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Projetos incentivam participação de jovens na política

Participantes do Parlamento Jovem no Plenário Presidente Juscelino Kubitschek - Palácio da Inconfidência - ALMG. Plenária final da edição de 2025 Foto: Daniel Protzner/ALMG

Brasileiros entre 18 e 20 anos representam menos de 1% das candidaturas para Câmaras Municipais nas eleições, conforme o TSE

Um estudo da União Interparlamentar, organização internacional dos parlamentos dos estados soberanos, revela que apenas 2,8% dos parlamentares ao redor do mundo têm menos de 30 anos. Essa porcentagem persiste desde 2023 e aponta a escassez dos jovens como representantes políticos. A pesquisa também aponta que, no ano de 2025, 37% das câmaras parlamentares não contavam com a presença de pessoas com menos de 30 anos de idade. Conforme o estudo, em quase 70% das câmaras, pessoas que já possuem idade suficiente para votar são consideradas novas demais para assumir um cargo. Diante desse cenário, iniciativas que visam estimular o envolvimento da juventude na política têm se ampliado e ganhado mais adesão.

No Brasil, estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, nas últimas eleições, em 2024, jovens entre 18 e 20 anos de idade representaram menos de 1% das candidaturas para cargos de vereador. Do total de 5,7 milhões de brasileiros com 18 e 19 anos contabilizados pelo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022, 4,2 milhões compareceram às urnas nas eleições de 2024, segundo o TSE. O mesmo levantamento indica que o eleitorado geral de 2024 contava com 75% de jovens nessa faixa etária.

Parlamento Jovem

Com o intuito de estimular a participação dessa parcela da sociedade, o Parlamento Jovem de Minas (PJ),  projeto também desenvolvido em outros estados brasileiros, surge como um programa de integração para estudantes do ensino médio e universitários. Em um ambiente parlamentar imersivo, tem o objetivo de estimular o reconhecimento dos deveres e direitos por parte dos jovens eleitores municipais e estaduais. 

Desde 2004, o projeto apresenta anualmente temas de relevância social e de interesse da juventude que são estudados, pesquisados e debatidos durante meses por alunos das redes privada e pública. Segundo as coordenadoras Luíza Diniz e Veruska Gontijo, a estrutura do programa é pensada para ser uma rede horizontal, no qual cada nível de coordenação tem sua autonomia, mas atua em conjunto. Elas explicam que o projeto se inicia nas Câmaras Municipais com as coordenações locais, e mobilizam escolas e alunos.

As coordenadoras explicam que o crescimento expressivo e a descentralização do PJ é uma das maiores complexidades. “Hoje, estamos com 193 câmaras municipais participando. Os dados de 2026 ainda não estão completamente fechados, mas já tem registrado mais de seis mil alunos”, comenta Luíza Diniz. Esse número representa um salto de mil alunos por ano em relação às edições anteriores. No entanto, revelam que a dificuldade de unir realidades muito distintas, torna o projeto mais diverso. “ Quando a gente cresce, essa diversidade só tende a aumentar, e se tornar mais variada”, reflete Veruska Gontijo.

Formada em gestão pública pela UFMG, Nathália Flor estudou o Parlamento Jovem e considera que o programa tem uma análise importante sobre a contribuição dos jovens no processo democrático, e ainda traz uma reflexão. “Te faz entender o que é uma Constituição, qual é o papel dos deputados, até mesmo o seu papel como cidadão dentro disso tudo né, você também tem voz ali”, afirma.

 Participantes do Parlamento Jovem no Plenário Presidente Juscelino Kubitschek – Palácio da Inconfidência – ALMG. Plenária final da edição de 2025
Foto: Daniel Protzner/ALMG

Como o Parlamento Jovem é desenvolvido

O projeto é desenvolvido em cinco etapas: preparação, implantação, municipal, regional e estadual. Ao longo da edição, após o tema ser definido,  os estudantes participam de oficinas de formação política e temática. Realizam diagnósticos sobre a realidade local, elaboram propostas legislativas e acompanham as plenárias municipais e regionais. Apenas os estudantes eleitos nas plenárias regionais representam seus municípios na Plenária Estadual, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Nessa etapa, até 150 alunos do ensino médio participam das atividades, conforme a distribuição de vagas estabelecida pelo regulamento do programa.

O objetivo final do processo é estimular a formação política e cidadã dos estudantes por meio de atividades que favorecem a compreensão da organização dos poderes públicos e da participação popular. Proporcionando a vivência democrática, incentivando o diálogo, o respeito às diferentes opiniões e o interesse dos jovens pelas questões sociopolíticas de seus municípios e do Estado.

 Papéis de votação das propostas, de cada subtema, debatidas no Plenário Presidente Juscelino Kubitschek – Palácio da Inconfidência – ALMG durante o encontro final do projeto Parlamento Jovem
Foto: Luiz Santana/ ALMG

Para participar, as instituições de ensino devem manifestar interesse junto à câmara municipal responsável pelo desenvolvimento do programa em cada cidade. A definição das escolas participantes e a seleção dos estudantes ficam sob responsabilidade das câmaras municipais, e cada escola possui autonomia para escolher seus representantes.

Mais de 100 projetos de lei surgiram do Parlamento Jovem

Desde a criação do programa, 119 projetos de lei aprovados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais tiveram origem em propostas elaboradas pelos participantes, demonstrando o impacto da iniciativa na construção de políticas públicas e no fortalecimento da participação dos jovens nos processos democráticos. Além disso, em 2025, três projetos de lei foram aprovados com origem nas discussões da edição anterior do Parlamento Jovem. 

A primeira edição do Parlamento Jovem, em 2004, originou algumas das primeiras Propostas de Ação Legislativas que se transformaram em Projetos de Lei. Com tema  “direitos sociais e coletivos”, o evento auxiliou na elaboração da lei que instituiu o sistema de cotas na Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). 

Os anexos sugeridos criaram o sistema de reserva de vagas para estudantes de baixa renda, com deficiência e indígenas e adicionaram um parágrafo único para explicitar que a reserva de vagas funciona como meio de viabilizar e facilitar o acesso às instituições. Ambas são consideradas iniciativas populares, ou seja, formuladas por um grupo e não por um indivíduo.

Na última edição do projeto, realizada em 2025, quatro propostas de ação legislativa foram aprovadas. Entre elas estão a inclusão da história e da cultura afro-brasileira e indígena no calendário escolar da rede estadual de educação; a criação de uma plataforma gratuita para fornecer mapeamento de iniciativas culturais dos municípios de Minas e a realização de um festival cultural regional anual com músicas, danças, comidas típicas e outras manifestações culturais populares nas macrorregiões mineiras.

O tema da edição deste ano é “inclusão de pessoas com deficiência e neuro divergência”, abordando os subtemas “capacitismo e violência”, “comunicação e acessibilidade” e “ambientes inclusivos”.

Exemplar da Constituição Federal de 1988 ao lado do material da Plenária Final do Parlamento Jovem de Minas 2025, evidenciando a relação entre participação cidadã e educação política, durante a plenária final do Parlamento Jovem de Minas 2025
Foto: Luiz Santana / ALMG

Atendendo a diversidade de Minas Gerais

Acompanhar essa expansão exige uma gestão mais qualificada. Veruska Gontijo explica que o grande paradigma atual é conciliar a qualidade do programa com a diversidade crescente. “Minas Gerais é um estado gigantesco. Possuímos 853 municípios. Hoje, com 25% do Estado participando aproximadamente, a gente já tem um desafio gigantesco de onde colocar essa grande gente, de recursos financeiros e como atender”, detalha a coordenadora.

A descentralização, no entanto, traz a complexidade de unir realidades muito distintas. “Eles não têm formas de operar iguais. Eles têm um modo de operar próximo, mas tem muita diversidade dentro de um mesmo polo. Quando a gente cresce, essa diversidade só tende a aumentar, a se tornar mais diversa”, reflete Veruska Gontijo.

Para além dos aspectos quantitativos e administrativos, a fala das coordenadoras aponta para um objetivo central da iniciativa: o protagonismo jovem. “A gente sempre faz questão de falar isso. Temos esse cuidado também de dar visibilidade aos jovens, de fazer esse protagonismo, porque isso é superimportante”, afirma Luíza Diniz. Ela reforça que, mais do que as propostas que viram lei, o que move o projeto é a transformação pessoal de cada participante. “Nós temos muitos relatos. Eu cuido um pouco do Instagram do PJ, e a gente soltou uma sequência de vídeos (…) É uma unanimidade. Todos falam que o PJ mudou a vida deles.”

De acordo com Júlia Estér de Paula, pesquisadora de pós-doutorado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), integrante do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública (EME) e pesquisadora do projeto Compartilha, iniciativas como essas, que proporcionam aos participantes a oportunidade de aprender, na prática, sobre o poder — muitas vezes desconhecido por eles —  ajudam no senso crítico da juventude, pois provoca a pensar, debater e entrar em um consenso que seja bom para todos. “O Parlamento Jovem, e o nosso projeto (Compartilha), não dão mastigadinhas para nós as informações, a gente não dá pra eles tudo que precisam saber, mas a gente dá o entendimento de que você precisa estar atento às informações que chegam até você”, aponta a pesquisadora. 

Alunos dentro do Plenário Presidente Juscelino Kubitschek no Palácio da Inconfidência, durante o plenário final do Parlamento Jovem de Minas 2025
Foto: Luiz Santana/ ALMG.

O que pensam os estudantes

O estudante de direito Felipe Pinheiro, 20 anos,  que já participou do PJ como aluno e agora atua como monitor, compartilha que o contato do projeto veio por um convite da diretoria da escola. Por conta de já ser uma pessoa engajada com organizações escolares, técnico do time de futebol e representante de turma, as diretoras reconheceram o destaque e fizeram a proposta para o jovem. “O apoio que eu tive da Dayane e da Dilma (diretoras) foi muito bom. Porque você dá um voto de confiança para um jovem, por mais que ele esteja no terceiro ano, a gente sabe que no ensino médio a gente brinca mais do que estuda”, relata.

Para Felipe, estar em um cargo de liderança muda a visão de como enxerga o projeto. O estudante afirma que a grande quantidade de municípios participantes mostra a grandeza do projeto, mas acaba deixando as coisas mais cansativas. “É uma equipe que está mandando mensagem para a gente todo dia perguntando como está, se precisa de auxílio. Tem reunião quase todas as semanas para a gente fazer alinhamento, para a gente alinhar ideias. Tem reunião também nossas, internas, entre o nosso polo, porque a gente divide em vários polos.” 

Mesmo com muita demanda, Felipe ressalta que o projeto cumpre bem o papel. “É muito organizado, é muito bem estruturado. A gente tem uma liberdade também de trabalhar com os nossos alunos.”

Como o PJ muda de tema a cada ano, a rotatividade de material didático acaba trazendo diversidade para quem participa. “A gente pega o material que recebe da Assembleia, que já tem um cronograma também, que a gente cumpre rigorosamente esse cronograma junto com os alunos” pontua Felipe. 

Ele destaca a liberdade que tem como monitor para poder repassar esse material, que é compartilhado em reuniões, oficinas e encontros. “Todos os encontros de oficina, quando a gente pratica uma atividade ou a gente tem um convidado aqui (…), que pode falar muito melhor do que a minha pessoa sobre a pessoa com deficiência e neurodivergência, que é o tema do Parlamento Jovem deste ano. O interessante também é que o Parlamento Jovem não fica só em um tema”, aponta.

Felipe aconselha outros jovens sobre o protagonismo na política: “Não espere ser convidado para mudar a sua realidade e a realidade dos outros. Se você quer fazer uma coisa, se você tem uma ideia boa, entra e faz”. 

Com confiança no futuro, ainda ressalta que a resiliência e a curiosidade são sentimentos que não podem deixar de lado. “Muita gente vai falar: não vai dar certo, não adianta você fazer isso, que não vai dar certo. Mas eu escutei esta frase de alguém esses dias: a juventude vence pela persistência. A gente vence pelo cansaço. Então é tentar, tentar, tentar, que uma hora a gente vai conseguir.”

Participantes durante o PJ no Plenário Presidente Juscelino Kubitschek no Palácio da Inconfidência
Foto: Daniel Protzner/ ALMG

Isabel Cristina, 19 anos, ex-participante do projeto, conta das experiências como aluna em 2023 e 2024, assim como é grata pela formação educacional e pessoal do projeto. Dentre os destaques da iniciativa, a estudante, que foi representante da cidade de Barbacena na etapa estadual de 2024, explica que as atividades proporcionam ter acesso a mais informações sobre o ambiente eleitoral e legislativo, auxiliando a criar um pensamento crítico e entender melhor como funciona a política, principalmente nos âmbitos municipal e estadual. 

“O que mais me motivou é como o PJ coloca os jovens como protagonistas do projeto, ou seja, tudo é feito e idealizado por nós, e contamos com o apoio de diversos profissionais capacitados que sempre se dispõem a tirar nossas dúvidas. Outro fator que nos inspira é a oportunidade de elaborar projetos e propostas que vão, de fato, auxiliar na melhoria da sociedade mineira no determinado tema em que estamos trabalhando”, relata Isabel Cristina.

Para além do parlamento

O Parlamento Jovem é uma importante porta de entrada para a educação política e democrática dos estudantes. No entanto, ele não é a única iniciativa voltada à formação cidadã. Em diferentes instituições e organizações, projetos semelhantes mostram que o incentivo à participação política pode começar antes do voto. É nessa perspectiva que surge o projeto Compartilha, desenvolvido por um grupo de pesquisadores de Minas Gerais.

  A iniciativa foi criada pelo Grupo de Pesquisa Em Mídia e Esfera Pública (EME) da UFMG, em parceria com o  Grupo de Pesquisa Comunicação, Política e Amazônia (Compoa) da Universidade Federal do Pará (UFPA), e atualmente conta com parceiros nacionais e internacionais, ampliando e aplicando suas metodologias em diferentes cidades do país e até mesmo no exterior.

O objetivo do projeto é investigar se as capacidades deliberativas, como argumentar, ouvir opiniões diferentes, respeitar diferentes pontos de vista e participar de discussões democráticas, podem ser ensinadas com atividades práticas no ambiente escolar. A pesquisa nasce da preocupação com os desafios atuais da democracia, como a polarização, a desinformação, o extremismo e o negacionismo.

O projeto parte da ideia de que a democracia apenas começa com o voto, mas se desenvolve por meio da participação política e de espaços de discussão. Segundo Julia, é desenvolvido por meio de oficinas realizadas nas escolas, conduzidas por uma equipe de pesquisadores. Durante os encontros, os estudantes participam de debates, jogos e outras dinâmicas que estimulam a reflexão, o diálogo e a construção coletiva de argumentos. As atividades acontecem em diferentes etapas seguindo metodologia padronizada, elaborada para desenvolver competências relacionadas à participação democrática. 

“A gente acredita que a nossa vida democrática depende dessas capacidades comunicativas do cotidiano. Então essa questão, de ouvir discordância  e reconhecer o outro como um parceiro igual de debate, ao invés de persuadir o outro ou ser entendido pelo outro” afirma Júlia Esther. 

O Compartilha realiza oficinas em escolas e universidades para verificar se habilidades como argumentação, escuta e respeito às diferentes opiniões podem ser ensinadas na prática. Além disso, envolvem os próprios estudantes na produção de materiais educativos e na participação de um jogo “Que perfil é esse?”, criado pelo projeto para estimular debates sobre temas controversos. Durante essa atividade, os participantes assumem diferentes perfis de comportamento e refletem sobre atitudes que favorecem ou dificultam uma discussão democrática.

  Atualmente, o Compartilha está em sua quarta fase, marcada pela expansão internacional da pesquisa. Após ser aplicada em escolas brasileiras, e com alunos do ensino médio, a metodologia passou a ser utilizada também em universidades de países como a Austrália. 

Oficina do projeto Compartilha em escola
Foto: Acervo do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública (EME) UFMG

Grêmios estudantis e grupo de jovens

Outros meios que podem ser usados para o protagonismo político juvenil são os grêmios estudantis e grupos de jovens que engajam na política, como o Revide, vinculado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Nos Grêmios, normalmente formados em escolas, os estudantes formam uma chapa, que, quando eleita, passa a representar os interesses deles junto à coordenação, direção e comunidade acadêmica, defendendo o que querem e acreditam ser bom para todos os alunos daquela instituição. Além de poderem promover eventos culturais e de lazer nos colégios, estimulando a organização e a necessidade de discutir ideias para alcançar consensos mínimos.

Já o Revide reúne estudantes secundaristas e de ensino superior em ações voltadas à mobilização política e à defesa dos direitos da juventude. A organização atua em pautas relacionadas à participação estudantil, aos movimentos sociais e à ampliação do protagonismo político dos jovens. Segundo o movimento, um dos desejos é incentivar a juventude a participar das discussões políticas e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

 Materiais recebidos pelos estudantes durante o Parlamento Jovem para realização das atividades
Foto: Luiz Santana/ ALMG

Nas universidades, outra possibilidade de participação é o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Nele, os universitários lutam por melhorias no ensino e em políticas de permanência estudantil, sendo assistidos pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que os representantes utilizam para manter a comunicação com a reitoria e cobrar melhorias. Além disso, também são responsáveis pela gestão de espaços de convivência, organização de festas e eventos universitários, além de instruírem quanto à emissão da carteira do estudante.

A importância da juventude na esfera democrática

Para muitos estudantes, a participação nesses movimentos é o primeiro contato com a ideia de esfera pública, o que pode determinar o envolvimento futuro em áreas políticas. O avanço de projetos que visam ao protagonismo jovem e à inclusão destes na esfera política, demonstra que, não só é possível aumentar o interesse pela área, como evidencia a importância de estimular o pensamento crítico e as capacidades deliberativas desde cedo.

Segundo a pesquisadora  Júlia  Ester, desenvolver esse senso crítico é essencial para que os cidadãos participem da democracia de forma consciente. Embora haja escassez de jovens na política formal, o incentivo ao debate e à construção de soluções coletivas, seja em ambientes escolares seja em outros locais, pode ser uma alternativa eficaz para assegurar cidadãos mais conscientes e comprometidos com a democracia. “Não é responsabilidade só de quem está acima, de quem está governando, lidar com isso. É uma responsabilidade individual nossa, enquanto cidadão, ir atrás dessas informações qualificadas”, conclui Júlia. 

Conteúdo produzido por Alice Giovana, Ana Elisa Fonseca, Izabela Mourthe, Otávio Abreu, Rafaela Tomáz, Rodrigo Azarias e Samara Estevam na disciplina Apuração, Redação e Entrevista, sob a supervisão da professora e jornalista Fernanda Sanglard.

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