{"id":12262,"date":"2022-12-14T16:21:19","date_gmt":"2022-12-14T19:21:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=12262"},"modified":"2022-12-14T17:38:31","modified_gmt":"2022-12-14T20:38:31","slug":"nos-tamo-ai-nos-e-rale","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/nos-tamo-ai-nos-e-rale\/","title":{"rendered":"N\u00f3s tamo a\u00ed, n\u00f3s \u00e9 ral\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<p>Por influ\u00eancia do meu pai, quando crian\u00e7a escutei bastante artistas considerados \u00edmpares da m\u00fasica nacional. Alceu Valen\u00e7a, Belchior, Z\u00e9 Ramalho e Raul Seixas faziam parte do nosso pequeno repert\u00f3rio. Fato \u00e9 que cresci e, como todo pr\u00e9-adolescente curioso, fui descobrindo meu pr\u00f3prio gosto musical e me encantando pelas hist\u00f3rias \u00e9picas das bandas gringas de rock dos anos 1970 e 1980. Axl Rose com sua bandana vermelha (que faz parte do meu guarda roupa at\u00e9 hoje), Slash com seus cabelos grandes e sua irreverente cartola, Angus Young vestido de colegial com os chifrinhos de dem\u00f4nio, Gene Simmons e as roupas mirabolantes que combinavam com a maquiagem chamativa, tudo isso me fascinava.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, essas bandas internacionais j\u00e1 n\u00e3o me representam, apesar de eu ainda sentir arrepios quando coloco Paradise City para tocar. Os cl\u00e1ssicos brasileiros que aprendi a gostar por influ\u00eancia do meu pai conversam muito mais com minha realidade e minhas ideias. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m por influ\u00eancia da minha fam\u00edlia, aprendi a me abrir para outros estilos, como o samba e o sertanejo. \u00c0s vezes me divirto muito mais em uma roda de samba ou dan\u00e7ando forr\u00f3 do que em um mosh ou batendo cabe\u00e7a nos shows de rock.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Guns N&#039; Roses - Paradise City (Official Music Video)\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Rbm6GXllBiw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>(Melhor do que assistir o clipe, foi assistir ao vivo. Esse riff inicial mexe muito comigo)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Convenhamos que n\u00e3o \u00e9 em todo ambiente que uns riffs de guitarra s\u00e3o bem vindos. Entre ouvir Capital Inicial ou Ra\u00e7a Negra em um churrasquinho de domingo, eu prefiro a segunda op\u00e7\u00e3o. E se um dia a banda de Dinho Ouro Preto foi sucesso nas festas da minha fam\u00edlia, hoje deve fazer parte, no m\u00e1ximo, da sess\u00e3o de \u201cm\u00fasicas nostalgia\u201d que os mais velhos adoram. Apesar de ser um dos g\u00eaneros mais populares da hist\u00f3ria da m\u00fasica, comercialmente o rock no Brasil parece enfrentar dias dif\u00edceis.<\/p>\n\n\n\n<p>Se eu for pensar nos motivos para essa decad\u00eancia comercial do g\u00eanero se comparado com outros, como o RAP e o funk, vejo que esses estilos n\u00e3o se deixaram distanciar da realidade do pa\u00eds. S\u00e3o estilos que n\u00e3o carregam uma complexidade t\u00e9cnica com solos de guitarra intermin\u00e1veis ou letras eruditas e indecifr\u00e1veis, mas que possuem instrumentais envolventes e letras acess\u00edveis para o ouvinte casual. A genialidade por tr\u00e1s de artistas como Racionais MC\u2019s, Emicida, Negra Li e Liniker, por exemplo, foi transformar a dureza da desigualdade e do preconceito no pa\u00eds em m\u00fasicas que dialogam com seu p\u00fablico muito al\u00e9m das letras, mas tamb\u00e9m nas refer\u00eancias sonoras e visuais. E se esses artistas lotam shows, ocupam festivais e v\u00e3o ganhando cada vez mais seu espa\u00e7o na TV, r\u00e1dio e internet, m\u00eddias em que a diversidade vem sendo cada vez mais exigida, \u00e9 porque existe, em algum grau, uma rela\u00e7\u00e3o de identifica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. O rock n\u00e3o conversou muito com a favela. Eu ouvia Di\u00e1rio de Um Detento dos Racionais e Oitavo Anjo do grupo 509-E tocar todos os dias na comunidade em que moro. Por outro lado, nunca ouvi Que Pa\u00eds \u00e9 Esse da Legi\u00e3o Urbana ou Pol\u00edcia dos Tit\u00e3s soar nas jukebox dos botecos. Mesmo que falassem da mis\u00e9ria, viol\u00eancia policial e dos problemas sociais do pa\u00eds, a identifica\u00e7\u00e3o com o artista \u00e9 algo poderoso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Racionais - Vida Loka II (Clipe Oficial - HD)\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Fu5kcgz73TY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>(Era certeza de que iria acordar no s\u00e1bado de manh\u00e3 e ouvir essa daqui tocando pela vizinhan\u00e7a)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Brasil, o rock n\u00e3o representou tanto a diversidade da cultura nacional ao longo de sua hist\u00f3ria no pa\u00eds. At\u00e9 mesmo nos movimentos underground, \u00e9 dif\u00edcil ver uma banda formada s\u00f3 por pessoas negras ou s\u00f3 por mulheres. No mainstream, ent\u00e3o, nem se fala. Meu grande problema com o rock no pa\u00eds \u00e9 justamente isso, mais especificamente, com um inc\u00f4modo sobre o per\u00edodo entre a d\u00e9cada de 1980 e meados dos anos 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Paralamas do Sucesso, l\u00e1 em 1984, cantavam \u201cse as meninas do Leblon n\u00e3o olham mais pra mim \/&nbsp; e volta e meia eu entro com meu carro pela contram\u00e3o\u201d. Se formos julgar esse trecho da m\u00fasica <em>\u00d3culos<\/em> na linguagem dos memes da internet, nada mais \u00e9 do que um <em>white people problem<\/em> &#8211; o cl\u00e1ssico <em>problema de pessoas brancas<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre. Agora, imagine que voc\u00ea \u00e9 um jovem suburbano ouvindo isso nas r\u00e1dios da \u00e9poca: eu duvido que voc\u00ea diria: \u201cnossa, ele resume t\u00e3o bem o que eu penso sobre minha vida amorosa e minhas aventuras automobil\u00edsticas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A banda Camisa de V\u00eanus, liderada por Marcelo Nova, um jovem revoltado que virou um velho rea\u00e7a, fez uma vers\u00e3o adaptada da m\u00fasica My Way do Frank Sinatra em 1986, que pode ser considerada um hino para os jovens rebeldes com problemas de autoestima. Para ser justo, eu entendo que o fim da censura foi uma virada de chave para as m\u00eddias no pa\u00eds e que abriu muitas possibilidades para os artistas brasileiros, mas preste aten\u00e7\u00e3o nesse trecho da variante brasileira de My Way: \u201cNaqueles tempos eu era um menino que j\u00e1 sabia do meu destino. E caminhando de norte a sul eu vi muita gente, tomar no c*\u201d. \u00c9 subversivo? Com certeza! Palavr\u00f5es em um dos grandes cl\u00e1ssicos de Frank Sinatra vibrando nos toca-discos \u00e9 de deixar qualquer fam\u00edlia tradicional maluca. Mas, convenhamos, qual o conte\u00fado desse fragmento sen\u00e3o uma rebeldia gratuita?<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a d\u00e9cada de 1990, uma das bandas mais populares da \u00e9poca, os Raimundos, era formada por homens brancos e h\u00e9teros que faziam m\u00fasica com um subtexto de apologia ao ass\u00e9dio, machismo e at\u00e9 pedofilia. Quando mais novo, eu assistia ao clipe da m\u00fasica Me Lambe e achava incr\u00edvel. O som era divertido e o clipe era cheio de fantasias e encena\u00e7\u00f5es, mas a letra eu n\u00e3o entendia muito bem. E que bom que eu n\u00e3o entendia, porque a m\u00fasica fala basicamente de uma hist\u00f3ria de pedofilia sem nenhum julgamento s\u00e9rio sobre o assunto. Na minha inoc\u00eancia, eu adorava assistir os clipes dos Raimundos na TV, cantava as m\u00fasicas de c\u00f3r e me dizia roqueiro mas, quando cresci, percebi o qu\u00e3o problem\u00e1tico isso era. Al\u00e9m disso, o atual l\u00edder da banda, Dig\u00e3o, \u00e9 mais um daqueles jovens subversivos de 30 anos atr\u00e1s que de subversivo s\u00f3 tinha os palavr\u00f5es no vocabul\u00e1rio e a carinha de mau, e que virou um velho rea\u00e7a. N\u00e3o vou ser hip\u00f3crita: ainda escuto Raimundos e j\u00e1 fui em shows e me diverti bastante, mas admito que sinto vergonha em assumir isso pois condeno toda podrid\u00e3o dos assuntos expressos nas m\u00fasicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Raimundos - Me Lambe (Clipe)\" width=\"770\" height=\"578\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/098dLmRJens?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>(Assistir esse clipe hoje em dia \u00e9 bem perturbador)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-gridlove-bg-color has-gridlove-meta-background-color has-text-color has-background has-normal-font-size\">Rubinho Giaquinto, m\u00fasico, escritor, ativista cultural e apreciador do rock nacional, \u00e9 o respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do projeto Contando a Hist\u00f3ria do Rock no Brasil, que tem como objetivo discutir a evolu\u00e7\u00e3o do g\u00eanero no pa\u00eds com alunos de escolas p\u00fablicas da regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte. Em uma conversa, ele me disse coisas muito interessantes sobre essa cena no pa\u00eds e sobre a forma como ela se conecta com a quebrada e conta que, sob uma perspectiva de consumo, o g\u00eanero se diversificou em lugares mais industrializados, onde existia uma classe trabalhadora que tinha condi\u00e7\u00f5es de comprar equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-bg-color has-gridlove-meta-background-color has-text-color has-background has-normal-font-size\">Para ele, existem tr\u00eas polos importantes para se discutir o rock no pa\u00eds: Bras\u00edlia, por concentrar os filhos da elite pol\u00edtica, S\u00e3o Paulo, por ser a capital industrial, e Rio de Janeiro, pelo aglomerado de m\u00eddia, como a rede Globo, e cultura, como o Cidade das Artes . Em outros lugares, como o Sul do pa\u00eds, o Nordeste e at\u00e9 mesmo Belo Horizonte, por exemplo, sempre houve movimentos fortes, mas com pouca relev\u00e2ncia no cen\u00e1rio nacional. \u201cEssa rela\u00e7\u00e3o do consumo dessas capitais \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o de um setor. Isso tudo propicia voc\u00ea lan\u00e7ar um movimento. Eu costumo dizer o seguinte: a periferia de S\u00e3o Paulo era mais forte culturalmente do que a elite de Belo Horizonte porque, na \u00e9poca, as coisas chegavam primeiro por l\u00e1\u201d, disse Rubinho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-gridlove-bg-color has-gridlove-meta-background-color has-text-color has-background has-normal-font-size\">No projeto encabe\u00e7ado por ele, havia constantemente, por parte dos docentes das escolas, uma descren\u00e7a de que os alunos n\u00e3o iriam gostar da palestra por terem uma prefer\u00eancia pelo funk ou RAP. Mas Rubinho relata que, na realidade, os estudantes ficavam fascinados com os instrumentos e participavam das atividades com o maior prazer e curiosidade. Al\u00e9m disso, ele complementa a tese valorizando a import\u00e2ncia de se trabalhar m\u00fasica e educa\u00e7\u00e3o no Brasil dizendo que, apesar dos privil\u00e9gios da forma\u00e7\u00e3o do g\u00eanero, o rock foi um produto de massa pois, mesmo que em espa\u00e7os distintos, pessoas de diferentes camadas sociais cantavam e discutiam os sucessos da \u00e9poca.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>\u00c9 curioso pensar que ao longo da sua hist\u00f3ria o rock brasileiro refletia a desigualdade social do pa\u00eds enquanto tecia cr\u00edticas ao cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico. At\u00e9 mesmo quando alcan\u00e7ou a periferia de uma maneira significativa, foi a periferia do maior centro do pa\u00eds, S\u00e3o Paulo. O document\u00e1rio Botinada, que conta a hist\u00f3ria do punk no pa\u00eds, discute a origem dessa vertente e deixa subentendido que, mesmo que perif\u00e9ricos, os punks tinham um acesso muito maior aos discos, revistas e instrumentos, por estarem em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Botinada! A Origem do Punk no Brasil (2006) - Trailer\" width=\"770\" height=\"578\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ik8sfCaPWaI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>(Assistir esse document\u00e1rio foi uma virada de chave na minha percep\u00e7\u00e3o sobre o rock nacional)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Se formos analisar por d\u00e9cadas, o rock s\u00f3 alcan\u00e7ou uma diversidade social nas bandas e uma variedade sonora maior, l\u00e1 nos anos 1990. Mesma d\u00e9cada em que os Raimundos, que eu critiquei anteriormente, fazia um baita sucesso. Apesar de tudo, eles criaram um estilo diferente que misturava o bai\u00e3o nordestino, hardcore e reggae com melodias que se baseavam no repente e letras semelhantes a estrutura dos cord\u00e9is. Planet Hemp era uma banda que se inspirou nos Beastie Boys, uma banda gringa que fazia uma esp\u00e9cie de hip hop com rock, e misturou isso tudo com refer\u00eancias sonoras da MPB e do samba. Chico Science, um dos grandes g\u00eanios da m\u00fasica brasileira, \u00e9 o principal nome do manguebeat, um movimento cultural recifense que n\u00e3o existe outro igual no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>E sabe o que \u00e9 mais engra\u00e7ado nisso tudo? \u00c9 que essas bandas s\u00e3o formadas pelo baixo clero, que s\u00f3 teve relev\u00e2ncia nacional porque o jovem suburbano come\u00e7ou a ter oportunidade de comprar discos, cds, revistas e passou a assistir uma tal de MTV. Os Mutantes, Raul Seixas e Secos e Molhados, por exemplo, ainda que a sonoridade n\u00e3o fosse pesada, valorizavam a cultura nacional e tinham uma riqueza e complexidade muito mais interessantes do que o rock classe m\u00e9dia p\u00f3s punk dos anos 1980. A \u00faltima grande banda de rock brasileira que estourou a bolha da cena no pa\u00eds foi Charlie Brown Jr. Uns moleques da ral\u00e9 de Santos e regi\u00e3o que criaram uma identidade musical pr\u00f3pria combinando ska, reggae, hardcore, MPB, rap com um estilo visual que conversava com a juventude suburbana e que transmitia a vibe dos caras.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a elite roqueira e intelectual fa\u00e7a um som rebelde, eles dificilmente v\u00e3o alcan\u00e7ar a identifica\u00e7\u00e3o da plebe. Os caras da banda Garotos Podres j\u00e1 deram a letra h\u00e1 muito tempo: \u201cOs que moram do outro lado do muro nunca v\u00e3o saber o que se passa no sub\u00farbio\u201d. E crescer no sub\u00farbio da regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte, em uma fam\u00edlia de origem humilde e interiorana, poderia ter feito de mim apenas mais um membro do estere\u00f3tipo da fam\u00edlia suburbana, \u201cmuito unida e ouri\u00e7ada\u201d. Mas a verdade \u00e9 que essa fam\u00edlia, e essa ambi\u00eancia na periferia da cidade fizeram eu ser mais punk do que Sex Pistols e Ramones poderiam me ensinar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma cr\u00edtica ao rock coxinha e sua superficialidade disfar\u00e7ada de revolta<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":12263,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[618],"tags":[624,220,55],"class_list":["post-12262","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronicas","tag-cronica","tag-musica","tag-rock"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>N\u00f3s tamo a\u00ed, n\u00f3s \u00e9 ral\u00e9 - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Uma cr\u00edtica ao rock coxinha brasileiro e sua superficialidade disfar\u00e7ada de revolta sob a perspectiva de quem veio da ral\u00e9\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/nos-tamo-ai-nos-e-rale\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"N\u00f3s tamo a\u00ed, n\u00f3s \u00e9 ral\u00e9 - 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