{"id":3629,"date":"2021-07-06T14:08:26","date_gmt":"2021-07-06T17:08:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/?p=3629"},"modified":"2023-04-04T16:31:15","modified_gmt":"2023-04-04T19:31:15","slug":"a-cinematografica-terra-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/a-cinematografica-terra-do-brasil\/","title":{"rendered":"A Cinematogr\u00e1fica Terra do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"557\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Terra-do-Brasil-2-1024x557.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3630\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Terra-do-Brasil-2-1024x557.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Terra-do-Brasil-2-300x163.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Terra-do-Brasil-2-768x418.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Terra-do-Brasil-2-1536x835.jpg 1536w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Terra-do-Brasil-2.jpg 1898w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Fonte: D\u00e1rio Terini, 1952, <em>Revista da Semana<\/em> (alterada)<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por Beatriz Xavier e Sarah Cafiero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Desde os prim\u00f3rdios do cinema, existem mulheres interessadas em realizar filmes, mas, ainda hoje, toda vez que \u00e9 lan\u00e7ado um filme cujo n\u00famero de mulheres na equipe supera o de homens, a iniciativa \u00e9 aplaudida como novidade. O que pouco se comenta \u00e9 que esfor\u00e7os desse tipo v\u00eam sendo realizados h\u00e1 tempos, nem sempre com sucesso. Analisemos o caso da <em>Cinematogr\u00e1fica Terra do Brasil<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Distante de Hollywood, no Brasil de 1951, surgiu a referida companhia, criada por T\u00e2nia Sim\u00f5es e Jovita de Almeida. A equipe era composta pelas duas cineastas, que se revezavam nas fun\u00e7\u00f5es, dentro e fora do set de filmagem. Operavam nos est\u00fadios <em>\u00cdndios do Brasil<\/em>, produzindo document\u00e1rios de curta-metragem e jornais.&nbsp; <em>Estrada da Vida <\/em>seria o t\u00edtulo de sua primeira fic\u00e7\u00e3o de longa-metragem e \u00e9 claro que os jornais se interessaram pela proposta singular:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cO leitor deve imaginar qual n\u00e3o foi minha s\u00fcrpresa ao topar com aquela simp\u00e1tica loira \u2018mignon\u2019 manejando uma gigantesca filmadora de &#8217;35 mil\u00edmetros, ao som dos berros de outra jovem, que gesticulava para um par elegante sentado num dos cantos da \u2018boite\u2019. Mas elas pareciam estar \u00e0 vontade. Era como se uma estivesse manejando um frasco de perfume e a outra dando um gritinho \u00e0 porta de casa, para chamar o irm\u00e3o que jogava \u2018pelada\u2019 na rua.&nbsp;<\/p><p>\u2014 Corte, corte \u2014 bradou a gritadora, cujo nome \u00e9 Jovita de Almeida \u2014 A cena n\u00e3o est\u00e1 boa. Vamos repetir.<\/p><p>A moreninha que ia entregar a flor ao gal\u00e3, visivelmente cansada, reclamou: \u2018D\u00ea-me ent\u00e3o, outra flor, pois esta j\u00e1 murchou\u2026\u2019<\/p><p>Jovita gritou alguma coisa, que n\u00e3o compreendi, e os refletores voltaram a brilhar. \u2018A\u00e7\u00e3o!\u2019 \u2014 <em>f\u00eaz<\/em> ela, com energia masculina. E a c\u00e2mara rodou. Quando a cena terminou e os artistas, fatigados e suarentos, retiraram-se, fomos \u00e0 cata da hist\u00f3ria da \u00fanica companhia cinematogr\u00e1fica do mundo dirigida s\u00f3 por mulheres.\u201d <\/p><cite>(LUCCA, Domingos De, 1952, p. 4)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Essa \u00e9 a abertura da <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/pdf\/025909\/per025909_1952_00012.pdf\">reportagem<\/a> intitulada <em>Mulheres descobrem a 7\u00b0 arte<\/em>, da <em>Revista da Semana. <\/em>O sugestivo subt\u00edtulo afirma: \u201cSem homem, n\u00e3o h\u00e1 romance\u201d e, como era de se esperar, o restante do texto est\u00e1 carregado de coment\u00e1rios mis\u00f3ginos que dizem mais do imagin\u00e1rio da \u00e9poca e do autor do que do trabalho das cineastas em si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ent\u00e3o deixemos por ora a misoginia aberta sob o pano da d\u00e9cada (para retom\u00e1-la, mais tarde, naturalmente) e examinemos uma quest\u00e3o mais sutil: o t\u00edtulo <em>Mulheres descobrem a 7\u00b0 arte<\/em> sugere que essa arte nos era at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida. Ideias semelhantes aparecem tamb\u00e9m em outras mat\u00e9rias. <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/DocReader.aspx?bib=100439_09&amp;pesq=%22Tania%20simoes%22&amp;pasta=ano%20195&amp;pagfis=1826\"><em>O Fluminense <\/em>(RJ)<\/a> fala na \u201cprimeira pel\u00edcula brasileira a ser dirigida por uma mulher.\u201d (A.N. 1952, p. 1); j\u00e1 o <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/DocReader.aspx?bib=583138&amp;pesq=%22cinematografica%20terra%20do%20brasil%22&amp;pasta=ano%20195&amp;pagfis=17277\"><em>Jornal de Not\u00edcias <\/em>(SP)<\/a> vai mais al\u00e9m: \u201cT\u00e2nia Sim\u00f5es, a primeira cinegrafista do mundo, \u00e9 uma das diretoras da Companhia Cinematogr\u00e1fica \u2018Terra do Brasil\u2019.\u201d (JORNAL DE NOT\u00cdCIAS, 1951, p. 12).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sabemos bem que, mais de 20 anos antes, Cleo de Verberena dirigia <em>O mist\u00e9rio do domin\u00f3 preto<\/em> e que, ainda antes de T\u00e2nia, outras mulheres dirigiram filmes no Brasil. J\u00e1 sobre ser a primeira cinegrafista do mundo, parece ser puro sensacionalismo, j\u00e1 que \u00e9 dif\u00edcil crer que o autor da reportagem realmente acreditasse que em quase 60 anos de cinema nenhuma mulher houvesse desempenhado essa fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">E a quest\u00e3o que fica \u00e9: os leitores compraram a ideia? N\u00e3o temos dados para afirmar que sim ou que n\u00e3o, mas \u00e9 bem poss\u00edvel que tenham comprado. Talvez os mais atentos se lembrassem do sucesso de <em>O \u00c9brio, <\/em>dirigido por Gilda de Abreu apenas seis anos antes, mas dificilmente algu\u00e9m recordaria Cleo de Verberena. A hist\u00f3ria das mulheres no cinema brasileiro vem sendo desenterrada aos poucos, sendo a primeira pesquisa conhecida a esse respeito datada de 1982.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u00c9 n\u00edtido que por mais barulho e sensacionalismo que os jornais fa\u00e7am a respeito de produ\u00e7\u00f5es femininas, a nossas produ\u00e7\u00f5es no cinema s\u00e3o logo esquecidas, sempre apagadas em pouco tempo. Se hoje um filme \u00e9 realizado apenas (ou majoritariamente) por mulheres, a iniciativa \u00e9 tratada como inovadora, sem que sejam analisadas ou mesmo evocadas as tentativas anteriores, bem sucedidas ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sobre a misoginia da \u00e9poca, trazemos um trecho do jornal <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/DocReader.aspx?bib=116300&amp;Pesq=%22Cinematografica%20terra%20do%20brasil%22&amp;pagfis=102436\"><em>O Malho <\/em>(RJ)<\/a>, que nos mostra como era poss\u00edvel escrever de maneira respeitosa sobre o trabalho de duas mulheres, mesmo em 1952:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201c\u00c9 um filme luxuoso que se passa nesta capital, Rio de Janeiro e em uma fazenda. (&#8230;) A dire\u00e7\u00e3o geral est\u00e1 a cargo de T\u00e2nia Sim\u00f5es, que tamb\u00e9m \u00e9 cineasta, e tamb\u00e9m o c\u00e9rebro pensante de <em>t\u00f4da<\/em> a Companhia, \u00e9 a <em>unica <\/em>no mundo que ao mesmo tempo exerce as fun\u00e7\u00f5es de Diretora Geral Decupagem Revela\u00e7\u00e3o, Roteiros etc., etc. Faz tamb\u00e9m toda a filmagem. Uma das finalidades da empresa \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma Escola de Aperfei\u00e7oamento, tendo em complemento tudo quanto diga respeito \u00e0 arte cinematogr\u00e1fica e sua t\u00e9cnica geral. Ser\u00e1 essa escola inteiramente <em>gratu\u00edta<\/em> oferecendo assim oportunidade a todos que desejarem ingressar no Cinema, Teatro, R\u00e1dio, etc.\u201d <\/p><cite>(O MALHO, 1952, p. 27)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O empreendimento da <em>Terra do Brasil <\/em>n\u00e3o deu certo: o filme nunca foi lan\u00e7ado e nem mesmo finalizado. Nos jornais da \u00e9poca, que tanto apontavam a ousadia do excepcional projeto, nada se l\u00ea a respeito. Nos resta apenas imaginar os motivos do fim da companhia. T\u00e2nia e Jovita criaram ent\u00e3o uma companhia de teatro, que n\u00e3o tardou a ruir tamb\u00e9m, sob diversas acusa\u00e7\u00f5es de golpes e crimes (cometidos pelas duas) que n\u00e3o s\u00e3o detalhados pela imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">As buscas por informa\u00e7\u00f5es sobre a companhia se tornou surpreendente. No decorrer do processo, a quantidade de pseud\u00f4nimos e nomes art\u00edsticos que as cineastas utilizaram levaram a uma pesquisa mais aprofundada e a descoberta foi sem sombra de d\u00favidas peculiar: o nome de ambas n\u00e3o est\u00e1 registrado apenas em recortes de jornais, mas em um processo no ano de 1963 no Di\u00e1rio Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo acusadas de golpes e condenadas com o seguinte coment\u00e1rio: \u201cEm Dirza Sim\u00f5es Diniz e Jovita de Almeida Drager ambas s\u00e3o prim\u00e1rias, mas os autos d\u00e3o not\u00edcia de que gozam de p\u00e9ssima reputa\u00e7\u00e3o assim, considerando as circunst\u00e2ncias em que se deu o crime e a personalidade das r\u00e9s.\u201d&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Outro mist\u00e9rio a respeito da companhia e do filme s\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es no site da Cinemateca Brasileira. A diretora e o ano conferem com o que se escrevia nos jornais da \u00e9poca. O fato de que o filme n\u00e3o foi finalizado tamb\u00e9m \u00e9 informado. O que causa estranhamento s\u00e3o os nomes masculinos em cargos como dire\u00e7\u00e3o de fotografia e montagem e a aus\u00eancia de qualquer men\u00e7\u00e3o ao nome Jovita de Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">As lacunas na hist\u00f3ria ainda s\u00e3o muitas e, pelo menos a n\u00f3s, estimulam a curiosidade. A vontade de contar essa hist\u00f3ria. \u00c9 fato que de quando em quando os jornais fazem barulho por um ou outro filme de equipe feminina. Mas em pouco tempo, isso parece ser esquecido, enquanto a grande leva de filmes quase inteiramente masculinos em equipe e protagonismo permanece inquestionada.<\/p>\n\n\n\n<p>As alunas s\u00e3o graduandas do 7\u00b0per\u00edodo de Cinema e Audiovisual pela PUC Minas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Beatriz Xavier e Sarah Cafiero. 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