuarem assistindo. \u00c9 a mesma coisa, s\u00f3 muda a plataforma. Eu fico meio nessa de dizer que podcast \u00e9 uma m\u00eddia nova, porque n\u00e3o acho que seja. A gente fala muito sobre isso, n\u00e9? Que todo ano as pessoas dizem \u201cesse ano vai ser o ano do podcast\u201d. J\u00e1 est\u00e1 sendo muito tempo, n\u00e9? S\u00f3 que acho que as pessoas n\u00e3o t\u00eam tanto o costume de ouvir e quando escutam algo que n\u00e3o \u00e9 um &#8216;mesacast\u2019 de entrevista, elas estranham, estranham esse formato novo de se contar uma hist\u00f3ria. Eu acho que eu acho que \u00e9 um pouco isso que voc\u00ea falou. Acaba, talvez, criando essa espetaculariza\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o \u00e9 uma coisa que a gente est\u00e1 acostumada a consumir nesse formato, n\u00e9? Ent\u00e3o a gente acha estranho. Falam \u201cIsso \u00e9 jornalismo? Como assim? Isso? Isso \u00e9 jornalismo \u00e9 uma radionovela? O que que \u00e9?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa que a gente fala tamb\u00e9m muito que \u00e9 que a gente tem que tomar todo tipo de responsabilidade, mas a partir do momento que vai para o mundo a gente n\u00e3o tem muito como lidar e controlar a repercuss\u00e3o, sabe? Cada coisa vai se repercutir de uma forma. Eu estava falando hoje com o Chico [Felitti] de que \u00e9 que \u00e9 dif\u00edcil para a gente at\u00e9 hoje entender o que fez \u201cA Mulher da Casa Abandonada\u201d virar um fen\u00f4meno, virar o que virou. Eu acho que \u00e9 muito por essa coisa de ser caricato mesmo, de &#8220;Como assim essa mulher mora em Higien\u00f3polis, numa mans\u00e3o, caindo aos peda\u00e7os? Que hist\u00f3ria bizarra!\u201d. E acho que a gente, infelizmente, como um ser humano, ainda gostamos de um sensacionalismo. A gente pode dizer que n\u00e3o, mas quando tem cenas mais violentas ou descri\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, a gente \u00e9 chamado ainda mais a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que isso \u00e9 realmente um debate da linguagem da comunica\u00e7\u00e3o, que vai longe. Por exemplo, no Ateli\u00ea, tivemos uma repercuss\u00e3o um pouco diferente. Tamb\u00e9m furou muitas bolhas. Eu acho que muita gente chegou at\u00e9 o \u201cAteli\u00ea\u201d por causa da Mulher da Casa Abandonada. Estava esperando uma coisa meio MCA e quando percebeu que era algo mais s\u00e9rio no sentido de estar rolando agora um processo policial, n\u00e3o continuou sendo p\u00fablico. Por que querendo ou n\u00e3o, assim, claro, eu n\u00e3o, n\u00e3o, eu n\u00e3o quero. que voc\u00ea me entenda errado de dizer que o caso do Ateli\u00ea \u00e9 mais s\u00e9rio, acho que \u00e9 t\u00e3o s\u00e9rio quanto, mas o da Mulher da Casa Abandonada tinha essa coisa de ser surreal, de ser surrealista, ent\u00e3o gente fica muito mais chocado. E o Ateli\u00ea \u00e9 uma coisa muito mais s\u00e9ria mesmo, de acompanhar uma den\u00fancia, de acompanhar reuni\u00f5es com advogados. Ent\u00e3o, tem esse tom maior de seriedade nesse sentido. E tamb\u00e9m o fato de ter uma mulher denunciando tamb\u00e9m. N\u00e3o sei se voc\u00ea acompanhou assim essa repercuss\u00e3o que muitas pessoas criticaram a mulher por ela ser uma mulher rica, o sotaque dela. Muita gente falando que ela n\u00e3o deveria ter ido a p\u00fablico, dizendo \u201cAi, que chata, n\u00e3o consigo ouvir, n\u00e3o consigo ter empatia\u201d. \u00c9 v\u00e1lido, v\u00e1lido no sentido de cada um tem o direito de gostar ou n\u00e3o, mas tamb\u00e9m acho que a\u00ed tem muito machismo no meio.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que isso para mim mostrou muito realmente como o mundo reage quando \u00e9 uma mulher denunciando uma viol\u00eancia que ela sofreu de um homem. A gente tomou muitos cuidados. A gente descreveu muitas cenas de viol\u00eancia, mas a gente tomou muito cuidado tamb\u00e9m para n\u00e3o expor as v\u00edtimas e n\u00e3o ir nesse tom sensacionalista. No 11\u00ba epis\u00f3dio, tem um ex-disc\u00edpulo que narra uma viol\u00eancia que ele sofreu, ele come\u00e7a a se emocionar ali no meio e todo mundo se solidarizou, falou que foi um dos melhores epis\u00f3dios. Ent\u00e3o, calma l\u00e1. Foi um dos melhores epis\u00f3dios, porque foi um homem contando porque foi um homem chorando ali, ent\u00e3o aquilo j\u00e1 traz uma emo\u00e7\u00e3o maior. Ent\u00e3o a Mirella foi chata porque ela n\u00e3o se emocionou ou porque ela n\u00e3o chorou em nenhuma entrevista? Porque ela \u00e9 uma mulher denunciando? Ent\u00e3o isso me fez pensar muito nisso tamb\u00e9m, do tipo \u201cE se a gente tivesse falado mais, usando mais esse tom sensacionalista, ser\u00e1 que as pessoas teriam preferido? Ser\u00e1 que teriam achado mais legal? E se a gente n\u00e3o tivesse focado nas viol\u00eancias e ter focado mais nesse processo de den\u00fancia, que de fato \u00e9 repetitivo?\u201d. Pode ter ficado repetitivo, mas essa \u00e9 a realidade. Voc\u00ea [o denunciante] tem que falar muitas vezes a mesma coisa. A gente tamb\u00e9m precisava disso, de falar que estavam outras pessoas entrando para o movimento de den\u00fancia. As outras mulheres tamb\u00e9m tinham que falar o que elas estavam denunciando, que elas tinham vivido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todo caso de viol\u00eancia que faz mais de uma pessoa violentada existe um padr\u00e3o, ent\u00e3o v\u00e1rias pessoas v\u00e3o acabar relatando a mesma coisa. Isso do d\u00e9cimo primeiro epis\u00f3dio ter trazido um homem chorando e denuncie falando sobre a dor dele\u2026 por que as pessoas gostaram tanto disso? E por que criticaram tanto as den\u00fancias da Mirella? Claro, as pessoas t\u00eam direito de gostar ou n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 isso. A gente sabe disso. Quando a gente faz um trabalho de grande alcance assim, a gente vai para muita gente, vai ter muita gente que n\u00e3o vai gostar, \u00e9 ao mesmo tempo tamb\u00e9m que a gente entende hoje, depois da MCA que opini\u00e3o da internet n\u00e3o define se o nosso trabalho \u00e9 bom ou n\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil, para mim tamb\u00e9m traziam muitas inseguran\u00e7as porque foi o meu primeiro grande trabalho, n\u00e9? A minha carreira s\u00f3 est\u00e1 come\u00e7ando. Eu me formei em 2019, depois j\u00e1 veio a pandemia. E a\u00ed eu comecei a trabalhar com o Chico ano passado, ent\u00e3o esses est\u00e3o sendo os meus grandes trabalhos. Eu queria dar uma coisa com muito impacto, com muita opini\u00e3o p\u00fablica envolvida e as pessoas opinam mesmo e, enfim, faz parte. Eu por exemplo, que narrei umas partes d\u201cO Ateli\u00ea\u201d com Chico, recebi cr\u00edticas da minha narra\u00e7\u00e3o, a minha voz que que hoje eu tamb\u00e9m vejo muito com um vi\u00e9s mis\u00f3gino tamb\u00e9m porque muita gente falando que a minha voz \u00e9 de crian\u00e7a ou minha voz \u00e9 infantilizada, que eu deveria narrar contos infantis! Isso n\u00e3o resume o nosso trabalho, sabe?<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Cph0_uiOP9g\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Cph0_uiOP9g\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; 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font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Cph0_uiOP9g\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Chico Felitti (@chicofelitti)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote> <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>O Chico fala muito disso tamb\u00e9m. Podcast, qualquer produto n\u00e3o \u00e9 que muita gente vai ouvir, vai ter uma parcela de pessoas que n\u00e3o v\u00e3o gostar, ent\u00e3o tudo bem, a gente n\u00e3o pode deixar isso impactar o nosso trabalho, de ficar muito mal. \u00c9 isso que eu tenho repetido em outras entrevistas que eu dei, que acho que n\u00f3s, como jornalistas, a nossa responsabilidade e o nosso papel \u00e9 apurar o m\u00e1ximo o que a gente puder e fazer o trabalho com o m\u00e1ximo de responsabilidade que a gente puder fazer. Sendo com checagem, apura\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m com respeito e responsabilidade \u00e0s nossas fontes. Ainda mais um caso desse de viol\u00eancia contra a mulher, em que a gente estava falando diretamente com v\u00edtimas ali que est\u00e3o falando sobre isso pela primeira vez na vida delas. Ent\u00e3o voc\u00ea, jornalista, tamb\u00e9m precisa ter esse processo de criar confian\u00e7a e tamb\u00e9m de ser leal e respons\u00e1vel com as pessoas. Acredito que \u00e9 isso que deixa a gente muito tranquilo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cr\u00edticas, at\u00e9 a gente saber que a gente fez nosso trabalho com responsabilidade. A gente apurou tudo o que a gente tinha que aprovar. Teve gente que n\u00e3o gostou, mas ao mesmo tempo, muita gente p\u00e1ra a gente na rua para parabenizar ou manda e-mail parabenizando e agradecendo, mulheres falando que, ouvindo o podcast, perceberam que est\u00e3o em uma seita.<\/p>\n\n\n\n<p>Com &#8220;O Ateli\u00ea\u201d, a gente quis mostrar tamb\u00e9m que est\u00e1vamos falando sobre uma seita ali no meio de S\u00e3o Paulo, mas a gente est\u00e1 falando de rela\u00e7\u00f5es abusivas no geral. Que isso pode acontecer dentro de uma escola, dentro de um casamento, em rela\u00e7\u00f5es familiares, em rela\u00e7\u00f5es de trabalho. A gente recebeu, por exemplo, um e-mail de uma mulher falando que viveu uma situa\u00e7\u00e3o extremamente parecida durante um casamento de 15 anos dentro da igreja com pastor, e que ela se identificou com a hist\u00f3ria. Ent\u00e3o, essa foi a nossa inten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, sabe? Falar o que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o abusiva, como isso acontece, como esse padr\u00e3o acontece, e para as pessoas entenderem que n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil sair de uma rela\u00e7\u00e3o abusiva e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entrar em uma. Uma das grandes quest\u00f5es era \u201cNossa, como essas pessoas letradas e com acesso a conhecimento ca\u00edram numa seita?\u201d. Gente, infelizmente est\u00e1 todo mundo sujeito, porque n\u00e3o tem como prever. Isso que \u00e9 importante, acho que o nosso papel como jornalista mexe \u00e9 tipo trazer \u00e0 tona e \u201c\u00d3, se atente aos sinais. Se isso est\u00e1 acontecendo agora, pode piorar e pode acontecer um momento de voc\u00ea n\u00e3o conseguir sair mais dali!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a sua pergunta, eu acho que todo jornalista hoje que tenta fazer um trabalho assim, diferente do tradicional\u2026 n\u00e3o acho tamb\u00e9m que a gente \u00e9 super, n\u00e3o vou falar isso que a gente t\u00e1 inovando, n\u00e3o? Porque \u00e9 uma ainda a gente tem esse risco de as pessoas n\u00e3o entenderem, n\u00e3o gostarem, criticarem. Eu acho que tamb\u00e9m a\u00ed entra em uma outra discuss\u00e3o do jornalismo, do que \u00e9 jornalismo, que quer entretenimento. \u00c9 v\u00e1lido voc\u00ea falar sobre uma den\u00fancia e talvez trazer ao abusador fama? Qual \u00e9 a outra op\u00e7\u00e3o: silenciar, n\u00e3o falar sobre, abafar o caso? Eu prefiro falar, levar a p\u00fablico. Se as pessoas v\u00e3o entender isso de um jeito sensacionalista, achando que a gente est\u00e1 fazendo isso para ganhar dinheiro, para gerar entretenimento com a dor alheia\u2026 N\u00f3s como jornalistas temos que ter consci\u00eancia do nosso trabalho e saber por que estamos fazendo aquilo. \u00c9 importante. Claro, tem que ter uma coisa de ser emocionante, de pegar aten\u00e7\u00e3o, n\u00e9? Isso faz parte tamb\u00e9m, sen\u00e3o as pessoas n\u00e3o v\u00e3o se interessar. A gente entra em outro assunto, que \u00e9 a gente tamb\u00e9m tem contas para pagar. Pessoas esquecem que jornalista precisa ganhar dinheiro. O nosso trabalho tem um custo, \u00e9 caro de se fazer. \u00c9 um trabalho \u00e0s vezes que leva meses para ser feito. Acredito que grande parte do p\u00fablico esquece que, da mesma forma que existe na imprensa tradicional, existe o fator humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que as pessoas, quando elas falam sobre jornalismo, elas falam sobre o Jornalismo, como se fosse uma entidade. Esquecem que os jornalistas s\u00e3o pessoas ali no front fazendo aquilo acontecer. Acho que \u00e9 uma pergunta que envolve muitos fatores, mas o que eu sempre penso \u00e9: \u201cvamos fazer o nosso trabalho com responsabilidade\u201d. E se for para falar de um assunto importante, vamos falar. Eu prefiro falar a silenciar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00ea comentou que no epis\u00f3dio extra um homem se emocionou e as pessoas se sensibilizaram mais do que a Mirella durante 10 epis\u00f3dios completos. Ningu\u00e9m o criticou por estar denunciando, as pessoas concordaram com a den\u00fancia dele, mas a Mirella foi julgada.<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu acho que as pessoas t\u00eam total direito de n\u00e3o gostar de algu\u00e9m, de gostar e n\u00e3o gostar. O eu acho extremamente problem\u00e1tico \u00e9 a pessoa ir a p\u00fablico descredibilizar uma mulher que est\u00e1 tendo coragem depois de anos de denunciar uma viol\u00eancia que ela sofreu. Por que tentar sempre descredibilizar uma mulher? Por que tentar encontrar motivos para n\u00e3o acreditar no que ela est\u00e1 falando? N\u00e3o s\u00f3 nesse caso da Mirella, d\u2019O Ateli\u00ea. Em todos os casos de viol\u00eancia contra a mulher, as pessoas tentam descredibilizar. Para mim, o que falam da Mirella no Twitter \u00e9 a mesma l\u00f3gica do \u201cPor que que voc\u00ea estava com aquela roupa? Por que que voc\u00ea saiu t\u00e3o tarde de casa sozinha? Por que que voc\u00ea bebeu?\u201d, transformada em quest\u00f5es como \u201cComo que voc\u00ea n\u00e3o percebeu antes? Como assim voc\u00ea pagava para apanhar?\u201d. Infelizmente, \u00e9 assim que funciona uma rela\u00e7\u00e3o abusiva. Mulheres at\u00e9 hoje est\u00e3o em casamentos de 20, 15, 30 anos em que elas apanham. \u00c0s vezes nem s\u00f3 quest\u00f5es de viol\u00eancia f\u00edsica, n\u00e9? Em casos de viol\u00eancia psicol\u00f3gica, as pessoas tamb\u00e9m demoram para perceber e sair.<\/p>\n\n\n\n<p>O que me chateia, como mulher, \u00e9 as pessoas irem a p\u00fablico para falar &#8220;N\u00e3o fa\u00e7a isso, est\u00e1 errada em denunciar, voc\u00ea est\u00e1 errada em trazer isso a p\u00fablico. Sinta vergonha mesmo. Voc\u00ea tem que sentir vergonha\u201d. Eu sinto que \u00e9 esse o tom. E ela [Mirella] mesma fala. Ela falou isso pra gente em v\u00e1rios momentos, que, sim, eles t\u00eam muita vergonha, que foi um processo at\u00e9 para denunciar. Foi muito dif\u00edcil para entender, com pensamentos do tipo: \u201cQue vergonha de ter feito isso, como que eu n\u00e3o percebi isso antes?\u201d. Em todo mundo que esteve numa rela\u00e7\u00e3o abusiva, eu acho que \u00e9 a pergunta que mais ecoa: \u201cPor que que eu n\u00e3o percebi antes? Por que eu demorei tanto para sair? Como que eu ca\u00ed aqui? Como que eu deixei isso acontecer?\u201d E quando uma pessoa toma coragem de falar que ela n\u00e3o tem essa culpa via denunciar, e a\u00ed vem uma enxurrada surrada de coment\u00e1rios cru\u00e9is, de pessoas comentando que est\u00e3o rindo ouvindo o podcast\u2026 isso para mim \u00e9 problem\u00e1tico. Voc\u00ea pode n\u00e3o gostar, mas comenta com seus amigos no bar. Critique o podcast, mas n\u00e3o critique a mulher que est\u00e1 tomando essa decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que acontece muito \u00e9 que algumas pessoas confundem um podcast com uma s\u00e9rie. O &#8220;Mulher da Casa Abandonada&#8221; retrata uma mulher de verdade, crimes reais, com uma den\u00fancia em curso. N\u00e3o \u00e9 um personagem ou uma atua\u00e7\u00e3o de atriz que eles est\u00e3o criticando, mas sim uma mulher tendo coragem de levar uma den\u00fancia de viol\u00eancia pra frente.<\/h2>\n\n\n\n<p>Sim, acho que as pessoas esquecem isso mesmo, at\u00e9 no MCA. As pessoas indo na frente da casa fazendo dancinha e pintar a cara de branco, sendo que tem pessoas sofrendo com aquilo, que aquilo machuca outras pessoas e esqueceram completamente. Isso faz parte tamb\u00e9m do nosso trabalho. A gente tenta n\u00e3o ficar ruminando muito nisso e tal, a gente fica em paz, sabendo que fizemos o que tinha que ser feito. Se isso est\u00e1 ajudando algu\u00e9m de alguma forma, cara, \u00e9 o que vale para mim, sabe? Assim como no Mulher da Casa Abandonada, no final saiu [a not\u00edcia de que] o n\u00famero das den\u00fancias de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o tinha crescido 3 vezes depois do podcast. Isso \u00e9 importante, sabe? N\u00e3o as cr\u00edticas que estavam na internet. A gente tenta muito levar isso pro mundo real, mesmo, at\u00e9 na hora de de receber cr\u00edticas, pensando: &#8220;Qual \u00e9 a realidade disso? Vamos voltar para a realidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E voc\u00ea acha que como jornalista, existe algum tipo de assunto que n\u00e3o deveria ser levado a p\u00fablico como forma de den\u00fancia ou \u00e9 tudo v\u00e1lido?<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu acho que tudo \u00e9 v\u00e1lido, dependendo do jeito que voc\u00ea vai falar sobre aquilo. A gente tem que ter muita responsabilidade com o que a gente est\u00e1 fazendo e, exatamente sobre isso que voc\u00ea falou que s\u00e3o pessoas por tr\u00e1s, e tamb\u00e9m temos que ter muita certeza do que se est\u00e1 falando. Ent\u00e3o, para n\u00e3o acontecer o que nem Escola Base, por exemplo, que foi um boato qualquer que destruiu a vida de pessoas. Ent\u00e3o, por exemplo, n\u2019O Ateli\u00ea, o fato de ter mais de uma pessoa denunciando fortaleceu \u00e9 a den\u00fancia jornal\u00edstica. Claro que fortalece tamb\u00e9m judicialmente, mas como jornalista tamb\u00e9m \u00e9 muito importante, porque \u00e9 mais uma pessoa denunciando. Ent\u00e3o a gente t\u00e1 s\u00f3 no \u201cOkay, esses fatos est\u00e3o checados, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma pessoa dizendo isso, s\u00e3o v\u00e1rias pessoas dizendo\u201d. Uma pessoa dizendo j\u00e1 seria suficiente, mas tendo mais \u00e9 important\u00edssimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando saiu \u201cO Ateli\u00ea\u201d, o Rubens [Esp\u00edrito Santo] liberou uma carta falando que todos os alunos eram maiores de idade. A gente j\u00e1 tinha tido acesso a pessoas que eram menores de idade, mas quando \u201cO Ateli\u00ea\u201d foi ao ar, pessoas nos procuraram para dizer \u201cQuando eu entrei l\u00e1, eu era menor de idade e eu fui assediada sexualmente l\u00e1 dentro\u201d. Outra coisa tamb\u00e9m que \u00e9 muito importante \u00e9 o fato de N\u2019O Ateli\u00ea estar acontecendo uma den\u00fancia policial, um inqu\u00e9rito, o fato dela [Mirella] tamb\u00e9m estar decidindo levar \u00e0 pol\u00edcia e termos recebido o convite de acompanhar esse processo. Volta naquela coisa que eu quero falar de assuntos relevantes, mas como eu vou falar sobre isso com responsabilidade, tanto de informa\u00e7\u00e3o quanto com as pessoas que chegaram at\u00e9 mim? A gente tamb\u00e9m tem que zelar pelo nosso pr\u00f3prio cuidado, pela nossa prote\u00e7\u00e3o. Como jornalistas, a gente n\u00e3o pode acusar sem ter provas concretas de que aquilo aconteceu, n\u00e3o podemos ficar supondo as coisas. No Ateli\u00ea, o fato de elas estarem decididas a fazer uma den\u00fancia foi important\u00edssimo, porque uma palavra fazia mais forte a palavra do outro, dificultando a guerra de narrativas com uma tentativa de desmentir do Rubens.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CpP8_byOZms\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CpP8_byOZms\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; 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font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CpP8_byOZms\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Chico Felitti (@chicofelitti)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote> <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito importante tomar cuidado e realmente checar o que voc\u00ea est\u00e1 falando, o que est\u00e1 investigando. \u00c9 ter certeza mesmo pra tamb\u00e9m n\u00e3o se colocar em risco: o pr\u00f3prio jornalista e outras pessoas que podem ser prejudicadas por alguma den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em rela\u00e7\u00e3o ao epis\u00f3dio que o Rubens aparece, no qual voc\u00ea e o Chico visitaram o Ateli\u00ea do Centro, como foi para voc\u00ea, tanto como jornalista quanto a Beatriz, depois de ter visto todas aquelas den\u00fancias, todas as hist\u00f3rias, ter visto o Rubens Esp\u00edrito Santo cara a cara? Voc\u00ea consegue separar o seu lado jornal\u00edstico com o seu pessoal?<\/h2>\n\n\n\n<p>Cara, eu acho que eu consegui separar bem, mas vamos l\u00e1. Primeiro, que \u00e9 muito impactante estar frente a frente com um homem n\u00e3o \u00e9 uma pessoa que a gente ficou ouvindo por meses os crimes que ele cometeu, tanto quanto jornalista, como mulher. J\u00e1 tinha entrevistado muita gente, pessoas que o conheciam h\u00e1 muito tempo, ent\u00e3o, antes de conhecer, eu j\u00e1 sabia muito sobre ele. Estar frente a frente com ele foi assim: \u201cCaraca, essa pessoa existe, \u00e9 real o que est\u00e1 acontecendo\u201d. \u00c9 intenso. Como jornalista, tem o lado de ser um marco na minha carreira tamb\u00e9m, porque eu nunca tinha feito um n\u00edvel de entrevista desse, com uma pessoa que est\u00e1 sendo acusada de agress\u00e3o. Em uma hora de entrevista eu cresci muito em muitos aspectos, de entender como fazer uma entrevista s\u00e9ria nesse n\u00edvel, de como me portar numa situa\u00e7\u00e3o dessa. Acho que n\u00e3o tem como n\u00e3o falar tamb\u00e9m dos momentos que ele me assedia verbalmente? Acredito que \u00e9 a\u00ed que eu respondo se eu consegui separar a Beatriz jornalista da Beatriz mulher ou n\u00e3o. E a\u00ed \u00e9 uma coisa que a gente aprende ali, na pr\u00e1tica tamb\u00e9m, mas que eu fiquei feliz com a minha postura: eu continuei muito s\u00e9ria. Para os jornalistas, estar nessa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 continuar s\u00e9rio. A minha \u00fanica sa\u00edda foi continuar s\u00e9ria fazendo as perguntas que a gente tinha que fazer, independente do que ele estava falando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 \u201cdoido\u201d porque, depois que o epis\u00f3dio saiu, muitas pessoas me mandaram mensagens de apoio, de falar que elas ficaram muito tocadas pelo jeito que ele falou comigo. Ali na hora foi t\u00e3o absurdo para mim ouvir aquelas coisas que eu tive que me segurar para n\u00e3o dar risada, por n\u00e3o acreditar que aquele cara estava ouvindo o que ele mesmo falava. Foi uma entrevista muito maluca, n\u00e9? Ele responde todas as nossas perguntas com mais perguntas, sem o que levava para o campo te\u00f3rico e de suposi\u00e7\u00f5es, ele n\u00e3o conseguia responder perguntas simples e diretas, do tipo: \u201cVoc\u00ea agrediu ou n\u00e3o agrediu alunas? Sim ou n\u00e3o?\u201d. N\u00e3o respondia. Ele foi meio desprez\u00edvel em muitos momentos com dois gravadores na frente dele. Ao mesmo tempo que para n\u00f3s como jornalistas aquilo foi excelente. Foi muito importante porque ele n\u00e3o conseguiu disfar\u00e7ar que ele estava sendo quem ele \u00e9, n\u00e9? Ele falava \u201cN\u00e3o vou responder nem que sim nem que n\u00e3o\u201d, mas o tempo todo ele estava respondendo que sim, ele \u00e9 essa pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, claro, \u00e9 desconfort\u00e1vel, n\u00e3o \u00e9 legal, mas ali na hora foi t\u00e3o surreal, foi t\u00e3o assim, &#8220;Continua que eu quero ver at\u00e9 onde vai chegar\u201d, que passou muito batido para mim. As pessoas me perguntaram se eu me senti desconfort\u00e1vel, e cara, n\u00e3o me senti desconfort\u00e1vel porque eu acho que eu nem entendi, na hora, a gravidade do que ele estava falando assim? Eu acho que meio que passou batida assim era e era tanta coisa absurda que ele falava atr\u00e1s de coisa absurda. Eu j\u00e1 esperava na real, at\u00e9 falava isso pro Chico, a gente conversava e eu j\u00e1 comentava: \u201cChico, eu acho que em algum momento ele vai tentar me humilhar, me tratar diferente por eu ser mulher\u201d e dito e feito: ele me tratou diferente. Teve um momento que ele at\u00e9 fala: &#8220;Eu vou convidar voc\u00ea e a sua amiga\u201d. Eu n\u00e3o estava ali numa posi\u00e7\u00e3o de amiga do Chico. Estava ali como uma jornalista profissional entrevistando ele. Tem uma hora que ele pergunta quanto que eu pago na minha terapia, se eu fa\u00e7o, com coment\u00e1rios em tons sexuais, ent\u00e3o \u00e9, acho que eu tive um gostinho assim do que \u00e9 ser mulher e entrevistar pessoas que sentem que tentem que est\u00e3o no poder. Com o Chico, \u00f3bvio, ele tamb\u00e9m foi audacioso e se colocava nessa posi\u00e7\u00e3o de superioridade, mas comigo eu acho que ele se imp\u00f4s mais no sentido de tentar me constranger e me diminuir. E com Chico ele quis disputar um poder. Acredito tamb\u00e9m que, por eu ser uma mulher jovem, o exato tipo de pessoa alvo do Rubens, ele tentou me intimidar.<\/p>\n\n\n\n<p>E ele inventa, n\u00e9? Porque ele fala na carta aberta que a gente n\u00e3o deixou claro o tom do podcast e o tom da entrevista. E a gente deixou claro desde o come\u00e7o. Claro que em nenhuma entrevista nesse n\u00edvel voc\u00ea [jornalista] vai dizer de in\u00edcio para pessoa \u201cFulano, preciso falar com voc\u00ea porque tem 30 pessoas te acusando de agress\u00f5es, inclusive agress\u00f5es sexuais\u201d. N\u00e3o. Voc\u00ea tem que ter essa sensibilidade de ir aos poucos e abordar aos poucos o assunto, porque sen\u00e3o a pessoa se assusta. E n\u00f3s estamos fazendo tanto trabalho que a gente precisa de respostas, n\u00e3o \u00e9? Ent\u00e3o, quando eu entrevistei, por exemplo, as ex-namoradas e os ex-amigos do Rubens, eu abordava esse assunto aos poucos. Eu n\u00e3o vou chegar j\u00e1 falando \u201cEnt\u00e3o, o cara que voc\u00ea foi casada por 10 anos abusou de mulheres jovens\u201d. \u00c9 muito chocante, ent\u00e3o voc\u00ea precisa ganhar uma confian\u00e7a ali, o que para mim \u00e9 o b\u00e1sico de qualquer conversa. O nosso trabalho como jornalista tamb\u00e9m \u00e9 muito isso, da gente conseguir fazer a pessoa se sentir confort\u00e1vel com a nossa presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi uma entrevista muito s\u00e9ria. Para mim, como uma pessoa em in\u00edcio de carreira, foi incr\u00edvel acompanhar. Fiquei muito feliz mesmo de poder acompanhar isso com o Chico ali. O Chico conduziu mais a entrevista do que eu; eu fiz perguntas tamb\u00e9m, mas ele que conduziu. E eu aprendi muito sobre como me portar, de como reagir a essas posi\u00e7\u00f5es do entrevistado, saber como reagir quando o entrevistado decide parar a entrevista. Coisinhas que voc\u00ea vai aprender na pr\u00e1tica mesmo. Ent\u00e3o pra mim, como jornalista, foi extremamente importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar ali dentro [do Ateli\u00ea] tamb\u00e9m foi uma loucura assim, tanto que eu costumo falar que, al\u00e9m de entrevistar o Rubens, estar no Ateli\u00ea para mim talvez foi mais intenso do que entrevist\u00e1-lo no sentido de mexer comigo pessoalmente. Com o Rubens eu j\u00e1 imaginava que ele teria esse jeito grotesco, audacioso e mis\u00f3gino. Mas estar dentro do lugar e ver os disc\u00edpulos se movimentando de um jeito muito robozinho esperando ordens mexeu comigo. Foi bem impactante, porque j\u00e1 n\u00e3o restava d\u00favidas do que acontecia l\u00e1 dentro. Infelizmente, s\u00e3o pessoas 100% sequestradas emocionalmente por essa pessoa que entrou na cabe\u00e7a delas. Ver pessoas assim da minha idade que t\u00eam a vida controlada por esse cara h\u00e1 tempos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"673\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 673px) 100vw, 673px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-673x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12683\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-673x1024.jpeg 673w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-197x300.jpeg 197w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-768x1168.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-1010x1536.jpeg 1010w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-370x563.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-270x411.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-570x867.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-740x1125.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05-150x228.jpeg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-04-at-16.39.05.jpeg 1052w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Beatriz Trevisan | Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante a entrevista, eu tamb\u00e9m fiquei com um pouquinho de medo porque a gente estava trancado l\u00e1 dentro, n\u00e9? Mas deu tudo certo. Fiquei muito feliz de ter feito parte disso, como jornalista e como mulher. Acho que foi um super aprendizado, de ver realmente como homem de situa\u00e7\u00e3o e posi\u00e7\u00e3o de poder, na cabe\u00e7a deles, lidam com mulheres. Para mim, foi s\u00f3 uma prova de como isso funciona.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00ea comentou que chegou at\u00e9 voc\u00eas depois da publica\u00e7\u00e3o do Ateli\u00ea hist\u00f3rias de pessoas que se conheceram em relacionamentos abusivos ou at\u00e9 mesmo em seitas. Algu\u00e9m que esteve no ateli\u00ea teve conhecimento do podcast s\u00f3 depois da publica\u00e7\u00e3o em veio falar com voc\u00eas?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sim, tivemos essas pessoas, tanto que j\u00e1 sa\u00edram ou que ainda est\u00e3o no Ateli\u00ea. O ateli\u00ea fechou, n\u00e3o existe mais no espa\u00e7o f\u00edsico, mas o Rubens ainda tem fi\u00e9is ao redor dele. \u00c9 dif\u00edcil de se desligar de uma rela\u00e7\u00e3o desse tipo. \u00c9 uma depend\u00eancia emocional muito grande para as pessoas entenderem instantaneamente o que est\u00e1 acontecendo. A disc\u00edpula mais antiga est\u00e1 l\u00e1 h\u00e1 15 anos j\u00e1, ent\u00e3o \u00e9 muito tempo para a\u00ed, uns 3 meses, a sua ficha cair. N\u00e3o \u00e9 assim. Essa menina que eu comentei com voc\u00ea, que ele citava que era menor de idade, veio falar comigo depois que o podcast foi ao ar falando que esteve l\u00e1 em 2016\/2017, que frequentou o Ateli\u00ea por alguns meses e foi assediada. Recebemos o contato de muita gente que esteve no Ateli\u00ea em v\u00e1rias \u00e9pocas diferentes, pessoas mais velhas que conheceram o Rubens em 2010, em 2000, vieram falar com a gente e sempre confirmando o mesmo padr\u00e3o, as mesmas coisas. O Chico Felitti at\u00e9 fala que esse foi o caso que ele investigou mais concreto e mais padronizado, porque ningu\u00e9m nega o que aconteceu. As pessoas podem negar que aconteceu com elas, mas viram acontecendo<\/p>\n\n\n\n<p>Muita gente [entrou em contato] mesmo e familiares tamb\u00e9m de pessoas que est\u00e3o l\u00e1 e vieram falar com a gente. E \u00e9 isso que a gente sabe. O Ateli\u00ea n\u00e3o existe mais, o Rubens saiu do apartamento que morava em S\u00e3o Paulo e agora ainda tem fi\u00e9is. Ele precisa dar depoimento na pol\u00edcia, mas n\u00e3o foi na primeira data marcada, e agora vamos remarcar. Mas o processo est\u00e1 se desenrolando<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 uma responsabilidade muito grande que voc\u00eas acabam admitindo.<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito grande. E pessoas tamb\u00e9m que tomaram essa coragem de denunciar a partir do podcast, de entrar na den\u00fancia. Esse que eu comentei do 11\u00ba epis\u00f3dio, foi isso. Assim, ele acredita que ele vai entrar como testemunha, n\u00e9? E ele veio depois que o podcast foi ao ar. Depois da carta que o Rubens publicou, o denunciante decidiu que ele precisava desmentir o que o Rubens disse, ent\u00e3o ele topou falar com a gente. Em off, mas topou. Muita gente veio falar com a gente que a gente nem n\u00e3o colocou no podcast nem nada, mas que s\u00f3 comprovou a nossa pesquisa, a nossa investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pensando em aspectos t\u00e9cnicos agora do podcast, porque voc\u00ea foi a produtora do Mulher da Casa Abandonada e no Ateli\u00ea voc\u00ea foi produtora e narradora junto com Chico, certo? S\u00f3 que a gente sabe que tem uma galera atr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o. No aspecto t\u00e9cnico mesmo dessas produ\u00e7\u00f5es, como que funciona a divis\u00e3o de tarefas, como que voc\u00eas organizavam isso?<\/h2>\n\n\n\n<p>Cara, eu acho muito legal essa pergunta tamb\u00e9m porque as pessoas ainda acham que fazer podcast \u00e9 muito simples, n\u00e9? Que \u00e9 s\u00f3 voc\u00ea ter um microfone e pronto, est\u00e1 feito. A gente lan\u00e7ou esse como independente, com o plano de apoio. A gente criou um grupo no Telegram e a uma pessoa fez uma continha l\u00e1 e disse \u201cPelas minhas contas aqui,j\u00e1 temos 10 mil reais. Voc\u00eas acham que j\u00e1 conseguem fazer mais um podcast?\u201d Eu li aquilo e dei risada pensando \u201cNossa, \u2018gata\u2019, voc\u00ea que custou 10 mil reais fazer esse podcast, que a gente ficou um ano investigando, que o Chico foi para Londres?Baratinho!\u201d. \u00c9 um valor muito maior, e muita gente n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o de como funciona. Eu acho legal tamb\u00e9m falar que se a gente for ver podcasts maiores, assim como da Globoplay, e a gente for ver os cr\u00e9ditos, s\u00e3o muitas pessoas. \u00c9 uma equipe bem grande. O nosso tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00e1rias pessoas, mas \u00e9 um trabalho bem independente, n\u00e9, principalmente o \u201cAteli\u00ea\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa que eu tenho aprendido muito trabalhando com Chico \u00e9 sobre esse mercado audiovisual. Eu acho que as pessoas ainda desvalorizam muito podcast, apesar do tanto de visualiza\u00e7\u00f5es que tem, o tanto que as pessoas consomem. N\u00e3o sei se voc\u00ea conhece o N\u00e3o Inviabilize, da Deia Freitas. A D\u00e9ia, quando come\u00e7ou, ficou 3 anos como um podcast independente, fazendo sem grana nenhuma e apostando nessa. Agora, ela ganha muito dinheiro, sendo o podcast que tem mais visualiza\u00e7\u00f5es e downloads do Brasil. Mas mesmo assim, tem muita gente produzindo muita coisa boa que o grande p\u00fablico n\u00e3o d\u00e1 valor, sabe? Porque as pessoas n\u00e3o querem.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de um podcast \u00e9 uma coisa que exige muito trabalho, muito tempo de pesquisa, ainda mais podcast narrativo, que \u00e9 preciso uma equipe, voc\u00ea precisa de uma pessoa s\u00f3 para pesquisa. No Ateli\u00ea, hoje, temos uma equipe de 6 pessoas, mais ou menos. Eu e Chico trabalhamos mais juntos, mais com a m\u00e3o na massa, por sermos ambos produtores. A\u00ed, precisamos de um editor. Precisamos tamb\u00e9m contratar um ator para narrar uma entrevista em que uma entrevistada n\u00e3o quer aparecer a voz. E a\u00ed vai o dinheiro. Tem mais uma assistente de produ\u00e7\u00e3o, precisa alugar est\u00fadio, precisa fazer uma arte de capa, precisa ter algu\u00e9m que vai cuidar das redes sociais, de v\u00eddeos. Ent\u00e3o, s\u00e3o muitas pessoas ali que acontece nesses bastidores, mas ali no dia a dia estamos mais eu e o Chico, entrevistando as pessoas e fazendo aquilo ser uma realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Chico, ele tamb\u00e9m \u00e9 um furac\u00e3o. Ele j\u00e1 tem muita experi\u00eancia na \u00e1rea, ent\u00e3o ele sempre tem muitas ideias boas e entrevistando algu\u00e9m \u00e9 espetacular. Ent\u00e3o acho que por isso que tamb\u00e9m est\u00e1 muito ali no meio, porque precisa muito dele, n\u00e9? Ele tem um jeito s\u00f3 dele de entrevistar. Eu escrevo tamb\u00e9m alguns roteiros. A gente edita junto, mas \u00e9 realmente um trabalho feito a v\u00e1rias m\u00e3os. Se n\u00e3o fosse o trabalho conjunto com outras pessoas, n\u00e3o viraria realidade. N\u00e3o tem como a gente tamb\u00e9m fazer s\u00f3 n\u00f3s, precisa de mais gente porque \u00e9 um trabalho. \u00c9 pesado no sentido de ter muita carga, \u00e9 muita coisa para se fazer. O mercado audiovisual precisa valorizar mais o podcast e entender que n\u00e3o \u00e9 barato de se fazer e que para fazer um bom trabalho tamb\u00e9m n\u00e3o vai ficar barato, sabe?<br>E que precisa dar chance para as pessoas tamb\u00e9m. Para mim, foi uma super honra narrar com o Chico. Assim foi um prazer para mim narrar porque admiro Chico como narrador desde antes de trabalhar com ele. N\u00e3o sei se voc\u00ea chegou a ver, mas eu conheci o Chico porque eu o convidei para a minha banca de TCC. Acompanho o trabalho dele h\u00e1 tempos e foi um prazer. A equipe vira uma rede de apoio e todo mundo aprende a fazer de tudo um pouquinho, \u00e9 um trabalho feito em v\u00e1rias m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Muito se fala sobre ideias para Chico Felitti para os pr\u00f3ximos podcasts. E eu queria saber se tem alguma coisa nova vindo por a\u00ed ou se s\u00e3o planos futuros.<\/h2>\n\n\n\n<p>Nossa, na semana que vem est\u00e1 a\u00ed um podcast novo, mas n\u00e3o vai ser um super crime investigativo, \u00e9 isso? Na verdade, a gente vai voltar para hist\u00f3rias da vida comum, porque \u00e9 isso. Assim como eu falei no come\u00e7o da entrevista, o nosso neg\u00f3cio \u00e9 contar hist\u00f3rias de pessoas reais, e falar sempre de crime \u00e9 muito extenuante assim, n\u00e9? Muito pouco desgastante emocionalmente porque \u00e9 uma coisa muito s\u00e9ria, e cansa. N\u00e3o tem essa de separar o trabalho da vida real. Voc\u00ea est\u00e1 falando sobre aquilo todos os dias o dia inteiro, em muitas situa\u00e7\u00f5es eu me emocionava, eu chorava. Eu s\u00f3 falava disso, tinha at\u00e9 d\u00f3 dos meus amigos e antes desses eu fazia o \u201cAl\u00e9m do Meme\u201d tamb\u00e9m, que era muito incr\u00edvel sobre historinhas de pessoas que viraram meme, que aconteceu com elas. O Chico tem esse perfil tamb\u00e9m, de falar muito sobre coisas leves que a gente acha que \u00e9 assim, insignificante, mas pra mim \u00e9 onde est\u00e1 o maior brilho, assim da vida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CqnsiM6uV8c\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CqnsiM6uV8c\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\"> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div><\/div><\/div><div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div> <div style=\"display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;\"><svg width=\"50px\" height=\"50px\" viewBox=\"0 0 60 60\" version=\"1.1\" xmlns=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"https:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\"><g stroke=\"none\" stroke-width=\"1\" fill=\"none\" fill-rule=\"evenodd\"><g transform=\"translate(-511.000000, -20.000000)\" fill=\"#000000\"><g><path d=\"M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631\"><\/path><\/g><\/g><\/g><\/svg><\/div><div style=\"padding-top: 8px;\"> <div style=\" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CqnsiM6uV8c\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Chico Felitti (@chicofelitti)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote> <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o agora a gente vai lan\u00e7ar um podcast que chama &#8220;Gente! Pessoas comuns em dias extraordin\u00e1rios\u201d. E vai ser basicamente isso: pessoas na vida real, \u00e9 com hist\u00f3rias formid\u00e1veis. Por exemplo, a gente vai contar a primeira vez que uma criancinha que conheceu um cavalo, que era o sonho da vida dele; ou o dia que que uma vov\u00f3 que at\u00e9 viralizou na internet, que \u00e9 super f\u00e3 do Lula, viu a posse do presidente; o dia que a mulher conheceu a Lady Di quando ela era um bebezinho, quando ela veio ao Brasil, ela pegou crian\u00e7as com HIV no colo e a gente encontrou a mulher, que foi uma das crian\u00e7as que ela pegou no colo. Sobre pessoas comuns em dias malucos. A vida \u00e9 cheia de emo\u00e7\u00f5es. A vida como \u00e9, cheia de momentos lindos, \u00e9 cheia de momentos raros no dia a dia. Ent\u00e3o eu acho que a gente [eu e o Chico] quer voltar um pouco para isso, respirar um pouco.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m estamos j\u00e1 trabalhando em um outro podcast de crime tamb\u00e9m, mas ele tamb\u00e9m vai ter uma coisa mais at\u00e9 c\u00f4mica, uma coisa meio maluca e caricata. E tem mais um outro podcast de crime tamb\u00e9m que pode vir mais pra frente. Mas da semana que vem \u00e9 esse (Gente!) que acho que todo mundo vai amar, que est\u00e1 muito bonito mesmo. E particularmente \u00e9 o que eu mais gosto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Confira a entrevista completa no mais novo epis\u00f3dio do ColabCast:<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: ColabCast: Entrevista com Beatriz Trevisan, da Mulher da Casa Abandonada e O Ateli\u00ea\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/27e9u5314nT7hyrMi2xgxJ?si=d31c7f3fcddf4610&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalista conta sobre suas produ\u00e7\u00f5es em podcast e dimens\u00f5es 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