{"id":1694,"date":"2018-06-20T08:53:55","date_gmt":"2018-06-20T11:53:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/?p=1694"},"modified":"2018-08-20T10:11:36","modified_gmt":"2018-08-20T13:11:36","slug":"a-descoberta-de-uma-anatomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/a-descoberta-de-uma-anatomia\/","title":{"rendered":"A descoberta de uma anatomia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por F\u00e1bio de Carvalho.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Me chame pelo seu nome, que eu te chamarei pelo meu \u2013 troca de afetividades, transcorporalidade. Eu em voc\u00ea, voc\u00ea em mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O descobrimento de uma dada sexualidade \u00e9 processual, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade instant\u00e2nea para tal conhecimento. \u00c9 necess\u00e1rio tocar e ser tocado, sentir e fazer sentir. Esse processo n\u00e3o come\u00e7a necessariamente pelos rituais programados de uma sociedade heteronormativa, mas pela singularidade de cada experi\u00eancia. \u00c9 atrav\u00e9s da captura de certa singularidade que \u201cMe chame pelo seu nome\u201d (2017), dirigido por Luca Guadagnino, revela sua pertin\u00eancia ao espectador. A constru\u00e7\u00e3o f\u00edlmica dos sentidos enreda o olhar atento numa cumplicidade localizada num espa\u00e7o seguro, de receptividade e aceita\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma celebra\u00e7\u00e3o da descoberta com o outro de um lugar comum onde o afeto existe. \u201cOliver!\u201d, \u201cElio!\u201d, express\u00f5es de assentamento: ele est\u00e1 em mim, eu estou nele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme se insere numa geografia de on\u00edrica verossimilhan\u00e7a, a mimese nost\u00e1lgica do fim de um s\u00e9culo. Esperamos encontrar nesse desejo pelo passado uma abertura para melhor compreender o presente, ou t\u00e3o somente dar-lhe corpo. Os anos 80 s\u00e3o, arrisco, uma heterotopia midi\u00e1tica, espa\u00e7o de contradi\u00e7\u00e3o, que adquire filmicamente uma dada textura &#8211; uma dada territorialidade dos sentidos \u2013 que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel no s\u00e9culo XXI. S\u00e3o as imagens saturadas, o figurino, os cortes de cabelo, as m\u00fasicas populares, que guiam o olhar do espectador na fabula\u00e7\u00e3o de uma \u00e9poca. Os anos oitenta jamais poderiam filmar a si mesmos da forma como Me chame pelo seu nome faz, valorizando uma identidade cultural mediada pelo olhar da contemporaneidade. A obra fisga um p\u00fablico interessado nessa reprodu\u00e7\u00e3o do passado &#8211; recorr\u00eancia nas produ\u00e7\u00f5es pop atuais \u2013 e nos localiza na It\u00e1lia, pa\u00eds exaustivamente idealizado pelas lentes do cinema norte americano em sua beleza id\u00edlica. A mise-en-sc\u00e8ne est\u00e1 posta, espa\u00e7o onde a pot\u00eancia da artificialidade encenada das imagens em quest\u00e3o vai se fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se antes de tudo de um convite a uma er\u00f3tica da arte &#8211; para tangenciarmos Sontag \u2013 que n\u00e3o torna a experi\u00eancia do filme derivativa. \u00c9 sensorial, e nesse sentido propositiva de uma rela\u00e7\u00e3o com o espectador pautada pelo preenchimento de um espa\u00e7o sempre sugerido pela cumplicidade da c\u00e2mera. A rela\u00e7\u00e3o de Elio e Oliver foi dos meus sentidos tamb\u00e9m, inclusive, \u00e9 s\u00f3 atrav\u00e9s deles que ela se tornou t\u00e3o potente: magia pag\u00e3 cinematogr\u00e1fica. O corpo sexual, mais vezes o masculino, est\u00e1 imageticamente conectado com uma quest\u00e3o das esculturas enquanto arquitetura dos corpos. A trama passeia seus personagens por s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, museus. Espa\u00e7os da mem\u00f3ria, onde corpos esculpidos nos dizem da descoberta da anatomia humana, do tensionamento er\u00f3tico, do movimento petrificado. O cinema em Me chame pelo seu nome se presta \u00e0 mesma descoberta. A hist\u00f3ria que perpassa todas as civiliza\u00e7\u00f5es: a hist\u00f3ria do afeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se trata de um exerc\u00edcio pornogr\u00e1fico, mas de uma coopera\u00e7\u00e3o entre olhar realizador e olhar espectador, olhares m\u00faltiplo-sensitivos, que cheiram e tocam. Defendo aqui que essa inser\u00e7\u00e3o n\u00e3o prov\u00e9m t\u00e3o somente de um espectador inocentemente situado &#8211; que n\u00e3o deixa de ser mola propulsora de uma produ\u00e7\u00e3o que almeja a identifica\u00e7\u00e3o cultural\/ideol\u00f3gica alinhada com certa l\u00f3gica capital\u00edstica de aprecia\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o do presente \u2013 mas de um desejo leg\u00edtimo de libera\u00e7\u00e3o sensorial ao qual a obra se agarra. Nesse sentido, ela desenha um belo caminho do poss\u00edvel, onde a fetichiza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o dos personagens \u00e9 combatida pelo exerc\u00edcio do extracampo como espa\u00e7o do desejo. Em dado momento, um <i>travelling<\/i> da c\u00e2mera na escurid\u00e3o do quarto de Oliver e Elio direciona o olhar do espectador para a janela externa. O movimento \u00e9 belo, pois ao diretamente abordar a \u201cpuls\u00e3o esc\u00f3pica\u201d do humano \u2013 como o colocaria Comolli \u2013 a obra, como vai fazer em v\u00e1rias outras sequ\u00eancias, nos priva da vis\u00e3o explicita da troca de afetos dos personagens. Essa demarca\u00e7\u00e3o dos limites do quadro convida \u00e0 inven\u00e7\u00e3o, a erotiza\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo em que protege o filme de uma dimens\u00e3o puramente obsessiva em revelar, mostrar, <i>explicitar<\/i>. O que acontece no extracampo \u00e9 dos personagens, mas tamb\u00e9m pode ser nosso se nos pusermos a criar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Me chame pelo seu nome reconhece a delicadeza que seu tema necessita, e trabalha aquilo que vemos e aquilo que desejamos ver direcionando \u00e0 experi\u00eancia sensitiva da pot\u00eancia do menos dito, menos visto em determinadas dimens\u00f5es, e valorizando a exibi\u00e7\u00e3o de outras. Se inscreve na obra um interessante tensionamento que desponta em in\u00fameras produ\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas, onde desejamos ver compulsivamente, mas tememos banalizar aquilo que nos \u00e9 mostrado. O filme se agarra a um presente-passado nost\u00e1lgico, mas, n\u00e3o sejamos afobados, ele n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 deriva. Nem tudo em Me chame pelo seu nome cabe aos olhos famintos da selvageria capital\u00edstica. O amor ainda batalha por sua dignidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1695\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/1-3WuKrJN_0NpefD5HnzdLcw.jpeg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/1-3WuKrJN_0NpefD5HnzdLcw.jpeg 1600w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/1-3WuKrJN_0NpefD5HnzdLcw-300x169.jpeg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/1-3WuKrJN_0NpefD5HnzdLcw-768x432.jpeg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/1-3WuKrJN_0NpefD5HnzdLcw-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/1-3WuKrJN_0NpefD5HnzdLcw-460x260.jpeg 460w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Susan Sontag \u2013 Contra a interpreta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jean Louis Comolli em Pensar o Cinema \u2013 Imagem, \u00c9tica e Filosofia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por F\u00e1bio de Carvalho. 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