{"id":11523,"date":"2022-12-05T09:30:00","date_gmt":"2022-12-05T12:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=11523"},"modified":"2022-12-05T11:30:29","modified_gmt":"2022-12-05T14:30:29","slug":"existe-uma-nova-onda-rosa-na-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/existe-uma-nova-onda-rosa-na-america-do-sul\/","title":{"rendered":"Existe uma Nova Onda Rosa na Am\u00e9rica do Sul?"},"content":{"rendered":"\n<p>A recente elei\u00e7\u00e3o de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, no \u00faltimo dia 30 de outubro de 2022, trouxe mais base argumentativa para a defesa da tese de que h\u00e1 um movimento chamado <strong>Nova Onda Rosa na Am\u00e9rica do Sul<\/strong>, fazendo refer\u00eancia a ao fen\u00f4meno pol\u00edtico <strong>Onda Rosa<\/strong>, ocorrido no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, quando v\u00e1rios governos de esquerda, ao longo da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo, assumiram o poder na Am\u00e9rica do Sul. Mas quais s\u00e3o suas caracter\u00edsticas e quais as semelhan\u00e7as com o movimento anterior?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que foi a primeira Onda Rosa?<\/h2>\n\n\n\n<p>A primeira Onda Rosa ocorreu no final dos anos 1990 e in\u00edcio dos anos 2000, quando os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul reagiram ao Consenso de Washington, uma pol\u00edtica dos Estados Unidos e do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) que dava mais protagonismo \u00e0s ideias neoliberais e pol\u00edticas de livre mercado impostas \u00e0 Am\u00e9rica Latina. A elei\u00e7\u00e3o de Hugo Ch\u00e1vez na Venezuela, em 1998, d\u00e1 in\u00edcio ao que seria um movimento que praticamente todo o continente experimentaria, com l\u00edderes de esquerda sendo eleitos e um marcante crescimento econ\u00f4mico durante a primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Ch\u00e1vez, surgem nomes como N\u00e9stor e Cristina Kirchner na Argentina, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva no Brasil, Evo Morales na Bol\u00edvia, Jos\u00e9 Pepe Mujica e Tabar\u00e9 V\u00e1zquez no Uruguai, Rafael Correa no Equador, Michelle Bachelet no Chile, Alan Garcia no Peru e Fernando Lugo no Paraguai \u2014 apenas a Col\u00f4mbia n\u00e3o ingressou, em momento algum, na Onda Rosa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mapa pol\u00edtico da Am\u00e9rica do Sul \u2014 2009<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"container-wrapper-genially\" style=\"position: relative; min-height: 400px; max-width: 100%;\"><video class=\"loader-genially\" autoplay=\"autoplay\" loop=\"loop\" playsinline=\"playsInline\" muted=\"muted\" style=\"position: absolute;top: 45%;left: 50%;transform: translate(-50%, -50%);width: 80px;height: 80px;margin-bottom: 10%\"><source src=\"https:\/\/static.genial.ly\/resources\/panel-loader-low.mp4\" type=\"video\/mp4\">Your browser does not support the video tag.<\/video><div id=\"63619aa6904a690012cd75d7\" class=\"genially-embed\" style=\"margin: 0px auto; position: relative; height: auto; width: 100%;\"><\/div><\/div><script>(function (d) { var js, id = \"genially-embed-js\", ref = d.getElementsByTagName(\"script\")[0]; if (d.getElementById(id)) { return; } js = d.createElement(\"script\"); js.id = id; js.async = true; js.src = \"https:\/\/view.genial.ly\/static\/embed\/embed.js\"; ref.parentNode.insertBefore(js, ref); }(document));<\/script>\n\n\n\n<p>Buscando reduzir desigualdades e problemas sociais, os governos de esquerda eleitos lograram sucesso a curto prazo, aproveitando o <em>boom<\/em> das <em>commodities<\/em>, ou seja, a alta da venda de produtos n\u00e3o-industrializados para um gigante que n\u00e3o parava de se desenvolver: a China. O pa\u00eds asi\u00e1tico registrava altas hist\u00f3ricas no PIB, crescendo 10% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Rita de C\u00e1ssia Louback, professora de Jornalismo da PUC Minas e doutora em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, ilustra: \u201cse voc\u00ea olhar de 2000 a 2008, quando vem a crise do <em>subprime<\/em>, todos os pa\u00edses cresceram, e os emergentes cresceram muito\u201d. Ela lamenta a perda de oportunidade de alguns pa\u00edses latino-americanos em aproveitar o momento para investir em infraestrutura: \u201cVoc\u00ea tinha o cen\u00e1rio favor\u00e1vel ao aporte de capital nessas reformas que precisavam ser feitas \u2014 alguns de n\u00f3s perdemos o bonde da hist\u00f3ria de ter feito reformas que precis\u00e1vamos para tornar isso [a riqueza trazida pelo <em>boom<\/em>] mais permanente, e, agora, temos um ambiente internacional completamente diferente, conflagrado num p\u00f3s-pandemia que empobreceu at\u00e9 os mais ricos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Passado o momento de alta econ\u00f4mica entre os governos de esquerda, esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o vieram \u00e0 tona \u2014 como a Lava Jato, que afetou diversos governos da Am\u00e9rica do Sul \u2014 , al\u00e9m de processos de impeachment question\u00e1veis, como os de Fernando Lugo no Paraguai (2012) e Dilma Rousseff no Brasil (2016), com \u00f3rg\u00e3os oficiais (como o Mercosul, no caso de Lugo) advogando pela tese de que se trataram de golpes institucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Bol\u00edvia, houve um golpe de Estado tradicional, com Jeanine A\u00f1ez chegando \u00e0 presid\u00eancia de forma ilegal em 2019, ap\u00f3s diversos protestos contra o governo de Evo Morales, majoritariamente concentrados na cidade mais importante economicamente do pa\u00eds, Santa Cruz de la Sierra. Maur\u00edcio Macri venceu na Argentina em 2015 e encerrou 12 anos ininterruptos de kirchnerismo, com Cristina Kirchner sob graves acusa\u00e7\u00f5es de aparelhamento do judici\u00e1rio e corrup\u00e7\u00e3o. No seu segundo mandato, Michelle Bachelet n\u00e3o teve a mesma aprova\u00e7\u00e3o do primeiro, o que levou \u00e0 elei\u00e7\u00e3o do conservador chileno Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era, em 2018.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nova Onda Rosa?<\/h2>\n\n\n\n<p>A nova Onda Rosa teria se iniciado com a elei\u00e7\u00e3o de Alberto Fern\u00e1ndez, na Argentina (2019), seguido por Luis Arce (Bol\u00edvia, 2020), Pedro Castillo (Peru, 2021), Gabriel Boric (Chile, 2021), Gustavo Petro (Col\u00f4mbia, 2022) e Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (Brasil, 2022). Entretanto, apesar das elei\u00e7\u00f5es de governos de esquerda e centro-esquerda na Am\u00e9rica do Sul, <strong>ainda n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre a exist\u00eancia de uma Nova Onda Rosa no continente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mapa pol\u00edtico da Am\u00e9rica do Sul \u2014 2022<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"container-wrapper-genially\" style=\"position: relative; min-height: 400px; max-width: 100%;\"><video class=\"loader-genially\" autoplay=\"autoplay\" loop=\"loop\" playsinline=\"playsInline\" muted=\"muted\" style=\"position: absolute;top: 45%;left: 50%;transform: translate(-50%, -50%);width: 80px;height: 80px;margin-bottom: 10%\"><source src=\"https:\/\/static.genial.ly\/resources\/panel-loader-low.mp4\" type=\"video\/mp4\">Your browser does not support the video tag.<\/video><div id=\"633cf7ea996b2d0011b71814\" class=\"genially-embed\" style=\"margin: 0px auto; position: relative; height: auto; width: 100%;\"><\/div><\/div><script>(function (d) { var js, id = \"genially-embed-js\", ref = d.getElementsByTagName(\"script\")[0]; if (d.getElementById(id)) { return; } js = d.createElement(\"script\"); js.id = id; js.async = true; js.src = \"https:\/\/view.genial.ly\/static\/embed\/embed.js\"; ref.parentNode.insertBefore(js, ref); }(document));<\/script>\n\n\n\n<p>Para Jo\u00e3o Estevam dos Santos, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi e doutorando em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, \u00e9 muito cedo para falar em uma Nova Onda Rosa: \u201ceu acredito que a Onda Rosa que tivemos nos anos 2000 foi algo um tanto diferente do que vemos hoje, tendo um ciclo de crescimento econ\u00f4mico especialmente ligado ao <em>boom<\/em> das <em>commodities<\/em>, e uma base social de esquerda mais forte que possibilitou sua ascens\u00e3o e governabilidade&#8221;. Segundo ele, hoje, temos um panorama diferente, com governos que ascenderam em momentos de crise e n\u00e3o conseguiram contorn\u00e1-la, citando a Argentina com a elei\u00e7\u00e3o de Alberto Fern\u00e1ndez em 2019. Jo\u00e3o Estevam acredita que o mesmo pode acontecer com o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A Casa Rosada, sob o governo de Fern\u00e1ndez, passou por diversas crises, com o presidente tendo realizado uma festa enquanto a Argentina decretava o <em>lockdown<\/em> mais longo do mundo durante a pandemia; crescimento latente da pobreza; infla\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica; derrota do peronismo nas PASO (elei\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias que definem quais ser\u00e3o os candidatos do pr\u00f3ximo pleito) e rixa interna entre a vice-presidente, Cristina Kirchner, com o presidente Fern\u00e1ndez. Se, por um lado, a esquerda argentina voltou ao poder e, em tese, teria inaugurado a suposta nova Onda Rosa depois de um governo do direitista Maur\u00edcio Macri que aumentou a pobreza e a infla\u00e7\u00e3o, de outro lado, parece uma tarefa dif\u00edcil, dados os resultados das PASO, que o candidato peronista \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais argentinas de 2023 ven\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as<\/h2>\n\n\n\n<p>O contexto pand\u00eamico e as crises sociais geradas pela crise da Covid-19 teriam impulsionado a elei\u00e7\u00e3o da esquerda, e n\u00e3o um movimento propriamente ideol\u00f3gico como no in\u00edcio do s\u00e9culo, de acordo com Rita Louback.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Na primeira onda, havia uma esp\u00e9cie de irmandade entre os governantes que assumiram: Ch\u00e1vez, Kirchner, Lula, Morales, Correa\u2026 Hoje, existem v\u00e1rias esquerdas no poder. Nessa segunda onda, \u00e9 uma esquerda mais heterog\u00eanea\u201d.<\/p>\n<cite>Rita Louback, professora de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC Minas<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Diferentemente do contexto da Onda Rosa original, o perfil dos candidatos de esquerda e de sua oposi\u00e7\u00e3o mudaram, com exce\u00e7\u00e3o do Peru, que teve uma elei\u00e7\u00e3o bem singular, com muitos candidatos, incluindo a j\u00e1 conhecida candidata Keiko Fujimori, contra o professor rural sindicalista Pedro Castillo, um <em>outsider <\/em>que, inclusive, j\u00e1 enfrentou tr\u00eas processos para ser retirado do cargo. A esquerda eleita na Col\u00f4mbia e Chile, por exemplo, de car\u00e1ter progressista e mais pr\u00f3xima de causas sociais inclusivas, se diferencia do tradicional bolivarianismo: Boric e Petro t\u00eam em suas agendas o apoio \u00e0 comunidade LGBTQI+ e a paridade de g\u00eaneros, quest\u00f5es n\u00e3o compartilhadas com os governos de Peru, Bol\u00edvia e Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advers\u00e1rios atuais tamb\u00e9m mudaram. Na Bol\u00edvia, apesar do tradicional Carlos Mesa ter ficado em 2\u00ba lugar nas elei\u00e7\u00f5es de 2019, Luis Fernando Camacho emergiu como uma expressiva alternativa mais alinhada \u00e0 direita radical e, ap\u00f3s ocupar a 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o na elei\u00e7\u00e3o presidencial, consagrou-se governador do importante departamento de Santa Cruz, em 2021. Na Col\u00f4mbia, o segundo colocado, Rodolfo Hern\u00e1ndez, acompanha a mesma linha do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, rec\u00e9m-derrotado nas elei\u00e7\u00f5es brasileiras de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente da Onda Rosa original, a atual \u00e9 marcada por pa\u00edses em crises econ\u00f4micas e polariza\u00e7\u00f5es latentes, como enuncia Jo\u00e3o Estevam: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que no Brasil, na Bol\u00edvia, no Chile e na Col\u00f4mbia, n\u00e3o existe uma base de apoio social t\u00e3o intensa como houve no passado e, ainda, h\u00e1 uma oposi\u00e7\u00e3o de direita muito forte que n\u00e3o permite tantas manobras, diferentemente do que se viu no in\u00edcio dos anos 2000\u201d.<\/p>\n<cite>Jo\u00e3o Estevam, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Rita Louback endossa a mesma vis\u00e3o e usa Gustavo Petro como exemplo: \u201cPetro \u00e9 uma novidade dentro da esquerda latino-americana no caso da Col\u00f4mbia \u2014 \u00e9 a primeira vez que um governo de esquerda assume. Ele cria essa plataforma que o leva ao poder em um pa\u00eds muito dividido, a vit\u00f3ria foi muito apertada. Este \u00e9 outro elemento: os outros que assumiram na primeira Onda Rosa tiveram uma margem de votos muito maior, muito mais confort\u00e1vel. As suas popula\u00e7\u00f5es, \u00e0quela \u00e9poca, n\u00e3o estavam com essa polariza\u00e7\u00e3o\u201d. O mesmo fen\u00f4meno de elei\u00e7\u00f5es apertadas aconteceu no Brasil e no Peru, cujos pleitos tiveram a diferen\u00e7a entre os candidatos menor do que 2%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edtica de concess\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>A divis\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e a falta de base aos governos de esquerda na Am\u00e9rica do Sul vai obrigar os atuais eleitos a realizarem concess\u00f5es ao centro e lidarem com a insatisfa\u00e7\u00e3o popular de forma precoce, como ocorreu com Petro, que enfrentou protestos massivos com menos de 50 dias de governo, per\u00edodo que a professora da PUC Minas v\u00ea como \u201clua de mel\u201d entre governados e governantes: \u201c\u00c9 preocupante ter gente na rua com poucos dias de governo, e, para piorar, o cen\u00e1rio mundial \u00e9 dos mais sombrios, com a R\u00fassia amea\u00e7ando usar arma nuclear [na guerra com a Ucr\u00e2nia]. Junto destas inseguran\u00e7as, o que acontece com o capital, que \u00e9 t\u00e3o importante para o projeto do Petro? Ele pode ser afugentado de pa\u00edses emergentes e ir para locais mais seguros, que \u00e9 o trajeto feito em per\u00edodos de incertezas&#8221;. Outra dificuldade, segundo a professora, \u00e9 a falta de garantia de cumprimento de contratos em caso de convuls\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es populares, cada vez mais constantes, tamb\u00e9m s\u00e3o resultado da nova oposi\u00e7\u00e3o que, para Jo\u00e3o Estevam, est\u00e1 \u201cdisposta a minar as bases de governabilidade do novo governo para implementar sua pr\u00f3pria agenda, diferentemente do que houve nos anos 2000, em que estes governos de esquerda tinham mais liberdade de implementar sua agenda mais progressista. Hoje, isso parece ser mais limitado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, manifesta\u00e7\u00f5es contra Lula j\u00e1 ocorreram no dia de sua elei\u00e7\u00e3o; no Chile, Boric chegou a ter aprova\u00e7\u00e3o de apenas 24% com menos de um ano de mandato e sofreu um duro golpe com a rejei\u00e7\u00e3o da nova Constitui\u00e7\u00e3o chilena, o que o levou a dialogar mais com o centro. Para o professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais Jo\u00e3o Estevam, a restri\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dos governos \u201cgera v\u00e1rios problemas, pois a limita\u00e7\u00e3o para cumprir com a sua agenda faz com que a popula\u00e7\u00e3o veja o governo como mentiroso, j\u00e1 que houve promessas n\u00e3o cumpridas. A partir do momento que acaba n\u00e3o se fazendo o que se propuseram a fazer, sua legitimidade acaba desgastada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entenda o contexto pol\u00edtico das principais economias da regi\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Argentina<\/h3>\n\n\n\n<p>A Argentina foi o pa\u00eds a dar in\u00edcio \u00e0 suposta Nova Onda Rosa, com a elei\u00e7\u00e3o do peronista Alberto Fern\u00e1ndez contra o direitista Mauricio Macri. Neste webstory, explicamos o contexto argentino desde 2019, quando a esquerda venceu, at\u00e9 a atualidade:<\/p>\n\n\n\n<div style=\"width: 100%;\"><div style=\"position: relative; padding-bottom: 177.77777777777777%; padding-top: 0; height: 0;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Contexto pol\u00edtico na Argentina\" frameborder=\"0\" width=\"1080px\" height=\"1920px\" style=\"position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;\" src=\"https:\/\/view.genial.ly\/637457edeb1b2f00180ae503\" type=\"text\/html\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" scrolling=\"yes\" allownetworking=\"all\"><\/iframe> <\/div> <\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Assista tamb\u00e9m: como jovens argentinos lidam com este cen\u00e1rio de crise?<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Como jovens argentinos est\u00e3o lidando com a crise?\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KCX_CJBL36k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Brasil<\/h3>\n\n\n\n<p>O Brasil elegeu como pr\u00f3ximo chefe de Estado, pela terceira vez, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, tradicional pol\u00edtico de centro-esquerda, em um confronto acirrado com o atual presidente, Jair Bolsonaro: Lula alcan\u00e7ou 50,90% dos votos, enquanto Bolsonaro chegou a insuficientes 49,10%. Foi a primeira vez que um presidente brasileiro concorreu \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o e perdeu; tamb\u00e9m foi a primeira vez, desde a instaura\u00e7\u00e3o da democracia, que o perdedor da elei\u00e7\u00e3o n\u00e3o felicitou o vencedor ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o do resultado do pleito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Como foi o primeiro turno<\/h4>\n\n\n\n<p>Como indicavam as pesquisas, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) ganhou o primeiro turno \u2014 entretanto, a sua diferen\u00e7a para o segundo colocado, Jair Bolsonaro (PL), foi bem menor do que indicavam os levantamentos. Lula recebeu 48,43% dos votos, enquanto Bolsonaro chegou a 43,20%. Institutos de pesquisa prestigiados, como o IPEC e Datafolha, apontavam uma diferen\u00e7a de mais de 10%, com Bolsonaro atingindo um teto de 36%, enquanto Lula alcan\u00e7aria 51%. Se, por um lado, as pesquisas acertaram o n\u00famero do candidato do PT, houve falha na estimativa de votos ao candidato conservador, que levou o confronto ao 2\u00b0 turno com uma margem muito menor do que se pensava.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma corrida presidencial marcada por temas como a polariza\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e estabilidade democr\u00e1tica, diferentemente do pleito de 2018, marcado pelo antipetismo e discurso de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, o contexto das elei\u00e7\u00f5es brasileiras de 2022 \u00e9 muito singular dentro da hist\u00f3ria recente: um tesoureiro do PT foi <a href=\"https:\/\/cultura.uol.com.br\/noticias\/50953_laudo-aponta-que-bolsonarista-efetuou-13-tiros-contra-petista-em-foz-do-iguacu.html\">assassinado por um bolsonarista em sua pr\u00f3pria festa de anivers\u00e1rio<\/a> em Foz do Igua\u00e7u\/PR; um <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2022\/09\/apoiador-de-lula-levou-70-facadas-de-bolsonarista-em-mt-mostra-exame.shtml\">apoiador de Bolsonaro matou a facadas colega que defendeu Lula<\/a> no interior do Mato Grosso. A escalada da viol\u00eancia, incentivada pelo candidato do PL, que j\u00e1 falou sobre \u201cmetralhar a petralhada\u201d e \u201cvarrer o PT para o lixo da hist\u00f3ria\u201d, trazia inseguran\u00e7as quanto \u00e0 rea\u00e7\u00e3o dos seus apoiadores em caso de uma derrota no pleito. No mesmo sentido, havia, tamb\u00e9m, uma preocupa\u00e7\u00e3o referente \u00e0 pr\u00f3pria rea\u00e7\u00e3o do atual presidente, que j\u00e1 deixou d\u00favidas no ar quando perguntado se aceitaria os resultados da elei\u00e7\u00e3o \u2014 Bolsonaro questionou e deslegitimou o sistema eleitoral brasileiro em diversas oportunidades, alegando, inclusive, ter havido fraude na vota\u00e7\u00e3o que o elegeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais atitudes, aliadas aos sucessivos ataques \u00e0 Suprema Corte protagonizados por seu governo e apoiadores, trouxeram \u00e0 campanha de Lula um car\u00e1ter de frente ampla pela democracia e contra o ultradireitista. V\u00e1rias figuras anteriormente cr\u00edticas ao candidato petista, como Marina Silva, Fernando Henrique Cardoso e at\u00e9 mesmo o jurista Miguel Reale Jr., autor do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, declararam apoio a Lula \u2014 inclusive, seu vice-presidente, Geraldo Alckmin, foi o principal opositor do PT em corridas presidenciais no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um primeiro turno com cara de segundo, os candidatos que obtiveram as duas maiores vota\u00e7\u00f5es atr\u00e1s de Lula e Bolsonaro, Simone Tebet (MDB), com 5%, e Ciro Gomes (PDT), com 3%, anunciaram apoio \u2014 com ressalvas \u2014 \u00e0 campanha petista. A justificativa dos presidenci\u00e1veis derrotados foi, justamente, n\u00e3o ver garantias de respeito e manuten\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia por parte de Jair Bolsonaro. Entretanto, fortalecendo o discurso de frente ampla pela democracia, Lula teve de aceitar a exig\u00eancia de que aderisse a propostas de Tebet e Ciro, como a paridade de g\u00eaneros no governo e o perd\u00e3o de d\u00edvidas \u00e0s fam\u00edlias com nome no SPC, respectivamente. Este apoio se demonstrou essencial para o petista devido \u00e0 curta diferen\u00e7a percentual em rela\u00e7\u00e3o a Bolsonaro, mesmo com a vit\u00f3ria lulista sendo in\u00e9dita na hist\u00f3ria. <\/p>\n\n\n\n<p>Houve uma inesperada vit\u00f3ria massiva de aliados bolsonaristas nas corridas pelo Senado, C\u00e2mara dos Deputados e governos estaduais: foram eleitos candidatos como Damares Alves, no Distrito Federal, S\u00e9rgio Moro, no Paran\u00e1 e Cleitinho, em Minas Gerais. J\u00e1 o bolsonarista mineiro Nikolas Ferreira bateu recorde de vota\u00e7\u00e3o \u00e0 C\u00e2mara Baixa; Cl\u00e1udio Castro e Romeu Zema foram eleitos no primeiro turno do Rio de Janeiro e de Minas Gerais na elei\u00e7\u00e3o aos governos dos respectivos estados. A expressiva vit\u00f3ria de aliados de Bolsonaro, somada \u00e0 sua pr\u00f3pria vota\u00e7\u00e3o mais alta do que o previsto por pesquisas, trouxe um gosto amargo aos apoiadores do petismo que, em certo momento, chegaram a crer em uma vit\u00f3ria no primeiro turno.<\/p>\n\n\n\n<p>As elei\u00e7\u00f5es de 2022 se demonstraram como as mais importantes dos \u00faltimos tempos, dando impulso a uma onda de extrema-direita surgida em 2018 que, depois de uma gest\u00e3o desastrosa da pandemia (o Brasil foi o segundo pa\u00eds com mais mortes por habitantes no mundo, tendo mais de 600 mil mortos) e n\u00fameros socioecon\u00f4micos fracos (o pa\u00eds voltou ao mapa da fome e atingiu n\u00edveis recordes de desvaloriza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar), parecia estar fadada ao enfraquecimento \u2014 o que, definitivamente, n\u00e3o ocorreu \u2014 e enterrou, ao menos por enquanto, o espa\u00e7o de uma direita moderada representada por partidos tradicionais, como o PSDB.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Como foi o segundo turno e suas consequ\u00eancias<\/h4>\n\n\n\n<p>O segundo turno foi marcado por ataques entre os advers\u00e1rios e esc\u00e2ndalos envolvendo Bolsonaro, como a pol\u00eamica frase \u201cpintou um clima\u201d. Em entrevista a um podcast, Bolsonaro afirmou que elas estavam se arrumando para \u201cganhar a vida\u201d, sugerindo que eram exploradas sexualmente, quando, na verdade, participavam de uma atividade de uma ONG que dava curso de est\u00e9tica \u00e0s refugiadas \u2014 as meninas tinham 14 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As frases de Bolsonaro suscitaram um debate p\u00fablico sobre pedofilia e como o presidente teria, supostamente, dado a entender que teria se sentido atra\u00eddo pelas crian\u00e7as, ao utilizar o termo \u201cpintou um clima\u201d. Posteriormente, o presidente gravou um v\u00eddeo ao lado da primeira dama, Michelle Bolsonaro, e a embaixadora da Venezuela no Brasil, Mar\u00eda Teresa Belandria, em que pediu desculpas pelo que disse e alegou se sentir injusti\u00e7ado, reiterando que sua fala foi tirada de contexto. A oposi\u00e7\u00e3o pediu uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, mesmo com o seu nome envolvido em quest\u00f5es t\u00e3o delicadas, Bolsonaro seguiu com uma base s\u00f3lida para o 2\u00b0 turno, obtendo apoio da maioria dos governadores \u2014 tanto os eleitos no 1\u00b0 turno, quanto os que acabaram eleitos no 2\u00b0 turno \u2013, desencadeando um fen\u00f4meno pouco usual: em alguns estados da federa\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o optou por um governador bolsonarista, mas recha\u00e7ou o candidato \u00e0 presid\u00eancia\u2014 foi o caso em Minas Gerais, Amazonas e Tocantins. O inverso ocorreu apenas no Amap\u00e1, que elegeu Cl\u00e9cio (SD), apoiador de Lula, para governador e votou, em maioria, em Jair Bolsonaro. Confira os mapas das elei\u00e7\u00f5es de governadores e presidente:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mapa de apoio dos governadores na corrida \u00e0 presid\u00eancia \u2014 2022<\/h4>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-map\" data-src=\"visualisation\/11856679\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mapa das elei\u00e7\u00f5es presidenciais \u2014 2022<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-map\" data-src=\"visualisation\/11856071\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Col\u00f4mbia<\/h3>\n\n\n\n<p>Gustavo Petro superou o engenheiro e empres\u00e1rio Rodolfo Hern\u00e1ndez nas elei\u00e7\u00f5es colombianas de 2022, contando com 50,44% dos votos contra 47,31% \u2014 um pleito apertado em um pa\u00eds que nunca havia, em sua hist\u00f3ria, escolhido um l\u00edder que n\u00e3o fosse de direita ou centro-direita.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Quem \u00e9 Gustavo Petro?<\/h4>\n\n\n\n<p>Filho de professores, Gustavo Petro \u00e9 economista e ex-guerrilheiro do Movimento 19 de Abril, o M19, uma das v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es que aderiu \u00e0 luta armada na Col\u00f4mbia no s\u00e9culo passado. Petro foi senador e prefeito de Bogot\u00e1, e j\u00e1 havia se candidatado \u00e0 presid\u00eancia duas vezes antes de vencer este ano, em 2010 e 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um discurso ambientalista, contra a guerra \u00e0s drogas e a favor de pautas sociais progressistas, como programas de aux\u00edlio financeiro aos mais pobres e inclus\u00e3o de minorias na sociedade, Petro foi eleito como s\u00edmbolo de esperan\u00e7a de uma nova Col\u00f4mbia. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por que a Col\u00f4mbia nunca teve governos de esquerda?<\/h4>\n\n\n\n<p>Existem distintas raz\u00f5es. Uma delas \u00e9 que, desde a independ\u00eancia da Col\u00f4mbia, todas as vezes que algum pol\u00edtico mais alinhado \u00e0 esquerda teve chances de vit\u00f3ria, ele acabou assassinado. S\u00e3o os casos de Jorge Eli\u00e9cer Gait\u00e1n, morto durante sua campanha em 1948; e Lu\u00eds Carlos Gal\u00e1n, assassinado em 1989. Essas mortes causaram indigna\u00e7\u00e3o, fomentada pelo acordo de liberais e conservadores, a Frente Nacional, para que o poder permanecesse nas m\u00e3os de membros de uma exclusiva elite. Nesse contexto surgem as guerrilhas armadas, problema que o pa\u00eds enfrenta at\u00e9 hoje. <\/p>\n\n\n\n<p>As guerrilhas s\u00e3o outra raz\u00e3o que ajudam a entender o porqu\u00ea da dificuldade da esquerda ser eleita: muitas vezes, a popula\u00e7\u00e3o enxergava as atrocidades cometidas contra civis como algo inerente \u00e0 esquerda, o que criou medo em votar na oposi\u00e7\u00e3o, formando uma sociedade muito conservadora no momento de eleger seus representantes. A pr\u00f3pria esquerda tinha problemas com o tema das guerrilhas: havia pol\u00edticos que apoiavam a luta armada, enquanto outros a repudiavam, causando uma divis\u00e3o, o que facilitou a hegemonia da direita e centro-direita no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse hist\u00f3rico colombiano ajuda a entender como foram as elei\u00e7\u00f5es de 2022. Petro foi ao 2\u00ba turno disputando com Rodolfo Hern\u00e1ndez, um populista de direita considerado <em>outsider<\/em>. Essa foi a primeira vez, em 20 anos, que nenhum candidato do <em>establishment <\/em>ligado ao uribismo (legado do pol\u00edtico \u00c1lvaro Uribe, ex-presidente nos anos de 2002 a 2010) foi para o 2\u00ba turno. Por si s\u00f3, o pleito j\u00e1 era hist\u00f3rico, antes mesmo da vit\u00f3ria de Gustavo Petro. O povo clamava por mudan\u00e7a, mesmo que Hern\u00e1ndez n\u00e3o fosse exatamente algu\u00e9m que tinha como objetivo romper com as estruturas do pa\u00eds, j\u00e1 que, a sociedade colombiana \u00e9 historicamente conservadora. Entretanto, Hern\u00e1ndez, entre os conservadores, era o menos tradicional, demonstrando uma inclina\u00e7\u00e3o do eleitorado por uma renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O que mudou?<\/h4>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o do perfil do candidato ideal pensado pela sociedade colombiana passa pelos fortes protestos que sacudiram o pa\u00eds em 2019 e em 2021 contra o governo de Iv\u00e1n Duque, um pol\u00edtico tradicional uribista. Em 2019, a insatisfa\u00e7\u00e3o, principalmente, com a lentid\u00e3o com que Duque estava levando a cabo o Acordo de Paz com as Farc, aliada a rumores de pol\u00edticas de austeridade e corrup\u00e7\u00e3o, levou pessoas a protestarem pacificamente e sofrerem violenta repress\u00e3o policial, o que gerou mais descontentamento e protestos cada vez mais massivos por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, por sua vez, a causa da revolta dos colombianos foi a proposi\u00e7\u00e3o de uma nova reforma tribut\u00e1ria que atingiria fortemente o bolso das classes m\u00e9dia e baixa, o que serviu como combust\u00edvel para a retomada dos fortes protestos de 2019. Para Jo\u00e3o Estevam dos Santos, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Anhembi Morumbi, estas mobiliza\u00e7\u00f5es \u201cn\u00e3o se deram apenas contra das reformas, mas tamb\u00e9m por uma mudan\u00e7a do panorama social da Col\u00f4mbia\u201d. Os manifestantes pediam por um alento e pela melhora da vida do trabalhador, segundo o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de todo o descontentamento com o governo de Iv\u00e1n Duque, \u00e9 importante lembrar que a Col\u00f4mbia tem s\u00e9rios problemas sociais de longa data. As recentes manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o um reflexo disso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Vamos aos dados:<\/h5>\n\n\n\n<ul class=\"has-gridlove-bg-color has-text-color has-background has-normal-font-size wp-block-list\" style=\"background:linear-gradient(135deg,rgb(6,147,227) 82%,rgb(155,81,224) 100%)\">\n<li>A Col\u00f4mbia \u00e9 o quarto pa\u00eds mais desigual da Am\u00e9rica Latina e Caribe, segundo dados do Banco Mundial com base no \u00edndice de Gini;<\/li>\n\n\n\n<li>39,3% da popula\u00e7\u00e3o colombiana vivem em pobreza, ou seja, com uma renda menor do que 89 d\u00f3lares por m\u00eas (480 reais) e n\u00e3o pode se alimentar adequadamente, ter moradia digna ou adquirir bens b\u00e1sicos;<\/li>\n\n\n\n<li>12,2% vivem em pobreza extrema, ou seja, com menos de 37 d\u00f3lares por m\u00eas. Na cota\u00e7\u00e3o atual, esse valor seria 200 reais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Com tanta desigualdade, \u00e9 de se esperar que alguns grupos sejam mais afetados do que outros:<\/h5>\n\n\n\n<ul class=\"has-gridlove-bg-color has-text-color has-background wp-block-list\" style=\"background:linear-gradient(135deg,rgb(6,147,227) 85%,rgb(155,81,224) 100%)\">\n<li>Uma mulher no pa\u00eds, por exemplo, tem 1,7 vezes mais chances de estar desempregada do que um homem;<\/li>\n\n\n\n<li>Um ind\u00edgena recebe, em m\u00e9dia, dois anos menos de escolaridade do que outros colombianos;<\/li>\n\n\n\n<li>Cidad\u00e3os pretos t\u00eam o dobro de possibilidades de viver em um bairro pobre, na compara\u00e7\u00e3o com brancos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m houve reflexos da pandemia: a infla\u00e7\u00e3o em 2018, quando Duque foi eleito, era de 3,2%. Hoje, ela alcan\u00e7a 9,1%; devido aos gastos com sa\u00fade, o governo de Iv\u00e1n Duque deixou um d\u00e9ficit para o Estado \u2014 o ex-presidente queria diminuir esse d\u00e9ficit, justamente, com a reforma tribut\u00e1ria proposta que foi recha\u00e7ada pela popula\u00e7\u00e3o nos protestos de 2021.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pobreza e rela\u00e7\u00e3o com o perfil do eleitorado<\/h4>\n\n\n\n<p>As elei\u00e7\u00f5es colombianas tamb\u00e9m foram uma forma de escancarar como diferen\u00e7as socioecon\u00f4micas de regi\u00f5es e departamentos influenciaram no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos mapas abaixo, foram cruzados os dados entre os candidatos eleitos e o \u00edndice de pobreza multidimensional em cada departamento. Na an\u00e1lise do professor da Universidade Anhembi Morumbi, Jo\u00e3o Estevam, houve um racha na Col\u00f4mbia, gerando uma sociedade polarizada. Ele tra\u00e7a um paralelo com a realidade das elei\u00e7\u00f5es brasileiras: \u201cRegi\u00f5es mais ricas votaram na direita, e as mais pobres votaram na esquerda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Elei\u00e7\u00e3o \u2014 Gustavo Petro x Rodolfo Hern\u00e1ndez<\/h4>\n\n\n\n<div class=\"container-wrapper-genially\" style=\"position: relative; min-height: 400px; max-width: 100%;\"><video class=\"loader-genially\" autoplay=\"autoplay\" loop=\"loop\" playsinline=\"playsInline\" muted=\"muted\" style=\"position: absolute;top: 45%;left: 50%;transform: translate(-50%, -50%);width: 80px;height: 80px;margin-bottom: 10%\"><source src=\"https:\/\/static.genial.ly\/resources\/panel-loader-low.mp4\" type=\"video\/mp4\">Your browser does not support the video tag.<\/video><div id=\"633c8ea042b6750019514e94\" class=\"genially-embed\" style=\"margin: 0px auto; position: relative; height: auto; width: 100%;\"><\/div><\/div><script>(function (d) { var js, id = \"genially-embed-js\", ref = d.getElementsByTagName(\"script\")[0]; if (d.getElementById(id)) { return; } js = d.createElement(\"script\"); js.id = id; js.async = true; js.src = \"https:\/\/view.genial.ly\/static\/embed\/embed.js\"; ref.parentNode.insertBefore(js, ref); }(document));<\/script>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u00cdndice de Pobreza Multidimensional \u2014 2021<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"854\" height=\"560\" sizes=\"auto, (max-width: 854px) 100vw, 854px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-11529\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia.png 854w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia-300x197.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia-768x504.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia-370x243.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia-270x177.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia-570x374.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia-740x485.png 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pobreza-multidimensional-colombia-150x98.png 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">O \u00cdndice de Pobreza Multidimensional \u00e9 medido pelo Departamento Administrativo Nacional de Estat\u00edstica da Col\u00f4mbia (DANE), \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico respons\u00e1vel pelo planejamento, levantamento, processamento, an\u00e1lise e difus\u00e3o das estat\u00edsticas oficiais da Col\u00f4mbia, e leva em conta fatores como educa\u00e7\u00e3o; condi\u00e7\u00f5es infanto-juvenis (como abandono escolar e trabalho infantil); desemprego e trabalho informal; acesso \u00e0 sa\u00fade; e condi\u00e7\u00f5es de moradia e acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/pre>\n\n\n\n<div class=\"container-wrapper-genially\" style=\"position: relative; min-height: 400px; max-width: 100%;\"><video class=\"loader-genially\" autoplay=\"autoplay\" loop=\"loop\" playsinline=\"playsInline\" muted=\"muted\" style=\"position: absolute;top: 45%;left: 50%;transform: translate(-50%, -50%);width: 80px;height: 80px;margin-bottom: 10%\"><source src=\"https:\/\/static.genial.ly\/resources\/panel-loader-low.mp4\" type=\"video\/mp4\">Your browser does not support the video tag.<\/video><div id=\"635991d4e143de00199b45eb\" class=\"genially-embed\" style=\"margin: 0px auto; position: relative; height: auto; width: 100%;\"><\/div><\/div><script>(function (d) { var js, id = \"genially-embed-js\", ref = d.getElementsByTagName(\"script\")[0]; if (d.getElementById(id)) { return; } js = d.createElement(\"script\"); js.id = id; js.async = true; js.src = \"https:\/\/view.genial.ly\/static\/embed\/embed.js\"; ref.parentNode.insertBefore(js, ref); }(document));<\/script>\n\n\n\n<p>De fato, ao se cruzarem os dados entre a pobreza e o perfil do eleitor, nota-se que departamentos cuja popula\u00e7\u00e3o tem a renda mais baixa tiveram tend\u00eancia a votar \u00e0 esquerda, enquanto os mais ricos votaram \u00e0 direita. Entretanto, n\u00e3o foi uma regra: Vichada, por exemplo, \u00e9 o departamento colombiano com maior \u00edndice de pobreza e deu 60% dos seus votos a Hern\u00e1ndez \u2014 o fator socioecon\u00f4mico n\u00e3o foi o \u00fanico levado em conta no momento de decidir por quem votar. No caso de Vichada, pode se entender a inclina\u00e7\u00e3o \u00e0 direita como uma resposta ao hist\u00f3rico violento do departamento no combate contra organiza\u00e7\u00f5es paramilitares \u2014 o passado de Petro como guerrilheiro pode ter sido uma das raz\u00f5es que afastaram os eleitores de votar na esquerda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jo\u00e3o Estevam dos Santos, a divis\u00e3o geogr\u00e1fica de votos tamb\u00e9m reflete como foi a divis\u00e3o do pa\u00eds no plebiscito sobre o Acordo de Paz de 2016: \u201cOs departamentos que foram mais afetados pela viol\u00eancia armada foram os que mais votaram a favor do acordo, enquanto os que menos sofreram (e s\u00e3o regi\u00f5es mais abastadas economicamente) foram contra o acordo e disseram \u2018n\u00e3o\u2019\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Plebiscito sobre o Acordo de Paz de 2016 com as Farc<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"472\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/colombia-farc.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-11528\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/colombia-farc.png 720w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/colombia-farc-300x197.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/colombia-farc-370x243.png 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/colombia-farc-270x177.png 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/colombia-farc-570x374.png 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/colombia-farc-150x98.png 150w\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Apenas os departamentos de Boyac\u00e1, Vichada, Guain\u00eda, Guaviare e Vaup\u00e9s foram a favor do Acordo de Paz e optaram, nas elei\u00e7\u00f5es de 2022, por Hern\u00e1ndez no confronto com Gustavo Petro \u2014 os departamentos restantes a favor do Acordo votaram pelo candidato de esquerda.<\/p>\n\n\n\n<p>As particularidades de cada pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul que levaram \u00e0 ascens\u00e3o da esquerda, como as da Col\u00f4mbia, que envolvem viol\u00eancia policial e conflitos armados, ou da Argentina, com uma infla\u00e7\u00e3o galopante, podem at\u00e9 conferirem maior incerteza em rela\u00e7\u00e3o a uma nova Onda Rosa como movimento homog\u00eaneo, por\u00e9m os tempos atuais d\u00e3o a garantia de que a Am\u00e9rica do Sul est\u00e1 vivendo uma instabilidade pol\u00edtica. Para Rita Louback, &#8220;\u00e9 importante ficar de olho nas mudan\u00e7as pol\u00edticas e geopol\u00edticas da regi\u00e3o, e \u00e9 sempre bom ter uma dose de realismo quando falamos da volta da esquerda na Am\u00e9rica do Sul. H\u00e1 potencial de transforma\u00e7\u00e3o social, mas n\u00e3o pode haver desilus\u00f5es, nem ser pego desprevenido&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Reportagem produzida para o Laborat\u00f3rio de Jornalismo Digital, no semestre 2022\/2 do curso de Jornalismo da PUC Minas - <em>campus <\/em>Cora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstico, sob a supervis\u00e3o das professoras Ver\u00f4nica Soares e Maiara Orlandini.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Movimento de elei\u00e7\u00f5es de l\u00edderes \u00e0 esquerda n\u00e3o \u00e9 homog\u00eaneo e traz 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