{"id":12663,"date":"2023-04-11T18:21:51","date_gmt":"2023-04-11T21:21:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=12663"},"modified":"2023-04-11T18:42:25","modified_gmt":"2023-04-11T21:42:25","slug":"a-antropologia-visual-de-emanuel-kaauara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/a-antropologia-visual-de-emanuel-kaauara\/","title":{"rendered":"A antropologia visual de Emanuel Kaauara"},"content":{"rendered":"\n<p>Documentarista e estudante de Antropologia, ativista do movimento ind\u00edgena e filho de pais migrantes, Emanuel Kaauara \u00e9 um <em>filmmaker <\/em>ind\u00edgena, da etnia Kaxix\u00f3, nascido na regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte. Estudante do curso de Antropologia da <a href=\"https:\/\/ufmg.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<\/a>, com habilita\u00e7\u00e3o em Arqueologia, especializou-se, ao longo de sua forma\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea socioambiental. J\u00e1 encabe\u00e7ou e participou de v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es, incluindo um programa para TV, diversos document\u00e1rios e clipes musicais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista para o <strong>Colab<\/strong>, Emanuel falou sobre sua hist\u00f3ria com o audiovisual, sua trajet\u00f3ria na antropologia visual, suas experi\u00eancias como ativista do movimento ind\u00edgena e sua rela\u00e7\u00e3o com a ancestralidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Grupo Ni Shuvini - Nininini\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZxR4oJdl8eM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Clipe da m\u00fasica Nininini do Grupo Ni Shuvini<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Confira a entrevista, que foi editada para fins de clareza e concis\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como se deu o processo de conex\u00e3o do seu of\u00edcio com a antropologia?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Emanuel Kaauara:<\/strong> Essa quest\u00e3o do audiovisual j\u00e1 est\u00e1 na minha fam\u00edlia h\u00e1 bastante tempo. Meus tios, meus pais, meus primos e irm\u00e3os trabalham com isso, ent\u00e3o, eu comecei no audiovisual muito cedo, trabalhando com revela\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica, e depois fui para outras \u00e1reas, como fotografia e v\u00eddeo. Tamb\u00e9m comecei fazendo muitos v\u00eddeos de shows. Eu participava da cena hardcore, da cena punk e era uma forma de registrar os eventos, uma <strong>antropologia de tribos urbanas<\/strong>. S\u00f3 que eu j\u00e1 tinha esse interesse pela quest\u00e3o tradicional, pela cultura ind\u00edgena. Aos poucos, fui me envolvendo na universidade e fazendo esse contato com meu povo Kaxix\u00f3 e com outros povos ind\u00edgenas que conheci durante minha caminhada, dentro e fora da universidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pela curiosidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria e dos meus ancestrais, fui me envolvendo com antropologia, arqueologia, hist\u00f3ria e tamb\u00e9m com o movimento ind\u00edgena. Quando eu entrei nesse processo de querer saber mais da minha identidade, eu comecei a tomar o rumo na minha vida para fazer minha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Depois que comecei nessa forma\u00e7\u00e3o, vi que a antropologia era algo muito mais voltada para a escrita do que para as imagens, o que ficava muito impessoal. Quando voc\u00ea est\u00e1 trabalhando com a antropologia, e arqueologia, a experi\u00eancia material, a experi\u00eancia f\u00edsica \u00e9 muito forte, voc\u00ea tem essa quest\u00e3o que chama muita aten\u00e7\u00e3o quando voc\u00ea est\u00e1 em comunidades tradicionais. Seja o territ\u00f3rio, a natureza, as pinturas corporais ou dos objetos que s\u00e3o feitos, dos artesanatos, etc. Ent\u00e3o eu comecei a ver uma lacuna ali e entender que tinha uma demanda do audiovisual.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, isso come\u00e7ou a me interessar bastante: trazer essa quest\u00e3o da antropologia, mas tamb\u00e9m uma nova forma de fazer antropologia, at\u00e9 mesmo pelo contexto em que eu cresci. As pessoas da minha fam\u00edlia leem bastante, mas eu cresci em um bairro da periferia e esse contexto que a gente vive, de revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, principalmente da informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 algo que est\u00e1 no nosso cotidiano. Foi uma jun\u00e7\u00e3o muito natural das coisas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"De Belo Horizonte para o mundo - GRAFFITI: EPIS\u00d3DIO 1 PILOTO\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/equdmpURWTA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">V\u00eddeo piloto de um projeto para falar sobre graffiti no Brasil e no mundo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como \u00e9 transitar entre esses universos? Do movimento hardcore e punk para o movimento ind\u00edgena<\/strong>?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Emanuel <strong>Kaauara<\/strong>:<\/strong> Isso meio que causa um <em>bug<\/em> na cabe\u00e7a das pessoas. Eu sempre frequentei o distrito da minha m\u00e3e, onde ficam as aldeias, s\u00f3 que eu n\u00e3o tinha contato com a galera das aldeias, s\u00f3 fui ter depois de mais velho. Mas meu pai sempre me ensinou muita coisa da cultura ind\u00edgena, minha m\u00e3e tamb\u00e9m, ent\u00e3o, \u00e9 algo que, at\u00e9 um certo tempo na minha vida, era algo muito <em>para mim<\/em>. Quando eu fui ficando mais velho, isso virou uma busca mais forte, chegou o momento que eu tive que pensar: &#8220;ou eu sou um pesquisador ind\u00edgena, ou eu sou um pesquisador de fora&#8221;. S\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 o meu rol\u00ea ser uma pessoa de fora. Quando eu voltei dessa viagem de ir para as aldeias, tudo que eu vi n\u00e3o \u00e9 diferente do que eu aprendi com meu pai, com a minha m\u00e3e. Eu fui aprender mais coisas sobre a l\u00edngua, os grafismos. Minha av\u00f3, por exemplo, fazia artesanato, meu tio fazia arco e flecha e morou em Belo Horizonte. Quando isso se tornou uma coisa mais p\u00fablica para mim, que eu comecei a me assumir mesmo como ind\u00edgena, deu um <em>bug<\/em> na cabe\u00e7a da galera. <\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do ambiente do hardcore e do punk, por mais que exista uma postura antirracista, de se colocar como um movimento libert\u00e1rio, ainda tem v\u00e1rios v\u00edcios da cultura branca.&nbsp;Por mais que esteja se posicionando como um movimento antirracista, v\u00e1rias outras pessoas v\u00e3o deslegitimar voc\u00ea. V\u00e3o falar: \u201cvoc\u00ea cresceu igual a gente, voc\u00ea viveu aqui\u201d. Ent\u00e3o, rola um choque cultural da galera. Tem muita gente que respeita, admira e entende esse processo que eu comecei a fazer de colocar esse posicionamento identit\u00e1rio de uma forma mais p\u00fablica, mas tem gente que n\u00e3o consegue quebrar aquele preconceito. \u00c9 uma quest\u00e3o complicada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia eu vou em poucos shows. Comecei a entrar dentro do movimento ind\u00edgena e esse \u00e9 um processo de mudan\u00e7a espiritual tamb\u00e9m. Eu sempre comi muita coisa natural, sempre me alimentei muito bem, s\u00f3 que dentro do movimento punk, por exemplo, existem v\u00e1rias pr\u00e1ticas do cotidiano que s\u00e3o profanas para o movimento ind\u00edgena. O movimento punk \u00e9 muito voltado para a quest\u00e3o urbana, e mesmo que tenham pessoas que s\u00e3o a favor da quest\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o da natureza, est\u00e3o dentro de um cotidiano e um estilo de vida que n\u00e3o combinam com o meu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso come\u00e7ou a gerar um conflito comigo mesmo. Quando eu comecei a militar dentro do movimento ind\u00edgena, eu tamb\u00e9m fui deixando esse espa\u00e7o. N\u00e3o tenho preconceito com as pessoas, at\u00e9 hoje escuto Ratos de Por\u00e3o, j\u00e1 fui em v\u00e1rios shows do Expurgo, s\u00f3 que hoje n\u00e3o \u00e9 uma parada que faz parte do meu cotidiano, at\u00e9 mesmo por uma quest\u00e3o de tempo. Mesmo assim, rola um choque cultural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Provavelmente voc\u00ea \u00e9 mais punk agora do que era antes, n\u00e3o?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Emanuel <strong>Kaauara<\/strong>:<\/strong> Com certeza! \u00c9 justamente a ideia da contracultura, n\u00e9? A cultura ind\u00edgena, hoje, pela quest\u00e3o da marginaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma contracultura mesmo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Cumuruxatiba, BA - Teaser Kum\u00fahu\u00e1\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UpPP-tQF4hs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Teaser da s\u00e9rie documental Kum\u00fahu\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>E o que a antropologia visual significa para voc\u00ea hoje? N\u00e3o s\u00f3 como um trabalho, mas na sua vida pessoal tamb\u00e9m. Como \u00e9 essa abertura para novas experi\u00eancias e aprendizados?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Emanuel <strong>Kaauara<\/strong>:<\/strong> Quando eu comecei a fazer esses document\u00e1rios, acabei tendo v\u00e1rias experi\u00eancias no cotidiano. Sobre o document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@kumuhua\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kum\u00fahu\u00e1<\/a>\u201d, por exemplo: eu morei no territ\u00f3rio ind\u00edgena do povo Patax\u00f3, na Vila de Cumuruxatiba, na Bahia. E nesse processo que voc\u00ea vai conhecendo as pessoas, fazendo entrevista, trocando ideias, at\u00e9 pelo processo de convencer as pessoas de participar, voc\u00ea est\u00e1 entrando em contato com muitos conhecimentos. Isso, na minha experi\u00eancia particular, me ajudou a aprender muita coisa, seja de pesca, artesanato de cestaria, fazer cocar, mexer com cer\u00e2mica, tamb\u00e9m aprender sobre plantas, entre outras coisas. A antropologia visual tamb\u00e9m \u00e9 uma forma que me permite absorver esses conhecimentos. \u00c9 uma forma de experi\u00eancia de vida. Estar inserido no movimento ind\u00edgena dessa forma, como um <em>filmmaker<\/em>, como antrop\u00f3logo visual, traz essa oportunidade de conhecer n\u00e3o s\u00f3 a cultura do meu povo, mas aprender a de outros povos tamb\u00e9m. Principalmente os valores que s\u00e3o levados para a vida dessas pessoas. Elas est\u00e3o ligadas a ideais de comunidade e outras formas de lidar com o outro, com o territ\u00f3rio, com a natureza. \u00c9 uma forma de aprendizado n\u00e3o s\u00f3 para quem est\u00e1 vendo o que eu estou fazendo, mas \u00e9 uma forma de aprendizado para mim tamb\u00e9m. \u00c9 algo que eu tenho articulado como objetivo de vida e que tem transformado a minha vida pelas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Tenho certeza que se tivesse escolhido fazer outra coisa, as experi\u00eancias de vida seriam completamente diferentes.<\/p>\n<cite>Emanuel <strong>Kaauara<\/strong><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>De onde v\u00eam as ideias para seus registros? Voc\u00ea \u00e9 o respons\u00e1vel por buscar patroc\u00ednios e montar as equipes ou tamb\u00e9m \u00e9 contratado e convidado para assumir alguns projetos?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Emanuel <strong>Kaauara<\/strong>:<\/strong> S\u00e3o v\u00e1rias as formas com que eu vou me inserindo e desenvolvendo esses projetos. Em Belo Horizonte, participo de dois coletivos, o Comunica\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena na UFMG, que \u00e9 um coletivo de comunica\u00e7\u00e3o dos estudantes ind\u00edgenas, e o Comit\u00ea Mineiro de Apoio \u00e0 Causa Ind\u00edgena (CMACI). Nesses dois coletivos, geralmente, a gente entra nas pautas por uma discuss\u00e3o e coloca para a sociedade o que est\u00e1 precisando ser documentado, o que precisa ser discutido. A gente conversa internamente, desenvolve um roteiro e depois coloca em execu\u00e7\u00e3o. Eu tenho esses trabalhos dos coletivos ind\u00edgenas e trabalhos que sou convidado para fazer. Teve projetos que participei atrav\u00e9s da lei Aldir Blanc, outros projetos que eram pela Lei de Incentivo \u00e0 Cultura, e nesses casos \u00e9 a galera que normalmente monta as equipes. Um pessoal para escrever o projeto, gente para dirigir, para editar, para fazer a capta\u00e7\u00e3o de imagem. Como, normalmente, eu estou nessa parte de entrevista, que \u00e9 algo muito da antropologia, eu acabo tomando a parte da dire\u00e7\u00e3o, tentando ter um roteiro fixo, mas \u00e0 medida que a pessoa vai conversando comigo, vou lapidando o que posso trazer de interessante para dentro da entrevista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-1024x682.jpg\" alt=\"Emanuel Kaauara est\u00e1 localizado \u00e0 esquerda da imagem com uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica em m\u00e3os observando atentamente um ind\u00edgena Patax\u00f3 que lhe explica um oficio.\" class=\"wp-image-12665\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-768x511.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-370x246.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-570x379.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n-150x100.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/271315711_328167735838754_7975249406348704577_n.jpg 1080w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Emanuel Kaauara na Aldeia Tib\u00e1, do povo Patax\u00f3, em Cumuruxatiba,&nbsp;na&nbsp;Bahia. (Foto: Niklas Stephan)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais dificuldades voc\u00ea encontra nesse processo de representa\u00e7\u00e3o audiovisual? Existem cuidados necess\u00e1rios quando se faz esse tipo de registro antropol\u00f3gico?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Emanuel <strong><strong>Kaauara<\/strong><\/strong>:<\/strong> Essa din\u00e2mica come\u00e7a, primeiramente, pelo di\u00e1logo. Se estamos propondo um projeto para apresentar para a comunidade, temos que ver com a comunidade se \u00e9 interessante para eles e se isso tem uma contrapartida social. Ou a gente procura essa comunidade e vai questionando o que que pode ser feito ali, dentro daquela realidade. Mas, geralmente, j\u00e1 se tem uma no\u00e7\u00e3o dos problemas que essa comunidade enfrenta e de que forma pode ser abordada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a gente tem que ter um cuidado relativo a uma quest\u00e3o que aprendi muito dentro da faculdade. O que voc\u00ea est\u00e1 escrevendo pode ser tirado de contexto, principalmente porque o antrop\u00f3logo e o arque\u00f3logo t\u00eam um papel como perito. Por exemplo, em uma terra que est\u00e1 em lit\u00edgio, rolando uma briga judicial por conta do territ\u00f3rio entre um fazendeiro e uma comunidade ind\u00edgena, pode ter a fala de um antrop\u00f3logo, de um arque\u00f3logo ou de um l\u00edder comunit\u00e1rio tirada de contexto e usada contra a pr\u00f3pria comunidade. Ent\u00e3o j\u00e1 existe a quest\u00e3o do preconceito contra essas comunidades, as tentativas de expropria\u00e7\u00e3o desses territ\u00f3rios, e se a gente n\u00e3o tem um cuidado na hora de articular como que isso vai ser colocado, a gente pode atrapalhar ao inv\u00e9s de ajudar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como \u00e9 &#8220;representar&#8221; os povos ind\u00edgenas a partir da perspectiva de produtor audiovisual e a partir da sua perspectiva pessoal? H\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o do Emanuel que est\u00e1 trabalhando atr\u00e1s das c\u00e2meras para o Emanuel indiv\u00edduo?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Emanuel <strong><strong>Kaauara<\/strong><\/strong>:<\/strong> Essa separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe. A antropologia, em si, j\u00e1 tenta quebrar essa ideia cientificista, que \u00e9 o pesquisador longe do que ele pesquisa. Tudo que a gente produz de cient\u00edfico, \u00e9 tendencioso, tem um vi\u00e9s pol\u00edtico. E pelo menos na minha vis\u00e3o, eu acho interessante deixar expl\u00edcitas as inten\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que a gente tem por tr\u00e1s do que a gente est\u00e1 produzindo, porque sen\u00e3o fica algo solto, perdido demais. E, na perspectiva de eu ser um pesquisador ind\u00edgena, tem a quest\u00e3o da necessidade de cada vez mais ocupar esses espa\u00e7os, para que n\u00e3o haja pessoas fora do nosso contexto falando sobre as nossas realidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 at\u00e9 uma problem\u00e1tica do pr\u00f3prio Estado brasileiro, porque o ind\u00edgena sempre foi tutelado, j\u00e1 que os povos ind\u00edgenas n\u00e3o tinham discernimento para distinguir o que \u00e9 certo e errado, na vis\u00e3o do Estado. N\u00e3o que a gente n\u00e3o tivesse essa capacidade antes, sempre teve, mas o estado sempre tentou tomar a r\u00e9dea com uma inten\u00e7\u00e3o de fundo: a de controlar nossos territ\u00f3rios, de exercer influ\u00eancia pol\u00edtica, econ\u00f4mica, e de controlar o que ia acontecer com nossa hist\u00f3ria. E, hoje, \u00e9 importante a gente tomar esse lugar, n\u00e3o s\u00f3 dentro do audiovisual, mas tamb\u00e9m dentro da pol\u00edtica, dentro dos setores da sociedade, como educadores ind\u00edgenas, como comunicadores, jornalistas, profissionais de sa\u00fade, do direito. Tudo isso \u00e9 interessante para n\u00f3s no intuito de conseguir uma opini\u00e3o pol\u00edtica mais forte e ter um poder de decis\u00e3o tamb\u00e9m e dentro da sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto \u00e9 que eu sou um ind\u00edgena do contexto urbano. Eu tenho que tomar um cuidado redobrado com o que eu estou falando, porque eu tenho propriedade, tenho lugar de fala, mas dentro do contexto que eu vivo, com os problemas sociais que eu vivo. Se eu estou fazendo um trabalho dentro do territ\u00f3rio do meu povo, que eu n\u00e3o vivo ali, n\u00e3o cheguei a morar ali, e estou falando sobre a realidade deles, eu tenho que sempre dar \u00eanfase nesse lugar de onde eu falo. Tem essa quest\u00e3o do cuidado e, para al\u00e9m disso, tamb\u00e9m tem a quest\u00e3o da conduta no movimento ind\u00edgena. O movimento \u00e9 muito pautado por uma conduta \u00e9tica e moral, eu tenho que tomar cuidado tamb\u00e9m com o que eu estou falando. \u00c0s vezes, eu n\u00e3o estou nem representando a voz do meu povo como um todo, mas s\u00f3 de estar usando o nome do meu povo, eu tenho que tomar um cuidado com minha postura. Porque, pelo preconceito que n\u00f3s ind\u00edgenas j\u00e1 vivemos, uma postura equivocada pode acarretar outros diversos preconceitos para meu povo ou para os povos ind\u00edgenas de forma geral. Esse \u00e9 um lugar de representatividade muito delicado, chega a ter um peso muito forte para quem est\u00e1 sendo visto de forma p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ABRIL IND\u00cdGENA UFMG 2022 apresenta - OFICINA: ENCONTRO DOS CANTOS DOS ESTUDANTES IND\u00cdGENAS\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/X5d4M1m1w1k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trechos da Oficina: Encontro Dos Cantos Dos Estudantes Ind\u00edgenas na UFMG<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conte algo que voc\u00ea acha que os leitores do Colab n\u00e3o sabem, mas deveriam saber.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Emanuel<strong><strong> Kaauara<\/strong><\/strong>: <\/strong>A gente vive num pa\u00eds com 523 anos de contagem desde seu &#8220;descobrimento&#8221;. Um pa\u00eds, que \u00e9 um territ\u00f3rio roubado, e que a gente s\u00f3 conta esse tempo a partir da chegada dos portugueses. Se a gente for pensar a partir da Independ\u00eancia, \u00e9 um pa\u00eds muito mais novo, que tem por volta dos seus 200 anos. Quando a gente pensa sobre essa quest\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel ver que existe um conflito de identidade dentro do Brasil e um conflito tamb\u00e9m de discurso hist\u00f3rico. Porque o que a gente aprende dentro da escola, na sociedade, dentro da nossa casa, \u00e9 que antes dos portugueses chegarem aqui, n\u00e3o existia conceito de na\u00e7\u00e3o, conceito de pol\u00edtica, conceito de espiritualidade e conhecimento. Ent\u00e3o, hoje, o movimento ind\u00edgena, atrav\u00e9s desse processo de retomada, tenta trazer essa quest\u00e3o da democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento. N\u00f3s temos muito mais do que 500 anos de hist\u00f3ria. Esse territ\u00f3rio onde a gente vive, ele j\u00e1 tinha um nome, Pindorama, a Terra das Palmeiras. E essa ideia de Pindorama, essa ideia de na\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, ela, hoje, tem uma perspectiva diferente, porque a gente passou por diversos processos hist\u00f3ricos, e houve uma reformula\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas enquanto movimento pol\u00edtico, movimento cultural, movimento espiritual dentro de cada contexto espec\u00edfico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu sugiro para as pessoas \u00e9 que conhe\u00e7a esse outro pa\u00eds aqui, que \u00e9 paralelo. Conhecer de verdade. N\u00e3o s\u00f3 ir l\u00e1 fazer turismo, mas sentar com as pessoas de igual para igual, sem trat\u00e1-las como um bicho de zool\u00f3gico. Entender que aquelas pessoas t\u00eam uma hist\u00f3ria de vida, que aquelas pessoas t\u00eam anseios e objetivos que s\u00e3o totalmente diferentes. Quando a gente come\u00e7a a abrir esse espa\u00e7o para di\u00e1logo, a gente come\u00e7a a mudar certas coisas no nosso cotidiano, na nossa viv\u00eancia, na nossa mentalidade. A gente come\u00e7a a entender o que de importante os povos ind\u00edgenas tem para oferecer no contexto que a gente est\u00e1 vivendo agora. \u00c9 essa a ideia do pensamento decolonial. Quebrar essa centralidade branca e trazer a democratiza\u00e7\u00e3o desses conhecimentos do negro, do ind\u00edgena, do nipo-brasileiro e de outras comunidades que existem aqui. E da\u00ed, tentar fazer um pa\u00eds que seja para todos e que n\u00e3o atenda s\u00f3 o interesse de quem tem grana, de quem tem poder e de quem est\u00e1 interessado a seguir s\u00f3 esse modelo capitalista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso abrir a possibilidade de outras pessoas viverem de uma forma que n\u00e3o seja normativa. Isso a gente entra n\u00e3o s\u00f3 em quest\u00e3o da luta pela preserva\u00e7\u00e3o da M\u00e3e Terra, mas em discuss\u00f5es sobre monogamia, quest\u00f5es LGBT, machismo, religiosidade, predomina\u00e7\u00e3o crist\u00e3, viol\u00eancia religiosa, preconceito racial. As portas se abrem para muitas discuss\u00f5es quando a gente entende que esse universo de culturas ind\u00edgenas \u00e9 t\u00e3o diverso. Eu sugiro para as pessoas v\u00e3o e conhe\u00e7am de cora\u00e7\u00e3o aberto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O Sagrado da Terra - Document\u00e1rio Completo\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NMUZ1ziZHMU?start=68&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Document\u00e1rio completo sobre ancestralidade do povo Kaxix\u00f3<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-gridlove-bg-color has-gridlove-meta-background-color has-text-color has-background has-large-font-size\">Caso tenha interesse em conhecer mais do trabalho de Emanuel Kaauara, voc\u00ea pode segui-lo no <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/emanuelkaauara\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a>, no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@emanuelkaauarafilmes6790\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a> ou acessar este <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1zTA2BDkKkM78Zr0M-GAp7wW3aRe5sUgg\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Link <\/a>para ver seu portif\u00f3lio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do filmmaker ind\u00edgena e sua trajet\u00f3ria na antropologia visual<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":12695,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[303],"tags":[1470,1471,1472,1473,1474],"class_list":["post-12663","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","tag-antropologia","tag-antropologia-visual","tag-emanuel-kaauara","tag-kaxixo","tag-movimento-indigena"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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