{"id":3304,"date":"2021-03-04T17:41:44","date_gmt":"2021-03-04T20:41:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/?p=3304"},"modified":"2023-04-04T16:31:23","modified_gmt":"2023-04-04T19:31:23","slug":"a-jornada-intermidiatica-de-kbela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/a-jornada-intermidiatica-de-kbela\/","title":{"rendered":"A jornada intermidi\u00e1tica de Kbela"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/kbela.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3305\" width=\"620\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/kbela.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/kbela-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption>Cena do curta de Yasmin Thayn\u00e1 &#8211;  Yamin Thayn\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Por Clara Pellegrini.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Kbela <\/em>(Yasmin Thayn\u00e1, 2015) \u00e9 um filme sensorial. Muito mais do que uma constru\u00e7\u00e3o narrativa, o curta-metragem se oferece como uma experi\u00eancia, sobretudo \u00e0s mulheres negras &#8211; \u00e9, afinal, feito por, sobre e para elas. \u00c9 um filme sentimental, afetivo; um lugar de identifica\u00e7\u00e3o e pertencimento, uma ode \u00e0 feminilidade negra. \u00c9 uma obra intrinsecamente intermidi\u00e1tica. Mas antes de qualquer coisa, <em>Kbela <\/em>\u00e9 uma viv\u00eancia coletiva, um filme-jornada &#8211; intra e extra diegeticamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">O percurso come\u00e7a extradieg\u00e9tico: o curta de Thayn\u00e1 nasce muito antes de se tornar filme. Em 2012, a diretora e roteirista escreve o conto <em>Mc KBELA<\/em>, publicado na colet\u00e2nea Flupp Pensa \u2013 \u00e9 essa a g\u00eanese do projeto. Ainda nesse ano, Yasmin tenta transpor seu texto em filme, mas a iniciativa n\u00e3o chega a se concretizar. No ano seguinte, <em>Mc KBELA<\/em> \u00e9 adaptado para uma cena curta de teatro pela atriz Veruska Delfino e pelo diretor Anderson Barnab\u00e9 \u2013 o resultado \u00e9 apresentado no <a href=\"http:\/\/www.festivalhometheatre.com.br\/?p=1537\"><em>Home Theatre \u2013 Festival Internacional de Cenas em Casa<\/em><\/a><em>.<\/em> A partir da\u00ed, o projeto ganha novo f\u00f4lego e, em 2015, Yasmin Thayn\u00e1 grava o filme com a participa\u00e7\u00e3o de cerca de 60 pessoas \u2013 a experi\u00eancia coletiva de <em>Kbela <\/em>se espelha dentro e fora da diegese. Sempre posta, a coletividade se anuncia j\u00e1 na primeira imagem do curta: um letreiro que informa que a obra foi realizada atrav\u00e9s de um financiamento coletivo apoiado por 117 pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Para al\u00e9m da g\u00eanese <em>mixmidia <\/em>(que reverbera no resultado final, uma esp\u00e9cie de transmidialidade) <em>Kbela <\/em>estabelece tamb\u00e9m outros di\u00e1logos, inter e intramidi\u00e1ticos. O curta mescla em si cinema e performance: n\u00e3o \u00e9 uma narrativa cl\u00e1ssica, mas sim um agrupamento de encena\u00e7\u00f5es que, juntas, narram a experi\u00eancia que Thayn\u00e1 nos prop\u00f5e. A rela\u00e7\u00e3o com a performance \u00e9 assumida tamb\u00e9m nas refer\u00eancias do filme <em>Bombril<\/em>, de Priscila Rezende, que inspira a sequ\u00eancia em que uma mulher negra, olhando para a c\u00e2mera, procede a molhar seus cabelos, sujar-lhes de sab\u00e3o e com eles, esfregar uma panela. Nos cr\u00e9ditos, s\u00e3o explicitadas tamb\u00e9m como refer\u00eancias a pe\u00e7a <em>Not I<\/em>, de Samuel Beckett, e o filme <em>Alma no Olho <\/em>(1973), de Z\u00f3zimo Bulbul. O mon\u00f3logo de Beckett, escrito em 1972, foi performado pela atriz Billie Whitelaw no ano seguinte; as imagens consistem em uma boca descorporalizada que flutua em meio ao breu proferindo palavras sussurradas, agoniadas, em um ritmo acelerado, incans\u00e1vel, perturbador. Por sua vez, o filme de Bulbul \u00e9 tamb\u00e9m, em algum grau, performance: um homem negro, sozinho em um fundo branco, que encena para a c\u00e2mera um reflexo de si mesmo e de sua experiencia de negritude. \u00c9 um curta-metragem fundamental, fundante, de certa forma, do cinema negro brasileiro. Dessas obras, <em>Kbela <\/em>toma f\u00f4lego e for\u00e7a para construir essa jornada (aqui, a intradieg\u00e9tica) de autodescoberta (ou <em>redescoberta<\/em>, a partir da supress\u00e3o de influ\u00eancias externas que oprimem) e aceita\u00e7\u00e3o, de constru\u00e7\u00e3o coletiva, de identidade, cultura, cren\u00e7as, corpos e viv\u00eancias negras compartilhadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">O curta transmidi\u00e1tico de Yasmin Thayn\u00e1 parte do desconforto que atravessa a experi\u00eancia da negritude, particularmente feminina, em algum n\u00edvel. As primeiras cenas s\u00e3o cheias de tens\u00e3o, agonia, peso. Sentimos nas imagens a representa\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia racial, da press\u00e3o est\u00e9tica exercida sobre os corpos negros, da ang\u00fastia que acompanha a sensa\u00e7\u00e3o constante de fugir \u00e0 \u201cnorma\u201d. Muito dessa opress\u00e3o se alicer\u00e7a justamente no cabelo \u2013a quest\u00e3o se anuncia j\u00e1 no trocadilho que \u00e9 t\u00edtulo do filme. O ritmo fren\u00e9tico, agressivo e urgente da trilha sonora d\u00e1 profundidade ao desconforto e tens\u00e3o que existem na tela: as bocas sem rosto \u00e0 la Beckett que proferem inj\u00farias raciais &#8211; ofensas que, em sua maioria, se dirigem justamente aos cabelos crespos &#8211; s\u00e3o intercaladas \u00e0 imagem de duas mulheres (embora n\u00e3o pare\u00e7am tanto mulheres, humanas, completas &#8211; de uma s\u00f3 vemos o corpo, sem cabe\u00e7a; da outra apenas a cabe\u00e7a, sem corpo ou express\u00e3o, qualquer rea\u00e7\u00e3o sufocada pela apatia); a mulher-corpo passa vigorosamente no cabelo da mulher-cabe\u00e7a uma infinidade de produtos, no que parece uma tentativa de domar, controlar, estragar aquele cabelo. Vemos uma mulher negra que chora, outra que, sentada no fim de um corredor vazio, esconde a cabe\u00e7a em uma sacola &#8211; um retrato angustiante e angustiado &#8211; e mais uma que esconde o corpo em um saco preto e tenta desesperadamente sair dele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">A sequ\u00eancia termina em um plano longo de uma mulher que, encarando a c\u00e2mera, pinta-se de branco. \u00c0 medida em que a cena corre, percebemos que ela, na verdade, n\u00e3o est\u00e1 se pintando de branco: a filmagem \u00e9 posta em reverso, e o que vemos \u00e9 essa mulher negra justamente <em>despintando-se<\/em> de branco, como se despindo-se da branquitude que lhe \u00e9 confrontada como norma, da qual partem todas as cobran\u00e7as est\u00e9ticas e todas as inj\u00farias raciais. A partir da\u00ed, o filme ganha outros contornos; gradativamente, muda-se o tom. Vemos mulheres negras junto de outras mulheres negras (cis e transsexuais), com a coletividade posta como caminho nessa jornada. O auto-cuidado e a auto-aceita\u00e7\u00e3o v\u00eam tamb\u00e9m com a experi\u00eancia conjunta de comunidade e ancestralidade. A sequ\u00eancia mais longa do filme mostra duas mulheres que, embora em situa\u00e7\u00e3o semelhante, s\u00e3o radicalmente diferentes das duas primeiras: uma delas penteia e corta o cabelo da outra, dessa vez com cuidado, afeto, respeito. Elas cantam juntas a <em>Prece de pescador<\/em>, de Mariene de Castro; riem juntas, conectam-se enquanto mulheres pretas que compartilham cren\u00e7as e viv\u00eancias; fortalecem-se. Uma delas se olha no espelho e sorri; logo depois, a c\u00e2mera vira seu espelho e ela tamb\u00e9m lhe sorri, feliz consigo mesma \u2013 a jornada que o filme delineia chegando ao outro lado da trilha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">O percurso de <em>Kbela<\/em> (esse, extradieg\u00e9tico), para al\u00e9m das dificuldades durante a feitura, tem ainda outro desdobramento marcante: apesar das tentativas de inscri\u00e7\u00e3o em circuitos, o filme \u00e9 ignorado\/recusado por todos os grandes festivais brasileiros. O racismo confrontado dentro da narrativa \u00e9 o mesmo que explica o apagamento sofrido pela obra nesses espa\u00e7os. Surpreendentemente, \u00e9 o <em>Festival Internacional de Cinema de Roterd\u00e3<\/em> que resgata o curta-metragem de Thayn\u00e1: Tessa Boerman, curadora do festival e criadora das sess\u00f5es <em>Black Rebels <\/em>e <em>Pan African Cinema Today,<\/em> descobre o filme na internet durante suas pesquisas; convida, ent\u00e3o, Yasmin e seu curta para participarem do programa <em>Black Rebels <\/em>em 2017. A presen\u00e7a de <em>Kbela<\/em> em Roterd\u00e3 leva consigo o <em>Alma no Olho<\/em> de Bulbul \u2013 e os dois filmes ganham novos espa\u00e7os e uma expans\u00e3o tardia, mas essencial, do reconhecimento. Curiosamente, como tantos elementos nesse filme-jornada, a rela\u00e7\u00e3o entre as obras de Thayn\u00e1 e Z\u00f3zimo tamb\u00e9m transborda os contornos da narrativa; o di\u00e1logo estabelecido ganha desdobramentos concretos. As jornadas tra\u00e7adas por <em>Kbela, <\/em>dentro e fora da diegese, s\u00e3o singulares e tortuosas &#8211; mas s\u00e3o, sobretudo, percursos preciosos ao cinema brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Clara Pellegrini <\/strong>\u00e9 monitora do CCM e graduanda em Cinema e Audiovisual pela PUC Minas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Clara Pellegrini.&nbsp; Kbela (Yasmin Thayn\u00e1, 2015) \u00e9 um filme sensorial. 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