{"id":12090,"date":"2022-12-06T17:22:09","date_gmt":"2022-12-06T20:22:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=12090"},"modified":"2022-12-08T19:05:25","modified_gmt":"2022-12-08T22:05:25","slug":"a-interiorizacao-de-migrantes-e-refugiados-pelo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/a-interiorizacao-de-migrantes-e-refugiados-pelo-brasil\/","title":{"rendered":"Do Oiapoque ao Chu\u00ed: A interioriza\u00e7\u00e3o de migrantes e refugiados pelo Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Quase tr\u00eas mil quil\u00f4metros separam Pacaraima (RR) e Belo Horizonte (MG), capital da regi\u00e3o Sudeste mais pr\u00f3xima. O munic\u00edpio que faz fronteira com a Venezuela, pa\u00eds que enfrenta forte crise socioecon\u00f4mica e humanit\u00e1ria, \u00e9 uma das principais portas de entrada de migrantes e refugiados vindos do pa\u00eds vizinho. Entre 2017 e 2020, o Brasil recebeu 609.049 venezuelanos, de acordo com o <a href=\"https:\/\/www.unodc.org\/documents\/lpo-brazil\/Topics_TIP\/Publicacoes\/Relatorio_Situacional_Brasil_T4T.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Relat\u00f3rio Situacional Brasil<\/a>, produzido pelo Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas Sobre Drogas e Crime (UNODC), o aumento da chegada de pessoas vindas da Am\u00e9rica Latina nos \u00faltimos anos indica uma mudan\u00e7a de perfil migrat\u00f3rio no pa\u00eds. Por isso, em fevereiro de 2018, o Governo Federal iniciou a <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/casacivil\/pt-br\/acolhida\/sobre-a-operacao-acolhida-2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Acolhida<\/a>, com o objetivo de regular o fluxo migrat\u00f3rio de pessoas vindas da Venezuela e diminuir a press\u00e3o humanit\u00e1ria no estado de Roraima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Do Leste ao Oeste, do Oiapoque ao Chu\u00ed, esta reportagem vai apresentar as principais caracter\u00edsticas da interioriza\u00e7\u00e3o de imigrantes e refugiados pelo Brasil. De onde eles v\u00eam? Por onde chegam e para onde v\u00e3o? Como s\u00e3o recebidos e se adaptam ao Brasil? O Colab apresentar\u00e1 a distribui\u00e7\u00e3o pelo pa\u00eds, como funciona a Opera\u00e7\u00e3o Acolhida, a avalia\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es que trabalham com esse p\u00fablico, depoimentos de imigrantes e refugiados, bem como a diferen\u00e7a entre esses termos, visto que ser migrante \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o distinta de ser refugiado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"307\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-1024x307.jpg\" alt=\"#ParaTodosVerem\nBandeiras do Brasil e da Venezuela hasteadas, demonstrando parceria em pra\u00e7a p\u00fablica\" class=\"wp-image-12101\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-1024x307.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-300x90.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-768x230.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-370x111.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-270x81.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-570x171.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-740x222.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela-150x45.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/FOTO-brazil-venezuela.jpg 1377w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rela\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses \u00e9 marcada por alta emigra\u00e7\u00e3o<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Todo refugiado \u00e9 migrante, mas nem todo migrante \u00e9 refugiado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Migrantes, imigrantes e refugiados possuem conceitos e previs\u00f5es legais distintas. De acordo com a <a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2015\/10\/01\/refugiado-ou-migrante-o-acnur-incentiva-a-usar-o-termo-correto\/#:~:text=Dizemos%20'refugiados'%20quando%20nos%20referimos,na%20defini%C3%A7%C3%A3o%20legal%20de%20refugiado.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Acnur<\/a> (Ag\u00eancia da ONU Para Refugiados) <strong>Migrantes<\/strong> s\u00e3o aqueles que se deslocam por motivos que n\u00e3o envolvem temor de persegui\u00e7\u00e3o em seu pa\u00eds. S\u00e3o protegidos pelas conven\u00e7\u00f5es internacionais de direitos humanos, considerando a migra\u00e7\u00e3o enquanto fen\u00f4meno humano e estendendo direitos para al\u00e9m de fronteiras. <strong>Imigrantes<\/strong> s\u00e3o considerados pelo estado brasileiro como aqueles que s\u00e3o nacionais de um pa\u00eds estrangeiro e que o deixam com a pretens\u00e3o de viverem no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/quem-ajudamos\/refugiados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Refugiados<\/strong><\/a>, por sua vez, s\u00e3o protegidos pelo Direito Internacional dos Refugiados, fundado pela Conven\u00e7\u00e3o de Genebra de 1951, que considera a condi\u00e7\u00e3o de refugiado como o indiv\u00edduo que se encontra fora de seu territ\u00f3rio nacional por temor de persegui\u00e7\u00e3o devido \u00e0 sua ra\u00e7a, religi\u00e3o, nacionalidade, associa\u00e7\u00e3o a determinado grupo social ou opini\u00e3o pol\u00edtica.<em> <\/em>Pelo princ\u00edpio da n\u00e3o devolu\u00e7\u00e3o e pelos riscos que uma volta ao pa\u00eds de origem proporcionariam, toda pessoa tem direito, com base nesse crit\u00e9rio, a ter o pedido de ref\u00fagio analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nina Layotte, de 31 anos, \u00e9 uma imigrante de nacionalidade francesa que veio da Col\u00f4mbia para o Brasil em 2017, para trabalhar como professora de franc\u00eas em institutos e universidades federais, em Belo Horizonte. Ela revela que a parte burocr\u00e1tica para imigrar para o pa\u00eds \u00e9 bastante complicada. Segundo Nina, as leis s\u00e3o de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o e as autoridades muitas vezes n\u00e3o se mostram receptivas em ajudar os migrantes. \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil, complicado. Tem uma coisa que fazemos na Fran\u00e7a [e que n\u00e3o \u00e9 feita aqui] que \u00e9, quando tem uma lei para as pessoas fazerem tr\u00e2mites, eles mudam as palavras para fazer um texto mais acess\u00edvel \u00e0s pessoas&#8221;, relata Nina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A imigrante tamb\u00e9m relata d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, pois a resposta que recebia das pessoas respons\u00e1veis pelo processo era: \u201cleia a lei, e se acessore com seu advogado\u201d. Atualmente, ela mant\u00e9m contato com imigrantes falantes da l\u00edngua francesa, moradores de Belo Horizonte, principalmente de nacionalidade haitiana, e aponta que o principal problema enfrentado por eles est\u00e1 nessa parte jur\u00eddica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de tudo, ap\u00f3s realizar o processo de autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia no pa\u00eds, Nina conheceu a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM), a institui\u00e7\u00e3o acompanha os migrantes durante o processo de pedido de moradia no Brasil e os auxilia na parte burocr\u00e1tica. Isso mostra que, principalmente em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es migrat\u00f3rias, a inefici\u00eancia do estado em ajudar essas pessoas \u00e9 superada pelas a\u00e7\u00f5es dessas ONGs.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>De onde v\u00eam e para onde v\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do Censo Demogr\u00e1fico de 2010, naquela \u00e9poca residiam no Brasil 592.570 migrantes, dos quais portugueses e japoneses representavam as principais nacionalidades. Ao analisar a situa\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria do Brasil de 2011 a 2020, o <a href=\"https:\/\/portaldeimigracao.mj.gov.br\/images\/Obmigra_2020\/Relat%C3%B3rio_Anual\/Relato%CC%81rio_Anual_-_Completo.pdf\">Relat\u00f3rio Anual<\/a> do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra), divulgado em 2021, aponta que a maioria daqueles que migraram para o Brasil eram provenientes de pa\u00edses do Norte Global. Os estados de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro concentravam&nbsp; 61,4% dos migrantes do pa\u00eds, conforme os dados do IBGE referentes a 2010, cen\u00e1rio que mudou ao longo da d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-1024x576.png\" alt=\"#ParaTodosVerem\nImagem dos estados brasileiros com descri\u00e7\u00e3o dos locais de maiores migrantes\" class=\"wp-image-12092\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-1024x576.png 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-300x169.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-768x432.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-1536x864.png 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-370x208.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-270x152.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-570x321.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-740x416.png 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1-150x84.png 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-1.png 1920w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Situa\u00e7\u00e3o de migrantes em solo brasileiro<br>Foto: Obtida por screenshot de tela do Google Earth. Google Earth<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O<a href=\"https:\/\/portaldeimigracao.mj.gov.br\/images\/Obmigra_2020\/Relat%C3%B3rio_Anual\/Relato%CC%81rio_Anual_-_Completo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Relat\u00f3rio Anual<\/a> <em>2011-2020:<\/em> <em>Uma d\u00e9cada de desafios para a imigra\u00e7\u00e3o e ref\u00fagio no Brasil, <\/em>da OBMigra, indica que 1,3 milh\u00f5es de imigrantes residiam no Brasil em 2020, origin\u00e1rios principalmente da Venezuela e do Haiti. O eixo Rio-S\u00e3o Paulo passou a concentrar 38%; Roraima 21,9% e a regi\u00e3o Sul 16,8%. Em 2021, 72,2% das solicita\u00e7\u00f5es de reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de refugiado foram registradas nos&nbsp; estados da regi\u00e3o Norte. Pessoas haitianas e venezuelanas representavam 70,5% dos pedidos de ref\u00fagio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Relat\u00f3rio Anual da OBMigra, as dificuldades de implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a imigra\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses do Norte global, especialmente nos Estados Unidos e Europa, juntamente com uma grande crise no Ocidente em rela\u00e7\u00e3o aos programas de recep\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o dos imigrantes e ainda, a propaga\u00e7\u00e3o do discurso anti-imigra\u00e7\u00e3o, culminaram no aumento de migra\u00e7\u00f5es sul-sul para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as crises pol\u00edticas e econ\u00f4micas em pa\u00edses do Sul Global no s\u00e9culo XXI, explicam a mudan\u00e7a desse perfil dos migrantes. \u201cEssas crises\u201d, segundo o documento, \u201cassumiram car\u00e1ter de crise humanit\u00e1ria tal a degrada\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e da economia locais.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-1024x576.png\" alt=\"#ParaTodosVerem\nImagem da fronteira do Brasil com a Venezuela. Bandeira do Brasil \u00e0 esquerda. Bandeira da\nVenezuela \u00e0 direita.\" class=\"wp-image-12097\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-1024x576.png 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-300x169.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-768x432.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-1536x864.png 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-370x208.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-270x152.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-570x321.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-740x416.png 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2-150x84.png 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MAPA-2.png 1920w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Situa\u00e7\u00e3o de migrantes em rela\u00e7\u00e3o ao mundo\/Brasil<br>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Google Earth<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A atua\u00e7\u00e3o da ONU<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Dentre os servi\u00e7os ofertados pelo Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur) est\u00e1 o Posto de Interioriza\u00e7\u00e3o e Triagem (Pitrig), espa\u00e7o que tem como objetivo recepcionar e auxiliar migrantes. Nesse local pode-se solicitar ref\u00fagio, resid\u00eancia tempor\u00e1ria, emiss\u00e3o de Cadastro de Pessoas F\u00edsicas (CPF), entre outros servi\u00e7os. A partir da emiss\u00e3o de documentos, \u00e9 poss\u00edvel acessar o mercado de trabalho formal no pa\u00eds. Para diminuir a press\u00e3o populacional no estado e simultaneamente oferecer aos migrantes a possibilidade de se integrar em outros estados, os Pitrig ajudam os migrantes no processo de deslocamento para o interior do pa\u00eds, se assim eles quiserem.<\/p>\n\n\n\n<p>No <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pf\/pt-br\/acesso-a-informacao\/institucional\/quem-e-quem\/superintendencias-e-delegacias\/amazonas\/superintendencia-regional-do-amazonas\">site da Pol\u00edcia Federal em Manaus <\/a>&nbsp;existia, no momento da apura\u00e7\u00e3o desta reportagem, o seguinte aviso: \u201co atendimento aos migrantes venezuelanos e aos solicitantes de ref\u00fagio \u00e9 realizado pela Pol\u00edcia Federal dentro da Opera\u00e7\u00e3o Acolhida, conforme data informada pelas Ag\u00eancias da ONU (OIM e Acnur).\u201d Para migrantes de outros pa\u00edses, o atendimento \u00e9 feito na sede da Superintend\u00eancia Regional da Pol\u00edcia Federal mediante agendamento por e-mail. Entramos em contato com a assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal para esclarecer como funciona a log\u00edstica do atendimento para migrantes n\u00e3o venezuelanos, mas, at\u00e9 o momento, n\u00e3o obtivemos resposta. Ao tentar contato pelo telefone para a base da PF em Pacaraima para quest\u00f5es de migra\u00e7\u00e3o e tr\u00e1fico humano, a liga\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi atendida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Opera\u00e7\u00e3o Acolhida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/casacivil\/pt-br\/acolhida\/sobre-a-operacao-acolhida-2\">opera\u00e7\u00e3o<\/a> \u00e9 composta por \u00f3rg\u00e3os governamentais, organismos internacionais e Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil. Conjuntamente, as entidades dessa opera\u00e7\u00e3o s\u00e3o respons\u00e1veis pelo ordenamento da fronteira, abrigo e interioriza\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria dos migrantes. Segundo Pedro Henrique de Moraes, membro da Coordena\u00e7\u00e3o Geral do Comit\u00ea Nacional para os Refugiados (Conare), nem todos que chegam por Pacaraima solicitam reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de refugiado. &#8220;Essas pessoas s\u00e3o cadastradas e a partir de ofertas de emprego previamente sinalizadas, s\u00e3o interiorizadas para v\u00e1rias cidades do Brasil. \u00c9 um esfor\u00e7o de articula\u00e7\u00e3o entre estados, munic\u00edpios e Governo Federal&#8221;, explica Moraes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de interioriza\u00e7\u00e3o, pilar importante da Opera\u00e7\u00e3o Acolhida, ofertada pela Acnur, consiste em proporcionar ao refugiado ou migrante estabilidade socioecon\u00f4mica na chegada ao Brasil, pa\u00eds em que retomar\u00e3o suas vidas. A for\u00e7a tarefa humanit\u00e1ria \u00e9 categorizada em quatro modalidades: (I) institucional; (II) reunifica\u00e7\u00e3o familiar; (III) reuni\u00e3o social; e (IV) vaga de emprego sinalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>A modalidade institucional realoca, principalmente, venezuelanos, em cidades do Brasil. At\u00e9 o dia da apura\u00e7\u00e3o, 12.867 pessoas j\u00e1 foram beneficiadas por essa modalidade. A modalidade <a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Relatorio-CBI-VF.pdf\">vaga de emprego sinalizada<\/a>, por sua vez, \u00e9 respons\u00e1vel por fornecer aux\u00edlio financeiro, por meio da Cash Based Intervention (CBI), at\u00e9 que o sal\u00e1rio do m\u00eas seja recebido pela pessoa. Em caso de maior vulnerabilidade, o aux\u00edlio pode ser estendido por at\u00e9 3 meses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Import\u00e2ncia da Interioriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O diretor nacional do Servi\u00e7o Jesu\u00edta a Migrantes e Refugiados (SJMR), Padre Agnaldo Junior, detalha a import\u00e2ncia do processo de interioriza\u00e7\u00e3o dos migrantes, principalmente se tratando dos venezuelanos que se encontram no estado de Roraima. \u201cAo longo de um&nbsp; m\u00eas, temos cerca de 14.000 pessoas chegando ao estado de Roraima. Chegando mensalmente num estado pequeno, lim\u00edtrofe. Um dos menores do pa\u00eds. Ent\u00e3o assim, com v\u00e1rias dificuldades. O que gera um colapso de todos os servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, de moradia, de trabalho, de educa\u00e7\u00e3o\u201d, analisa o diretor do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando perguntado sobre o motivo de tantos venezuelanos escolherem o Brasil ao inv\u00e9s de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que tamb\u00e9m falam a l\u00edngua espanhola, o diretor do SJMR, diz que a proximidade geogr\u00e1fica, e a maior facilidade de conseguir o certificado de refugiado no pa\u00eds s\u00e3o um dos maiores atrativos para essas pessoas. Atualmente, apesar de ter mais de dois milh\u00f5es de venezuelanos, a Col\u00f4mbia possui apenas 500 desses com visto de refugiados, e o Brasil que possui cerca de 500 mil venezuelanos em seu territ\u00f3rio, sendo o quinto destino mais procurado por pessoas dessa nacionalidade, possui mais de 50 mil com visto de ref\u00fagio. Destaca-se tamb\u00e9m o fato de muitas dessas pessoas que se deslocam da Venezuela para o Brasil utilizam o pa\u00eds como moradia tempor\u00e1ria para depois se deslocarem para pa\u00edses como Argentina ou Uruguai, pa\u00edses que utilizam a l\u00edngua espanhola.<\/p>\n\n\n\n<p>Benedito Portugal tem 30 anos e trabalha como aut\u00f4nomo em aplicativos, ele relata que tamb\u00e9m n\u00e3o contou com nenhuma ajuda do governo brasileiro. Para visitar sua noiva, agora esposa, cruzou o Oceano Atl\u00e2ntico de Mo\u00e7ambique at\u00e9 S\u00e3o Paulo e se hospedou na casa dos sogros e amigos. A dificuldade para conseguir regularizar a documenta\u00e7\u00e3o foi ainda maior devido \u00e0 pandemia: \u201cmuitos setores tinham atendimento limitado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Conte\u00fado produzido por Ana Brisa Reis, Ana Cec\u00edlia Ara\u00fajo, Ana Maria Pardinho, Caio Reis de Abreu, Jo\u00e3o Vitor Castro, Mariana Maia na disciplina Apura\u00e7\u00e3o, Reda\u00e7\u00e3o e Entrevista, sob a supervis\u00e3o da professora e jornalista Fernanda Sanglard. A edi\u00e7\u00e3o foi realizada por Igor Vieira, Pedro Afonso, Matheus Eden, Leonardo Martini e Pedro Henrique&nbsp; Martins na disciplina Edi\u00e7\u00e3o em Jornalismo, sob a supervis\u00e3o da professora e jornalista Maiara Orlandini.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/os-dois-lados-da-imigracao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Os dois lados da imigra\u00e7\u00e3o: uma den\u00fancia do descaso contra imigrantes e refugiados<\/strong><\/a><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a legaliza\u00e7\u00e3o de refugiados no Brasil?<\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quais os desafios e os primeiros passos trilhados pelos migrantes e refugiados no Brasil?<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":12100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[177,1382,1383,1384,528,270],"class_list":["post-12090","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-projetos-especiais","tag-belo-horizonte","tag-interiorizacao","tag-migrantes","tag-projeto-acolhida","tag-refugiados","tag-sociedade"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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