24 de dezembro de 2025, véspera de Natal, eu estava empolgado com mais uma noite cheia de presentes e diversão. Este ano seria o primeiro Natal que eu não passaria na casa da minha tia Angela. Desde que a minha avó Olga faleceu, em maio de 2024, a festa de Natal não era realizada.
Fui com meu pai Álvaro e sua namorada Iolanda para a casa do sogro do filho dela, em Vicente Pires, no Distrito Federal. Antes, paramos em uma drogaria, onde meu pai foi comprar remédio, enquanto fiquei no carro conversando com a namorada dele. No caminho, erramos o condomínio e ficamos agarrados no portão quando achamos o certo, mas chegamos na casa.
Como era tudo novo para mim, fiquei inseguro e me sentei na mesa da área descoberta, sem querer sair do lugar. Estava acompanhando o trajeto do trenó do Papai Noel no site da Google e do NORAD Santa Tracker, quando percebi que a neta da Iolanda, Manuela, de 5 anos, estava ansiosa pela chegada do bom velhinho. No site do NORAD, o trenó vinha se aproximando de Brasília, meu pai chamou a criança para ver, mas ela estava olhando para cima e nada viu. Depois, fiz a menina acreditar que uma nuvem no céu era a fumaça do trenó do Papai Noel, mentindo, mas sem perder a magia. Aí teve amigo-secreto, agradecimentos e, por fim, a ceia. Fiquei de fora de tudo isso, pois não estava muito à vontade para participar. Mas o sorteio do bingo não quis evitar, pelo menos na segunda rodada.
Era tarde da noite, já estava cansado e meu celular estava com pouca bateria. Queria ir para casa e o pessoal ainda estava festejando. Meu pai recomendou que eu descansasse um pouco na sala. Apesar de tudo, era o momento que eu estava mais esperando. Enfim, peguei uma cartela e comecei a jogar, fiquei animado e aquele cansaço desapareceu. A cada número que saía eu ficava mais excitado, parecia que ia ter um desmaio. Ficava cantando os números que faltavam e, quando o locutor cantou “G-54”, gritei “Bingo!”! Vibrei e corri pela cozinha feito um louco que acabou de ganhar na loteria. Depois, o locutor foi conferir a cartela, daí descobri que não ganhei sozinho, meu pai também havia levado o prêmio. Mas e o prêmio? Um pano de prato, feito pela empregada da loja da Iolanda.
Após o sorteio, já estava reenergizado, mas com vontade de voltar para casa. Voltamos, ainda sem acreditar na vitória, porque foi a minha primeira vitória em um sorteio. Como estava bem tarde, fui abrir meus presentes só depois de acordar. Foi uma noite e tanto.
