{"id":5240,"date":"2023-05-09T12:00:42","date_gmt":"2023-05-09T15:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/?p=5240"},"modified":"2023-05-09T11:23:32","modified_gmt":"2023-05-09T14:23:32","slug":"otica-frouxa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/","title":{"rendered":"\u00d3tica frouxa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Let\u00edcia Santos G\u00f3is<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5241\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/lavra.png\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/lavra.png 960w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/lavra-300x169.png 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/lavra-768x432.png 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/lavra-460x260.png 460w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lavra (2021)<\/span><\/i><b>, <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">o document\u00e1rio de<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Lucas Bambozzi, ensaia uma novidade no que se refere \u00e0 forma de documentar os relatos e as viv\u00eancias de quem sofreu com os crimes cometidos pelas empresas de minera\u00e7\u00e3o Vale e Samarco. A abordagem do diretor de fato se destaca em rela\u00e7\u00e3o a alguns aspectos do que conhecemos e identificamos como linguagem documental. A escolha dos planos e dos movimentos de c\u00e2mera, que na maioria das vezes foram feitos em follow<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> shot<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, isto \u00e9, a c\u00e2mera seguindo a personagem no plano, deram um tom totalmente org\u00e2nico para a produ\u00e7\u00e3o. Esse tom intimista usado na linguagem audiovisual do filme vem da tentativa do realizador de retratar os sentimentos reais de maneira mais pr\u00f3xima e sentimental das personagens de seu filme. No que tange a sensibilidade do enredo sobre a naturaliza\u00e7\u00e3o da empresa no territ\u00f3rio mineiro e a consequ\u00eancia disso na vida das pessoas que vivem ali, o document\u00e1rio cumpre bem seu papel. O filme trata de maneira incisiva e sens\u00edvel a explora\u00e7\u00e3o ambiental e a depend\u00eancia econ\u00f4mica da cidade explorada pela mineradora. Por\u00e9m, o filme n\u00e3o se consuma em seu car\u00e1ter art\u00edstico e proposta inovadora de retirar as hist\u00f3rias vividas da perspectiva do real, ele na verdade n\u00e3o cumpre essa promessa de ser t\u00e3o diferente assim, uma vez que repete padr\u00f5es hier\u00e1rquicos entre documentarista e personagens entrevistados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O document\u00e1rio traz uma proposta de ficcionaliza\u00e7\u00e3o a respeito da trajet\u00f3ria de Camila, a personagem principal, que retorna para sua cidade natal, Governador Valadares, para se conectar com seus conterr\u00e2neos em situa\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-incidente. A proposta, de acordo com o diretor, n\u00e3o era fazer um filme den\u00fancia ou um filme panflet\u00e1rio, mas sim conectar com o filme a quest\u00e3o territorial e identit\u00e1ria das cidades e das pessoas que nela vivem. Demonstrar a rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre a identidade de um povo e a identidade territorial, a possibilidade de se reconhecer atrav\u00e9s do reconhecimento de seu lugar. At\u00e9 ai, tudo bem. Minha an\u00e1lise, no entanto, n\u00e3o \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao objetivo do realizador, mas sim \u00e0 forma de realizar. No que se refere ao g\u00eanero document\u00e1rio, me alarma a falta de cuidado com aqueles que se tornam objetos de pesquisa em detrimento de uma realiza\u00e7\u00e3o art\u00edstica quase pessoal. Os crimes ambientais que aconteceram nas cidades interioranas de Minas Gerais foram um fato hist\u00f3rico delicado e triste que o filme de Bambozzi n\u00e3o soube abordar nesse sentido. Trazer essa realidade para fic\u00e7\u00e3o foi uma a\u00e7\u00e3o que potencializou a conhecida hierarquia entre o cineasta e os personagens documentados. O filme perde sua sensibilidade quando encena a rela\u00e7\u00e3o da protagonista Camila com a cidade, isso sobressai entre todos os aspectos imag\u00e9ticos que apontavam para outra dire\u00e7\u00e3o. Para que as hist\u00f3rias fossem de fato tocantes, era preciso que houvesse uma genuinidade verdadeira e n\u00e3o uma t\u00e9cnica de atua\u00e7\u00e3o como foi utilizada, a chamada \u201cf\u00e9 c\u00eanica&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fato de Camila ser um \u00e1lter ego da roteirista do filme, Christiane Tassis, traz \u00e0 luz a explica\u00e7\u00e3o do porque ela n\u00e3o nos convence. A voz que narra e amarra toda a trama n\u00e3o carrega o sentimento daquela viv\u00eancia contada e se torna um dos principais aspectos respons\u00e1veis por distanciar o espectador. O filme parece um relato frio, distante pela \u00f3tica escolhida e centrado na experi\u00eancia pessoal tanto da personagem fict\u00edcia como da perspectiva do diretor. Aquilo que precisava tocar n\u00e3o \u00e9 atingido, os personagens reais viram recursos dram\u00e1ticos para a trajet\u00f3ria de Camila e para a arte de Lucas aparecerem. Uma vez que a motiva\u00e7\u00e3o do filme era de fato conectar a \u201cexperi\u00eancia\u201d de Camila, rec\u00e9m-chegada do exterior, \u00e0 sua identidade natal, territorial e das demais pessoas que tiveram suas condi\u00e7\u00f5es de vida ceifadas, \u00e9 estranho que se tente atingir esse objetivo atrav\u00e9s de algu\u00e9m que n\u00e3o fosse dona daquela verdade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes mesmo de ouvir Lucas falar sobre o filme, a realiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia dito muito por si s\u00f3, o que n\u00e3o significa que as explica\u00e7\u00f5es do realizador n\u00e3o tenham ajudado a completar a percep\u00e7\u00e3o a respeito de sua falha. O diretor conta em debate, ap\u00f3s exibi\u00e7\u00e3o do filme, sobre as escolhas e os recursos utilizados para realizar as situa\u00e7\u00f5es ficcionais vistas em tela, evidenciando que algo s\u00e9rio passou despercebido. A encena\u00e7\u00e3o das personagens em tela fica clara em todo momento da narrativa, elas come\u00e7am sutis provocando quase d\u00favidas no espectador a respeito da inten\u00e7\u00e3o da cena, mas com o passar do tempo se tornam repetitivas e inc\u00f4modas. Desde o in\u00edcio do filme a perspectiva a respeito da situa\u00e7\u00e3o \u00e9 distante e os recursos utilizados para a realiza\u00e7\u00e3o do recorte do filme potencializam essa lacuna. \u00c9 poss\u00edvel perceber que as personagens entrevistadas s\u00e3o moldadas para que ajam como se n\u00e3o estivessem, que as situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o forjadas em um tempo escolhido para ser o real. O movimento de c\u00e2mera ao acompanhar uma nova personagem que acaba de chegar \u201cinesperadamente\u201d \u00e9 brusco e respons\u00e1vel por tirar o espectador diversas vezes da imers\u00e3o dieg\u00e9tica. Tais aspectos formam uma narrativa dif\u00edcil de conectar o espectador \u00e0 hist\u00f3ria. \u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Lavra (2021), o document\u00e1rio de Lucas Bambozzi, ensaia uma novidade no que se refere \u00e0 forma de documentar os relatos e as viv\u00eancias de quem sofreu com os crimes cometidos pelas empresas de minera\u00e7\u00e3o Vale e Samarco. A abordagem do diretor de fato se destaca em rela\u00e7\u00e3o a alguns aspectos do que conhecemos e identificamos como linguagem documental. A escolha dos planos e dos movimentos de c\u00e2mera, que na maioria das vezes foram feitos em follow shot, isto \u00e9, a c\u00e2mera seguindo a personagem no plano, deram um tom totalmente org\u00e2nico para a produ\u00e7\u00e3o. Esse tom intimista usado na linguagem audiovisual do filme vem da tentativa do realizador de retratar os sentimentos reais de maneira mais pr\u00f3xima e sentimental das personagens de seu filme. No que tange a sensibilidade do enredo sobre a naturaliza\u00e7\u00e3o da empresa no territ\u00f3rio mineiro e a consequ\u00eancia disso na vida das pessoas que vivem ali, o document\u00e1rio cumpre bem seu papel. O filme trata de maneira incisiva e sens\u00edvel a explora\u00e7\u00e3o ambiental e a depend\u00eancia econ\u00f4mica da cidade explorada pela mineradora. Por\u00e9m, o filme n\u00e3o se consuma em seu car\u00e1ter art\u00edstico e proposta inovadora de retirar as hist\u00f3rias vividas da perspectiva do real, ele na verdade n\u00e3o cumpre essa promessa de ser t\u00e3o diferente assim, uma vez que repete padr\u00f5es hier\u00e1rquicos entre documentarista e personagens entrevistados.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":5241,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,4],"tags":[12,22,124,28,37,259],"class_list":["post-5240","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ccm","category-ensaios","tag-analise-cinematografica","tag-cinema","tag-critica","tag-critica-da-midia","tag-documentario","tag-lavra"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>\u00d3tica frouxa - Centro de Cr\u00edtica Da M\u00eddia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u00d3tica frouxa - Centro de Cr\u00edtica Da M\u00eddia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00a0Lavra (2021), o document\u00e1rio de Lucas Bambozzi, ensaia uma novidade no que se refere \u00e0 forma de documentar os relatos e as viv\u00eancias de quem sofreu com os crimes cometidos pelas empresas de minera\u00e7\u00e3o Vale e Samarco. 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A abordagem do diretor de fato se destaca em rela\u00e7\u00e3o a alguns aspectos do que conhecemos e identificamos como linguagem documental. A escolha dos planos e dos movimentos de c\u00e2mera, que na maioria das vezes foram feitos em follow shot, isto \u00e9, a c\u00e2mera seguindo a personagem no plano, deram um tom totalmente org\u00e2nico para a produ\u00e7\u00e3o. Esse tom intimista usado na linguagem audiovisual do filme vem da tentativa do realizador de retratar os sentimentos reais de maneira mais pr\u00f3xima e sentimental das personagens de seu filme. No que tange a sensibilidade do enredo sobre a naturaliza\u00e7\u00e3o da empresa no territ\u00f3rio mineiro e a consequ\u00eancia disso na vida das pessoas que vivem ali, o document\u00e1rio cumpre bem seu papel. O filme trata de maneira incisiva e sens\u00edvel a explora\u00e7\u00e3o ambiental e a depend\u00eancia econ\u00f4mica da cidade explorada pela mineradora. Por\u00e9m, o filme n\u00e3o se consuma em seu car\u00e1ter art\u00edstico e proposta inovadora de retirar as hist\u00f3rias vividas da perspectiva do real, ele na verdade n\u00e3o cumpre essa promessa de ser t\u00e3o diferente assim, uma vez que repete padr\u00f5es hier\u00e1rquicos entre documentarista e personagens entrevistados.","og_url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/","og_site_name":"Centro de Cr\u00edtica Da M\u00eddia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/ccmpucminas\/?ref=settings","article_published_time":"2023-05-09T15:00:42+00:00","og_image":[{"width":960,"height":540,"url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/lavra.png","type":"image\/png"}],"author":"Monitor","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@ccmpucminas","twitter_site":"@ccmpucminas","twitter_misc":{"Escrito por":"Monitor","Est. tempo de leitura":"5 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/"},"author":{"name":"Monitor","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/#\/schema\/person\/96a5785fe6222ab41614e6c7d6fd8c0e"},"headline":"\u00d3tica frouxa","datePublished":"2023-05-09T15:00:42+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/"},"wordCount":924,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/lavra.png","keywords":["an\u00e1lise cinematogr\u00e1fica","Cinema","Cr\u00edtica","Cr\u00edtica da M\u00eddia","Document\u00e1rio","Lavra"],"articleSection":["CCM","Ensaios"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/","url":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/otica-frouxa\/","name":"\u00d3tica frouxa - 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