{"id":2115,"date":"2019-05-14T16:24:02","date_gmt":"2019-05-14T19:24:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/?p=2115"},"modified":"2023-04-04T16:31:38","modified_gmt":"2023-04-04T19:31:38","slug":"garotas-mortas-e-sobre-procura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/garotas-mortas-e-sobre-procura\/","title":{"rendered":"Garotas mortas \u00e9 sobre procura"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garotas-mortas-livro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2116\" width=\"562\" height=\"562\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garotas-mortas-livro.jpg 640w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garotas-mortas-livro-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garotas-mortas-livro-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garotas-mortas-livro-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Por Ca\u00edque Pinheiro.<\/strong> Desde a capa da edi\u00e7\u00e3o brasileira (Todavia, 2018), com a imagem de uma flor muito pr\u00f3xima e de outras mais distantes, todas desfocadas, a n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o de Selva Almada, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Garotas mortas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, parece sugerir esta mensagem: seu livro \u00e9 sobre a busca de ver algo (e tamb\u00e9m sobre n\u00e3o v\u00ea-lo, de fato). No caso, a autora denuncia e investiga mais profundamente tr\u00eas feminic\u00eddios ocorridos na d\u00e9cada de 1980, em cidades no interior da Argentina; hist\u00f3rias irresolutas desde ent\u00e3o, e que \u2013 paradoxo posto \u2013 mesmo seu bom olhar n\u00e3o contribui para solucionar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos casos \u00e9 o de Andrea Danne; \u201ctinha dezenove anos, era loira, bonita, de olhos claros, estava namorando e fazendo um curso de psicologia. Tinha sido assassinada com uma punhalada no cora\u00e7\u00e3o\u201d; foi encontrada pela m\u00e3e, deitada em sua pr\u00f3pria cama. Suspeitaram dela, do pai, do namorado, de um <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">voyeur<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que j\u00e1 a havia espiado uma vez, al\u00e9m de tantas outras pessoas \u2013 \u201cnum caso em que as investiga\u00e7\u00f5es andavam em c\u00edrculos, sem provas que levassem a lugar algum,\u201d escreve Selva, \u201ctodos eram, de certo modo, suspeitos\u201d. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Na Argentina, o livro saiu em 2014. Os pais de Andrea j\u00e1 haviam morrido, sua irm\u00e3 n\u00e3o queria mais falar. \u201cN\u00e3o posso continuar recordando porque o que houve naquela noite me arrasa, apesar da dist\u00e2ncia\u201d, diz. Tamb\u00e9m a irm\u00e3 de Sarita Mund\u00edn, cujo corpo n\u00e3o foi encontrado, preferia o sil\u00eancio. Somente o irm\u00e3o de Mar\u00eda Luisa Quevedo, que aos quinze anos \u201cpassara alguns dias desaparecida, at\u00e9 que seu corpo violentado e estrangulado apareceu num terreno baldio\u201d, sustentava ainda a miss\u00e3o de falar sobre o caso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Com a dist\u00e2ncia no tempo e a reserva dos familiares, as refeituras da mem\u00f3ria e o crescente desinteresse de quem n\u00e3o esteja diretamente implicado com a hist\u00f3ria, surge uma quest\u00e3o: o que se pode saber, a certa altura, sobre as garotas mortas? Ou, em sentido lato: quando, numa reportagem, algu\u00e9m se prop\u00f5e a investigar sobre vida de uma pessoa comum e que tenha morrido, quanto se pode saber a seu respeito?<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sobretudo pela afinidade tem\u00e1tica, o livro de Selva Almada \u00e9 compar\u00e1vel ao de Truman Capote, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A sangue frio<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Nele, o autor abordou o assassinato violento e sem motiva\u00e7\u00e3o aparente de uma fam\u00edlia comum \u2013 os Clutter \u2013 no interior de seu pa\u00eds. E h\u00e1, ainda, outras similaridades: ambos estrearam na n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o com estas obras, tendo escrito antes contos e romances. Selva, tal qual Capote, soube de um dos casos que lhe ocupou pelos anos seguintes a partir de um simples artigo de jornal. \u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Globo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Almada disse que Truman Capote a inspirou no tom de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Garotas mortas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 \u201cvi como ele estava buscando um pouco o que eu buscava\u201d. E, de fato, ela emprega alguns recursos narrativos como a \u201cdescri\u00e7\u00e3o de cenas inteiras\u201d e a \u201cdo status de vida\u201d, a respeito dos quais escreveu Tom Wolfe e que notabilizaram textos como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A sangue frio<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, mas entendo que as semelhan\u00e7as n\u00e3o se estendem muito mais. Se retomarmos a quest\u00e3o sobre quanto uma investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica pode saber sobre uma pessoa comum e morta, Capote e Selva deixam de se parecer. \u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No uso de um recurso t\u00edpico do romance modernista conhecido como \u201cponto de vista da terceira pessoa\u201d, Capote chegou a atribuir falas a personagens que, mortos, n\u00e3o teve a chance de entrevistar. Discuss\u00f5es importantes sobre <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A sangue frio<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> n\u00e3o desconsideram que assim o autor avan\u00e7ou sobre (pelo menos) um aspecto \u00e9tico. Como seria poss\u00edvel, nesse tipo de inscri\u00e7\u00e3o narrativa, falar por quem j\u00e1 partiu, atribuindo aos mortos n\u00e3o s\u00f3 o que deixaram registrado e o que se diz a seu respeito, mas algo como aquilo que eles mesmos diriam?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gay Talese tamb\u00e9m fez uso deste recurso em sua n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o e diz que, colocando perguntas certas e em condi\u00e7\u00f5es adequadas, \u00e9 poss\u00edvel perscrutar o que se passa na cabe\u00e7a das fontes \u2013 mesmo seus sentimentos \u2013 e, assim, gerar um relato t\u00e3o fidedigno quanto o do mais confi\u00e1vel jornalismo, com seus m\u00e9todos ortodoxos<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. C<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">omo nota Marcelo Bulh\u00f5es, entretanto, a convic\u00e7\u00e3o de que entrevistas minuciosas d\u00e3o um subs\u00eddio seguro para que um jornalista fale em nome de outra pessoa, \u201cpode ser considerada, no m\u00ednimo ing\u00eanua. [&#8230;] Naquela noite silenciosa nas plan\u00edcies do Kansas, ningu\u00e9m, a n\u00e3o ser as v\u00edtimas e criminosos, ouviu os disparos e as abafadas s\u00faplicas.\u201d <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Este limite Selva n\u00e3o cruzou. A autora insistiu com fontes que lhe driblaram e que n\u00e3o quiseram atende-la. \u00c9 verdade que buscou uma tar\u00f3loga e que a consultou sobre o que pensavam as garotas l\u00e1 onde est\u00e3o mortas, e que esta sensitiva \u2013 chamada Senhora \u2013 \u00e9 uma personagem importante do livro. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que n\u00e3o lhe diz muito al\u00e9m do que outras fontes informaram, e o que diz tem a marca dessa media\u00e7\u00e3o m\u00e1gica, que \u00e9 diversa da jornal\u00edstica. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No que me parece uma boa met\u00e1fora para o trabalho de reportagem feito em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Garotas mortas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Senhora diz \u00e0 Selva que \u201ctalvez seja esta a sua miss\u00e3o: recolher os ossos das garotas, arm\u00e1-las, dar-lhes voz e depois deix\u00e1-las correr livremente para onde tiverem que ir\u201d. Entendo que neste livro Selva Almada busca as hist\u00f3rias de Andrea, Sarita e Mar\u00eda Luisa e lhes d\u00e1 uma boa estrutura de visibilidade, mas n\u00e3o as apreende. N\u00e3o como Capote fez com os Clutter, completando-os com as falas que j\u00e1 n\u00e3o tinham. \u00a0As garotas argentinas foram silenciadas e este \u00e9 um limite de sua representa\u00e7\u00e3o. A reportagem pode trabalhar no entorno disto \u2013 e esta o faz muito bem.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ca\u00edque Pinheiro<\/strong> \u00e9 jornalista e faz doutorado em Comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 interessado em livros-reportagem, reportagem narrativa, Novo Jornalismo, assuntos afins e al\u00e9m.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ca\u00edque Pinheiro. Desde a capa da edi\u00e7\u00e3o brasileira (Todavia, 2018), com a imagem de uma flor muito pr\u00f3xima e de outras mais distantes, todas desfocadas, a n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o de Selva Almada, Garotas mortas, parece sugerir esta mensagem: seu livro \u00e9 sobre a busca de ver algo (e tamb\u00e9m sobre n\u00e3o v\u00ea-lo, de fato). 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