{"id":11527,"date":"2022-11-18T18:35:24","date_gmt":"2022-11-18T21:35:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=11527"},"modified":"2022-11-18T18:40:47","modified_gmt":"2022-11-18T21:40:47","slug":"gangrena-gasosa-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/gangrena-gasosa-entrevista\/","title":{"rendered":"O &#8220;sarav\u00e1 metal&#8221; carioca e suburbano de Gangrena Gasosa"},"content":{"rendered":"\n<p>Gangrena Gasosa \u00e9 uma banda de heavy metal e hardcore formada no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990 no sub\u00farbio do Rio de Janeiro. Os aspectos visuais e sonoros da banda s\u00e3o \u00fanicos, com uma mistura de elementos da Umbanda e da cultura afro-brasileira, e letras que fazem refer\u00eancia a sociedade carioca e suas peculiaridades.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista para o <strong>Colab<\/strong>, o vocalista <strong>Angelo Arede (Z\u00e9 Pelintra)<\/strong> e a percussionista <strong>G\u00ea Vasconcelos (Pomba Gira)<\/strong> falaram da evolu\u00e7\u00e3o da banda, das particularidades do estilo musical e do reconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Confira a entrevista, que foi editada para fins de clareza e concis\u00e3o.<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00eas s\u00e3o uma banda veterana do <em>underground <\/em>brasileiro, est\u00e3o desde os anos 1990 fazendo o \u201csarav\u00e1 metal\u201d. De onde surgiu esse estilo que une a Umbanda com o rock pesado e qual a vis\u00e3o de voc\u00eas sobre a relev\u00e2ncia dessa mistura sonora para o rock brasileiro?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> No come\u00e7o, essa hist\u00f3ria de &#8220;sarav\u00e1 metal&#8221; era para desviar a aten\u00e7\u00e3o de que ningu\u00e9m tocava bem. \u00c9 engra\u00e7ado como uma coisa vem t\u00e3o despretensiosa mas, no come\u00e7o, era isso, era uma coisa para causar aquele impacto visual, que fosse brasileira e que fizesse sentido para a galera do sub\u00farbio do Rio de Janeiro. No final da d\u00e9cada de 1980 e in\u00edcio de 1990, o sub\u00farbio do Rio de Janeiro era um despacho [oferenda] a cada esquina. Onde eu morava, pelo menos, tinha muito despacho na rua, era bem difundido, e todo mundo que era religioso ia na igreja mas, durante a semana, ia l\u00e1 tomar um passe [pr\u00e1tica umbandista para limpeza espiritual]. Ent\u00e3o, esse ambiente do cultismo, que faz todo sentido dentro do heavy metal, desviava a aten\u00e7\u00e3o de que ningu\u00e9m tocava bem. Depois, como isso \u00e9 mexer com uma coisa muito forte, acabou tomando uma outra forma na <strong>Gangrena Gasosa<\/strong>. O primeiro impacto foi bacana, s\u00f3 que tinha gente dentro da banda que tinha os pais evang\u00e9licos, e estava come\u00e7ando a se cristalizar o neopentecostalismo americano no Brasil. Mesmo a banda fazendo isso s\u00f3 na galhofa, j\u00e1 foi capa da <em>Folha Universal<\/em> mais de uma vez, l\u00e1 no comecinho da d\u00e9cada de 1990. Mesmo na brincadeira, isso mexe com uma coisa t\u00e3o poderosa que, no final das contas, voc\u00ea acaba se cercando de outras coisas que t\u00eam relev\u00e2ncia. Hoje em dia, [a proposta] tomou um corpo diferente e, ao meu ver, muito mais interessante, muito mais legal e muito mais forte do que fazer o neg\u00f3cio na zoeira. At\u00e9 porque a gente aprendeu a tocar um pouquinho mais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/imagem_2022-11-18_140652390-724x1024.png\" alt=\"Arte conceitual apresentando todos os membros da Gangrena Gasosa\" class=\"wp-image-11538\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/imagem_2022-11-18_140652390-724x1024.png 724w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/imagem_2022-11-18_140652390-212x300.png 212w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/imagem_2022-11-18_140652390-768x1086.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/imagem_2022-11-18_140652390-1086x1536.png 1086w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/imagem_2022-11-18_140652390.png 1819w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Forma\u00e7\u00e3o da banda Gangrena Gasosa (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">No rock nacional pouco se v\u00ea cita\u00e7\u00f5es \u00e0 umbanda. Eu lembro um pouco do <em>Planet Hemp<\/em> mas, mesmo assim, era muito espor\u00e1dico. Como voc\u00eas enxergam essa caracter\u00edstica \u00fanica que voc\u00eas t\u00eam? Existe uma responsabilidade por tr\u00e1s disso?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Angelo: <\/strong>Eu acho que a gente \u00e9 mais influ\u00eancia do que qualquer outra coisa. Porque, na verdade, a responsabilidade dessa abordagem e dessa representatividade n\u00f3s n\u00e3o temos muito horizonte, o que a gente pode fazer \u00e9 influenciar as pessoas. O caso do <em>Planet Hemp<\/em> \u00e9 basicamente o mesmo motivo, s\u00e3o suburbanos com mesti\u00e7os e negros na banda e que n\u00e3o se prendiam s\u00f3 ao rock. Quando essas bandas come\u00e7am a acontecer, como \u00e9 o caso do <em>Planet Hemp<\/em> e da <strong>Gangrena Gasosa<\/strong>, que aconteceram de uma forma muito obtusa, mais desorganizada e mais radical, elas vinham de um contexto suburbano, de dureza, que n\u00e3o tinha grana. \u00c9 diferente de uma galera, por exemplo, da Barra da Tijuca, que tem sua grana para comprar um instrumento maneiro. Quando isso come\u00e7ou a ser quebrado, a umbanda e o candombl\u00e9 come\u00e7aram a aparecer mais nas m\u00fasicas do rock.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>Gangrena Gasosa <\/strong>tem a\u00ed uma parcela forte dessa influ\u00eancia, mas eu n\u00e3o gosto de pensar como responsabilidade. N\u00e3o para fugir de responsabilidade nenhuma, mas porque n\u00f3s n\u00e3o somos uma banda gospel. Para n\u00f3s, s\u00f3 o fato de, mesmo n\u00e3o sendo gospel, ter gente que diz que achava que a macumba era outra coisa e depois que nos conheceu passou a curtir, e at\u00e9 a frequentar, j\u00e1 \u00e9 o suficiente de responsabilidade. Porque essa coisa de responsabilidade em um mundo t\u00e3o fundamentalista, \u00e9 do governo. Dentro da nossa parte, o que a gente pode fazer, por exemplo, \u00e9 tornar mais vis\u00edvel que isso \u00e9 uma express\u00e3o muito importante da cultura do Rio de Janeiro, j\u00e1 que a umbanda nasceu ali. \u00c9 a gente divulgar isso de uma forma bem forte e significativa, mas \u201crespons\u00e1veis\u201d, n\u00e3o sei.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Eu adoraria ser respons\u00e1vel por uma mudan\u00e7a qualquer de pensamento nem que fosse de um cara que ficasse menos reacion\u00e1rio. Mas isso da\u00ed j\u00e1 \u00e9 um ideal que eu n\u00e3o sei se a gente alcan\u00e7a.<\/p>\n<cite>Angelo Arede (Z\u00e9 Pelintra)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea: <\/strong>Antes de come\u00e7ar essa coisa toda da polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a gente estava \u201cvamos tocar, vamos encher a cara e f***-se\u201d, at\u00e9 que as coisas foram ficando mais esquisitas e a gente veio sentindo uma necessidade de se posicionar contra alguns absurdos. Acho que isso veio tamb\u00e9m com o avan\u00e7o da internet, as pessoas come\u00e7aram a se expressar mais. E, assim, levando o significado de responsabilidade, o que a gente pensou como banda? O que a gente tem de responsabilidade como artista? Eu acho que, resumindo, \u00e9 n\u00e3o falar nada que n\u00e3o acreditamos. At\u00e9 porque teve o caso do \u201cSe Deus \u00e9 10\u201d <em>[\u201cSe Deus \u00e9 10, Satan\u00e1s \u00e9 666\u201d \u00e9 o terceiro \u00e1lbum de est\u00fadio lan\u00e7ado pela banda, em 2011]<\/em>, que tinha a m\u00fasica \u201cEmboiolada\u201d, que \u00e9 uma m\u00fasica com piadas homof\u00f3bicas, que s\u00e3o piadas que eu fa\u00e7o com meu amigo gay e ele faz comigo. Mas tem uma diferen\u00e7a grande de voc\u00ea fazer uma piada de mal gosto com algu\u00e9m que voc\u00ea tem intimidade e voc\u00ea colocar isso em um \u00e1lbum. Isso trouxe alguns problemas para a gente e a\u00ed vimos que est\u00e1vamos nos defendendo das pessoas que pensavam igual a gente, e sendo defendidos por pessoas que a gente n\u00e3o quer por perto. Vimos que n\u00f3s temos responsabilidade sobre o que dizemos. \u00c9 uma piada, mas elas t\u00eam impacto, influencia as pessoas. A partir da\u00ed, a gente vem tentando ser mais respons\u00e1vel nesse sentido, n\u00e3o pegando leve ou perdendo o humor. Mas ser mais respons\u00e1vel no sentido \u201cque mensagem a gente t\u00e1 passando?\u201d. Porque a gente assumiu um compromisso de n\u00e3o falar o que a gente n\u00e3o acredita mais<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"667\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 667px) 100vw, 667px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Arede-Ze-Pelintra-foto-Diego-Padilha-667x1024.png\" alt=\"Angelo Arede vestido de Z\u00e9 Pelintra em fundo vermelho e ilumina\u00e7\u00e3o rosa\" class=\"wp-image-11534\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Arede-Ze-Pelintra-foto-Diego-Padilha-667x1024.png 667w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Arede-Ze-Pelintra-foto-Diego-Padilha-196x300.png 196w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Arede-Ze-Pelintra-foto-Diego-Padilha-768x1178.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Arede-Ze-Pelintra-foto-Diego-Padilha-1001x1536.png 1001w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Angelo Arede vestido de Z\u00e9 Pelintra (Foto: Diego Padilha)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O Angelo comentou que antes a ideia da banda era mais voltada para a rebeldia e a zoeira mas, hoje, voc\u00eas t\u00eam uma visibilidade muito maior e uma sonoridade mais robusta. Nas letras, apesar de ainda serem c\u00f4micas, d\u00e1 pra perceber que elas s\u00e3o mais elaboradas. \u201cRei do Cemit\u00e9rio\u201d e \u201cO Saci\u201d s\u00e3o diferentes das m\u00fasicas do \u00e1lbum \u201c<em>Smells Like a Tenda Spirita<\/em>\u201d mas n\u00e3o perdem a ess\u00eancia. Como foi essa evolu\u00e7\u00e3o? Como \u00e9 representar os terreiros do Brasil com essa visibilidade crescente?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Angelo: <\/strong>Isso veio de forma mais natural. Foi muito org\u00e2nico, sabe? Por minha m\u00e3e ser m\u00e3e de Santo, quando entrei na banda, eu j\u00e1 tinha em mente que existia um potencial ali muito inexplorado. Que era exatamente a riqueza de todos os assuntos que poderia ser explorado com essa tem\u00e1tica. Essa mudan\u00e7a de comportamento, pode-se dizer com certa seguran\u00e7a, deve-se \u00e0 internet. Voc\u00ea quer ver um exemplo? Antigamente havia na TV aberta o <em>Programa P\u00e2nico<\/em>. Ele colocava as mulheres de biqu\u00edni para se submeterem a situa\u00e7\u00f5es vexat\u00f3rias, aviltantes e degradantes, n\u00e3o s\u00f3 para uma mulher, mas para um ser humano, pelo entretenimento, mas na base da humilha\u00e7\u00e3o e com uma explora\u00e7\u00e3o absurda. \u00c9 sexista e tudo mais. S\u00f3 que todo mundo via, porque isso n\u00e3o era amplificado como uma coisa conden\u00e1vel. O que ditava, mais ou menos, o que o povo via, era s\u00f3 a TV. A coisa era t\u00e3o normalizada e s\u00f3 a TV tinha esse monop\u00f3lio sobre a opini\u00e3o, da\u00ed isso virava uma coisa normal. Quer dizer, nunca foi normal, mas era normalizado na \u00e9poca ver aqueles quadros do P\u00e2nico, coisa inimagin\u00e1vel hoje em dia. E ainda bem, porque hoje em dia todo mundo tem voz. Hoje, voc\u00ea v\u00ea at\u00e9 mesmo que o cara que \u00e9 mais preconceituoso sabe que se ele for para as redes para falar m***a, ele vai sofrer as consequ\u00eancias. Ent\u00e3o, assim, eu atribuo essa mudan\u00e7a da postura da banda principalmente pela populariza\u00e7\u00e3o da internet. Porque isso acaba mudando tudo, isso mudou o mundo e a <strong>Gangrena Gasosa<\/strong> muda junto. E a \u00fanica forma da banda continuar existindo \u00e9 sendo honesta com esses princ\u00edpios. \u201cCara, eu n\u00e3o quero fazer uma letra que seja homof\u00f3bica\u201d, por exemplo, porque isso \u00e9 conden\u00e1vel. Que se \u00e9 conden\u00e1vel, sempre foi, mas isso mudou bastante com a internet. Eu sou h\u00e9tero e \u00f3bvio, eu fazia as brincadeiras, mas eu via na TV o Caju e Castanha cantando e, de certa forma, era engra\u00e7ado por causa das rimas, mas n\u00e3o tinha esse entendimento de que era zuado. Isso n\u00e3o passava pela cabe\u00e7a de ningu\u00e9m e depois da internet come\u00e7ou a passar, entendeu? E ainda bem que sim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> Passou, porque a gente passou a ouvir a voz das pessoas que apanhavam, que se sentiam oprimidas. E vamos combinar, n\u00e9? A gente n\u00e3o \u00e9 mais moleque, ningu\u00e9m tem mais de 20 anos aqui. P\u00f4, vou fazer 40 anos m\u00eas que vem, uma hora a adolesc\u00eancia tem que passar e a gente tem que come\u00e7ar a se comportar como adulto. Quando eu tinha 15 anos eu achava lindo ser revoltada e fazer <em>bullying <\/em>e piada com todo mundo. Hoje em dia eu vejo \u201cque pessoa com problemas de auto estima\u201d. E a gente vai evoluindo, a gente vai envelhecendo, a gente vai descobrindo o que tem import\u00e2ncia nessa vida e vai tentando adaptar o nosso trabalho a isso. Os resultados s\u00e3o bons e a gente v\u00ea que esse \u00e9 o caminho que tem que seguir. <\/p>\n\n\n\n<p>Eu sou ateia, eu n\u00e3o sou da umbanda, eu n\u00e3o sou do candombl\u00e9. J\u00e1 fui muito s\u00f3 para comer e para participar de algum evento, mas eu acredito que quando a gente direciona a nossa energia para alguma coisa que v\u00e1 para o lado da divers\u00e3o, do lazer e do entretenimento saud\u00e1vel, \u00e9 retribu\u00eddo. Porque acho que todo mundo quer isso. O mundo j\u00e1 \u00e9 horr\u00edvel demais, ent\u00e3o vamos fazer uma brincadeira saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo: <\/strong>Eu n\u00e3o quero ser um fator de \u201cbad vibe\u201d para as pessoas. E, claro, ningu\u00e9m aguenta aquela positividade t\u00f3xica que \u00e9 o outro extremo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> A gente tem a nossa \u201cnegatividade t\u00f3xica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> Isso, a gente tem o nosso \u201c\u00f3dio festivo\u201d. S\u00f3 que at\u00e9 mesmo esse \u00f3dio festivo tem que ser bem direcionado, porque se voc\u00ea vai zoar algu\u00e9m, voc\u00ea tem que zoar aquele que tem, primeiro, como se defender e, segundo, que tem alguma coisa errada. Alguma coisa que voc\u00ea diga para voc\u00ea mesmo que aquela pessoa \u00e9 execr\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gangrena Gasosa - DESAGRAD\u00c1VEL - Trailer Oficial do Document\u00e1rio - Black Vomit Filmes\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-oVTP7ru7Mw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trailer do document\u00e1rio &#8220;Desagrad\u00e1vel&#8221; lan\u00e7ado em 2014 e dispon\u00edvel no YouTube<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O nome do \u00faltimo \u00e1lbum \u201cGente Ruim S\u00f3 Manda Lembran\u00e7a pra Quem N\u00e3o Presta&#8221;, fala um pouco disso, n\u00e3o \u00e9?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea: <\/strong>\u00c9, foi bem pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> \u00c9, e foi para uma coisa que a banda estava passando. Por um neg\u00f3cio de processos e tudo mais, e que acabou se personalizando nisso. Mas acabou que veio numa \u00e9poca tamb\u00e9m que, p\u00f4, em uma das letras do disco faz refer\u00eancia ao nome do Bolsonaro. Eu me senti obrigado a falar que era sobre os \u201cbolsominons\u201d na m\u00fasica \u201cJogo do Bicho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> Vamos ser \u201ctioz\u00e3o\u201d da pol\u00edtica. \u201cEu j\u00e1 falava mal do Bolsonaro antes de virar modinha\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> A gente foi vendo isso durante [as elei\u00e7\u00f5es]. A gente participou do [evento] \u201cMetal Contra o Fascismo\u201d, que foi no segundo turno e ainda estava aquela coisa do \u201cele vai ganhar ou n\u00e3o vai?\u201d. E a\u00ed teve o evento no <a href=\"https:\/\/www.circovoador.com.br\/evento\/20181025-metal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Circo Voador<\/a> e a gente participou sem ganhar nada, s\u00f3 pra ver se botava na cabe\u00e7a [das pessoas] porque estava aquele movimento como est\u00e1 agora. \u00c9 meio desesperador voc\u00ea imaginar que \u00e9 poss\u00edvel que metade do pa\u00eds apoie um fascista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> A gente foi bem xingado em 2018, perdemos v\u00e1rios seguidores. Mas, enfim, deu uma limpada na casa. Perdemos um e chegou muito mais gente que pensava igual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> Voc\u00ea perde de um lado, mas voc\u00ea ganha de outro tamb\u00e9m. \u00c9 a mesma coisa de voc\u00ea estar num bar, s\u00f3 com gente maneira do teu lado, e um babaca vem. E o que voc\u00ea faz? Voc\u00ea aguenta o babaca at\u00e9 o final ou tu faz alguma coisa? Ent\u00e3o isso foi bem natural.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"722\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 722px) 100vw, 722px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Gangrena-Gasosa-1-foto-Fabiano-Soares.jpg\" alt=\"Banda Gangrena Gasosa posando em fundo preto com ilumina\u00e7\u00e3o vermelha\" class=\"wp-image-11532\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Gangrena-Gasosa-1-foto-Fabiano-Soares.jpg 722w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Gangrena-Gasosa-1-foto-Fabiano-Soares-212x300.jpg 212w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Gangrena-Gasosa-1-foto-Fabiano-Soares-370x525.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Gangrena-Gasosa-1-foto-Fabiano-Soares-270x383.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Gangrena-Gasosa-1-foto-Fabiano-Soares-570x808.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Gangrena-Gasosa-1-foto-Fabiano-Soares-150x213.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Banda Gangrena Gasosa (Foto: Fabiano Soares)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m das m\u00fasicas, voc\u00eas fazem toda uma performance em cima dos palcos com a base religiosa. Fazem eb\u00f3 e t\u00eam os pontos tamb\u00e9m. De onde veio essa ideia e qual a import\u00e2ncia disso na valoriza\u00e7\u00e3o dessa religi\u00e3o que \u00e9 100% brasileira?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> Eu acho que \u00e9 bem interessante, especialmente nesse momento de intoler\u00e2ncia e demoniza\u00e7\u00e3o das religi\u00f5es [de matriz africana], da cultura em geral, que a gente possa levar e apresentar uma performance que tem essas figuras [da umbanda]. No come\u00e7o, a escolha de tocar vestido de entidade foi para fazer uma par\u00f3dia com o \u201c<em>black metal<\/em>\u201d, fazer o \u201c<em>black metal brasileiro<\/em>\u201d. E, como eu comentei antes, a gente parou de querer zoar com as coisas e passamos a levar mais a s\u00e9rio. A s\u00e9rio em quest\u00e3o de respeito, n\u00e3o tem porque voc\u00ea desrespeitar a cultura, as identidades. Assim que eu entrei na banda, eu fui em um terreiro e eu perguntei, \u201cvem c\u00e1, como \u00e9 que \u00e9 esse neg\u00f3cio a\u00ed?\u201d e me recomendaram a n\u00e3o usar determinados tipos de adere\u00e7os. Conversando l\u00e1 com o seu Z\u00e9 Pelintra, ele pediu pra dar um agradinho de vez em quando por usar as cantigas e tal. E, cara, a galera \u201cdo lado de l\u00e1\u201d, est\u00e1 tranquila. Eu acho que n\u00e3o tem porque a gente querer pagar de rebelde, anti-tudo, se \u00e9 uma coisa que n\u00e3o faz mais sentido para a gente. O Davi [um dos vocalistas da banda], \u00e9 og\u00e3, ele \u00e9 sacerdote da umbanda, ele toca em v\u00e1rios terreiros e ele \u00e9 um dos caras que entrou para a religi\u00e3o por causa da banda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arede:<\/strong> N\u00e3o somos uma banda gospel, \u201csiga umbanda\u201d, \u201csiga o candombl\u00e9\u201d. A gente n\u00e3o faz isso, at\u00e9 porque \u00e9 auto explicativo. A gente est\u00e1 aqui que nem o Chacrinha, a gente n\u00e3o vem para explicar, a gente vem para confundir. A gente gosta de botar a pulga atr\u00e1s da orelha da galera. \u00c9 muito mais legal voc\u00ea fazer uma pergunta desafiadora do que dar uma grande resposta. Ent\u00e3o, quando a gente sobe no palco, o que eu pretendo com a tem\u00e1tica da umbanda e do candombl\u00e9 \u00e9 tornar aquilo uma viagem, uma experi\u00eancia cat\u00e1rtica e emocionante, porque \u00e9 rico demais. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Tem banda nacional falando de viking, de coisas n\u00f3rdicas e tudo mais. \u00c9 uma cultura riqu\u00edssima tamb\u00e9m, ningu\u00e9m est\u00e1 questionando isso, mas e a cultura daqui?<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A cultura onde as pessoas pedem um neg\u00f3cio para uma entidade que \u00e9 uma caveira de cartola,&nbsp; por que n\u00e3o se aprofundar nisso? Porque n\u00e3o se aprofundar numa religi\u00e3o que acaba misturando outras coisas brasileiras e que tem uma deusa, que \u00e9 a deusa do trov\u00e3o? Tem a\u00ed o Thor, mas dentro da mitologia iorub\u00e1, que depois os brasileiros, pelos escravizados que vieram para o pa\u00eds, acabaram incorporando e acabou virando a nossa macumba, tem deuses do raio, deuses da natureza, deuses da cura, da guerra. Na verdade, a pergunta deveria ser voltando ao passado. Perguntar l\u00e1 no passado: \u201cpor que voc\u00eas n\u00e3o exploram melhor essa vertente da coisa m\u00edstica brasileira?&#8221;. Na verdade, essa pergunta \u00e9 que a galera n\u00e3o se fez no come\u00e7o, mas que eu sempre vi esse potencial e sempre quis trazer isso, que \u00e9 \u00e9pico. E ao mesmo tempo que \u00e9 \u00e9pico, voc\u00ea v\u00ea que todas as hist\u00f3rias de orix\u00e1s que representam as for\u00e7as da natureza, n\u00e3o tem errado ou certo. O le\u00e3o n\u00e3o \u00e9 errado porque come a hiena, ele s\u00f3 est\u00e1 sobrevivendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre foi uma coisa muito subutilizada na banda e eu ficava maluco. Eu era amigo do guitarrista na \u00e9poca e a banda ficou sem baixista, a\u00ed eu falei: \u201ccara, tenho que entrar nessa banda, ela tem um potencial incr\u00edvel\u201d. Quando voc\u00ea passa a ver a riqueza do assunto, a riqueza po\u00e9tica e tamb\u00e9m a riqueza \u201c<em>deathona<\/em>\u201d, como a gente costuma chamar as coisas, no sentido de \u201c<em>death metal<\/em>\u201d, como um verbo. Esse tema \u00e9 muito rico por si s\u00f3, e \u00e9 muita idiotice que seja discriminado. Se n\u00e3o fosse uma religi\u00e3o fundada por escravizados e se n\u00e3o tivesse vindo da \u00c1frica, certamente n\u00e3o sofreria tanto preconceito. Tem essa coisa da tentativa do apagamento das religi\u00f5es de matriz africana e que, de certa forma, eles est\u00e3o sendo efetivos, porque diminuiu bastante o n\u00famero por causa dessa coisa [neopentecostalismo] das igrejas evang\u00e9licas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gangrena Gasosa Ao Vivo no Inferno - DVD DESAGRAD\u00c1VEL (Com Legendas)\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oDu6s03EJsE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Amostra do show gravado no Inferno Club em S\u00e3o Paulo em Dezembro de 2011<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Recentemente voc\u00eas tocaram no <em>Rock in Rio<\/em> no Palco Favela, que carrega a ideia de dar visibilidade para artistas suburbanos do pa\u00eds. Como foi esse processo at\u00e9 chegar ao palco do festival?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> A gente foi fazendo o nosso e as coisas foram acontecendo. N\u00f3s temos quem d\u00e1 uma for\u00e7a na quest\u00e3o de negociar shows, mas o <em>Rock in Rio<\/em> veio por n\u00f3s mesmos. N\u00f3s chamamos aten\u00e7\u00e3o suficiente e vieram direto na gente. Entraram em contato com o \u00c2ngelo [Arede] direto. Na maioria dos grandes eventos que a gente tocou, foi sempre assim. Como voc\u00ea n\u00e3o tem dinheiro, voc\u00ea tem que chamar aten\u00e7\u00e3o, tem que ser imposs\u00edvel te ignorar. Mas foi tudo org\u00e2nico, trabalhando, e sem querer ter muito controle sobre tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, at\u00e9 para lan\u00e7armos perto do <em>Rock in Rio<\/em>, gravamos&nbsp; tr\u00eas <em>singles<\/em>. Nos preocupamos em fazer um est\u00fadio maneiro com a galera que entende de som pesado e a gente ficou mais confiante que dar\u00edamos conta do processo de produ\u00e7\u00e3o. Eu nunca tive uma grava\u00e7\u00e3o em que eu tenha participado tanto. A gente ficava, \u00e0s vezes, naquela inseguran\u00e7a de \u201ctem que deixar na m\u00e3o de quem entende\u201d, mas n\u00e3o, [agora] a gente entende. Vamos dar opini\u00e3o, apontar dedo e dizer que isso tem que ser assim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> N\u00f3s n\u00e3o temos uma equipe que fa\u00e7a prospec\u00e7\u00e3o para a gente. Eu adoraria ter uma equipe de assessores como algumas bandas t\u00eam, uma produtora que fizesse contato ativo com os festivais. Mas a gente \u00e9 s\u00f3 do jeito passivo mesmo. Normalmente a gente n\u00e3o faz um <em>pitch<\/em>: \u201ct\u00f4 mandando material a\u00ed para voc\u00eas levarem a gente [para tocar]\u201d. N\u00f3s nunca fizemos isso, e se fizemos, foi dentro de algum contexto que eu n\u00e3o lembre e que com certeza n\u00e3o deu certo, porque isso normalmente n\u00e3o d\u00e1 certo. N\u00f3s n\u00e3o temos esse trampo de <em>pitching<\/em>, mas a gente vem desde o \u201cSe Deus \u00e9 10\u201d [em 2011] tocando. Depois a gente lan\u00e7ou o \u201cGente Ruim\u201d, que foi em 2018, mas teve o \u201cDesagrad\u00e1vel\u201d [document\u00e1rio sobre a banda] no meio. Teve o DVD, teve revista, teve trilha sonora, teve curta metragem, teve um monte de coisa que a banda foi fazendo que acabou se tornando imposs\u00edvel ignorar a gente. Quer dizer, imposs\u00edvel n\u00e3o, pode ignorar, s\u00f3 que, no m\u00ednimo, vai perder um pouquinho de grana. Ent\u00e3o acabou que chegou um certo ponto, l\u00e1 pelo \u201cGente Ruim\u201d, principalmente, que n\u00f3s come\u00e7amos a fazer um shows muito agressivos, no sentido profissional, bem tocados, fortes, pesados. N\u00f3s come\u00e7amos a fazer uns shows muito legais e isso foi multiplicando. Na pandemia a gente tamb\u00e9m n\u00e3o parou. Fizemos live dentro das nossas dificuldades, perdemos familiares tamb\u00e9m, mas mantivemos a banda e as redes funcionando.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"\ud835\uddd5\ud835\udde2\ud835\udde7\ud835\uddd8\ud835\uddd6\ud835\udde2-\ud835\udde7\ud835\uddd8\ud835\uddd6\ud835\udde2 - vai decorando pra cantar dia 11\/11 no @Circo Voador! #tbt no @rockinrio  #shorts\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qxjtpF2Y7Xk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trecho de Boteco-teco ao vivo no <em>Rock in Rio<\/em> 2022<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">E como a banda reagiu \u00e0 pandemia?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> A gente n\u00e3o se encontrou, n\u00e3o ensaiamos, n\u00f3s respeitamos bastante essa coisa do isolamento e o ensaio foi s\u00f3 depois de ter a vacina. A gente ficou quase dois anos sem se ver, mas nesses dois anos o pessoal ficou trabalhando remotamente. Eu confesso que eu participei muito pouco disso, n\u00e3o estava bem, eu perdi meu irm\u00e3o &#8211; mas que bom a banda n\u00e3o sou s\u00f3 eu. Mas sa\u00edmos [do isolamento] e voltamos a ensaiar j\u00e1 com um monte de base para para o \u00e1lbum novo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo: <\/strong>Eu n\u00e3o criei muito neg\u00f3cio de composi\u00e7\u00e3o, eu fiquei mais nas redes. E sou eu at\u00e9 hoje que tomo conta das redes. \u00c9 um trabalho muito importante e eu n\u00e3o sei se uma banda independente como a <strong>Gangrena Gasosa<\/strong> teria a possibilidade de alguma vez na sua vida tocar, por exemplo, no <em>Rock in Rio<\/em>. A gente sempre manteve a m\u00e1quina funcionando, mesmo na pandemia. Quando os shows voltaram, a gente fez a turn\u00ea no Sul, e a\u00ed sim foi a ag\u00eancia que organizou e fizemos muita quest\u00e3o de divulgar. E eu n\u00e3o sei se por conta disso ou por conta de outras coisas, mas no meio da turn\u00ea, est\u00e1vamos viajando de uma cidade para outra e o Diego Padilha [fot\u00f3grafo que trabalha para o <em>Rock in Rio<\/em>] ligou para a gente. E nessa intermit\u00eancia do festival, nunca teve uma prospec\u00e7\u00e3o, mesmo que amadora, do Padilha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> At\u00e9 porque se fizer, ele toma um p\u00e9 na bunda. Eu conhe\u00e7o muita gente que trabalha l\u00e1, que \u00e9 m\u00fasico tamb\u00e9m, e \u00e9 terminantemente proibido fazer propaganda dessas coisas. Divulgar o seu trabalho art\u00edstico durante seu trabalho l\u00e1. Enfim, eu realmente achava que a gente nunca iria tocar no <em>Rock in Rio<\/em>, nunca, nunca na minha vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> Eu tinha convic\u00e7\u00e3o disso!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> Eles v\u00e3o botar a <strong>Gangrena Gasosa<\/strong> falando de Satan\u00e1s? V\u00e3o botar a gente para tocar no Faust\u00e3o, com as fam\u00edlias brasileiras num domingo \u00e0 tarde? N\u00e3o faz sentido! Eu achava que com o <em>Rock in Rio<\/em> ia ser a mesma coisa. Eu n\u00e3o tinha esperan\u00e7a nenhuma que a gente fosse tocar, mas as coisas aconteceram direitinho e tocamos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"twitter-tweet\" data-width=\"550\" data-dnt=\"true\"><p lang=\"pt\" dir=\"ltr\">S\u00e9rie autoral do <a href=\"https:\/\/twitter.com\/ihateflash?ref_src=twsrc%5Etfw\">@ihateflash<\/a> apresenta as perip\u00e9cias do <a href=\"https:\/\/twitter.com\/diegopadilha?ref_src=twsrc%5Etfw\">@diegopadilha<\/a>, nosso Tranca Rua e tamb\u00e9m fot\u00f3grafo da ag\u00eancia no <a href=\"https:\/\/twitter.com\/rockinrio?ref_src=twsrc%5Etfw\">@rockinrio<\/a>.<br><br>Cola no epis\u00f3dio completo que t\u00e1 maneiro demais!<br><br>No \ud83d\udd17 da b!o <a href=\"https:\/\/t.co\/ziNXXy0Mc2\">pic.twitter.com\/ziNXXy0Mc2<\/a><\/p>&mdash; \ud835\uddda\ud835\uddd4\ud835\udde1\ud835\uddda\ud835\udde5\ud835\uddd8\ud835\udde1\ud835\uddd4 \ud835\uddda\ud835\uddd4\ud835\udde6\ud835\udde2\ud835\udde6\ud835\uddd4 (@gangrenagasosa) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/gangrenagasosa\/status\/1572735637513535488?ref_src=twsrc%5Etfw\">September 21, 2022<\/a><\/blockquote><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">E como foi representar o \u201csarav\u00e1 metal\u201d no Palco Favela, no ber\u00e7o da umbanda, que \u00e9 o Rio de Janeiro, e com uma visibilidade mundial?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Angelo: <\/strong>O que foi mais legal \u00e9 que o show foi no Palco Favela. E eu n\u00e3o ia no <em>Rock in Rio<\/em> j\u00e1 algum tempo, por lance de grana mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea:<\/strong> Eu s\u00f3 fui porque fui tocar!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> \u00c9 uma prata, o ingresso \u00e9 caro, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ingresso, \u00e9 tudo para ir at\u00e9 l\u00e1. Mas essa coisa do Palco Favela, quando surgiu, a galera meio que torceu o nariz: \u201ct\u00e1 estereotipando a quebrada\u201d. Mas eles foram amadurecendo a ideia para n\u00e3o ser s\u00f3 aquela coisa de explorar uma est\u00e9tica. Hoje em dia envolve um monte de outras coisas, n\u00e3o s\u00f3 o cuidado com a est\u00e9tica, mas o cuidado com a t\u00e9cnica do palco mudou bastante. E \u00e9 engra\u00e7ado que essa coisa do suburbano, da religi\u00e3o de matriz africana, da gente falar da cultura <em>underground<\/em>, do <em>rock&#8217;n&#8217;roll<\/em> e abordar esses temas com uma linguagem muito carioca, n\u00e3o poderia ser de outro jeito. Se fosse de outro jeito eu poderia assumir uma linguagem mais formal nas letras, eu sei fazer assim tamb\u00e9m, mas n\u00e3o \u00e9 para ser assim. O que muita gente falou \u00e9 que \u201cparece que aquela cenografia era para um show de voc\u00eas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Foi um elemento fort\u00edssimo! Aquilo conversou t\u00e3o bem com a galera [da banda] fantasiada e o tamborz\u00e3o tocando naquele cen\u00e1rio, que realmente parece ter sido feito para voc\u00eas.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>G\u00ea: <\/strong>Cr\u00e9ditos tamb\u00e9m para nossa iluminadora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Angelo:<\/strong> Para nossa equipe toda! Por sermos <em>underground<\/em>, nossa equipe \u00e9 muito compacta e raramente levamos os roadies nas viagens. No <em>Rock in Rio <\/em>a gente fez quest\u00e3o de levar t\u00e9cnico de monitor de palco, t\u00e9cnico de PA [<em>Public Address<\/em>], t\u00e9cnico de ilumina\u00e7\u00e3o, roadies, fizemos o clipe, gravamos a m\u00fasica e n\u00e3o sobrou nada do cach\u00ea. O dinheiro n\u00e3o deu para o que programamos reinvestir, mas a nossa equipe foi incr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ou\u00e7a Gangrena Gasosa<\/h4>\n\n\n\n<p>A banda est\u00e1 ativa nas m\u00eddias sociais e fazendo shows pelo pa\u00eds. Al\u00e9m disso, segue trabalhando em seu novo \u00e1lbum, que tem data de estreia prevista para 2023. J\u00e1 foram lan\u00e7ados tr\u00eas singles, <em>Headboomer<\/em>, o mais recente <em>Boteco-teco<\/em> e <em>Rei do Cemit\u00e9rio<\/em>, publicado no dia do show no <em>Rock in Rio<\/em> e que conta com um v\u00eddeo clipe alucinante, confira:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"GANGRENA GASOSA - REI DO CEMIT\u00c9RIO (Clipe oficial)\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8yg_tizVmRY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h5 class=\"has-text-align-center has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-heading\">Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/como-o-rock-brasileiro-subverteu-a-origem-do-genero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como o rock brasileiro subverteu a origem do g\u00eanero<\/a><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a mais da banda que mistura umbanda e diferentes ritmos com rock pesado e muita cr\u00edtica social<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":11533,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[22,303],"tags":[1315,1311,1316,55,1312,1314,1313],"class_list":["post-11527","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-entrevistas","tag-angelo-arede","tag-gangrena-gasosa","tag-ge-vasconcelos","tag-rock","tag-rock-in-rio","tag-sarava-metal","tag-umbanda"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O &quot;sarav\u00e1 metal&quot; 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