{"id":11261,"date":"2022-11-08T12:00:00","date_gmt":"2022-11-08T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=11261"},"modified":"2022-11-08T13:37:39","modified_gmt":"2022-11-08T16:37:39","slug":"como-o-rock-brasileiro-subverteu-a-origem-do-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/como-o-rock-brasileiro-subverteu-a-origem-do-genero\/","title":{"rendered":"Como o rock brasileiro subverteu a origem do g\u00eanero"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8220;O rock n\u00e3o \u00e9 um g\u00eanero pro negro, apesar de Jimi Hendrix&#8221;. A fala \u00e9 do cantor Seu Jorge, em entrevista \u00e0 revista <a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt\/article\/ywkg47\/seu-jorge-entrevista-cinema\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vice<\/a>, em 2015. Seu racioc\u00ednio era de que o rock n\u00e3o tinha chegado ao sub\u00farbio brasileiro: como homem negro, Seu Jorge tinha tido pouco contato com o g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa opini\u00e3o \u00e9 corroborada por quem acompanha a ind\u00fastria musical brasileira, e a m\u00eddia especializada. Em uma pesquisa r\u00e1pida pela internet, termos como \u201cmaiores bandas de rock nacional\u201d ou \u201cmelhores discos do rock brasileiro\u201d retornam dos mecanismos de busca com respostas que refor\u00e7am a hegemonia de bandas formadas por homens brancos e de origem privilegiada no topo das listas. Em aplicativos de m\u00fasica como <em>Spotify<\/em>, <em>Apple Music<\/em> e at\u00e9 mesmo o <em>YouTube<\/em>, essa hegemonia tamb\u00e9m \u00e9 percept\u00edvel: basta olhar as playlists de rock brasileiro constru\u00eddas pelas plataformas. Ainda que seja poss\u00edvel encontrar bandas com sonoridades diferentes e de \u00e9pocas diferentes, a diversidade de g\u00eanero, cor e regi\u00e3o \u00e9 pouca.<\/p>\n\n\n\n<p>Rubah, nome art\u00edstico de Edgard Leite de Oliveira, professor do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.ufv.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV)<\/a> e m\u00fasico, aponta uma rela\u00e7\u00e3o entre a cena do rock nacional e a perspectiva social hist\u00f3rica do pa\u00eds. \u201cA manifesta\u00e7\u00e3o do rock surge de uma forma muito espont\u00e2nea, s\u00f3 que essa espontaneidade se encontra com a cultura local. O Brasil vinha da tradi\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds escravocrata, de uma desigualdade de classe abissal, ent\u00e3o, a desigualdade social no pa\u00eds determinou, em certo ponto, o acesso ao que vinha de fora e o acesso aos bens culturais\u201d, disse. Nesta perspectiva, a posi\u00e7\u00e3o de Seu Jorge conversa com o quadro hist\u00f3rico do nosso pa\u00eds, mas Rubah complexifica o posicionamento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o seja um estilo para negro, \u00e9 um estilo que n\u00e3o favoreceu comercialmente o negro&#8221;.<\/p>\n<cite>Rubah<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-1024x1024.jpg\" alt=\"Cantor Rubah se encontra ao centro tocando guitarra ao lado de uma bateria. Duas faixas de luz vindas de cima de Rubah iluminam ele, uma em dire\u00e7\u00e3o a guitarra e outra em sua nuca.\" class=\"wp-image-11332\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-370x370.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-270x270.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-570x570.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1-96x96.jpg 96w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1.jpg 1080w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rubah tocando guitarra no clipe de sua m\u00fasica &#8220;Dinossauro&#8221; (Foto: Renata Milardi)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A origem do rock<\/h2>\n\n\n\n<p>Para entender as nuances por tr\u00e1s do pensamento de Seu Jorge e de Rubah, \u00e9 preciso voltar no tempo e lembrar como o rock surgiu e foi moldado at\u00e9 o presente. Embora a origem do g\u00eanero esteja diretamente associada a Elvis Presley, a sonoridade j\u00e1 existia antes do grande sucesso do <em>Rei do Rock<\/em>. A base do rock vem do blues e do R&amp;B (Rhythm and Blues, uma forma mais animada de tocar blues), principalmente da d\u00e9cadas de 1940.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo <em>rock<\/em> nasceu junto do universo do R&amp;B como forma de denominar um som animado e agitado que, mais para frente, ao se misturar com o blues, o jazz e o country, passa a se chamar <em>rock n\u2019 roll<\/em>. Com um som mais vibrante e ligado \u00e0 juventude negra que criticava a sociedade das d\u00e9cadas de 1940 e 1950, o g\u00eanero passou a sofrer muito preconceito, j\u00e1 que os Estados Unidos enfrentava um per\u00edodo de forte segrega\u00e7\u00e3o racial. Nomes como <strong>Sister Rosetta Tharpe, Ella Fitzgerald, Chuck Berry e Little Richard<\/strong>, por exemplo, foram muito influentes para a forma\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o do rock, mas que, por vezes, mal s\u00e3o lembrados como representantes do estilo, quando comparados a artistas brancos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 454px) 100vw, 454px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/sister-rosetta.jpg\" alt=\"Sister Rosetta Tharpe segura uma guitarra enquanto sorri. \u00c0 direita est\u00e1 escrito seu nome e em seguida a incri\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas &quot;by Graham Boatfield&quot;.\" class=\"wp-image-11276\" width=\"444\" height=\"587\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/sister-rosetta.jpg 454w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/sister-rosetta-227x300.jpg 227w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/sister-rosetta-370x489.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/sister-rosetta-270x357.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/sister-rosetta-150x198.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sister Rosetta Tharpe, considerada uma das precursoras do rock (Foto: Bradford Timeline \/ Flickr)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Foi nos anos 1950, justamente com os holofotes virados para Elvis com seu topete e o requebrado, que o rock tomou conta da Am\u00e9rica e come\u00e7ou a conquistar o mundo. Mas foi s\u00f3 na d\u00e9cada seguinte que os garotos de Liverpool transformaram a m\u00fasica para sempre. Considerados at\u00e9 hoje uma das maiores bandas de rock da hist\u00f3ria, os <strong>Beatles <\/strong>foram o maior fen\u00f4meno do g\u00eanero na m\u00fasica mundial e influenciaram artistas de diversas gera\u00e7\u00f5es e categorias musicais, inclusive no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Por aqui, o rock teve suas primeiras ra\u00edzes nos anos 1950 e, a partir da d\u00e9cada de 1960, o estilo come\u00e7ou a tomar a forma que conhecemos. A <strong>Jovem Guarda<\/strong> foi muito importante para a forma\u00e7\u00e3o da sonoridade, juntamente de artistas como <strong>Rita Lee e os Mutantes<\/strong>, al\u00e9m de <strong>Raul Seixas<\/strong>. Na d\u00e9cada seguinte, o rock brasileiro se firmou de vez e grupos como <strong>Made in Brazil e V\u00edmana<\/strong>, que tem <strong>Lulu Santos, Lob\u00e3o e Ritchie<\/strong> como ex-integrantes, estouraram pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rita-lee.jpg\" alt=\"Cantora Rita Lee com seus cabelos e roupas vermelhas, toca viol\u00e3o e canta em frente ao microfone com luzes coloridas ao fundo.\" class=\"wp-image-11289\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rita-lee.jpg 600w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rita-lee-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rita-lee-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rita-lee-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rita-lee-570x380.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rita-lee-150x100.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Apresenta\u00e7\u00e3o da cantora Rita Lee no Festival do Chocolate em 2011 (Foto: www.focka.com.br | Carol Mendon\u00e7a \/ Flickr)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Na segunda metade da d\u00e9cada de 1970 surgiram as correntes punk de Bras\u00edlia, formada pela classe m\u00e9dia, e a de S\u00e3o Paulo, que, ao contr\u00e1rio de todos os movimentos antecessores, foi formada pelos jovens do sub\u00farbio. A partir da\u00ed, nos anos 1980, o rock que dominou as diferentes m\u00eddias nasceu. Bandas como Tit\u00e3s, RPM, Legi\u00e3o Urbana, Os Paralamas do Sucesso e Ultraje a Rigor at\u00e9 hoje s\u00e3o lembrados e ocupam a maior parte dos espa\u00e7os relacionados ao g\u00eanero no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cFazer arte no Brasil \u00e9 classe m\u00e9dia\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cFazer arte no Brasil \u00e9 classe m\u00e9dia, porque voc\u00ea tem acesso a equipamentos e voc\u00ea tem um capital social para divulgar seu trabalho\u201d, comenta o m\u00fasico, produtor e apresentador Clemente Tadeu, um dos grandes nomes do rock nacional. Considerado um dos precursores do punk no pa\u00eds, atuou por tr\u00e1s de bandas como Restos de Nada, Condutores de Cad\u00e1ver e Inocentes, na qual atua como guitarrista e vocalista, al\u00e9m de dividir o tempo junto da banda Plebe Rude e sua carreira solo. Al\u00e9m disso, Clemente j\u00e1 participou de filmes, document\u00e1rios e at\u00e9 hoje integra programas de r\u00e1dio e TV. Na sua perspectiva, o rock nacional \u00e9, por princ\u00edpio e origem, classe m\u00e9dia, mas, por outro lado, foi o movimento punk, formado pela classe trabalhadora, que deu o pontap\u00e9 para o sucesso do \u201cBRock\u201d, denomina\u00e7\u00e3o dada pelo jornalista Arthur Dapieve em seu livro \u201cBRock &#8211; O rock brasileiro dos anos 80\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-1024x678.jpg\" alt=\"Clemente Tadeu est\u00e1 olhando para a c\u00e2mera enquanto aponta com o dedo para sua cabe\u00e7a. Ele usa \u00f3culos escuros enquanto expressa uma fei\u00e7\u00e3o raivosa.\" class=\"wp-image-11360\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-768x509.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-1536x1017.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-370x245.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-270x179.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-570x378.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-740x490.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento-150x99.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente-nascimento.jpg 1848w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Clemente Tadeu, vocalista e guitarrista das bandas Inocentes e Plebe Rude (Foto: Caru Le\u00e3o \/ @caru.leao)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Comercialmente, das capas de revista ao tempo na programa\u00e7\u00e3o das r\u00e1dios, as minorias na cena do rock nacional n\u00e3o tiveram tanto espa\u00e7o ao longo da hist\u00f3ria. \u201cToda empresa tem estigma comercial. Ela n\u00e3o est\u00e1 pensando em inclus\u00e3o, est\u00e1 pensando em pagar as contas no final do m\u00eas\u201d, aponta Clemente Tadeu. Por\u00e9m, ele refor\u00e7a que programas, como o \u201cFilhos da P\u00e1tria\u201d, apresentado por ele na r\u00e1dio Kiss FM e o \u201cMusikaos\u201d, em que foi diretor-art\u00edstico na TV Cultura, t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de trazer essas minorias, que circulam no underground, para o mainstream. \u201cN\u00f3s, os garimpeiros, somos os caras que abrem espa\u00e7o e possibilidades para apresentar para o grande p\u00fablico gente que, geralmente, ele n\u00e3o veria por a\u00ed\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura das r\u00e1dios e canais de TV comerciais e a forma como operam visando maximizar contratos e lucros, vendendo espa\u00e7os para publicidade e dando mais visibilidade para o que j\u00e1 \u00e9 \u201chit\u201d, acaba alimentando a hegemonia masculina branca. \u201cEssa inclus\u00e3o \u00e9 obtida a partir do momento que ela gera algum tipo de lucro. O mercado n\u00e3o \u00e9 assistente social, ele n\u00e3o tem essa fun\u00e7\u00e3o, a gravadora n\u00e3o \u00e9 assistente social. Voc\u00ea faz um investimento, voc\u00ea grava, voc\u00ea produz, investe cem mil reais nos caras e a\u00ed? Tem que voltar!\u201d, comenta Clemente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-1024x681.jpg\" alt=\"Clemente Tadeu est\u00e1 de joelhos em cima de um palco tocando guitarra. Na sua frente uma plateia cheia de pessoas se exaltam. Ao fundo Ronaldo Passos toca guitarra de p\u00e9.\" class=\"wp-image-11353\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-768x511.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-1536x1022.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-370x246.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-570x379.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-740x492.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1-150x100.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/clemente_nasc1.jpg 1936w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Clemente Tadeu tocando guitarra em show com a banda Inocentes (Foto: Caru Le\u00e3o \/ @caru.leao)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ele ainda explica, por exemplo, que a r\u00e1dio Kiss FM, que pertence a um grupo de comunica\u00e7\u00e3o privado, tem uma din\u00e2mica diferente de uma emissora p\u00fablica, como a TV Cultura. O programa \u201cFilhos da P\u00e1tria\u201d na Kiss, ainda que tenha espa\u00e7o para incluir artistas minorit\u00e1rios, depende de um retorno financeiro para continuar no ar, o que altera a forma como o programa \u00e9 pensado. J\u00e1 o \u201cMusikaos\u201d, que integrava a grade da TV Cultura no in\u00edcio dos anos 2000, tinha uma liberdade editorial maior, pois faz parte da natureza dessa emissora difundir arte e cultura sem ter o mesmo apelo comercial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">M\u00eddia X Representa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre os anos 1970 e 1990 as capas de revistas, cartazes de festivais e programas de TV eram estampados, em sua grande maioria, com as caras brancas e masculinas dos artistas da \u00e9poca. Ao buscar na internet imagens de revistas brasileiras de arte e cultura da \u00e9poca, como Bizz, Flashback e Pop, o retorno ser\u00e1 com uma predomin\u00e2ncia dessas caracter\u00edsticas. Outras publica\u00e7\u00f5es especializadas na cena do rock, como \u00e9 o caso da Rock Brigade, Metal Head e at\u00e9 mesmo a vers\u00e3o nacional da revista estadunidense Rolling Stone, n\u00e3o fugiam desse padr\u00e3o, e, al\u00e9m disso, davam mais destaque aos artistas estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"584\" data-id=\"11322\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-motley-crue.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11322\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-motley-crue.jpg 425w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-motley-crue-218x300.jpg 218w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-motley-crue-370x508.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-motley-crue-270x371.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-motley-crue-150x206.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capa da revista Metal da d\u00e9cada de 1980<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"564\" height=\"743\" data-id=\"11320\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-rpm.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11320\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-rpm.jpg 564w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-rpm-228x300.jpg 228w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-rpm-370x487.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-rpm-270x356.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-rpm-150x198.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capa da revista Bizz de mar\u00e7o de 1988<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"777\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 777px) 100vw, 777px\" data-id=\"11318\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-777x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11318\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-777x1024.jpg 777w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-228x300.jpg 228w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-768x1012.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-370x488.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-270x356.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-570x751.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-740x975.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas-150x198.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-titas.jpg 922w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capa da revista Bizz de dezembro de 1987<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"398\" height=\"535\" data-id=\"11313\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-aerosmith.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11313\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-aerosmith.jpg 398w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-aerosmith-223x300.jpg 223w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-aerosmith-370x497.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-aerosmith-270x363.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-aerosmith-150x202.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capa da revista Metal Head de 1998<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"574\" data-id=\"11324\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-guns.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11324\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-guns.jpg 425w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-guns-222x300.jpg 222w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-guns-370x500.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-guns-270x365.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-guns-150x203.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capa da revista Metal da d\u00e9cada de 1980<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"777\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 777px) 100vw, 777px\" data-id=\"11314\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-capital-777x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11314\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-capital-777x1024.jpg 777w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-capital-228x300.jpg 228w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-capital-768x1012.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-capital-370x488.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-capital-270x356.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/capa-capital-570x751.jpg 570w, 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Smith usa uma entrevista do cantor Bob Dylan para problematizar as quest\u00f5es raciais da m\u00fasica norte-americana. Baseando-se nesse artigo e em outros materiais, o jornalista Fred Di Giacomo contextualiza o mesmo tema na realidade musical brasileira, em <a href=\"https:\/\/medium.com\/@freddigiacomo\/o-rock-nos-fez-ter-vergonha-da-nossa-cultura-dos-nossos-cabelos-e-dos-nossos-sotaques-e-eu-b7b1a3d02708\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">texto<\/a> que tamb\u00e9m conta com uma experi\u00eancia pessoal. Fred defende a tese de que o rock brasileiro, principalmente aquele dos anos 1980, foi \u201cembranquecido\u201d. Para al\u00e9m da cr\u00edtica, ele mostra como esse estilo \u201crevolucion\u00e1rio\u201d, estava, na verdade, atrasado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-left is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNo Brasil, a partir dos anos 80, ele [o rock] ajudou a nos fazer ter vergonha da nossa cultura, dos nossos cabelos e dos nossos sotaques\u201d.<\/p>\n<cite>Fred Di Giacomo<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O trecho, escrito por Fred Di Giacomo em seu artigo, expressa uma vis\u00e3o de quem cresceu com a ideia de que o rock era um g\u00eanero complexo, moderno e de pessoas intelectuais. Hoje, ele percebe que essa cultura n\u00e3o conversava tanto com a diversidade do pa\u00eds e, em outro trecho, questiona: \u201cSe eu tivesse que escolher entre NXZero e C\u00e9u, Tihuana e Racionais ou Jorge Ben e Capital Inicial, nem preciso dizer de que lado ficaria, n\u00e9?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cEst\u00e1 no ar a MTV Brasil!\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p>A MTV Brasil, canal de televis\u00e3o aberto inaugurado em 1990, teve grande relev\u00e2ncia na absor\u00e7\u00e3o da pluralidade est\u00e9tica e sonora do pa\u00eds em sua programa\u00e7\u00e3o. Principalmente durante a d\u00e9cada de 1990, a MTV Brasil foi considerada uma refer\u00eancia para os jovens da \u00e9poca. O canal transmitia clipes do underground ao mainstream e dava espa\u00e7o para diferentes estilos musicais, como o RAP, que era fortemente marginalizado naquele momento. Al\u00e9m disso, a emissora valorizava artistas nacionais e foi um elemento importante para transformar a cena roqueira do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bnegao.jpg\" alt=\"Os membros da banda BNeg\u00e3o e Seletores de Frequ\u00eancia, Robson Riva \u00e0 esquerda, BNeg\u00e3o no centro e Pedro Selector \u00e0 esquerda posam para fotos em um fundo que carrega v\u00e1rias logos do VMB 2012\" class=\"wp-image-11302\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bnegao.jpg 600w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bnegao-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bnegao-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bnegao-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bnegao-570x380.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bnegao-150x100.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">BNeg\u00e3o (ao centro), membro da Planet Hemp, com sua outra banda Seletores de Frequ\u00eancia no VMB em 2012 (Foto: www.focka.com.br | Argosfoto \/ Divulga\u00e7\u00e3o \/ Flickr)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Muitas bandas s\u00f3 tiveram proje\u00e7\u00e3o nacional por causa da MTV Brasil, como a. Planet Hemp, idealizada por Skunk e Marcelo D2, dois jovens negros da periferia do Rio de Janeiro que misturavam a sonoridade do RAP e do rock com elementos do samba e da MPB. Os Raimundos, grupo de Bras\u00edlia que fazia rock pesado combinado com o bai\u00e3o nordestino, tamb\u00e9m ganharam espa\u00e7o no canal. Skank, banda mineira que juntou a pegada da m\u00fasica jamaicana com refer\u00eancias da m\u00fasica brasileira, formando um estilo \u00fanico, chegaram a gravar disco ao vivo em Ouro Preto no selo da MTV. E at\u00e9 mesmo a Na\u00e7\u00e3o Zumbi, banda de Recife liderada por Chico Science, aparecia nos TOP 10 de artistas mais tocados, consagrada como uma das respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do \u201cmanguebeat\u201d, movimento que uniu diversos g\u00eaneros como o rock, maracatu, m\u00fasica eletr\u00f4nica e RAP para denunciar as condi\u00e7\u00f5es de vida das pessoas do estado, a explora\u00e7\u00e3o dos manguezais e valorizar a cultura regional.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00fasico e historiador Rubah, comenta que, na sua percep\u00e7\u00e3o, o rock transitou pela MTV e ganhou profundidade. \u201cEla tinha programas de audit\u00f3rio, tinha bons jornalistas, ela tinha clipe, ela fazia show ao vivo. Isso fez com que o rock e outros estilos, como o maracatu, acendessem\u201d, disse. Rubah critica o formato da m\u00eddia atual, centrado nos players de streaming e nas plataformas de m\u00eddia social, que favorecem os \u201chits de um minuto\u201d, sustentados por uma frase de impacto: \u201cO rock n\u00e3o vai conseguir viver disso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1024x1024.jpg\" alt=\"No centro, Rubah abre os bra\u00e7os enquanto canta em frente ao microfone. Ao fundo h\u00e1 uma bateria iluminada por duas luzes superiores.\" class=\"wp-image-11328\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-370x370.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-270x270.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-570x570.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah-96x96.jpg 96w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rubah.jpg 1080w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rubah performando no clipe de sua m\u00fasica &#8220;Dinossauro&#8221; (Foto: Renata Milardi)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Projetos contra-hegem\u00f4nicos e independentes<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a for\u00e7a contempor\u00e2nea dos discursos inclusivos, principalmente mobilizados na internet, projetos independentes surgem para dar visibilidade a artistas contra-hegem\u00f4nicos do rock nacional. P\u00e1ginas de Instagram, blogs, canais no YouTube s\u00e3o exemplos de plataformas usadas para esse objetivo. O site <a href=\"https:\/\/rockfeminino.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rock Feminino<\/a> junta produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica e banco de dados com bandas brasileiras formadas por mulheres. Os perfis <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/afroheadbanger\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Afroheadbanger<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/pretonometal_coletivolivre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Preto no Metal<\/a> divulgam artistas, shows, festivais e movimentos do underground brasileiro pelo Instagram. Apesar desses exemplos, \u00e9 dif\u00edcil encontrar produtos midi\u00e1ticos, da televis\u00e3o \u00e0 r\u00e1dio e streaming, que estejam comprometidos com um pensamento de inclus\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade cultural do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Proje\u00e7\u00e3o e reconhecimento<\/h2>\n\n\n\n<p>Black Pantera \u00e9 uma banda mineira formada no ano de 2014, em Uberaba, pelos irm\u00e3os Charles da Gama (vocal e guitarra) e Chaene da Gama (baixo), junto do baterista Rodrigo \u201cPancho\u201d. Naquele ano, eles fizeram parte da programa\u00e7\u00e3o do Rock in Rio, dividindo o Palco Sunset com o trio de punk recifense Devotos. Ainda que a uni\u00e3o dessas bandas gere um impacto na m\u00eddia devido \u00e0 proje\u00e7\u00e3o do festival, existe uma discuss\u00e3o sobre sua visibilidade tempor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"799\" height=\"533\" sizes=\"auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene.jpg\" alt=\"Em filtro preto e branco, Chaene da Gama encara a c\u00e2mera enquanto toca seu baixo. Ao fundo, o p\u00fablico assiste enquanto grita e balan\u00e7a a cabe\u00e7a.\" class=\"wp-image-11309\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene.jpg 799w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene-570x380.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene-740x494.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/chaene-150x100.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Chaene da Gama em um show no Dexter PUB em Uberaba\/MG (Foto: \u00a92015 SETE SETE \/ Flickr)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Chaene da Gama, ativista e m\u00fasico baixista da Black Pantera, conta que, ainda que tenham esse destaque, o trabalho para se manter em evid\u00eancia \u00e9 dif\u00edcil. \u201cA estrutura racial \u00e9 t\u00e3o forte que a gente teve que ir na gringa tr\u00eas vezes para s\u00f3 ent\u00e3o come\u00e7ar a rodar mais no Brasil e ter um nome\u201d, conta. Logo no primeiro ano da banda, com apenas um \u00e1lbum lan\u00e7ado e tendo tocado apenas na regi\u00e3o de Uberaba, foram convidados para se apresentar no festival Afropunk em Paris. Pela falta de condi\u00e7\u00f5es financeiras, fizeram uma vaquinha online, que n\u00e3o alcan\u00e7ou a meta, mas, mesmo assim, conseguiram completar o valor das despesas do pr\u00f3prio bolso e viajaram para a Fran\u00e7a. A partir da\u00ed, foram mais dois shows internacionais para come\u00e7arem a ter visibilidade no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u201cestrutura racial\u201d, apontada por Chaene, est\u00e1 relacionada com a origem do rock no Brasil e no mundo, conforme j\u00e1 descrito no in\u00edcio da reportagem. Para o baixista, existe um projeto de apagamento da cultura negra. \u201cO que era do negro era ruim, era do dem\u00f4nio, n\u00e3o era bem visto. At\u00e9 que os brancos come\u00e7am a fazer o mesmo e a coisa vira, estoura\u201d, comentou. Pensando nessa perspectiva, a banda se diz \u201cnecess\u00e1ria\u201d para combater esse sistema que atinge diferentes camadas, da representa\u00e7\u00e3o social na m\u00fasica, at\u00e9 a representa\u00e7\u00e3o social na pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Chaene da Gama relata que a proje\u00e7\u00e3o da Black Pantera fez com que algumas pessoas voltassem a ouvir rock e a se sentirem acolhidas na cena. Segundo ele, alguns f\u00e3s chegam dizendo que pararam de ouvir rock pois n\u00e3o tinha ningu\u00e9m igual a eles, que eles n\u00e3o eram aceitos e que n\u00e3o se encontravam na cena mas que, agora, se sentem representados. \u201cMinha adolesc\u00eancia t\u00e1 aqui, porque voc\u00eas n\u00e3o apareceram vinte anos atr\u00e1s?\u201d, narra Chaene.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-1024x683.jpg\" alt=\"Banda Black Pantera em filtro preto em branco com uma mata em segundo plano. A banda \u00e9 composta por Rodrigo Pancho na esquerda, Charles Gama no centro e Chaene da Gama na direita.\" class=\"wp-image-11345\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-370x247.jpg 370w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-270x180.jpg 270w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-570x380.jpg 570w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/black-pantera-150x100.jpg 150w\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Banda Black Pantera formada por Rodrigo Pancho, \u00e0 esquerda, Charles Gama, ao centro, e Chaene da Gama, \u00e0 direita. (Foto: Fabio Fernandes SETE SETE)<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que um estilo considerado revolucion\u00e1rio tem pouca diversidade em um pa\u00eds t\u00e3o plural?<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":11354,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[1273,1271,1270,1269,1272],"class_list":["post-11261","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-black-pantera","tag-clemente-tadeu","tag-rock-brasil","tag-rock-nacional","tag-rubah"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Como o rock brasileiro subverteu a origem do g\u00eanero - Colab<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Por que um estilo considerado rebelde e 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