{"id":10462,"date":"2022-07-05T11:00:00","date_gmt":"2022-07-05T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/?p=10462"},"modified":"2022-07-05T19:50:32","modified_gmt":"2022-07-05T22:50:32","slug":"entrevista-yasmin-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/colab\/entrevista-yasmin-santos\/","title":{"rendered":"\u201cAs coisas que produzo s\u00e3o voltadas para entender o lugar de onde vim: a zona oeste, o Rio, essa cidade partida\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Aos 25 anos, a carioca Yasmin Santos j\u00e1 escreveu para o jornal Folha de S. Paulo, e as revistas QuatroCincoUm, GQ, Elle Brasil, participou da bancada do programa Roda Viva e foi editora do jornal Nexo. Quando ainda rec\u00e9m-formada, adaptou seu trabalho de conclus\u00e3o de curso, <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/letra-preta\/\"><em>Letra Preta<\/em> <\/a>(uma monografia escrita em primeira pessoa sobre \u201cos negros na imprensa braileira\u201d) para uma publica\u00e7\u00e3o amplamente repercutida da Revista Piau\u00ed, onde, at\u00e9 ent\u00e3o, estagiava.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um curr\u00edculo admir\u00e1vel e uma trajet\u00f3ria merecedora de reconhecimento, Yasmin lembra que tamb\u00e9m \u00e9 uma jovem jornalista em um mundo de constantes transforma\u00e7\u00f5es na profiss\u00e3o: \u201cEu tamb\u00e9m estou completamente perdida!\u201d. Em entrevista ao Colab, a rep\u00f3rter demonstrou ter for\u00e7a, leveza e o bom humor t\u00edpico de uma jovem do seu tempo, al\u00e9m de vasto repert\u00f3rio de trabalhos em temas como racismo, viol\u00eancia e direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><mark style=\"background-color:#e1aff0\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-6-color\">A entrevista de Yasmin Santos foi editada para fins de concis\u00e3o e clareza de sentido.&nbsp;<\/mark><\/em><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Voc\u00ea estudou na UFRJ e na Federal Rural do Rio de Janeiro, certo? Voc\u00ea pode falar um pouco sobre a sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica e profissional?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Eu entrei na Rural no primeiro semestre de 2015 e fiz um semestre e meio de jornalismo. Quando eu prestei SISU, minha primeira op\u00e7\u00e3o era UFRJ, eu n\u00e3o sabia nem que a Rural tinha jornalismo porque ela \u00e9 muito conhecida pelos seus cursos relacionados ao universo rural. Descobri no SISU que existia. Eu passei para l\u00e1 no primeiro semestre &#8211; e n\u00e3o passei na UFRJ &#8211; e foi uma experi\u00eancia muito diferente porque na Rural, apesar de ser uma faculdade muito antiga, com d\u00e9cadas de hist\u00f3ria, o curso de jornalismo \u00e9 recente.<\/p>\n\n\n\n<p>O curso tinha pouqu\u00edssimos professores, que ofertavam v\u00e1rias disciplinas. A gente n\u00e3o tinha laborat\u00f3rio de r\u00e1dio, nem de TV, ainda. A gente tinha s\u00f3 o pr\u00e9dio. Foi nessa t\u00e1tica de guerrilha que eu fui estudar na Rural, que \u00e9 muito diferente da UFRJ, em que o curso de comunica\u00e7\u00e3o tem mais de 50 anos, j\u00e1 est\u00e1 estabelecido, est\u00e1 na zona sul do Rio de Janeiro, pr\u00f3ximo dos principais ve\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu lia muito na internet \u00e9 que as universidades eram um ambiente elitista. Quando eu entro na Rural, a maioria das pessoas que estudavam comigo vinham da baixada fluminense, da regi\u00e3o metropolitana do Rio, da Zona Oeste, ent\u00e3o, eu estava muito pr\u00f3xima do ambiente que eu tive durante o ensino b\u00e1sico. Quando abre o SISU do meio do ano, eu n\u00e3o esperava passar, mas me inscrevi, por via das d\u00favidas. Quando eu passei para a UFRJ fiquei balan\u00e7ada e acabei indo. Ali eu tenho os meus primeiros confrontos com esse ambiente. Se na Rural a minha turma era majoritariamente de pessoas do sub\u00farbio, l\u00e1 [na UFRJ] a maioria dos meus colegas eram de escolas de elite da zona sul carioca.<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu lia muito na internet \u00e9 que as universidades eram um ambiente elitista. Quando eu entro na Rural, a maioria das pessoas que estudavam comigo vinham da baixada fluminense, da regi\u00e3o metropolitana do Rio, da Zona Oeste, ent\u00e3o, eu estava muito pr\u00f3xima do ambiente que eu tive durante o ensino b\u00e1sico. Quando abre o SISU do meio do ano, eu n\u00e3o esperava passar, mas me inscrevi, por via das d\u00favidas. Quando eu passei para a UFRJ fiquei balan\u00e7ada e acabei indo. Ali eu tenho os meus primeiros confrontos com esse ambiente. Se na Rural a minha turma era majoritariamente de pessoas do sub\u00farbio, l\u00e1 [na UFRJ] a maioria dos meus colegas eram de escolas de elite da zona sul carioca.<\/p>\n\n\n\n<p><mark style=\"background-color:#f1b27b\" class=\"has-inline-color\">A maioria das coisas que eu produzo s\u00e3o voltadas para entender esse lugar de onde eu vim: a zona oeste, o Rio, essa cidade partida. Para entender essas rela\u00e7\u00f5es, as quest\u00f5es \u00e9tnico-raciais tamb\u00e9m, para entender um pouco de viol\u00eancia policial, de direitos humanos.<\/mark> Acho que esse meu percurso \u00e9 central at\u00e9 mesmo para as coisas que eu produzo hoje profissionalmente.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00e3o faz tanto tempo que voc\u00ea entrou para a universidade e se formou, mas acredito que esse tenha sido um per\u00edodo intenso e importante de mudan\u00e7as no jornalismo. Lembrando da sua hist\u00f3ria acad\u00eamica, o que voc\u00ea acha que precisa ser atualizado para formar novos profissionais?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Acho que a gente tem muita defasagem. Estamos lidando com uma \u00e1rea de estudo que muda muito rapidamente. <mark style=\"background-color:#f1bc8d\" class=\"has-inline-color\">O jornalismo est\u00e1 entendendo como ele pode lucrar nesse meio, como ele pode informar melhor, como ele pode combater e fugir das fake news.<\/mark> Tudo acontece muito r\u00e1pido e o profissional fica muito perdido.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse problema reflete nas universidades e eu acho que os alunos, as pessoas que est\u00e3o na gradua\u00e7\u00e3o, s\u00e3o os mais criativos, os que mais percebem essas mudan\u00e7as e pressionam a academia nesse sentido, mas a gente tem essa dificuldade tamb\u00e9m no curr\u00edculo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s desigualdades sociais que estruturam o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na minha forma\u00e7\u00e3o, a gente n\u00e3o tinha uma disciplina fixa em que se discutisse quest\u00f5es \u00e9tnico-racias na sociedade. Busc\u00e1vamos essas eletivas em outros centros de estudos da pr\u00f3pria UFRJ. Em um momento da pandemia eu fui convidada a participar de uma <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3gaHd-6Jg_A\">aula<\/a> inaugural de uma disciplina sobre jornalismo e desigualdade, que estava come\u00e7ando, e a professora era uma mulher negra e trans! Eu fiquei muito surpresa porque eu sei como esse tipo de coisa demora, quando voc\u00ea quer criar outras coisas, outras disciplinas, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido assim.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Voc\u00ea se formou em 2019, mas j\u00e1 trabalhou para o Nexo, Folha de S. Paulo, The Intercept, Piau\u00ed, QuatroCincoUm, Trip e por a\u00ed vai. Como conquistar espa\u00e7o em um mercado que, apesar de t\u00e3o grande, por vezes parece t\u00e3o fechado?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Eu acho o mercado muito fechado, mas n\u00e3o vejo como t\u00e3o grande assim. Hoje existem muitos ve\u00edculos independentes, mas t\u00eam grandes conglomerados de comunica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 onde tem o maior n\u00famero de vagas para os jornalistas. Vejo colegas que estudaram comigo, que queriam ser jornalistas <em>\u201cstricto sensu\u201d <\/em>e que n\u00e3o foram para esse caminho por falta de oportunidade e porque o mercado muitas vezes n\u00e3o oferece planos de carreira fact\u00edveis. \u00c9 um mercado muito precarizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu trabalhei no Nexo e na Piau\u00ed, fiz est\u00e1gio em outros lugares em comunica\u00e7\u00e3o e isso \u00e9 muito louco porque<mark style=\"background-color:#f1b886\" class=\"has-inline-color\"> a minha pr\u00f3pria entrada nesse universo j\u00e1 mostra o qu\u00e3o fechado ele \u00e9<\/mark>. Embora eu n\u00e3o tenha parentes jornalistas, n\u00e3o tenha essa rede de contatos, eu fico pensando que a minha trajet\u00f3ria teria sido muito diferente se eu tivesse ficado na Rural, porque eu entro na Piau\u00ed atrav\u00e9s da indica\u00e7\u00e3o de uma professora [da UFRJ].<\/p>\n\n\n\n<p>Que bom que teve uma professora branca que olhou para mim e pensou \u201cnossa, essa menina escreve bem, acho que a vaga tem tudo a ver com ela!\u201d Na maioria das vezes n\u00e3o \u00e9 isso que acontece, na maioria das vezes professores brancos acabam indicando pessoas brancas, o fluxo \u00e9 esse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil, porque voc\u00ea acaba desperdi\u00e7ando muitos talentos e esse m\u00e9todo de sele\u00e7\u00e3o \u00e9 muito comum nas reda\u00e7\u00f5es. Processos seletivos s\u00e3o muito cansativos, gastam muito tempo, mas \u00e9 assim que voc\u00ea descobre talentos, se n\u00e3o, fica na mesma coisa. Eu fui uma exce\u00e7\u00e3o que conseguiu furar essa bolha. De forma alguma isso beneficia pessoas negras, LGBTs, mulheres, pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso pensar o que se olha em um curr\u00edculo de um candidato: talvez um interc\u00e2mbio seja a coisa mais importante? Quem \u00e9 que consegue fazer interc\u00e2mbio no Brasil hoje? N\u00e3o \u00e9 o fato de a pessoa ter feito interc\u00e2mbio, \u00e9 o que ela fez no interc\u00e2mbio, o que ela aprendeu. \u00c9 trazer isso e pensar \u201ct\u00e1, essa pessoa n\u00e3o fez interc\u00e2mbio, mas o que ela aprendeu no projeto social em que ela atua na comunidade dela?\u201d ou \u201co que ela fez de projetos dentro da universidade?\u201d. Perceber se consigo ver nela uma vontade de fazer jornalismo, um interesse pelas coisas. <mark style=\"background-color:#f1b886\" class=\"has-inline-color\">Talvez a gente n\u00e3o deva ter um olhar t\u00e3o partido da realidade.<\/mark> \u00c9 olhar e dizer \u201co que isso quer dizer dela?&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que a gente tem que olhar isso de forma mais atenta. D\u00e1 trabalho, demanda tempo, porque voc\u00ea tem que, verdadeiramente, ouvir as pessoas, mas \u00e9 a forma de voc\u00ea encontrar pessoas apaixonadas pelo que fazem, pessoas que est\u00e3o querendo mudar, trazer novos olhares para o mercado. \u00c9 a forma de reter talentos. Hoje, no jornalismo, a gente tem uma dificuldade muito grande de reter talentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que a escolha pelo freelance? [Depois de oito meses como editora no Nexo, Yasmin optou pelo trabalho como <em>freelancer<\/em>, ou seja, aut\u00f4noma]<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu estava brincando outro dia dizendo que fiz essa escolha &#8211; j\u00e1 faz um ano que eu sa\u00ed do Nexo &#8211; para ser meu ano sab\u00e1tico. Infelizmente meu ano sab\u00e1tico \u00e9 um ano de muito trabalho porque eu n\u00e3o tenho dinheiro para passar um ano fora, viajando e me encontrando.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um tempo que eu tirei para experimentar dentro do jornalismo, fazer outras coisas. \u00c9 um per\u00edodo que eu pensei \u201cnossa, sou muito nova, estou no in\u00edcio da minha carreira.\u201d <mark style=\"background-color:#f1b47f\" class=\"has-inline-color\">N\u00e3o acho que eu me encontrei ainda e eu acho que estou em um momento muito confort\u00e1vel para experimentar!<\/mark> Na \u00e9poca em que tomei a decis\u00e3o, eu estava na casa dos meus pais ainda. Claro que eu ajudava em casa, mas eu pensei: \u201cmesmo se eu n\u00e3o conseguir me sustentar com os <em>freelas<\/em>, eu ainda tenho um lugar para voltar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem dif\u00edcil porque os <em>freelas <\/em>geralmente surgem por meio de indica\u00e7\u00e3o, porque algu\u00e9m leu seu texto em algum lugar e estava a procura de algu\u00e9m para escrever algo parecido. \u00c9 muito arriscado, voc\u00ea vai construindo a sua carreira para ter mais oportunidades. \u00c0s vezes voc\u00ea tem que fazer v\u00e1rias coisas que voc\u00ea n\u00e3o gosta: como <em>freelancer<\/em>, j\u00e1 fiz v\u00e1rias coisas que n\u00e3o t\u00eam muito a ver comigo, mas, no fim das contas, a gente tamb\u00e9m precisa pagar as contas! Para poder fazer algo que gosto, \u00e0s vezes eu preciso fazer algo que n\u00e3o tem tanto a ver comigo, para que eu consiga balancear as contas no fim do m\u00eas!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Voc\u00ea escreve muito sobre literatura e, especialmente, sobre fic\u00e7\u00e3o, que tem perdido certo espa\u00e7o nas listas de mais vendidos para os livros de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, especialmente os de neg\u00f3cios e auto-ajuda, como mostra a lista dos mais vendidos de maio. Que espa\u00e7o cada um desses dois tipos de livro ocupa na sua vida? Por que a escolha, enquanto jornalista, de continuar escrevendo sobre literatura?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Isso come\u00e7ou sem nenhuma inten\u00e7\u00e3o! Eu come\u00e7o a publicar resenhas de uma forma aleat\u00f3ria: eu tinha ido para uma FLIP (a \u00fanica que eu fui na vida!) e l\u00e1 encontrei o editor da QuatroCincoUm. Ele falou que estavam querendo resenhar um livro, era o \u201cReformat\u00f3rio Nickel\u201d e que seria muito bacana se eu pudesse resenh\u00e1-lo. Eu nunca tinha resenhado nenhum livro profissionalmente! Ent\u00e3o, eu resenhei esse livro e come\u00e7ou assim! Depois que eu publiquei <em>Letra Preta<\/em> na Piau\u00ed, as pessoas come\u00e7aram a notar que eu tinha um olhar para quest\u00f5es raciais e pensar que isso tamb\u00e9m poderia ser interessante em livros de fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que at\u00e9 quando eu estou dentro da fic\u00e7\u00e3o &#8211; porque eu n\u00e3o sou uma pessoa da teoria liter\u00e1ria &#8211; <mark style=\"background-color:#f2ba89\" class=\"has-inline-color\">eu trago muito o olhar social, sobre o que aquilo diz sobre o Brasil,<\/mark> sobre o que a gente pode aprender como sociedade. Talvez seja tamb\u00e9m um olhar do jornalismo, j\u00e1 que eu atuo muito na realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed eu fui percebendo que gosto muito disso, sempre gostei de livros, sempre li muito. Depois, ao mesmo tempo que iam surgindo convites, com o tempo eu ia lendo e percebia que os livros que eu lia render\u00edam resenhas e eu oferecia para os ve\u00edculos. Como eu n\u00e3o tenho tantos contatos, a resenha que fiz para a Folha surgiu porque tinha muito a ver com Letra Preta: acho que eles pensaram em mim porque \u00e9 um livro [\u201cA outra garota negra\u201d] que se passa em uma editora ficcional nos Estados Unidos e s\u00f3 tem uma profissional negra, at\u00e9 que entra uma outra garota negra, ent\u00e3o tem essa coisa da falta de profissionais nesse ambiente, acho que eles ligaram isso com o meu texto. Acho que eles gostaram da resenha que eu escrevi, ent\u00e3o foram me dando espa\u00e7o. \u00c0s vezes eu sugiro uma coisa para eles, eles sugerem uma coisa para mim. A vida do <em>freelancer <\/em>\u00e9 meio isso, voc\u00ea vai criando rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Falando sobre livros, vi que isso foi algo que voc\u00ea escreveu a respeito da vinda da Chimamanda ao Brasil. Como foi cobrir esse evento, conversar com ela?<\/strong> [Em maio, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, veio ao Brasil para o LER &#8211; Festival do Leitor, evento organizado pelo Sal\u00e3o Carioca do Rio de Janeiro].<\/h5>\n\n\n\n<p>Esse dia foi uma loucura! A Companhia das Letras e um site em que eu escrevo sobre livros [Universa Uol] organizaram a coletiva. Fui convidada para estar l\u00e1 e fiquei surpresa porque \u00e9 muito dif\u00edcil conseguir ser credenciado para participar desses eventos como <em>freelancer <\/em>(a n\u00e3o ser que voc\u00ea tenha um nome muito grande).<\/p>\n\n\n\n<p>A Tha\u00eds Britto, que \u00e9 uma das assessoras da Companhia das Letras, teve a sensibilidade de pensar que tinha que ter mais pessoas negras, que tinha que ter mais ve\u00edculos independentes, freelancers. Ent\u00e3o, quando ela montou a lista de convidados, \u00e9 \u00f3bvio que ela convidou o G1, a Marie Claire, a Folha, mas tamb\u00e9m pensou em uma lista que abarcasse essas outras pessoas. Tamb\u00e9m a partir de uma demanda que \u00e9 muito da Chimamanda, porque quando ela veio ao Brasil pela primeira vez falou \u201cgente, mas cad\u00ea as pessoas negras?\u201d. \u00c9 claro, ela vem e fica em um hotel de luxo, vai em um restaurante de luxo, ent\u00e3o ela n\u00e3o v\u00ea essas pessoas, ela lida com essa desigualdade social no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A Tha\u00eds, que tamb\u00e9m \u00e9 uma jornalista negra, montou essa lista e, quando estava se aproximando o dia da coletiva, ela me convidou para um jantar com a Chimamanda. Eu s\u00f3 aceitei, n\u00e3o tive nem coragem de perguntar quem estaria l\u00e1, eu s\u00f3 descobri no dia! O jantar era logo depois da coletiva, ent\u00e3o, eu fui de carro junto com a Tha\u00eds e, no caminho, ela me fala: \u201cah, vai estar o L\u00e1zaro Ramos, a Maju Coutinho, o Zebrinha\u2026\u201d. Ela vai falando e eu fico assim \u201cmas n\u00e3o tem ningu\u00e9m do meu n\u00edvel, n\u00e3o?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi muito bacana, foi uma iniciativa da pr\u00f3pria Companhia de levar pessoas negras influentes &#8211; eu n\u00e3o sou t\u00e3o influente assim, mas me colocaram nesse balaio. Eu conversei com a Chimamanda, conversei pouco, fiquei nervosa &#8211; teve isso &#8211; mas foi muito bacana, para ela, tamb\u00e9m, esse contato. Tanto que depois desse jantar e da s\u00e9rie de entrevistas que deu, ela decidiu trocar um pouco do discurso que fez no LER [Festival do Leitor, promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, que aconteceu na primeira quinzena de maio]. Acho que ela teve outras impress\u00f5es do que ela queria falar sobre o Brasil, sabe?<\/p>\n\n\n\n<p>Fico pensando tamb\u00e9m o quanto estar com Chimamanda me alimenta e alimenta todos aqueles jovens jornalistas negros que estavam na coletiva, mas o quanto alimenta a ela tamb\u00e9m. Enfim, acho que \u00e9 por isso que eu tamb\u00e9m falo no final do texto que somos n\u00f3s, os jornalistas negros de ve\u00edculos independentes, que a Chimamanda est\u00e1 interessada em ouvir.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CdisSpQrTs9\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CdisSpQrTs9\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <div style=\" display: flex; flex-direction: row; 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font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div><\/div><div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div> <div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\"><div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div> <div style=\"background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div><\/div><div style=\"margin-left: 8px;\"> <div style=\" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div> <div style=\" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; 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font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CdisSpQrTs9\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por yasmin santos (@yasminsmp)<\/a><\/p><\/div><\/blockquote> <script async=\"\" src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sua p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o tem um tema muito parecido com uma palestra que assisti recentemente e gostei muito, que \u00e9 em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global. Acredito que ainda falta certa preocupa\u00e7\u00e3o do jornalismo nesses tr\u00eas aspectos. O que precisa melhorar e como fazer um jornalismo mais respons\u00e1vel nesse sentido?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de \u00c9tica da profiss\u00e3o fala que a gente tem que se guiar pela Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos. A gente tem que se opor \u00e0 opress\u00e3o, aos governos autorit\u00e1rios, e tudo aquilo que fere os direitos humanos, mas a gente n\u00e3o sabe o que \u00e9 isso, ou, pelo menos, a gente n\u00e3o tem uma disciplina que seja obrigat\u00f3ria para isso. \u00c9 um pouco disso que eu busco, porque depois que eu publico o <em>Letra Preta<\/em> eu acabo virando uma \u201crefer\u00eancia\u201d, bem entre aspas, nesse assunto, em que eu s\u00f3 tinha feito uma monografia e transformado essa monografia em um texto para a Piau\u00ed. A\u00ed voc\u00ea faz e percebe que a gente n\u00e3o tem todas as respostas!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi um monte de coisas, continuo aprendendo, mas ainda tem muitas dificuldades dentro do pr\u00f3prio mercado, muitas barreiras que a gente precisa enfrentar e, especificamente em rela\u00e7\u00e3o ao racismo, talvez tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao machismo, \u00e9 uma opress\u00e3o muito sofisticada, em que h\u00e1 um sistema de opress\u00e3o que vai mudando tamb\u00e9m ao longo do tempo. Ent\u00e3o, se voc\u00ea tinha um momento, anos atr\u00e1s, em que negros n\u00e3o poderiam falar sobre nada, eram completamente silenciados, hoje, a gente tem formas sofisticadas de silenciamento, em que <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-6-color\">a<\/mark><mark style=\"background-color:#f1b886\" class=\"has-inline-color has-gridlove-cat-6-color\"> gente permite que pessoas negras falem, mas que elas s\u00f3 falem sobre um tipo de coisa, dentro de um determinado assunto<\/mark>, e condena pessoas negras a falarem sobre a mesma coisa v\u00e1rias vezes, repetidamente, ficar agindo em c\u00edrculos, sabe? Rodando. Voc\u00ea vai fazer uma coisa, mas se voc\u00ea n\u00e3o se movimenta nesse sentido e a pessoa tem que ficar se repetindo o tempo todo, \u00e9 a mesma coisa que n\u00e3o deixar ela falar. Se essa era uma coisa que n\u00e3o existia antes, hoje existe.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um sistema de opress\u00e3o muito sofisticado, quando a gente pensa em pol\u00edticas de diversidade dentro das empresas, a gente tamb\u00e9m precisa ter esse olhar sofisticado para pensar nas formas de abertura de vagas, de como pensar na perman\u00eancia desse candidato dentro da empresa, no desenvolvimento desse profissional, e era isso que chamava muito a minha aten\u00e7\u00e3o, porque eu provocava muito em <em>Letra Preta<\/em> dizendo que as empresas tinham que fazer isso, que isso levava tempo e dinheiro, eu sabia disso, mas eu n\u00e3o tinha absolutamente a m\u00ednima ideia de como isso poderia ser implementado. Hoje, eu continuo com as minhas d\u00favidas, mas tenho uma no\u00e7\u00e3o maior de onde a gente pode partir, de onde est\u00e3o as feridas que a gente tem que cutucar, o que a gente pode mudar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pode deixar um recado para os estudantes de jornalismo que hoje est\u00e3o em forma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Gente, eu n\u00e3o sei o que dizer, eu tamb\u00e9m sou uma jovem jornalista! Eu tamb\u00e9m estou completamente perdida, como voc\u00eas. Eu acho que \u00e9 uma profiss\u00e3o muito dif\u00edcil, mas tem caminho, sabe? <mark style=\"background-color:#f1b885\" class=\"has-inline-color\">O que tem de mais precioso no jornalismo \u00e9 o olhar do rep\u00f3rter.<\/mark> Mesmo que voc\u00ea n\u00e3o esteja escrevendo, voc\u00ea pode estar fazendo outras coisas, mas o seu olhar, o seu lado humano, como voc\u00ea olha para uma determinada hist\u00f3ria e enxerga &#8211; porque a gente conta hist\u00f3rias individuais para falar de como aquela hist\u00f3ria tamb\u00e9m \u00e9 a hist\u00f3ria de muitas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu conto a minha hist\u00f3ria no <em>Letra Preta<\/em> porque aquela hist\u00f3ria \u00e9 muito parecida com a de outras pessoas, se aquela hist\u00f3ria fosse totalmente \u00fanica, n\u00e3o teria nada de jornalismo, seria s\u00f3 literatura. Assim como quando a gente l\u00ea fic\u00e7\u00e3o e a gente se deixa envolver pelos sentimentos, apenas. Mas n\u00e3o, o <em>Letra Preta<\/em> adquiriu toda aquela popularidade por causa da aproxima\u00e7\u00e3o que tem com as pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu diria \u00e9 para os jovens estudantes, em um mercado que fica tentando achatar a gente, colocar a gente em caixinhas, para a gente exercitar o nosso olhar, tentar ler de tudo o que \u00e9 poss\u00edvel, consumir diferentes formas de conte\u00fado: filmes de diferentes g\u00eaneros, podcasts. Voc\u00ea pode escrever muito bem, mas se voc\u00ea n\u00e3o tem um olhar sens\u00edvel, uma sensibilidade, o seu texto perde com isso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><a href=\"Leia: \u201c\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o de quem tem o privil\u00e9gio de empreender sobre um sonho deixar os relatos sobre o caminho\u201d - Tamara Klink\">Leia: \u201c\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o de quem tem o privil\u00e9gio de empreender sobre um sonho deixar os relatos sobre o caminho\u201d &#8211; Tamara Klink<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jornalista Yasmin Santos fala sobre carreira,  racismo, universidade e 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