{"id":2213,"date":"2019-09-12T10:16:06","date_gmt":"2019-09-12T13:16:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/?p=2213"},"modified":"2023-04-04T16:31:36","modified_gmt":"2023-04-04T19:31:36","slug":"a-violencia-necessaria-bacurau-de-kleber-mendonca-filho-e-juliano-dornelles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/a-violencia-necessaria-bacurau-de-kleber-mendonca-filho-e-juliano-dornelles\/","title":{"rendered":"A viol\u00eancia necess\u00e1ria (Bacurau, de Kleber Mendon\u00e7a Filho e Juliano Dornelles)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por F\u00e1bio de Carvalho.\u00a0<\/strong>Se os \u00faltimos filmes de Kleber Mendon\u00e7a Filho, Aquarius e O Som ao Redor, eram constru\u00eddos sob a \u00e9gide de tens\u00f5es que dificilmente escapavam do campo virtual de a\u00e7\u00e3o dos personagens, Bacurau pode ser lido como a radicaliza\u00e7\u00e3o de algo que ruminava nas puls\u00f5es subterr\u00e2neas dos filmes do diretor: uma tomada de a\u00e7\u00e3o frente a opress\u00f5es sociais. O filme \u00e9 robusto na representa\u00e7\u00e3o de uma viol\u00eancia gr\u00e1fica e expl\u00edcita que n\u00e3o haviam atravessado os planos do diretor recifense at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferen\u00e7as consideradas, Bacurau \u00e9 tamb\u00e9m o \u00fanico desses filmes que tem como enfoque uma comunidade marginalizada. Em Aquarius a personagem de S\u00f4nia Braga ocupa uma posi\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita de n\u00e3o negocia\u00e7\u00e3o com empreiteiras. Os representantes da empresa se insinuam sobre o edif\u00edcio da protagonista de maneiras gradativamente mais agressivas, promovendo uma invas\u00e3o a um espa\u00e7o de mem\u00f3rias afetivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recorte de classe de o Som ao Redor tamb\u00e9m se interessa pela interioridade dos apartamentos fortificados da classe m\u00e9dia recifense. H\u00e1 um enclausuramento dos personagens em ambientes fechados que \u00e9 contraposto com a invas\u00e3o dos sons que se insinuam sobre o quadro e o contaminam\u00a0<em>ao redor<\/em>. A dimens\u00e3o de uma amea\u00e7a eminente se apresenta diferentemente nos dois filmes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em Bacurau, uma pequena comunidade do interior de Pernambuco, h\u00e1 uma constante tens\u00e3o entre a vida organizada que os moradores do povoado cultivam e for\u00e7as externas que buscam se apropriar e explorar aquele espa\u00e7o de resist\u00eancia. Atrav\u00e9s de uma multiplicidade de personagens somos apresentados \u00e0 cidade, seus moradores e suas pr\u00e1ticas comuns. A constru\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o no filme se d\u00e1 j\u00e1 dentro da expectativa da comunidade que h\u00e1 muito se preparava para lutar pelo seu direito de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro da l\u00f3gica dos filmes de Kleber Mendon\u00e7a Filho, fica claro que existir\u00e3o amea\u00e7as externas que procuram se infiltrar nos planos, nos espa\u00e7os e nos sons. Mas \u00e9 s\u00f3 quando essas emin\u00eancias se dirigem a uma comunidade desprovida de visibilidade e &#8220;civilidade&#8221; que as for\u00e7as da viol\u00eancia se manifestam com toda a pot\u00eancia\u00a0<a href=\"https:\/\/www.significados.com.br\/gore\/\"><em>gore<\/em> (explicita)<\/a> que lhes \u00e9 poss\u00edvel<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constru\u00e7\u00e3o do cerco em KMF, ferramenta recorrente de modula\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es entre os espa\u00e7os externo-internos do seu cinema, se constr\u00f3i em Bacurau na geografia mais \u00e1rida de sua filmografia, t\u00e3o comumente voltada para as arquiteturas urbanas. O sert\u00e3o pernambucano \u00e9 de veredas e meandros que o espectador n\u00e3o\u00a0desvela sen\u00e3o pelo conhecimento dos habitantes locais, por seus saberes e pr\u00e1ticas tradicionais, ou, pela visualiza\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica dos <em>drones<\/em>\u00a0da corpora\u00e7\u00e3o militarizada que invadir\u00e1 o povoado. O embate, portanto, \u00e9 entre duas\u00a0<em>cosmovis\u00f5es<\/em>: uma de intera\u00e7\u00e3o e conviv\u00eancia harm\u00f4nica entre natureza e sociedade, a outra de gozo luxurioso pela aniquila\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a, do Outro. A problem\u00e1tica existe porque a exist\u00eancia de uma delas requer o exterm\u00ednio da outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sert\u00e3o \u00e9 por excel\u00eancia o espa\u00e7o da inven\u00e7\u00e3o no cinema brasileiro. Vincular o filme a esse espa\u00e7o o instaura em di\u00e1logo com o imagin\u00e1rio brasileiro de resist\u00eancia dos modos quilombolas. Canudos, pelos olhos militares de Euclides da Cunha, assombra a ordem e progresso brasileira pela suposta qualidade messi\u00e2nica de seu l\u00edder.\u00a0Mas, o que o autor de fato encontra \u00e9 um povo de cosmovis\u00e3o dissidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um povo que se ergue para a constru\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia coletiva de liberdade da hegemonia coronelista, Canudos &#8211; e isso \u00e9 pouco refletido &#8211; \u00e9, al\u00e9m de uma rejei\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica e sua pol\u00edtica violenta e excludente, uma diferente experi\u00eancia de consci\u00eancia. A escrita euclidiana \u00e9 polif\u00f4nica, barroca; s\u00e3o os recursos de linguagem encontrados para expressar a crise da experi\u00eancia sens\u00edvel que emerge conflituosa entre um desejo positivista republicano e o tremor do del\u00edrio de um povo resistente. Delirar, em Canudos, e tamb\u00e9m em Bacurau, \u00e9 inventar express\u00f5es de resist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme, que come\u00e7a com a trajet\u00f3ria de um caminh\u00e3o pipa, introduz o espectador \u00e0 comunidade pelos olhos de Teresa. Durante a prociss\u00e3o que vela o corpo de uma anci\u00e3, testemunhamos os tremores de seu caix\u00e3o convulsionando e transbordando \u00e1gua. Os del\u00edrios, em seus planos<em> flashes<\/em>, s\u00e3o interfer\u00eancias em imagens outrora comuns. No seio da representa\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia comum \u00e0 Bacurau se apresenta o conflito nos planos entre dura\u00e7\u00e3o e legibilidade, ou seja, a quantidade de tempo necess\u00e1ria para que o espectador fa\u00e7a a leitura clara dos elementos presentes nos planos. Se, como assim nos parece, os moradores da comunidade est\u00e3o recorrentemente sobre os efeitos de alucin\u00f3genos, o filme nos mostra isso com essas r\u00e1pidas imagens que furam a coer\u00eancia de leitura de uma sequ\u00eancia em andamento. O filme d\u00e1 forma a uma experi\u00eancia sens\u00edvel dos personagens: um conflito de estados de consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o filme termina sua introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 paisagem e personagens de Bacurau, os ind\u00edcios do cerco \u2013 conflito principal da trama \u2013 se amplificam na chegada dos motoqueiros mascarados. A montagem opera alternada entre as intera\u00e7\u00f5es na cidade, e os dois moradores da comunidade que encontram corpos baleados em um s\u00edtio pr\u00f3ximo. Os forasteiros, um casal branco e sudestino, entram num estabelecimento de onde pendem grandes peda\u00e7os de carne do teto. As intera\u00e7\u00f5es s\u00e3o contaminadas por uma artificialidade no rosto de Pacote, um verdadeiro cangaceiro da era digital, que intui a podrid\u00e3o do que est\u00e1 por vir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 esse ponto, as converg\u00eancias de encena\u00e7\u00e3o entre Bacurau e as outras obras de KMF eram muitas. Mas \u00e9 justamente no momento em que KMF finalmente flagra a viol\u00eancia que urgia no subtexto que o filme contribui com seu gesto mais inventivo. Quando os forasteiros executam a sangue frio os moradores de Bacurau, a imagem corta para uma perspectiva topogr\u00e1fica. Vozes distorcidas pairam sobre o acontecimento num tom de <em>gamefica\u00e7\u00e3o<\/em> fazendo piadas s\u00e1dicas: a imagem do inimigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gesto de distanciamento dos diretores ao incorporarem um mecanismo visual\u00a0 militar no momento em que a viol\u00eancia irrompe na tela nos parece ser tamb\u00e9m a maneira mais n\u00edtida de localizar o papel do oprimido e do opressor em Bacurau. A verticaliza\u00e7\u00e3o dominadora do \u00e2ngulo de vis\u00e3o torna insignificantes os corpos no ch\u00e3o. Pequenos pontos numa imagem digitalmente programada e operacional. A execu\u00e7\u00e3o, mesmo se inesperada ou voltada ao corpo de uma crian\u00e7a, n\u00e3o traumatiza a consci\u00eancia daqueles que desumanizam para neutralizar: condi\u00e7\u00e3o do funcionamento da m\u00e1quina de aniquilamento corporativo da mil\u00edcia estrangeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corte entre o regime de imagens convencional do filme e essas imagens inimigas informa que pelos planos de sua composi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o pela continuidade de um mesmo registro tradicional, Bacurau opera conflitos dentro de si mesmo. Ora terror, ora faroeste, ora cinema novo, ora imagens militares, encontramos a preserva\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a entre diferentes registros imag\u00e9ticos que podem operar sem engolirem um ao outro. Bacurau deve muito aos filmes de g\u00eanero americanos, mas na hora de flagrar a viol\u00eancia dos imperialistas ele faz sua escolha. Mostrando-nos as imagens que o inimigo produz, o filme nos diz: \u00e9 assim que eles nos veem. Para eles, n\u00e3o somos nada al\u00e9m de sinais digitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor, como um escolhedor, tem a capacidade de nos lembrar a todo tempo: isso \u00e9 cinema, isso \u00e9 cinema. Poder\u00edamos mergulhar nas imagens perigando n\u00e3o construir nossas diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a elas &#8211; passivamente consumidores \u2013 n\u00e3o nos perguntando a quem servem as imagens do cinema de g\u00eanero americano. Mas, a vit\u00f3ria de Kleber Mendon\u00e7a e Juliano Dornelles est\u00e1 na iconoclastia que vigora quando diretor-espectador fazem o contrabando referencial do pr\u00f3prio repert\u00f3rio das m\u00eddias. Bacurau \u00e9 farto de momentos de apropria\u00e7\u00e3o de um c\u00f3digo amplamente assimilado, mas encontra voz pr\u00f3pria ao instituir claramente a quem serve e por quem \u00e9 feita cada imagem. Os diretores, na forma do filme,\u00a0 n\u00e3o <em>est\u00e3o<\/em> com os opressores. Eles flagram os opressores em todo seu sadismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra passa de personagem em personagem, construindo uma intelig\u00eancia coletiva entre os moradores do sert\u00e3o. Os diretores transitam entre as perspectivas preservando a conflu\u00eancia pr\u00f3pria desse corpo social. Cada inser\u00e7\u00e3o dinamiza o sentido do filme; n\u00e3o h\u00e1 homogeneiza\u00e7\u00e3o. Cada personagem \u00e9 constru\u00eddo em suas peculiaridades, criando multiplicidade dram\u00e1tica. Quando os moradores testemunham as imagens do crime de Pacote, flagrado por c\u00e2meras de seguran\u00e7a, o filme, de novo, nos apresenta o senso de diferen\u00e7a muito clara das imagens registradas pelas for\u00e7as opressivas. S\u00e3o imagens digitalizadas, verticalizadas, que servem a uma descontextualiza\u00e7\u00e3o das necessidades do povo invisibilizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A viol\u00eancia da comunidade de Bacurau \u00e9 necess\u00e1ria, da negatividade, da diferen\u00e7a. A viol\u00eancia da mil\u00edcia estrangeira \u00e9 da assimila\u00e7\u00e3o, da impossibilidade de exist\u00eancia do Outro. Os americanos s\u00e3o s\u00e1dicos, as execu\u00e7\u00f5es s\u00e3o fetiches pornogr\u00e1ficos. Os moradores de Bacurau produzem uma viol\u00eancia de outra ordem. H\u00e1 uma qualidade ritual\u00edstica nessa, na qual os estrangeiros da mil\u00edcia s\u00e3o executados com um senso de dever. Por horas, o filme sugere uma linha t\u00eanue que separa a necessidade da viol\u00eancia e a fascina\u00e7\u00e3o dos personagens com sua pot\u00eancia empoderadora.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2267\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/bacuraru-1024x615.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/bacuraru-1024x615.jpg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/bacuraru-300x180.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/bacuraru-768x461.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/bacuraru.jpg 1086w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Lunga, refugiado com seus capangas no que parece ser uma barragem desativada, \u00e9 esse contraponto. Os personagens inferem que Lunga j\u00e1 fez muito pelo povo, mas ele est\u00e1 \u00e0 margem da margem, vivendo escondido e criminalizado. Sua caracteriza\u00e7\u00e3o extravagante funda um h\u00edbrido entre o canga\u00e7o, o corpo\u00a0<em>queer<\/em> e a hiperviol\u00eancia. Ele \u00e9 como uma for\u00e7a tremenda que precisa ser invocada de seu repouso. Seu pacto com Bacurau \u00e9 de prote\u00e7\u00e3o, mas ele n\u00e3o consegue existir em harmonia com o povoado dada a sua desmedida. Um paroxismo do gesto de resist\u00eancia, Lunga \u00e9 a faca de dois gumes da viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o parece poss\u00edvel a possibilidade de uma representa\u00e7\u00e3o da vingan\u00e7a sem algum fasc\u00ednio pela viol\u00eancia.\u00a0 Ela \u00e9 o pavio curto que impreterivelmente deve explodir no cinema de g\u00eaneros como faroeste e <em>thriller.<\/em> O espectador em cinema aguarda a libera\u00e7\u00e3o das barragens da catarse, e \u00e9 de certo al\u00edvio moral que os seus olhos estejam do lado\u00a0<em>certo <\/em>&#8211; o entusiasmo na cena em que um agente americano tem seus miolos explodidos por uma espingarda.\u00a0Quando Lunga \u00e9 invocado de sua barragem seca, sabemos que os limites ser\u00e3o transgredidos n\u00e3o por abund\u00e2ncia, mas por uma necessidade proveniente da escassez.\u00a0A viol\u00eancia como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o. Quando come\u00e7a o filme sabemos que os moradores de Bacurau sabem disso h\u00e1 muito tempo. Celebramos a tomada de a\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mais populares representantes das recentes aproxima\u00e7\u00f5es do cinema brasileiro \u00e0s realidades marginalizadas, segundo o cr\u00edtico <a href=\"http:\/\/revistacinetica.com.br\/nova\/da-cosmetica-da-fome-a-gentrificacao-da-violencia\/\">Victor Guimar\u00e3es<\/a>, visam \u201cum apaziguamento da brutalidade do mundo num envelope atraente, que dava ensejo ora a uma barb\u00e1rie glamourizada e palat\u00e1vel, ora a um humanismo d\u00f3cil e inofensivo.\u201d*.Esse diagn\u00f3stico, que parte do pensamento de Ivana Bentes de uma cosm\u00e9tica da fome, est\u00e1 na tessitura de filmes como Central do Brasil e Cidade de Deus..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bacurau tem conquistado um grande p\u00fablico, mas, diferente do apelo comercial dos exemplos cosm\u00e9ticos, ele se utiliza do cinema de g\u00eanero de forma muito eficaz para uma apresenta\u00e7\u00e3o inventiva do mundo. Ele est\u00e1 a servi\u00e7o de uma luta de liberdade, e n\u00e3o a favor da apresenta\u00e7\u00e3o de personagens oprimidos na realidade e que tem esse lugar de opress\u00e3o restitu\u00eddo atrav\u00e9s da dramaturgia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse caso temos uma viol\u00eancia que liberta. Um movimento aberrante; Bacurau \u00e9 um monstro delirante.<\/p>\n<p><strong>F\u00e1bio de Carvalho <\/strong>\u00e9 monitor do Centro de Cr\u00edtica da M\u00eddia e graduando em Cinema e Audiovisual pela PUC Minas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por F\u00e1bio de Carvalho.\u00a0Se os \u00faltimos filmes de Kleber Mendon\u00e7a Filho, Aquarius e O Som ao Redor, eram constru\u00eddos sob a \u00e9gide de tens\u00f5es que dificilmente escapavam do campo virtual de a\u00e7\u00e3o dos personagens, Bacurau pode ser lido como a radicaliza\u00e7\u00e3o de algo que ruminava nas puls\u00f5es subterr\u00e2neas dos filmes do diretor: uma tomada 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