{"id":12290,"date":"2022-12-14T11:48:29","date_gmt":"2022-12-14T14:48:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=12290"},"modified":"2022-12-23T14:11:12","modified_gmt":"2022-12-23T17:11:12","slug":"os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/","title":{"rendered":"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-normal-font-size\"><em>Relatos de imigrantes que residem no Brasil evidenciam obst\u00e1culos enfrentados durante adapta\u00e7\u00e3o, muitas vezes sem a fam\u00edlia\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2011 e 2021, conforme dados do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra), 297.712 mil pessoas solicitaram ref\u00fagio ao Brasil. Ao chegarem ao pa\u00eds, enfrentam os <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/a-interiorizacao-de-migrantes-e-refugiados-pelo-brasil\/\">desafios da interioriza\u00e7\u00e3o<\/a>, <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/brasil-um-pais-de-todos\/\">xenofobia<\/a> e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura brasileira. Muitos chegam ao pa\u00eds depois de se separarem da fam\u00edlia e lutam para trazer os entes queridos mais para perto. Relatos de imigrantes que residem no Brasil evidenciam esses obst\u00e1culos enfrentados nesta reportagem sobre como convivem em uma nova cultura sem a base familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o comuns os relatos de imigrantes sendo hostilizados ao chegarem em um novo pa\u00eds. Al\u00e9m do preconceito enfrentado, h\u00e1 sofrimento pela dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o, muitas vezes for\u00e7ada, e pela falta da fam\u00edlia. Em conversas com alguns imigrantes, \u00e9 poss\u00edvel enxergar o Brasil por outros olhos e reconhecer os impasses enfrentados.\u00a0H\u00e1 aqueles cujo maior desejo \u00e9 voltar para casa e preferem n\u00e3o se inserir totalmente \u00e0 cultura brasileira, pois entendem o momento como uma situa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m quem tenha sido bem recebido e considere o apoio encontrado no Brasil um diferencial, especialmente pelo &#8220;calor humano&#8221; dos brasileiros.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Emily &#8211; Venezuela\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"989\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 989px) 100vw, 989px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-989x1024.jpeg\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o de imagem: Emilly de Jesus em selfie com sobrinhos e irm\u00e3s.\" class=\"wp-image-12291\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-989x1024.jpeg 989w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-290x300.jpeg 290w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-768x795.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-370x383.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-270x280.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-570x590.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-740x766.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1-150x155.jpeg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-1.jpeg 1080w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em> <\/em><\/strong><em>Emilly com sua fam\u00edlia.\/ (instagram @emilyrodry)\u00a0<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 uma aventura, mas cheguei\u201d<\/p>\n<cite>disse Emily<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Emily de Jesus Rodriguez Paradas, 27 anos, vivia em Barquisimeto, capital do estado de Lara, na Venezuela. H\u00e1 cinco anos, Emily deixou seu pa\u00eds em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Ela relata que, por mais que trabalhasse muito, n\u00e3o conseguia se manter. Uma das principais dificuldades era a precariedade dos hospitais, que n\u00e3o conseguiam cuidar das pessoas, por falta de itens b\u00e1sicos, como curativos e gaze. Al\u00e9m disso, as longas filas nos supermercados e a escassez de produtos nas prateleiras afligiam ainda mais a venezuelana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira pessoa a vir para o Brasil foi sua irm\u00e3, junto com o namorado. Em seguida, Emily migrou para o Brasil e enfrentou sozinha uma longa viagem. \u201c\u00c9 uma aventura, mas cheguei. Depois, minha irm\u00e3 e eu ficamos uns dois anos, a\u00ed veio minha outra irm\u00e3, meus sobrinhos e logo minha m\u00e3e. E recentemente chegaram minha cunhada e meus dois sobrinhos\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as dificuldades nas terras brasileiras, Emily confessa que a principal delas foi o idioma, pois ela chegou sem saber a l\u00edngua portuguesa. Apesar disso, ela se dedicou e aprendeu sozinha o idioma, com a ajuda de m\u00fasicas que escutava no r\u00e1dio. Hoje, ela diz que procura ajudar seus familiares a falar o portugu\u00eas e tamb\u00e9m ensina algumas palavras do espanhol que aqui no Brasil n\u00e3o tem bom significado.<\/p>\n\n\n\n<p>Emily diz que ainda mant\u00e9m algumas tradi\u00e7\u00f5es venezuelanas, como o preparo de <a href=\"https:\/\/www.discoverybrasil.com\/foodnetwork\"><em>Hallaca<\/em><\/a><em> <\/em>no natal, prato t\u00edpico do pa\u00eds. Embora seja dif\u00edcil de ser feito devido a dificuldade em achar a folha de bananeira &#8211; um dos principais ingredientes &#8211; , o prato n\u00e3o fica de fora da ceia natalina. Al\u00e9m disso, Emily sempre conta a hist\u00f3ria do Menino Jesus para os sobrinhos, e os presentes que ele deixa para as crian\u00e7as nas manh\u00e3s de natal. Portanto, mesmo estando em outro pa\u00eds, ela preserva a cultura entre fam\u00edlia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu processo de imigra\u00e7\u00e3o, Emilly morou em Roraima e depois seguiu para Belo Horizonte, onde vive h\u00e1 um ano e meio. Quando perguntada sobre o preconceito, ela disse que sofrer <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/brasil-um-pais-de-todos\/\">xenofobia<\/a> principalmente em Roraima, onde\u00a0 teve dificuldades em alugar uma casa, pois os locat\u00e1rios se recusavam a\u00a0 fazer neg\u00f3cios com estrangeiros. No trabalho, ela relata a hostilidade dos clientes em um supermercado em que trabalhava como caixa. Segundo a imigrante, ainda hoje ela nota olhares de julgamento quando os brasileiros escutam seu sotaque, mas afirma que em Belo Horizonte n\u00e3o sofre mais tantos ataques.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Victor Hugo &#8211; Chile\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"766\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 766px) 100vw, 766px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-766x1024.jpg\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o de imagem: Victor Hugo no centro da imagem vestindo uma camiseta cinza e bermuda jeans, em  frente \u00e0 uma cachoeira.\" class=\"wp-image-12292\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-766x1024.jpg 766w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-768x1026.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-370x494.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-270x361.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-570x762.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-740x989.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2-150x200.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Foto-2.jpg 970w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a0Victor Hugo Carmona Castro, chileno.\/ Victor Hugo Carmona.<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O Brasil foi como um passaporte para a liberdade\u201d<\/p>\n<cite>disse, Victor Hugo.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com apenas 17 anos, Victor Hugo Carmona Castro deixou o Chile por motivos pol\u00edticos. Victor Hugo relata que, entre 1973 e 1977, a fam\u00edlia sofreu com o regime ditatorial da \u00e9poca. O pai, mesmo tendo um bom emprego, t\u00e9cnico eletricista em uma subesta\u00e7\u00e3o, foi o primeiro a deixar o pa\u00eds em 1976. Em seguida, no dia 9 de setembro de 1977, Victor pegou um avi\u00e3o para encontrar o pai no Brasil e concluir seus estudos para come\u00e7ar a trabalhar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando chegou ao pa\u00eds, Victor morou em Guarapari (ES) com o pai. No entanto, relata que a vontade era ter ido para a Venezuela, pois naquela \u00e9poca teria mais oportunidades de emprego e mais facilidade em se adaptar, uma vez que o pa\u00eds tamb\u00e9m&nbsp;tem o espanhol como idioma.&nbsp;\u201cEu era doido por trabalho, l\u00e1 \u00e9 um pa\u00eds latino-americano que voc\u00ea falava espanhol. Era um&nbsp; pa\u00eds que era muito rico naquele tempo, nos anos 70 e 80 era o sonho de consumo de qualquer imigrante\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ter trabalhado em muitos estados, o chileno afirma que conhece o Brasil \u201cde ponta a ponta\u201d, e n\u00e3o tem nada a reclamar sobre <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/brasil-um-pais-de-todos\/\">xenofobia<\/a>, pois sempre foi muito bem tratado e fez muitas amizades. Al\u00e9m disso, acabou aprendendo o portugu\u00eas com a pr\u00e1tica, n\u00e3o estudou de fato a l\u00edngua, mas o cotidiano o ajudou a superar as barreiras lingu\u00edsticas de um idioma que confessa ser muito dif\u00edcil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as diferen\u00e7as culturais dos dois pa\u00edses, Victor percebeu uma diferen\u00e7a nas vestimentas e nos cortes de cabelo dos anos 70 e 80, disse que no Chile se usavam cortes de cabelo longos com tran\u00e7as e penteados, enquanto no Brasil isso n\u00e3o era comum. J\u00e1 nos eventos, relata que os anivers\u00e1rios no Chile s\u00e3o comemorados com festas de longa dura\u00e7\u00e3o. E no final do ano, o natal e ano novo s\u00e3o comemorados com toda a comunidade, j\u00e1 aqui no Brasil, as festas s\u00e3o mais para familiares.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Irama &#8211; Bol\u00edvia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"157\" height=\"264\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-3-2.jpg\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o de imagem: Irama Vidal de cabelo longo, castanho e blusa marrom, sorrindo.\n\" class=\"wp-image-12294 size-full\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-3-2.jpg 157w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-3-2-150x252.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 157px) 100vw, 157px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNunca me senti estrangeira aqui\u201d<\/p>\n<cite>disse, Irama. <\/cite><\/blockquote>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Irama Vidal, de 44 anos, define a vinda ao Brasil como destino. Ela conheceu o marido enquanto morava na Bol\u00edvia, pois ele havia se mudado para estudar. Se casaram, tiveram filhos e ent\u00e3o mudaram-se para o Brasil. &#8220;A partir do momento que casei com ele, sabia que teria que acompanh\u00e1-lo. A gente tamb\u00e9m pensou no melhor para a fam\u00edlia e, no momento, tinham mais oportunidades de trabalho no Brasil.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a vinda planejada, Irama relata que aprendeu a l\u00edngua portuguesa devido ao dia a dia. Al\u00e9m de ter contado com a ajuda do marido, ela admite que por ser professora de espanhol, o portugu\u00eas ainda n\u00e3o \u00e9 perfeito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as diferen\u00e7as culturais ela diz que n\u00e3o sentiu tanta diferen\u00e7a pois durante os feriados em que acontecem as festas t\u00edpicas, como Carnaval, ela sempre passava no Brasil com a fam\u00edlia do marido, por isso acabou se acostumando. \u201cNormalmente as datas que poder\u00edamos comemorar de forma diferente, pass\u00e1vamos aqui no Brasil, ent\u00e3o meio que se perde a cultura um pouco sim\u201d, relata. Ao contr\u00e1rio da cultura que j\u00e1 era conhecida por ela, as comidas foram algo que sentiu diferen\u00e7a, mas se habituou&nbsp; facilmente pois o marido gostava de fazer comidas t\u00edpicas brasileiras enquanto morava na Bol\u00edvia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Irama teve que deixar a fam\u00edlia para tr\u00e1s, e costumava visit\u00e1-los pelo menos uma vez ao ano. Por\u00e9m, diminuiu a frequ\u00eancia das visitas e hoje mant\u00e9m o contato por telefonemas e mensagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, Irama informou que nunca sofreu nenhum tipo de discrimina\u00e7\u00e3o por ser estrangeira, nem mesmo os filhos, e relata que foram muito bem recebidos, \u201c a gente teve muita sorte\u201d. Tamb\u00e9m disse que perguntavam a ela, de forma amiga, o porqu\u00ea dela viver no Brasil, e ela respondia rindo que gosta muito daqui e n\u00e3o entende porque deixaria o pa\u00eds. \u201cTodos me perguntavam, eu achava engra\u00e7ado, \u2018o que voc\u00ea veio fazer aqui?\u2019 Eu falo que aqui \u00e9 t\u00e3o bom [\u2026]. Eu sempre tive sorte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, Irama vive em uma pequena cidade em Minas Gerais chamada S\u00e3o Domingos do Prata, admite que gosta da cidade mas que tem dificuldades quando precisa fazer algum documento para os filhos. Por serem considerados brasileiros nascidos no exterior, a documenta\u00e7\u00e3o \u00e9 brasileira e boliviana e toda vez que precisam retirar um novo documento, t\u00eam de se deslocar at\u00e9 a capital do estado, que fica a mais de 140 km de dist\u00e2ncia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por ter vida estabelecida no Brasil, o acolhimento do povo brasileiro e o fato dos filhos estudarem aqui, Irama n\u00e3o pretende voltar a viver na Bol\u00edvia. Por mais que sinta saudades e j\u00e1 tenha pensado em retornar ao pa\u00eds natal, hoje em dia, ap\u00f3s o falecimento do marido, ela n\u00e3o se v\u00ea deixando os filhos para tr\u00e1s. \u201cEngra\u00e7ado porque agora eu poderia retornar, mas vou ficar aqui por enquanto. E vamos ver o que vou fazer ainda, mas&#8230; sim, tinha planos de voltar. Agora, sozinha j\u00e1 n\u00e3o sei. Como os meninos t\u00e3o aqui [&#8230;] \u00a0n\u00e3o me vejo indo embora e deixando eles aqui, n\u00e9, agora estou aqui e pretendo ficar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Felly &#8211; Congo\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"815\" height=\"820\" sizes=\"auto, (max-width: 815px) 100vw, 815px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4.jpeg\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o de imagem: Felly Zihal segurando uma crian\u00e7a em seus bra\u00e7os, usando uma camiseta branca e bon\u00e9 preto da Fraternidade Sem Fronteiras.\n\" class=\"wp-image-12295\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4.jpeg 815w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4-298x300.jpeg 298w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4-150x151.jpeg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4-768x773.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4-370x372.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4-270x272.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4-570x573.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4-740x745.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-4-96x96.jpeg 96w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Felly\u00a0 B. Zihal, congol\u00eas.\/ Instagram Felly Zihal (@\/fellyzihal26b)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cN\u00e3o tenho direitos ou liberdade de express\u00e3o\u201d<\/p>\n<cite>disse, Felly.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A crise na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, crescente desde 1996, com conflitos entre comunidades, mil\u00edcias e for\u00e7as armadas, somada \u00e0 fome, provocam a fuga massiva para outros pa\u00edses. Quando uma conflagra\u00e7\u00e3o explode, as fam\u00edlias precisam fugir com o pouco que t\u00eam, caminham muitos quil\u00f4metros at\u00e9 achar um local seguro. Felly Zihal conta que sua motiva\u00e7\u00e3o para a busca de ref\u00fagio foi a inseguran\u00e7a pol\u00edtica e a discrimina\u00e7ao \u00e9tnica. Felly deixou o Congo em 2010, sozinho. Hoje, com 31 anos, trabalha como volunt\u00e1rio na \u00e1rea de assist\u00eancia social, administra\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1008\" height=\"756\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1.jpeg\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o de imagem: Felly Zihal usando uma camiseta azul e cal\u00e7a vermelha e volunt\u00e1rios da ONG Fraternidade Sem Fronteiras distribuindo alimento para fam\u00edlias necessitadas em tribo no Madagascar.\" class=\"wp-image-12296 size-full\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1.jpeg 1008w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1-768x576.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1-370x278.jpeg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1-270x203.jpeg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1-570x428.jpeg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1-740x555.jpeg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1-80x60.jpeg 80w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-1-150x113.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1008px) 100vw, 1008px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><em>Felly Zihal e voluntarios distribuem alimento para crian\u00e7as de uma tribo em Madagascar.\/ Facebook Fraternidade Sem Fronteiras<\/em>.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo Felly, o mais impactante \u00e9 ser considerado estrangeiro, por n\u00e3o poder assinar contrato com uma empresa ou at\u00e9 mesmo ter o gozo de direitos que outros t\u00eam, apenas por ser refugiado. Ele conta que, dentre as dificuldades que enfrenta est\u00e1 a falta de direitos ou liberdade de express\u00e3o e, principalmente, abusos de seus direitos sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m at\u00e9 hoje \u00e9 praticar o que a fam\u00edlia o ensinou: compartilhar com os demais; o que n\u00e3o sabe ou n\u00e3o tem, pode saber por meio de semelhantes. Mesmo uma tradi\u00e7\u00e3o t\u00e3o simples \u00e9 dificultada pela situa\u00e7\u00e3o de, como coloca Felly, \u201climitado de direitos\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A import\u00e2ncia das organiza\u00e7\u00f5es acolhedoras<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o obtermos contato direto com nenhum refugiado ucraniano, o Pastor Br\u00e1ulio Moura, da <a href=\"https:\/\/www.centraldna.org\/quem-somos#:~:text=A%20Igreja%20Batista%20Central%2C%20durante,C%C3%A9lula%20(Dez%2F2017).\">Igreja Batista Central de Belo Horizonte<\/a>, relata algumas hist\u00f3rias. Cerca de 300 ucranianos chegaram ao Brasil atrav\u00e9s da Global Kingdom Partnership Networking (GKPN), associa\u00e7\u00e3o de igrejas do mundo inteiro. Br\u00e1ulio conta que o governo brasileiro foi de extrema assist\u00eancia para os refugiados, pois todos possuem agora CPF e carteira de identidade, regularizando-os para conseguirem um emprego digno mesmo com a dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o. A igreja ainda arca com o aluguel da moradia onde eles vivem e d\u00e1 suporte alimentar em Belo Horizonte. O fluxo de pessoas vindas da Ucr\u00e2nia foi diminuindo ao longo do ano passado e j\u00e1 se encerrou nesse ano de 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os refugiados, fugindo do conflito entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, diferentemente de outros casos j\u00e1 expostos na reportagem, n\u00e3o s\u00e3o migrantes comuns, pois n\u00e3o desejam permanecer no pa\u00eds para onde migram, e sim voltar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel ao seu lar. Assim, n\u00e3o se preocuparam em aprender a l\u00edngua nativa, que \u00e9 uma das maiores barreiras para inclus\u00e3o nessa nova comunidade. Br\u00e1ulio conta que a igreja chegou a disponibilizar aulas de portugu\u00eas para todos que chegavam e destacou que todo esse apoio \u00e9 crucial para que essas pessoas tenham uma vida digna novamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Br\u00e1ulio relembra alguns relatos chocantes sobre como foi a vinda dessas pessoas (maioria formada por camponeses interioranos). Uma dessas hist\u00f3rias \u00e9 sobre duas irm\u00e3s, de 20 e 24 anos, que sa\u00edram \u00e0s pressas do pa\u00eds. O pai as levou at\u00e9 a fronteira da Pol\u00f4nia, pois os russos avan\u00e7aram at\u00e9 uma \u00e1rea extremamente pr\u00f3xima de onde moravam e estavam destruindo o que estivesse na frente. As filhas conseguem fazer contatos r\u00e1pidos e ocasionais com o pai por meio da internet, por\u00e9m a incerteza frente \u00e0 seguran\u00e7a dele mexe muito com o sentimento de ambas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro caso, o marido de 42 anos n\u00e3o pode vir ao Brasil, pois mesmo mostrando um atestado m\u00e9dico comprovando comorbidade, ele foi barrado &#8211; segundo as autoridades Ucranianas, ele estava apto a servir o ex\u00e9rcito e foi obrigado a permanecer no pa\u00eds. Por isso, a esposa de 39 anos e dois filhos pequenos est\u00e3o aflitos e ansiosos com o momento de poder voltar para o pa\u00eds com seguran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas uma fam\u00edlia veio completa, e s\u00f3 conseguiram sair da Ucr\u00e2nia por conta dos tr\u00eas filhos pequenos. As experi\u00eancias narradas pelo pastor servem para elucidar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o comovente desses refugiados e apontam para a import\u00e2ncia de todo pa\u00eds consolidar institui\u00e7\u00f5es competentes que auxiliem e garantam a cidadania para essas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (Acnur)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-1024x683.jpg\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o de imagem: Passaporte verde do Uzbequist\u00e3o nas m\u00e3os de Zukhra Mukanova.\n\" class=\"wp-image-12297\" width=\"650\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-570x380.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2-150x100.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-opcao-2.jpg 1200w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a0Passaporte do Uzbequist\u00e3o inv\u00e1lido, nas m\u00e3os de uma mulher ap\u00e1trida.\/ACNUR\/Frederic Noy<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/doar.acnur.org\/page\/ACNURBR\/doe\/inverno22?gclid=Cj0KCQiAyracBhDoARIsACGFcS7EqQNUiBZRT67jF0tj4eHr5--5_S4cjmBgj_PEYEwDaIb8EelnPNAaAqDIEALw_wcB&amp;gclsrc=aw.ds\">Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur)<\/a> foi criado em 1950, para ajudar milh\u00f5es de europeus que fugiram ou perderam as casas devido \u00e0 Segunda Guerra Mundial. At\u00e9 os dias atuais, a organiza\u00e7\u00e3o trabalha para proteger e ajudar refugiados ao redor do mundo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-1024x683.jpg\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o de imagem: Funcion\u00e1rio da ACNUR ajuda fam\u00edlias refugiadas esperando o recebimento de aux\u00edlio monet\u00e1rio em Kabul.\n\" class=\"wp-image-12298 size-full\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-570x380.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5-150x100.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/foto-5.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>As \u00faltimas d\u00e9cadas foram marcadas por n\u00edveis alt\u00edssimos de deslocamentos for\u00e7ados. Das 67 milh\u00f5es de pessoas que deixaram seus locais de origem devido aos conflitos, persegui\u00e7\u00f5es e viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos, 22 milh\u00f5es cruzaram uma fronteira internacional e foram considerados refugiados. A Acnur, por meio de parcerias com centenas de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, oferece assist\u00eancia e prote\u00e7\u00e3o para os refugiados. Ela se mant\u00e9m viva por meio de contribui\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias, al\u00e9m de doa\u00e7\u00f5es arrecadadas junto ao setor privado e a doadores individuais.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A maioria dos refugiados n\u00e3o podem voltar para casa, ent\u00e3o, precisam ser reassentados, ou seja, transferidos para\u00a0 o pa\u00eds que decidiu acolh\u00ea-lo, com o status de resid\u00eancia permanente. O reassentamento \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o duradoura que envolve a realoca\u00e7\u00e3o de pessoas refugiadas de um pa\u00eds de asilo para um terceiro pa\u00eds. Segundo a Acnur, a Turquia \u00e9 o pa\u00eds que mais reassenta refugiados no mundo.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\"><em>Conte\u00fado produzido por Beatriz Castro, Gabriela Paiva, Kevin Soares, Marcel Navarro, Maria Eduarda Lisboa, Mateus Monteiro, Sara de Jesus na disciplina Apura\u00e7\u00e3o, Reda\u00e7\u00e3o e Entrevista, sob a supervis\u00e3o da professora e jornalista Fernanda Sanglard. A edi\u00e7\u00e3o foi realizada por Ana Fl\u00e1via Pisani, Isabela Cunha, Julia Dara, Pedro Alves e S\u00e9rgio P\u00eago na disciplina Edi\u00e7\u00e3o em Jornalismo, sob a supervis\u00e3o da professora e jornalista Maiara Orlandini.<\/em><\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">LEIA MAIS <\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-colab wp-block-embed-colab\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"62foWkX86z\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/pessoas-refugiadas-enfrentam-dificuldade\/\">Refugiados enfrentam dificuldade no mercado de trabalho brasileiro<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Refugiados enfrentam dificuldade no mercado de trabalho brasileiro&#8221; &#8212; Colab\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/pessoas-refugiadas-enfrentam-dificuldade\/embed\/#?secret=KvUZnidstI#?secret=62foWkX86z\" data-secret=\"62foWkX86z\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-colab wp-block-embed-colab\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"UQ1B4mABl4\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/brasil-um-pais-de-todos\/\">Brasil: um pa\u00eds de todos?<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;&lt;strong&gt;Brasil: um pa\u00eds de todos?&lt;\/strong&gt;&#8221; &#8212; Colab\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/brasil-um-pais-de-todos\/embed\/#?secret=Ok9HB5eLLR#?secret=UQ1B4mABl4\" data-secret=\"UQ1B4mABl4\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-colab wp-block-embed-colab\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"OQh8Cnc2RC\"><a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-dois-lados-da-imigracao\/\">Os dois lados da imigra\u00e7\u00e3o: uma den\u00fancia do descaso contra imigrantes e refugiados<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Os dois lados da imigra\u00e7\u00e3o: uma den\u00fancia do descaso contra imigrantes e refugiados&#8221; &#8212; Colab\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-dois-lados-da-imigracao\/embed\/#?secret=nVPyxLOCkA#?secret=OQh8Cnc2RC\" data-secret=\"OQh8Cnc2RC\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relatos de imigrantes que residem no Brasil evidenciam obst\u00e1culos enfrentados durante adapta\u00e7\u00e3o, muitas vezes sem a fam\u00edlia\u00a0 Entre 2011 e 2021, conforme dados do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra), 297.712 mil pessoas solicitaram ref\u00fagio ao Brasil. Ao chegarem ao pa\u00eds, enfrentam os desafios da interioriza\u00e7\u00e3o, xenofobia e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura brasileira. Muitos chegam ao pa\u00eds [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":12301,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[22,5],"tags":[1421,951,359,1420,174,939,232,1390],"class_list":["post-12290","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-sociedade","tag-bolivia","tag-brasil","tag-colab","tag-congo","tag-cultura","tag-imigracao","tag-pucminas","tag-venezuela"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds - Colab<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds - Colab\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Relatos de imigrantes que residem no Brasil evidenciam obst\u00e1culos enfrentados durante adapta\u00e7\u00e3o, muitas vezes sem a fam\u00edlia\u00a0 Entre 2011 e 2021, conforme dados do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra), 297.712 mil pessoas solicitaram ref\u00fagio ao Brasil. Ao chegarem ao pa\u00eds, enfrentam os desafios da interioriza\u00e7\u00e3o, xenofobia e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura brasileira. Muitos chegam ao pa\u00eds [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Colab\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-12-14T14:48:29+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-12-23T17:11:12+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/opcao-2-capa.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1640\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"924\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@colabpucminas\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Colab PUC Minas\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Colab PUC Minas\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/1558d8148a80ebc84231cd55495bd7a4\"},\"headline\":\"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds\",\"datePublished\":\"2022-12-14T14:48:29+00:00\",\"dateModified\":\"2022-12-23T17:11:12+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/\"},\"wordCount\":2590,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/12\\\/opcao-2-capa.png\",\"keywords\":[\"bolivia\",\"brasil\",\"colab\",\"congo\",\"cultura\",\"imigra\u00e7\u00e3o\",\"pucminas\",\"venezuela\"],\"articleSection\":[\"Cultura\",\"Sociedade\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/\",\"name\":\"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds - Colab\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/12\\\/opcao-2-capa.png\",\"datePublished\":\"2022-12-14T14:48:29+00:00\",\"dateModified\":\"2022-12-23T17:11:12+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/12\\\/opcao-2-capa.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/12\\\/opcao-2-capa.png\",\"width\":1640,\"height\":924},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/\",\"name\":\"Colab\",\"description\":\"Experimenta\u00e7\u00e3o, conte\u00fado e colabora\u00e7\u00e3o em Jornalismo Digital\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#organization\",\"name\":\"Colab :: Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o Digital da FCA \\\/ PUC Minas\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/03\\\/Avatar-Colab.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/03\\\/Avatar-Colab.jpg\",\"width\":1682,\"height\":1682,\"caption\":\"Colab :: Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o Digital da FCA \\\/ PUC Minas\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/colabpucminas\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/colabpucminas\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/colabpucminas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/company\\\/colab-puc-minas\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UC14mKIqnnGCOgVr4DG6FPkA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/1558d8148a80ebc84231cd55495bd7a4\",\"name\":\"Colab PUC Minas\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/8e2ad0447c23d0e32e8541cfe4edfc398613871a2d36fd66bd308611ccd7d23a?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/8e2ad0447c23d0e32e8541cfe4edfc398613871a2d36fd66bd308611ccd7d23a?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/8e2ad0447c23d0e32e8541cfe4edfc398613871a2d36fd66bd308611ccd7d23a?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Colab PUC Minas\"},\"description\":\"Colab \u00e9 o Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o Digital da FCA \\\/ PUC Minas. Os textos publicados neste perfil s\u00e3o de autoria coletiva ou de convidados externos.\",\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/colabpucminas\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/colabpucminas\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/colabpucminas\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UC14mKIqnnGCOgVr4DG6FPkA\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/blogfca.pucminas.br\\\/colab\\\/author\\\/colab\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds - Colab","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds - Colab","og_description":"Relatos de imigrantes que residem no Brasil evidenciam obst\u00e1culos enfrentados durante adapta\u00e7\u00e3o, muitas vezes sem a fam\u00edlia\u00a0 Entre 2011 e 2021, conforme dados do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra), 297.712 mil pessoas solicitaram ref\u00fagio ao Brasil. Ao chegarem ao pa\u00eds, enfrentam os desafios da interioriza\u00e7\u00e3o, xenofobia e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura brasileira. Muitos chegam ao pa\u00eds [&hellip;]","og_url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/","og_site_name":"Colab","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas","article_published_time":"2022-12-14T14:48:29+00:00","article_modified_time":"2022-12-23T17:11:12+00:00","og_image":[{"width":1640,"height":924,"url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/opcao-2-capa.png","type":"image\/png"}],"author":"Colab PUC Minas","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/colabpucminas","twitter_site":"@colabpucminas","twitter_misc":{"Escrito por":"Colab PUC Minas","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/"},"author":{"name":"Colab PUC Minas","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#\/schema\/person\/1558d8148a80ebc84231cd55495bd7a4"},"headline":"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds","datePublished":"2022-12-14T14:48:29+00:00","dateModified":"2022-12-23T17:11:12+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/"},"wordCount":2590,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/opcao-2-capa.png","keywords":["bolivia","brasil","colab","congo","cultura","imigra\u00e7\u00e3o","pucminas","venezuela"],"articleSection":["Cultura","Sociedade"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/","url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/","name":"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds - Colab","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/opcao-2-capa.png","datePublished":"2022-12-14T14:48:29+00:00","dateModified":"2022-12-23T17:11:12+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/#primaryimage","url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/opcao-2-capa.png","contentUrl":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/opcao-2-capa.png","width":1640,"height":924},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-desafios-de-quem-vive-sem-base-familiar-em-um-novo-pais\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Os desafios de quem vive sem base familiar em um novo pa\u00eds"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#website","url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/","name":"Colab","description":"Experimenta\u00e7\u00e3o, conte\u00fado e colabora\u00e7\u00e3o em Jornalismo Digital","publisher":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#organization","name":"Colab :: Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o Digital da FCA \/ PUC Minas","url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Avatar-Colab.jpg","contentUrl":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Avatar-Colab.jpg","width":1682,"height":1682,"caption":"Colab :: Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o Digital da FCA \/ PUC Minas"},"image":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas","https:\/\/x.com\/colabpucminas","https:\/\/www.instagram.com\/colabpucminas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/colab-puc-minas","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC14mKIqnnGCOgVr4DG6FPkA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/#\/schema\/person\/1558d8148a80ebc84231cd55495bd7a4","name":"Colab PUC Minas","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8e2ad0447c23d0e32e8541cfe4edfc398613871a2d36fd66bd308611ccd7d23a?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8e2ad0447c23d0e32e8541cfe4edfc398613871a2d36fd66bd308611ccd7d23a?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8e2ad0447c23d0e32e8541cfe4edfc398613871a2d36fd66bd308611ccd7d23a?s=96&d=mm&r=g","caption":"Colab PUC Minas"},"description":"Colab \u00e9 o Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o Digital da FCA \/ PUC Minas. Os textos publicados neste perfil s\u00e3o de autoria coletiva ou de convidados externos.","sameAs":["https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/","https:\/\/www.facebook.com\/colabpucminas","https:\/\/www.instagram.com\/colabpucminas\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/colabpucminas","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC14mKIqnnGCOgVr4DG6FPkA"],"url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/author\/colab\/"}]}},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12290"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12290\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12370,"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12290\/revisions\/12370"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}